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A ESTÉTICA BARROCA Expressão artística do homem seiscentista.

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Apresentação em tema: "A ESTÉTICA BARROCA Expressão artística do homem seiscentista."— Transcrição da apresentação:

1 A ESTÉTICA BARROCA Expressão artística do homem seiscentista

2 Contexto histórico da época: 1- Crise do Renascimento: - Reforma Luterana ( denúncia sobre a venda de indulgências ) – Invasão de Roma ( por tropas francesas e espanholas ) – Milhões de europeus abandonam a religião católica. 2- Contra Reforma: - Concílio de Trento – Volta da Inquisição - Volta do Index

3 Como isso se reflete na arte? Movimento marcado pela dúvida Arte repleta de contrastes Jogo de luz e sombra Riqueza de detalhes Temática religiosa Irregularidade e falta de harmonia Conflito entre os prazeres corpóreos e a as exigências da alma

4 VEJA A DIFERENÇA!

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6 A Monalisa de Leonardo da Vinci e a Pietá de Michelângelo. Duas representações típicas do Renascimento.

7 Êxtase de Santa Teresa de Bernini Expressão que mistura dor e prazer, representando o conflito da estética barroca.

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9 E por falar em escultura......dê só uma olhada:

10 Qual dos dois é barroco? DAVID - Michelângelo DAVID - Bernini

11 ALGUNS EXEMPLOS DE PINTURAS BARROCAS:

12 The Conversion of St. Paul By CARAVAGGIO

13 Testa di Medusa By CARAVAGGIO

14 Las Meninas By VELASQUEZ

15 Marcos iniciais do Barroco literário: Em Portugal: – Domínio Espanhol – D. Felipe II Morte de Camões principal autor: Pe. António Vieira No Brasil: – Prosopopéia de Bento Teixeira principal autor: Gregório de Matos Guerra

16 Como está a situação no Brasil? Dominação total da Inquisição européia. Clima intenso de repressão Pouco espaço para o desenvolvimento da literatura A Bahia é o local mais importante da colônia O Barroco vai se destacar nas artes plásticas brasileiras, muito mais tarde, durante o século XVIII As igrejas barrocas brasileiras (inicialmente em Salvador) são importantes locais de encontros dos senhores de engenho, além de representarem a luta dos jesuítas para o ensino da religião.

17 Umas das 365 igrejas de SalvadorInterior de igreja em Ouro Preto

18 Interior da Catedral da Sé no Rio de Janeiro

19 Detalhe da Catedral onde D.PedroI foi coroado Imperador do Brasil

20 As duas tendências do barroco literário: CULTISMO Jogo de Palavras Figuras de Linguagem Sensualidade Culto da forma CONCEPTISMO Jogo de Idéias Textos mais simples Fundo religioso Raciocínio lógico

21 EXEMPLOS DE TEXTOS BARROCOS:

22 Anjo no nome, Angélica na cara! Isso é ser flor, e Anjo juntamente: Ser Angélica flor, e Anjo florente Em quem, senão em vós, se uniformara? Quem vira uma tal flor, que a não cortara, De verde pé, da rama florescente? A quem um Anjo vira tão luzente Que por seu Deus o não idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares, Fôreis o meu custódio, e minha guarda, Livrara eu de diabólicos azares. Mas vejo que tão bela, e tão galharda, Posto que os Anjos nunca dão pesares, Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda Poesia amorosa – Gregório de Matos CULTISTA OU CONCEPTISTA?

23 (...)“Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo, pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há-de haver três concursos: há-de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há-de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há-de concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Trechos do Sermão da Sexagésima

24 Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?”(...) (...) Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? -- O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o céu. Coeli enarrant gloriam Dei et opera manuum ejus annuntiat Firmamentum -- diz David. Suposto que o céu é pregador, deve de ter sermões e deve de ter palavras. Sim, tem, diz o mesmo David; tem palavras e tem sermões; e mais, muito bem ouvidos. Non sunt loquellae, nec sermones, quorum non audiantur voces eorum.

25 E quais são estes sermões e estas palavras do céu? -- As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. Vede como diz o estilo de pregar do céu, com o estilo que Cristo ensinou na terra. Um e outro é semear; a terra semeada de trigo, o céu semeado de estrelas. O pregar há-de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: Stellae manentes in ordine suo. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte há-de estar branco, da outra há-de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão-de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão-de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão-de estar sempre em fronteira com o seu contrário? Aprendamos do céu o estilo da disposição, e também o das palavras. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há- de ser o estilo da pregação; muito distinto e muito claro.”(...)

26 VIEIRA CULTISTA OU CONCEPTISTA?

27 Estrutura básica dos Sermões: Intróito – apresentação do tema a ser debatido Invocação – oração geralmente à Nossa Senhora Argumentação – corpo do Sermão com exemplos Peroração – conclusão final Defende e busca o conceptismo Utiliza muitas figuras de linguagem Estilo fortemente persuasivo Cita trechos da Bíblia em Latim

28 Pequei, Senhor: mas não porque hei pecado, de vossa alta clemência me despido: Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, a abrandar-vos sobeja um só gemido: que a mesma culpa, que vos há ofendido, vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida e já cobrada glória tal e prazer tão repentino vos deu, como afirmais na Sacra história: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, cobrai-a; e não queirais, pastor divino, perder na vossa ovelha a vossa glória. Gregório de Matos – poesia religiosa CULTISTA OU CONCEPTISTA?

29 Se Pica-flor me chamais, Pica-flor aceito ser, mas resta agora saber, se no nome, que me dais, meteis a flor, que guardais no passarinho melhor! se me dais este favor, sendo só de mim o Pica, e o mais vosso, claro fica, que fico então Pica-flor. Poesia satírica – Gregório de Matos Boca do Inferno?

30 Neste mundo é mais rico o que mais rapa: quem mais limpo se faz, tem mais carepa; Com sua língua, ao nobre o vil decepa. O velhaco maior sempre tem capa. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa; Quem menos falar pode, mais increpa: Quem dinheiro tiver, pode ser Papa. A flor baixa se inculca por tulipa; Bengala hoje na mão, ontem garlopa: Mais isento se mostra o que mais chupa. Para a tropa do trapo vazo a tripa, E mais não digo, porque a Musa topa Em apa, epa, ipa, opa, upa. Poesia de crítica social – Gregório de Matos

31 Gregório de Matos Guerra Obra marcada pelo contraste. Escreveu poemas extremamente diferentes. Também conhecido como Boca do Inferno, pela forte tendência satírica e pornográfica. Foi o primeiro poeta brasileiro importante. Contribuiu para a maturidade da língua portuguesa do Brasil. Muito voltado para o seu tempo e crítico com relação à colonização. Acabou sendo exilado e impedido para sempre de pisar em solo baiano.

32 E para terminar... Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Poesia filosófica – Gregório de Matos Guerra


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