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1 Microeconomia Teoria do Consumidor. 2 Introdução.

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1 1 Microeconomia Teoria do Consumidor

2 2 Introdução

3 3 O núcleo conceptual da Teoria do Consumidor é o princípio de que a decisão dos agentes económicos resulta de uma comparação entre o benefício da sua acção (i.e., o ganho de bem-estar que origina) com o custo de a implementar (i.e., o dispêndio de recursos escassos disponíveis)

4 4 Introdução Bentham ( ) desenvolve o utilitarismo como o fundo ético do Homem que responde a todas as questões acerca do que fazer, do que admirar e de como viver. –Jeremy Bentham (1789), Uma Introdução aos Princípios da Moral e da Legislação.

5 5 Introdução Insere-se no movimento filosófico de libertação do Homem da esfera do sagrado. O princípio da optimização resulta directamente da teoria da Selecção Natural, Charles Darwin ( ): –os indivíduos mais optimizadores têm maior probabilidade de sobreviver, de ter filhos e de transmitir essa ética aos seus filhos (e concidadãos).

6 6 Introdução Na teoria do consumidor assumimos que O indivíduo escolhe um cabaz formado com uma certa quantidade de dois bens ou serviços estando sujeito ao rendimento que tem disponível. Os indivíduos possuem informação e raciocínio perfeitos (o que é público).

7 7 Preferências e gostos

8 8 Princípio da Utilidade Cada indivíduo tem necessidades que, quando satisfeitas, lhe permitem viver numa situação de maior conforto, de maior bem-estar.

9 9 Preferências e gostos Em termos económicos, as necessidades humanas são satisfeitas com a apropriação e fruição de bens e serviços. –A utilidade (i.e., o valor económico) dos bens e serviços resulta da sua capacidade em satisfazer as necessidades humanas.

10 10 Preferências e gostos –Se um objecto não satisfaz nenhuma necessidade humana, então não tem utilidade –De entre as coisas com utilidade, a afectação das que estão disponíveis em quantidades ilimitadas não são um problema porque o indivíduo consegue sempre apropriar a quantidade suficiente para satisfazer as suas necessidades.

11 11 Preferências e gostos A utilidades das coisas (i.e., o seu valor económico) é subjectiva pois depende dos gostos e preferências da pessoa que as vai consumir/fruir. –A aceitação deste principio moral inviabiliza a existência de uma economia centralizada eficiente.

12 12 Preferências e gostos Princípio da Comparabilidade Sendo o cabaz A = (a 1, a 2 ) que contém as quantidades a 1 e a 2 de dois b&s o ser humano é capaz de o comparar com qualquer outro cabaz B = (b 1, b 2 ) formado por quantidade diferentes dos mesmos b&s.

13 13 Preferências e gostos O indivíduo considera que o cabaz B é pior, análogo ou melhor, que o cabaz A.

14 14 Preferências e gostos Se A for pior que B, o indivíduo pretere o A a B Se A for análogo a B, o indivíduo está indiferente entre A e B Se A for melhor que B, o indivíduo prefere o cabaz A ao B

15 15 Preferências e gostos Princípio da Transitividade da Comparação traduz que as escolhas do consumidor são consistentes. –e.g, se A é melhor que B e B é melhor que C, então A é melhor que C. Vamos codificar melhor que por >; análogo a por =; e pior que por <;

16 16 Exercício Exercício 2.1. Considere os cabazes A, B, C e D. Como se compara A com C e D? i) Se A = B, B > C e C = D ii) Se A = B e B = C iii) Se A B, B C e C = D iii) Se A B, B = C e C D

17 17 Exercício R: i)A > C e A>D ii)A = C iii)A C e A D iv)Não se sabe.

18 18 Preferências e gostos Princípio da Insaciabilidade O ser humano prefere sempre apropriar uma maior quantidade (ou qualidade) de bens ou serviços. –Em termos de quantidade, não será um princípio sempre aceitável

19 19 Preferências e gostos e.g., a quantidade de comida que queremos consumir tem um limite. –Ficamos empanturrado –Não queremos engordar No entanto, preferíamos sempre comida mais saborosa (i.e., de maior qualidade).

20 20 Curva de indiferença

21 21 Curva de indiferença Delimitação dos melhores/piores Pensando em termos de dois bens ou serviços, a insaciabilidade vai-nos permitir começar a comparar os cabazes Sendo o cabaz A = (a 1, a 2 ) e o cabaz genérico B = (b 1, b 2 ), posso delimitar os subdomínios em que B é melhor que A e em que é pior que A

22 22 Curva de indiferença No local dos melhores, tenho mais de ambos os bens –Na fronteira tenho igual quantidade de um bem e maior quantidade de outro bem A > B se (a 1 = b 1 e a 2 > b 2 ) ou (a 1 > b 1 e a 2 = b 2 ) ou (a 1 > b 1 e a 2 > b 2 )

23 23 Curva de indiferença No local dos piores, tenho menos de ambos os bens –Na fronteira tenho igual quantidade de um bem e menor quantidade de outro bem A < B se (a 1 = b 1 e a 2 < b 2 ) ou (a 1 < b 1 e a 2 = b 2 ) ou (a 1 < b 1 e a 2 < b 2 )

24 24 Curva de indiferença

25 25 Curva de indiferença Ainda me falta classificar metade do domínio dos cabazes

26 26 Curva de indiferença Taxa marginal de substituição Sendo o cabaz A = (a 1, a 2 ), existe k que faz o cabaz B = (a 1 + ; a 2 +.k) análogo ao cabaz A – é uma quantidade infinitesimal e k uma constante de valor negativo –k é negativo porque aumento a quantidade de um b&s e diminuo a do outro b&s. Caso contrário, não observava a insaciabilidade

27 27 Curva de indiferença

28 28 Curva de indiferença Curva de indiferença Se eu continuar a aplicar a substituição de um pouco do bem 1 por um pouco do bem 2 (e vice- versa), vou traçando uma linha que contêm todos os cabazes análogos ao cabaz A.

29 29 Curva de indiferença Como para o indivíduo os cabazes que formam essa linha são equivalentes, esta denomina-se por curva de indiferença e separa a zona dos capazes melhores que A da zona dos cabazes piores que A.

30 30 Curva de indiferença A taxa marginal de substituição, k, entre o bem 1 e o bem 2 indica a inclinação da curva de indiferença em cada ponto, i.e., a derivada da curva de indiferença A curva de indiferenças é a quantidade de um bem em função da quantidade de outro bem que mantém o mesmo nível de bem-estar: y = f(x, u*)

31 31 Curva de indiferença

32 32 Curva de indiferença Evolução da taxa marginal de substituição com a quantidade Para termos uma teoria bem comportada é necessário que qualquer linha que una dois cabazes da curva de indiferença passe apenas pela zona dos cabazes melhores que A. –em termos matemáticos, a CI será convexa

33 33 Curva de indiferença A convexidade obriga a que a taxa marginal de substituição (a inclinação da CI) diminua da esquerda para a direita.

34 34 Curva de indiferença A convexidade é aceitável em termos económicos já que traduz que –se tiver pouco do bem 1, apenas trocarei uma unidade desse bem por uma quantidade grande do bem 2 (k será grande em grandeza). –se tiver muito do bem 1, estarei disponível para trocar uma unidade desse bem por uma quantidade mais pequena do bem 2 (k será menor em grandeza).

35 35 Curva de indiferença

36 36 Curva de indiferença Mas, a um nível de teoria mais avançada, poderemos ter CI mal comportadas:

37 37 Exercício Exercício 2.2. Um indivíduo tem como curva de indiferença y = 100/x. Qual é, em A = (x, y) = (5, 20), a taxa marginal de substituição do bem X pelo bem Y? E no cabaz B = (20, 5)?

38 38 Exercício TMSxy = y = –100/x2 TMS A = –4 – quando tenho 5 unidades do bem X, para compensar a perda de uma unidade do bem X, necessito de adquirir 4 unidades do bem Y TMS B = – 0.25 –quando tenho 20 unidades do bem X, para compensar a perda de uma unidade do bem X, apenas necessito de adquirir 0.25 unidades do bem Y.

39 39 Função de utilidade

40 40 Função de utilidade Posso caracterizar as preferências do indivíduo por um conjunto de curvas de indiferença. Comparando duas curvas de indiferença, as que estão à direita e acima contêm cabazes que são preferíveis aos que se encontram nas curvas de indiferenças à esquerda e abaixo

41 41 Função de utilidade

42 42 Função de utilidade As curvas de indiferença nunca se intersectam.

43 43 Exercício Exercício 2.3. Conhecem-se duas curvas de indiferença de um individuo, CI 1 : a 2 = 100/a 1 2 e CI 2 : a 2 = 10/a 1 2. i) Verifique que estas duas curvas não se intersectam. ii) Qual das duas curvas contêm cabazes preferíveis? iii) Calcule e interprete a taxa marginal de substituição em A = (5, 4) e em B = (2.5, 1.6) e verifique se estão de acordo com a teoria.

44 44 Exercício i) Teria que haver um ponto em que as duas curvas coincidissem: a 2 = 100/a 1 2 e a 2 = 10/a /a 1 2 = 10/a a 1 2 = 10 a 1 2 a 1 = 0 e a 2 = +, mas este ponto não faz parte de IR 2.

45 45 Exercício ii) Pegando num cabaz de CI 1, A = (10, 1), existe em CI 2 o cabaz B = (10, 0.1) que é pior que A –pelo princípio da insaciabilidade Então qualquer cabaz da CI 1 é preferíveis a qualquer outro cabazes da CI 2.

46 46 Exercício iii) A pertence à CI 1 : TMSA = –200/a 1 3 = – 1.6 –preciso de 1.6 unidades do bem 2 para compensar a perda de uma unidade do bem 1. B pertence à CI 2 : TMSA = –20/a 1 3 = –1.28 –preciso de 1.28 unidades do bem 2 para compensar a perda de uma unidade do bem 1. Apesar de eu ter menor quantidade do bem 1, como estou em curvas de indiferença diferentes, não se aplica o princípio de que a TMS diminui quando a quantidade do bem 1 aumenta. –No exemplo, também varia a quantidade do bem 2.

47 47 Função de utilidade Poderíamos avançar com uma análise das escolhas do consumidor usando apenas a as curvas de indiferença. No entanto, a modelização matemática obriga a atribuir um número a cada curva de indiferença –Uma curva de indiferença com cabazes melhores terá associado um número maior.

48 48 Função de utilidade A esse número chama-se nível de utilidade e com ele constrói-se uma Função de Utilidade que dá as curvas de indiferença de forma implícita.

49 49 Função de utilidade Podemos obter a taxa marginal de substituição num determinado cabaz sem explicitar a forma funcional da curva de indiferença que lá passa. Usamos o teorema da derivação da função implícita (a teoria é apresentada em Matemática I).

50 50 Função de utilidade Sendo y(x) dada implicitamente por Teremos

51 51 Função de utilidade Leio taxa de substituição de x por y Substituo uma unidade de x por K = TMSxy unidades de y. Ex2.4. As preferências de um consumidor condensam-se na função de utilidade U(x,y) = x.y. Calcule a TMSxy de U(x,y) em A = (10, 5).

52 52 Exercício Ex2.4. As preferências de um consumidor condensam-se na função de utilidade U(x,y) = x.y. Calcule a TMSxy de U(x,y) em A = (10, 5).

53 53 Exercício No cabaz A, é necessário aumentar o consumo de y em 0.5 unidades para compensar a diminuição do consumo de x em 1 unidade

54 54 Exercício Considere a função de utilidade U(a 1,a 2 ) = a 1.a 2. i) Determine a curva de indiferença que passa pelo cabaz A = (5,10). ii) Verifique que as funções V(a 1,a 2 ) = ln(a 1 ) + ln(a 2 ) e Z(a 1,a 2 ) = a 1 4. a 2 4 condensam as mesmas preferências que U(a1,a2).

55 55 Exercício U(5, 10) = 50 a2 = 50/a1. V(5, 10) = ln(5) + ln(10) = ln(a 2 ) = – ln(a 1 ) a 2 = 50/a 1 Z(5, 10) = 6.25E6 a 2 4 = 6.25E6/a 1 4 a 2 = 50/a 1 Como as curvas de indiferença são iguais, então U, V e Z codificam as mesmas preferências.

56 56 Restrição orçamental

57 57 Restrição orçamental É sabido que, o estudo da Economia está dependente da circunstância de a quantidade disponível de bens e serviços ser limitada e inferior às necessidades. O consumidor tem um rendimento nominal (i.e., em euros) que aplica na aquisição de bens ou serviços cujos preços de mercado são dados (o agente é price taker).

58 58 Restrição orçamental O rendimento disponível das famílias tem origem principalmente nos salários, sendo também importantes os rendimentos do capital (e.g., dividendos e juros) e as transferências do estado (e.g., rendimento de inserção social).

59 59 Restrição orçamental Sector de actividade principalPortugalNorteCentroLisboaAlentejoAlgarve Todos os sectores Agricultura, silvicultura e pesca Indústria, construção, energia e água Serviços Salário médio mensal líquido 2007, ine

60 60 Exercício Ex2.5: Um aluno tem 600 /mês de rendimento que pode gastar em alimentação cujo preço é 5/u., vestuário cujo preço é 10/u. e habitação cujo preço é 100/u. Qual será o cabaz que o aluno pode consumir em cada mês? O cabaz terá a forma X = (a, v, h)

61 61 Exercício Qualquer cabaz X = (a, v, h) que custe menos que o rendimento disponível, (a, v, h) : 5a + 10v + 100h 600

62 62 Restrição orçamental Tal como consideramos para as curvas de indiferença, tomemos o exemplo de um cabaz genérico com dois bens ou serviços, A = (a 1, a 2 ). A restrição orçamental virá dada por p1.a1 + p2.a2 r

63 63 Restrição orçamental

64 64 Restrição orçamental Recta orçamental, RO A linha fronteira entre a zona dos cabazes que o indivíduo pode adquirir e a zona dos cabazes que o indivíduo não pode adquirir p 1.a 1 + p 2.a 2 = r. Motivado pela insaciabilidade, o indivíduo esgota o rendimento, adquirindo apenas os cabazes sobre a RO

65 65 Restrição orçamental Podemos explicitar a RO, a 2 = r/p 2 – a 1.p 1 /p 2 a intersecção com o eixo vertical é r/p 2, –Traduz o máximo que eu posso comprar do bem 2 a intersecção com o eixo horizontal é r/p 1, –Traduz o máximo que eu posso comprar do bem 1

66 66 Restrição orçamental A inclinação da RO vale – p 1 /p 2. –traduz que para comprar mais uma unidade do bem 1 eu tenho que abdicar de comprar – p 1 /p 2 unidades do bem 2: –é idêntico à TMSxy mas aqui pretendo manter a despesa constante, enquanto na TMS pretendo manter o nível de utilidade constante.

67 67 Exercício Ex2.6: Um indivíduo tem de rendimento disponível 1000/mês que gasta em alimentação e habitação, (a, h), cujos preços unitários são 2.5/u. e 5/u., respectivamente. i) Qual a quantidade máxima de alimentação e de habitação que o individuo pode adquirir? ii) Sobre a RO, quantas unidade de alimentação tem que abdicar para adquirir mais uma unidade de habitação? iii) o indivíduo poderá adquirir (a, h) = (200, 150)?

68 68 Exercício i) amax = 1000/2.5 = 400u. hmax = 1000/5 = 200u. ii) Para manter a despesa sobre a RO, tem que abdicar de 2 unidades de a por cada unidade a mais de h: –p h /p a = –5/2.5 = –2. iii) Não pode adquirir pois a despesa, 200* *5 = 1250, seria maior que os 1000 de rendimento disponível.

69 69 Restrição orçamental Efeito na RO da alteração do rendimento Quando o rendimento aumenta (e os preços se mantêm), o indivíduo pode consumir cabazes mais recheados. Em termos gráficos, este acontecimento traduz-se por um deslocamento da RO para a direita e para cima. O declive (dado por –p1/p2), não se altera.

70 70 Restrição orçamental

71 71 Restrição orçamental Quando o rendimento diminui, passa-se exactamente o contrário: a RO deslocando-se para a esquerda e para baixo, mantendo-se o declive.

72 72 Exercício Ex2.6: Sendo que um indivíduo tem de rendimento disponível 500/mês que gasta em dois bens, (x, y), cujos preços unitários são 2/u. e 5/u., respectivamente. i) Represente graficamente a RO ii) Represente graficamente um aumento no rendimento de 100/mês.

73 73 Exercício R: i) 2x + 5y = 500 y = 100 – 0.4x posso localizar os pontos extremos (0;100) e (250;0) e uni-los por uma recta (linha azul) ; ii) 2x + 5y = 600 y = 120 – 0.4x posso localizar os pontos extremos (0;120) e (300,0) e uni-los por uma recta (linha rosa).

74 74 Exercício

75 75 Restrição orçamental Efeito na RO da alteração dos preços Quando um preço se altera, a intersecção com o eixo que representa o bem ou serviço respectivo também se altera mas em sentido contrário. Esse facto resulta de o ponto de intersecção ser a quantidade que eu posso comprar e por isso inversamente proporcional ao preço, r/p

76 76 Restrição orçamental Efeito na RO da alteração dos preços Quanto mais barato for o bem ou serviço, maior quantidade posso comprar. Vejamos uma alteração da RO quando o preço do bem representado no eixo dos yy diminui (mantendo-se o rendimento e o preço do bem representado no eixo dos xx).

77 77 Restrição orçamental

78 78 Restrição orçamental Se o preço do bem y aumentasse, observava-se o contrário O ponto de intersecção ficaria mais próximo da origem

79 79 Restrição orçamental A RO altera-se de forma análoga, mutatis mutandis, quando acontece uma diminuição do preço do bem representado no eixo dos xx. Vezualizemos esta situação (mantendo-se o rendimento e o preço do bem representado no eixo dos yy).

80 80 Restrição orçamental

81 81 Restrição orçamental mutatis mutandis Expressão latina que traduz mudando o que tem que ser mudado. É aplicado na comparação de situações que são diferentes mas entre as quais existe alguma analogia. e.g., o ser humano é, mutatis mutandis, anatomicamente igual ao rato.

82 82 Exercício Ex2.7: Sendo que um indivíduo tem de rendimento disponível 500/mês que gasta em dois bens, (x, y), cujos preços unitários são 2/u. e 5/u., respectivamente. i) Represente graficamente a RO e ii) o efeito na RO de o preço do bem y passar a ser 10.

83 83 Exercício R: i) 2x + 5y = 500 y = 100 – 0.4x pontos extremos (0; 100) e (250; 0) ii) 2x + 10y = 500 y = 50 – 0.2x pontos extremos (0; 50) e (250, 0).

84 84 Exercício

85 85 Restrição orçamental Pela comparação das situações, vemos que uma alteração do rendimento é equivalente a uma alteração proporcional e de sinal contrário de todos os preços. e.g., o aumento do rendimento em 1% é equivalente à descida de ambos os preços em 1%.

86 86 Decisão do consumidor Escolha do cabaz.

87 87 Decisão do consumidor Sob o princípio da insaciabilidade, o consumidor será optimizador Irá escolher o cabaz que lhe permita atingir o maior nível de utilidade.

88 88 Decisão do consumidor Em termos gráficos, considerado um determinado nível de rendimento, vamos considerar um exemplo de uma curva de indiferença de nível de utilidade U1.

89 89 Decisão do consumidor

90 90 Decisão do consumidor No caso representado, qualquer cabaz à direita da CI e abaixo da RO é ainda possível de adquirir –não esgotam o rendimento disponível Existem nessa área cabaz melhores que os que se localizam em U1, (os contidos na zona azul). –Princípio da insaciabilidade

91 91 Decisão do consumidor Então, o cabaz óptimo obriga a considerar outra CI mais à direita e acima desta, por exemplo a CI de nível de utilidade U2 > U1. No entanto, ainda é possível a aquisição de cabazes melhores que os da curva U2 (a zona vermelha da Fig.2.10).

92 92 Decisão do consumidor

93 93 Decisão do consumidor No entanto, ainda é possível a aquisição de cabazes melhores que os da curva U2 (a zona vermelha da figura anterior). Na melhor das hipóteses, o consumidor pode escolher um cabaz sobre a CI cujo nível de utilidade é U3 > U2 > U1. No caso limite, a CI é tangente à RO e o cabaz óptimo encontra-se exactamente no ponto de tangencia.

94 94 Decisão do consumidor

95 95 Decisão do consumidor Em termos matemáticos, no cabaz óptimo teremos que a taxa marginal de substituição é igual inclinação da Recta Orçamental: TMSxy = –px/py.

96 96 Exercício Ex2.8: Um indivíduo tem de rendimento disponível 500/mês que gasta em dois bens, (x, y), cujos preços unitários são 2/u. e 5/u. respectivamente, e os seus gostos traduzem- se em U(x,y) = x.y. i) Determine o cabaz óptimo. ii) Verifique que o cabaz óptimo não se altera se a utilidade for V(x,y) = x 4.y 4.

97 97 Exercício R: Quanto maior o px, maior a inclinação da RO, então a sua inclinação é -px/py = –2/5 = –0.4. i) A TMSxy genérica é – Ux / Uy = –y/x. Então no cabaz óptimo

98 98 Exercício ii) A TMSxy mantém-se -0.4, TMSxy = – Ux / Uy = – (3x2.y3)/(3x3.y3) = –y3/x3 = –y/x, pelo que o cabaz óptimo também se mantém.

99 99 Decisão do consumidor Generalização a cabazes em IRn: Há ainda necessidade de que se verifique a restrição orçamental. –Esta forma é muito mais simples de memorizar.

100 100 Decisão do consumidor Esta condição também garante que, apesar de a função de utilidade ser diferente de consumidor para consumidor, É possível para todos os consumidores igualar o preço de mercado à sua utilidade marginal. Apesar da função de utilidade ser diferente, utilidade marginal será igual para todos –A menos de um factor de escala.

101 101 Exercício Ex2.9: Um determinado aluno tem 600 /mês de rendimento que pode gastar em alimentação (5/u.), vestuário (10/u) e habitação (100/u.). Sendo que as seus gostos se podem condensar na função de utilidade U(a, v, h) = a.v.h, determine o cabaz óptimo do aluno.

102 102 Exercício

103 103 Exercício

104 104 Decisão do consumidor Formalização matemática do problema de optimização: A escolha do cabaz óptimo obriga a utilizar a (primeira) condição de optimização que foi obtida de forma gráfica. No entanto, podemos formalizar o problema de optimização do consumidor em termos matemáticos e resolvê-lo

105 105 Decisão do consumidor Este modelo de extremos com uma equação de ligação pode ser tratado genericamente utilizando a equação Lagrangeana (tratado na Matemática I).

106 106 Decisão do consumidor

107 107 Decisão do consumidor Também podemos resolver este problema de optimização por incorporação da equação de ligação na função a optimizar. Desta forma determina-se a quantidade de um dos bens, e.g., x:

108 108 Exercício Ex2.10: Um indivíduo tem 1000 /mês de rendimento que pode gastar em alimentação (5/u.) ou habitação (10/u.) e os seus gostos condensam-se na função U(a, h) = a + 2h + a.h i) Determine o seu cabaz óptimo; e ii) a elasticidade preço da procura de alimentos e a elasticidade preço-cruzado da procura de habitação.

109 109 Exercício

110 110 Exercício

111 111 Exercício Vou aumentar o preço da alimentação em 1%

112 112 Exercício Posso calcular a elasticidade preço da procura de alimentos E a elasticidade preço-cruzado da procura de habitação

113 113 Exercício Também se poderia calcular a elasticidade com a resolução para um preço genérico e o cálculo analítica da elasticidade

114 114 Exercício

115 115 Decisão do consumidor Carne\preçoP. VacaP. PorcoP. Frango C. Vaca– C. Porco0.25– C. Frango –0.65 Estimativa da elasticidade preço-cruzado da procurada (Fonte: Besanko, 2ªed, Table 2.5)

116 116 Alteração do preço e do rendimento

117 117 Alteração do preço Efeito de uma alteração do preço resulta uma alteração em sentido contrário na quantidade consumida do bem ou serviço respectivo mas também poderá ocorrer uma alteração na quantidade consumida dos outros bens (para mais ou para menos). Do aumento do preço resulta sempre numa diminuição da quantidade consumida do bem correspondente.

118 118 Alteração do preço

119 119 Alteração do preço Na figura, quando o preço do bem 1 é px1, o cabaz óptimo a adquirir é o representado pelo ponto A. Quando ocorre uma diminuição do preço do bem 1, a recta orçamental roda para a esquerda pelo que o indivíduo pode passar para uma curva de indiferença mais à direita (melhor) da inicial. Passa a adquirir o cabaz representado pelo ponto B que tem maior quantidade do bem 1 (e do bem 2). Podemos ver o que acontece com o aumento do preço revertendo a análise (passar de px2 para px1).

120 120 Alteração do preço Bens substitutos: Quando o aumento do preço do bem X induz um aumento da quantidade procurada do bem Y Bens complementares: induz uma diminuição da quantidade procurada do bem Y Bens independentes: Se a quantidade procurada do bem Y se mantém.

121 121 Alteração do preço Esta definição tem subjacente que existe um preço concreto para o outro bem e que estamos na condição de ceteris paribus. Imaginando um preço genérico para os outros bens, podemos verbalizar esta definição em termos de reforço ou enfraquecimento da curva (ou função) de procura dos outros bens quando ocorre uma alteração do preço de mercado de um bem. –Até aqui ainda não tratamos das curvas de procura

122 122 Alteração do rendimento Efeito de uma alteração do rendimento: Quando o rendimento disponível aumenta, acontece um deslocamento da recta orçamental para a direita (e para cima) –o indivíduo melhora. O aumento do rendimento induz um aumento das quantidades adquiridas dos bens ou serviços considerados no cabaz –também pode acontecer que diminuam a quantidade procurada de um (ou de alguns) dos bens ou serviços (mas nunca de todos).

123 123 Alteração do rendimento

124 124 Alteração do rendimento Bens ou serviços normais: A quantidade consumida aumenta com o rendimento. Bem de primeira necessidade: Se a quantidade adquirida aumentar pouco (se a elasticidade da quantidade relativamente ao rendimento for menor que 1) Bem de luxo: Se a quantidade adquirida aumentar muito (se a elasticidade da quantidade relativamente ao rendimento for maior que 1)

125 125 Alteração do rendimento Bens ou serviços inferiores: A quantidade consumida diminui com o rendimento. e.g.1, a quantidade de passageiros nos transportes públicos aumenta nos períodos de crise. e.g.2, na década de 1980 os parques de campismo tinham muito mais clientes que actualmente.

126 126 Alteração do rendimento Para um gestor de um produto interessa saber que tipo de bem coloca no mercado pois, por exemplo, se o seu produto for de primeira necessidade, as suas vendas vão evoluir de forma menos positiva que a economia no geral, passando-se o contrário em períodos de crise. –A tendência histórica é de aumento do rendimento

127 127 Efeito substituição e rendimento de uma alteração do preço

128 128 Efeito substituição e rendimento Quando se verifica uma alteração de um preço, por um lado, a recta orçamental roda e, por outro lado, desloca-se O efeito substituição traduz a alteração do cabaz que resulta apenas da rotação da RO O efeito rendimento traduz a alteração do cabaz que resulta apenas do deslocamento da RO.

129 129 Efeito substituição e rendimento Na determinação do efeito substituição compensa-se o rendimento de forma que o indivíduo fique sobre a mesma curva de indiferença. Na determinação do efeito rendimento parte- se da situação compensada e caminha-se para a nova curva de indiferença

130 130 Efeito substituição e rendimento Efeito do aumento do preço do bem 1

131 131 Efeito substituição e rendimento

132 132 Exercício EX2.11. Um indivíduo tem de rendimento disponível 500/mês que gasta na aquisição de dois bens, (x, y), cujos preços unitários são 5/u. e 10/u., respectivamente, Os seus gostos condensa-se na função de utilidade U(x,y) = x + 2y + x.y. i) Quantifique o efeito substituição e o efeito rendimento nos bens x e y de um aumento do preço de x para 10. ii) Determine a taxa de inflação.

133 133 Exercício Determino o cabaz inicial:

134 134 Exercício Determino o cabaz final:

135 135 Exercício Efeito substituição: a alteração do cabaz induzida pelos novos preços mas mantendo o nível de utilidade (não sei o rendimento necessário)

136 136 Exercício

137 137 Exercício O efeito substituição é em x: 34.76u. – 50u. = –15.24u. em y: 35.76u. – 25u. = u.

138 138 Exercício Efeito rendimento: é a diferença para o cabaz final:

139 139 Exercício Efeito rendimento: é a diferença para o cabaz final. em x: 24.5u. – 34.76u. = – 10.26u. em y: 25.5u. – 35.76u. = – 9.74u.

140 140 Exercício ii) Para manter o nível de utilidade seria necessário, para adquirir x =34.76u. e y = 35.76u., aumentar o rendimento para 705.2: A inflação resolve 500*(1+ i) = i = 41.04%.

141 141 Exercício 1) o cabaz com os preços iniciais 2) o cabaz com os preços finais que permite o nível de utilidade inicial 3) o cabaz com os preços finais

142 142 Efeito substituição e rendimento Dificuldade empírica da determinação do rendimento compensado Como a f.u. não é observável, é empiricamente impossível determinar a compensação do rendimento necessária para que o individuo volte ao nível de utilidade inicial.

143 143 Efeito substituição e rendimento Então, não é possível determinar a verdadeira taxa de inflação. Em termos empíricos, apenas é conhecido o perfil de consumo do indivíduo (i.e., o cabaz A e o cabaz B) e os preços de mercado Teremos que os usar para obter uma estimativa da taxa de inflação.

144 144 Efeito substituição e rendimento Existem duas alternativas. Índice de Laspeyres, compara-se a despesa inicial, com a despesa que seria necessária para voltar a adquirir, aos novos preços (p x,1 ; p y,1 ), o cabaz de bens adquirido inicialmente, i.e., o cabaz A = (x 0 ; y 0 )

145 145 Efeito substituição e rendimento

146 146 Efeito substituição e rendimento Se o rendimento for actualizado com a medida da taxa de inflação de Laspeyres, quando a inflação é positiva, o consumidor fica numa situação melhor que a do início do período (pois, com a RO cor de laranja, pode atingir uma curva de indiferença superior à inicial). –É um estimador por excesso

147 147 Efeito substituição e rendimento Índice de Paasche, compara-se a despesa final, com a despesa inicial que seria necessária para adquirir, aos preços antigos (p x,0 ; p y,0 ), o cabaz de bens adquirido actualmente, i.e., o cabaz B = (x 1 ; y 1 ):

148 148 Efeito substituição e rendimento

149 149 Efeito substituição e rendimento Com inflação positiva, como a situação no fim do período (cabaz B), é pior que a prevista pela RO cor de laranja (pois esta permitiria adquirir um cabaz melhor que B), se o rendimento for actualizado com a medida da taxa de inflação de Paasche, o consumidor fica numa situação pior –com a RO cor de laranja poderia atingir uma curva de indiferença superior à actual: representa-se a verde a perda de rendimento.

150 150 Efeito substituição e rendimento As diferenças entre os índices dão uma medida do erro da estimativa da inflação. Para alterações pequenas dos preços relativos, as diferenças entre os índices são pouco expressivas.

151 151 Exercício Voltando ao EX2.11: iv) Determine a taxa de inflação segundo Laspeyres e Passche.

152 152 Exercício R: iv) Inicialmente o rendimento era 500/mês e cabaz era x = 50 e y = 25. Laspeyres: torna-se necessário o rendimento de 750/mês (50x x10) para comprar o cabaz inicial (que custava 500/mês = 50x5 + 25x10) pelo que a estimativa para a taxa de inflação é 50% (superior à verdadeira, i.e., 41.04%).

153 153 Exercício Paasche: seria suficiente o rendimento de 377,5/mês (24.5x5+25.5x10) para comprar o cabaz actual comparando com o rendimento anterior (500/mês) pelo que a estimativa para a taxa de inflação é 32.5% (inferior à verdadeira, i.e., 41.04%).

154 154 Efeito substituição e rendimento Apenas consideramos uma alteração dos preços (entre dois períodos). Se considerarmos mais, o índice de Paasche vai ser calculado com um cabaz variável (o de cada período), enquanto que o índice de Laspeyres vai ser calculado com um cabaz fixo (o do período base)

155 155 Efeito substituição e rendimento F2: =B2*C2+D2*E2G2: =B2*$C$2+D2*$E$2 H2: =F2/G2I2: =$B$2*C2+$D$2*E2 J2: =I2/$I$2

156 156 Efeito substituição e rendimento Por ser mais fácil de construir e favorecer os consumidores, o índice de preços ao consumidor usa o método de Laspeyres, actualizado o cabaz a intervalos de tempo espaçados. Em Portugal, o Índice de preços no Consumidor é um índice de Laspeyres calculado com base em 2002

157 157 Efeito substituição e rendimento ClassePond. Alimentação e bebidas não alcoólicas20,081% Bebidas alcoólicas e tabaco3,017% Vestuário e calçado6,965% Habitação, água, gás e outros combustíveis10,029% Acessórios para o lar, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação 8,055% Saúde5,642% Transportes19,130% Comunicações3,439% Lazer, recreação e cultura5,009% Educação1,502% Restaurantes e hotéis10,790% Bens e serviços diversos6,341%

158 158 Determinação da curva de procura individual

159 159 Determinação da curva de procura individual Quando falamos do modelo empírico do mercado, referi que a curva de procura de mercado (que não é directamente observável) resulta da soma das curvas de procura individuais dos agentes económicos. Se da teoria resultarem curvas de procura individuais com propriedades adequadas (decrescentes com o preço), fica justificada a existência da curva de procura de mercado (decrescente com o preço).

160 160 Determinação da curva de procura individual Vamos obter a curva da procura resolvendo o problema de maximização da utilidade considerando o preço do bem x como variável e o preço do bem y e o rendimento disponível como parâmetros (variáveis exógenas).

161 161 Determinação da curva de procura individual A obtenção de uma curva de procura particular vai estar dependente dos gostos e preferências do indivíduo e do seu rendimento disponível. A este nível de formalização não vamos provar propriedades genéricas mas apenas no concreto de uma função de utilidade.

162 162 Exercício Ex2.12: Sendo que um indivíduo tem de rendimento disponível 500 que gasta em dois bens, A = (x, y), cujos preços unitários são px e 2/u., respectivamente, e os seus gostos condensam-se na função de utilidade U(x,y) = x.y, Determine a curva de procura individual x(px).

163 163 Exercício A curva de procura é decrescente com px

164 164 Exercício Ex2.13: Um indivíduo tem de rendimento R que gasta em dois bens, A = (x, y), cujos preços unitários são px e py, respectivamente, e os seus gostos se condensam na função de utilidade U(x,y) = x 2.y, Classifique os bens.

165 165 Exercício

166 166 Exercício São bens normais com elasticidade unitária. X e y são bens independentes entre si

167 167 Função de utilidade indirecta

168 168 Função de utilidade indirecta O cabaz que o indivíduo vai adquirir está dependente do seu rendimento (e dos preços). Eu posso determinar a função de utilidade indirecta como o nível de utilidade que o indivíduo atinge para cada rendimento (sob a suposição de que escolhe o cabaz óptimo).

169 169 Função de utilidade indirecta A função de utilidade indirecta é crescente com o rendimento (que resulta do principio da insaciabilidade). Esta função é útil como passo intermédio, por exemplo, no estudo do comportamento sob risco e na Teoria do Produtor.

170 170 Curva de Engel

171 171 Curva de Engel A função que relaciona a quantidade adquirida com o rendimento. Na Macroeconomia esta curva é denominada por Curva de Consumo e é assumido que é positiva e crescente com o rendimento. C = C0 + k.R, C0 é o consumo autónomo e k a propensão marginal ao consumo (0 < k < 1).

172 172 Exercício Ex2.14: Seja o rendimento r gasto no cabaz A = (x, y), cujos preços são p x e p y. Sejam os gostos U(x,y) = x.(1 + y). i) Determine a curva de procura individual x(p x ) e y(p y ).

173 173 Exercício

174 174 Exercício ii) determine a elasticidade preço da procura, a elasticidade preços cruzado da procura e a elasticidade rendimento da procura do bem x quando r = 1000/mês, px = 10/u. e py = 10/u.;

175 175 Exercício

176 176 Exercício que é >0 e <1 (primeira necessidade)

177 177 Exercício iii) determine a função de utilidade indirecta.

178 178 Exercício

179 179 Excedente do consumidor

180 180 Excedente do consumidor Como a função procura resulta do problema de maximização da utilidade do indivíduo, então existe uma relação entre essa função e a função de utilidade (que é uma escala do bem-estar do indivíduo) que não é observável

181 181 Excedente do consumidor Sendo que U é uma função, então px deixa de ser um valor para ser a função de procura explicitada em ordem ao preço (função de procura inversa). –e.g., se a função de procura fosse dada por x(p) = A + B.p, a função inversa viria dada em por p(x) = (x – A)/B.

182 182 Excedente do consumidor A partir da observação do mercado, não conseguimos estimar U(0) nem k. No entanto,, podemos construir uma função utilidade equivalente à que desconhecemos partindo apenas da função de procura: –Porque a função de utilidade é ordinal Esta função que traduz o ganho de utilidade denomina-se por Excedente do Consumidor

183 183 Excedente do consumidor O excedente do consumidor quantifica em termos monetários (i.e., ) quando o indivíduo aumenta o seu bem-estar por poder ir ao mercado e comprar a quantidade x do bem ou serviço.

184 184 Excedente do consumidor Ainda não sabem qual é a operação inversa da derivação a derivada é a inclinação na função no ponto considerado O integral (que é o inverso da derivada) traduz o integral (área) no intervalo considerado

185 185 Excedente do consumidor

186 186 Excedente do consumidor

187 187 Excedente do consumidor Se, por exemplo, a curva de procura é q = 100 – 5.p, se o preço de mercado for P = 10/u. (e Q = 50u.), o excedente do consumidor será (comparar com a área do triangulo):

188 188 Excedente do consumidor

189 189 Excedente do consumidor Se o preço de transacção aumentar, então o excedente do consumidor diminui (ver, figura). Será que se, relativamente ao equilíbrio, o preço diminuir, aumenta necessariamente o excedente do consumidor?

190 190 Aplicações

191 191 Aplicações Vamos aplicamos a teoria do consumidor a alguns exemplos de políticas do governo. Estas políticas, por actuarem ao nível dos preços e das quantidades transaccionadas, denominam-se por microeconómicas. Apresenta-se ainda a taxa de juro e como esta actua na estabilização da economia.

192 192 Combate à exclusão Subsídio em dinheiro ou em espécie e desconto no preço.

193 193 Combate à exclusão Uma economia para progredir tem que criar incentivos para que os agentes económicos revelem as suas capacidades, arrisquem novas soluções e criem novos bens ou serviços de maior valor. Estes incentivos têm como efeito acessório o surgir de assimetrias no rendimento: o motor do progresso tem a exclusão como dano colateral.

194 194 Combate à exclusão Não se pode por em causa o benefício que resulta da existência de liberdade económica (i.e., o modelo capitalista) porque tem esta falha. Até porque o modelo económico alternativo (a economia planificada) não funciona. –e.g., o planificador não conhece os gostos dos indivíduos

195 195 Combate à exclusão Por exemplo, vamos supor que existem dois polícias em que um deles corre muito mais rápido que o outro (mas o chefe não sabe qual). Numa economia onde ambos ganham o mesmo salário, o que corre mais rápido vai esconder essa capacidade (para não se cansar tanto). Numa economia de mercado, como será dado um salário maior ao polícia mais rápido, então o que corre mais vai revelar a sua capacidade (correndo a toda a velocidade atrás deles).

196 196 Combate à exclusão Como a falta de recursos é a principal causa de exclusão, as políticas dos governos de combate à exclusão passam pela atribuição de subsídios (em dinheiro ou em espécie). Em Portugal no ano de 2008, a principal política de combate à exclusão social é o Rendimento de Reinserção Social que se traduz num subsídio em dinheiro de /mês para os adultos e para as crianças.

197 197 Combate à exclusão A atribuição de subsídios em espécie traduzem-se na oferta de bens ou serviços Normalmente, são bens e serviços de primeira necessidade: alimentação, habitação,, cabeleireiro, assistência médica, assistência jurídica, etc.

198 198 Subsídio em dinheiro

199 199 Subsídio em dinheiro A atribuição de um subsídio em dinheiro induz um aumento do rendimento. Sendo que o indivíduo acrescenta o subsídio s ao rendimento r e gasta ambos na aquisição dos bens x e y, então passará a ter como recta orçamental x.px + y.py = r + s. Esta nova recta orçamental ficará localizada à direita da RO inicial pelo que o nível de consumo (e bem-estar) do indivíduo aumenta.

200 200 Subsídio em dinheiro

201 201 Exercício Ex2.15: Uma família tem um rendimento líquido de 400/mês que gasta em vestuário e alimentação cujos preços são 5/u. e 2.5/u., respectivamente. Os gostos e preferências da família condensam-se em U(v,a) = a 2.v 0.5. Se for atribuído um subsídio de 300/mês, calcule em quanto aumentará o consumo da família.

202 202 Exercício Vamos introduzir no sistema de equações o subsídio em dinheiro como s:

203 203 Exercício Sendo s = 300, vão adquirir mais 96 unidades de alimentação e mais 12 unidades de roupa.

204 204 Subsídio em espécie

205 205 Subsídio em espécie Também vai existir um deslocamento da recta orçamental para a direita mas não se desloca a totalidade da recta (supondo que o indivíduo não vende os bens que recebe). O deslocamento da recta orçamental induzido pela oferta da quantidade s do bem 1 causa uma quebra na RO.

206 206 Subsídio em espécie

207 207 Subsídio em espécie No exemplo apresentado na figura, a atribuição do subsídio em espécie é equivalente à atribuição de um subsídio em dinheiro pois a CI atingida é a mesma.

208 208 Subsídio em espécie Haverá casos em que a atribuição do subsídio em espécie é menos favorável (para o indivíduo) que o correspondente subsídio em dinheiro (pois a CI atingida é inferior). Se fosse atribuído um subsídio em dinheiro, o indivíduo podia adquirir o cabaz representado no ponto C e atingir a CI de nível U3. O subsídio em espécie (a quantidade s do bem 1) permite adquirir o cabaz B e atingir a CI de nível U2 que é menor que U3.

209 209 Subsídio em espécie

210 210 Subsídio em espécie Se fosse atribuído um subsídio em dinheiro, o indivíduo podia adquirir o cabaz representado no ponto C e atingir a CI de nível U3. O subsídio em espécie (a quantidade s do bem 1) permite adquirir o cabaz B e atingir a CI de nível U2 que é menor que U3.

211 211 Subsídio em espécie Em termos algébricos, resolve-se o modelo de optimização acrescentando o subsídio em espécie como se fosse em dinheiro. Se a solução cair fora da zona possível, a solução será exactamente a quantidade do subsídio e a totalidade do rendimento em dinheiro é gasto no outro bem.

212 212 Exercício Ex2.16: Uma família tem 400/mês de rendimento que gastam em vinho e alimentação cujos preços são 5/u. e 2.5/u., respectivamente. Os gostos da família são U(v, a) = a 0.5.v 10. Se lhes for atribuído um subsídio de 120u. de alimentação, calcule em quanto aumentará o consumo da família.

213 213 Exercício Vamos introduzir no sistema de equações o subsídio em dinheiro como o parâmetro s:

214 214 Exercício Como a solução algébrica não verifica a condição a s, o cabaz consumido será a = 120u. (aumenta u.) e v = 400/5 = 80u. (aumenta 3.81u.). Se o subsídio fosse em dinheiro, a maior parte iria para vinho (aumentava 57.14u.).

215 215 Desconto no preço

216 216 Desconto no preço Será uma situação intermédia entre a atribuição de um subsídio em dinheiro e um subsídio em espécie Em termos gráficos, vai induzir uma rotação da recta orçamental no sentido da expansão das possibilidades de consumo.

217 217 Desconto no preço

218 218 Exercício Ex2.17: r = 400/mês; pv = 5/u.; pa = 2.5/u.; U(v, a) = a 0.5.v 10. Se lhes for atribuído um desconto no preço da alimentação de 2.35 calcule em quanto aumentará o consumo da família e qual será o valor do subsídio.

219 219 Exercício

220 220 Exercício Notar que, como se pretendia, a quantidade adquirida de alimentação aumentou sem aumentar a quantidade adquirida de vinho. Assim, a atribuição de um desconto no preço também é eficaz na condução do consumo na direcção pretendida –Não aplicável, e.g., aos dementes e crianças

221 221 Desconto no preço O desconto no preço tem a vantagem de poder ser auxiliado pela imposição de um imposto no preço (do bem que se quer ver o consumo diminuído) e assim tornar nula a despesa pública da política de alteração do padrão de consumo. e.g., a tributação dos combustíveis e a atribuição de subsídios aos transportes públicos colectivos.

222 222 Comparação A atribuição de um subsídio em dinheiro permite que o subsidiado atinja um nível de bem-estar (dado pela sua função de utilidade) superior a um desconto no preço ou a um subsídio em espécie. Nos ex2.15 a 2.17, Udinh = 4.35E21 > Udesc = 1.07E21 > Uesp = 0.84E21.

223 223 Comparação No entanto, quando os gostos e preferências do indivíduo estão de tal maneira danificados (e.g., toxicodependentes) que socialmente as suas opções são contrários ao seu bem- estar, a atribuição de desconto no preço ou de um subsídio em espécie são políticas mais eficazes

224 224 Comparação Apesar de a teoria favorecer os subsídios em dinheiro Restarão sempre algumas situações em que apenas os subsídios em espécie são eficazes. –Cuidados de saúde? –Ensino? –Justiça? –Segurança?

225 225 Função de oferta de trabalho

226 226 Função de oferta de trabalho Podemos imaginar a economia como dois agentes económicos, uma empresa e uma família, A família procura (e consome) bens e serviços e oferece (produz) trabalho e A empresa procura (e consome) trabalho e oferece (produz) bens e serviços.

227 227 Função de oferta de trabalho

228 228 Função de oferta de trabalho Para a família (ou famílias), o aumento do consumo tem um efeito positivo no seu nível de bem-estar enquanto que o aumento das horas de trabalho tem um efeito negativo no bem-estar. Podemos construir um modelo da família

229 229 Função de oferta de trabalho Pressupondo que i) Agregam-se todos os b&s numa mercadoria compósita, X, cujo preço unitário é 1 (é o numerário), ii) A família nasce com a quantidade L0 de tempo disponível, que pode usar como lazer, L, ou vender como trabalho, T = L0 – L, cujo preço unitário é w (o salário real unitário).

230 230 Função de oferta de trabalho A função de oferta de trabalho (e de procura de b&s) resolverá A este nível de formalização, precisamos de propor uma f.f. para U

231 231 Função de oferta de trabalho A recta orçamental vem dada por é gasto todo o salário na aquisição do bem X ao preço unitário. Explicita-se como L = L 0 – X/w –intersecta o eixo do lazer em L 0 e o eixo dos bens e serviços em L 0.w

232 232 Função de oferta de trabalho

233 233 Função de oferta de trabalho Uma alteração do salário unitário não altera o ponto de intersecção da RO com o eixo do lazer porque esse ponto vale sempre L0. é equivalente a uma diminuição do preço dos bens e serviços e vice-versa pelo que não tem como efeito, obrigatoriamente, um aumento da quantidade oferecida de trabalho.

234 234 Função de oferta de trabalho

235 235 Função de oferta de trabalho Curva de oferta de trabalho, USA, Fonte: Burda and Wyplosz (2005)

236 236 Exercício Ex2.18: Supondo L0 = 100 horas/semana e que os gostos e preferências da família podem ser condensados na função de utilidade U(X, L) = 2L + X.L. Determine a função oferta de trabalho da família.

237 237 Exercício

238 238 Taxa de juro, consumo e poupança.

239 239 Taxa de juro, consumo e poupança. O princípio da insaciabilidade parece excluir que a Teoria do Consumidor possa explicar a existência de poupança. Esse resultado depende de termos considerado que a decisão do agente não tem em atenção o futuro –o modelo também é válido sob o pressuposto de que o indivíduo tem vida infinita e que os valores assumidos pelas variáveis se mantêm constantes para sempre.

240 240 Taxa de juro, consumo e poupança. Para estudar a influência da taxa de juro no consumo e na poupança, precisamos considerar vários períodos. Vamos considerar 2 períodos

241 241 Taxa de juro, consumo e poupança. A análise começa no último período de vida e depois andamos para traz no tempo. Está metodologia denomina-se por Backward Induction.

242 242 Taxa de juro, consumo e poupança. Assumindo que o indivíduo i) vive o seu último período, ii) no início do qual recebe o activo S, iii) e durante o qual obtém o rendimento r 0.

243 243 Taxa de juro, consumo e poupança. O princípio da insaciabilidade garante que o indivíduo gastará S + r 0 na aquisição do bem ou serviço compósito X 0 ao preço p 0. –O índice zero traduz que já não lhe resta mais nenhum período de vida.

244 244 Taxa de juro, consumo e poupança. Este é o modelo que temos andado a considerar (mas com apenas um b&s) É o modelo estático, onde não há lugar à poupança nem taxa de juro

245 245 Taxa de juro, consumo e poupança. Assumindo agora que o indivíduo i) vive o seu penúltimo período, ii) no início do qual recebe o activo h 1, iii) e durante o qual obtém o rendimento r 1.

246 246 Taxa de juro, consumo e poupança. Agora, o indivíduo tem como rendimento h 1 + r 1 podendo gastar parte na aquisição de bens ou serviços (X 1 ao preço p 1 ) e poupar a parte S que transitará para o período futuro (mais o juro).

247 247 Taxa de juro, consumo e poupança. Sendo U(x 1, x 2 ) = u(x 1 ) +u(x 0 ) R é a taxa de juro por período então a recta orçamental será x 1.p 1 + x 0.p 0 = h 1 + r 1 + S.R + r 0 onde S = (h 1 + r 1 – x 1.p 1 ) é a poupança

248 248 Taxa de juro, consumo e poupança. Apesar de o modelo incorporar o que se vai passar no período futuro (o período de índice zero), a decisão quanto ao consumo e à poupança é tomada no período presente (o período de índice um).

249 249 Taxa de juro, consumo e poupança. Explicitemos a RO na forma descontada e no presente sem inflação, p = p 1 = p 0

250 250 Taxa de juro, consumo e poupança.

251 251 Taxa de juro, consumo e poupança. Quando há um aumento da taxa de juro (de Ra para Rb), A RO roda em torno do ponto (r 0 /p 0, r 1 /p 1 ) no sentido do bem futuro (porque o seu preço diminui, p 0 /(1 + R), e desloca-se para baixo porque o rendimento futuro, r 0 /(1 + R), também diminui)

252 252 Taxa de juro, consumo e poupança.

253 253 Taxa de juro, consumo e poupança. Quando há um aumento da taxa de juro (de Ra para Rb) A RO roda em torno do ponto (r 0 /p 0, r 1 /p 1 ) no sentido do bem futuro (porque o seu preço, p 0 /(1 + R), diminui), e desloca-se para baixo porque o rendimento futuro, r 0 /(1 + R), também diminui.

254 254 Taxa de juro, consumo e poupança. Apesar de na realidade não haver alterações dos preços ou dos rendimentos, a taxa de juro faz diminuir o consumo (no período presente) e, consequentemente, aumentar a poupança e o consumo planeado para o período futuro

255 255 Taxa de juro, consumo e poupança.

256 256 Taxa de juro, consumo e poupança. Notar estar neste modelo a fundamentação teórica para as intervenções dos Bancos Centrais: Sendo que se pretende manter um nível de preços estáveis e, no presente, há um excesso de consumo que pressiona uma subida de preços (i.e., inflação)

257 257 Taxa de juro, consumo e poupança. A forma de diminuir o consumo (e controlar a inflação) é através de uma subida da taxa de juro (neste caso, inicialmente o indivíduo pretendia endividar-se mas o aumento da taxa de juro faz com que equilibrasse o orçamento: o cabaz caminha no sentido do ponto de rotação)

258 258 Taxa de juro, consumo e poupança. Ex2.19: Supondo indivíduo cujo um rendimento é de r = 100/mês, que vive este e mais outro mês, que consome um bem ou serviço compósito X cujo preço é 5/u., que os gostos e preferências podem ser condensados na função de utilidade U(x1, x0) = x1+ x0. Determine a função de poupança.

259 259 Taxa de juro, consumo e poupança.

260 260 Risco

261 261 Risco O risco surge de o indivíduo não ter conhecimento perfeito do que vai acontecer no período futuro. Assim, os modelos que o incorporam traduzem a relaxação de que existe conhecimento público e perfeito. –Existe quem distinga risco de incerteza mas não tem relevância

262 262 Risco Vamos considerar um modelo de uma lotaria simples. No entanto, este modelo é de aplicação mais genérica (o que faremos no capítulo da teoria do produtor). Na matemática Financeira tratam modelos mais complicados (com uma f.d.)

263 263 Risco A teoria do consumidor com risco obriga a que a função de utilidade seja semi- cardinal. Não basta que a f.u. atribua um número maior aos cabazes melhores mas tem que dar uma medida da proporção relativa do valor dos cabazes. –e.g., terá que dizer que o cabaz A é 3 vezes melhor que o cabaz B.

264 264 Risco Lotaria: O indivíduo pretende escolher entre a quantia r certa (sem risco) e uma lotaria da qual pode ganhar o valor P 0 com a probabilidade q ou P 1 com a probabilidade (1 – q). A decisão vai ser em termos de valor esperado.

265 265 Risco Sendo V(r) a função de utilidade indirecta O indivíduo vai comparar V(r) com a utilidade esperada da lotaria e escolher a opção a que corresponder maior valor:

266 266 Exercício Ex2.20: Um indivíduo ganha 600/mês que gasta em vestuário e alimentação cujos preços são 5/u. e 2.5/u., respectivamente e os seus gostos e preferências podem-se condensar na função de utilidade U(a, v) = a 0.5.v 0.5. Se se despedir, tem 40% de probabilidade se arranjar um novo emprego cujo salário é 1000/mês mas pode não o arranjar e ficar reduzido a ganhar apenas 400/mês. Será de se despedir?

267 267 Exercício Determinamos a função de utilidade indirecta

268 268 Exercício Comparamos o certo com o valor esperado Deve-se despedir e tentar a sua sorte.

269 269 Risco Vamos supor a situação em que o rendimento fixo (sem risco) é igual ao rendimento esperado (médio) da lotaria (com risco). Se o indivíduo preferir o rendimento fixo, é avesso ao risco (risk averse); se estiver indiferentes, é neutro ao risco (risk neutral), se preferir a lotaria, é atraído pelo risco (risk lover).

270 270 Exercício No Ex2.20, o indivíduo é neutro ao risco: se a lotaria fosse ganhar 900/mês com 40% de probabilidade ou 600/mês com 60% de probabilidade, o valor esperado (médio) seria exactamente o que ganha agora, i.e., 600/mês e teríamos uma igualdade nas utilidades:

271 271 Capital humano e crescimento económico endógeno

272 272 Capital humano e crescimento económico endógeno A evidência empírica mostra que o aumento da escolaridade é o principal factor que justifica a tendência secular do crescimento económico per capita. Em termos estáticos, a capacidade de um indivíduo criar riqueza é crescente com a sua escolaridade e, em termos dinâmicos, os pais transmitem aos filhos um nível de escolaridade superior ao seu.

273 273 Capital humano e crescimento económico endógeno Como a escolarização dos filhos implica que os pais diminuam o rendimento disponível para o seu consumo, para racionalizarmos este comportamento teremos que assumir que os pais incorporam na sua função de utilidade o bem-estar futuro dos filhos, i.e., os pais são altruístas.

274 274 Capital humano e crescimento económico endógeno Vamos assumir que i) o rendimento é linearmente crescente com a escolaridade, R = k.E, e que ii)quem não tem filhos maximiza o bem- estar consumindo os bens x e y cujos preços são unitários. iii)a função de utilidade é U(x, y) = x.y. Resulta a função utilidade indirecta:

275 275 Capital humano e crescimento económico endógeno Resulta a função utilidade indirecta:

276 276 Capital humano e crescimento económico endógeno Vamos ainda supor que iv) quem tem filhos, gasta parte do rendimento na sua escolarização e v) inclui na sua utilidade, a utilidade dos filhos vi) escolarizar os filhos tem um preço unitário p

277 277 Capital humano e crescimento económico endógeno O problema a resolver será Os pais altruístas vão determinar o nível de escolaridade dos filhos que maximiza esta nova medida de bem-estar

278 278 Capital humano e crescimento económico endógeno

279 279 Capital humano e crescimento económico endógeno

280 280 Capital humano e crescimento económico endógeno Análise de estática comparada: Apenas haverá progresso se os pais tiverem poucos filhos (n pequeno), se o aumento do rendimento com a escolaridade for elevada (k elevado) e se o preço da escolarização for baixo (p pequeno):

281 281 Contabilidade do bem-estar

282 282 Contabilidade do bem-estar Como os gostos e preferências dos indivíduos são codificados em funções de utilidade ordinais, não podemos comparar os indivíduos pelo nível de utilidade.

283 283 Contabilidade do bem-estar Não podemos calcular o efeito social de uma política somando as utilidades dos indivíduos afectados. O caminho certo é determinar o saldo (em termos monetários) das compensações dos rendimentos (mais os impostos cobrados) que permitem retornar à situação de bem-estar inicial de todos os indivíduos

284 284 Exercício Ex2.21: Existem dois indivíduos, I 1 e I 2, que gastam o seu rendimento em alimentação, a, e em vinho, v, cujos preços são 2/kg e 5/l, respectivamente. Um tem 500/mês e U 1 (a, v) = 10.a 0.3.v 0.7 Dois tem 1000/mês e U 2 (a, v) = a 0.7.v 0.3. A diminuição do consumo de vinho em 1% aumenta o rendimento em 0.1%

285 285 Exercício Deverá o governo cobrar um imposto de 1/l de vinho?

286 286 Exercício R: Primeiro, determinamos o nível de bem-estar inicial do um:

287 287 Exercício Do dois:

288 288 Exercício Depois, determinamos a nova situação para um rendimento genérico do um:

289 289 Exercício Depois, determinamos a nova situação para um rendimento genérico do dois:

290 290 Exercício Compensamos o rendimento para voltarem a uma situação idêntica à inicial:

291 291 Exercício E determinamos o saldo da política somando os efeitos sobre os dois indivíduos: i = (Rnecessário – salário + imposto)

292 292 Exercício Como o saldo é positivo, o governo deverá implementar esta política.


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