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Silvia Ivancko 2009 A Psicossomática na Visão da Gestalt-Terapia.

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Apresentação em tema: "Silvia Ivancko 2009 A Psicossomática na Visão da Gestalt-Terapia."— Transcrição da apresentação:

1 Silvia Ivancko 2009 A Psicossomática na Visão da Gestalt-Terapia.

2 Argan -... O que fazer quando se está doente?... Béralde - Nada. É preciso só manter-se em descanso. A natureza, por si própria, quando a deixamos operar, tira-se aos poucos da desordem que caiu. É a nossa inquietude, a nossa impaciência, que tudo estraga, e quase todos os homens morrem de seus remédios, e não da sua doença. (Molière, O Doente Imaginário )

3 O Stress Hans Seyle, (1965) usou o termo Stress para nomear o “conjunto de reações que um organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para a adaptação”. O organismo, quando exposto a um estímulo percebido como ameaçador à homeostase, tende a responder de forma uniforme e inespecífica, anatômica e fisiologicamente e a esse fenômeno Seyle chamou de “Síndrome Geral de Adaptação”.

4 “Síndrome Geral de Adaptação” A - Reação de Alarme organismo ameaçado luta ou fuga freqüência cardíaca e a pressão arterial oxigenação celular fígado libera açúcares para gerar mais energia para os músculos e cérebro freqüência respiratória dilatando os brônquios para captar e receber mais oxigênio. as pupilas se dilatam, aumentando a eficiência visual os linfócitos são aumentados na corrente sangüínea a fim de reparar possíveis danos ao tecido. B - Fase de Resistência reação de hiperatividade córtico-supra-renal, mediada pelo diencéfalo e hipófise aumento no córtex da supra-renal desencadeando a atrofia do baço e das estruturas linfáticas leucocitose, diminuição de eosinófilos e surgimento de ulcerações. Persistindo os agentes agressores por repetição ou cronicidade, o organismo entra em Fase de Exaustão. C- Fase de Exaustão diminuição de amplitude e antecipação das respostas, podendo gerar falhas nos mecanismos de defesa, dificuldade na manutenção de mecanismos adaptativos, perdas de reservas e morte.

5 A Vulnerabilidade Lazarus e Folkman, 1984, referem-se à vulnerabilidade como adequação dos recursos individuais e especificamente da vulnerabilidade física. Um órgão pode tornar-se vulnerável ao sofrer um impacto, ou se um organismo não está exposto com freqüência à determinada bactéria ou vírus, pode tornar-se vulnerável a eles. O conceito vulnerabilidade, para Lazarus, alcança especial utilidade quando o padrão de vulnerabilidade da pessoa é comparado com outros, e podemos dizer que uma pessoa reage ao stress mesmo em situações em que outras não reagem - incluindo o conceito de resiliência.

6 Visão da Gestalt-terapia sobre órgão de choque Segundo Stevens,1977, o importante, nesses casos, é tentar ouvir o que os sintomas têm a dizer... “Ele o mantém fora de perigo, lhe dá descanso quando há trabalho demais, tira-o de atividades desagradáveis às quais você não diz “não”, chama a atenção dos outros, dá-lhe castigo “merecido”, ajuda- o a evitar tarefas desagradáveis, etc.? Qualquer que seja a sua descoberta a respeito do que o sintoma faz por você, você pode explorar algumas formas, que não sejam ficar doente, para alcançar os mesmos resultados.”(p.114)

7 Schnake,1995, propõe que se faça contato de um modo mais vivo e verdadeiro com o corpo que somos e a partir disso aprender a escutar as mensagens que o corpo nos envia. Escuta-lo como um amigo que vai sinalizando nossas deficiências e fantasias do que não queremos ver e que ao “delatar” tais dificuldades em forma de sintoma, revela a nossa realidade.

8 awareness sensação mobilização de energia ação contato Retração Ciclo Gestáltico de Experiência ou de Contato (Zinker, J.)

9 Frederick Perls “Tudo está em fluxo. Só depois que ficamos atônitos com a diversidade infinita de processos que constituem o universo, é que podemos entender a importância do princípio organizador que cria a ordem a partir do caos; ou seja; a formação da figura-fundo.”

10 Fritz Perls “A homeostase é, portanto, o processo através do qual o organismo satisfaz as suas necessidades. Uma vez que as necessidades são muitas e cada necessidade perturba o equilíbrio, o processo homeostático perdura o tempo todo. Toda vida é caracterizada pelo jogo contínuo de estabilidade e desequilíbrio no organismo. Quando o processo homeostático falha em alguma escala, quando o organismo se mantém num estado de desequilíbrio por muito tempo e é incapaz de satisfazer as necessidades, está doente. Quando falha o sistema homeostático o organismo morre.” (p.20)- 1977

11 Questionamento sobre o órgão de choque Se o órgão herdou geneticamente alguma fragilidade, por que alguns indivíduos expressam esta herança e outros não? Se a carga genética for determinante para eleger o órgão de choque, não existe modo de se esquivar de tal herança? Se o ambiente pode influenciar na vulnerabilidade do órgão que sofrerá os impactos, por que no mesmo ambiente temos diversidade na eleição do órgão de choque? Se as emoções influenciam para determinar o órgão de choque, toda carga emocional semelhante desencadearia impacto no mesmo órgão de choque? Se a história de vida, fragiliza determinado órgão, indivíduos com história de vida similares teriam o mesmo órgão de choque? Se a exposição a determinado vírus ou bactéria é um fator determinante para adoecer, por que alguns indivíduos adoecem e outros não? O que na realidade pode determinar a “escolha” do órgão de choque?

12 Concluindo Ao que parece, a determinação da eleição de um órgão de choque é multifatorial, assim buscamos contextualizar o conceito na visão da Psiconeuroimunologia. Vasconcellos, 2000, diz que todo fenômeno é total e precisa ser refletido nas suas seis dimensões: físico, químico, biológico (fisiológico), psicológico (mental e emocional), social e espiritual.

13 Conceituando o Órgão de Choque causas multifatoriais. pode ser mutável e temporal. recebe a carga energética advinda de disfunções do organismo, delatando uma falha homeostática. não é necessariamente um órgão doente. Levanta-se a hipótese de que um órgão de choque possa se tornar um órgão doente depois de receber sucessivos impactos energéticos. Se tratarmos o Órgão de Choque estaremos cuidando da profilaxia.

14 HEXÁGONO INTEGRATIVO

15 Visão Sistêmica Essa compreensão faz com que cada indivíduo seja único, contrariando diversas teorias que insistem em tentar determinar uma patologia através de perfis psicológicos ou através da genética com a tentativa de justificar o adoecimento. Quando dizemos que cada caso é individual, único e que apesar de ter alguma semelhança com outros casos da mesma patologia, seja pelo fator genético ou social, psicológico ou espiritual, físico ou químico, estamos concordando com Capra, 1995, que ao expor a visão sistêmica, explica: “Embora possamos discernir partes individuais em qualquer sistema, a natureza do todo é sempre diferente da mera soma de suas partes.”

16 Amputação de órgãos Em alguns casos o órgão de choque adoece a ponto de ter que ser retirado cirurgicamente. Nestes casos a energia que era canalizada ao órgão é deslocada a um outro órgão, pois a necessidade que aquele órgão, agora retirado, continha, não foi satisfeita, desta forma a energia será deslocada para outro órgão ou manter-se-á no local da amputação. Sheldrake, 1995, estudando amputados e membros fantasmas, relata que: “O próprio corpo é organizado e invadido por campos. Assim como os campos eletromagnético, gravitacional e de matéria quântica, os campos morfogenéticos moldam seu desenvolvimento e mantém sua forma.” (p. 119) O que significa que amputar um órgão doente não altera o seu campo energético sob o ponto de vista dos estudos de física quântica.

17 Supressão Medicamentosa Neste aspecto, Vithoulkas, 1981, ressalta que: “Para a eficácia de qualquer terapia é obvio que o médico deve cooperar com esse processo, sem jamais desviar-se dele. Como o mecanismo de defesa já está reagindo com a melhor resposta possível, qualquer desvio na direção da sua atuação terá inevitavelmente um menor grau de eficácia. É por isso que as terapias baseadas nas teorias intelectuais e na compreensão parcial da totalidade apenas podem inibir o processo de cura e, freqüentemente, produzir danos reais ao organismo através da supressão ”.(p. 137) Ocorrendo o deslocamento de sintoma, acredita-se que houve uma cura, pois o sintoma inicial já não se apresenta, entretanto um “novo” sintoma aparece. O que ocorre é que o órgão de choque ao sofrer um “impedimento” em se manifestar canaliza essa energia a um outro órgão.

18 A Física Quântica Cabe aqui comentar que a medicina tradicional chinesa já tinha desenvolvido a noção de qi (ch’i), bastante semelhante com o conceito quantizado da física moderna. Capra, 1995, comenta que: “... o ch’i é concebido como uma forma tênue e não perceptível de matéria presente em todo o espaço e que pode condensar-se em objetos materiais sólidos.” (p.162) Assim o objetivo da acupuntura é estimular o fluxo do qi (ch’i) através de seus caminhos, os meridianos, para o restabelecimento da energia vital, a saúde. A base da terapêutica de Hahnemann diz que o primeiro sinal de desarmonia ocorre no campo eletromagnético e este por sua vez aciona os mecanismos de defesa. Vemos esse desencadear de fatos, como uma visão didática para explicar o fenômeno sob a óptica da homeopatia e questionamos mais uma vez se existe uma seqüência lógica no desencadear do adoecimento ou se todos os pilares do hexágono são mobilizados concomitantemente, mesmo que não estejamos observando-os.

19 A Química Ao que se refere às emoções, Pert, 1999, apresentou resultados de pesquisas que demonstram que agentes bioquímicos são o substrato fisiológico das emoções. A autora relata que as células se comunicam através das sinapses e que os peptídeos têm a habilidade de se ligar a outros peptídeos e neuropeptídeos transmitindo informações. Assim os neuropeptídeos, nomeados de “moléculas de emoção” pela autora, percorrem todos os sistemas do nosso corpo, parecendo-se com micro cérebros móveis, levando informações de emoções para todas as células.

20 Espiritualidade Espiritualidade esta, desvinculada de religiosidade, de crenças impostas, mas produto de uma reflexão pessoal, íntima e profunda. Quando pensamos em espiritualidade, nos vem em mente um poder criador, a natureza, respeito a si e ao próximo, a ética, a moral, integridade, ciência, amor, dignidade e tantas outras possibilidades, que seria difícil enumera-las. Ao se falar de espiritualidade, é indispensável que se cite Frankl,1978, cujos trabalhos científicos estão sempre calcados neste aspecto. Assim explica o autor que: “... o físico é dado pela hereditariedade – o psíquico é dirigido pela educação; o espiritual, contudo, não pode ser educado, tem que ser realizado – o espiritual “é” só na auto-realização, na “realidade da realização” da existência.” (p.131)

21 Espiritualidade e Física Quântica “Eu diria que a revolução que a física quântica trouxe com três conceitos revolucionários: movimento descontínuo, interconectividade não localizada e finalmente somando-se ao conceito de causalidade ascendente da ciência newtoniana normal, o conceito de causalidade descendente; a consciência escolhendo entre as possibilidades, o evento real, esses são os três conceitos revolucionários. Então se houver causalidade descendente, se pudermos identificar essa causalidade descendente, como algo que está acima da visão materialista do mundo, então Deus tem um ponto de entrada. Agora sabemos como Deus, se quiser a consciência, interage com o mundo. Através das possibilidades quânticas.” (Goswami, 2000)

22 Saúde X Doença Profilaxia nos parece ser uma palavra de ordem em direção à saúde. A medicina atual tem caráter curativo, busca soluções para os problemas já instalados, com exceção do caso das vacinas que são preventivas, hoje vivemos numa cultura de doença. Concordo com Capra, 1982, que qualquer mudança no sistema de saúde necessitaria de uma política econômica e social diferentes, pois o atual sistema tornou-se a principal ameaça à nossa saúde. O autor propõe um caminho para a saúde bastante árduo, porém dentre os objetivos propostos por ele, incluímos o nosso trabalho sobre órgão de choque, onde Capra, 1982, diz: “O objetivo da educação para a saúde será fazer com que as pessoas entendam como seu comportamento e seu meio ambiente afetam sua saúde e ensina-las a enfrentar o estresse em sua vida cotidiana.” (p.326)

23 Verificamos tanto no órgão de choque como no órgão forte que as características enquanto órgão, funcionamento e função, podem ser generalizados, porém cada indivíduo assume características muito particulares nas projeções feitas ao órgão, e essas características não podem ser generalizadas.

24 Os resultados da minha pesquisa são significativos ao relacionar o órgão de choque ao funcionamento pessoal: - conscientização de que o órgão reflete o funcionamento do indivíduo e que esse fato é percebido pelos sujeitos. - conexões entre a forma de sentir, pensar e agir refletindo positiva ou negativamente no órgão de choque. - integrando-os à totalidade não mais projetando as dificuldades no órgão como se ele fosse parte independente do sujeito.

25 A maior parte de seus fundamentos pode ser encontrada em muitas outras abordagens do assunto; o que é novo aqui não são necessariamente as partes e fragmentos que vão construir a teoria, mas o modo pelo qual são usadas e organizadas é que dá a essa abordagem sua singularidade e o apelo à nossa atenção (...) a premissa é que a organização de fatos, percepções, comportamentos ou fenômenos e não os aspectos individuais de que são compostos, que os define e lhes dá um significado específico e particular. ( Perls, 1973)

26 E na prática, como funciona? O procedimento da “cadeira vazia” A – Órgão de Choque: Garganta Frase Identificadora: “A Garganta rebelde sem causa”... Ah, eu sou uma garganta. Eu sou uma garganta que vive doente. Eu sou uma garganta... sou uma garganta aleijada... Porque eu sou remendada...quando a 16 nasceu, não tinha palato e precisou fazer um remendo pra consertar... É isso aí ! Mais uma vez, tiraram parte de algum lugar de mim pra te fazer.

27 B – Órgão Forte: Coração Frase Identificadora: “O Coração exigente” Oi 16, eu estou bem e você sabe disso! Faço o que tenho que fazer e não te encho o saco, você não precisa se preocupar comigo... Pronto, é isso!... Eu quero mudar, mas eu não consigo mudar.... Estou desgastada... Eu me cobro muito. Eu sou muito exigente.

28 C. Carga emocional projetada nos órgãos. A garganta revelou a dificuldade em 16 aceitar o palato reconstruído após o nascimento assim como a família que a adotou após nascer. O coração demonstra como 16 não consegue valorizar o que ela tem de bom. Se está bem é porque “não enche o saco” e “faz o que tem que fazer”.

29 16 tem conseguido aceitar melhor a sua família adotiva. Ela conseguiu enxergar que nunca foi rejeitada. A rejeição partia dela que não se permitia amar os pais adotivos pelo fato de não serem os biológicos. A mesma rejeição era projetada em relação a sua garganta por ter o palato reconstruído após o nascimento e não ser “natural”.

30 Vamos à Prática?... Mas na próxima aula!


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