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CARTA DA TAM Vinda de um pequeno Táxi Aéreo, a TAM, que havia se projetado nesse mercado, se credenciou de forma marcante e foi uma das cinco empresas.

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1 CARTA DA TAM Vinda de um pequeno Táxi Aéreo, a TAM, que havia se projetado nesse mercado, se credenciou de forma marcante e foi uma das cinco empresas designadas para poder prestar serviços de transporte aéreo regular ao público usuário. Desde aquela tarde, no Hotel Bandeirantes, a TAM, nesses últimos 25 anos, cresceu sem parar.

2 Nós só poderemos seguir crescendo na atividade que abraçamos e amamos se os compromissos forem mantidos, se o ideal for renovado e se nossa capacidade de sonhar não se limitar aos problemas e for sempre maior que eles.

3 ACENDENDO O FOGO Fogos de reavivamento! Como a igreja anseia que o Espírito Santo lhes dê vida para o cumprimento final da sua missão! O Adventismo nasceu como um movimento dinâmico e centrado sobre a missão. A paixão de partilhar a mensagem reinava na mente e no coração dos primeiros pioneiros. Eles trabalhavam até ao limite das suas forças; sacrificavam a saúde e os seus bens na tentativa de alcançar o mundo com as salvadoras novas de Jesus Cristo e da mensagem do terceiro anjo. A missão era o seu motor! A missão era a sua motivação! A missão era a chama que ardia no seu interior.

4 Cerca de 150 anos depois, a Igreja Adventista prepara-se para entrar no terceiro milênio da era cristã. O que aconteceu à missão? Onde estão os fogos do reavivamento da igreja do primeiro século e do Adventismo primitivo? Ainda estão a arder? Se examinarmos o Adventismo em todo o mundo hoje, a resposta é um inquestionável sim. O Adventismo está vivo e de boa saúde e cresce a um ritmo espantoso no terceiro mundo. Mas na América do Norte, na Europa Ocidental e na Austrália, a história é outra. Embora o Adventismo arda intensamente no terceiro mundo, é uma chama bruxuleante nos seus países natais.

5 A tragédia da igreja na América do Norte é que ela copiou muito da sua forma de fazer as coisas das igrejas protestantes populares que a rodeiam. Mas Deus pretende que a Igreja Adventista funcione de um modo totalmente diferente. Contratar pastores para fazerem o trabalho do ministério, enquanto os membros leigos pagam, assistem e observam não é o plano de Deus para a Igreja Adventista. Na verdade, essa prática resultou na presente condição laodiceana.

6 Precisamos testemunhar um renascimento dos membros leigos, concomitante com uma preparação profunda para o derramamento do Espírito Santo. Os leigos devem voltar a ser, de novo, a igreja. Do mesmo modo, os pastores precisam rever o seu papel na igreja e voltar à descrição bíblica da sua tarefa – como treinadores (formadores) dos leigos. Enquanto isso não acontecer, podemos orar incansavelmente pela chuva serôdia, mas ela não cairá. Deve haver ação e oração para restaurar a igreja à sua base bíblica, com os leigos e os clérigos a trabalharem juntos, como uma equipe.

7 Alguns podem pensar que a recepção do Espírito Santo terá lugar numa grande reunião da igreja. Essas pessoas talvez imaginem uma sensação de calor, brilhante, que se apodere de nós, com lágrimas a serem derramadas e pecados confessados, e a igreja a sair dessa reunião com um poder renovado. Sem negarmos que o Espírito Santo pode ser derramado desse modo, temos de perceber qual o propósito para o derramamento do Espírito Santo. O Espírito Santo não é dado para criar sentimentos calorosos, mas para nos renovar com poder para testemunhar. Por isso é tão difícil imaginar o derramamento do Espírito Santo sem os membros leigos esclarecidos e envolvidos.

8 Neste dom inicial do Espírito Santo, descobrimos o seu propósito: dar poder para cumprir a missão. O Espírito Santo é derramado para a ação – para o cumprimento da tarefa dada por Cristo. Nunca devemos ver o derramamento do Espírito Santo como separado da sua grande função – o fazer discípulos. É por isso que não podemos terminar o trabalho sem o Espírito Santo. O Espírito não pode ser derramado a menos que haja pessoas desejosas de serem cheias de poder, que as capacite a partilhar Cristo com o mundo ao seu redor.

9 Enquanto que os dons sobrenaturais do Espírito atraem a atenção do mundo para o povo remanescente de Deus, o fruto do Espírito revela através deles o perfeito caráter de Cristo. Deus não pode atrair a atenção do mundo para o remanescente enquanto eles estiverem em luta uns contra os outros. Isso só pode acontecer se eles refletirem o caráter de Cristo. Ellen White faz esta afirmação descritiva: Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus. – Parábolas de Jesus, p. 69.

10 A maior necessidade que tem a Igreja Adventista do Sétimo Dia hoje é receber o Espírito Santo. Receber esse poder fará duas coisas pela igreja: produzirá o fruto do Espírito, e dará poder à igreja através dos dons do Espírito.

11 O SACERDÓCIO DE TODOS OS CRENTES Segundo Paulo e Pedro, o ministério não é apenas o direito e o privilégio de todos os crentes do Novo Testamento, é o resultado natural de ser cristão. A igreja do Novo Testamento não podia sequer imaginar um cristão que não estivesse envolvido no ministérios. Isso era inerente à teologia dos primeiros cristãos. Era seu direito e privilégio devido à morte de Cristo em seu favor.

12 Era impossível aos crentes do Novo Testamento não estarem envolvidos num ministério significativo em harmonia com os seus dons espirituais. Na verdade, todo o contexto de Romanos 12 é uma discussão dos dons espirituais. O envolvimento de cada membro no ministério em harmonia com os seus dons espirituais era a norma na igreja do primeiro século, e também deve ser a norma na igreja de Deus dos últimos dias.

13 A igreja do Novo Testamento funcionava com a igualdade de clérigos e leigos, já que reconhecia todos os crentes como sacerdotes. Portanto, esta doutrina – com todas as suas ramificações – significa que nós, como igreja, temos de reconhecer outra vez que a vida cristã é um ministério. E esse ministério é o direito especial de todos os crentes.

14 COMO É QUE OS CLÉRIGOS GERALMENTE MOTIVAM OS LEIGOS Por vezes, os clérigos têm sentido que devem envolver os leigos no ministério, mas não têm estado dispostos a liberar pessoas para o ministério ou deixá-las realizar um serviço de vulto. Isso tem acontecido porque os clérigos têm visto o ministério mais como uma atividade do que como um estilo de vida para o crente.

15 Como resultado, os clérigos sonham com programas para envolver os leigos. Esses programas podem nem sequer estar em harmonia com os dons espirituais dos membros. Uma vez que os membros não foram envolvidos na planificação desses programas, não sentem grande desejo de participar neles. Mas os clérigos precisam da sua ajuda. Por isso, o pastor pode pregar um sermão sobre trabalho missionário que faz toda a gente sentir-se culpada. Com esse fardo de culpa a pesar sobre eles, os leigos aparecem para o programa do pastor até que a culpa desapareça.

16 Temos que ir além do conceito de que o único lugar onde o ministério tem lugar é na igreja. O conceito bíblico de ministério vê a vida inteira do crente como ministério. A função da igreja é preparar melhor o crente para o seu ministério. É nesse sentido que a igreja deve ser vista como um centro de treino para o ministério cristão.

17 QUEM SÃO OS LEIGOS? Os leigos são os soldados da linha da frente para Cristo. O seu ministério não se realiza nos edifícios da igreja, mas nas fábricas, nos escritórios, entre os vizinhos, nos clubes de saúde. Em meio das atividades normais da vida, eles ministram para Cristo. É aí que o verdadeiro ministério tem lugar - não no edifício da igreja no sábado de manhã. Neste sentido, os leigos são mais ministrosdo que os clérigos.

18 Sempre que um pastor dá estudos bíblicos, visita, telefona para os hospitais ou realiza qualquer outra espécie de ministério, está a fazer o trabalho dos leigos e não o trabalho do pastor. É claro que o pastor não é contratado para realizar um ministério. Essa não é a sua função, mas a função dos leigos. Mas o pastor realiza um ministério – dá estudos bíblicos, visita, telefona para os hospitais. Porquê? Porque o pastor também é um leigo, e como leigo, ele deve realizar o seu ministério como parte do povo de Deus. Mas ele realiza esse ministério não porque seja um clérigo, mas porque é, antes de tudo, um leigo.

19 Alguém pode protestar que o pastor deve ser o guardador do rebanho, e que como guardador do rebanho, ele deve cuidar desse mesmo rebanho. Sim, o pastor é o guardador, e sim, ele cuida do rebanho. No entanto, o seu cuidado não vai até ao ponto de realizar o ministério que o rebanho deveria estar a fazer por si mesmo. O trabalho do pastor é manter as ovelhas em boa forma, para que elas possam produzir ovelhas. Se o pastor cuida realmente do rebanho, ele treinará os seus membros para realizarem o ministério que lhes compete.

20 O pastor pode ser o ministro empregado pela igreja, que dá o seu tempo integral à direção do trabalho da igreja. Mas o leigo também é um ministro de tempo integral para Cristo, um ministro que realiza um ministério nos papéis que lhe são distribuídos ao mesmo tempo que representa a igreja em todas as atividades que realiza. Por favor, notem que a diferença entre leigos e clérigos não é que um seja de tempo integral e o outro de tempo parcial. Ambos, leigos e clérigos, estão envolvidos num ministério de tempo integral, porque a vida cristã é ministério.

21 A IDÉIA DO ADVENTISMO PRIMITIVO SOBRE LEIGOS E CLÉRIGOS Para que o trabalho de Deus seja terminado, precisamos voltar ao conceito inicial do Adventismo primitivo acerca dos clérigos e dos leigos. As igrejas têm de se levantar e informar a sua União de que somos capazes de cuidar de nós mesmas. Usem o dinheiro antes destinado a providenciar-nos um pastor, e mandem o nosso pastor abrir uma nova igreja, cujos crentes também possam ser ensinados a cuidar de si mesmos.

22 Para alguns, isto pode parecer revolucionário. Mas os tempos em que vivemos requerem uma revolução. Não podemos continuar com a igreja como até aqui. Os tempos requerem que nos preparemos totalmente para a terminação da obra de Deus com os leigos a ocuparem as suas funções. O cenário descrito acima tem de acontecer sobretudo nas igrejas pequenas, com poucas possibilidades de crescimento. Em algumas das nossas igrejas grandes, pode ser necessário ter pastores, mas a descrição do seu trabalho deve ser alterada para estar em harmonia com o conselho bíblico, como veremos no próximo capítulo.

23 A FUNÇÃO DO PASTOR SEGUNDO A BÍBLIA O trabalho do pastor é preparar o povo de Deus para realizar a obra do ministério. Não é trabalho do pastor ser o único ganhador de almas da igreja. Não é tarefa do pastor fazer o trabalho do ministério, mas sim treinar os membros para realizarem a obra dos seus ministérios respectivos. É verdade que o pastor, como foi afirmado no capítulo anterior, realiza um ministério. Ele dá estudos bíblicos, aconselha, visita, etc. Mas sempre que o faz, está agindo como um leigo e não como pastor. O pastor é pago para treinar os membros. Se ele não está a fazer isso, então, biblicamente, não está a fazer o seu trabalho.

24 O PASTOR COMO TREINADOR (Formador) Que o ministro dedique mais do seu tempo a educar do que a pregar. Que ele ensine ao povo como dar aos outros o conhecimento que receberam. Testimonies for the Church, vol. 7, p. 20.

25 A maioria dos pastores podem achar que a pregação é a sua função principal. E muitos leigos podem pensar da mesma maneira. Embora não minimize a importância da pregação e a grande necessidade que temos de uma pregação forte, bíblica na igreja Adventista, Ellen White afirma enfaticamente que o papel do pastor de ensinar ou equipar deveria tomar mais tempo do que a pregação. Mas a maioria dos pastores gastam muito mais tempo a preparar e a pregar sermões do que a ensinar aos membros como realizarem o seu ministério.

26 Ao trabalhar em lugares onde já se encontram alguns na fé, o ministro deve não tanto buscar a princípio converter os incrédulos, como exercitar os membros de igreja para prestarem cooperação proveitosa. Obreiros Evangélicos, p. 196.

27 A maior ajuda que pode ser dada ao nosso povo é ensiná- los a trabalhar para Deus e a dependerem dEle, não dos ministros. Testimonies for the Church, vol. 7, p. 19. Algumas vezes os ministros trabalham em excesso; procuram tomar todo o trabalho nas suas mãos. Isto os exaure e prejudica; contudo, continuam a abarcar tudo. Parece que pensam que só eles devem trabalhar na causa de Deus, ao passo que os membros da igreja ficam ociosos. Esta não é, de maneira alguma, a ordem de Deus. Evangelismo, p. 113.

28 Hoje, a maioria das autoridades em crescimento da igreja afirma que a função do pastor deve ser treinar/equipar. Mas os Adventistas têm uma indicação do seu profeta, dizendo que o pastor deve ser o treinador (formador)! Como podemos nós continuar a recusar voltar à função bíblica do pastor como treinador e formador dos leigos para os seus ministérios, dando assim origem a Laodicéia?

29 É preciso que se diga claramente que não conseguiremos voltar ao modelo bíblico num abrir e fechar de olhos. Os pastores não podem parar de repente de cuidar do rebanho e esperar que as igrejas sobrevivam – provavelmente elas morreriam. Criamos uma dependência que só pode ser aliviada na medida em que os membros estiverem treinados para cuidar do rebanho. Quando eles estiverem treinados, então o pastor pode ser liberado pouco a pouco. Ainda que nos seja impossível voltar totalmente atrás até ao ideal bíblico, pelo menos deveríamos começar a mover- nos nessa direção.

30 O primeiro passo será reunir os leigos e os pastores para discutirem o problema. Esperamos que possamos fazê-lo sem sermos críticos ou demasiado protetores, mas com um genuíno desejo de voltar a alinhar as nossas igrejas com o ideal de Deus.

31 RESULTADOS DO MINISTÉRIO LEIGO NA IGREJA LOCAL Um dos problemas do Adventismo contemporâneo é que os membros já não parecem estar firmemente alicerçados na fé. Os Adventistas já não conhecem as suas Bíblias, como costumavam no passado; são facilmente arrastados por falsas doutrinas e acabam por se ver metidos em movimentos aberrantes de todos os gêneros. Paulo indica que uma das bênçãos do ministério leigo baseado nos dons espirituais é que os membros deixam de ser levados em roda por todo o vento de doutrina.

32 A razão é que quando as pessoas estão ativamente envolvidas no trabalho pelos outros, elas crescem espiritualmente, e esse trabalho obriga-as a terem um programa regular de estudo da Bíblia e de oração. É difícil que uma doutrina falsa se apodere de uma igreja que está ativamente envolvida no ministério em favor dos perdidos.

33 QUEM PRECISA DE DONS ESPIRITUAIS? Já alguma vez voz foi pedido que ocupassem um cargo na igreja para o qual não se sentiam qualificados, mas que mesmo assim foram pressionados a aceitar a função? Como resultado de as pessoas serem persuadidas a servir a igreja em áreas para as quais não são dotadas, muita gente tem ficado desiludida com a igreja e recusa continuar a envolver-se nas atividades da igreja. É por essa razão que é tão crucial ter um ministério baseado nos dons a funcionar na igreja local. Se queremos realmente que os leigos se envolvam, temos de tomar tempo para ajudar as pessoas a descobrirem os seus dons espirituais e a encontrarem o seu lugar de ministério na igreja.

34 Não foi só Ellen White que salientou a nossa necessidade de descobrirmos os nossos dons espirituais como parte da nossa preparação para a vinda de Cristo, mas o próprio Jesus faz esta ligação na parábola dos talentos registrada em Mateus 25:14-30.

35 O QUE É QUE A PARÁBOLA ENSINA ACERCA DOS DONS ESPIRITUAIS Podemos aprender oito lições ao estudarmos a parábola dos talentos: 1. Os talentos representam dons espirituais. Embora os talentos da parábola se referissem originalmente a dinheiro dado a cada um dos servos, eles também são símbolos dos dons espirituais que Deus derramou sobre a Sua igreja. Nem todos os homens recebem os mesmos dons, porém a cada servo do Mestre é prometido algum dom do Espírito. Parábolas de Jesus, p. 327.

36 2. Dar os talentos é prerrogativa de Deus. Os dons espirituais não nascem com as pessoas. Vêm de Deus. Na parábola, o pai de família – Deus – é visto como o doador dos dons. É Ele que decide quem recebe que dons e quantos. 3. Os que usam os seus dons receberão mais. Talentos usados são talentos multiplicados. Uma das lições da parábola é que aqueles que usaram os seus dons receberam mais; aqueles que não usaram os seus dons, perderam o que tinham. O Senhor espera que utilizemos os nossos dons.

37 A Parábola dos Talentos O pai de família na parábola não diz aos servos como devem usar os dons. Ele distribui os dons e deixa o seu uso ao engenho da pessoa. Alguns têm cometido erros ao tentarem implementar um ministério baseado nos dons, porque arbitrariamente dão às pessoas certas funções baseadas nos dons notados nessas pessoas. Em vez de deixarem que as pessoas descubram – através da oração, da meditação e da orientação – as maneiras como Deus quer que usem os seus dons, alguns dirigentes da igreja fizeram listas dos tipos de ministérios que as pessoas podem exercer, se tiverem certos dons. Essas tentativas bem intencionadas geralmente destroem um ministério baseado nos dons.

38 As pessoas precisam decidir por si mesmas como é que vão usar seus dons. Os líderes da igreja podem aconselhar, mas o processo de descoberta dos dons não deve ser estruturado ao ponto de insistir que as pessoas utilizem os seus dons apenas de certas maneiras. Deus pode ter dado dons às pessoas de maneira que elas possam ajudar a igreja a sair dos seus moldes. Não devemos fazer definhar a criatividade, ao insistirmos em que as pessoas usem os seus dons apenas dentro do quadro que lhes proporcionaríamos.

39 4. Todos recebem pelo menos um dom. O Mestre, como distribuidor dos dons, deu a uns cinco, a outros dois e a alguns um. Mas todos os servos receberam pelo menos um dom. A distribuição desigual dos talentos indica que cada pessoa recebeu o que podia usar – nem mais, nem menos. Portanto, não existe algo como um cristão que não tenha pelo menos um dom para usar ao serviço do Mestre. Ninguém pode dizer que não há nada para ele/ela fazer. Porque todos os membros são chamados para o ministério e dotados por Deus para fazerem alguma coisa.

40 5. Um talento é valioso. Alguns sentem que, dado que só tem um dom, isso tem pouco valor – de maneira que não fazem nada. Esse foi o problema do servo infiel. Ele não desperdiçou o seu talento; simplesmente escondeu-o e não o utilizou. Muitos crentes sentem que, visto que só têm um dom, não têm muito a oferecer, mas devemos compreender que cada dom é precioso porque é dado por Deus.

41 6. Utilizar talentos significa correr riscos. A pessoa que arriscou recebeu o maior louvor na parábola. O servo podia ter perdido tudo. O mesmo deve acontecer com os crentes hoje, ao utilizarem os seus dons; devem avançar pela fé. Os personagens da Bíblia que foram os maiores servos de Deus correram os maiores riscos de fracasso, de perda e de vergonha – foram pessoas que se tornaram, virtualmente, alvo de zombarias e ridículo entre os homens. Abraão, Moisés, Paulo e Pedro todos eles correram grandes riscos para o avanço da causa de Deus, tal como fizeram os pioneiros do Adventismo – pessoas como Tiago e Ellen White. A igreja local, hoje, precisa de pessoas dispostas a correr riscos para o avanço da obra. Usar os nossos dons significa correr o risco de falhar; mas não usar os nossos dons é fracasso certo.

42 7. Aqueles que não usam o que lhes é dado perdem o que têm. O servo infiel tinha a possibilidade de duplicar o seu único talento. O patrão esperava que ele o fizesse. Devias (v. 27) indica claramente que o homem deveria ter usado o seu talento.

43 A razão pela qual a igreja não está avançando como devia hoje não é tanto devido às pessoas que têm muitos dons, mas sim devido às muitas pessoas de um só dom que não estão fazendo nada porque acham que não têm muito. Cristo quer que as pessoas que têm menos dons compreendam que são muito valiosas aos Seus olhos. A igreja precisa desesperadamente desses dons.

44 8. Aqueles que usam os seus dons espirituais estão a preparar-se para entrar no Céu; aqueles que o não fazem sofrem a perda eterna. Utilizar os dons espirituais que temos é parte da preparação do cristão para a eternidade. Não utilizar os nossos dons tem conseqüências eternas. O assunto é muito sério. Haverá eterna perda por todo o conhecimento e capacidade não alcançados, que poderíamos ter ganho. Parábolas de Jesus, p. 363.

45 Os dons espirituais têm causados imensos problemas ao longo da história da igreja, mas também têm sido uma fonte de bênçãos tremendas, quando corretamente usados. A eficácia da igreja de Deus está diretamente relacionada com a sua capacidade de organizar e implementar nas congregações locais um ministério baseado nos dons. Vale bem a pena o tempo e o esforço requeridos para instituir na sua igreja um ministério baseado nos dons. Porque não decidir começar agora?


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