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Tópicos selecionados de Toxicologia Ocupacional Professor Doutor Henrique Vicente Della Rosa Faculdade de Ciências Farmacêuticas – USP Toxikon Assessoria.

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1 Tópicos selecionados de Toxicologia Ocupacional Professor Doutor Henrique Vicente Della Rosa Faculdade de Ciências Farmacêuticas – USP Toxikon Assessoria Toxicológica

2 Tópicos selecionados de Toxicologia Ocupacional Princípios gerais de Toxicologia Ocupacional A importância da Toxicologia no dia a dia do Médico do Trabalho: exemplos práticos

3 Princípios gerais de Toxicologia Relação dose/respostaRelação dose/resposta Fatores que influenciam na toxicidadeFatores que influenciam na toxicidade ToxicocinéticaToxicocinética Toxicologia dos metais: Pb; Hg; Cd; As.Toxicologia dos metais: Pb; Hg; Cd; As. Toxicidade dos solventesToxicidade dos solventes Gases e vapores irritantes e asfixiantesGases e vapores irritantes e asfixiantes AgrotóxicosAgrotóxicos

4 Introdução O corpo humano possui sistemas naturais de defesa que ajudam a proteger contras muitos riscos ambientais e ocupacionais.O corpo humano possui sistemas naturais de defesa que ajudam a proteger contras muitos riscos ambientais e ocupacionais. Esses sistemas de defesa ajudam também o organismo a curar-se quando sofre um dano e/ou fica doente.Esses sistemas de defesa ajudam também o organismo a curar-se quando sofre um dano e/ou fica doente. Os riscos ocupacionais podem ser por bactérias; vírus; substâncias químicas (material particulado, líquidos, gases, vapores); ruído, temperatura, procedimentos de trabalho (fatores anti- ergonômicos)Os riscos ocupacionais podem ser por bactérias; vírus; substâncias químicas (material particulado, líquidos, gases, vapores); ruído, temperatura, procedimentos de trabalho (fatores anti- ergonômicos) Os trabalhadores podem estar expostos a esses riscos que podem debilitar seus sistemas de defesa do organismo.

5 Riscos ocupacionais: Substâncias químicas Material particulado Material particulado Líquidos Líquidos Gases Gases Vapores Vapores

6 Principais vias de introdução Respiratória Respiratória Pele Pele Oral digestiva Oral digestiva

7 Absorção Através da Pele A pele constitui-se numa importante camada protetora do organismo. Mas....

8 Não protege sempre contra os riscos presentes no ambiente de trabalho porque as substâncias químicas podem ser absorvidas diretamente pelo organismo através da pele saudável.Não protege sempre contra os riscos presentes no ambiente de trabalho porque as substâncias químicas podem ser absorvidas diretamente pelo organismo através da pele saudável. Uma vez absorvidas, as substâncias químicas através da circulação são transportadas para os órgãos alvo produzindo efeitos nocivos.Uma vez absorvidas, as substâncias químicas através da circulação são transportadas para os órgãos alvo produzindo efeitos nocivos.

9 Pele Vários materiais ou situações no ambiente de trabalho podem causar moléstias ou lesões.Vários materiais ou situações no ambiente de trabalho podem causar moléstias ou lesões. O trabalho mecânico em que realiza fricções, pressão e outras formas de força (p. ex., trabalhadores que utilizam rebitadeiras, retiram lascas, verrumas e martelos) podem produzir calos, bolhas, lesões nos nervos, cortes, etc.O trabalho mecânico em que realiza fricções, pressão e outras formas de força (p. ex., trabalhadores que utilizam rebitadeiras, retiram lascas, verrumas e martelos) podem produzir calos, bolhas, lesões nos nervos, cortes, etc.

10 Pele As centenas de novas substâncias químicas que ingressam nos ambientes de trabalho a cada ano, algumas delas podem ocasionar irritação da pele e reações alérgicas da derme.As centenas de novas substâncias químicas que ingressam nos ambientes de trabalho a cada ano, algumas delas podem ocasionar irritação da pele e reações alérgicas da derme. Algumas substâncias tais como ácidos e álcalis fortes provocarão lesões na pele quase imediatamente.Algumas substâncias tais como ácidos e álcalis fortes provocarão lesões na pele quase imediatamente. Outras como ácidos e álcalis diluídos e solventes em geral, provocarão efeitos na pele só se houver contacto da pele com a substância química durante vários dias.Outras como ácidos e álcalis diluídos e solventes em geral, provocarão efeitos na pele só se houver contacto da pele com a substância química durante vários dias.

11 Quais substâncias pode podem danificar a pele? Todas as formas de petróleo, entre elas o diesel, lubrificantes, combustíveis, solventes, diluentes e desengraxantes, (parafina, tricloroetileno, e os produtos derivados do petróleo);Todas as formas de petróleo, entre elas o diesel, lubrificantes, combustíveis, solventes, diluentes e desengraxantes, (parafina, tricloroetileno, e os produtos derivados do petróleo); Produtos do alcatrão da hulha, compreendidos os fenóis e os cresóis.Produtos do alcatrão da hulha, compreendidos os fenóis e os cresóis. Algumas substâncias podem tornar a pele enrijecida, após a formação de bolhas ou produzir escamas isto é, dermatites.Algumas substâncias podem tornar a pele enrijecida, após a formação de bolhas ou produzir escamas isto é, dermatites.

12 Dermatites: sintomatologia Habitualmente os sintomas somente aparecem quando a substância química entra em contacto com a pele e desaparecem quando o trabalhador deixa de estar em contacto com a mesma.

13 Algumas substâncias químicas que causam dermatites de contacto Formaldeído.Formaldeído. Compostos de níquel.Compostos de níquel. Resinas epóxi e catalisadores utilizados na fabricação de produtos plásticos.Resinas epóxi e catalisadores utilizados na fabricação de produtos plásticos. Agentes germicidas que levam o sabão e outros produtos de limpeza, em particular o hexaclorofeno, bitionol e as salicilanilidas halogenadas.Agentes germicidas que levam o sabão e outros produtos de limpeza, em particular o hexaclorofeno, bitionol e as salicilanilidas halogenadas. Cromatos.Cromatos.

14 Sistema Respiratório O sistema respiratório dispõe de mecanismos muito eficazes para filtrar os poluentes normais que ocorrem no ar.O sistema respiratório dispõe de mecanismos muito eficazes para filtrar os poluentes normais que ocorrem no ar. Os sistemas de filtração do nariz (pelos) e do trato respiratório superior (mucosa, cílios vibráteis) impedem que grandes partículas penetrem no organismo e atinjam os pulmões produzindo efeitos adversos à saúde.Os sistemas de filtração do nariz (pelos) e do trato respiratório superior (mucosa, cílios vibráteis) impedem que grandes partículas penetrem no organismo e atinjam os pulmões produzindo efeitos adversos à saúde.

15 Em geral filtra as partículas de pós de diâmetros grandes, entre as quais as fibras.Em geral filtra as partículas de pós de diâmetros grandes, entre as quais as fibras. É muito difícil eliminar as partículas de diâmetros pequenos que pode atingir partes mais profundas dos pulmões e ocasionar graves problemas respiratórios locais.É muito difícil eliminar as partículas de diâmetros pequenos que pode atingir partes mais profundas dos pulmões e ocasionar graves problemas respiratórios locais. Quando os pulmões estão expostos a concentrações elevadas de pós, vapores, fumos do cigarro, poluentes da atmosfera, os mecanismos de filtração podem ficar sobrecarregados e sofrer um dano.Quando os pulmões estão expostos a concentrações elevadas de pós, vapores, fumos do cigarro, poluentes da atmosfera, os mecanismos de filtração podem ficar sobrecarregados e sofrer um dano. Sistema Respiratório

16 Uma vez sofrido o dano é provável que se desenvolvam nos pulmões, diferentes bactérias,vírus etc, provocando pneumonias.Uma vez sofrido o dano é provável que se desenvolvam nos pulmões, diferentes bactérias,vírus etc, provocando pneumonias. Tarefas em locais cheios de pós (mineiros de bauxita e carvão; engenhos de açúcar; de amianto; indústria química; indústria farmacêutica, etc) maior possibilidade de contrair doenças respiratórias que outros trabalhadores em outras atividades.Tarefas em locais cheios de pós (mineiros de bauxita e carvão; engenhos de açúcar; de amianto; indústria química; indústria farmacêutica, etc) maior possibilidade de contrair doenças respiratórias que outros trabalhadores em outras atividades. Sistema Respiratório

17 Mineiros de bauxitaMineiros de bauxita Mineiros de carvãoMineiros de carvão Engenhos de açúcarEngenhos de açúcar AmiantoAmianto Indústria químicaIndústria química Indústria farmacêutica, etcIndústria farmacêutica, etc Maior possibilidade de contrair doenças respiratórias que outros trabalhadores em outras atividades. Sistema Respiratório

18 Gases e vapores IrritantesIrritantes o Primários o Secundários AsfixiantesAsfixiantes o Simples o Sistêmicos

19 Os gases e vapores podem também penetrar no organismo através do sistema respiratório.Os gases e vapores podem também penetrar no organismo através do sistema respiratório. Efeitos locais no trato respiratório superior e nos pulmões e, outras serão absorvidos passando para a corrente sangüínea e provocar efeitos adversos nos órgãos alvo.Efeitos locais no trato respiratório superior e nos pulmões e, outras serão absorvidos passando para a corrente sangüínea e provocar efeitos adversos nos órgãos alvo.______________________ Amônia – irritante respiratório. Gás sulfídrico – irritante e depressor do SNC.

20 O organismo dispõe de vários mecanismos que podem emitir sinais de alarme quando ocorrem riscos: Odor Odor Tosse Tosse Irritação no nariz Irritação no nariz Estes sinais de advertência apenas dirão que há um provável risco. Todavia muitas substâncias químicas não apresentam odor e assim não podemos identificar.

21 Outras substâncias químicas só apresentam odor quando se apresentam em concentrações muito acima dos níveis de segurança e já podem estar provocando danos à saúde.Outras substâncias químicas só apresentam odor quando se apresentam em concentrações muito acima dos níveis de segurança e já podem estar provocando danos à saúde. Alternativamente, outras não apresentam odor após determinado tempo próximo a elas, pois o nariz se habitua com o seu odor (adaptação).Alternativamente, outras não apresentam odor após determinado tempo próximo a elas, pois o nariz se habitua com o seu odor (adaptação). Dessa forma o olfato nem sempre é um sinal de alarme confiável.Dessa forma o olfato nem sempre é um sinal de alarme confiável.

22 Aspectos Toxicológicos dos Solventes Orgânicos

23 O que é um Solvente? De interesse para a Toxicologia Ocupacional: LiquidoLiquido Compostos OrgânicosCompostos Orgânicos Dissolve outros compostos orgânicosDissolve outros compostos orgânicos LipofílicosLipofílicos Habitualmente volátilHabitualmente volátil Alguns compostos em outros contextosAlguns compostos em outros contextos

24 Usos Como Solvente DissoluçãoDissolução ExtraçãoExtração DesengraxamentoDesengraxamento Tintas, corantes, pinturas, coberturasTintas, corantes, pinturas, coberturas Diluição, dispersanteDiluição, dispersante Limpeza a secoLimpeza a seco Como algo mais Combustíveis Combustíveis Alimentos Alimentos Drogas de abuso Drogas de abuso Bebidas Bebidas Anticongelante Anticongelante Explosivos Explosivos Poluentes Poluentes

25 Classes Químicas dos Solventes (1) Hidrocarb. AlifáticosHidrocarb. Alifáticos Hidrocarb. CíclicosHidrocarb. Cíclicos Hidrocarb. AromáticosHidrocarb. Aromáticos CetonasCetonas AldeídosAldeídos ÁlcooisÁlcoois ÉteresÉteres ÉsteresÉsteres Gasolina Gasolina Ciclohexano Ciclohexano Benzeno, tolueno Benzeno, tolueno Ciclohexanona, acetona Ciclohexanona, acetona Acetaldeído Acetaldeído Etanol, metanol Etanol, metanol Éteres Glicólicos Éteres Glicólicos Acetato de Etila Acetato de Etila

26 Classes Químicas dos Solventes (2) Hidrocarbonetos NitroHidrocarbonetos Nitro Alcanos HalogenadosAlcanos Halogenados Alcenos HalogenadosAlcenos Halogenados MisturasMisturas Etilnitrato, TNTEtilnitrato, TNT 1,1,1-tricloretano,1,1,1-tricloretano, tetracloreto de carbono,tetracloreto de carbono, clorofórmioclorofórmio Tricloretileno,Tricloretileno, Cloreto de vinilaCloreto de vinila Querosene,Querosene, white spiritwhite spirit

27 Toxicocinética dos Solventes (A) Absorção rápida Via inalatória (solventes voláteis, por difusão)Via inalatória (solventes voláteis, por difusão) Via cutâneaVia cutânea Ingestão (incomum)Ingestão (incomum) Distribuição De acordo com o teor de lipídeos e vascularidadeDe acordo com o teor de lipídeos e vascularidade Tecidos:adiposo e os ricos em lipídeos (são depósitos para armazenamento)Tecidos:adiposo e os ricos em lipídeos (são depósitos para armazenamento)

28 Toxicocinética dos Solventes (B) MetabolismoMetabolismo Geralmente hepático, pelo sistema MFOGeralmente hepático, pelo sistema MFO Bioativação de alguns para metabólitos tóxicosBioativação de alguns para metabólitos tóxicos ExcreçãoExcreção urina, produtos conjugadosurina, produtos conjugados fezes, produtos conjugadosfezes, produtos conjugados ar expirado, solventes voláteisar expirado, solventes voláteis MFO = função oxidase mista

29 Características comuns na Toxicidade dos Solventes Efeitos dérmicos locais devido a extração dos lipídeos da dermeEfeitos dérmicos locais devido a extração dos lipídeos da derme Efeito depressor do SNCEfeito depressor do SNC Efeitos NeurotóxicosEfeitos Neurotóxicos Efeitos HepatotóxicosEfeitos Hepatotóxicos Efeitos NefrotóxicosEfeitos Nefrotóxicos Risco variável de câncerRisco variável de câncer

30 Efeitos Hepáticos dos Solventes (1) Hepatite química, com transaminases indicando dano hepatocelularHepatite química, com transaminases indicando dano hepatocelular Esteatose (fígado gorduroso), ocasionalmente progredindo para necrose hepáticaEsteatose (fígado gorduroso), ocasionalmente progredindo para necrose hepática Possível cirrose (na recuperação)Possível cirrose (na recuperação) Metabolismo reduzido de outros xenobióticosMetabolismo reduzido de outros xenobióticos

31 Efeitos Hepáticos dos Solventes (2) Mecanismos da hepatotoxicidadeMecanismos da hepatotoxicidade desalogenação desalogenação formação de radicais livres formação de radicais livres Hidrocarbonetos Halogenados têm maior toxicidadeHidrocarbonetos Halogenados têm maior toxicidade tetracloreto de carbono, clorofórmiotetracloreto de carbono, clorofórmio 1,1,1-tricloretano, tricloretileno1,1,1-tricloretano, tricloretileno Hidrocarbonetos não halogenados

32 Toxicidade Renal dos Solventes Necrose tubular agudaNecrose tubular aguda Exposição aguda severaExposição aguda severa Hidrocarbonetos halogenados, glicóis, tolueno, destilados do petróleoHidrocarbonetos halogenados, glicóis, tolueno, destilados do petróleo GlomérulonefriteGlomérulonefrite crônica, exposição crônicacrônica, exposição crônica a gasolina está implicadaa gasolina está implicada

33 Neurotoxicidade Central Aguda Atividade como um anestésico geral ou por uma inibição seletiva NarcoseNarcose EuforiaEuforia Agitação (desinibição)Agitação (desinibição) Incoordenação motora, ataxia, disartriaIncoordenação motora, ataxia, disartria

34 Neurotoxicidade Central Crônica Controversa, difícil atribuir Síndrome dos Pintores DepressãoDepressão Desempenho psicomotor retardadoDesempenho psicomotor retardado Alteração da personalidadeAlteração da personalidade Diminuição da memória recenteDiminuição da memória recente Bateria de Testes Neurocomportamentais da WHO

35 Problemas na Avaliação da Neurotoxicidade dos Solventes Definição de casos não especificaDefinição de casos não especifica Índice de prevalência na reproduçãoÍndice de prevalência na reprodução Variabilidade nos testes neurocomportamentaisVariabilidade nos testes neurocomportamentais Exames fisiológicos não específicosExames fisiológicos não específicos Confundida com etanol, trauma, outros fatoresConfundida com etanol, trauma, outros fatores Exposições mistasExposições mistas

36 Neurotoxicidade Periférica e Solventes Neuropatia axonal distal NPSolventes conhecidos especificos ou suspeitos de causar NP: n-hexano, metil-n-butil cetona, dissulfeto de carbono (conhecidos) estireno, tetracloretileno (suspeitos) Apresentam-se inicialmente nas baixas extremidade

37 Neurotoxicidade Periférica e Solventes Parestesias sensoriais precocesParestesias sensoriais precoces DormênciaDormência Perda da capacidade de receber estímulos dos músculos e tendões (posteriormente). Ex: reflexos no tendão de Aquiles, vibração.Perda da capacidade de receber estímulos dos músculos e tendões (posteriormente). Ex: reflexos no tendão de Aquiles, vibração. Efeitos motoresEfeitos motores Fraqueza motoraFraqueza motora Atrofia de nervosAtrofia de nervos

38 Neurotoxicidade Periférica e os Solventes Eletrofisiologia Padrão de inervaçãoPadrão de inervação Condução nervosa lentaCondução nervosa lenta Diagnostico diferencial Outros agentes tóxicos (etanol - induz neuropatia)Outros agentes tóxicos (etanol - induz neuropatia) Mecânica (compressão) - traumaMecânica (compressão) - trauma Deficiências nutricionais, metabólicas, hereditárias (proteínas loucas)*Deficiências nutricionais, metabólicas, hereditárias (proteínas loucas)* Desmielinização, proteínas pré-neoplásicas (SSxs)Desmielinização, proteínas pré-neoplásicas (SSxs) * SSxs madprotein

39 Neurotoxicidade Periférica (produto Hexanodiona) Síndrome clássica em Medicina do Trabalho Reconhecida em 1964 no Japão (manufat. sandal.)Reconhecida em 1964 no Japão (manufat. sandal.) Mais tarde: prevalente Inicio rápido (meses)Inicio rápido (meses) MEK poderia potenciarMEK poderia potenciar Controle pela substituiçãoControle pela substituição Mecanismos comuns do n-Hexano e da MnBK* Ambos metabolizados a 2,5-hexanodiona Ambos metabolizados a 2,5-hexanodiona Maciça morte axonal Maciça morte axonal Desenervação Desenervação Degeneração distal do axônio Degeneração distal do axônio Tri-o-cresil fosfato Tri-o-cresil fosfato MnBK – metil n butil cetonaMnBK – metil n butil cetona MEK – metil etil cetonaMEK – metil etil cetona

40 Toxicologia Geral dos Solventes Halogenados Alifáticos Severa hepatotoxicidade (CCl 4 - CHCl 3 )Severa hepatotoxicidade (CCl 4 - CHCl 3 ) NefrotoxicidadeNefrotoxicidade Arritmias CardíacasArritmias Cardíacas CarcinogenicidadeCarcinogenicidade alcanos: polihaletos, cloretos alcanos: polihaletos, cloretos alcenos: monohaletos, cloretos alcenos: monohaletos, cloretos

41 Toxicologia especifica dos Solventes Alifáticos GasolinaGasolina Glomérulonefrite (?)Glomérulonefrite (?) Aspiração pneumoniteAspiração pneumonite Teor de Pb ?Teor de Pb ? Nitratos alifáticos (inclusive o TNT)Nitratos alifáticos (inclusive o TNT) Metemoglobina Metemoglobina Hipotensão Hipotensão Severa hepatotoxicidade Severa hepatotoxicidade

42 Toxicologia especifica dos Solventes Halogenados Alifáticos Tricloretileno [Ca]Tricloretileno [Ca] Tetracloreto de Carbono, clorofórmio - [Ca]Tetracloreto de Carbono, clorofórmio - [Ca] Severa hepatotoxicidade Severa hepatotoxicidade Diclorometano (cloreto de metileno, CH 2 Cl 2 ) [Ca]Diclorometano (cloreto de metileno, CH 2 Cl 2 ) [Ca] Metabolisado a CO Metabolisado a CO [Ca] : carcinógeno

43 Etanol (1) Etanol é um bom exemplo para os álcooisEtanol é um bom exemplo para os álcoois o acetaldeído (CH 3 CHO) acetato (CH 3 COO - ) Álcool desidrogenaseÁlcool desidrogenase o cinética zero-ordem o inibida pelo disulfiram, metranidazol Catalase (limitada pela H 2 O 2 )Catalase (limitada pela H 2 O 2 ) Induzida pelo MEOSInduzida pelo MEOS

44 Etanol - 2 Efeitos Adversos - numerososEfeitos Adversos - numerosos Intoxicação aguda Intoxicação aguda o Embriaguez o Abuso crônico do álcool (dependência) o Síndrome alcoólica fetal Síndrome de abstinência Síndrome de abstinência o Delerium tremens o Outros sintomas

45 Outros Álcoois Metanol formaldeído CH 2 O (pela AD) acido fórmico CHOO - (pela aldeído desidrogenase) formaldeído CH 2 O (pela AD) acido fórmico CHOO - (pela aldeído desidrogenase) Metabolismo muito lento nos primatas (a partir do formato) Metabolismo muito lento nos primatas (a partir do formato) Toxicidade na retina visual cegueira Toxicidade na retina visual cegueira Retardo da acidose metabólica (não da acidose láctica) Retardo da acidose metabólica (não da acidose láctica) Com indicação de hemodiálise, etanol Com indicação de hemodiálise, etanol Etanol inibe competitivamente a AD Etanol inibe competitivamente a AD

46 Glicóis Etileno glicol (etanodiol) oxalatoEtileno glicol (etanodiol) oxalato oCálculos de oxalato, oNefrotoxicidade, deposição de oxalato no túbulos oHipocalcemia (pela quelação) oAcidose com grande perda de anions oEtanol, hemodiálise Éteres glicólicosÉteres glicólicos oToxicidade reprodutiva

47 Toxicologia específica dos Solventes Aromáticos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno, xileno) - contaminantes comuns do solo e água.BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno, xileno) - contaminantes comuns do solo e água. Tolueno - potente toxicidade no SNC, desordem cognitiva crônicaTolueno - potente toxicidade no SNC, desordem cognitiva crônica Xileno - irritante das membranas mucosas, especialmente a ocular.Xileno - irritante das membranas mucosas, especialmente a ocular.

48 Benzeno C 6 H 6 CAS = PM = 78,1 P.E. = 80°C

49 Benzeno ESPOSIÇÃO OCUPACIONAL Refinarias de petróleo Petroquímicas Coquerias Distribuidores de combustíveis Síntese de outros solventes (estireno, fenol, clorobenzeno) Industria do couro Laboratórios químicos e biológicos ESPOSIÇÃO EXTRA- OCUPACIONAL Fumo do cigarroFumo do cigarro Poluição do tráfego veicularPoluição do tráfego veicular

50 Metabolismo A taxa de biotransformação do benzeno após a exposição ocupacional é superior a 50%.A taxa de biotransformação do benzeno após a exposição ocupacional é superior a 50%. A primeira reação é a conversão a benzeno-epóxido (BE), principal intermediário reativo.A primeira reação é a conversão a benzeno-epóxido (BE), principal intermediário reativo. O BE é sucessivamente biotransformado a metabólitos fenólicos que representam cerca de 30% da dose de benzeno absorvida (fenol - 15%; quinol - 12%; catecol - 2%; 1,2,4-benzenotriol - 2%).O BE é sucessivamente biotransformado a metabólitos fenólicos que representam cerca de 30% da dose de benzeno absorvida (fenol - 15%; quinol - 12%; catecol - 2%; 1,2,4-benzenotriol - 2%).

51 Metabolismo O BE reage com a glutationa e o conjugado (<1%) origina o acido S-Fenilmercaptúrico que é eliminado na urina.O BE reage com a glutationa e o conjugado (<1%) origina o acido S-Fenilmercaptúrico que é eliminado na urina. O anel aromático é quimicamente estável mas cerca de 2% sofre uma abertura para formar um metabólito de estrutura linear, o ac. trans,trans mucônico.O anel aromático é quimicamente estável mas cerca de 2% sofre uma abertura para formar um metabólito de estrutura linear, o ac. trans,trans mucônico.

52 Biotransformação do benzeno

53 Metabolismo: distribuição e eliminação O benzeno é distribuído para varias partes do corpo: sangue, medula óssea, tecido adiposo e fígadoO benzeno é distribuído para varias partes do corpo: sangue, medula óssea, tecido adiposo e fígado É transportado do sangue para os pulmões: eliminadoÉ transportado do sangue para os pulmões: eliminado Cerca de 12% do benzeno absorvido é eliminado inalterado pelos pulmões e 1% pela urinaCerca de 12% do benzeno absorvido é eliminado inalterado pelos pulmões e 1% pela urina A meia-vida do benzeno é estimada em 9 horas, mas estes valores podem alcançar também 24 horas porque o benzeno tende a depositar-se no tecido adiposo de onde é lentamente liberadoA meia-vida do benzeno é estimada em 9 horas, mas estes valores podem alcançar também 24 horas porque o benzeno tende a depositar-se no tecido adiposo de onde é lentamente liberado

54 Toxicidade Intoxicação aguda Os sintomas mais evidentes estão a cargo do SNCOs sintomas mais evidentes estão a cargo do SNC Intoxicação crônica o Efeito tóxico mais relevante esta a cargo do sistema hematopoiético, caracterizado por uma menor produção de eritrócitos, leucócitos e plaquetas pela medula (anemia aplástica e indução de leucemia)

55 Benzeno epóxido fenol catecol, acido t, t- mucônico epóxido fenol catecol, acido t, t- mucônico Carcinógeno não genotóxico (?)Carcinógeno não genotóxico (?) Anemia aplástica, leucemia mielóide agudaAnemia aplástica, leucemia mielóide aguda Muconaldeído, quinonas na medula ósseaMuconaldeído, quinonas na medula óssea

56 Limites de Exposição TLVs/ACGIH (2005) TWA = 0,5 ppm STEL = 2,5 PPM Efeitos críticos (base para o TLV): Câncer MAK/DFG(2005) TRK = Limite de Exposição Técnica

57 Biomarcadores Urina Ác. t,t- mucônico Ác.S-fenilmercaptúrico (S-PMA) (S-PMA)Benzeno SangueBenzeno Ar exalado Benzeno

58 Limites Biológicos de Exposição (acido t,t, mucônico) ACGIH/BEI 500 µg/g creat B = basal DFG/EKA ambiental urina (mg/m3)(mg/L) (mg/m3) (mg/L) 2,0 1,6 3,32 6, ,5 7

59 Limites Biológicos de Exposição (ác. fenil mercaptúrico) ACGIH/BEI 25 µg/g creat B B = basal DFG/EKA ambiental urina (mg/m 3 )(µg/g cre) (mg/m 3 ) (µg/g cre) 1,0 0,010 2,0 0,025 3, ,3 0,045 6,5 0, ,180 19,5 0,270

60 Limites Biológicos de Exposição Limites Biológicos de Exposição (Benzeno no sangue) DFG/BTV ambiental sangue (mg/m 3 )(mg/L) (mg/m 3 ) (mg/L) 1 0,9 2 2,4 3 4,4 3,3 5. 6, ACGIH/BEI Não é relacionado BTV – Biological Tolerance Value

61 Valores de referência Acido S-fenilmercaptúrico urinário: < 5 µg/g creat (não fumantes) Acido trans,trans-mucônico urinário: < 0,3 mg/g creat (não fumantes) Benzeno no sangue: < 0,5 µg/L

62 Interferentes Acido S-fenilmercaptúrico urinário O habito de fumar representa um fator aditivo. Acido trans,trans-mucônico urinário O habito de fumar representa um fator aditivo. Metabólito do acido sórbico (aditivo alimentar). Benzeno no sangue O hábito de fumar e contaminação ambiental.

63 TOLUENO (metilbenzeno) C 7 H 8 CAS= CAS = PM = 92,1 P.E. = 111°C

64 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL PetroquímicasPetroquímicas Refinarias de PetróleoRefinarias de PetróleoEXTRA-OCUPACIONAL Produtos de limpezaProdutos de limpeza ColasColas

65 Metabolismo oO tolueno é absorvido através dos pulmões e mais lentamente pela pele oNo organismo é encontrado primeiramente no sangue oEm seguida deposita-se no tecido adiposo o20 % da dose absorvida é eliminado inalterado pelo trato respiratório o80% é biotransformado: os principais metabólitos são o ácido hipúrico, o o-cresol e o ácido benzóico.

66 Toxicidade Exposição aguda Irritação dos vias aéreas superioresIrritação dos vias aéreas superiores Depressão do SNCDepressão do SNC Exposição crônica Intolerância ao álcoolIntolerância ao álcool CefaléiaCefaléia Distúrbios do ritmo sono- vigíliaDistúrbios do ritmo sono- vigília Hepatotoxicidade (hepatomegalia)Hepatotoxicidade (hepatomegalia) NefrotoxicidadeNefrotoxicidade

67 Limites de Exposição ACGIH (2005) TLV-TWA 50 ppm Efeitos críticos (base para o TLV):SNC DFG (2005) MAK 50 ppm 190 mg/m mg/m 3

68 Biomarcadores Urina Acido hipúrico o-cresol Tolueno Sangue Tolueno

69 Limites Biológicos de Exposição (ácido hipúrico urinário) ACGIH/BEI(2005) 1,6 mg/g creatinina Notações: B; Ne B – basal Ne – não especifico DFG/BTV(2005) Não é relatado

70 Limites Biológicos de Exposição (orto-cresol urinário) ACGIH/BEI(2005) 0,5 mg/L Notações: B B – basal DFG/BTV(2005) 3,0 mg/L

71 Limites Biológicos de Exposição (tolueno no sangue) ACGIH/BEI(2005) 0,5 mg/L Notações: nenhuma DFG/BTV(2005) Não relatado

72 Valores de Referência ácido hipúrico urinário1,5 g/g creat o-cresol urinário µg/L. tolueno no sangue < 0,6 µg/L. tolueno urinario< 1 µg/L

73 Interferentes Ácido hipúrico urinário A ingestão de álcool inibe a biotransformação do tolueno ao ácido hipúrico o-cresol urinário Exposição ao fumo do cigarro; co-exposição com outros solventes Tolueno no sangue: não conhecido Tolueno urinario: não conhecido

74 XILENOS (dimetilbenzeno) C 8 H 10 CAS = o = m = p = PM = 106,2 P.E. = o-=144°C m-=139°C p-=137°C

75 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL Industria de solventes (freqüentemente em combinação com tolueno),Industria de solventes (freqüentemente em combinação com tolueno), Resinas sintéticasResinas sintéticas PlastificantesPlastificantes BorrachaBorracha Preparações farmacêuticas (vitaminas),Preparações farmacêuticas (vitaminas), Laboratórios de anatomia patológicaLaboratórios de anatomia patológicaEXTRA-OCUPACIONAL Gás de descarga da gasolina verde Gás de descarga da gasolina verde Fumo do cigarro, Fumo do cigarro, Diluentes Diluentes

76 METABOLISMO oAs principais vias de absorção: trato respiratório e a pele oNo organismo: reações semelhantes ao metabolismo do tolueno oOxidação de um grupo metílico formando o ácido metilbenzóico oÁcido metilbenzóico conjuga com a glicina acido metilhipúrico excretado na urina (95% da dose absorvida) oPequena parte é excretada como xilenol

77 Toxicidade Toxicidade aguda 460 ppm: irritação 460 ppm: irritação olhosolhos pele (dermatite).pele (dermatite). Toxicidade crônica: Exposição prolongada aos vapores: ConjuntiviteConjuntivite Irritação da pele e cavidade nasalIrritação da pele e cavidade nasal SNC: inicialmente excitação e depois depressãoSNC: inicialmente excitação e depois depressão.

78 Biomarcadores ácidos metilhipúrico urinários xilenos no sangue xilenos na urina

79 Limites de Exposição ACGIH - TLVs TWA 100 ppm TLV-STEL/C 150 ppm Em concentrações superiores podem ocorrer distúrbios da visão, depressão do SNC, confusão e coma. Efeitos críticos (base para o TLV): IrritaçãoDFG MAK 100 ppm

80 Limites Biológicos de Exposição () Limites Biológicos de Exposição ( ácidos metilhipúrico urinários ) ACGIH/BEI 1,5 g/g creat DFG/BTV 2000 mg/L

81 Limites Biológicos de Exposição () Limites Biológicos de Exposição (xilenos no sangue) ACGIH/BEI Não relatado DFG/BTV 1,5 mg/L

82 Valores de Referência Ac. Metilhipúricos urinários: < 1 mg/L Xilenos no Sangue: < 3 µg/L Interferentes Não conhecidos

83 n-HEXANO C 6 H 14 CAS = PM = 86,2 P.E. = 69°C P.F. = -95°C

84 Exposição OCUPACIONAL Industria de calçados (solvente de cola)Industria de calçados (solvente de cola) Usado em laboratório como agente de extração na determinação do índice de refração dos minerais.Usado em laboratório como agente de extração na determinação do índice de refração dos minerais.EXTRA-OCUPACIONAL No passado era utilizado em vernizes,colas e solventes.

85 METABOLISMO Absorção: Sistema respiratório Sistema respiratório Pele PeleAcumulação Tecido adiposo. Tecido adiposo.

86 METABOLISMO Metabólitos do n-hexano: 2-hexanol 2,5-hexanodiol + 2-hexanona 5-hidroxi-2-hexanona 2,5-hexanodiona + 4,5-dihidroxi-2-hexanona 4-hidroxi-2,5- hexanodiona.

87 METABOLISMO Principal via de excreção: hexano inalterado pulmonar ar exaladoPrincipal via de excreção: hexano inalterado pulmonar ar exalado Principal via de excreção dos metabólitos: urinariaPrincipal via de excreção dos metabólitos: urinaria

88 TOXICIDADE A exposição elevada ao hexano produz um efeito narcóticoA exposição elevada ao hexano produz um efeito narcótico A exposição as concentrações ocupacionais: podem causar neuropatias periféricasA exposição as concentrações ocupacionais: podem causar neuropatias periféricas Efeito neurotóxico: aumentado por uma exposição simultânea a metil etil cetona (MEK)Efeito neurotóxico: aumentado por uma exposição simultânea a metil etil cetona (MEK)

89 Limites de Exposição ACGIH TLV-TWA 50 ppm Efeitos críticos (base para o TLV): o SNC o Irritação DFG BAT 180mg/m 3

90 Biomarcadores 2,5-hexanodiona urinária

91 Interferentes Consumo de álcool, variações metabólicas de origem genéticaConsumo de álcool, variações metabólicas de origem genética A metil-n-butilcetona tem entre seus metabólitos também a 2,5-hexanodionaA metil-n-butilcetona tem entre seus metabólitos também a 2,5-hexanodiona n-hexano urinário: não encontradon-hexano urinário: não encontrado

92 Limites Biológicos de Exposição ACGIH/BEI (2005) 2,5-hexanodiona urinária 5 mg/g creat Notações: oNe oSq DFG/BTV(2005) 2,5-hexanodiona + 4,5- dihidroxi-2-hexanona 5 mg/L

93 Valores de Referência 2,5-hexanodiona: < 0,5 mg/g creat.

94 Aspectos toxicológicos do As, Cd, Pb e Hg

95 Arsênico CAS = PA = 75 P.E. = 613°C

96 Arsênico Exposição Ocupacional Industria siderúrgicaIndustria siderúrgica Do vidroDo vidro Da cerâmicaDa cerâmica Preparação de fármacosPreparação de fármacos Preparação de corantes Exposição extra-ocupacional Consumo de frutos do mar com a arsenobetaína (não tóxica) Consumo de frutos do mar com a arsenobetaína (não tóxica) Traços no ar urbano Traços no ar urbano Na água (variações geográficas) Na água (variações geográficas) Fumo do cigarro. Fumo do cigarro.

97 Metabolismo oO As é absorvido pela via inalatória (a mais importante no âmbito ocupacional) e a gastrintestinal. oNo organismo se acumula sobretudo na pele e anexos, pulmões, fígado, rins e músculos. oAs tende a se ligar aos grupos SH presentes nas proteínas oAs3+ pode ser oxidado a As5+ mas pode também ser metilado seja para acido monometilarsônico (MMA) como dimetilarsínico (DMA). oA principal via de excreção do As inorgânico e de seus metabólitos metilados é a urinaria. oNa urina é encontrado cerca de 20% do As inalterado, 20% de MMA e 60% de DMA, nas exposições a baixas doses de As inorgânico.

98 Toxicidade Intoxicação aguda Casos de suicídio e homicídio Sintomas: oGastrintestinais oCardíaco oVascular Provoca a morte entre minutos. Intoxicação crônica Ocorre em ambientes de trabalho com exposições em baixas doses Sintomas: o Fadiga o Problemas gastrintestinais o Melanodermia o Hiperqueratose o Hepatomegalia que pode evoluir para uma cirrose o Neoplasias pulmonar, hepática e cutânea.

99 Limites de Exposição ACGIH-TLV TWA 0,01 TWA 0,01 mg/m 3 Trióxido de As, Pentóxido de As Acido arsenioso Acido arsênico Arseniato de chumbo Arseniato de cálcio DFG TRK 0,1 mg/m 3 TRK 0,1 mg/m 3

100 Limites Biológicos de Exposição ACGIH – BEI oarsênico inorgânico + metabólitos metilados 30 µg/L DFG - BAT (BLV) oarsênico inorgânico + metabólitos metilados 50µg/L 50 µg/L

101 Interferentes Consumo de água potável contaminadaConsumo de água potável contaminada Fumo do cigarroFumo do cigarro Dieta rica em crustáceosDieta rica em crustáceos

102 Valores de Referência Arsênico urinario: 2-25 µg/L

103 Cádmio Cd CAS = PM = 112,41 P.E. = 765°C P.F. = 320,9°C

104 Exposição OCUPACIONAL Industria do zinco Ligas de cádmio com outros metais Baterias níquel-cádmio Ligas de solda manganês- cádmio Pigmentos de tintas Estabilizantes de plásticos EXTRA - OCUPACIONAL oAdubos com fosfato oFumo do cigarro oProximidades de fundições de material não ferroso.

105 Metabolismo Atividade industrial:principal via de absorção é o sistema respiratório. Atividade industrial:principal via de absorção é o sistema respiratório. A dieta diária contem de 30 a 60 µg de cádmio, cuja absorção é de 2-7%, com pico de 20% nos indivíduos com teor de ferro limitado. A dieta diária contem de 30 a 60 µg de cádmio, cuja absorção é de 2-7%, com pico de 20% nos indivíduos com teor de ferro limitado. O Cd embora presente em todos os tecidos, possuem maior afinidade pelo fígado e rim, pela elevada presença, nesses órgãos, da metalotioneína. O Cd embora presente em todos os tecidos, possuem maior afinidade pelo fígado e rim, pela elevada presença, nesses órgãos, da metalotioneína.

106 Metabolismo No sangue o Cd é intra-eritrocitário.No sangue o Cd é intra-eritrocitário. O Cd é eliminado principalmente através da urina e pouco pelas fezes.O Cd é eliminado principalmente através da urina e pouco pelas fezes. Meia- vida biológica Cádmio no sangue é de um a três meses.Cádmio no sangue é de um a três meses. Cd no organismo: meia vida muito longa (10-30 anos).Cd no organismo: meia vida muito longa (10-30 anos).

107 Toxicidade O Cd liga-se a: grupos sulfidrílas das enzimas, grupos carboxílicos, grupos fosfóricos, cisteína, histidina, ácidos nucléicos.O Cd liga-se a: grupos sulfidrílas das enzimas, grupos carboxílicos, grupos fosfóricos, cisteína, histidina, ácidos nucléicos. A intoxicação por via oral: menos grave do que por via respiratória.A intoxicação por via oral: menos grave do que por via respiratória. Via oral:náuseas, vômito e diarréia.Via oral:náuseas, vômito e diarréia.

108 Toxicidade Câimbras, vertigens, dores ósseas.Câimbras, vertigens, dores ósseas. Proteinúria e glicosúria.Proteinúria e glicosúria. Via respiratória:Via respiratória: o Rinorréia o Dispnéia o Dor torácica o Edema pulmonar o Enfisema progressivo (por inibição da antitripsina) o Proteinúria o Anemia hipocrômica.

109 Limites de Exposição TLV ACGIH – TLV TWA - Cd e compostos como Cd 0,01 mg/m 3 Efeitos críticos (base para o TLV): RinsDFG Cd e compostos inorgânicos Não são relatados limites

110 Biomarcadores Cádmio urinário Interferências: Hábito de fumar, idade, alimentação. Cádmio no sangue Interferências: Hábito de fumar, idade, alimentação.

111 Biomarcadores ACGIH - BEI Cádmio urinário 5 µg/g creatB 5 µg/g creat B ACGIH – BEI Cádmio no sangue 5 µg/L B B - basal B - basal

112 Valores de Referência Cádmio urinário: 0,1 - 4 µg/L Cádmio no Sangue: 0,1 - 3 µg/L

113 Mercúrio Hg CAS = PA = 200,6 P.E. = 356,7°C P.F. = -38,8°C

114 Exposição OCUPACIONAL Preparações de amalgamas dentários Preparações de amalgamas dentários Lâmpadas Lâmpadas produção de aparelhos científicos de precisão (termômetros, barômetros, manômetros) produção de aparelhos científicos de precisão (termômetros, barômetros, manômetros) Plantas de produção de cloro-soda. Plantas de produção de cloro-soda.EXTRA-OCUPACIONAL o Água potável o Peixes

115 Metabolismo Na natureza: mercúrio elementar (Hg 0 ), mercúrio inorgânico (Hg2+) e mercúrio orgânico.Na natureza: mercúrio elementar (Hg 0 ), mercúrio inorgânico (Hg2+) e mercúrio orgânico. O mercúrio inorgânico (Hgi): liberado na água pelas industrias; pode ser convertido a metilmercúrio pela flora bacteriana e sucessivamente concentrado em peixes, que representam a principal fonte de exposição para os indivíduos não expostos ocupacionalmente.O mercúrio inorgânico (Hgi): liberado na água pelas industrias; pode ser convertido a metilmercúrio pela flora bacteriana e sucessivamente concentrado em peixes, que representam a principal fonte de exposição para os indivíduos não expostos ocupacionalmente.

116 Metabolismo No âmbito ocupacional o mercúrio é absorvido principalmente por inalação ou através da pele.No âmbito ocupacional o mercúrio é absorvido principalmente por inalação ou através da pele. O Hg 0 é eliminado nas fezes, na urina, no ar expirado e na salivaO Hg 0 é eliminado nas fezes, na urina, no ar expirado e na saliva O Hg 0 atravessa a barreira hemato-encefálica e se acumula no SNC.O Hg 0 atravessa a barreira hemato-encefálica e se acumula no SNC.

117 Metabolismo O Hg 2+ desnatura as proteínas do trato gastrintestinal com efeitos corrosivos.O Hg 2+ desnatura as proteínas do trato gastrintestinal com efeitos corrosivos. Pode causar necrose do túbulo renal.Pode causar necrose do túbulo renal. Em mineiros expostos simultaneamente ao mercúrio e selênio: observado um menor efeito neurotóxico.Em mineiros expostos simultaneamente ao mercúrio e selênio: observado um menor efeito neurotóxico. Possível formação do complexo Hg-Se efeito protetor (?)

118 Metabolismo O mercúrio orgânico, em particular o metilmercúrio, é distribuído ao SNC, fígado, e rim.O mercúrio orgânico, em particular o metilmercúrio, é distribuído ao SNC, fígado, e rim. Nas mulheres grávidas atravessa a placenta produzindo um efeito teratogênico.Nas mulheres grávidas atravessa a placenta produzindo um efeito teratogênico.

119 Limites de Exposição ACGIH - TLV Formas inorgânicas incluindo o Hg 0 TWA = 0,025 mg/m 3 Efeitos críticos (base para o TLV): SNC; rins; sistema reprodutivo DFG Mercúrio metálico e compostos inorgânicos como mercúrio MAK = 0,1 mg/m 3

120 Biomarcadores Exposição ao Hg elementar e inorgânico Mercúrio Total Inorgânico Urinário Mercúrio Total Inorgânico no Sangue

121 Limites Biológicos de Exposição Limites Biológicos de Exposição (Mercúrio total inorgânico urinário) ACGIH BEI 35 µg/g creat B DFG BAT100 µg/L BAT 100 µg/L

122 Limites Biológicos de Exposição (Mercúrio total inorgânico no sangue) ACGIH/BEI(2005) 15 µg/L B DFG/BAT(2005) Não é relatado

123 Valores de Referência Mercúrio urinário: < 7 µg/L. Interferência: Consumo de peixes. Mercúrio no sangue: < 5 µg/L. Interferência: Consumo de peixes.

124 Chumbo Pb CAS = PA = 207 P.E. = 1740°C P.F. = 327,5°C

125 Exposição OCUPACIONAL Produção de bateriasProdução de baterias CorantesCorantes Ligas metálicasLigas metálicasEXTRA-OCUPACIONAL oPresente em tintas a base de chumbo oDescargas industriais oAlimento contaminado

126 Exposição Dimensões das partículas desempenham um papel muito importante na absorção (1µm) através do trato respiratório

127 Metabolismo oPartículas de maiores dimensões são retidas no trato respiratório e as que são removidas podem ser em parte deglutidas oOutra via de absorção é o trato gastrintestinal e a pele oUma vez absorvido o Pb é distribuído no plasma, fluidos extracelulares, atravessa a barreira hemato-encefálica oAcumula-se nos tecidos moles e no esqueleto

128 Metabolismo Mais de 95% do Pb no sangue está nas hemácias ligado a hemoglobina e outras substanciasMais de 95% do Pb no sangue está nas hemácias ligado a hemoglobina e outras substancias A excreção do Pb ocorre pela urina e fezesA excreção do Pb ocorre pela urina e fezes

129 Biossíntese do HEME oGlicina + Succinil CoA ALA SINTETASE ALA Porfobilinogênio Uroporfobilinogênio oGlicina + Succinil CoA ALA SINTETASE ALA Porfobilinogênio Uroporfobilinogênio oCoproporfirinogênio Protoporfirina + Ferro Ferro Quelatase HEME. oProvoca um aumento da protoporfirina, porque estimula a protoporfirina sintetase e inibe a ferro quelatase

130 Toxicidade Intoxicação aguda Não é observada naNão é observada na industriaindustria Ingestão acidental de compostos de PbIngestão acidental de compostos de Pb Intoxicação crônica (saturnismo) Pb atua nos níveis: Pb atua nos níveis: o Gastrintestinal o SNC o Rins o Tecido muscular o Anemia normocítica o Encefalopatia o Aminoacidúria o Coproporfirinúria

131 Toxicidade A toxicidade do Pb deve-se a sua afinidade pelas membranas celulares das mitocôndriasA toxicidade do Pb deve-se a sua afinidade pelas membranas celulares das mitocôndrias Uma indicação evidente de uma futura intoxicação é o aumento das porfirinas no sangue e na urinaUma indicação evidente de uma futura intoxicação é o aumento das porfirinas no sangue e na urina Entre os sintomas estão o aparecimento da orla gengival e a cólica saturnínicaEntre os sintomas estão o aparecimento da orla gengival e a cólica saturnínica

132 Principais inibições enzimáticas O Pb liga-se com grupos sulfidrílas de diversas enzimas As mais importantes são: Acido -aminolevulínico desidratase (-ALA-D)Acido -aminolevulínico desidratase (-ALA-D) Ferro quelatase.Ferro quelatase.

133 Limites de Exposição EUA ACGIH TLV-TWA 0,05 mg/m 3 Efeitos críticos (base para o TLV): SNC; sangue; rins; sistema reprodutivoALEMANHA DFG - MAK DFG - MAK 0,1 mg/m 3 ITÁLIA - (D.Lgs ) 0,15 mg/m 3

134 Limites Biológicos de Exposição Chumbo no sangue ACGIH - BEI* 30 µg/100 ml * Mulheres em idade fértil cujo Pb-S > 10 µg/100 ml: risco de gerar crianças com Pb-S > 10 µg/100 ml déficit cognitivo DFG/BAT 400 µg/L 300 µg/L (em mulheres< 45 anos) Itália 60 µg/100 mL 40 µg/100 mL (mulheres em idade fértil) PCMSO PCMSO - Brasil 60 µg/100 mL

135 Valores de Referência Chumbo no sangue: µg/L (de acordo com a zona geográfica)

136 Interferências IdadeIdade Fumo do cigarroFumo do cigarro Amostras sensíveis a contaminaçãoAmostras sensíveis a contaminação

137 Biomonitoramento: Introdução oTrata-se de uma metodologia de fundamental importância, atualmente de ampla aplicação pratica seja nas investigações transversais seja nas longitudinais, pois permite avaliar o andamento das exposições no tempo. oO biomonitoramento é também importante na pesquisa, particularmente nos estudos epidemiológicos. oEm tais investigações o valor dos biomarcadores fornece uma informação sobre a exposição e prognosticar um eventual desenvolvimento no tempo, de efeitos adversos a saúde dos expostos.

138 Conceitos BIOMONITORAMENTO: consiste na determinação de biomarcadores de exposição e biomarcadores de efeitos, nos indivíduos expostos (tecidos, secreções, ar expirado, metabólitos) aos agentes presentes no ambiente de trabalho, para avaliar a exposição e o risco a saúde comparando com referências apropriadas. MONITORAMENTO AMBIENTAL: consiste na medida, dos agentes químicos presentes na atmosfera do ambiente de trabalho para avaliar a exposição ambiental e o risco a saúde comparando com referências apropriadas.

139 Limites de Exposição Ambientais (DFG) MAKMAK (Máxima Concentração Tolerável): é a máxima concentração de uma substancia química (gás, vapor ou partículas aerodispersas) presente no ambiente de trabalho que não produz efeitos adversos nos trabalhadores expostos durante um período de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. TRK (Limite de Exposição Técnico): TRK (Limite de Exposição Técnico): é o nível mais baixo de concentração que pode ser obtido nas industrias com a tecnologia atual.

140 Limites de Exposição Ambientais Limites de Exposição Ambientais (ACGIH) TLV-TWA TLV-TWA (Valor limite limiar - média ponderada no tempo): concentração media ponderada no tempo (calculada para uma jornada de trabalho convencional de oito horas e/ou 40 horas de trabalho semanal) para as quais se acredita que quase todos os trabalhadores possam estar repetidamente expostos dia após dia sem apresentar efeitos adversos. TLV-STEL TLV-STEL (Valor limite limiar - limite para um breve período (tempo) de exposição): concentração a qual se acredita que os trabalhadores possam estar expostos continuamente por um breve período de tempo sem que surjam irritações, dano crônico ou irreversível nos tecidos e redução do estado de atenção. TLV-C TLV-C (Valor limite limiar - Ceiling): concentração que não deve ser superada durante qualquer momento da exposição da jornada de trabalho.

141 Limites biológico segundo a ACGIH e a DFG BEI (Índice Biológico de Exposição - ACGIH): representa o valor do biomarcador que é possível encontrar em amostras colhidas de trabalhadores saudáveis, expostos aos níveis de concentração do ar da ordem de grandeza do TLV-TWA. o BAT (Nível Biológico Tolerado - DFG): representa a máxima quantidade da substancia química ou de seu metabólito presente nas amostras colhidas dos trabalhadores expostos num período de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. o Os BAT são validados referindo-se aos valores do MAK. o EKA (Limite de Exposição Equivalente para Substancias Cancerígenas - DFG): para as substancias cancerígenas os BATs foram substituídos pelo EKA. Servem para investigar a relação entre a concentração da substancia carcinogênica na atmosfera do ambiente de trabalho e a dos metabólitos presentes no material biológico.

142 Considerações Finais Os LBEs não se destinam a: o Determinar os efeitos nocivos a saúde ou o Diagnosticar uma patologia ocupacional Correspondem a uma avaliação biológica da exposição


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