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1 Norma Internacional ISO/IEC 15504 Tecnologias da Informação Avaliação do Processo José Américo Rio - 20942 Milton Moura - 20939.

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1 1 Norma Internacional ISO/IEC Tecnologias da Informação Avaliação do Processo José Américo Rio Milton Moura

2 2 Sumário Avaliação do Processo Motivação e benefícios Norma ISO/IEC Histórico e Relação com outras normas Contexto de Realização de uma Avaliação Determinação da Capacidade do Processo Melhoria do Processo Elementos do Processo de Avaliação Modelo de Referência Plataforma de medição Modelo de Avaliação Input Inicial Output Responsabilidades Processo de avaliação Exemplo Prático

3 3 Avaliação do Processo Análise disciplinada dos processos de software dentro de uma organização Motivação Introduzir uma cultura de melhoria contínua Engenharia de processos adequados ao negócio Optimização dos recursos da organização Resultados da realização de uma avaliação de processos bem sucedida: São recolhidos dados que caracterizam os processos avaliados É determinada a extensão em que os processos avaliados atingem o âmbito proposto

4 4 Benefícios da Avaliação de Processos Cliente Redução de incertezas na selecção de fornecedores Controlo do risco Base de comparação entre fornecedores concorrentes Empresa Determinação da capacidade dos processos Maximização da capacidade de resposta Minimização dos custos Aumento da satisfação do cliente

5 5 Norma ISO/IEC (SPICE) Estabelece uma abordagem estruturada para a avaliação de processos Serve de referência pública e partilhada, mas não deve ser utilizada em esquemas de certificação da capacidade processual de uma organização Aplicável por ou por parte de uma organização cujo objectivo é: Entender o estado dos seus processos, de forma a melhorá-los Determinar se os seus processos são adequados para um determinado conjunto de requisitos estabelecidos Determinar se os processos definidos noutra organização são adequados no âmbito de um contrato

6 6 Histórico da Norma ISO Nome original: Software Process Improvement Capability dEtermination (SPICE) Iniciativa internacional Estende e melhora as normas CMM, ISO 9000 Ambas estão conforme a norma ISO Tem origem no Ministério de Defesa Britânico Constituída por 5 partes: Parte 1 - Conceitos e Vocabulário Parte 2 - Realização de uma Avaliação de Processo Parte 3 - Orientações para a realização de uma Avaliação de Processo Parte 4 - Orientações para a utilização de melhorias de processo e determinação de capacidades Parte 5 - Exemplo de um Modelo de Avaliação do Processo

7 7 Relações com outras normas ISO é complementar a: ISO 9001 ISO 9001 define um modelo que assegura a qualidade no desenho, desenvolvimento, produção, instalação e prestação de serviços A intenção de atribuir confiança em relação à gestão de qualidade de um fornecedor é comum Fornece uma base de avaliação para averiguar se potenciais fornecedores têm capacidade para servir as necessidades definidas ISO Define os processos do ciclo de vida do software Dimensão do processo do modelo de referência é equivalente

8 8 ISO vs ISO 9001 ISO 15504ISO 9001 GranularidadeModelo detalhadoModelo abstracto EnfoqueTecnologias da informaçãoGenérico Âmbito Melhoria e determinação da capacidade do processo Certificação Escala Seis níveis de capacidade, nove atributos de capacidade Aprovado ou não aprovado Orientação Requisitos para a avaliação, orientações para a aplicação Apenas o modelo IntegraçãoComplementar à ISO 9001Complementada pela ISO 15504

9 9 Requisitos p/ Avaliação de Processos Os requisitos definidos pela norma fornecem uma estrutura que: Facilita a auto-avaliação Estabelece uma base para a melhoria de processos e determinação das suas capacidades Tem em conta o contexto de implementação do processo em avaliação Produz uma classificação do processo Verifica se o processo atinge os seus objectivos É aplicável em qualquer domínio aplicacional e organizacional Pode ser utilizada para realizar comparações objectivas entre diferentes organizações

10 10 Utilizadores da ISO/IEC Clientes Determinam a capacidade dos processos dos seus fornecedores Fornecedores Determinam a capacidade dos seus processsos Definem áreas e prioridades para a melhoria dos processos Têm um modelo base que orienta a melhoria dos processos Avaliadores Um modelo base para realizar avaliações

11 11 Contexto de Realização de uma Avaliação Melhoria do Processo Caracterização das prácticas actuais em termos da sua capacidade Identificação de pontos fortes, fracos e riscos inerentes ao processo Evidencía os pontos prioritários de melhoria Determinação da Capacidade do Processo Análise da capacidade do processo em relação um perfil de capacidade alvo Identifica o risco de utilização do processo Estabelece o nível de capacidade do processo

12 12 Melhoria do Processo

13 13 Determinação da Capacidade do Processo

14 14 Elementos do Processo de Avaliação

15 15 Modelo de Avaliação do Processo Modelo bidimensional Modelos de Referência do Processo Constituem a base para a recolha de dados e classificação da capacidade dos processos Processos caracterizados por uma descrição dos seus objectivos e resultados Plataforma de Medição 6 níveis de capacidade do processo e os respectivos atributos, mais a escala de medição

16 16 Modelo de Avaliação do Processo

17 17 Modelo de Referência - Requisitos Deverá conter: Declaração do domínio do modelo Descrição dos processos Declaração dos objectivos a atingir com a execução do processo Definição dos resultados que demonstram o alcance dos objectivos definidos Definição das práticas base e a sua relação com os resultados Definição dos inputs e outputs do produto resultante A relação entre o modelo e o seu contexto de utilização A relação entre os processos definidos no modelo

18 18 Plataforma de Medição - Níveis de Capacidade NívelDescrição 0Incompleto O processo não está implementado ou falha em atingir os seus objectivos. 1Desempenhado O processo atinge no essencial os seus objectivos, mesmo que de forma pouco planeada ou rigorosa. 2Controlado O processo é implementado de forma controlada (planeado, monitorizado e ajustado). 3EstabelecidoO processo é implementado de forma sistemática e consistente. 4Previsível O processo é executado e existe um nível de controlo que permite verificar se este se encontra dentro dos limites estabelecidos para atingir os seus resultados. 5Optimizado O processo é adaptado continuamente para atingir os objectivos de negócio definidos e projectados, de forma mais eficiente.

19 19 Plataforma de Medição - Atributos do Processo NívelAtributos do ProcessoDescrição 11.1 Desempenho do Processo Mede em que extensão os objectivos do processo são atingidos Gestão do Desempenho Mede em que extensão a execução do processo é gerida. 2.2 Gestão do Produto Mede em que extensão os produtos produzidos no âmbito do processo são geridos Definição do Processo Mede em que extensão existe um processo padrão definido para suportar a sua implementação do processo. 3.2 Implementação do Processo Mede em que extensão o processo padrão é eficazmente implementado e de que forma atinge os seus objectivos Medição do Processo Mede o desempenho do processo para assegurar que este está de acordo e apoia os objectivos estabelecidos. 4.2 Controlo do Processo Mede em que extensão o processo é quantitativamente gerido para obter estabilidade, previsibilidade e capacidade de atingir os objectivos estabelecidos Inovação do Processo Mede a forma como as alterações ao processo são identificadas, a partir de uma análise às causas das variações na sua execução e da investigação de práticas invoadoras para a definição e implementação do processo. 5.2 Optimização do Processo Mede a forma como as alterações à definição, gestão e execução do processo têm impacto significativo na melhoria contínua dos objectivos estabelecidos.

20 20 Plataforma de Medição - Escala de Classificação Cada atributo do processo é avaliado mediante uma escala ordinal N Not achieved0%-15% P Partially achieved>15%-50% L Largely achieved>50%-85% F Fully achieved>85%-100%

21 21 Papéis e Responsabilidades O Patrocionador da avaliação deve: Assegurar a competência da entidade avaliadora Disponibilizar os recursos necessários A Entidade Avaliadora deve: Confirmar o compromisso do patrocionador Assegurar que a avaliação respeita os requisitos da ISO Assegurar que os participantes estão devidamente informados Assegurar a competência da equipa de avaliação Assegurar o acesso da equipa de avaliação à documentação Assegurar a competência no uso de ferramentas pela equipa de avaliação Confirmar a entrega dos entregáveis resultantes da avaliação Após a conclusão da avaliação, verificar e documentar o grau de conformidade com a ISO 15504

22 22 Input Inicial O input da avaliação deve ser definido antes da fase de recolha de dados No mínimo, deve especificar: A identidade do patrocionador e sua relação com a empresa A finalidade da avaliação O âmbito da avaliação, incluindo processos, nível de capacidade pretendido, departamentos e caracterização dos mesmos. A abordagem da avaliação As restrições da avaliação, incluindo recursos disponíveis, duração, processos e departamentos excluidos, quantidade e tipo de dados, responsável pelo output e restrições ao seu uso, acordos de confidencialidade. Identificação do Modelo de Avaliação do Processo Identificação do avaliador competente Critérios para a avaliação da competência do avaliador Identidade e cargo dos avaliados, avaliadores e grupo de apoio Outra informação adicional recolhida Qualquer mudança no Input deve estar em concordância com o patrocionador e registada

23 23 Output A informação que suporta a compreensão do output da avaliação deve ser compilada e retida pelo patrocionador O Registo da avaliação deve incluir, no mínimo: Data da avaliação Input da avaliação Identificação dos dados recolhidos Identificação da documentação do Processo de Avaliação O conjunto de perfis de processo resultantes da avaliação A identificação de informção adicional recolhida na avaliação

24 24 Actividades do Processo de Avaliação 1.Planeamento Define os inputs, actividades a realizar, com os seus recursos e cronogramas, responsabilidades, concordância com a norma e outputs 2.Recolha de Dados Identificação de estratégia e técnicas, correspondência entre departamentos e modelo de avaliação, garantir abrangência completa, armazenamento para verificação das classificações 3.Validação dos Dados Objectividade, suficiência e consistência dos dados recolhidos 4.Classificação dos Atributos do Processo Registada no perfil do processo/departamento, suporte ao julgamento, à tomada de decisões, à rastreabilidade e à relação com os dados 5.Relatório dos Resultados No minimo os outputs (documentados e entreges ao patrocionador)

25 25 Verificação de Conformidade Existem três tipos de conformidade em relação aos requisitos da norma: Conformidade dos Modelos de Referência Conformidade do Modelo de Avaliação Conformidade da Avaliação do Processo Uma vez garantida uma Avaliação do Processo conforme, são garantidos que os seus resultados são Consistentes, Fiáveis e Repetíveis

26 26 Conclusões A ISO define um modelo para avaliação de processos, que é consistente (repetível) e fiável. O modelo de referência de processos é fundamental para o modelo de avaliação. Os requisitos da norma estabelecem um processo bem definido para conduzir avaliações.

27 27 Modelo de Avaliação do Processo (Processos)

28 28 Etapas de um Projecto Exemplo de Melhoria de Processos

29 29 Processos Selecionados na Avaliação do Projecto Exemplo Para o exemplo de avaliação, usamos o programa Spice Vision (http://www.spicevision.com/)


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