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Psicologia Histórico-Cultural – Vigotski, Luria e Leontiev

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Apresentação em tema: "Psicologia Histórico-Cultural – Vigotski, Luria e Leontiev"— Transcrição da apresentação:

1 Psicologia Histórico-Cultural – Vigotski, Luria e Leontiev
Prof. Me. Edimar Roberto de Lima Sartoro

2 Psicologia Histórico-Cultural desenvolvida por Lev Semenovich Vigotski ( ), juntamente com seus colaboradores Alexander Romanovich Luria ( ) e Alexis Leontiev ( ); Tese defendida por essa Psicologia: a lei fundamental do desenvolvimento humano é que os indivíduos são criados na e pela sociedade na qual vivem.

3 Psicologia histórico-cultural tem seu fundamento no marxismo e tem seu foco de estudo no processo educativo; busca responder com os indivíduos se humanizam e discorre sobre a importância do professor nesse processo.

4 Processo de constituição do indivíduo
O ser humano não nasce humano, torna-se humano; Sobre esse aspecto ressalta Leontiev (1947/1978, p. 285): “O que a natureza lhe dá quando nasce não lhe basta para viver em sociedade. É lhe ainda preciso adquirir o que foi alcançado no decurso do desenvolvimento histórico da sociedade humana [...].” Nesse sentido o ser humano nasce hominizado. Para humanizar-se é preciso que o homem aproprie-se (isto é: tornar interno, seu) de tudo aquilo que foi alcançado pelo conjunto da humanidade. Ou seja seus conhecimento, valores, ética/moral, formas de comunicar-se, de pensar, agir, sentir etc. em uma palavra ele precisa apropriar-se da cultura humana.

5 “[…] o homem já nasce hominizado, mas é o convívio com outros homens, a interação e apropriação dos bens culturais, que permitirão que haja o desenvolvimento do psiquismo humano”. (FACCI, 2003, p. 155); Para a Psicologia Histórico-Cultural, a humanização do homem decorre do processo interdependente de apropriação e objetivação. Vejamos o que significam esses dois conceitos:

6 Apropriação Apropriação: no processo de apropriação são reproduzidas no indivíduo, “as aptidões e funções humanas historicamente formadas: Saviani (2000) enfatiza, assim, que os indivíduos não podem sentir, pensar, avaliar ou agir sem apropriarem-se de tais formas historicamente constituídas. A apropriação é sempre um processo mediado pelas relações entre os seres humanos. Ex: o aluno apropria-se dos saberes construídos historicamente pela mediação do professor.

7 Objetivação As objetivações são produtos materiais e/ou espirituais (saberes, experiências, tradições - cultura) que portam o movimento da processualidade histórica da humanidade; Apropriar-se do que a humanidade já produziu – suas objetivações na arte, na filosofia, nas ciências, na cultura – é condição fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Para o homem entrar na história, ele deve apropriar-se do que é histórico.

8 Processo educativo A formação do indivíduo é sempre um processo educativo, podendo este ser intencional ou não-intencional; No caso da educação escolar, trata-se de um processo educativo intencional (Saviani, 2003), por meio do qual o indivíduo é levado a se apropriar das formas mais desenvolvidas do saber produzido historicamente pelo gênero humano (DUARTE, 1999).

9 Teoria de Vigotski sobre apredizagem e desenvolvimento
Para definir a efetiva relação entre processo de desenvolvimento e aprendizagem, não podemos limitar-nos a um único nível de desenvolvimento; Para Vigotski (2009) há dois níveis de desenvolvimento: o desenvolvimento real e o próximo; Sobre a relação entre aprendizagem e desenvolvimento, Vigotski postula que esses são processos com características próprias, contudo não se excluem, mas, ao mesmo tempo, em conjunto constituem uma unidade.

10 “[...] a aprendizagem e o desenvolvimento não coincidem imediatamente mas são dois processos que estão em complexas inter-relações. A aprendizagem só é boa quando está à frente do desenvolvimento”. (VIGOTSKI, 2009, p. 334). A zona de desenvolvimento real, diz respeito àquilo que já foi alcançado, as capacidades e habilidades adquiridas no decurso do desenvolvimento do indivíduo;

11 A zona de desenvolvimento próxima diz respeito àquilo que ainda está em curso de desenvolvimento, mas que ainda não se efetivou; O que a criança pode fazer hoje com o auxílio dos adultos, poderá fazê-lo amanhã por si só.

12 Implicações pedagógicas da teoria histórico-cultural
Um ensino orientado para uma etapa de desenvolvimento já realizado é ineficaz sob o ponto de vista do desenvolvimento (VIGOTSKI, 2009). Considerando essa compreensão Vigotski enfatiza: “O ensino seria totalmente desnecessário se pudesse utilizar apenas o que já está maduro no desenvolvimento [...].” (Idem, p. 334).

13 Tese: o único bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento.
No curso do desenvolvimento o ensino deve exigir “[...] da criança mais do que ela pode dar hoje, ou seja, na escola a criança desenvolve uma atividade que a obriga a colocar-se acima de si mesma.” (idem, p. 336).

14 Referências ABRANTES, A. A; MARTINS, L. M. Relações entre ontologia e epistemologia e a reflexão filosófica sobre o trabalho educativo. Educação e marxismo. Bauru SP., ano 1, v. 1, 20 jun Disponível em: <http://www2.fc.unesp.br/revista_educacao/arquivos/Relacao_entre_conteudos_de_ensino_e_processos_de_pensamento.pdf>. Acesso em: 11 dez DUARTE, N. Relações entre ontologia e epistemologia e a reflexão filosófica sobre o trabalho educativo. Perspectiva, Florianópolis, v. 16, n. 29, jan/jun DUARTE, N. A individualidade para-si: contribuições a uma teoria histórico-social da formação do indivíduo. Campinas, SP: Autores Associados, 1999. ___________. Vigotski e o aprender a aprender: críticas às apropriações neoliberais e pós-moderna da teoria vigotskiana. Campinas, SP: Autores Associados, 2000.

15 FACCI, M. G. D. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor
FACCI, M. G. D. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor? Um estudo crítico comparativo da teoria do professor reflexivo, do construtivismo e da psicologia vigotskiana f. Tese (Doutorado em Educação Escolar) – Faculdade de Ciências e Letras – Campus de Araraquara/UNESP, Araraquara, 2003. LEONTIEV, A. O desenvolvimento do psiquismo. São Paulo: Centauro, 1947/1978. LUKÁCS, G. . Ontologia do ser social Disponível em: <http://sergiolessa.com/Novaartigos_etallil.html>. Acesso em: 12 dez SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 7.ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2000. VYGOTSKI, L, S. Historia del desarrollo de las funciones psíquicas superiores. IN: Obras escogidas, tomo III. Madrid: Visor/MEC, 1931/1995. p


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