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GESTÃO AMBIENTAL X CONTABILIDADE 19/6/20141www.nilson.pro.br.

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1 GESTÃO AMBIENTAL X CONTABILIDADE 19/6/20141www.nilson.pro.br

2 “ Não há senão um mestre, a natureza.” Leonardo da Vinci “ Não há senão um mestre, a natureza.” Leonardo da Vinci 19/6/20142www.nilson.pro.br

3 1. História da Contabilidade  Necessidade de conhecimento do patrimônio;  Homem primitivo: registros e informações;  Surgimento do comércio;  Descobrimentos marítimos;  Revolução Industrial;  Indústria em larga escala;  Ferrovias e outros meios de transporte;  Culminando com a necessidade da contabilidade para interesses decisórios. 19/6/20143www.nilson.pro.br

4 1.1 A revolução das caravelas  Primeiros registros e estudos: China, Índia, Egito e Grécia;  Paralelamente com a aritmética e da matemática;  Árabes: grandes disseminadores dos conhecimentos;  Conceito de “zero”: primeiro milênio na Índia;  Primeiras sociedades comerciais: descobertas marítimas;  “A Contabilidade surgiu para dar respostas às necessidades do conhecimento do patrimônio do homem e de sua evolução.” 19/6/20144www.nilson.pro.br

5 1.2 Revolução Industrial  Com a revolução da manufatura: apurações mais rigorosas (séculos XVIII e XIX);  Autores que mais se destacaram, os italianos: Francesco Vila, Giuseppe Gerboni e Fábio Besta;  Inglaterra: meados do século XIX, grande evolução da ciência contábil em função de seu domínio sobre o mundo. 19/6/20145www.nilson.pro.br

6 1.3 Anos 70 do século XX  Poder deslocou-se para a Inglaterra, Alemanha e França, com união posterior de Japão, Itália e Canadá;  Só superado pelos EUA a partir dos anos 20 do século XX;  Desenvolvimento econômico: maximização da utilização de todos os recursos naturais, gratuitos, renováveis ou não, com possíveis ausências futuras ou não;  Muitos dos problemas ambientais poderiam ser evitados se a educação ambiental fosse uma prática da época. 19/6/20146www.nilson.pro.br

7  A Massificação da atividade comercial;  O Financiamento às expedições marítimas;  A Introdução da atividade industrial. Determinaram o surgimento de dois conceitos fundamentais da Contabilidade, que marcam e orientam esta disciplina até o momento:  Postulado da Entidade Contábil.  Postulado da Continuidade.  A Massificação da atividade comercial;  O Financiamento às expedições marítimas;  A Introdução da atividade industrial. Determinaram o surgimento de dois conceitos fundamentais da Contabilidade, que marcam e orientam esta disciplina até o momento:  Postulado da Entidade Contábil.  Postulado da Continuidade. 1.3 Anos 70 do século XX 19/6/20147www.nilson.pro.br

8 Postulado da Entidade Contábil  Focaliza a unidade econômica que controla recursos, aceita a responsabilidade por tarefas e conduz a atividade econômica;  Segundo Ludícibus: “O postulado da Entidade Contábil, ao nível de uma entidade individual, considera-a como distinta da dos sócios que a compõe, devendo ser realizado pela Contabilidade um esforço para alocar contabilmente o que é da Entidade e separá-lo do que dos sócios”. 19/6/20148www.nilson.pro.br

9 Postulado da Continuidade  Pressupõe que as entidades são consideradas como empreendimentos em andamento, têm vida indefinida, adicionam valores e geram novos produtos e serviços satisfazendo as necessidades dos clientes, dando continuidade ao negócio;  Segundo Ludícibus: “A Contabilidade é sempre utilizada e apresentada como algo útil para a tomada de decisões, fazendo com o leitor entenda através dos estudos a efetiva importância dela no contexto administrativo”. 19/6/20149www.nilson.pro.br

10 1.4 Sistemas de Informações Contábeis e Transparência Empresarial “Contabilidade é uma atividade de serviço. Tem como função principal fornecer informação quantitativa, essencialmente financeira, sobre entidades econômicas, visando auxiliar na tomada de decisões econômicas e na escolha adequada dentre os cursos da ação alternativos”. 19/6/201410www.nilson.pro.br

11 Lei das Sociedades por Ações (n /76)  Para as sociedades por ações, e capital aberto, a ser publicadas em dois jornais:  Balanço Patrimonial (BP);  Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);  Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DLPA) ou (DMPL); e  Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos (Doar).  Alteração para:  Substituição do Doar pelo fluxo de caixa;  Introdução da Demonstração do Valor Adicionado;  Divulgação de notas explicativas;  Divulgação das demonstrações contábeis;  Relatórios da Administração (RA);  Notas Explicativas (NE);  Parecer de Auditores Independentes (PA). 19/6/201411www.nilson.pro.br

12 “O objetivo essencial da divulgação financeira é o fornecimento de informações para permitir que os investidores, particularmente aqueles desprovidos de autoridade para especificar a informação que desejam, sejam capazes de predizer os fluxos futuros de caixa da empresa”. 19/6/201412www.nilson.pro.br

13 1.5 Responsabilidade Social na Empresa  Heterogeneidade de informações e de usuários da Contabilidade;  Forma cambiante e evolutiva da atividade econômica;  Aquecimento do comércio;  Apogeu da industrialização (grande indústria);  Século XX novos usuários externos: clientes, fornecedores e o fisco;  Recentemente novas atividades surgem: desenvolvimento tecnológico, biotecnologia, aeroespacial, química fina, ciência da informação e outras;  Evolução do capitalismo causou observou-se a discrepância entre o crescimento das organizações com o ganho dos funcionários;  Com o avanço das informações sociais, abriu-se o caminho para o Balanço social (França 1977) e outros países europeus a partir de /6/201413www.nilson.pro.br

14 A responsabilidade Social nos Negócios: um Conceito em Construção  Um conceito ainda não suficientemente consolidado;  Responsabilidade social corporativa;  Responsabilidade social empresarial;  Responsabilidade social das empresas;  Responsabilidade social resumidamente;  Todas têm o mesmo significado geral, ou seja relaciona a empresa com a sociedade em função das várias ligações existentes. 19/6/201414www.nilson.pro.br

15 Introdução  O aumento da complexidade dos negócios;  A globalização e a velocidade das inovações e informações;  As crescentes disparidades;  As desigualdades sociais;  O incremento da produtividade;  As novas tecnologias e a difusão de novos conhecimentos;  O aumento da competitividade;  Obrigam a repensar o desenvolvimento econômico, social e ambiental. 19/6/201415www.nilson.pro.br

16 O que é responsabilidade social?  Para alguns representa a idéia de responsabilidade ou obrigação legal.  Para outros é um dever fiduciário, impondo às empresas padrões mais altos de comportamento que os do cidadão médio.  Há os que a traduzem como prática social, papel social e função social.  Outros a vêem associada ao comportamento eticamente responsável ou a uma contribuição caridosa.  Há ainda os que acham que seu significado transmitido é ser responsável por ou socialmente consciente  E os que a associam a um simples sinônimo de legitimidade ou a um antônimo de socialmente irresponsável ou não responsável. 19/6/201416www.nilson.pro.br

17 Em 1953, Bowen definiu responsabilidade social como sendo: “ A obrigação do homem de negócios de adotar orientações, tomar decisões e seguir linhas de ação que sejam compatíveis com os fins e valores da sociedade.” 19/6/201417www.nilson.pro.br

18 No dicionário de filosofia “responsabilidade”: “É a possibilidade de prever os efeitos do próprio comportamento e de corrigir o mesmo comportamento com base em tal previsão.... O primeiro significado do termo foi o político, em expressões com “governo responsável” ou “responsabilidade do governo”, que exprimam o caráter pelo qual o governo constitucional age sob o controle dos cidadãos e em função deste controle”. 19/6/201418www.nilson.pro.br

19 “É a responsabilidade daquele que é chamado a responder pelos seus atos face à sociedade ou à opinião pública... na medida em que tais atos assumam dimensões ou conseqüências sociais.” No dicionário de ciências sociais “responsabilidade”: 19/6/201419www.nilson.pro.br

20  Responsabilidade social pode ser definida como o compromisso que uma organização deve ter para com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetem positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo específico, agindo pró - ativamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade e a sua prestação de contas para com ela.  A organização, nesse sentido assume obrigações de caráter moral, além das estabelecidas e lei, além das estabelecidas em lei, mesmo sem vínculo com suas atividades, mas que contribuam para a sustentabilidade dos povos.  Assim numa visão expandida, responsabilidade social é toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. 19/6/201420www.nilson.pro.br

21 Na opinião de Votaw (1975): “Responsabilidade social significa algo, mas nem sempre a mesma coisa para todos. Para alguns, ela representa a idéia de responsabilidade ou obrigação legal; para outros, significa um comportamento responsável no sentido ético; para outros, ainda, o significado transmitido é o de responsável por, num modo causal. Muitos,simplesmente, equiparam-na a uma contribuição caridosa; outros tomam-na pelo sentido de socialmente consciente”. 19/6/201421www.nilson.pro.br

22 Carroll (1979): A pirâmide da RSC ____________ CARROLL, A. B. A Three- Dimensional Conceptual mode of Corporate Performance. Academy of Management Review. (S.L): n. 4. p , /6/201422www.nilson.pro.br

23 Peter Drucker (1981) “Chama a atenção para o fato de que é justamente em função de a empresa ser bem-sucedida no mercado que cresce a necessidade de atuação socialmente responsável, visando diminuir os problemas sociais. Assim, a responsabilidade social é um fator importante para que as companhias mantenham sua sustentabilidade. Além disso, a responsabilidade social é resultado dos questionamentos e das críticas que as empresas receberam, nas últimas décadas, no campo social, ético e econômico por adotarem uma política baseada estritamente na economia de mercado. Mesmo assim, ainda é alvo de polêmicas por suas fortes conotações políticas e ideológicas”. 19/6/201423www.nilson.pro.br

24 O autor é contrário a qualquer ação empresarial que não seja voltada aos interesses econômicos da própria empresa. Afirma que a empresa está sendo socialmente responsável ao ser lucrativa já que desta forma ela é capaz de gerar empregos, pagar salários justos que colaborem para a melhora da vida de seus funcionários e pagar seus impostos em dia, contribuindo para bem-estar público, caso contrário, a empresa está lesando seus acionistas; violando seu objetivo de gerar lucro, ao disponibilizar recursos da empresa, reduzindo os lucros e se autotributando. __________ FRIEDMAN, Milton. Capitalismo e Liberdade. São Paulo: Nova Cultural, Friedman (1985): 19/6/201424www.nilson.pro.br

25  Keith Davis é a favor da responsabilidade social na empresa e afirma que esta deriva de seu poder social, como as decisões empresariais têm conseqüências sociais e como a empresa é a maior potência do mundo contemporâneo, suas decisões não podem ser tomadas unicamente por fatores econômicos, tendo a empresa obrigatoriamente de guiar-se por fatores econômicos e sociais, assumindo a sua responsabilidade social correspondente.  Quanto ao custo incorrido em ser socialmente responsável, Davis, argumenta que o consumidor deve arcar com este, através do aumento de preço. __________ DAVIS, Keith. Five Propositions for Social Responsibility Para Davis (1990): 19/6/201425www.nilson.pro.br

26 Para Jaramillo e Angel (1996): “Responsabilidade social pode ser também o compromisso que a empresa tem com o desenvolvimento, bem-estar e melhoramento da qualidade de vida dos empregados, suas famílias e comunidade em geral”. 19/6/201426www.nilson.pro.br

27 Para Robert Dunn (1998): “Ser socialmente responsável é um dos pilares de sustentação dos negócios, tão importante quanto a qualidade, a tecnologia e a capacidade de inovação. Quando a empresa é socialmente responsável, atrai os consumidores e aumenta o potencial de vendas, gerando maiores lucros para os acionistas. Além disso, também é, hoje, um sinal de reputação corporativa e de marca” 19/6/201427www.nilson.pro.br

28 O autor Milton Friedman é contrario a qualquer ação empresarial que não seja voltada aos interesses econômicos da própria empresa, pois, caso contrário, a empresa está lesando seus acionistas; violando seu objetivo de gerar lucro, ao disponibilizar recursos da empresa, reduzindo, dessa forma, os lucros e se autotributando. Conclui que a empresa está sendo socialmente responsável ao ser lucrativa já que desta forma ela é capaz de gerar empregos, pagar salários justos que colaborem para a melhora da vida de seus funcionários e pagar seus impostos em dia, contribuindo para bem-estar público. ____________ FRIEDMAN, M. Capitalismo e Liberdade. São Paulo: Nova Cultural, Friedman (1985): 19/6/201428www.nilson.pro.br

29 Montana & Charnov (1998): Os três níveis de abordagem social ____________ MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. São Paulo : Saraiva, A partir da reflexão da diferença de opinião entre Milton Friedmam e Keith Davis, as empresas demonstraram três diferentes níveis de abordagem social:  Obrigação social  Responsabilidade social  Sensibilidade social 19/6/201429www.nilson.pro.br

30 Os três níveis de abordagem social ____________ MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. São Paulo : Saraiva, 1998, p /6/201430www.nilson.pro.br

31 O novo contexto econômico e a Responsabilidade Social Corporativa A empresa que focar apenas os interesses dos acionistas (shareholders) revela-se insuficiente no novo contexto econômico que requer uma gestão balizada pelos interesses e contribuições de um conjunto maior de partes interessadas (stakeholders). 19/6/201431www.nilson.pro.br

32 Mais de dois terços dos Mais de dois terços dos consumidores preferem produtos desenvolvidos por empresas socialmente responsáveis. Granato E.F. CONCLUSÃO 19/6/201432www.nilson.pro.br

33 19/6/201433www.nilson.pro.br

34 A RSC e a Contabilidade Do ponto de vista do profissional, os contabilistas devem evidenciar as informações de natureza social e ambiental com a finalidade de demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade social da empresa (NBC T 15). Com isso, demonstram também o compromisso do contabilista e de sua classe profissional para a com a sociedade na qual se encontram inseridos. 19/6/201434www.nilson.pro.br

35 Instrumentos necessários para colaborar na identificação do nível de responsabilidade social dos agentes econômicos, segundo Sá (2001): “O comportamento funcional da riqueza precisa atender ao indivíduo, mas igualmente, ao ambiente onde este se insere. Tal verdade, é que nos leva a raciocinar, na atualidade, sobre o que a empresa, por exemplo, agrega ou acrescenta à sociedade e não apenas a si mesma (evidenciável no Balanço Social) além do que ela oferece de lealdade e sinceridade aos que dela participam e aos que nela acreditam.” 19/6/201435www.nilson.pro.br

36 Ramificação da Ciência Contábil ____________ KROETZ, C. E. S. Balanço social: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000, p A figura abaixo demonstra que a ciência contábil ramifica-se em uma gama de especializações: Contabilidade agrícola, Gerencial, Social, pública, etc., e cada uma delas estuda o patrimônio sob a ótica particular, conforme desenvolvidas pelas organizações, as políticas adotadas, os interesses dos usuários, normas governamentais, entre outras. 19/6/201436www.nilson.pro.br

37 Contabilidade Social Aziendal – designa o caráter de entidade, célula social, pois abrange pessoas, famílias, governo, empresas e instituições. Endógeno – interno Exógeno – externo 19/6/201437www.nilson.pro.br

38 Contabilidade Social: Evolução Histórica  França (1977)  Alemanha (1939)  Portugal (1985)  EUA (década de 60)  Brasil (1976) 19/6/201438www.nilson.pro.br

39 CONTABILIDADE SOCIAL Conceito: é o registro contábil da atividade produtiva de um país, ao longo de um dado período de tempo (normalmente um ano). Função: orientar a política econômica: estabilidade (inflação) x crescimento (renda e emprego); Agregados macroeconômicos básicos: poupança, investimento, produto interno, salários, tributos, exportações, importações … Mesma moeda: permite medir produções de diferentes bens e serviços. 19/6/201439www.nilson.pro.br

40  Ser aplicável ao nível das micro-organizações  ser de fácil entendimento  abarcar todas as áreas de interesse  poder ser auditada Contabilidade Social: Elementos Essenciais 19/6/201440www.nilson.pro.br

41 Agentes econômicos  Famílias (unidades consumidoras): proprietárias dos fatores de produção  Empresas (unidades produtoras): demandante de fatores  Governo (regula e oferece bens públicos)  Resto do mundo: agentes residentes no exterior a) fluxo de bens e serviços a) fluxo de bens e serviços b) fluxo de capitais b) fluxo de capitais - empréstimos (curto e longo prazo; públicos e privados) - empréstimos (curto e longo prazo; públicos e privados) - de risco (investimentos diretos) - de risco (investimentos diretos) 19/6/201441www.nilson.pro.br

42 Relatórios São canais de comunicação das empresas com seus stakeholders – partes interessadas no negócio Balanço Social Ibase Indicadores Ethos Global Reporting Initiative GRI 19/6/201442www.nilson.pro.br

43 Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu O balanço ganhou visibilidade nacional quando o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, lançou, em junho de 1997, uma campanha pela divulgação voluntária do balanço social. No balanço social a empresa mostra o que faz por seus profissionais, dependentes, colaboradores e comunidade, através de indicadores contábeis, sociais internos, externos, fatores ambientais etc... dando transparência às atividades que buscam melhorar a qualidade de vida para todos. Em 1998, para estimular a participação de um maior número de corporações, o Ibase lançou o Selo Balanço Social Ibase/Betinho. O selo é conferido anualmente a todas as empresas que publicam o balanço social no modelo sugerido pelo Ibase, dentro da metodologia e dos critérios propostos. Petrobras, Votorantim Celulose e Papel, Grupo Pão de Açúcar, Banco do Brasil, Usiminas, 3M, DuPont, Abril, Alcoa, Camargo Correa, General Motors e outras... Balanço Social Ibase 19/6/201443www.nilson.pro.br

44 Balanço Social 19/6/201444www.nilson.pro.br

45 INDICADORES A SEREM ANALISADOS ENTIDADE AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO INFLUÊNCIAS favoráveis e desfavoráveis Espaço temporal: passado/presente/futuro 19/6/201445www.nilson.pro.br

46 Balanço Social: usuários  trabalhadores;  acionistas;  governos;  fornecedores;  concorrentes;  sindicatos;  sociedade;  clientes;  estudiosos; e  administradores. 19/6/201446www.nilson.pro.br

47 BALANÇO SOCIAL No Brasil, o movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou forte impulso na década de 90, através das ações de entidades não governamentais, institutos de pesquisa e empresas sensibilizadas para a questão. O trabalho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - IBASE na promoção do Balanço Social é uma de suas expressões e tem logrado progressiva repercussão. ____________ INSTITUTO ETHOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL 19/6/201447www.nilson.pro.br

48 Granato E.F. MODELO 19/6/201448www.nilson.pro.br

49 Granato E.F. MODELO 19/6/201449www.nilson.pro.br

50 Realização O Balanço Social (BS) deve apresentar os projetos e as ações sociais e ambientais efetivamente realizados pela empresa Sugestão: o BS deve ser o resultado de amplo processo participativo que envolva a comunidade interna e externa Publicação O BS deve ser apresentado como complemento em outros tipos de demonstrações financeiras e socioambientais; publicado isoladamente em jornais e revistas; amplamente divulgado entre funcionários(as), clientes, fornecedores e a sociedade. Pode ser acompanhado de outros itens e de informações qualitativas (textos e fotos) que a empresa julgue necessários Selo “Balanço Social Ibase/Betinho” A empresa que realizar e publicar o seu balanço social, utilizando este modelo mínimo sugerido pelo Ibase, pode receber o direito de utilizar o Selo Balanço Social Ibase/Betinho nos seus documentos, relatórios, papelaria, produtos, embalagens, site. RESTRIÇÕES: o Selo Balanço Social Ibase/Betinho NÃO será fornecido às empresas de cigarro, armas de fogo/munições e bebidas alcoólicas. O Ibase não concede, suspende e/ou retira o Selo Balanço Social Ibase/Betinho conforme critérios estabelecidos. Preenchimento do BS Ibase 19/6/201450www.nilson.pro.br

51 Preenchimento do BS Ibase 1 Base de cálculo Itens incluídos Receita líquida Receita bruta excluída dos impostos, contribuições, devoluções, abatimentos e descontos comerciais Resultado operacional Este se encontra entre o Lucro Bruto e o LAIR Lucro Antes do Imposto de Renda), ou seja, antes das receitas e despesas não operacionais Folha de pagamento bruta Somatório de remuneração (salários, gratificações, comissões e abonos), 13º salário, férias e encargos sociais compulsórios (INSS, FGTS e contribuição social) 19/6/201451www.nilson.pro.br

52 Preenchimento do BS Ibase 2. Indicadores sociais internos Alimentação Gastos com restaurante, vale-refeição, lanches, cestas básicas e outros relacionados à alimentação de empregados(as) Previdência privada Planos especiais de aposentadoria, fundações previdenciárias, complementações de benefícios a aposentados(as) e seus dependentes Saúde Plano de saúde, assistência médica, programas de medicina preventiva, programas de qualidade de vida e outros gastos com saúde, inclusive de aposentados(as) Educação Gastos com ensino regular em todos os níveis, reembolso de educação, bolsas, assinaturas de revistas, gastos com biblioteca (excluído pessoal) e outros gastos com educação Cultura Gastos com eventos e manifestações artísticas e culturais (música, teatro, cinema, literatura e outras artes) 19/6/201452www.nilson.pro.br

53 Preenchimento do BS Ibase 2. Indicadores sociais internos Capacitação e desenvolvimento profissional Recursos investidos em treinamentos, cursos, estágios (excluído os salários) e gastos voltados especificamente para capacitação relacionada com a atividade desenvolvida por empregados(as) Creches ou auxílio-crecheCreche no local ou auxílio-creche a empregados(as) Participação nos lucros ou resultados Participações que não caracterizem complemento de salários Outros benefícios Seguros (parcela paga pela empresa), empréstimos (só o custo), gastos com atividades recreativas, transportes, moradia e outros benefícios oferecidos a empregados(as) podem ser aqui enumerados 19/6/201453www.nilson.pro.br

54 Preenchimento do BS Ibase 3. Indicadores sociais externos Total das contribuições para a sociedade Somatório dos investimentos na comunidade que aparecem discriminados. Os itens na tabela aparecem como indicação de setores importantes onde a empresa deve investir (como habitação, creche, lazer e diversão, por exemplo). Porém podem aparecer aqui somente os investimentos focais que a empresa realiza regularmente Tributos (excluídos encargos sociais) Impostos, contribuições e taxas federais, estaduais e municipais 19/6/201454www.nilson.pro.br

55 Preenchimento do BS Ibase 4. Indicadores ambientais Investimentos relacionados com a produção/operação da empresa Investimentos, monitoramento da qualidade dos resíduos/efluentes, despoluição, gastos com a introdução de métodos não-poluentes, auditorias ambientais, programas de educação ambiental para os(as) funcionários(as) e outros gastos com o objetivo de incrementar e buscar o melhoramento contínuo da qualidade ambiental na produção/operação da empresa Investimentos em programas/projetos externos Despoluição, conservação de recursos ambientais, campanhas ecológicas e educação socio-ambiental para a comunidade externa e para a sociedade em geral Metas anuais Resultado médio percentual alcançado pela empresa no cumprimento de metas ambientais estabelecidas pela própria corporação, por organizações da sociedade civil e/ou por parâmetros internacionais como o Global Reporting Initiative (GRI) 19/6/201455www.nilson.pro.br

56 Preenchimento do BS Ibase 5. Indicadores do corpo funcional Nº de negros(as) que trabalham na empresa Considerar como trabalhadores negros) o somatório de indivíduos classificados/autodeclarados como de pele preta e parda (conforme a RAIS) 6. Informações relevantes Relação entre a maior e a menor remuneração Resultado absoluto da divisão da maior remuneração pela menor Número total de acidentes de trabalho Todos os acidentes de trabalho registrados durante o ano Normas Conforme as Convenções 87, 98, 135 e 154 da Organização internacional do Trabalho (OIT) e os itens da norma Social Accountability 8000 (AS8000) Valor adicionadoDe acordo com as regras DVA 7. Outras informações Outras informações importantes quanto ao exercício da responsabilidade social, ética e transparência. Declarações para as empresas que solicitaram o Selo Balanço Social Ibase/Betinho 19/6/201456www.nilson.pro.br

57 Auditoria do Balanço Social Auditoria do Balanço Social avalia as áreas de responsabilidade social e ecológica da entidade. E, tem como objetivo verificar a conformidade da gestão e identificar os pontos fortes e fracos, as ameaças e as oportunidades que se apresentam, com o intuito de construir um relatório de opinião, capaz de proporcionar subsídios para a tomada de decisões e para o estabelecimento de um plano estratégico de desenvolvimento da responsabilidade social e ecológica da entidade. 19/6/201457www.nilson.pro.br

58 Auditoria do Balanço Social Alguns benefícios da implantação da Auditoria do Balanço Social:  redução de riscos ambientais e sociais;  redução de custos (modelo de prevenção);  novas oportunidades de mercado;  maior confiabilidade na organização pela stakeholders;  avaliação dos procedimentos dos cálculos tributários;  maior participação e comprometimento dos funcionários;  consequentemente, maior nível de qualidade organizacional e social  consequentemente, maior nível de qualidade organizacional e social. 19/6/201458www.nilson.pro.br

59 Modelo de Auditoria do Balanço Social 19/6/201459www.nilson.pro.br

60 Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu Indicadores Ethos Em 2000, lançados pelo Instituto Ethos, voltado para a promoção da responsabilidade social empresarial. São atualizados anualmente Auxiliar as empresas a gerenciar seus impactos sociais e ambientais por meio de um diagnóstico que abrange temas como valores e transparência, publico interno, meio ambiente, consumidores, clientes e comunidade As empresas respondem a um questionário pela internet. O instituto Ethos se encarrega de avaliá-los e informa qual o desempenho da empresa em relação a seus pares. Mais de 480 empresas fizeram o diagnostico de sua atuação social baseadas nos Indicadores Ethos em /6/201460www.nilson.pro.br

61  Conceito: ferramenta de avaliação da gestão, e de planejamento estratégico no campo social.  Aplicação: auto-avaliação, com indicadores qualitativos e quantitativos, pontuação pelo Ethos.  Temas: valores e transparência, público interno, meio ambiente, fornecedores, consumidores/clientes, comunidade e governo e sociedade. Indicadores Ethos 19/6/201461www.nilson.pro.br

62 Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu Global Reporting Initiative GRI Em 1997, como uma iniciativa da ONG Coalizão por Economias Ambientalmente Responsáveis e do Programa das Nações Unidas para o meio Ambiente. Melhorar a qualidade e a aplicação dos relatórios de sustentabilidade. O GRI dá diretrizes para que as empresas apresentem um balanço econômico, social e ambiental, alem de incentivá-las a estabelecer metas e a informar se elas foram alcançadas ou não. Pode ser adotada por qualquer empresa. As companhias podem enviar o relatório a GRI para que a instituição analise sua conformidade com as regras e dê retorno sobre seus desempenhos. Natura, Petrobrás, Souza Cruz, Usiminas e CPFL já adotam as diretrizes na elaboração de seus balanços. 19/6/201462www.nilson.pro.br

63  Fazer com que relatórios de sustentabilidade corporativa tenham o mesmo nível de qualidade e importância dos relatórios financeiros.  Desenhar e melhorar continuamente as diretrizes de relatórios, refletindo as três dimensões de sustentabilidade: econômica, ambiental e social.  Construir uma instituição global e permanente para administrar as diretrizes. GRI - Global Reporting Initiative: Missão 19/6/201463www.nilson.pro.br

64 São listagens para fundos de investimentos com critérios de Responsabilidade Social (denominados “Socialmente Responsáveis” e/ou “Investimentos Éticos”) estão se desenvolvendo para atender os investidores do mercado de capitais internacionais. SustainAbility Índice Dow Jones de Sustentabilidade - IDJS Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE- Bovespa Padrões e Índices de Classificação RSC-Rating 19/6/201464www.nilson.pro.br

65 O método surgiu através de um processo de benchmark, que analisa os relatórios publicados por empresas desde 1994 e tem como objetivo avaliar os relatórios feitos por empresas, utilizando vários critérios sociais, econômicos e ambientais, seguido um sistema de pontuação que foi aperfeiçoado em Analisa qualquer tipo de relatório, como o Global Reporting Initiative (GRI), GEMI, UNEP e muitos outros. Porém, não passa de um sistema de avaliação e não deve ser levado como um guia para a criação de relatórios de sustentabilidade. SustainAbility 19/6/201465www.nilson.pro.br

66 O Índice Dow Jones de Sustentabilidade (em inglês, Dow Jones Sustainability Index - Djsi) foi criado em 1999, é atribuído a um grupo de companhias composto pelas 10% mais capacitadas no mundo em cada um dos setores definidos para a classificação. O DJSI é composto por 318 empresas, abrangendo 58 setores e 24 países. Em 2006, o Brasil aumentou sua participação no índice global, com a inclusão de mais três instituições, totalizando seis empresas: Aracruz, Bradesco, Banco Itaú, Cemig, Itausa e Petrobras. Índice Dow Jones de Sustentabilidade 19/6/201466www.nilson.pro.br

67 Já há alguns anos iniciou-se uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Considera-se que empresas sustentáveis geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Atenta a isso, a BOVESPA e outras instituições em conjunto: ABRAPP, ANBID, APIMEC, IBGC, IFC, Instituto ETHOS e Ministério do Meio Ambiente (MMA), no primeiro semestre de 2005, decidiram unir esforços para criar um índice de ações que seja um referencial para os investimentos socialmente responsáveis, o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial. Algumas empresas integrantes do ISE: Aracruz, Bradesco, Cemig, Cesp, CPFL, Gerdau, Natura, Perdigão, Petrobrás, Sadia e Suzano Papéis. Índice de Sustentabilidade Empresarial BOVESPA 19/6/201467www.nilson.pro.br

68  32 EMPRESAS  40 AÇÕES  13 SETORES  VALOR DE MERCADO: R$ 927 BILHÕES = 39,6% da capitalização da BOVESPA = 39,6% da capitalização da BOVESPA CARTEIRA DO ISE /2008 BOVESPA 19/6/201468www.nilson.pro.br

69 “A prosperidade das nações depende da prosperidade de suas empresas e instituições e como a ciência contábil é a que produz modelos de racional comportamento dos patrimônios, é, ela, sem dúvida, um ramo de saber competente para ensejar o bem material das sociedades humanas.” Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá CONCLUSÃO 19/6/201469www.nilson.pro.br

70 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA 19/6/201470www.nilson.pro.br

71 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA Os instrumentos de gestão ambiental objetivam melhorar a qualidade ambiental e o processo decisório. São aplicados a todas as fases dos empreendimentos e podem ser: preventivos, corretivos, de remediação e pró-ativos, dependendo da fase em que são implementados. Alguns dos principais instrumentos de gestão ambiental: a) O Estudo de Impacto Ambiental (EIA); b) Avaliação do Impacto Ambiental (AIA); c) O Capital Natural; Para o Brasil, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, oferece normas brasileiras relativas ao tema "Sistemas de Gestão Ambiental". 19/6/201471www.nilson.pro.br

72 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) É um dos instrumentos da política Nacional do Meio Ambiente e foi instituído pela RESOLUÇÃO CONAMA N.º 001/86, de 23/01/1986. Atividades utilizadoras de Recursos Ambientais consideradas de significativo potencial de degradação ou poluição dependerão do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para seu licenciamento ambiental. 19/6/201472www.nilson.pro.br

73 Granato E.F. Sistemas de Gestão Ambiental - SGA Avaliação do Impacto Ambiental (AIA) Instrumento fundamental de caráter preventivo da política do ambiente reconhecido inicialmente pela Lei de Bases do Ambiente, em vigor desde A AIA tem por base a realização de estudos ambientais pluridisciplinares e abrangentes, incluindo os elementos naturais, sociais, de patrimônio cultural e construído, com efetiva participação pública e análise de possíveis alternativas para colher informação, identificação e previsão dos efeitos ambientais de determinados projetos, identificação e proposta de medidas que evitem, minimizem ou compensem esses efeitos, tendo em vista uma decisão sobre a viabilidade da execução de tais projetos e respectiva pós avaliação. 19/6/201473www.nilson.pro.br

74 O Capital Natural O capital natural é uma metáfora para os recursos naturais quando considerados como meios de produção. Esses recursos podem ser renováveis ou não:  ar;  água;  flora;  fauna;  minerais;  solo; entre outros. Há uma consciência quase que universal que os recursos naturais são limitados e não podem mais ser desperdiçados, sob pena de comprometimento do equilíbrio ecológico de nosso planeta Há uma consciência quase que universal que os recursos naturais são limitados e não podem mais ser desperdiçados, sob pena de comprometimento do equilíbrio ecológico de nosso planeta. Sistemas de Gestão Ambiental - SGA 19/6/201474www.nilson.pro.br

75 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA 19/6/201475www.nilson.pro.br

76 BENEFÍCIOS DO SGA BENEFÍCIOS ECONÔMICOS Economia de Custos  Redução do consumo de água, energia e outros insumos.  Reciclagem, venda e aproveitamento e resíduos, e diminuição de efluentes.  Redução de multas e penalidades por poluição. Incremento de Receita  Aumento da contribuição marginal de “produtos verdes”, que podem ser vendidos a preços mais altos.  Aumento da participação no mercado, devido à inovação dos produtos e à menor concorrência.  Linhas de novos produtos para novos mercados.  Aumento da demanda para produtos que contribuam para a diminuição da poluição. BENEFÍCIOS ESTRATÉGICOS  Melhoria da imagem institucional.  Renovação da carteira de produtos.  Aumento da produtividade.  Alto comprometimento do pessoal.  Melhoria nas relações de trabalho.  Melhoria da criatividade para novos desafios.  Melhoria das relações com os órgãos governamentais, comunidade e grupos ambientalistas.  Acesso assegurado ao mercado externo.  Melhor adequação aos padrões ambientais. Fonte: Adaptado de North, K. Environmental business management. Genebra: ILO, In: Cagnin, /6/201476www.nilson.pro.br

77 SGA - Quadro Geral de Desempenho 19/6/201477www.nilson.pro.br

78 EXCELÊNCIA AMBIENTAL As principais motivações empresariais para a Gestão Ambiental, em ordem decrescente de importância: sentido de responsabilidade ecológica, requisitos legais, salvaguarda da empresa, imagem, proteção aos empregados, pressão de mercado, qualidade de vida e lucro. As etapas necessárias para a excelência ambiental:  Desenvolvimento e publicação de uma política ambiental;  Estabelecimento de metas e avaliação de ganhos;  Definição clara das responsabilidades ambientais de cada uma das áreas e do pessoal administrativo;  Divulgação interna e externa da política, dos objetivos, metas e responsabilidades;  Obtenção de recursos adequados; 19/6/201478www.nilson.pro.br

79 EXCELÊNCIA AMBIENTAL  Educação e treinamento de pessoal e informação aos consumidores e à comunidade;  Acompanhamento da situação ambiental da empresa com auditorias e relatórios;  Acompanhamento da evolução da discussão sobre a temática ambiental;  Contribuição para os programas ambientais da comunidade e investimento em pesquisas e desenvolvimento aplicados à área ambiental;  Equilíbrio e conciliação entre os diferentes interesses existentes entre todos os envolvidos: empresa, consumidores, comunidade e acionistas. 19/6/201479www.nilson.pro.br

80 PRINCÍPIOS Documentos que revelam os principais problemas mundiais que ameaçam o bem- estar do planeta e mostram os caminhos para minimizá-los. São fontes inspiradoras para a reflexão sobre sua missão e valores:  Agenda 21  Pacto Global  Metas do Milênio 19/6/201480www.nilson.pro.br

81 Agenda 21 A " A Agenda 21 vem se constituindo em um instrumento de fundamental importância na construção dessa nova eco cidadania, num processo social no qual os atores vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável" Gilney Viana Secretário de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável 19/6/201481www.nilson.pro.br

82 O documento foi firmado durante a Eco-92, no Rio de janeiro, depois de dois anos de um trabalho que envolveu governos e instituições da sociedade civil de 179 países Promover um novo padrão de desenvolvimento para um país, estado, cidade ou até mesmo uma escola por meio de um plano de ação que contém quatro seções, 40 capítulos, 115 programas e aproximadamente ações para se implementadas É necessário articular-se com governos e organizações civis para que, juntos, definam quais ações serão implementadas. No Brasil, as experiências de Agenda 21 locais são poucas, entre as quais as iniciativas de São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Joinvile e Florianópolis. De acordo com IBGE (2002), quase um terço dos municípios brasileiros informou ter dado início ao processo de agenda local. Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu Agenda 21 19/6/201482www.nilson.pro.br

83 Em 1999, quando o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, desafiou as empresas a dar uma face mais humana à globalização. Incentivar as empresas a adotar dez princípios relacionados à defesa dos direitos humanos, das condições de trabalho, do meio ambiente e do combate à corrupção para tornar a economia mundial mais sustentável e promover a inclusão social. As empresas podem se tornar signatárias do pacto enviando uma carta do presidente ao Secretario Geral da ONU expressando seu apoio à iniciativa. A ONU pede As empresas que relatem seus avanços anualmente e estuda mecanismos para avaliar o comprometimento das signatárias O Brasil é um dos paises com o maior número de empresas signatárias – mais de 150. Entre elas estão Belgo, Petrobrás, Fersol, Copel, Novartis, O Boticário e Santander Banespa. Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu Pacto Global – Global Compact 19/6/201483www.nilson.pro.br

84 Direitos Humanos 1 - Apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos internacionais dentro de seu âmbito de influência; 2 - Certificar-se de que suas próprias corporações não estejam sendo cúmplices de abusos em direitos humanos. Pacto Global : Princípios 19/6/201484www.nilson.pro.br

85 Direitos do Trabalho 3 - Apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva; 4 - Apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho forçado e compulsório; 5 - Apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil; 6 - E o fim da discriminação com respeito a emprego e cargo. Pacto Global : Princípios 19/6/201485www.nilson.pro.br

86 Proteção Ambiental 7 - Adotar uma abordagem preventiva para os desafios ambientais; 8 - Tomar iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental; 9 - Incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis. Contra a Corrupção 10 - Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina Pacto Global : Princípios 19/6/201486www.nilson.pro.br

87 Em 2000, durante a Cúpula do Milênio – a maior reunião de dirigentes mundiais de todos os tempos - realizada em Nova York por 191 paises da ONU. Estabelecer as condições mínimas necessárias para o desenvolvimento sustentável global até Compõe-se de metas como a erradicação da extrema pobreza e da fome, a melhoria da saúde materna e a proteção do meio ambiente. São os países que se comprometem a cumprir as metas. O Brasil é um dos 191 paises que aderiram. Amanco, Seara, Souza Cruz e Mineração Rio do Norte, entre dezenas de outras empresas, desenvolvem projetos sociais relacionados às metas. Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu Metas do Milênio 19/6/201487www.nilson.pro.br

88 1- Reduzir à metade o número de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia; 2 - Alcançar a educação primária universal; 3 - Promover a eqüidade entre homens mulheres; 4 - Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças com menos de 5 anos; 5 - Reduzir em dois terços a mortalidade pré-natal; Metas do Milênio 8 metas a serem atingidas até /6/201488www.nilson.pro.br

89 Metas do Milênio 8 metas a serem atingidas até Combater a AIDS, a malária e outras doenças infecciosas, reduzindo a metade o número de novos casos; 7 - Reduzir à metade o número de pessoas sem acesso a água potável e introduzir o conceito de desenvolvimento sustentável nas políticas públicas dos países- membros; 8 - Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento que inclui assistência oficial para o desenvolvimento, acesso a mercados e redução da dívida externa. 19/6/201489www.nilson.pro.br

90 Estabelecem procedimentos para que os princípios possam ser seguidos e aplicados ao cotidiano das empresas. Estão baseadas em processos. SA 8000 ISO Normas e Certificações 19/6/201490www.nilson.pro.br

91 Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu SA 8000 Lançada em 1997 pela Social Accountability International (SAI), ONG americana. Tomar os locais de trabalho mais humanos por meio de um padrão global passível de verificação. A conduta proposta pela SA 8000 abrange temas como trabalho forcado, saúde e segurança, discriminação, horas de trabalho e compensação. Para obter a certificação a empresa se submete a um processo semelhante aos dos padrões ISO, com adequação às normas e auditorias periódicas. No Brasil existem mais de 60 empresas certificadas com a SA Entre elas Avon, Marcopolo, Santa Elisa, Alcoa, De Nadai, Mendes Junior e Philips. 19/6/201491www.nilson.pro.br

92 Quem Como Objetivos Quando Quem Como Objetivos Quando adota aderir surgiu adota aderir surgiu ISO Criada em 2001 pela ISO, ONG que funciona através de uma rede de institutos. No Brasil é representada pela Associação brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Define padrões para que as empresas façam gerenciamento ambiental, minimizando continuamente os efeitos nocivos de suas atividades sobre o meio ambiente. A empresa deve possuir um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), seguir diretrizes e submeter-se a uma auditoria periódica para comprovar que tais diretrizes foram incorporadas a seus processos. No Brasil, existem mais de empresas certificadas com a ISO 14001, entre elas estão a S/A Usina Coruripe, Toshiba, Petrobrás, Pirelli, Ford, Valtra e Ripasa. 19/6/201492www.nilson.pro.br

93 ISO e a Auditoria Ambiental  Auditore, do latim - aquele que ouve, que sabe ouvir;  Avaliação da situação ambiental de uma organização em relação a um referencial: normas, procedimentos, legislação;  Utilizadas para diversos propósitos/tipos;  Excelente ferramenta de gestão;  Busca verificar cumprimento da legislação ambiental, riscos de acidentes ambientais, passivos ambientais e impactos causados pela organização. 19/6/201493www.nilson.pro.br

94 AUDITORIA AMBIENTAL - OBJETIVOS O objetivo global da auditoria ambiental é identificar os problemas ambientais associados à fabricação de produtos, operação de processos ou à prestação de serviços e desenvolver padrões de boa prática, verificando sistematicamente se as metas ambientais da empresa estão sendo atingidas. 19/6/201494www.nilson.pro.br

95 AUDITORIA AMBIENTAL - OBJETIVOS  assegurar o atendimento do volume crescente de legislação ambiental;  satisfazer às demandas de investidores, banqueiros e seguradores;  aprimorar a comerciabilidade dos produtos da empresa;  superar qualquer oposição pública às atividades da empresa;  capitalizar mercados emergentes e tecnologias “limpas”. 19/6/201495www.nilson.pro.br

96 TERMOS USADOS EM AUDITORIA TERMODEFINIÇÃO OBJETO DA AUDITORIA Atividades, eventos, condições, sistemas de gestão, ou informações a respeito desses assuntos (ISO 14010). ESPECIALISTA Indivíduo que fornece conhecimento específico, mas não participa como auditor (ISO 14010). EVIDÊNCIA OBJETIVA Registros, afirmações sobre fatos ou outras informações daqui podem ser verificadas. PADRÃO DE AUDITORIA Políticas, práticas, procedimentos ou outros requisitos contra os quais o auditor compara as evidências objetivas levantadas. ESCOPO DE AUDITORIA Limites e extensão da auditoria em termos de localização física, estrutura organizacional e forma de reporte. Quaisquer alterações devem ser submetidas ao auditor e ao cliente da auditoria ou seu representante (ISO 14010) 19/6/201496www.nilson.pro.br

97 PERGUNTAS DOS AUDITORES a)o processo ou instalação atende a todos os requisitos de controle previstos na legislação? b)são identificados todos os riscos e responsabilidades potenciais? c)que melhorias podem ser feitas para reduzir o impacto ambiental dos produtos? d)qual é a percepção pública das instalações, processos ou produtos da empresa? e)a empresa projeta uma imagem de responsabilidade e probidade ambiental? 19/6/201497www.nilson.pro.br

98 TIPOS DE AUDITORIA AMBIENTAL Auditoria de Adequação – avalia a documentação. Também conhecida pôr "desk audit" precede a auditoria de conformidade. È "estática", pois o auditor não sai a campo para avaliar a execução das atividades pertinentes. Auditoria da Conformidade – avalia a implementação da documentação do auditado para determinar a conformidade;  Auditoria de primeira parte: Também conhecida por auditoria interna;  Auditoria de segunda parte: o cliente da auditoria é o próprio cliente, atual ou potencial, do auditado ou outra parte com interesse no sistema de gestão;  Auditoria de terceira parte: destinada exclusivamente à certificação independente. 19/6/201498www.nilson.pro.br

99 TIPOS DE AUDITORIA AMBIENTAL Auditoria de Higiene e Segurança – uma avaliação das questões de higiene (saúde) e segurança em relação a instalações ou processos específicos; Auditoria da Qualidade do Produto – avaliação do impacto ambiental em produtos específicos; Auditoria de Fusão e Aquisição (Diligência Devida) –avaliação dos custos ambientais. Auditoria de Risco de Seguro – uma avaliação dos fatores de risco a serem levados em conta para fins de seguro. 19/6/201499www.nilson.pro.br

100  Proporciona melhorias na segurança, controle da qualidade e desempenho da gestão ambiental.  Diminui os custos ambientais, melhorando práticas gerenciais e reduzindo o risco de processos judiciais.  Estimulam a conformidade com as normas e regulamentos ambientais AUDITORIA AMBIENTAL - BENEFÍCIOS 19/6/ www.nilson.pro.br

101 CONTABILIDADE AMBIENTAL Exercício proposto Dividir os alunos em grupos para fazerem pesquisa e apresentação sobre as seguintes Normas: Grupo 1 – ISO Grupo 2 – ISO Grupo 3 – ISO Grupo 4 – ISO Grupo 5 – ISO Grupo 6 – SA /6/ www.nilson.pro.br

102 A GESTÃO AMBIENTAL E A CONTABILIDADE A Contabilidade, objetivando evidenciar a situação econômico-financeira das empresas e o desempenho periódico destas, constitui um adequado sistema de informações quanto à postura ambiental das entidades. A 7ª Reunião da ONU evidenciou as normas contábeis sobre a contabilização dos elementos de proteção e recuperação ambientais e sobre o nível de divulgação adequado. 19/6/ www.nilson.pro.br

103 A GESTÃO AMBIENTAL E A CONTABILIDADE O desafio para a Contabilidade está na mudança de paradigma, para um modelo contábil ambiental, uma Contabilidade integrada e competitiva que compreenda movimentos econômicos, movimentos operativos e movimentos ambientais. Surgindo assim a Contabilidade Ambiental. 19/6/ www.nilson.pro.br

104 CONTABILIDADE AMBIENTAL A Contabilidade Ambiental surgiu em 1970, quando as empresas passaram a dar um pouco mais de atenção aos problemas do meio ambiente. Os gestores buscaram na contabilidade informações financeiras que os auxiliassem nesse trabalho. Esse fato acentuou- se na década de 90, com o advento da ECO/92 e com o agravamento dos problemas ambientais, despertando a atenção de contadores, institutos de pesquisas, profissionais e governos de vários países com objetivo de contribuir para a busca de soluções relativas ao meio ambiente. ___________ FERREIRA A. C. S. Contabilidade ambiental : uma informação para o desenvolvimento sustentável. 2006, p. 59 – /6/ www.nilson.pro.br

105 CONTABILIDADE AMBIENTAL De acordo com Rob Gray, um dos mais importantes autores especializados em contabilidade ambiental, as questões ambientais formam um assunto de interesse para contadores, onde podem contribuir em cinco áreas para o gerenciamento do meio ambiente:  Modificar os sistemas de contabilidade existentes (como custeio de energia);  Eliminar elementos conflitantes dos sistemas de contabilidade (como nos métodos de investimentos);  Planejar as implicações financeiras de uma agenda ambiental (como nas projeções sobre as despesas de capital);  Introduzir o desempenho ambiental nos relatórios externos (como nos relatórios anuais);  Desenvolver uma nova contabilidade e sistema de informações (como em um balanço patrimonial ecológico). ____________ FERREIRA A. C. S. Contabilidade ambiental : uma informação para o desenvolvimento sustentável.2006, p /6/ www.nilson.pro.br

106 CONTABILIDADE AMBIENTAL PRINCIPAIS USUÁRIOS: Acionistas: Necessitam de informações sobre a situação dos ativos e sobre os resultados da empresa – querem estar protegidos contra obrigações de ordem ambiental. Credores: Têm interesse na informação ambiental a fim de calcular o risco do crédito. Investidores: Necessitam de informações sobre os gastos e desempenho ambiental para tomar decisões de investimentos. Demais usuários: Consumidores, empregados, público em geral, governo, grupo formadores de opinião, mídia, comunidade científica, fornecedores – têm diferentes graus de interesse. 19/6/ www.nilson.pro.br

107 CONTABILIDADE AMBIENTAL É importante frisar que a Contabilidade Ambiental não se trata de uma nova contabilidade, mas de um conjunto de informações que relatem adequadamente, em termos econômicos, as ações de uma entidade que modifiquem seu patrimônio. Esse conjunto de informações não é outra contabilidade, mas uma especialização que possui os seguintes aspetos:  Auditoria Ambiental;  Contabilidade Financeira Ambiental;  Contabilidade de Custos ou Gerencial Ambiental. ___________ ___________ FERREIRA A. C. S. Contabilidade ambiental : uma informação para o desenvolvimento sustentável. 2006, p. 59 – /6/ www.nilson.pro.br

108 CONTABILIDADE AMBIENTAL A Contabilidade Ambiental é composta por:  Ativo Ambiental (Bens e Direitos);  Passivo Ambiental (Obrigações);  Receita Ambiental (Prestação de Serviço e venda de produtos elaborados por meio do reaproveitamento etc.);  Custo Ambiental – Internos e Externos que podem incorrer como resultado da produção;  Despesa Ambiental – (Consumo de ativos relacionados à área ambiental). 19/6/ www.nilson.pro.br

109 ATIVO AMBIENTAL Um ativo é um recurso controlado pela empresa resultante de eventos passados do qual se espera um fluxo de benefícios econômicos futuros. Se os gastos ambientais podem ser enquadrados nos critérios de reconhecimento de um ativo, devem ser classificados como tal. Os benefícios podem vir através do aumento da capacidade ou melhora da eficiência ou da segurança de outros ativos pertencentes à empresa, da redução ou prevenção da contaminação ambiental que deveria ocorrer como resultado de operações futuras ou ainda através da conservação do meio ambiente. Por exemplo, se a empresa investe em uma máquina que evita a poluição do ar, da água ou do solo, esta deverá ter um benefício futuro e sem dúvida é um ativo ambiental. 19/6/ www.nilson.pro.br

110 ATIVO AMBIENTAL Os ativos ambientais são representados por todos os bens e direitos oriundos ou destinados à atividade de gerenciamento ambiental, sob a forma de capital circulante e capital líquido e devem ser classificados em títulos contábeis específicos, do tipo estoques ambientais, ativo permanente imobilizado ambiental e diferido ambiental. O capital circulante também conhecido como capital de giro, é o valor aplicado para a realização da atividade principal da empresa, formado pelas disponibilidades e representado no ativo pelos seguintes subgrupos: Disponibilidades: valores referentes à receita ambiental; Realizáveis a curto e longo prazo: direitos recebidos de uma receita ambiental e os estoques, sempre co-relacionados à gestão ambiental. 19/6/ www.nilson.pro.br

111 ATIVO AMBIENTAL Com relação ao capital fixo, pode-se encontrar as seguintes contas: Investimentos: participação societária em empresas ecologicamente responsáveis; Imobilizado: bens destinados à manutenção da gestão ambiental, como filtros de ar, equipamentos da estação de tratamento de efluentes, etc.; Diferido: gasto em desenvolvimento de tecnologia limpa (Clean Technologies) e sustentável, os gastos com implantação de Sistemas de Gestão Ambiental como a ISO /6/ www.nilson.pro.br

112 PASSIVO AMBIENTAL O passivo ambiental é toda e qualquer obrigação contraída e destinada à aplicação em ações de controle, preservação e recuperação do meio ambiente debitando um ativo ambiental ou custo ambiental. A constituição da provisão para uma obrigação atende as mesmas exigências que a contabilidade financeira tradicional, sendo uma obrigação à responsabilidade presente resultante de acontecimentos passados, podendo resultar em uma saída de recursos da empresa tanto a curto como longo prazo. 19/6/ www.nilson.pro.br

113 PASSIVO AMBIENTAL O IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores) com a IAS 37 (Internacional Accounting Standards-37), mostra como reconhecer de maneira eficaz o passivo ambiental, deve observar alguns aspectos do tipo a obrigação da empresa em relação à extração e utilização de recursos naturais, a necessidade de recursos para liquidar os possíveis passivos ambientais, e como estimar com precisão o montante do passivo ambiental de forma segura. 19/6/ www.nilson.pro.br

114 PASSIVO AMBIENTAL O passivo ambiental seguirá a mesma divisão que qualquer passivo, esta poderá ser via capital próprio ou capital de terceiros. Capital de terceiros (exigível): elenca contas patrimoniais formadas por empréstimos contraídos junto a instituições financeiras com objetivo de recursos na área de gestão ambiental, fornecedores para aquisição de equipamentos e insumos, multas e indenizações a pagar, provindas de infrações, ordenados a pagar em função dos funcionários envolvidos no processo de mão-de- obra ambiental; Capital próprio (não exigível): este rol de contas patrimoniais trata de acionistas que integralizam ou aumentam seu capital para investimentos exclusivos a meio ambiente e entidade que destina um percentual dos resultados em programas ambientais. Capital próprio (não exigível): este rol de contas patrimoniais trata de acionistas que integralizam ou aumentam seu capital para investimentos exclusivos a meio ambiente e entidade que destina um percentual dos resultados em programas ambientais. 19/6/ www.nilson.pro.br

115 RECEITA AMBIENTAL Segundo Lopes de Sá (1999), receita significa um retorno de valores, uma recuperação de investimentos, renda originada por um bem patrimonial, demonstrando a parte positiva nos demonstrativos de resultados. O objetivo principal da receita ambiental diverge um pouco do conceito tradicional de receita contábil, pois o objetivo da gestão ambiental é desenvolver políticas saudáveis para reduzir problemas ambientais, claro que isto não impede que a empresa venha a tirar proveito econômico. Exemplos de receita ambiental: 1) Prestação de serviços na área de gestão ambiental; 2) Venda de produtos fabricados a partir de sobras sucatas. 2) Venda de produtos fabricados a partir de sobras sucatas. 19/6/ www.nilson.pro.br

116 GASTOS AMBIENTAIS CUSTOS OU DESPESAS? Quando utilizados de forma direta na produção estes gastos são classificados como custos, sob a forma indireta caracteriza-se como despesas. Os custos ambientais são os gastos, ou consumo de ativos referentes à proteção do meio ambiente e que são classificados em função da sua vida útil, ou seja, baseados em características referentes à amortização, exaustão e depreciação, aquisição de insumos que auxiliam no controle da emissão de efluentes, resíduos de produtos, tratamento e recuperação de áreas contaminadas, mão-de-obra utilizada nas atividades de controle, preservação e restauração do meio ambiente. 19/6/ www.nilson.pro.br

117 GASTOS AMBIENTAIS Gastos com gerenciamento ambiental, consumidos no período e incorridos na área administrativa. Despesas Ambientais Gastos sem benefícios: Multas e restauração de áreas contaminadas. Perdas Ambientais 19/6/ www.nilson.pro.br

118 Esquema Básico de Contabilização Gastos ambientais que aumentam a vida útil, a capacidade ou resultam em melhoria da segurança ou da eficiência de uma instalação são ativados. Gastos ambientais para reparação de danos ocorridos são considerados como despesas 19/6/ www.nilson.pro.br

119 CUSTOS AMBIENTAIS Os custos ambientais sofrem, também uma subclassificação em custos internos (privados) e custos externos (sociais): Custos internos ou privados: são aqueles associados à produção, que servem de base para o cálculo do preço de venda; Custos externos ou sociais: são os provenientes do impacto da atividade da empresa no meio ambiente e na sociedade, porém a companhia não se responsabiliza financeiramente. Custos externos ou sociais: são os provenientes do impacto da atividade da empresa no meio ambiente e na sociedade, porém a companhia não se responsabiliza financeiramente. 19/6/ www.nilson.pro.br

120 CUSTOS AMBIENTAIS Os custos ambientais devem ser reconhecidos no período em que forem identificados pela primeira vez. Em alguns casos um custo ambiental pode estar relacionado a danos que ocorreram em períodos anteriores. Por exemplo, danos ambientais causados a uma propriedade antes de sua aquisição; acidente acontecido em período anterior e que agora requer limpeza; disposição ou tratamento de um lixo tóxico criado em um período anterior. 19/6/ www.nilson.pro.br

121 CUSTOS AMBIENTAIS • Investimentos em equipamentos • Matéria-prima • Mão-de-obra • Materiais indiretos Convencionais • Monitoramento ambiental • Treinamento • Relatório ambiental PotencialmenteOcultos 19/6/ www.nilson.pro.br

122 CUSTOS AMBIENTAIS • Futuros custos de regulamentações • Multas e penalidades • Recuperação de recursos naturais danificados Contingências • Percepção e relacionamento da empresa com a comunidade, governo e acionistas Imagem e Relacionamento 19/6/ www.nilson.pro.br

123 Impacto do Meio Ambiente Relatórios Financeiros Convencionais 19/6/ www.nilson.pro.br

124 Impacto do Meio Ambiente Relatórios Financeiros Convencionais 19/6/ www.nilson.pro.br

125 Proporção do Impacto Ambiental Atividades que podem ser reduzidas por ação da empresa 19/6/ www.nilson.pro.br

126 Passos fundamentais para mensurar os fatos contábeis ambientais 19/6/ www.nilson.pro.br

127 Passos fundamentais para estruturar os demonstrativos ambientais 19/6/ www.nilson.pro.br

128 Balanço Patrimonial Ambiental ATIVO ATIVO CIRCULANTE Receitas Ambientais (Caixa) Duplicatas a receber (curto prazo) Estoques (resíduos a venda, resíduos re-processamento, prestação de serviços) REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE Investimentos: participação empresas socialmente corretas Imobilizado - Equipamentos: (Não- poluidores, Anti-poluição) (-) depreciação Diferido: desenvolvimento tecnologia, limpa, implantação SGA PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Fornecedores Salários Salários Provisões p/ passivos ambientais Provisões p/ passivos ambientais EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos Empréstimos Financiamento Financiamento Provisões p/ passivos ambientais Provisões p/ passivos ambientais PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Capital Reservas de contingências para Reservas de contingências para passivos ambientais passivos ambientais Lucro Lucro 19/6/ www.nilson.pro.br

129 Demonstrativo de Resultado Ambiental RECEITA DE VENDAS (-) Custos dos produtos vendidos Custos de produção Custos ambientais de produção (=) LUCRO BRUTO (-) Despesas Operacionais Despesas de vendas Despesas administrativas Despesas financeiras Despesas com proteção ambiental (inclusive provisões) e Perdas (=) Lucro Operacional Ambiental 19/6/ www.nilson.pro.br

130 PETROBRAS 19/6/ www.nilson.pro.br

131 PETROBRAS 19/6/ www.nilson.pro.br

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133 CONTABILIDADE AMBIENTAL COMPOSIÇÃO DO EVENTO ECONÔMICO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL Esses efeitos variam de acordo com o tipo de degradação produzida e requerem medidas saneadoras apropriadas para cada um deles. 19/6/ www.nilson.pro.br

134 CONTABILIDADE AMBIENTAL MATRIZ DE IDENTIFICAÇÃO GERAL TIPO DE DEGRADAÇÃO LOCALIZAÇÃO Emissão de resíduos sólidos Ar Emissão de resíduos líquidos Água Emissão de resíduos gasosos Solo A combinação desses elementos identificará mais especificamente como esses impactos podem afetar a entidade. 19/6/ www.nilson.pro.br

135 CONTABILIDADE AMBIENTAL 19/6/ www.nilson.pro.br

136 CONTABILIDADE AMBIENTAL 19/6/ www.nilson.pro.br

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139 CONTABILIDADE AMBIENTAL O resultado de cada decisão tomada deve ser medido com base nos aspectos; o somatório do resultado de todas as decisões será o resultado da atividade. 19/6/ www.nilson.pro.br

140 MODELO DE APURAÇÃO DO RESULTADO CONTAS/ATIVIDADE: PREVENÇÃO TOTAL Receitas  Serviços da Gestão Ambiental/Benefícios do investimento  Outros (-) Custos variáveis  Amortização  Outros ( ) ( ) Margem operacional 0 Receitas financeiras Custos financeiros Margem financeira Resultado do investimento  Ganho/Perda do projeto  Ganho/Perda da incorporação pela área ambiental Resultado da manutenção  Custos de manutenção  Reversão da provisão p/ manutenção do ativo (20.000) Custos fixos(5.000) Resultado da atividade /6/ www.nilson.pro.br

141 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVIDADE: PREVENÇÃO ATIVOPASSIVO Ativo Circulante Fornecedores Conta corrente produção Contas a pagar Previsão para contingências ambientais Ativo Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL) Ativo para prevenção ambiental Prejuízo ambiental exercício anterior Amortização acumulada( )Resultado do exercício Provisão p/ gastos de manutenção ( ) Valor do ativo imobilizado TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO + PL /6/ www.nilson.pro.br

142 MODELO DE APURAÇÃO DO RESULTADO CONTAS/ATIVIDADE: RECUPERAÇÃO TOTAL Receitas  Serviços da Gestão Ambiental Benefícios do investimento  Outros (-) Custos variáveis  Amortização  Outros ( ) ( ) Margem operacional Receitas financeiras Custos financeiros Margem financeira Resultado do investimento  Ganho/Perda do projeto  Ganho/Perda da incorporação pela área ambiental Resultado da manutenção  Custos de manutenção  Reversão da provisão p/ manutenção do ativo (28.500) Custos fixos(5.000) Resultado da atividade /6/ www.nilson.pro.br

143 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVIDADE: RECUPERAÇÃO ATIVOPASSIVO Ativo Circulante Fornecedores Conta corrente produção Contas a Pagar Previsão para contingências ambientais Ativo Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo p/ Recuperação Ambiental Prejuízo ambiental exercício anterior ( ) Amortização acumulada( )Resultado do exercício Provisão p/ gastos de manutenção ( ) Valor do Ativo Imobilizado TOTAL DO PASSIVO + PL /6/ www.nilson.pro.br

144 MODELO DE APURAÇÃO DO RESULTADO CONTAS\ATIVIDADE: RECICLAGEM TOTAL Receitas  Serviços da Gestão Ambiental Benefícios do investimento  Venda do produto reciclado (-) Custos variáveis  Amortização  Outros (6.600) (6.600) Margem operacional Receitas financeiras Custos financeiros Margem financeira Resultado do investimento  Ganho/Perda do projeto  Ganho/Perda da incorporação pela área ambiental (10.000) Resultado da manutenção  Custos de manutenção  Reversão da provisão p/ manutenção do ativo (500) 400(100) Custos fixos(5.000) Resultado da atividade /6/ www.nilson.pro.br

145 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVIDADE: RECICLAGEM ATIVOPASSIVO Ativo Circulante Fornecedores Conta corrente produção13.800Contas a Pagar5.500 Previsão para contingências ambientais Ativo Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo p/ Recuperação Ambiental Prejuízo ambiental exercício anterior Amortização acumulada(6.600)Resultado do exercício3.100 Provisão p/ gastos - manutenção(3.600) Valor do Ativo Imobilizado TOTAL DO ATIVO58.600TOTAL DO PASSIVO + PL /6/ www.nilson.pro.br

146 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE CONTAS\ATIVIDADE: Gestão Ambiental PREVENÇÃORECUPERAÇÃORECICLAGEM TOTAL Receitas  Serviços da Gestão Ambiental  Venda do produto reciclado (-) Custos variáveis  Amortização  Outros ( ) 0 ( ) 0 (6.600) 0 ( ) 0 Margem operacional Receitas financeiras---- Custos financeiros---- Margem financeira---- Resultado do investimento  Ganho/Perda do projeto  Ganho/Perda da incorporação pela área ambiental (10.000) Resultado da manutenção  Custos de manutenção  Reversão da provisão p/ manutenção do ativo (20.000) (28.500) (500) 400 (20.500) Custos fixos(5.000) (15.000) Resultado da atividade /6/ www.nilson.pro.br

147 BALANÇO PATRIMONIAL AREA DE RESPONSABILIDADE: GESTÃO AMBIENTAL ATIVOPASSIVO Ativo Circulante Fornecedores Conta Corrente Produção Contas a Pagar Previsão para contingências ambientais PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Imobilizado Prejuízo ambiental exercício anterior ( ) Resultado do exercício Amortização acumulada( ) Provisão para gastos de manutenção ( ) Valor do Ativo Imobilizado TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO + PL /6/ www.nilson.pro.br

148 CONTABILIDADE AMBIENTAL QUADRO COMPARATIVO DOS CUSTOS AMBIENTAIS DA PRODUÇÃO CONTAS Sem gestão ambiental t 0 Com gestão ambiental t 1 t t n CUSTOS AMBIENTAIS  Degradação ambiental  Serviços de prevenção  Serviços de recuperação  Serviços de reciclagem  Material reciclado TOTAL /6/ www.nilson.pro.br

149 CONCLUSÃO Sem a gestão ambiental o custo de degradação da atividade de Produção seria de R$ com a gestão ambiental a Produção passa a arcar com custos de R$ , referentes aos serviços prestados pelas atividades de Prevenção, Recuperação e Reciclagem. Além da redução dos custos, a empresa se beneficia com uma redução no seu passivo ambiental contingente. 19/6/ www.nilson.pro.br

150 Os resultados da empresa dependem cada vez mais da eficiência e das motivações de todos que nela trabalham. O lucro continua indispensável para a sobrevivência, mas não deve mais constituir nossa única finalidade; a ele é imprescindível que se somem objetivos de ordem humana, como a satisfação dos assalariados e dos clientes e a proteção e a melhoria do ambiente. Jacques Ehrsam - Ex-presidente da Singer Francesa 19/6/ www.nilson.pro.br

151 Referências ASHLEY, Patricia Almeida (coord.). Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva, BRAGA, M. B; PAULANI, L. M. A nova contabilidade social. São Paulo: Saraiva, CARROLL, A. B. A Three- Dimensional Conceptual mode of Corporate Performance. Academy of Management Review. (S.L): n. 4. p , DAVIS, Keith. "Five Propositions for Social Responsibility," in W. Michael Hoffman and Jennifer Mills Moore, eds., Business Ethics, Readings and Cases in Corporate Morality (New York: McGraw Hill Publishing Co., 1990), pp FERREIRA A. C. S. Contabilidade ambiental : uma informação para o desenvolvimento sustentável - Inclui certificados de carbono. 2. ed. São Paulo: Atlas, FRIEDMAN, Milton. Capitalismo e Liberdade. São Paulo: Nova Cultural, INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial. São Paulo, KRAMER, M. E. P. TINOCO, J. E. P. Contabilidade e gestão ambiental. São Paulo: Atlas, KRAEMER, M. E. P. Contabilidade ambiental como sistema de informações. Revista Pensar Contábil do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro - RJ: ano 3, n. 09, p.19-26, ago/out KROETZ, C. E. S. Balanço social: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000 MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. São Paulo : Saraiva, North, K. Environmental business management. Genebra: ILO, In: Cagnin, North, K. Environmental business management. Genebra: ILO, In: Cagnin, PAIVA, P. R. Contabilidade ambiental : evidenciação dos gastos ambientais com transparência e focada na prevenção. São Paulo: Atlas, TINOCO, J. E. P. Balanço social : uma abordagem da transparência e da responsabilidade pública das organizações. São Paulo: Atlas, /6/ www.nilson.pro.br


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