A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Paulo R. Margotto Professor do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), desde abril/2001.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Paulo R. Margotto Professor do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), desde abril/2001."— Transcrição da apresentação:

1

2 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Paulo R. Margotto Professor do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), desde abril/ /4/2013

3 Módulo Concepção do Ser Humano (2013) Coordenação: Andre LA de Almeida 16/4-Gravidez Confirmada 19/4-2ª-3ª semana de desenvolvimento 23/4-Já com aspecto de ser humano 26/4-O feto 30/4-Gemeralidade 3/5-Macrossômico

4 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Paulo R. Margotto 1 as publicações : Keibel e Elze ( 1908 ) Keibel e Mall ( 1910 ) 1914: Departamento de Embriologia do Instituto Carnegie Hertig e Rock ( 1942 – 1956 ) Descrição das 1 as semanas de desenvolvimento embrionário humano Margotto, PR – ESCS-Brasília, 15/3/2013

5 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Período embrionário Inicio: após fertilização Termino: quando adquire características para ser reconhecido como ser humano ( duração: 8 semanas ) Margotto, PR - ESCS

6 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Para torna – se um embrião, você tem que construir-se a partir de uma única célula  Respirar antes de possuir pulmões  Digerir antes de possuir intestinos  Construir ossos enquanto é uma massa  Formar variedades de neurônios antes de saber pensar Diferença crítica entre você e uma máquina : A máquina nunca é chamada a uma função antes de ser construída “ Cada animal tem que funcionar enquanto constrói a si mesmo...” Scott F Gilbert Margotto, PR - ESCS

7 O embrião é a própria metamorfose entre o ser unicelular (ovo ou zigoto) e o ser complexo multicelular Cuja aparência permite o reconhecimento da sua espécie (elo entre nossos ancestrais-GENÓTIPO- e o organismo individual-FENÓTIPO-) CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Ghelman, 2000

8 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Fases do período embrionário  Precoce 1as 3 semanas -1 a sem: Fertilização ao blastocisto ( migração tubária ) – 6 dias -2a sem: Implantação do blastocisto : 6 dias ( disco embrionário bilaminar / 4 anexos embrionários) -3a sem: Disco embrionário trilaminar : 9 dias ( gastrulação/desenvolvimento dos somitos/neurulação).  Desenvolv. Embrionário propriamente dito -4a sem: Período do dobramento do embrião ( o embrião se curva p/ o saco vitelino ) -5a sem a 8a sem : organogênese Ghelman, 2000

9 Durante o período embrionário: ser unicelular de 0,1mm ser multicelular: coração funcionando desde a terceira semana, sugando o dedo e medindo 3 cm: crescimento na ordem de 300 vezes! Durante o período fetal:9 a a 40 a semana: cresce 17 vezes (comprimento de 50 cm) CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Ghelman, 2000

10 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Período embrionário 1ª semana : 1 – 5 dia ( 0,1 mm) : encontro entre (embrião unilaminar : embrioblasto) gametas (“frutos da antiguidade”) Região ampular Conservação do da tuba uterina código genético Restabelecimento da diploidia ( 46 cromossomos ) e a determinação do sexo genético ( X ou Y no pró-núcleo masculino ) ( o Y não passa de um X que foi se degenerando ao longo de 300 milhões de anos de evolução;X: 1000 genes;Y: 780 genes ) Ross MT, 2005 Ghelman, hs após liberação do ovócito II

11 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Ovo de Ouriço do mar recoberto de espermatozóide Margotto, PR - ESCSGhelman, 2000

12 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO OVO COM DOIS PRONÚCLEOS Margotto, PR - ESCS Ghelman, 2000

13 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL O processo de fertilização  ativação do metabolismo MÓRULA oxidativo do ovo (32 blastômeros) UTERO BLASTÔMERO clivagem ou segmentação ZONA PELUCIDA : agregação dos blastômeros impede a aderência à tuba uterina nutrição ( a partir de secreções tubárias ) Embrião de 2 blastômeros até mórula : pode ser manipulado experimentalmente Margotto, PR - ESCS Ghelman, 2000

14 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL DESENVOLVIMENTO HUMANO Margotto, PR - ESCS

15 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL A partir do estágio de 8 células Junções gap Compactação de blastômeros no pólo embrionário (através da polarização da mórula):polos embrionário e abembrionário blastocisto precoce Embrioblastoblastocele Cavidade uterina Eclosão da membrana pelúcida Bastocisto tardio Implantação ou nidação (( 6º - 9º dia ) Ghelman, 2000

16 Gêmeos: depende da divisão completa do embriobasto em dois; divisão incompleta: gêmeos siameses Gêmeos monozigóticos ou idênticos (30% dos tipos de gemiparidade) Ghelman, 2000 Gemelaridade Clicar aqui!

17 Gemeos Siameses: No exemplo : gêmeos unidos através da parede tóraco-abdominal, desde o apêndice xifóide até aproximadamente o nível da cicatriz umbilical. Toracopagos (40%) – unidos pelo tórax Xifópagos (34%) – unidos pela parede anterior do abdome Pigopagus (18%) – unidos pelas nádegas Ischiopagos (6%) – unidos pelo ísquio Craniopagos (2%) –unidos pela cabeça.

18 Gemelaridade, uma abordagem para o neonatologista Autor(es): M á rcia Pimentel, Paulo R. Margotto Consultem:

19 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Ghelman, 2000 Processo de clivagem de um embrião de rato

20 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Blastocisto humano Eclosão do blastócito precoce livre em relação à membrana pelúcida Margotto, PR - ESCS Ghelman, 2000

21 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Ghelman, 2000

22 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Embrião com 6 semanas evidenciando o broto dos membros e sua relação com o saco amniótico Margotto, PR - ESCSGhelman, 2000

23 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Período Fetal : 9ª sem após a fertilização ou 10ª sem. após a DUM 4 cm de comprimento O desenvolvimento no período fetal consiste no crescimento e maturação das estruturas formadas no período embrionário Williams, 2000

24 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL 12 semanas:  o útero já é palpável acima da sínfise pubiana  Tamanho do feto : 6 – 7 cm / 13 g  Aparecem os centros de ossificação  Diferenciação dos dedos  Desenvolvimento do nariz e pele  Cabelos rudimentares  Genitália externa começa a se definir  Iniciam movimentos espontâneos Margotto, PR - ESCS Williams, 2000

25 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, 2000 Feto com 12 semanas

26 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Tamanho : 10 cm / peso : 110 g  Sexo pode ser determinado ( 14 º sem )

27 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Na 16ª semana de gestação ele já tem quase todos os órgãos desenvolvidos. Os olhos ainda estão fechados, mas as mãos e os pés começam a mover-se, embora sua mãe quase não perceba.

28 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Ecografia 4D

29 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Tamanho : 22 cm peso : 300 g  Pele menos transparente  Lanugem cobre o corpo  Cabelo começa a se formar

30 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Peso : 630 g  Pele enrugada / deposição de gordura  Cabeça grande, olhos reconhecíveis  Período canalicular: desenvolvimento de brônquios e bronquíolos já é quase completo  Se nascer : tentará respirar, mas muitos morrem alvéolos não estão formados

31 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Ele completa 24 semanas. De entre os seus órgãos, somente os pulmões não estão completamente formados. Ele completa 24 semanas. De entre os seus órgãos, somente os pulmões não estão completamente formados.

32 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL

33 Nesta etapa já mexe os braços e as pernas, pisca os olhos, chupa os dedos e, inclusive, tem seus primeiros acessos de soluço.

34 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Como todos os fetos, passa a maior parte do tempo dormindo, e quando dorme nada consegue despertá-lo. Chega até mesmo a sonhar.

35 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Tamanho : 25 cm / peso : 1100 g  Pele é vermelha / coberto de vernix  Se nascer : mexe ativamente os lábios / choro fraco  90% de sobrevivência

36 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Tamanho : 28 cm / peso : 1800 g  Pele vermelha e enrrugada  Se nascer : 100% sobrevivência

37 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Williams, semanas :  Tamanho : 32 cm / peso : 2500 g  Corpo mais arredondado, devido a deposição de gordura

38 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Não sabe que dentro em breve abandonará a placidez de sua “casa” para passar por uma das experiências mais traumáticas de sua vida: o nascimento.

39 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL

40 Recomendação Internacional -<23 semanas/peso ao nascer <400g, anencefalia, Trissomia do 13(Patau): NÃO SÃO REANIMADOS semanas: (zonada cinzenta) REANIMAÇÃO CONFORME DESEJO DOS PAIS ->=25 semanas: TODOS SÃO REANIMADOS Idade Gestacional: melhor estimação da maturação neonatal Idade Gestacional incerta: -avaliar cuidadosamente as condições ao nascer -se dúvida: reanimar e avaliar a resposta (Cuidado intensivo provisório): pode ser suspenso se o tratamento for considerado inefetivo ou fútil Goldsmith, Dias Rego A Sala de Parto é o local onde se celebra a Vida!

41 28 sem-515gramas CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL

42  Limite de Viabilidade HRAS / ano 2000 Margotto, PR - ESCS Total : 87 RN Margotto, 2001

43 25-27sem6d:52,5%; 28-29sem6d:67,4%;31-31sem6:85,5% Pimentel, M;Rugolo L, Margotto PR, 2011

44 Survival and morbidity of premature babies with less than 32 weeks of gestation in the central region of Brazil].Survival and morbidity of premature babies with less than 32 weeks of gestation in the central region of Brazil]. de Castro MP, Rugolo LM, Margotto PR. Rev Bras Ginecol Obstet May;34(5): Portuguese.

45 Can I use the data to determine individual outcomes? (Posso usar os dados para determinar resultados individuais?). Gestational Age (Best Obstetric Estimate in Completed Weeks): (idade gestacional-melhor estimativa obstétrica em semanas completas) Birth Weight (401 Grams to 1,000 Grams): (peso ao nascer)grams Sex: (sexo)Female Male Singleton Birth: (nascimento único)Yes No Antenatal Corticosteroids (Within Seven Days Before Delivery):Yes No CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Tyson, 2008 Podemos prever o prognóstico nos RN de 25 sem?

46 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL 28sem-515g Eco cerebral:Normal 29sem-1370g-21 dias Eco cerebral:leucomalácia Margotto,PR, 2012 PROGNÓSTICO

47 Recomendação: RN pré-termo: -< 23 seman : Não são Reanimados – Conforto sem6d : Depende: (zona cinzenta) Resposta a Reanimação Inicial/Estabilização Se na UTI: CPAP Nasal - ≥ 25 seman : Reanimar sempre A Sala de Parto é o local mais inadequado para decidir. Dê ao RN o benefício da dúvida CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL

48 - Padrão seqüencial de crescimento - Diferenciação - Maturação de órgãos e tecidos Influência : provisão materna de substrato Transferência placentária de nutrientes Potencial de crescimento ( Genoma ) Margotto, PR - ESCS Williams, 2000

49 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fases do Crescimento - Hiperplasia : primeiras 16ª semanas ( 5 g / dia ) ( rápido aumento do nº de células) -Hiperplasia /Hipertrofia : até 32 sem ( 15 –20g/dia: 24 sem ; 30-35g/ dia: até 34 sem) -Hipertrofia : > 32 sem ( Depósito de gordura e glicogênio ) No 1º mês após a fecundação, o zigoto aumenta 1 milhão de vezes (excessiva mitose) No último mês de gravidez : o peso fetal aumenta 1,2 x Margotto, PR - ESCS Williams, 2000 Vorherr,1982

50 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Margotto, PR - ESCS Velocidade Crescimento do feto X Crescimento pós – natal 50 cm / 9 meses (66 cm / ano) 10 cm/ano: aumento puberal ( 7 vezes menor ) -Crescimento do embrião ( excessiva mitose ) : no primeiro mês o zigoto aumenta 1 milhão de vezes) efeito devastador da rubéola - Grande potencial do crescimento fetal : risco de retardo Vorherr, 1982

51 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento Peso de Nascimento materno -Mãe com restrição crescimento intraútero ( RCIU) maior risco de RN com RCIU ( 4,24 – 4,75 ) -Há um efeito intergeração no peso ao nascer transmitido pela mãe ( irmãs X esposas dos irmãos ) -Análise de nascimentos após doação de ovos Doador X Receptor o ambiente da mãe foi mais importante -Criopreservação de embriões : Não afeta o crescimento fetal e pós – natal Klebanoff,(1987, 1997 ) ; Brooks ( 1995); Wennerholn ( 1998 ) ; Johnstone ( 1974) Crescimento Intra-uterino-Tese de Doutorado (CLAP/OMS/OPS) Autor (s): Paulo R. Margotto

52 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Altitude : -A alta altitude reduz o peso ao nascer m X nível do mar : 2 X risco do baixo peso - causa : deficiente oxigenação arterial materna  Estatura Materna -Não influencia o peso ao nascer -( mulher alta – RN pesado : devido ao seu maior peso -R = 0,04 ( explica o peso ao nascer 0,16 % ) Margotto, PR - ESCS Yip ( 1987), Moore ( 1982), Ciari ( 1975 ), Margotto( 1991 )

53 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Idade Materna : -Idade de maior capacidade biológica : 20 – 35 anos * < 18 anos : toxemia, prematuridade, asfixia, distorcia ( Verdadeira competição materno fetal de nutrientes ) * > 35 anos : hipertensão, nefropatia,, malformações fetais - Período reprodutivo iniciado na adolescência grande risco de RN subseqüente de baixo peso Margotto, PR - ESCS Papaevaugelau ( 1973) Arias ( 1984 ) VarderBerg ( 1966 )

54 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Peso Materno: -Peso materno e seu aumento na gravidez relacionam-se com o peso ao nascer -Expressão do máximo crescimento fetal: aumento da massa corporal da mulher em 20% (  12kg) -Deficiente ganho de peso entre 28 – 32 sem  predicção do RCIU -R = 0,22 ( o peso materno explicou 5% o peso do RN) Margotto, PR - ESCS Pohland, 1989 Lawton, 1988 Abranis, 1995 Margotto, 1991

55 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Condições sócio-econômicas : - Classes sócio-econômicas mais baixas hábitos alimentares, qualidade nutrição, baixa escolaridade RN de menor pré-natal inadequado, fumoPeso - Renda familiar < 1 sal. Mínimo : RR = 2 X baixo peso RA = 18,4% Margotto, PR - ESCS Pohland, 1989; Lawton, 1988; Abranis, 1995; Margotto, 1991

56 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Intervalo Intergenésico : -Pequeno intervalo ( < 6 meses ) e grande intervalo ( > 6 anos ) aumenta o risco de RN baixo peso.  Paridade: -A multiparidade favorece o crescimento fetal (mães > 20 – 24 anos ) -Explicações: -sensibilização da mãe pelos Ag do Pai ( no feto) -maiores níveis de glicose materna Margotto, PR - ESCS Warburton (1971), Page ( 1969 ), Petros – Barvazian, (1973 )

57 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  História reprodutiva : -Risco de aborto prévio e baixo peso :OR (Odds ratio) : 1,34 a 1,71 -Natimorto: Risco maior de RN baixo peso persistência da patologia causal - RN anterior de baixo peso : 4 – 5 X risco de RN de baixo peso Margotto, PR - ESCS Papaevaugelau ( 1973) Arias ( 1984 ) VarderBerg ( 1966 )

58 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Pré-Natal -Ausência de pré-natal : OR = 2,78 a 4,92 ( < 2500g ) OR = 6,19 a 15,65 ( < 1500 g ) -Pré – natal inadequado adequado : redução de RN de baixo peso em 71% ( branco ) e 38% ( negros ) O não reconhecimento dos fatores interferentes Margotto, PR - ESCS Vander Berg ( 1966), Bellwicz ( 1973) Eisser ( 1979 ) Murray ( 1988)

59 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores Interferentes no Crescimento  Hábito de fumar -a diferença de peso entre os RN de mães fumantes X não fumantes : 420 g a menos ( fumantes ) -O risco para a baixo peso duplica, independente de classe -Aumento da prematuridade -Menor estatura / menor capacidade leitura ( 7 anos ) -Modificação do crescimento pulmonar fetal ( redução do n o de alvéolos ) Causa : redução na capacidade de carrear O 2 ( fumantes ) Efeito da nicotina : supressão resp.fetal Margotto, PR - ESCS Sprauve (1999); Belitzky ( 1987); Ubrich ( 1982) Butter( 1973); Collins ( 1985); Abdul – Karin ( 1974 )

60 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Fatores interferentes  Patologias Maternos -Distúrbios Hipertensivos: Pré-eclampsia/eclampsia : restrição do crescimento fetal OR : 1,97 OR : 1,95 Isquemia útero – placentária -Diabetes ( Classe D e F ) Restrição do crescimento fetal predispõe a malformações 18 % X 3,3 % Fator subjacente para dismorfogênese Margotto, PR - ESCS Pederoen, 1981 Xiong, 1999

61 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Determinantes do peso ao nascer  Fatores Fetais Infecções congênitas Rubéola RCIU : 50 – 85 % da clínica - Inibição da divisão celular - maior percentagem de quebras cromossômicas (14,3% x 7,3% controles-p<0,005) Citomegalia RCIU : 21 – 50 % - Efeito citopático do vírus - Citólise / perda funcional celular Williams, 2001; Tonelli, 1985 Baue, 1969; Alford, 1990

62 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Determinantes do peso ao nascer  Fatores Fetais -Sexo: Maior tendência ao crescimento da cabeça ( efeito de hormônios testiculares nas estruturas cerebrais ) : 10 – 18 sem / multiplicação neuronal (presença de testosterona) -Consangüinidade : A antropometria do RN aumenta na proporção direta das distâncias de local nascimento dos pais Efeito da exogamia no aumento de peso ao nascer genes recessivos RCIU Margotto, PR - ESCS Ramos, 1986; Silbert, 1969 Margotto, 1995

63 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Determinantes do peso ao nascer  Fatores Fetais Anomalias congênitas Fetos com trissomias RCIU : nº reduzido de artérias musculares no tronco viloso 3º ( placenta) crescimento e diferenciação celulares anormais Trissomia do 18 ( Edwards) : severo RCIU Trissomia do 13 ( Patau ) : RCIU não tão severa RCIU : distúrbios secundário pode predispor a malformação (10 a 20 x mais) pode coexistir ( fatores etiológicos comuns ) Margotto, PR - ESCS Williams, 2001 Khoury, 1988 Edwards Patau

64 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Determinantes do peso ao nascer  Fatores Fetais Gemelaridade - a diferença do peso ocorre a partir da 30ª sem - a incidência de baixo peso : 8 X ( < 1500 g : 10 X ) gêmeos monocorônicos gêmeos monozigóticos - pico da média de peso : 37 – 38 sem - o sistema útero- placentário suporta crescimento normal de um peso de 3000 g ( 1500 g cada ) com 1 ano de idade peso equivalente ao único Margotto, PR - ESCS Kliegman,1997;Mc Culloch,1988 Naeye,1966; Ghai, 1988; Gruenwald,1970 ; Min, 2000

65  Determinantes do peso ao nascer  Macrossomia : fetos e RN muito grandes 4000 g / > percentil : 7300g -1879: 10000g -Peso de 6000g : 1 / nasc. -Peso > 5000g : 1 – 2 / – 1900 Parkland 15 / – 1999 Hospital Fatores : em 40 % dos casos -Diabetes materno ( 6% ) -Obesidade materno ( mãe c/136 kg): 30% macrossômicos -Multiparidade -Prévio RN > 4000 g Margotto, PR - ESCS Williams, 2000 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL

66 Consultem Avalia ç ão da Idade Gestacional Autor(es): Paulo R. Margotto / Alessandra de C á ssia Gon ç alves Moreira TESE DE DOUTORADO (Centro Latinoamericano de Perinatologia e Desenvolvimento Humano-CLAP/ OPS / OMS, Montevideo, Uruguai) CRESCIMENTO INTRA-UTERINO: Percentis de peso, estatura e per í metro cef á lico ao nascer de rec é m-nascidos ú nicos de gesta ç ões normais e Autor(es): Paulo R. Margotto

67 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Crescimento da Placenta Margotto, PR - ESCS Significado perinatal do peso da placenta Autor (s): Paulo R. Margotto

68 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Crescimento da placenta -Crescimento placentário > crescimento fetal até 16 ª sem. -Crescimento máximo do feto : 25ª - 37 – 38 ª sem -Sofre modificações de fatores intrínsecos e extrínsecos -Importância crescimento da placenta -Discrepância entre peso placenta e peso do RN RCIU s/malformações : placenta pequena ( insuf.placentária) RCIU c/ malformações : placenta de peso normal RCIU c/ infecção perinatal crônica : placenta grande Margotto, PR - ESCS Gruenwald, 1960; Naraujo, 1979; Philippe, 1985; Winick, 1967 Battaglia, 1970

69 CURVAS DE CRESCIMENTO INTRA-UTERINAS Margotto PR. - J pediatr 71: 11, 1995 CURVA DE PLACENTA

70 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  Conclusões -  Morbimortalidade Perinatal (O reconhecimento pré-natal do desvio do crescimento )  -Pré-requisito para reduzir a mortalidade fetal e neonatal -Prevenção ou redução do retardo físico ou mental -Ótimo peso ao nascer : é aquele associado com a menor mortalidade Curvas de crescimento aplicados a nossa população (Social, cultural, ambiental que variam de uma sociedade a outra e de uma geração a outra ). Margotto, PR - ESCS

71 “ Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer” (Albert Einstein)

72 “Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos”. Marie Curie, física Parabéns! Vocês estão na 4ª melhor Escola de Medicina do país!

73 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL  MUITO OBRIGADO Margotto, PR - ESCS Visite-nos:


Carregar ppt "CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL Paulo R. Margotto Professor do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), desde abril/2001."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google