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LEXICOGRAFIA II TIPOLOGIA DOS DICIONÁRIOS ELOÍSA MORIEL VALENÇA.

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1 LEXICOGRAFIA II TIPOLOGIA DOS DICIONÁRIOS ELOÍSA MORIEL VALENÇA

2 TIPOLOGIA DOS DICIONÁRIOS HAENSCH, G Tipología de los diccionarios según criterios prácticos. In: HAENSCH, G. et al. La Lexicografía: de la Lingüística teórica a la Lexicografía práctica Madrid: Editorial Gredos, 1982, pp DAPENA, J. A. P. Tipos de diccionarios. In : DAPENA, J.A. P. Manual de técnica lexicográfica. Madrid: Arcos/Libros, S.L., 2002, pp

3 DICIONÁRIOS LINGUÍSTICOS X DICIONÁRIOS NÃO LINGUÍSTICOS: HAENSCHDAPENA Os dicionários de língua ou linguísticos são repertórios de signos linguísticos, cuja natureza, significado, marcas de uso e relações paradigmáticas ou sintagmáticas com outros elementos do léxico são explicados mediante uma metalíngua. Dicionários não linguísticos: Estão na moda hoje em dia, porque chamar de dicionário vende bem, tanto que que se chega ao extremo de muitas assuntos que poderiam se apresentar de forma sistemática (cozinha, esporte, sexologia), são postas em ordem alfabética e já são chamadas de dicionário. Os dicionários linguísticos se preocupam com o léxico de uma ou mais línguas, já os dicionários não- linguísticos, não se interessam apenas pelo léxico da língua, mas também pelo estudo da realidade da mesma.

4 CRITÉRIOS DE ANÁLISE HAENSCH (1982) Formato e extensão Caráter linguístico ou enciclopédico Sistema linguístico no qual se baseia a obra lexicográfica Número de línguas Seleção do léxico Ordenação dos materiais Finalidades específicas de dicionários DAPENA (2002) Número e extensão de entradas Modo de estudar as entradas A ordenação aplicada às entradas O suporte da descrição

5 FORMATO E EXTENSÃO (HAENSCH) Critério externo de classificação, que tem certa importância prática, é o formato e a extensão, ou seja, o número de entradas que contém. Às vezes, a finalidade de um dicionário implica em uma limitação quanto a sua extensão. É o caso de um dicionário escolar, que é uma obra de consulta que não deve sobrecarregar o aluno com excesso de materiais, e que além disso tem que ser mais econômico.

6 CLASSIFICAÇÃO POR VOLUME EXTENSÃO DA ENTRADA (DAPENA 2002) Tesouro ou Thesaurus: mais alto grau de extensão ou quantidade de entrada Dicionário manual: dicionário geral,por seu tamanho mais reduzido e agilidade no tratamento das entradas, o manual é sempre sincrônico, enquanto o tesouro abrange mais do que o léxico atual de uma língua. Dicionário de bolso: dicionário de pequenas dimensões, palavras de uso mais frequentes, e no caso de vocábulos polissêmicos, costumam marcar as acepções mais correntes. Dicionários abreviados: um mesmo dicionário se apresenta em dois tamanhos por razões comerciais. Dicionários particulares ou restringidos: são comumente chamados de vocabulários e referem-se a uma parte só da língua. A) dicionários dialetais, dicionário de jargões e dicionários profissionais, dicionários terminológicos, dicionários onomásticos e dicionários de normalização ou estandardização. B) dicionários gramaticais (dicionários de pronúncia, ortográficos, morfológicos e sintáticos) e dicionários textuais ( dicionários de refrão, locuções e modismos, fraseológicos.

7 SISTEMA LINGUÍSTICO NO QUAL SE BASEIA A OBRA LEXICOGRÁFICA (HAENSCH, 1982) Descrição semântica baseada no sistema linguístico individual do autor ou de uma equipe de autores. Descrição semântica depende da informação que foi reunida mediante ao aproveitamento de um corpus. É sempre importante deixar explícito na obra lexicográfica as fontes exatas na qual ela foi baseada, assim como a sua bibliografia.

8 NÚMERO DE LÍNGUAS (HAENSCH, P. 135) - Monolíngue / plurilíngue: bilíngues e multilíngues Dicionário monolíngueDicionário bilíngue Enunciado do lema (palavra-chave)Enunciado do lemaIgual Indicações fonéticas, ortográficas, gramaticais e léxicas (localização geográfica, nível linguístico, conotações, etc.) Indicações fonéticas, ortográficas, gramaticais e léxicas Igual Definição (e outras explicações) sobre o significado e as diferentes acepções Equivalentes na língua de destino das diferentes acepções da palavra-chave. Diferente Parte sintagmática: indicações sobre o uso da palavra em contextos com exemplo, indicações sobre colocação, construção, regência, frases feitas e refrãos. Parte sintagmática: exemplos de explicação, colocação, construção, modismos, frases feitas etc., mas sempre com o equivalente na língua de destino Semelhant e Às vezes, parte paradigmática: sinônimos, antônimos, parônimos, hipônimos, hiperônimos. Em geral não tem uma parte paradigmática nos dicionários bilíngues. Diferente

9 DAPENA (2002) Monolíngue ou unilíngue, bilíngue e plurilíngues ou polilíngues. Diferenças de tipo externo: MonolíngueBilíngue 1. Língua empregada com função metalinguística. 1. A língua que descreve é distinta da língua descrita: língua de entrada/partida e uma ou várias línguas meta. Função de tradução. 2. Oferece em cada entrada o significado ou significados da palavra mediante um sistema de definições. 2. Oferece ao lado de cada entrada os termos de significado equivalente na ou nas línguas de partida. 3. Possuem finalidades diferentes: o dicionário monolíngue se propõe a informar o usuário sobre o léxico da sua própria língua. 3. Um dicionário bilíngue tem por objeto servir de instrumento na tradução de uma língua.

10 CLASSIFICAÇÃO DAS OBRAS LEXICOGRÁFICAS SEGUNDO A SELEÇÃO DO LÉXICO QUE REGISTRAM (HAENSCH): Vocabulário geral : É ilusório pensar que um dicionário geral mais volumoso possa contemplar um sistema linguístico em sua totalidade. O vocabulário recolhido por esses se compõe em parte por vocabulário culto (literário ou não) e standard, com certa seleção de vocabulário familiar e popular, de regionalismos, tecnicismos, e de algumas gírias. O dicionário geral não é o vocabulário total de uma língua. Vocabulários parciais: Uma crítica do autor é o caminho percorrido para selecionar os vocabulários parciais. Segundo Haensch, temos que partir de subconjuntos de unidades léxicas, segundo diferentes critérios, e não partir de grupos humanos ou indivíduos que usam um determinado vocabulário. Apesar de dividir nessas categorias, não significa que numa mesma obra lexicográfica possa haver mais de uma marcação.

11 CLASSIFICAÇÃO DOS VOCABULÁRIOS PARCIAIS - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação diatópica - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação diastrática - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação diatécnica - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação diafásica - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação diaintegrativa - Obras lexicográficas que registram subconjuntos léxicos com marcação dianormativa

12 1. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIATÓPICA:

13 2. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIASTRÁTICA: Léxico da língua de grupo ou socioletos. Nem todas essas obras constituem dicionários. paulistanes-para-turistas-52fa2794d53b html

14 3. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIATÉCNICA: Dicionários técnicos: jurídicos, econômicos, políticos, etc.

15 4. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIAFÁSICA Além dos tipos de marcação expostos pelo autor, as palavras podem ter outras conotações e expressar outros traços: Insultante, burocrático, eufemístico, hiperbólico, humorístico, irônico, hiperbólico, entre outros

16 5. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIAINTEGRATIVA: A maior ou menor integração de palavras e expressões estrangeiras é objeto de muitos estudos. Existem dicionários de estrangeirismos e outras obras sobre este tema que registram estrangeirismos explicando sua origem, seu uso ou mal uso e suas variantes gráficas e fonéticas. Dicionário de Estrangeirismos – Portal da Língua Portuguesa s

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18 5. OBRAS LEXICOGRÁFICAS QUE REGISTRAM SUBCONJUNTOS LÉXICOS COM MARCAÇÃO DIANORMATIVA: Em lexicografia podemos registrar as variantes gráficas, fonéticas e semânticas e dar em certos casos indicações sobre a gramática. Um exemplo do português é o dicionário de R. Sá Nogueira, Dicionário de erros problemas de linguagem, Lisboa, 1974.

19 CODIFICAÇÃO EXAUSTIVA OU SELETIVA (HAENSCH) Teoricamente tanto os dicionários gerais como os parciais ou especializados poderiam ser exaustivos ou seletivos. É quase impossível que os dicionários gerais sejam exaustivos. Quanto aos dicionário especiais, parece mais fácil alcançar esta meta quando se trata de um domínio reduzido como a relojoaria, a piscicultura, etc. Fator complicador: a evolução constante da língua das muitas variante diatópicas.

20 TESOURO/ THESAURUS OS THESAURI PODEM SER CONSIDERADOS EXAUSTIVOS? POR QUÊ? ua

21 CRITÉRIOS CRONOLÓGICOS HaenschDapena Diacrônicos: estudam a evolução do vocabulário através dos séculos. Sincrônicos: registram o vocabulário de uma língua (geralmente uma seleção dela) em um momento determinado. Diacrônicos: 1.Diacrônicos históricos 2.Etimológicos: Para que um dicionário classifique-se como histórico ou etimológico, as informações tem que representar o centro ou o principal foco de atenção do mesmo. Sincrônicos: Estudos do vocabulário relativo a uma época mais ou menos extensa, na qual as mudanças no nível léxico tenham sido significativas.

22 CARÁTER PRESCRITIVO OU DESCRITIVO (HAENSCH) Dentre as obras lexicográficas de caráter prescritivo estão: -dicionários acadêmicos, -dicionários escolares, -dicionários que registram vocabulário com marcação dianormativa ou diaintegrativa, -dicionários de dúvidas e dificuldades, -dicionários de pronúncia, -dicionários ortográficos -dicionários de normas. Os dicionários descritivos recorrem a uma seleção representativa do léxico usado realmente, sem critério purista.

23 DESCRITIVOS X NÃO-DESCRITIVOS (DAPENA, 2002) Não Quanto aos descritivos temos:Não-descritivos Dicionários integrais Dicionários comuns Índices de palavras: concordâncias: dicionários exegéticos:

24 REFLEXÃO A sidra é uma bebida fermentada, ligeiramente alcóolica, de uma cor âmbar, sana, tonica, higiência, refrescante, de sabor agridoce e de um aroma muito agradável. Às vezes é espumosa e goza de certas propriedades terapêuticas (Enciclopedia Espasa, p. 45) Definição Houaiss e definição da Enciclopédia Espasa: vocês conseguem ver alguma diferença? Quais seriam elas?

25 CLASSIFICAÇÃO DOS DICIONÁRIOS NÃO-LINGUÍSTICOS (DAPENA, 2002) 1.1 A enciclopédia Consiste em uma obra de grande extensão, mais ou menos sintetizadas com fins divulgativos, todos os conhecimentos humanos dispostos por tema, que podem aparecer ordenados por matérias, ou alfabeticamente. Enciclopédia x dicionário linguístico Características fundamentais: - Tipos de entrada: Nas enciclopédias podem aparecer entradas como elementos que nunca apareceriam em um dicionário linguístico por extenso. Ex: terminologias científicas e técnicas, cuja entrada em um dicionário geral da língua tem que ser sempre restringida enquanto na enciclopédia pode ser total. - Tipos de definição: Quanto as definições existem grandes diferenças: a enciclopédica e a linguística. A definição enciclopédica baseia-se no caracteres da realidade, descreve a coisa independentemente do vocábulo que representa. Enquanto a definição linguística consiste em uma caracterização semântica da palavra, a qual se definirá pelas diferenças significativas em relação as demais unidades do sistema léxico. (p. 44)

26 1.2Dicionário enciclopédico O dicionário enciclopédico se caracteriza por reduzir ao máximo a parte enciclopédica dos verbetes, cujas informações podem vir acompanhadas de ilustrações que facilitam a compreensão. O dicionário enciclopédico trata das palavras gramaticais de maneira linguística e os nomes de maneira parcialmente enciclopédica, ele é uma obra lexicográfica destinada ao grande público não especializado de cultura média. (p. 46) 1.3Os dicionários terminológicos De acordo com Coseriu (1977), o vocabulário terminológico se estrutura de um modo idêntica à realidade que representa, ou seja, é um intermediário entre o dicionário linguístico e o não-linguístico. A designação, a relação entre signo e coisa, e a significação relação entre significados coincidem plenamente. (p. 48)

27 Classificação dos dicionários linguísticos (Dapena) 1. Classificação cronológicaDicionário sincrônico Dicionário diacrônico: históricos e etimológicos 2. Classificação pelo volume e extensão das entradas a)Número de línguas: monolíngues, bilíngues e plurilíngues b)Pela extensão do conjunto léxico (exaustivos e seletivos – Haensch): tesouro, dicionário manual, dicionário de bolso e dicionário abreviado 3. Classificação segundo o nível ou plano linguístico contemplado Dicionário de língua Dicionário de norma (dicionários normativos, prescritivos, de uso) Dicionário de discurso 4. Classificação pela microestrutura e o tratamento das entradas Dicionários descritivos (dicionários integrais, definitórios, dicionários comuns) Dicionários não-descritivos (índice de palavras, concordâncias e dicionários exegéticos)

28 5. Classificação segundo a ordenaçãoAlfabéticos Ideológicos De famílias etimológicas Estatísticos ou de frequência Estruturais Mistos 6. Classificação por sua finalidadeDicionários pedagógicos, para o ensino e didático Dicionários semasiológicos Dicionários onomasiológicos 7. Classificação segundo o suporteDicionário de papel (impresso) Dicionário eletrônico

29 Diferenças do dicionário histórico em seu sentido mais stricto frente a outros dicionários diacrônicos: 1- Um dicionário histórico é um dicionário geral e exaustivo, isto é, não apresenta nenhum tipo de restrição em sua macroestrutura, representada pelas palavras pertencentes a todas as épocas do idioma. 2- É um dicionário de citações ou autoridades na medida em que apresenta textos, pertencentes a todas as épocas do idioma, que autorizam ou atestam a existência ou presença do vocábulo ao longo do tempo. 3- Um dicionário histórico se interessa muito pela datação da palavra, tanto na sua primeira aparição como nas distintas etapas de sua evolução. 4- Em definitivo, um dicionário histórico em sua microestrutura pretende reconstruir todo o processo evolutivo, submetendo as distintas acepções e subacepções de cada palavra a uma ordenação histórica ou histórico-genética.

30 DICIONÁRIO HISTÓRICO académico, ca, achadémico. (Del lat. academĭcus

31 DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO Dicionários paraetimológicos (pseudoetimológicos vs etimológicos propriamente ditos. A diferença fundamental desses dois é que o primeiro possui informações etimológicas dos vocábulos, mas essa não é a sua meta fundamental, já os dicionários etimológicos propriamente ditos possuem como objetivo fundamental o estudo das etimologias. Exemplo: Origem da palavra Academia Academia tem origem no grego 'akadémia', "jardim de Academo, perto de Atenas, onde funcionava a escola de filosofia de Platão", pelo latim 'academia'. A palavra academia entra na língua portuguesa por volta do século XV por via do francês.

32 CARACTERIZAÇÃO DE UMA OBRA LEXICOGRÁFICA (HAENSCH, P. 187) Vejamos a caracterização que Dapena faz do Diccionario de construcción y régimen de la lenga castellana de Rufino J. Cuervo (p. 187, tradução nossa): O DCR ofere as seguintes características gerais: 1º é seletivo ou restringido, posto que só estuda os vocábulos do espanhol normativo e desses somente aqueles que apresentama alguma particularidade em seu comportamento sintagmático; se trata por sua vez de um dicionário sintático, o que consitui sua principal característica. 2º De acordo com o segundo fator possui caráter descritivo, apoiando suas descrições – sintáticas e semânticas fundamentalmente – em textos tomados da língua escrita que o constitui como um dicionário de citações; 3º segundo a perspectiva temporal, temos que classificá-lo como um dicionário sincrônico com caráter histórico e etimológico; 4º quanto a sua ordenação trata-se de um dicionário alfabético; 5º sua finalidade é fundamentalmente normativa e 6º quanto ao público a que se destina, constitui um dicionário escrito para uma minoria, essencialmente para especialistas e matéria filológica, como descreve o próprio Cuervo.

33 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DAPENA, J. A. P. Tipos de dicionarios. In: DAPENA, J. A. P. Manual de técnica lexicográfica. Madrid: Arcos/Libros, SL. L., 2002, p HAENSCH, G Tipología de los diccionarios según criterios prácticos. In: HAENSCH, G. et al. La Lexicografía: de la Linguística teórica a la Lexicografía práctica Madrid: Editorial Gredos, 1982, p EuroVoc, thesaurus multilingue da União Europeia: Thesaurus da Língua Portuguesa do Brasil: Dicionário de Estrangeirismos – Portal da Língua Portuguesa: Diccionario histórico de la lengua española (Real Academia Española): diccionario-historico


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