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António Quintas-Mendes Laboratório de Educação a Distância, Universidade Aberta - www.univ-ab.pt. Gestão do Conhecimento: Produção e Difusão em Universidades.

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2 António Quintas-Mendes Laboratório de Educação a Distância, Universidade Aberta - Gestão do Conhecimento: Produção e Difusão em Universidades Abertas Salvador, 22 de Novembro de 2008

3 Educação a Distância, Educação Aberta Aberta vs Distância Educação Aberta Educação a Distância Educação Aberta e a Distância (EaD – ODL)

4 Características da Educação Aberta - Quem? (requisitos de entrada flexíveis?), - Porquê? (em resposta a necessidades dos aprendentes?), - O quê? Com que resultados? (o estudante pode negociar o conteúdo e participar na avaliação?), - Como? (baseada em recursos disponíveis, estratégias alternativas, modalidades redundantes?), - Onde? (casa, local de trabalho, centro de apoio?), - Quando? (flexibilidade de início,ritmo, terminus?)

5 Educação Aberta = Educação a Distância? a) separação física entre professor e estudantes; b) utilização de tecnologia para mediatizar processos de ensino e de aprendizagem que se ajustem a essa separação; c) existência de comunicação unilateral, bilateral e multilateral (um para um, um para muitos e muitos para muitos); d) existência de uma organização própria, dotada de estruturas, meios tecnológicos e recursos humanos especialmente vocacionados para responder às condições anteriores.

6 Educação Aberta = Educação a Distância? Educação Aberta refere-se a uma filosofia da Educação centrada no aprendente que remove todas as barreiras de acesso e promove a autonomia do sujeito; O aprendente tem controle sobre os objectivos, os conteúdos, as estratégias, as metodologias, o espaço, o tempo e o ritmo das aprendizagens.

7 Educação Aberta = Educação a Distância? - Uma Universidade de Educação a Distância poder ser aberta ou fechada. Ou ser Aberta apenas em algumas das dimensões (ex: acesso; espaço; tempo) - Um curso aberto pode ocorrer numa Universidade a Distância ou numa Universidade Presencial

8 Imagens da EaD: Espaço-Tempo “Em toda a parte em qualquer lugar“.

9 Imagens da EaD: Em toda a parte, em qualquer momento, em qualquer lugar..

10 “À distância de um clique !!”, “You’re just a click away, anytime, anywhere!!!”…. Versão sexy da expressão “em qualquer tempo em qualquer lugar”

11 Versão “lazy”do controle sobre os conteúdos... Basta clicar…

12 Clicar?

13 .

14 Gerações de Educação a Distância (Garrison 1985; 2001; Lina Morgado, 2003; Maria João Gomes, 2003). Não existe uma progessão linear de gerações de EaD. Existem novelos de tecnologias

15 Primeira geração (a partir 183?...) - Ensino por correspondência: Utilizam-se os serviços de correio postal para a distribuição dos conteúdos. A mediatização de conteúdos é mono-média apresentando-se em documentos impressos; a comunicação professor- aluno é ocasional ou inexistente e a comunicação aluno-aluno encontra-se ausente..

16 Segunda geração: “Pacote Multimédia” (a partir ) A segunda geração - Manual impresso - Emissões de Televisão e Rádio - Audio-Cassetes e Video- Cassetes - Tutoria Telefónica. - A Interacção Aluno- Aluno é inexistente

17 Terceira geração (a partir ) - Multimédia Interactivo: Nesta terceira geração a tecnologia de suporte predominante é o correio electrónico, sendo o CD-ROM e os DVD pelo correio postal que é realizada a distribuição dos conteúdos. A mediatização de conteúdos torna-se multimédia hipermédia interactivo. A comunicação professor-aluno passa a ser frequente enquanto entre aluno-aluno ainda é insignificante, desta forma a modalidade de comunicação é assíncrona com pequeno desfasamento temporal..

18 Quarta geração (a partir 199?...) - E-learning :  A quarta geração é marcada pelas varias tecnologia de suporte como: correio electrónico, fóruns electrónicos, blog, chat, videoconferência, wikis entre outros. A distribuição de conteúdos assenta na evolução comparada com as anteriores gerações, é realizada através de páginas Web distribuídas em redes telemáticas, ficheiros em rede para "download", Learning Managment Systems e Content Managment Sytems. A mediatização de conteúdos é continuação da multimédia hipermédia ), mas não apenas interactivo sendo colaborativo em páginas Web. A comunicação professor-aluno é muito frequente enquanto e entre aluno-aluno passa a ser existente e significativa, desta forma a modalidade de comunicação mais comum é assíncrona e síncrona com registo electrónico..

19 Quinta geração (a partir ) - M-learning: A quinta geração tem como tecnologia de suporte: correio electrónico, fóruns electrónicos, chat, videoconferência, Small Mensage Systems (SMS), Instant Messangers (IM), podcasts, entre outros. A distribuição de conteúdos é realizada por sistemas wireless, com tecnologia de banda larga e funcionalidade de RSS. A mediatização desses conteúdos faz-se atraves da multimédia (hipermédia) móvel e conectivo com base em aplicações/conteudos para dispositivos móveis(telemóveis, PDAs, leitores de Mp3, etc). A comunicação professor-aluno é muito frequente, entre aluno-aluno essa comunicação é existente e significativa. A modalidade de comunicação mais comum é assíncrona e síncrona com registo electrónico.

20 Geração n? (a partir 2003) - Second Life A sexta geração está, a par da quinta, a ser formada. A apresentação de conteúdos é hipermédia -imersiva, a comunicação professor-aluno e aluno-aluno não está ainda definida, assim como modalidade de comunicação onde se apresenta a interrogação se será o ambiente Second Life.

21 Geração n?... Web 2.0 Redes Sociais, Redes Cognitivas. Colaboração e partilha. Os aprendentes são também autores e produtores...

22 Teorias da Educação a Distância Aprendizagem Independente - Delling Aprendizagem Independente – Wedemeyer Conversação Didáctica Guiada – Holmberg Distância Transaccional – M. Moore Comunidade de Inquirição – Garrison & Anderson

23 Aprendizagem Independente Delling (1966) - O Ensino a Distância constitui um sistema de aprendizagem e comunicação multidimensional facilitado por um dispositivo tecnológico e não um processo de ensino. Uma Universidade EaD é vista como uma instituição de suporte e apoio aos estudantes dando resposta a necessidades que eles não poderiam resolver sózinhos: provê informação,documentação, recursos,dá enquadramento administrativo.

24 Aprendizagem Independente Wedemeyer (1971) Em contraponto ao ensino por correspondência dominado por preocupações organizacionais e administrativas lança as bases de uma teoria do estudo independente. Comunicação, ritmo de aprendizagem, auto- determinação de tarefas e actividades, liberdade de escolha do estudante. Defende a equidade e o direito ao acesso à Educação.

25 Conversação Didáctica Guiada - Holmberg Os materiais de ensino deveriam ser de natureza auto-instrucional, simulando uma conversação com o professor...estimulando sentimentos de relação pessoal, prazer intelectual e motivação para o estudo...

26 Modelo Industrial de Ensino - Otto Peters O EaD adopta técnicas de produção industrial, divisão do trabalho, produção em massa e organização do trabalho pedagógico tendo em vista realizar economias de escala e reduzir custos por unidade.

27 Distância Transaccional M. Moore -O que importa não é a Distância Geográfica mas a Distância Pedagógica e Psicológica. -Existe uma relação inversamente proporcional entre Estrutura e Diálogo. - Um Curso com muita estrutura tem pouco diálogo. - Um curso com muito diálogo tem pouca estrutura.

28 Barcelona, 2006

29 Da intersecção dos três elementos da comunidade de inquirição surge a experiência educacional A presença social é a capacidade de os participantes se projectarem como reais num ambiente virtual. Modelo da Comunidade de Inquirição Garrison & Anderson

30 Elementos da Comunidade de Inquirição ElementosCategoriasIndicadores (exemplos) Presença Social - Interactividade - Coesão do grupo - Expressão Afectiva - Responder, citar - Apelar ao “nós” - Emoticons Presença Cognitiva - Despoletar um evento - Exploração - Integração - Resolução - Despertar curiosidade - Troca de Informação - Relacionar ideias - Aplicar ideias novas Presença de Ensino - Desenho & Organização do Curso - Facilitação do Discurso. - Instrução Directa. - Estabelecer o Currículo e os métodos. - Partilhar significados pessoais. - Focalizar a discussão.

31 Indicadores de Presença Social INDICADORES AFECTIVOS- são expressões pessoais de emoções, sentimentos,crenças e valores. Podem ser pensados como modos de projectar proximidade / presença social no discurso online, como modo de compensar a ausência de gestos, expressões faciais e/ou entoação da comunicação face-a-face. Expressões de emoção, emoticons, humor e auto-revelação. INDICADORES INTERACTIVOS- evidencia que os outros estão atentos, respondem e integram as mensagens. São o suporte das interacções, fazem a ligação entre as mensagens. Acordo, aprovação crítica, feedback, citação da mensagem do outro, clarificações, perguntas. INDICADORES COESIVOS- são comportamentos de proximidade verbal que constroem e sustentam o sentido de grupo, o envolvimento com o grupo e o desenvolvimento do sentido de comunidade. Saudações, uso de vocativos, expressões fáticas, referência ao grupo, pronomes inclusivos (“nós”); tratamento dos outros pelo nome próprio;

32 PRESENÇA SOCIAL ONLINE Até que ponto os participantes de um processo de comunicação mediada por computador se sentem ligados socialmente e emocionalmente. Capacidade que os aprendentes têm de se projectarem afectivamente e socialmente num ambiente online.

33 Presença Social

34 Crato,Morgado, Quintas-Mendes (2007) Os indicadores Afectivos predominam no contexto informal (Cibercafé) mas estão também presentes no contexto formal Os indicadores Interactividade são ligeiramente mais frequentes no contexto formal e os indicadores de Coesão são idênticos em ambos os contextos.

35 Crato,Morgado, Quintas-Mendes (2007) As expressões de conteúdo Sócio-Emocional na comunicação online são constantes em todos os contextos da situação de aprendizagem e não apenas nos contextos informais. a presença social pode ser fortemente sentida pelos participantes de uma comunicação mediada por computador e projectada em discussões em ambientes textuais assíncronos com base em indicadores verbais de proximidade e… na ausência de comunicação não verbal.

36 Pobreza Emocional da CMC (Década de 90) A CMC é pobre devido à ausência da comunicação não verbal. A CMC devido à ausência de pistas sociais leva ao efeito de desinibição, à comunicação hostil, intensa e agressiva (“Flaming”). Teoria Hiperpessoal de J. Walther

37 Aprendizagem Colaborativa sempre? Robin Mason (2002): “Apesar dos benefícios do trabalho colaborativo chegamos à conclusão de que se algum é bom, mais não é necessariamente melhor. O trabalho colaborativo pode por vezes chegar a ser demasiado intenso,demasiado inflexível, demasiado exigente, atingindo níveis de sobrecarga de trabalho pouco sustentáveis.”

38 Ou algumas vezes Trabalho Independente e Auto-Aprendizagem? T. Anderson (2002): “Muitos estudantes desejariam poder escolher programas de aprendizagem que lhes permitisse minimizar a quantidade de interacção professor- estudante e estudante-estudante.

39 Três Tipos de Interacção -T. Anderson

40 “Encontrando a Mistura Certa”... (T. Anderson)

41 Hipótese da Equivalência (T. Anderson, 2002) Níveis importantes de aprendizagem significativa e profunda podem ser atingidos desde que uma das três formas de interacção (estudante-professor, estudante- estudante e estudante-conteúdo) se situem em níveis muito elevados. Os outros dois tipos de interacção podem ser oferecidos em níveis mais baixos sem que a experiência educacional se degrade. Ou seja, por vezes é possível substituir um tipo de interacção por um dos outros...

42 Universidade Aberta: Entre dois modelos de EaD - “Pacote Multimedia” e Auto- Aprendizagem com alguns momentos de tutoria. Internet e Turma Virtual

43 O processo pedagógico Comunicação Assíncrona e NÃO comunicação Síncrona. porque: Maior Flexibilidade Temporal Maior reflexividade no trabalho Menor exigência de banda

44 O Processo Pedagógico Procura de Equilibrio entre: Actividades de Auto- Aprendizagem e Trabalho Colaborativo

45 Modelo Tradicional [ Nº indefinido de estudantes] [Materiais Auto- Aprendizagem] Online 1º Ciclo [Turmas Virtuais – 60 estudantes] [Tutores-Turmas] Online 2º Ciclo [Turma Virtual – 25 estudantes] [Professor-Turma] Estudante-Conteúdo Alguma Interactividade está incorporada nos conteúdos: Actividades de Auto- Aprendizagem. Estudante-Conteúdo Actividades Formativas com feedback previamente organizado; Actividades de Aprendizagem; E-Fólios. Estudante-Conteúdo Diálogo sobre os Conteúdos. Actividades de Aprendizagem. Projectos Estudante-Professor Ocasional Estudante-Professor Em momentos previamente definidos do Curso. Estudante-Professor Constante. Estudante-Estudante Inexistente. Estudante-Estudante Constante. Estudante-Estudante Constante.

46 O processo pedagógico Dois documentos base regulam os objectivos, conteúdos, actividades, projectos, metodologias, procedimentos,avaliação, timings, etc. PUC – Plano de Unidade Curricular (Graduação) CP - Contrato Pedagógico (Pós-Graduação)

47 Conclusões Como compatibilizar a ideia de turma virtual, níveis altos de colaboração, ensino de qualidade, com a ideia de Direito à Educação e acesso de grandes massas da população ao EaD?

48 Porque é que a Educação a Distância é melhor do que o Sexo?.Podes sempre terminar mais cedo sem te sentires culpado.. Podes libertar-te de qualquer virus por 50 Euros com um programa como o McAfee ou o Norton.. Com um bocadinho de café podes trabalhar e praticar durante toda a noite..Se te sentires cansado podes parar, salvar o teu trabalho e recomeçares a coisa no ponto onde a deixaste.. E se não souberes bem o que estás a fazer podes sempre contactar com a tua tutora !

49 O passado e o presente das férias de um professor online…


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