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Epílogo: "Os Lusíadas". Ler epopéias não é uma tarefa fácil, pode-se afirmar, com certeza, e t00rço quando em pauta está o "analisar e entender", em especial.

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1 Epílogo: "Os Lusíadas"

2 Ler epopéias não é uma tarefa fácil, pode-se afirmar, com certeza, e t00rço quando em pauta está o "analisar e entender", em especial quando nos deparamos com obras cuja genialidade poética atravessa os tempos e cerca-se de mistérios provenientes da obra e do autor. Camões, gênio máximo da literatura portuguesa (lusitana) e uma das maiores do Renascimento, é um grande expoente desse universo cercado de mitos (que compõem a obra e, por vezes, vão além dela), pois se pode dizer que a vida dele é o reflexo de sua obra.

3 É possível verificar o que aqui se afirma através do estudo histórico do último canto de "Os Lusíadas", complementado pelo epílogo da obra. No canto X tornam-se mais evidentes que nos demais cantos os aspectos históricos, como a narração das grandes navegações e em especial seu desfecho (temáticas principais da obra) que, ainda que apresentados sob uma perspectiva mítica,

4 adentram mais no caráter real dos fatos. Faz alusão às cruzadas, novo intento ao qual Portugal se lançava em nome de sua fé, pois a fé lusitana era a força desse povo e era por intermédio dela que o país vinha se fortalecendo e a nobreza desse mesmo povo vinha sendo reconhecida. Fazia-se necessário conquistar o território tomado pelos infiéis e mais ainda submeter esses povos ao domínio português, pois a Portugal Deus destinava a soberania.

5 Além dos motivos que levaram Portugal às cruzadas, para melhor entender este capítulo faz-se mister entender o porque de uma aventura marítima. O expansionismo lusitano deveu-se, mais do que à privilegiada localização geográfica (proximidade do mar e rota central do comércio europeu), aos estudos realizados por seus cientistas náuticos da escola de Sagres, intelectuais que conseguiram desenvolver ainda mais os instrumentos de navegação.

6 Mas não podemos nos encerrar por aqui, pois como já falado, a obra possui mitos próprios. Camões dedica sua obra ao Adormecido, um dos títulos atribuídos ao mais jovem rei lusitano, D.Sebastião que muito lhe ajudara e que trazia em seu ventre a esperança Portuguesa de novos tempos áureos, ao menos era nisso que o poeta acreditava e boa parte de seus contemporâneos, de forma tal que o poeta promete ao rei que quanto mais este fizer mais o poeta lhe renderá homenagens.

7 Voltando aos comentários que se podem tecer a respeito do epílogo da obra, é perceptível certo tom melancólico nas palavras do poeta que, prevendo o fim dos bons tempos de Portugal, aproveita para fazer sua voz rouca ser ouvida novamente ao criticar a corte que cercava D.Sebastião e a perda dos bons costumes da sociedade, a corrupção que por sua vez levaria o país ao caos, como se pode notar na estrofe 145 do último canto:


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