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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Ciências Sociais 1º Ciclo de Estudos em Psicologia Perturbações da Ansiedade Unidade Curricular:

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1 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Ciências Sociais 1º Ciclo de Estudos em Psicologia Perturbações da Ansiedade Unidade Curricular: Psicopatologia do Adulto Docente: José Gomes da Costa Discentes: Andreia Guedes nº Carine Félix nº Joana Ferreira nº Rute Castro nº Tânia Teles nº 38866

2 o Introdução A ansiedade é uma característica natural dos seres humanos, tendo vindo cada vez mais a ser reconhecido o seu valor positivo e adaptativo. Grande parte das pessoas experiencia uma certa quantidade de ansiedade, preocupação ou medo, em várias alturas da sua vida. No entanto, há um limite entre o que se considera normal e patológica. As maiorias das pessoas diagnosticadas com Perturbações da Ansiedade podem ser tratadas através de terapia psicodinâmica, psicoterapia comportamental e cognitivo-comportamental, quer de modo isolado ou combinado com tratamento farmacológico. No entanto, o sucesso do tratamento pode não ser garantido, existindo uma grande variação inter- individual. (APA, 2000; Caetano, 1993) ))

3 o Perturbação de Pânico Geralmente são seguidos de pelo menos um mês de apreensão constante sobre ter outro ataque, preocupação sobre as possíveis consequências que esses ataques de pânico podem trazer ou uma variação comportamental significativa relacionado com os mesmos. (APA, 2000). A perturbação de pânico caracteriza-se principalmente pela presença recorrente de ataques de pânico não relacionados com situações ou circunstâncias concretas. *

4 o Principais Sintomas Durante os episódios de pânico, pelo menos quatro dos sintomas se desenvolvem abruptamente e atingem um pico de intensidade elevado em cerca de 10 minutos Palpitações; Suores; Dificuldades em respirar; Desconforto ou dores no peito; Náuseas ou mal estar abdominal; Desrealizações; Despersonalização; Medo de perder o controlo/enlouquecer; Medo de morrer; Sensações de frio e calor. (APA,2000)

5 o Perturbação de Pânico (APA, 2000; Caetano, 1993) Perturbação de Pânico com Agorafobia - caracteriza-se pelo início de ataques de pânico inesperados e subsequente evitamento de situações múltiplas que são consideradas como prováveis desencandadoras de ataques de pânico. * Perturbação de Pânico sem Agorafobia - o sujeito tem ataques de pânico não expectáveis em várias situações mas não desenvolve evitamento ou não se confronta com essas situações com sofrimento. Para o diagnóstico da Perturbação de Pânico (com ou sem agorafobia) são necessários pelo menos dois ataques de pânico inesperados.

6 o Agorafobia Sem História de Perturbação de Pânico Podem existir outras razões para evitamento. Agorafobia é relacionada ao medo do surgimento dos sintomas semelhantes ao Pânico. Os sintomas semelhantes ao Pânico incluem qualquer um dos 13 sintomas apresentados anteriormente ou outros sintomas que possam ser embaraçantes, como por exemplo, episódios de diarreia ou vómitos em público. Medo do indivíduo de ficar incapacitado ou sofrer humilhação devido a sintomas semelhantes ao Pânico. (APA, 2000)

7 o Fobia Específica O diagnóstico é adequado apenas se o evitamento, medo ou antecipação ansiosa de confronto com o estímulo fóbico interferir de uma forma significativa com a rotina diária da pessoa, funcionamento ocupacional, vida social, ou se a pessoa estiver claramente perturbada por ter fobia. Os primeiros sintomas da fobia especifica ocorrem habitualmente na infância ou no inicio da adolescência, podendo ocorrer primeiro nas mulheres do que nos homens. (APA, 2000) A principal característica da fobia específica é o medo constante e acentuado de situações ou objecos restritos.

8 o Fobia Social (Perturbação da Ansiedade Social) Preocupações com embaraço, ser considerado fraco, parvo, doido, etc. Inclui medo de falar em público. O indivíduo teme não se expressar bem, teme comer e beber em público, entre outros. Os sujeitos com Fobia Social evitam ao máximo as situações ansiogénicas., mas reconhecem que é um medo irracional. Medo persistente de algumas situações sociais e de humilhações públicas. (APA,2000)

9 Diagnóstico Podem também forçar-se ao confrontar da situação (mas experienciam extrema ansiedade e até ataques de pânico). O medo e o evitamento constantes devem intervir claramente com o seguimento de uma rotina diária normal do indivíduo para o diagnóstico ser confirmado. Caso a situação ansiogénica não for encontrada de modo rotineiro na vida do sujeito ou este não se mostre visivelmente incomodado por ela, não deve receber o diagnóstico de Fobia Social. Esta fobia é considerada generalizada se o objeto ansiogénico não for um mas sim mais. (APA,2000)

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11 o Perturbação Obsessivo-Compulsivo Ambos interferem no funcionamento normal do indivíduo tanto no trabalho, como nas relações afetivas, bem como nas tarefas sociais. A prevalência desta perturbação é tão comum nos homens como nas mulheres. (Caetano, 1993). Esta perturbação tem como características principais: pensamentos obsessivos ou atos compulsivos repetidos; As obsessões e as compulsões surgem normalmente infância ou no início da vida adulta

12 Os pensamentos obsessivos ou obsessões são: ideias, pensamentos, impulsos, ou imagens persistentes e estereotipadas que o indivíduo experimenta, possuem uma qualidade intrusiva ou egodistónica, são pensamentos inapropriados e recorrentes e causam forte angústia, ansiedade e mau estar no sujeito. Os atos compulsivos ou compulsões são : comportamentos repetidos/estereotipados, que têm o propósito de reduzir a ansiedade face ao medo presente de um dado acontecimento temido. Estas podem persistir durante um tempo superior a uma hora por dia. (APA,2000)

13 As obsessões mais recorrentes têm a ver com pensamentos de contaminação e dúvidas repetidas que muitas das vezes os impedem de fazer tarefas triviais e interferem em processos cognitivos que necessitem de maior concentração No que toca as compulsões as mais comuns são os comportamentos ligados à limpeza, arrumação e verificação de uma situação temida. Estes comportamentos e pensamentos anteriormente descritos: não produzem qualquer prazer no indivíduo; indivíduos reconhecem-nos como irracionais e excessivos; (APA,2000)

14 Deve-se verificar quais os sintomas que surgiram originalmente, pois esta perturbação pode estar recorrentemente associada ao transtorno depressivo, e os sintomas surgirem juntos. Por outro lado, os sintomas obsessivos podem vir a ser desenvolvidos noutras perturbações tais como: esquizofrenia e síndrome de Gilles de la Tourette, que devem ser considerados como integrantes destas perturbações e não confundidos com a perturbação obsessivo-compulsivo. É também importante ressalvar que um individuo pode possuir somente uma perturbação obsessiva, e não possuir na perturbação obsessivo-compulsiva, sendo estas diferentes (Caetano, 1993) Nesta perturbação se o tratamento não se manifestar adequado pode ser cronico, no entanto noutros casos em que o tratamento é satisfatório esta perturbação pode ser transitória (Caetano, 1993) Prognóstico Diagnóstico diferencial

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16 o Perturbação Pós Stress Traumático advém sobretudo de situações em que o individuo é exposto a um stressor traumático extremo (por exemplo a morte de alguém, que é considerada uma situação trágica). A situação stressora tem de ser algo que provoque um choque grande ao indivíduo de tal forma que este experimente um medo extremo ou um sentimento de incapacidade ou horror; O quadro sintomático deve durar mais de um mês e a perturbação deve causar um mal-estar ao indivíduo de grandes níveis bem como implicações na sua vida (tanto afectiva como social). (APA, 2000; Caetano, 1993)

17 Alguns dos sintomas apresentados podem ser o reviver constante do acontecimento traumático e o evitamento de situações associadas com o trauma; Exemplos de situações em que eventos traumáticos possam acontecer : Indivíduos que estiveram na guerra; Morte de alguém importante para o indivíduo; Violações; Raptos; O acontecimento pode ser revivido de diferentes formas: quando o individuo é exposto ao elemento stressor (por exemplo, alguém que ficou preso num elevador durante um sismo e depois se vê obrigado a usar um elevador); através de lembranças recorrentes; ou através de sonhos. (APA, 2000)

18 Em todas estas formas, de uma maneira ou de outra, o indivíduo volta a viver o acontecimento traumático e a ter todas as sensações que aquele lhe provocou. A pessoa tenta portanto evitar situações que associe ao trauma Em geral, as reacções que o indivíduo tem com o mundo externo diminuem, bem como há um aumento significativo do desinteresse em actividades que antes eram consideradas agradáveis. Podem classificar-se três tipos de Perturbação de Pós-Stress Traumático segundo o seu início e a sua duração: Agudo (duração dos sintomas inferior a 6 meses), Crónico (sintomas que duram 3 meses ou mais) e Com Início Dilatado (quando passaram pelo menos 6 meses entre o acontecimento traumático e o início dos sintomas). (APA, 2000)

19 Pessoas com Perturbação Pós-Stress Traumático têm em geral grandes sentimentos de culpa por terem sobrevivido e outros não, ou por terem feito coisas para sobreviver que consideram não serem correctas. O comportamento compulsivo e autodestrutivo, queixas somáticas, hostilidade e isolamento social são alguns dos sintomas mais frequentemente observáveis. Investigações apontam para que possa haver uma componente hereditária na transmissão desta perturbação. (APA, 2000)

20 Diagnóstico Diferencial Ao contrário da Perturbação da Adaptação, na Perturbação Pós-Stress Traumático o stressor tem de ser de uma natureza extrema ( mas nem todos os sujeitos que são expostos a um agente stressor extremo devem ser diagnosticadas com Perturbação Pós-Stress Traumático). Existem também diferenças quando nos referimos a Perturbação Aguda de Stress que, embora com sintomas parecidos, estes acabam por aparecer e desaparecer nas quatro semanas seguintes ao acontecimento traumático. Também na Perturbação Obsessivo-Compulsiva existem pensamentos intrusivos recorrentes, contudo estes são tidos como inapropriados e, ao contrário do que se passa na Perturbação Pós-Stress Traumático, não advêm de um acontecimento traumático vivido. (APA, 2000)

21 o Perturbação Aguda de Stress Esta perturbação somente deve ser considerada se os sintomas tiverem uma durabilidade mínima de dois dias e causarem: Incómodo significativo; Deficiência no funcionamento social; Quebra das aptidões individuais para a realização de determinadas tarefas. (APA, 2000; Caetano, 1993). Caracteriza-se pelo desenvolvimento de sintomas próprios da ansiedade, que decorrem no período de um mês após a apresentação a um stressor traumático externo.

22 o Perturbação da Ansiedade Generalizada dificilmente controlável acompanhada por, pelo menos mais 3 sintomas (como agitação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, perturbações de sono). A intensidade e duração da ansiedade são despropositadas e desproporcionais em relação ao acontecimento receado. O sujeito afectado por esta perturbação tem muita dificuldade em pôr estes pensamentos de lado, pelo que está num estado ansioso a maior parte do tempo. Este tipo de ansiedade e tensão intrapsíquica leva a dores musculares, tremores, entre outros. ansiedade durante mais de metade dos dias por um período de pelo menos 6 meses. (APA,2000)

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24 o Perturbação da Ansiedade Secundária a um Estado Físico em Geral O diagnóstico separado da Perturbação da Ansiedade Secundária a Um Estado Físico Geral não é feito se a perturbação ansiosa ocorrer exclusivamente durante a evolução de um delirium. Os sintomas podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade generalizada, ataques de pânico ou obsessões ou compulsões. (APA, 2000) Na Perturbação da Ansiedade Secundária a um Estado Físico em Geral, a principal característica é a ansiedade clinicamente significativa que se considera ser devida aos efeitos fisiológicos directos de um estado físico geral

25 o Perturbação da Ansiedade Induzida Por Substâncias os sintomas de ansiedade devem-se sobretudo a efeitos fisiológicos directos de uma substância Esta perturbação, dependendo do tipo de substância que é consumida e do contexto, pode envolver ansiedade proeminente, ataques de pânico, fobias ou obsessões ou compulsões. O diagnóstico apenas deve ser feito se os sintomas de ansiedade excederem os normalmente associados com a síndrome de abstinência ou intoxicação. (APA, 2000)

26 Diagnóstico Diferencial Diferencia-se da Perturbação de Ansiedade Primária pois apenas se desencadeia associada com estados de intoxicação ou desintoxicação, ou seja, a substância está etiologicamente relacionada com os sintomas. Sujeitos com estados físicos gerais, frequentemente estão medicados para estas situações, contudo, deve ter-se em conta que os sintomas ansiosos podem estar associados ao estado físico geral e não à medicação. Neste caso, em vez de uma Perturbação da Ansiedade Induzida Por Substâncias temos Perturbação da Ansiedade Secundária a Um Estado Físico Geral. Quando não se consegue determinar se os sintomas ansiosos são devidos ao consumo de uma substância ou derivados de um estado físico geral, então o diagnóstico deve ser de Perturbação da Ansiedade Sem Outra Especificação (APA,2000)

27 o Perturbação da ansiedade sem outra especificação Incluem-se nesta categoria os seguintes exemplos: Perturbação mista da ansiedade e depressão, em que existem sintomas de ansiedade e depressão expressivos clinicamente, mas que não preenchem os critérios característicos da Perturbação do Humor específica ou uma Perturbação da Ansiedade específica. Por outro lado indivíduos que possuam sintomas de fobia social significativos clinicamente que estão relacionados com o impacte social de ter um estado físico geral ou uma perturbação mental, também se incluem nesta categoria. Por conseguinte, indivíduos em que em determinadas situações a perturbação é bastante grave para diagnosticar uma perturbação da ansiedade, mas que noutra esfera não consegue preencher todos os critérios de uma perturbação da ansiedade específica também abrange esta classe. Por último, esta categoria também abarca situações em que o clínico só consegue concluir que existe uma perturbação da ansiedade patente, mas não consegue verificar se esta é primária, tendo como causa um estado físico geral ou uma indução por substâncias. (APA,2000)

28 o Conclusão É nos possível concluir que as perturbações da ansiedade possuem uma prevalência maior do que a imaginada e que os efeitos que estas produzem nos indivíduos interferem de forma significativa no seu quotidiano. Por conseguinte, associou-se que cada um de nós pode estar sujeito a padecer deste tipo de perturbações, uma vez que as exigências diárias põe-nos a prova relativamente à nossa capacidade de lidar com a ansiedade.

29 o Referencias Bibliográficas American Psychiatric Association, APA (2000). DSM-IV-TR. Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais. Texto revisto. Lisboa: Climepsi Editores. Caetano, Dorgival. (1993). Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento do Cid 10. ARTMED Editores. Joyce-Moniz, Luis. (1993). Psicopatologia do adolescente e do adulto. Lisboa: Mcgraw-hill de Portugal, Lda. Wells, Adrien. (2003). Perturbações emocionais e metacognição. Climepsi Editores


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