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CONTEXTO, FACTORES DE MUDANÇA E DESAFIOS À SUA VALORIZAÇÃO NA REGIÃO ALENTEJO OS MERCADOS DO AZEITE: CONTEXTO, FACTORES DE MUDANÇA E DESAFIOS À SUA VALORIZAÇÃO.

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1 CONTEXTO, FACTORES DE MUDANÇA E DESAFIOS À SUA VALORIZAÇÃO NA REGIÃO ALENTEJO OS MERCADOS DO AZEITE: CONTEXTO, FACTORES DE MUDANÇA E DESAFIOS À SUA VALORIZAÇÃO NA REGIÃO ALENTEJO Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE

2 -O projecto PACMAN: promover a atractividade, competitividade e internacionalização do cluster agro-alimentar na área mediterrânica; -Tema Olivoturismo: um novo produto turístico para o Alentejo, associa duas contribuições chave: A do turismo é fundamental para a valorização desse cluster; A do azeite, por excelência, uma das cadeias ou fileiras agro- alimentares mediterrânicas; -O plural de mercados no título significa que existem vários mercados em que o azeite constitui um produto diferente e deve ser promovido, vendido, e valorizado de forma diferente; -Mas, o singular azeite significa que sem competitividade, desenvolvimento e sustentabilidade na produção de Azeite a viabilidade desses mercados é duvidosa senão impossível; Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE INTRODUÇÃO O projecto e o título da intervenção

3 -Contudo, essas actividades são valorizadoras da viabilidade económica do azeite e da sua sustentabilidade, e conjuntamente dos recursos que são utilizados na sua cadeia ou fileira, território e paisagem, olival, olivicultores, agro-industriais, e prestadores de serviços, incluindo os turísticos, hoteleiros, gastronómicos, entre muitos outros; -Subsector muito importante; Os indicadores ambientais e territoriais, sociais e económicos da cadeia de valor do azeite, demonstram essa importância absoluta e relativa; -Mas, relevância extravasa esses números. O azeite é um produto mediterrânico que nos liga ao nosso tipo e ordenamento da paisagem e de ocupação do território, que nos remete para a nossa dieta tradicional mediterrânica, que nos marca como cultura e vivência de povo. Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE INTRODUÇÃO Relevância ambiental, cultural, social e económica

4 PortugalTotal Nº de Explorações, Superfície Total e Superfície Agrícola Utilizada: 305 mil exp., mil ha ST e ha SAU; Olival -130 mil explorações (43%) e 336 mil hectares (9% da SAU); -Estrutura das Explorações com olival: 99,7 mil exp. com menos de 2 ha, 28,6 mil com > 2 e 2 e < 20 ha e 2,1 milhares com mais de 20 hectares; Fonte: RGA, 2009 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO O olival em Portugal

5 AlentejoTotal Nº de Explorações, Superfície Total e Superfície Agrícola Utilizada: exp. (14%), mil ha de SAU (59%); Olival -No Alentejo : 19,7 mil explorações (47%) com olival e 164 mil hectares (8% da SAU); - Estrutura das Explorações com olival: 9,5 milhares com 2 e 20 ha; Fonte: RGA, 2009 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO O olival no Alentejo

6 Principais diferenças do Alentejo - Da área de olival em Portugal o Alentejo representa 49 %; - Das 783 explorações em Portugal com áreas de olival > 50 ha, 656 ( 84 %) situavam-se no Alentejo; esse número reduzido explorações (3%) com uma área muito considerável 80 mil ha (48%); -9,5 mil explorações (48%) com áreas de olival < 2ha mas com um total de apenas 9 mil ha (5%); Fonte: RGA, 2009 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO O olival no Alentejo

7 O que resulta das principais diferenças do Alentejo - Há explorações com dimensão para poderem ser comercialmente especializadas no sector que podem, cooperando ou não, procurar vantagens competitivas; -Há, por outro lado, um enorme trabalho a fazer para juntar os esforços de muitas explorações de pequena dimensão e aproveitar áreas e produção existente; -A diferenciação do azeite é um factor de valorização fundamental e uma forma de associar a estrutura de produção e o consumo à origem (DOPs e IGs); -O que suceder ao nível da PAC vai ser relevante para as dois tipos mas principalmente para as segundas, sem o que, provavelmente, o olival não será rentável nem sustentável. Fonte: RGA, 2009 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO O olival no Alentejo

8 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Área de olival e produção azeitona em Portugal

9 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Produção de Azeite em Portugal

10 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Área de olival e produção azeitona Distribuição regional

11 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Valor da produção

12 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Lagares, azeitona oleificada e azeite Distribuição regional

13 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Azeite obtido por grau de acidez Distribuição regional

14 -Produção de azeite em Portugal a níveis nunca alcançados; -340 mil ha de olival, 500 mil ton de produção de azeitona e 823 mil hl de azeite produzido em 539 lagares; -Alentejo com posição dominante no contexto nacional: 173 mil hectares (51%), 335 ton azeitona (67%) e 521 mil hl (63%) em 107 lagares; -Valor da produção representa cerca de 10 milhões de euros, muito baixo em termos relativos; -Em Portugal e, em particular, no Alentejo, produz-se azeite de grande qualidade: 59 % do total nacional com < 0,8 graus de acidez; 59 % do total nacional com < 0,8 graus de acidez; 81 % do azeite do Alentejo com < 0,8 e 97% com < 2 graus; 81 % do azeite do Alentejo com < 0,8 e 97% com < 2 graus; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO produção de azeite em Portugal e no Alentejo

15 Os azeites virgens são obtidos a partir da azeitona exclusivamente por meios mecânicos: -Virgem extra quando apresenta una acidez livre máxima, expressa em ácido oleico, de 0,8 g por 100 g, - Virgem se apresenta una acidez livre máxima, expressa em ácido oleico, de 2 g por 100 g, e -Lampante, acima desse valor de acidez; Refinado o que é obtido da refinação de azeites virgens e apresenta uma acidez livre máxima de 0,3 g por 100 g, Azeite, mistura de azeite refinado e de azeite virgem não lampante, com uma acidez livre de não mais de 1 g por 100, entre outras características estabelecidas para estas categorias. CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Categorias comerciais de azeite

16 Fonte: Rente, E., Apresentação da Innoliva, U.E. CONTEXTO Categorias comerciais

17 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Azeites com nome protegido

18 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Azeites com nome protegido Estrutura de produção

19 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Azeites com nome protegido Valor de vendas

20 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Azeites com nome protegido Portugal

21 -Seis DOP e nenhum IGP de azeite, 5 efectivamente produzidas, de 121 com nome protegido em Portugal, tendo 110 reconhecimento comunitário; -As quantidades e valores de venda são relativamente reduzidos: 7,5 milhares de explorações aderentes, produção de toneladas e um valor de vendas de 6,2 milhões de euros. -Azeite biológico é outro dos azeites diferenciados que produzimos; -A diferenciação destas marcas através de uma estratégia de comercialização e marketing que sustente a sua venda e valorização com um prémio de preço adequado não tem sido conseguida. CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Qualidade/tipos de azeite Portugal

22 Fonte: INE, Estatísticas Agrícolas, 2011 Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia - CEFAGE CONTEXTO Consumo em Portugal Capitação

23 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Entradas e saídas de azeites 2010 e 2011

24 -Consumo recupera de valores baixos ao nível dos tradicionais mediterrânicos (7,7 kg per capita); -Maiores consumidores são os Gregos (20,8 kg per cap.) e os Espanhóis (14,4 kg per cap.), com valores de consumo per capita substancialmente maiores; -Consumo total de aproximadamente 80 mil toneladas (entre 2008 e 2010); - Saldo com exterior desfavorável em cerca de 20 mil toneladas, necessárias para satisfazer níveis de consumo doméstico; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Consumo em Portugal

25 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Fileira

26 -A granel: Refinadores e embaladores (domésticos e internacionais); -Embalado: Grandes superfícies, Horeca, Institucionais, lojas tradicionais e locais; feiras; serviços turísticos Venda e compra de Venda e compra de Azeite como ou para: -Confecção alimentar e gastronomia; -Utilização na mesa; - Oferta ou consumo ocasional; - Produto ou serviço turístico (Gastronomia, Marketing territorial, olivoturismo) - Produto com benefícios para a saúde oferta; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Canais comercialização Vendas e compras

27 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Produção e consumo mundial

28 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Principais países produtores e consumidores

29 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Principais países exportadores e importadores

30 -Mercado de 3 milhões de toneladas, com taxa de crescimento de cerca de 3%; -Maior player do mercado internacional do azeite é a Espanha (47% da produção e 28 % das exportações mundiais); -Itália é o maior consumidor, o maior importador mas, simultaneamente, o 2º maior exportador; -Importância e influência do mercado interno Espanhol na fixação de preços internacionais; -Preços a níveis muito baixos: É preciso recuar até às semanas de Maio - Junho de 2009, em que as cotações caíram para níveis mínimos, para termos preços de azeite extra virgem tão baixos (desde 2006); CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Situação actual

31 -Depois de uma grande variabilidade no ano de 2008, uma queda para níveis muito baixos até Maio e subida até Outubro desse ano, no final do ano caíram para o nível dos 200 Euros (100 kg); -Mantêm estáveis com ligeira e gradual tendência negativa até aos 180 Euros no Verão de 2012; -Com a expectativa de uma produção total baixa, devido ao ano agrícola, as cotações semanais têm apresentado um comportamento em alta; -Tendências do preço do azeite refinado são semelhantes com níveis de preço entre 2009 e 2012, ligeiramente acima do mínimo de 2008, á volta dos 175 Euros (100 kg); CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços de AEV e AR

32 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços mensais de AEV

33 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços mensais de AEV

34 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços semanais de AR

35 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços semanais de AEV

36 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços mensais de AR

37 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços mensais de AR

38 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Preços semanais de AR

39 -Aumentos recentes de produção: 300 mil ton (10%) entre as duas últimas campanhas; -Aumento de stocks: Níveis aumentaram em cerca de 34% na campanha para cerca de1 milhão de ton.; -Fraco aumento do consumo dos principais consumidores: Consumo aumentou 16 mil ton (0.9 %) no conjunto dos países da UE, os principais consumidores; -Tendência favorável no consumo do Resto do Mundo: Crescimento de cerca de 83 mil ton (7%); CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Aspectos recentes

40 -Oferta fragmentada e procura (distribuição) concentrada; -O azeite representa apenas 2% do mercado dos óleos vegetais, que está em crescimento; - Os países emergentes são mercados com grande potencial à medida que o rendimento disponível das famílias aumente e o seu padrão de consumo se altere para procura pela qualidade (classe, saúde); CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Aspectos recentes

41 COI promove campanhas nos países emergentes com potencial: -Brasil: Crescimento de 10 % (54 mil ton nesta campanha, com 30 para Portugal, 14 para Espanha, 6 para Argentina); - EUA: Crescimento de 4% (17 ton dos países da EU 27, com cotas de Espanha, Tunísia e Argentina a subirem 32, 12 e 100%); -China: 22 de 25 % do aumento das importações é de países da EU-27, dos quais 56 % da Espanha e 37 da Grécia. CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia CONTEXTO Mercado mundial Aspectos recentes

42 Gerais e estruturais: -Desenvolvimento económico e social; -Saúde alimentar e qualidade produtos; -Energia e alterações climáticas; -Conhecimento e inovação; -Volatilidade de preços e incertezaConjunturais: -Aumento do custo do capital; -Evolução dos mercados internos; -Re-orientação das políticas públicas; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia FACTORES DE MUDANÇA

43 Específicos: -Relativos à oferta e à ligação com a matéria-prima e aos seus modos de produção; -Efeito no preço da variabilidade de produção da matéria- prima; -Ocupação e ordenamento territorial, ambiente e desenvolvimento rural (bens públicos) CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia FACTORES DE MUDANÇA

44 Relativos ao sector agro-alimentar: Institucionais e reguladores: Liberalização dos mercados e Modificação da PAC; Concentração do poder nos mercados: Concentração dos agentes entre a produção e os consumidores, Concentração da grande distribuição e efeito das marcas de distribuição; O poder dos consumidores: Preocupações de saúde e bem- estar e ambiente, novos segmentos de mercado com procura por produtos de qualidade, seguros e saudáveis; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia FACTORES DE MUDANÇA

45 Relativos ao sector agro-alimentar: O poder dos consumidores: Preocupações de saúde e bem- estar e ambiente, novos segmentos de mercado com procura por produtos de qualidade, seguros e saudáveis; Novas oportunidades de negócio e diversificação: energia, ambiente, outros usos,… Debilidade do sector: Falta de dimensão empresarial, escassa profissionalização, excessiva fragmentação da oferta e insuficiente cooperação inter e in CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia FACTORES DE MUDANÇA

46 Melhoria constante da qualidade e segurança alimentar; Prestação de serviços de gestão das explorações Melhorar gestão das empresas: baixar custos, aumentar a produtividade e profissionalizar a gestão; Compatibilizar o enfoque sectorial com o territorial: Agricultura continua a ser fundamental para a viabilidade das áreas rurais; carácter multi-funcional da agricultura; fazer valer a importância ambiental, social, política do sistema agro-alimentar; Ganhar dimensão através da cooperação: Comercialização conjunta; centrais de compras; Comercialização eficiente orientada para o mercado CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

47 Promover o desenvolvimento da cultura do azeite em mercados emergentes com enorme potencial; -Apresentar e divulgar o azeite e as suas características para vários fins e utilizações em mercados potenciais; -Diversificar mercados internacionais e acompanhar mercados afirmando qualidade e aumentando criação de valor; - Associar a imagem do azeite ao território, ambiente, desenvolvimento rural, saúde e bem-estar. CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

48 Resolver o desafio de oferecer eficaz e eficientemente um produto: -Associado à natureza e ao território; -De qualidade e com características únicas; -Optimizando recursos na fileira e ao longo da cadeia de valor e actividades económicas associadas ao cluster; -Promovendo o seu consumo e utilização diversificada; -Captando valor acrescentado; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

49 CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia PRIA

50 Produção do Alentejo reduzida em termos absolutos e relativos face à escala do mercado internacional; Grande maioria da produção é de azeite virgem extra; Criação de valor tem que ter por base a diferenciação do produto; Estratégia tem que ser baseada em segmentos de mercado e posicionamento em gama alta; Criação de marcas e características extrínsecas para essa gama; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

51 Que estratégia face às nossas produções? - Se considerarmos que há escala de quantidade de produto, de média qualidade, e potencial para a sua produção, podemos visar e vender nos mercados internacionais; - Conhecer e seleccionar mercados que apresentam para nós maior potencial: Brasil, em que somos líderes, Angola, mercados asiáticos; - Deveremos vender em nichos de alta qualidade e de valorização da qualidade; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

52 Que estratégia face às nossas produções? - Estratégia mista de valorização interna trazendo cá os compradores, nomeadamente, associando ao consumo de qualidade um conjunto de serviços que valorizam o consumo do produto mas através do qual vendemos outro conjunto de serviços (olivoturismo e relação com a gastronomia); - Estratégias complementares de valorização do azeite, do rendimento dos produtores ou agro-industriais que o produzem, das áreas e locais de origem ou proveniência onde é produzido, das áreas de olival das explorações agrícolas ou agro-industriais em que é produzido; CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

53 Nesta estratégia importa progredir: - Definir o que se entende por olivoturismo? É uma segunda leva de turismo rural associado ao olival? Ninguém deseja que se limite a isso; - Desenvolver políticas públicas de apoio a actividades associadas ao cluster do azeite em áreas rurais; parece-me que estamos também hoje e aqui a dar passos nesse sentido; - Envolvimento de explorações e empresas, desenvolvimento de tarefas associadas às operações culturais do olival ; - Promoção da gastronomia e dieta mediterrânica associada aos locais, território e produções tipo; - Apoiar constituição de oferta de serviços em cooperação (explorações agrícolas, hotelaria, operadores turísticos). CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia DESAFIOS

54 MUITO OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO CEFAGE Escola Ciências Sociais Centro Estudos e Formação Avançada Carlos A. F. Marques Departamento Gestão Gestão e Economia FIM


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