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História dos Portugueses no Mundo (2012/2013) Aulas n. os 15 & 16 Os Portugueses na África Ocidental I & II.

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1 História dos Portugueses no Mundo (2012/2013) Aulas n. os 15 & 16 Os Portugueses na África Ocidental I & II

2 Moçambique Este nome, do único país da África Oriental a falar oficialmente a língua portuguesa (embora existam aí mais de dez línguas regionais e vários dialectos) e que foi uma colónia de Portugal até 1974, era aplicável apenas a uma ilha, situada a norte, à latitude de cerda de 15º S.

3 A ilha de Moçambique

4 Com o estabelecimento da Carreira da Índia, a ilha de Moçambique passou a ter uma grande importância estratégica, não só por se ter tornado num lugar de encontro das embarcações que faziam a Carreira e que se tinham perdido umas das outras, mas também porque as embarcações que se atrasavam, devido ao regime das moções no Índico, ficavam aí retidas até que as condições de navegabilidade lhes permitissem chegar à Goa. Embora os portugueses soubessem que a ilha era insalubre, a necessidade dos portugueses terem na costa oriental africana um ponto seguro para a navegação obrigou-os a ocuparem-na. Construíram uma fortaleza, um hospital, e também uma feitoria para estabelecer e fomentar as trocas comerciais. No decurso do século XVI a ocupação da ilha de Moçambique pelos portugueses teve dois objectivos:

5 1.º - ser ponto de escala na Carreira da Índia, principalmente na viagem de ida; 2.º - ser ponto de escala da nau que ia de Sofala para Goa carregada de ouro e de marfim, que a Coroa procurava manter monopólio, apesar de nunca ter conseguido erradicar o contrabando. O valor da ilha de Moçambique como ponto estratégico no oceano Índico era de tal modo elevado que, em 1545, o rei D. João III mandou construiu uma nova fortaleza, aquela que ainda hoje se pode visitar.

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7 No século XVII, a ilha de Moçambique passou a ser alvo de ataques holandeses, na tentativa de a conquistar, para se apoderarem do comércio da Índia. Nesse século chegaram os Jesuítas, sendo este o grande período de construção de igrejas.

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10 Entretanto, na parte continental dá-se um grande incremento de comércio de escravos para o Brasil, sendo a ilha habitada por numerosos negreiros. Quando o negócio do ouro do Monomotapa começa a perder importância, a ilha deixa de ter valor estratégico.

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12 Sofala Povoação da costa oriental africana situada no litoral. Em Sofala desembocava, nos séculos XV e XVI, uma rota do ouro do interior africano, por intermédio de mercadores árabes, rota que já existia desde o século VII. O ouro descia dos rios Punge, Busi e Revue rapidamente de Manica, um dos centros extractivos mais importantes.

13 Em , os portugueses entraram no mercado do ouro de Sofala, encetando um curto período de relações comerciais pacíficas. Em 1505, é instalada uma feitoria real, organizada nos mesmos moldes da de S. Jorge da Mina e impondo um monopólio comercial. Em 1505, o rei D. Manuel enviou Pêro de Anaia para que no local se construísse uma fortaleza. Na sequência dessa construção, e apesar de um acolhimento inicialmente amistoso, os portugueses acabaram por matar o rei de Sofala. Se até esta altura era por Sofala que se fazia o grosso do comércio de exportação de ouro, com a instauração do monopólio da Coroa os comerciantes árabes trataram de procurar rotas alternativas, o que reduziu substancialmente o papel de Sofala neste circuito. Os portugueses tiveram, não só que continuar a lutar para controlar o Mar Vermelho, para deste modo asfixiarem as rotas muçulmanas, como também começaram a penetrar mais para o interior, à procura de novos mercados abastecedores de ouro.

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15 Quíloa Nome de uma pequena ilha junto à costa da actual Tanzânia, ocupada pelos portugueses entre 1505 e Os seus primeiros povoadores de origem muçulmana instalaram-se aí no último quartel do século X, vindos da Pérsia.

16 Quando os portugueses chegaram ao Índico, Quíloa estava em decadência e minada por lutas internas. Como vimos, foi, em 1505, que os portugueses delinearam o primeiro sistema de ocupação da costa oriental africana, materializado na construção das fortalezas em Sofala e Quíloa. Perante a resistência dos muçulmanos, que não autorizavam a construção da fortaleza em Quíloa e que se recusavam a pagar as páreas (um tributo ao rei de Portugal) anteriormente acordadas, D. Francisco de Almeida ordenou o ataque e as armas portuguesas conquistam a ilha em Julho de Após a conquista, os portugueses construíram uma fortaleza em 16 dias, sendo o seu primeiro capitão Pedro Ferreira Fogaça; o governo da ilha foi entregue a um familiar do sultão deposto e parcial das forças lusas.

17 No início do governo de D. Francisco de Almeida pretender-se-ia que Quíloa fosse o centro da presença portuguesa na costa oriental africana, tal como também já fora o centro da acção dos muçulmanos naquela região. Mas, em 1508 foi erigida uma torre na ilha de Moçambique, a que se seguiria, como se viu, a construção de uma fortaleza. A principal base portuguesa na região deslocou-se assim para um ponto mais meridional – mais próximo de Sofala (principal centro fornecedor de ouro) e preferido pelos navegadores como porto de escala. Perdendo o seu valor estratégico, Quíloa foi abandona em 1512.

18 Mombaça Localizada na costa oriental de África (actual Quénia). Cidade marítima edificada pelos mercadores muçulmanos do mar Vermelho, que, tal como outras cidades, pertenceu à grande rota marítima do ouro do Monomotapa. O desinteresse dos reis cafres (como eram designados os reis africanos da costa oriental africana) facilitou o estabelecimento de gente estranha nesta zona. Cidade importante na rota do ouro, foi demandada por mercadores guzerates, persas e outros, o que explica as riquezas nela encontrada. A disputa pelo domínio daquela rota também justifica a resistência tenaz da população de Mombaça, que foi destruída por ordem de D. Francisco de Almeida, em 1505, e por Nuno da Cunha, em 1539, com o pagamento subsequente de um tributo de 500 libras. Só depois disto os portugueses construíram uma fortaleza, ainda existente, vindo posteriormente a abandonar a cidade, no século XVIII.

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20 Monomotapa Foi um império africano que floresceu entre os séculos XV e XVIII na região sul do rio Zambeze, entre o planalto do Zimbabwe e o Oceano Índico, com extensões provavelmente até ao rio Limpopo. O território desse império corresponde ao território dos atuais Moçambique e Zimbabué.

21 O Monomotapa foi dado a conhecer à Europa pelos portugueses. A mais antiga referência que conhecemos sobre o Monomotapa é a carta de 20 de Dezembro de 1506 que Diogo Alcáçova escreveu a partir de Cochim para o rei D. Manuel. Referiu que «o ouro de Sofala vem do reino de Ucalanga», que é «reino muito grande» a que pertence Sofala. Dizendo que de Sofala se poderá ir a uma cidade que chama «Zimbauy», «que é grande, em que se sempre o rei está». Alcáçoca informa-nos ainda que então (1506) o rei Ucalanga era filho do Monomotapa. Em 1514 e 1515, um português, António Fernandes fez duas viagens aos reinos do Monomotapa, com o objectivo de descobrir vias de penetração para o interior e investigar acerca das riquezas da terra. As notícias recolhidas por António Fernandes fizeram com que os portugueses tentassem estabelecer relações pacíficas com o Monomotapa, o que aconteceu em meados do século XVI, onde já mantinham relações comerciais e políticas com o interior, estabelecendo entrepostos em Sena e em Tete, no vale do Zambeze.

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23 Mais tarde as relações com o Monomotapa deterioram-se. Sobre os efeitos da intriga dos Árabes que habitavam a sua corte, o Monomotapa mandou matar o padre jesuíta Gonçalo da Silveira, que aí iniciara uma missão com objectivo de converter ao Cristianismo o próprio Monomotapa e com ele os principais do Império, tal como os missionários tinham conseguido fazer no Congo. Perante isto os portugueses fizeram uma expedição punitiva comandada por Francisco Barreto, em 1572, que foi um desastre e onde morreu. Três anos mais tarde, um tratado entre as duas partes, mas favorável aos portugueses, estabeleceu que os africanos expulsariam os árabes e as concessões mineiras seriam entregues aos portugueses. Durante o período de os portugueses conseguiram levar uma política de penetração no território, estabelecendo uma rede de entrepostos comerciais sob a jurisdição do Monomotapa. A expedição de Francisco de Barreto e a do seu sucessor, Vasco Fernandes Homem, introduziu um largo número de portugueses no sul da Zambézia, com o estabelecimento de feiras. Com estes primeiros núcleos de portugueses iniciou-se um regime de colonização baseado nos prazos.

24 Os prazos consistiam numa espécie de concessão a um donatário, que desfrutava de largos poderes sobre as pessoas e a economia da região cedida. Os portugueses tentaram dominar a região, mas sem o conseguirem totalmente. Assim, em 1885 na Conferência de Berlim os direitos dos portugueses sobre os territórios que ficavam na actual Zâmbia não foram reconhecidos. Pelo Ultimato Britânico de 1890 os portugueses tiveram que desistir do velho sonho de dominar os territórios africanos que iam de Angola até à costa de Moçambique.


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