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Ave Maria, por Dom Eusébio Uma das orações católicas mais populares é a Ave-Maria. Todos rezamos o Terço, por vezes o Rosário inteiro, mas, nem sempre,

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Apresentação em tema: "Ave Maria, por Dom Eusébio Uma das orações católicas mais populares é a Ave-Maria. Todos rezamos o Terço, por vezes o Rosário inteiro, mas, nem sempre,"— Transcrição da apresentação:

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2 Ave Maria, por Dom Eusébio

3 Uma das orações católicas mais populares é a Ave-Maria. Todos rezamos o Terço, por vezes o Rosário inteiro, mas, nem sempre, meditamos sobre o conteúdo desta oração. Por isso, tomei a peito adentrar um pouco sua profundidade. Sabemos que a oração mais importante do Rosário, é o Pai-Nosso, no qual Cristo resume toda a doutrina do Reino de Deus. A seguir, o Glória proclama o mistério trinitário, e a Ave-Maria celebra o centro do Mistério da Encarnação.

4 A saudação angélica consta do Evangelho de Lucas, quando o anjo Gabriel foi enviado à Virgem de Nazaré, chamada Maria. Ela estava, certamente, em oração, e o anjo a saúda: “Alegra-te, Maria”. Esta era uma saudação profética em Israel, dirigida a personalidades ilustres, quando recebiam grandes missões. Alegra-te: é o prenúncio de que estão em jogo grandes coisas por acontecer (cf. Lc 1,21ss).

5 Logo depois, vem assinalado o motivo dessa alegria: “Alegra-te, porque és cheia de graça”. “Cheia de graça” é o título da plenitude: Maria recebera tanta graça quanta era cabível em uma criatura humana. E é nessa plenitude de graça que se radicam os grandes dogmas do culto mariano. Em Maria, evidencia-se a ação plena de Deus, com a colaboração de sua aquiescência humana.

6 O Senhor está contigo”. Esta é outra fórmula usual, que também se encontra no chamado de Deus a Moisés (cf. Ex 3,12), assim como a outras personalidades da Antiga Aliança, que receberam de Deus missões difíceis. E, assim, o anjo Gabriel diz a Maria: “O Senhor está contigo”. E ela se assusta, pergunta e titubeia, não sabe do que se trata. E o anjo continua, dizendo-lhe que ela seria a Mãe do Messias: “Eis que conceberás e darás à um luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.

7 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1,31-33). Não se sabia, então ainda, que o Messias seria Deus. Isto foi revelado somente mais tarde, pelas palavras e pelas obras do próprio Cristo. Diante da saudação e da proposta que lhe são apresentadas, Maria, finalmente, aceita. Não porque já compreendesse tudo, mas porque vem da parte de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

8 Essa disponibilidade era necessária, para que Jesus pudesse entrar na nossa história, reconduzindo-nos ao primogênito plano do amor de Deus. Naquele momento, começa a restauração da humanidade. Isabel completa a saudação do anjo: “Tu és bendita entre todas as mulheres” (Lc 1,42). A introdução do termo “mulheres” foi muito oportuna, acentuando a dignidade feminina, porque as mulheres quase não eram consideradas em Israel. Mas a saudação teve um motivo teológico.

9 Maria ia ser a Mãe do Salvador, o Filho de Deus: “Bendito é o fruto do teu ventre”. Reconhecendo-se como serva, acolhe a grandeza da maternidade, como puro dom de Deus: “porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49), conforme ela cantará no seu Magnificat.

10 Chegamos à segunda parte da Ave-Maria, composta pela Igreja. “Santa Maria, Mãe de Deus”: “santo” significa tudo o que é separado do profano, reservado, escolhido entre todos. Maria foi toda consagrada a Deus, para ser o vaso insigne, que acolheria a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de Deus. Ser sua Mãe é a fonte de todas as glórias de Maria.

11 Ele veio ao mundo com o nome de Jesus, que significa “Deus salva”. Como Verbo de Deus, possui a natureza divina desde sempre. Encarnando, assume a natureza humana, que Maria lhe oferece, como instrumento de colaboração para a Redenção da humanidade, e nunca mais a depõe. Portanto, em sua Pessoa divina há duas naturezas: a divina e a humana. Por isso ela é Mãe de Deus. Esta é uma afirmação dogmática, declarada no ano 431, pelo Concílio de Éfeso, e festejada pelo povo nas ruas daquela cidade.

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13 Além de ser toda santa, pura e imaculada, é, também, a Mãe das misericórdias. Embora nunca tenha experimentado o pecado, como Mãe é capaz de nos entender, nos momentos em que sentimos o peso da nossa miséria. E, nessa hora, é preciso que ela intervenha. “Rogai por nós pecadores”. Então, acrescentamos: “Agora”: “Rogai por nós pecadores, agora...”, significando o único momento que, propriamente, temos, pois o antes já se foi, e o amanhã ainda não veio.

14 “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte”. Nada pode deter aqueles que são chamados ao encontro transcendente. Resta-nos acolher o desígnio divino com serenidade, na certeza de que Maria, ouvindo nosso pedido, estará intercedendo por nós, no momento final e terminal. Procuremos, daqui por diante, rezar bem todas as Ave-Marias, palavra por palavra, invocação por invocação. E Maria, em cada uma, vai estar presente com a sua atuação de Mãe, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

15 Texto – Cardeal Dom Eusébio Oscar Schid – Música – Ave Maria Sarah Birghtman Imagens Google – Formatação – Altair Castro 20/09/2014


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