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INFECÇÕES DO SNC Prof. Antonio J. V. Pinho UCPEL.

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1 INFECÇÕES DO SNC Prof. Antonio J. V. Pinho UCPEL

2 MENINGITES CONCEITO CONCEITO Meningite é a infecção do espaço sub- aracnóide. Deveria chamar-se de Leptomeningite difusa ou sub-arancoidite. Um maior ou menor grau do encéfalo é comprometido (Meningo-encefalite)

3 ANATOMIA Três são as meninges: Dura-máter, Aracnóide e Pia-máter. Três são as meninges: Dura-máter, Aracnóide e Pia-máter. Entre a Dura-máter e a Aracnóide há um espaço real que contém Líquor. Estas meninges se unem por trabéculas. A infecção ocorre nesse espaço. Entre a Dura-máter e a Aracnóide há um espaço real que contém Líquor. Estas meninges se unem por trabéculas. A infecção ocorre nesse espaço.

4 Classificação das Meningites Purulentas ou bacterianas agudas: Causadas por germes Purulentas ou bacterianas agudas: Causadas por germes Granulomatosas: a tuberculosa e as micóticas Granulomatosas: a tuberculosa e as micóticas Assépticas: causadas por vírus e outros Assépticas: causadas por vírus e outros

5 MENINGITES PURULENTAS São as causadas por bactérias que produzem reação purulenta e rápida do organismo infectado. São as causadas por bactérias que produzem reação purulenta e rápida do organismo infectado. 80% por meningococo, pneumococo, hemófilus influenzae e estafilococo, destas 40% por meningococo. 80% por meningococo, pneumococo, hemófilus influenzae e estafilococo, destas 40% por meningococo. Estreptococo 5% e o enterococo 4%. Estreptococo 5% e o enterococo 4%.

6 Manifestações Clínicas Síndrome infecciosa: Febre elevada, mal- estar, mialgia, artralgia, queda do estado geral, prostração. Síndrome infecciosa: Febre elevada, mal- estar, mialgia, artralgia, queda do estado geral, prostração. Síndrome de Hipertensão Intra-craniana: Cefaléia, vômitos em jato e edema de papila. Síndrome de Hipertensão Intra-craniana: Cefaléia, vômitos em jato e edema de papila. Síndrome de irritação meningo-radicular: Rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski. Síndrome de irritação meningo-radicular: Rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski.

7 Meningite nos lactentes Abaulamento de fontanelas Abaulamento de fontanelas Grito agudo e estridente Grito agudo e estridente Alternância entre torpor e irritabilidade Alternância entre torpor e irritabilidade Olhar vago e inexpressivo Olhar vago e inexpressivo Febre de origem inexplicável Febre de origem inexplicável Vômitos de origem mal definida Vômitos de origem mal definida Convulsões Convulsões Sinais de irritação meningeia Sinais de irritação meningeia Anorexia Anorexia

8 Incidência De forma endêmica nas camadas mais pobres. De forma endêmica nas camadas mais pobres. Epidemias de meningite menigocócica ocorrem em certos períodos, com duração de dois ou mais anos. Epidemias de meningite menigocócica ocorrem em certos períodos, com duração de dois ou mais anos. São predispostos os desnutridos, os desidratados, os de menor idade e os velhos. São predispostos os desnutridos, os desidratados, os de menor idade e os velhos.

9 Estudo do Líquor Pressão: Aumentada, podendo esguichar. Pressão: Aumentada, podendo esguichar. Aspecto: De turvo até purulento. Aspecto: De turvo até purulento. Laboratório: Laboratório: -Aumento de neutrófilos; -Aumento das proteínas; -Diminuição da glicose; -Provas globulínicas positivas.

10 Complicações e seqüelas Circulatórias: Choque toxêmico, pericardite. Circulatórias: Choque toxêmico, pericardite. Ópticas: Uveite, paralisias oculares. Ópticas: Uveite, paralisias oculares. Óticas: Surdez. Óticas: Surdez. SNC: Plegias, psicoses, deficiência mental, epilepsia. SNC: Plegias, psicoses, deficiência mental, epilepsia. Sistema liquórico: Hidrocefalia. Sistema liquórico: Hidrocefalia.

11 Diagnóstico Diferencial Com meningites virais Com meningites virais Com a hemorragia sub-aracnóide. Com a hemorragia sub-aracnóide.

12 Tratamento Medidas gerais Medidas gerais Medidas específicas Medidas específicas

13 Medidas Gerais Hidratação: Soro EV ou líquidos VO. Hidratação: Soro EV ou líquidos VO. Equilíbrio hidro-eletrolítico: Medir a cada 3 dias, Na, K e CO2 e repor. Equilíbrio hidro-eletrolítico: Medir a cada 3 dias, Na, K e CO2 e repor. Ventilação adequada:O2 Ventilação adequada:O2 Coagulação intra-vascular: Heparinização. Coagulação intra-vascular: Heparinização. Febre: Antitérmicos, banhos de água, álcool, resfriamento da peça. Febre: Antitérmicos, banhos de água, álcool, resfriamento da peça. Convulsões: Diazepan EV, hidantalização. Convulsões: Diazepan EV, hidantalização. Agitação: Fenotiazínicos. Agitação: Fenotiazínicos. Cefaléia: Analgésicos. Cefaléia: Analgésicos.

14 Medidas Específicas Antibióticos: Antibióticos: 1. Meningococo e Pneumococo: Penicilina cristalina 2. Hemófilo: Ampicilina, cefalosporina de 3ª geração, cloranfenicol. 3. Listéria: Ampicilina. 4. Gram-negativos: Cefalosporinas de 3ª geração.

15 MENINGITES GRANULOMATOSAS Tuberculosa Tuberculosa Fúngicas Fúngicas

16 Meningite Tuberculosa Causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Causada pelo Mycobacterium tuberculosis. É uma meningo-encefalite sub-crônica ou crônica. É uma meningo-encefalite sub-crônica ou crônica. Manifesta-se em qualquer idade, sendo mais comum em crianças. Manifesta-se em qualquer idade, sendo mais comum em crianças. Mais comum nos paises sub- desenvolvidos. Mais comum nos paises sub- desenvolvidos.

17 Fisiopatologia Causa lesões difusas que afetam: Causa lesões difusas que afetam: - As meninges; - O encéfalo (Tecido nervoso).

18 - Lesões das Meninges na Tbc Processo exsudativo: É gelatinoso e leitoso na base do cérebro. Pode causar atrofias, arterites, trombose vascular e zonas de enfarte do parñquima cerebral. Processo exsudativo: É gelatinoso e leitoso na base do cérebro. Pode causar atrofias, arterites, trombose vascular e zonas de enfarte do parñquima cerebral. Processo produtivo: Forma aderências entre os giros, nas aberturas do IV ventrículo e tubérculos nas leptomeninges podendo bloquear e levar a hidrocefalia. Processo produtivo: Forma aderências entre os giros, nas aberturas do IV ventrículo e tubérculos nas leptomeninges podendo bloquear e levar a hidrocefalia.

19 - Lesões do Encéfalo na Tbc Podem ser: Podem ser: - Inflamatórias - Inflamatórias - Anóxicas - Hemorrágicas - Tóxicas

20 As Lesões Inflamatórias do Tecido Nervoso na Tbc São: São: 1. Primárias: Quando o processo inflamatório se difunde por via hematogênica e forma Tuberculomas. 2. Secundárias: Quando se difunde pelas meninges para o córtex cerebral e forma uma Córtico-encefalite.

21 As Lesões Anóxicas do Tecido Nervoso na Tbc Decorrem do comprometimento vascular, isto é, da arterite e causam áreas de isquemia cerebral. Decorrem do comprometimento vascular, isto é, da arterite e causam áreas de isquemia cerebral.

22 As Lesões Hemorrágicas do Tecido Nervoso na Tbc São representadas por: São representadas por: - congestão; - hemorragias peri-capilares.

23 As Lesões Tóxicas do Tecido Nervoso na Tbc Causam: Causam: - degeneração; - áreas de necrose - proliferação da glia.

24 Quadro Clínico Fase 1: sinais e sintomas inespecíficos de infecção; Fase 1: sinais e sintomas inespecíficos de infecção; Fase 2: Sintomas e sinais de irritação meníngea. Paralisia de nervos cranianos, apatia ou alteração do comportamento; Fase 2: Sintomas e sinais de irritação meníngea. Paralisia de nervos cranianos, apatia ou alteração do comportamento; Fase 3: Convulsões, movimentos anormais, déficits neurológicos focais, estupor e coma. Fase 3: Convulsões, movimentos anormais, déficits neurológicos focais, estupor e coma.

25 Líquor Pressão aumentada. Pressão aumentada. Aspecto: discretamente turvo ou límpido. Aspecto: discretamente turvo ou límpido. Laboratório: Laboratório: - Pleocitose moderada (100 a 200 cel/mm3) do tipo mononuclear; - Hiperproteinorraquia; - Hipoglicemia.

26 Seqüelas sempre presentes Descerebração. Descerebração. Decorticação. Decorticação. Epilepsia. Epilepsia. Deficiência mental. Deficiência mental. Plegias. Plegias. Amaurose. Amaurose. Hidrocefalia. Hidrocefalia. (Uma ou mais)

27 Tratamento Drogas: Drogas: 01. Isoniazida; 02. Rifampicina; 03. Etambutol; 04. Ácido paraminossalicílico; 05. Etionamida; 06. Cicloserina; 07. Tiacetasona; 08. Viomicina; 09. Capreomicina; 10. Kanamicina; 11. Amicacina; 12. Corticóides??

28 Meningites Fúngicas Agentes causadores: Agentes causadores: 1. Cryptococus neoformans 2. Paracoccidioides brasiliensis 3. Aspergilus sp. 4. Histoplasma capsulatum 5. Candida sp. 6. Zygomyceths

29 Diagnóstico Quadro clínico semelhante a Tbc Quadro clínico semelhante a Tbc Líquor: com predomínio linfomononuclear, hiperproteinorraquia, hipoglicorraquia, semelhantes a Tbc. Líquor: com predomínio linfomononuclear, hiperproteinorraquia, hipoglicorraquia, semelhantes a Tbc. TC e RM inespecíficos, mostrando somente quadro infeccioso. TC e RM inespecíficos, mostrando somente quadro infeccioso. Diagnóstico de certeza é pelo encontro do agente infeccioso e pela biopsia cerebral. Diagnóstico de certeza é pelo encontro do agente infeccioso e pela biopsia cerebral.

30 Prognóstico Alta percentagem de mortalidade. Alta percentagem de mortalidade. Alta percentagem de morbidade. Alta percentagem de morbidade. Alta percentagem de recidiva. Alta percentagem de recidiva. Exige diagnóstico e tratamento precoces. Exige diagnóstico e tratamento precoces.

31 Tratamento Clínico Clínico Cirúrgico Cirúrgico

32 Tratamento Clínico Anfotericina B Anfotericina B 5-fluorocitosina 5-fluorocitosina Imidazóis: Miconazol, Ketonazol, Itraconazol e Fluconazol Imidazóis: Miconazol, Ketonazol, Itraconazol e Fluconazol Sulfanilamídicos: Sufadiazina, Sultametoxazol/trimetropim Sulfanilamídicos: Sufadiazina, Sultametoxazol/trimetropim Associações medicamentosas Associações medicamentosas

33 Tratamento cirúrgico Abordagem direta: Retirada de granulomas e/ou abscessos, que agem como processos expansivos. Abordagem direta: Retirada de granulomas e/ou abscessos, que agem como processos expansivos. Abordagem extereotáxica: para introdução de anfotericina B Abordagem extereotáxica: para introdução de anfotericina B Derivação Ventrículo-Peritonial para tratamento da hidrocefalia. Derivação Ventrículo-Peritonial para tratamento da hidrocefalia.

34 MENINGITES ASSÉPTICAS Causas: Causas: 1. Infecções virais: Entero-vírus, vírus da caxumba, herpes-vírus, arena-vírus e arbo- vírus, etc. 2. Infecções não-virais: Leptospira icterohaemorrhagiae, Treponema pallidum, Mycoplasma pneumoniae, Toxoplasma gondii. 3. Não infecciosas: introdução de drogas intra- tecais, mielografia, cisternografia, cistos que rompem.

35 Tratamento Sintomático: na maioria dos casos. Sintomático: na maioria dos casos. Por herpes-vírus: Vidarabina e Aciclovir. Por herpes-vírus: Vidarabina e Aciclovir. Corticóides:?? Corticóides:??

36 ENCEFALITES CONCEITO: CONCEITO: Constitui um grupo de doenças em que o parênquima do encéfalo é lesado diretamente.

37 Realidade das encefalites Dificilmente o agente afeta só o parênquima encefálico, atingindo a leptomeninge e causando uma meningite associada (meningo-encefalite) Dificilmente o agente afeta só o parênquima encefálico, atingindo a leptomeninge e causando uma meningite associada (meningo-encefalite)

38 Agentes (DNA) Herpes vírus: hominis I e II, Varicela- zoster, Citomegalovirus, Epstein-Barr vírus Herpes vírus: hominis I e II, Varicela- zoster, Citomegalovirus, Epstein-Barr vírus Adenovírus Adenovírus Poxvírus: Variola vírus, Vaccínia vírus. Poxvírus: Variola vírus, Vaccínia vírus. Papovavírus Papovavírus

39 Agentes (RNA) Mixovírus: Influenza vírus, Parainfluenza vírus, Parotidite vírus, sarampo vírus, Raiva vírus. Mixovírus: Influenza vírus, Parainfluenza vírus, Parotidite vírus, sarampo vírus, Raiva vírus. Arbovírus: mosquitos, carrapatados e outros pequenos insetos; Febre amarela; Dengue; Picada de carrapato; Encefalites regionais. Arbovírus: mosquitos, carrapatados e outros pequenos insetos; Febre amarela; Dengue; Picada de carrapato; Encefalites regionais. Picornavírus: Enterovírus (Pólio vírus I, II e III, Coxasachie A e B; Echo vírus); Rinovírus. Picornavírus: Enterovírus (Pólio vírus I, II e III, Coxasachie A e B; Echo vírus); Rinovírus. Togavírus: Rubeola vírus. Togavírus: Rubeola vírus. Arena vírus: Coriomeningite linfocitária. Arena vírus: Coriomeningite linfocitária.

40 Fisiopatogenia Entrada pelo orofaringe, disseminação hemática, chegada ao SNC, parasitismo celular. Entrada pelo orofaringe, disseminação hemática, chegada ao SNC, parasitismo celular. Agressão dos neurônios, agressão das células da glia e do endotélio vascular (vasculite). Agressão dos neurônios, agressão das células da glia e do endotélio vascular (vasculite).

41 Clínica Início agudo; Início agudo; Síndrome febril; Síndrome febril; Rash cutâneo; Rash cutâneo; Distúrbios da função encefálica: Irritabilidade, distúrbios do comportamento, agitação psico- motora, modificação do nível de consciência que pode evoluir ao torpor e coma.Convulsões, hemiplegias, paralisias de nervos cranianos. Distúrbios da função encefálica: Irritabilidade, distúrbios do comportamento, agitação psico- motora, modificação do nível de consciência que pode evoluir ao torpor e coma.Convulsões, hemiplegias, paralisias de nervos cranianos. Sinais meningorradiculares. Sinais meningorradiculares.

42 Tratamento Sintomático: Sintomático: 1. Agitação: Diazepínicos, Butirofenona, Clorpromazina, Neuleptil. 2. Dores musculares e febre: Dipirona e Acetaminofeno. 3. Convulsões: Diazepam EV e hidantalização EV e depois VO. 4. Vômitos: Metoclopramida IM ou EV. Herpes vírus: Vidarabina e Aciclovir. Herpes vírus: Vidarabina e Aciclovir.

43 Laboratório Líquor: Líquor: - Aspecto: claro - Células: 10 a mononucleares - Glicose normal ou levemente reduzida - Proteinas elevadas (50 a 100 mg/dl)

44 FIM UCPEL


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