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Modelo de Atenção Novo paradigma: CAPACIDADE FUNCIONAL.

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Apresentação em tema: "Modelo de Atenção Novo paradigma: CAPACIDADE FUNCIONAL."— Transcrição da apresentação:

1 Modelo de Atenção Novo paradigma: CAPACIDADE FUNCIONAL

2 Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa 18/10/2006 É propósito da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa trabalhar em dois grandes eixos, tendo como paradigma a capacidade funcional da população idosa Idosos Independentes Idosos Frágeis

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4 13% 17%

5 Duarte YAO, Nunes DP, Corona LP, Lebrão ML. Como estão sendo cuidados os idosos frágeis de São Paulo? A visão mostrada pelo estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). In: Cuidados de longa duração para a população idosa : um novo risco social a ser assumido? / Ana Amélia Camarano (Organizadora) – Rio de Janeiro: Ipea, 2010.

6 Duarte YAO, Nunes DP, Corona LP, Lebrão ML. Como estão sendo cuidados os idosos frágeis de São Paulo? A visão mostrada pelo estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). In: Cuidados de longa duração para a população idosa : um novo risco social a ser assumido? / Ana Amélia Camarano (Organizadora) – Rio de Janeiro: Ipea, 2010.

7 Duarte YAO, Nunes DP, Corona LP, Lebrão ML. Como estão sendo cuidados os idosos frágeis de São Paulo? A visão mostrada pelo estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). In: Cuidados de longa duração para a população idosa : um novo risco social a ser assumido? / Ana Amélia Camarano (Organizadora) – Rio de Janeiro: Ipea, 2010.

8 Duarte YAO, Nunes DP, Corona LP, Lebrão ML. Como estão sendo cuidados os idosos frágeis de São Paulo? A visão mostrada pelo estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). In: Cuidados de longa duração para a população idosa : um novo risco social a ser assumido? / Ana Amélia Camarano (Organizadora) – Rio de Janeiro: Ipea, 2010.

9 Duarte YAO, Nunes DP, Corona LP, Lebrão ML. Como estão sendo cuidados os idosos frágeis de São Paulo? A visão mostrada pelo estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). In: Cuidados de longa duração para a população idosa : um novo risco social a ser assumido? / Ana Amélia Camarano (Organizadora) – Rio de Janeiro: Ipea, 2010.

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12 Limiar de incapacidade Capacidade Funcional Infância e adolescência Variação da função nos indivíduos Reabilitação e promoção da qualidade de vida Vida adultaMaturidade e Velhice Crescimento e desenvolviment o Manter o maior nível funcional possível Manutenção da independência e prevenção da incapacidade FONTE: Kalache & Kickbuch, 1997; In: OMS, 2005

13 Limiar de incapacidade Capacidade Funcional Infância e adolescência Variação da função nos indivíduos Reabilitação e promoção da qualidade de vida Vida adultaMaturidade e Velhice Crescimento e desenvolviment o Manter o maior nível funcional possível Manutenção da independência e prevenção da incapacidade FONTE: Kalache & Kickbuch, 1997; In: OMS, 2005

14 Edad (años) Capacidad Funcional Dependencia Independencia Baja reserva fisiológica (fragilidad) Enfermedad aguda PERDA DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSOS Modelo catastrófico (doença aguda) recuperación muerte Pronóstico de recuperación depende más de la naturaleza de la enfermedad aguda

15 muerte Edad (años) Capacidad Funcional Dependencia Independencia Enfermedad crónica con descompensaciones (ICC, EPOC, Cirr hepática,…) PERDA DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSOS Modelo progressivo-mixto (envelhecimento com doença crônica e reagudizações) - A medida que avanza el tiempo, el pronóstico de supervivencia depende más del estado basal del anciano y menos de la enfermedad Baja reserva fisiológica (fragilidad)

16 Capacidade Funcional - Conceito Capacidade de realizar, por si mesmo, uma atividade ou processo Segundo Webster ( J.M. Ribera, Farreras/Rozman Medicina Interna. Ed Doyma 1995 ) Atividades Básicas da Vida Diária Atividades Instrumentais da Vida Diária Funcionamento Mental e Emocional Relações com o meio, com as pessoas e outras atividades (p. ex. participação social) Função Física Função Mental Função Social Salgado A, González-Montalvo JI. Importancia de la valoración geriátrica. En : Valoración del paciente anciano. eds: Salgado A, Alarcón MªT. Masson, S.A. Barcelona, pp 1-18.

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18 Modelo Biomédico Tradicional Baseado exclusivamente nas alterações biológicas e nas doenças O mais conhecido na prática clínica da Medicina. Anamnese. Exame Físico. Exames complementares Diagnóstico Médico Tratamento Médico CURA Morte Cronicidade Salgado A, González-Montalvo JI. Importancia de la valoración geriátrica. En : Valoración del paciente anciano. eds: Salgado A, Alarcón MªT. Masson, S.A. Barcelona, pp 1-18.

19 Fracasso do Modelo Biomédico Tradicional Pode controlar adequadamente a doença, mas não a cura Não intervem sobre a incapacidade, nem sobre a dependência Pode gerar polifarmácia e efeitos indesejáveis (iatrogenia) Sentimento de ineficácia e frustração dos profissionais, ao se perpetuar uma situação de cronicidade e deterioração Não planeja a utilização dos diferentes recursos sanitários, nem contempla a necessidade de recursos sociais

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21 Modelo Funcional

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23 Idoso frágil na UBS Diagnóstico precoce e acompanhamento Classificar o risco funcional de todos os idosos do território, construindo um cadastro informatizado das pessoas idosas, que se transforme em instrumento de gestão. Estabelecer o fluxo de atenção da pessoa idosa, após a avaliação funcional concluída, (quem fica na Atenção Básica e quem vai para a Atenção Especializada, ou para outro ponto da linha de cuidados) diferenciando a linha de cuidados para cada categoria: a) idosos independentes/saudáveis b) idosos dependentes/frágeis.

24 FUNÇÃO BIOMÉDICA:. Diagnósticos atuais e antigos. Hábitos e estilos de vida. Estado nutricional. Medicamentos FUNÇÃO FÍSICA:. ABVD. AIVD. Marcha e Equilíbrio. Quedas FUNÇÃO MENTAL:. Cognitiva. Emocional (depressão). Percepção (visão e audição) FUNÇÃO SOCIAL:. Convivência (família, amizades,...). Isolamento, mora só. Cuidador principal. Utilização de recursos sociais AVALIAÇÃO GERIÁTRICA GLOBAL Elementos básicos da Avaliação Geriátrica Global

25 IDENTIFICANDO A PESSOA IDOSA FRÁGIL OU EM PROCESSO DE FRAGILIZAÇÃO Deve-se dar maior atenção e prioridade de agendamento àquelas pessoas idosas que apresentarem os seguintes dados: 1.Queda ou internação hospitalar nos últimos seis meses; 2.Diabético e/ou hipertenso sem acompanhamento; 3.Pessoa que não faz acompanhamento regular de saúde; 4.Idoso(a) que fica sozinho(a) e que tem várias doenças crônicas, referindo-se ao seu estado de saúde como ruim ou muito ruim. Estes casos devem ser priorizados por implicarem maior risco de incapacidades e mortalidade

26 Avaliação Funcional Capacitar os profissionais na aplicação dos seguintes instrumentos de avaliação: 1. Escala de Katz (ABVD) 2. Escala de Lawton (AIVD) 3. Velocidade de Marcha 4. Timed up and go Test (TUGT) 5. Mini Exame do Estado Mental (MEEM) 6. Escala de Depressão Geriátrica (EDG) 7. Teste de Snellen (visão) 8. Teste do Sussurro (audição) 9. VES-13

27 Incapacidade Leve Incapacidade Moderada Incapacidade Severa

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29 Atenção à Saúde da Pessoa Idosa O enfrentamento das condições crônicas vai exigir, como indicam as evidências internacionais, mudanças radicais na atenção primária à saúde. Pessoas idosas (60 anos ou mais), por serem portadoras de condições crônicas, apresentam alta prevalência de incapacidades e dependência para as Atividades da Vida Diária (AVDs), com aumento da necessidade de cuidados continuados e permanentes.

30 O incremento da atenção dispensada às condições crônicas também se traduz em um enfoque na adesão a tratamentos de longo prazo. Estes tratamentos requerem integração, para garantir que as informações sejam compartilhadas entre os diferentes cenários e os prestadores e através do tempo (a partir do contato inicial com o paciente). Essa atenção deve ser contínua e continuada e deve perpassar os diferentes pontos da atenção no território, de acordo com as necessidades e a complexidade de cada usuário. A integração com os diferentes níveis da atenção é fundamental, um complementando o outro e todos com competências bem definidas, para otimizar as ações e levar à resolubilidade. Assim, o trabalho em Redes de Atenção à Saúde implica relações próximas e coordenadas entre os generalistas e os especialistas, tendo em mente que os especialistas não são somente os médicos e, de preferência, constituindo equipes interprofissionais.

31 A Atenção Básica, a porta de entrada preferencial no sistema, deve integrar- se à Atenção Ambulatorial Especializada através de protocolos de encaminhamento, com critérios de inclusão/exclusão claros e pactuados, com acesso regulado e construindo uma rede com referência e contrarreferência.

32 A atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa deverá ser estruturada nos moldes de uma linha de cuidados, com foco no usuário, baseado nos seus direitos, necessidades, preferências e habilidades; estabelecimento de fluxos bidirecionais funcionantes (referência e contra referência), aumentando e facilitando o acesso a todos os níveis de atenção e incorporando instrumentos de avaliação da capacidade funcional. Considera-se idoso frágil ou em situação de fragilidade aquele que: vive em ILPI, encontra-se acamado, esteve hospitalizado recentemente por qualquer razão, apresente doenças sabidamente causadoras de incapacidade funcional (acidente vascular encefálico, síndromes demenciais e outras doenças neurodegenerativas, etilismo, neoplasia terminal, amputações de membros), encontra-se com pelo menos uma incapacidade funcional básica, ou viva situações de violência doméstica. Por critério etário, a literatura estabelece que também é frágil o idoso com 75 anos ou mais de idade. Outros critérios poderão ser acrescidos ou modificados de acordo com as realidades locais.

33 A constituição da Rede de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, com sua linha de cuidados, deve abranger equipamentos e serviços especializados, necessários à resposta efetiva e eficaz às demandas específicas dessa população, sempre integrados à Rede Básica. Assim, idosos, dependendo da avaliação funcional, necessitam de cuidados geriátricos/gerontológicos, consultas especializadas, assistência domiciliar, reabilitação, leitos de retaguarda, leitos de longa permanência, leitos de cuidados continuados, serviços de cuidadores, apoio nas atividades da vida diária, centros-dia, instituições de longa permanência. Para cada tipo de serviço, uma definição da população a ser assistida e pactuação de protocolos de cuidados. A gestão do cuidado à pessoa idosa é de base populacional, a partir das necessidades de saúde da população, por meio de parâmetros epidemiológicos, com diretrizes clínicas baseadas em evidência

34 Perguntas desafiadoras 1)Atualmente, em sua região, os serviços de saúde oferecidos à população idosa, são adequados e suficientes, levando-se em conta as questões epidemiológicas do território? 2)Se não, o que falta? 3)15 minutos de consulta médica na atenção básica é capaz de dar conta das demandas das pessoas idosas? 4)Qual o tempo mínimo suficiente numa consulta médica geral, para dar condições de seguimento efetivo e resolutivo de pessoa idosa com multimorbidades crônicas? 5)Como organizar um Sistema de Vigilância das Condições Crônicas?

35 6) O que mudar no processo de trabalho da UBS/ESF, para dar conta de todas as demandas de saúde da população idosa? 7)Como a UBS deve estruturar-se, para ser a contrarreferência dos idosos que foram para a Atenção Especializada e já tiveram o seu Plano de Cuidados / Projeto Terapêutico Singular realizado? Perguntas desafiadoras

36 8) Como resolver a questão dos idosos acamados/totalmente dependentes e com dificuldades de acesso à saúde em sua região? 9) Como resolver a questão dos idosos fragilizados e sem suporte familiar/social em sua região? 10) Os serviços específicos para os idosos, como as Unidades de Referência à Saúde do Idoso – URSI e o Programa Acompanhante de Idosos – PAI, são em número suficiente, para atender a demanda de idosos que preenchem seus critérios de encaminhamento e inclusão? 11) Como lidar com a alta prevalência de quedas entre idosos de sua região? Perguntas desafiadoras

37 12) Como sua região resolveu a necessidade de transporte sanitário para pessoas com dificuldade de locomoção e mobilidade reduzida? 13) Qual a integração com outras secretarias, principalmente SMADS, para um trabalho integrado e complementar a idosos socialmente vulneráveis e que têm grandes demandas de saúde? 14) Como resolver a questão dos idosos frágeis, que necessitam de leitos de longa duração? 15) Na sua Região, há educação gerontológica continuada para os trabalhadores da saúde?

38 Perguntas desafiadoras 16) Você concorda com a afirmação de que os preconceitos sociais sobre velhice e envelhecimento influenciam negativamente sobre as ofertas e qualidade de serviços de saúde a essa população? 17) As políticas públicas, em especial a da Saúde, destacam a família como o principal suporte à pessoa idosa. Tendo em vista que as famílias são cada vez menores e que a mulher saiu para o mercado de trabalho, qual o papel do Estado no suprimento das necessidades da população idosa, quando há maior dependência e necessidade de cuidados contínuos, não havendo família, para cuidar?

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