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Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Psicologia da Personalidade III Prof. Dr. Fábio Jesus Miranda ESTRUTURAS PSÍQUICAS.

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1 Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Psicologia da Personalidade III Prof. Dr. Fábio Jesus Miranda ESTRUTURAS PSÍQUICAS

2 ESTRUTURAS PSÍQUICAS (Bergeret)

3 Na linguagem usual, estrutura é uma noção que implica uma disposição complexa, estável e precisa das partes que a compõem. É o modo pelo qual um todo é composto e as partes deste todo são arranjadas entre si. A "constituição" e a "estrutura" da personalidade represen­tam: o modo de organização permanente do indivíduo.

4 ESTRUTURA DA PERSONALIDADE A estruturar da personalidade corresponde a um estado psíquico constituído pelos elementos fundamentais da personalidade, fixados em um conjunto está­vel e definitivo. Uma estrutura da personalidade implica em uma organizada de modo estável e definitivo: de mecanismos de defesa, de um modo seletivo de relação de objeto, de um certo grau de evolução libidinal de pontos de Fixação da Libido de um certo grau de evolução do ego, de uma atitude frente a realidade, de um uso bastante invariado dos processos primário e secundário..

5 A estrutura da personalidade representa as bases cons­tantes (elementos psíquicos fundamentais) sobre as quais se estabelece o funcionamento psíquico de um sujeito. Para Freud, no desenvolvimento psicossexual, quando o funcionamento psíquico de um indivíduo houvesse estabelecido um grau de organização equivalente a um arranjo dos mecanismos psíquicos fundamentais não haveria mais variação possível. Em suas Novas Conferências de 1933, Freud nos diz que, se deixar­mos cair no chão um cristal (bloco mineral) ele se quebra, mas não de um modo qualquer.

6 Todo corpo cristalizado é constituido por linhas de estruturação invisíveis reunidas entre si para formar o corpo total segundo limites, direções e angulações pré- estabelecidas de forma precisa, fixa e constante para cada corpo em particular. Tais linhas de clivagem originais e imutáveis definem a estrutura do cristal mineral. Assim, ao quebrar-se, seguirá essas mesmas linhas de clivagem pre­-estabelecidas indica seus limites, suas direções e angulações até então invisíveis. Freud pensa que o mesmo aconteceria com a estrutura psíquica, que em situação normal a organização de um indivíduo se acharia constituída de forma estável, específica e invisível.

7 As Séries Complementares Freud estabelece três séries complementares como fatores coadjuvantes na etiologia do adoecimento psíquico: a disposição constitucional; as experiências dos primeiros cinco anos de vida; as circunstâncias de vida do sujeito na sua vida adulta. As duas primeiras séries compõem a disposição da cada ser humano, sua estruturação neurótica ou psicótica, mas não são determinantes a priori de qualquer distúrbio que a pessoa possa vir a ter.

8 a terceira série complementar está relacionada com os acidentes e acontecimentos que a vida oferece, e é fundamental na formação dos sintomas, na sua relação dialética com a disposição.

9 Para que surja um sintoma, tem que ocorre uma privação libidinal na atualidade da vida do indivíduo que coloque em movimento uma regressão a organizações da libido a que se haviam renunciado na infância. A insatisfação libidinal (frustração) para produzir efeitos patogênicos deve recair sobre a forma de satisfação que é central na vida da pessoa, a forma de satisfação que ela quer com exclusividade.

10 O NORMAL Em comparação ao cristal, o normal seria sobretudo um sujeito que traz consigo a quantidade suficiente de fixações conflitivas (linhas de clivagem exteriormente invisíveis) para ser tão doente quanto muitas pessoas, mais que não teria encontrado, em seu caminho: dificuldades internas e externas superiores a seu equipamento afetivo hereditário e adquirido, E as suas faculdades defensivas e adaptativas permitiriam um arranjo flexível : de suas necessidades pulsionais, de seus processos primário e secundário, tanto em um plano pessoal como em um plano social, levando satisfatoriamente em conta a realidade.

11 Quando um sujeito (independente da estrutura: neurótica ou psicótica) não está submetido a provas interiores ou exteriores demasiado fortes, a traumas afetivos, a frustrações ou a conflitos demasiado intensos, ele se mantém estável, organizado e não adoece. Mas se o sujeito vier a se descompensar (o "cristal" vier a se romper), isso só poderá ocorrer de acordo com as linhas de ruptura preestabelecidas na idade precoce. O sujeito de estrutura neurótica não poderá desenvolver senão uma neurose, e o sujeito de estrutura psicótica senão uma psicose. Da mesma maneira, tomados em tratamento a tempo e corretamente cuidados, o primeiro sujeito não poderá se encontrar novamente em boa saúde a não ser como estrutura neurótica de novo bem compensada, e o segundo apenas como estrutura psicótica novamente compensada.

12 Gênese da estrutura da Personalidade De uma forma geral, a evolução psíquica do sujeito em direção a uma estrutura de personalidade estável processa-se da seguinte forma: Em uma primeira etapa: o estado inicial da criança é de indiferenciação psicossomática, sem estrutura. Pouco a pouco, o Eu começa a se distingue do Não-Eu.

13 Em uma segunda etapa, começam a se orientar para a constituição de uma pré-organização: as linhas de força determinadas pelos conflitos, pelas frustrações, pelos efeitos das pulsões e da realidade, pelas defesas do ego e suas reações aos impulsos internos e aos estímulos externos

14 As relações com os pais e também as relações com todos os membros do contexto social e educativo são fundamentais. As dfesas começam a organizar-se de forma cada vez mais estável. O Eu vai tentando controlar as dificuldades criadas tanto pela realidade como pelas pulsões. Progressivamente o psiquismo organiza-se, cristaliza- se, estabelecendo, a partir do modo de ligação dos seus elementos psíquicos. uma organização interna que já não poderá variar posteriormente. Em um terceiro momento, chega-se a uma verdadeira estrutura da personalidade que já não se poderá modificar, nem mudar de linha fundamental.

15 Quadro 1. Gênese da Estrutura Base da Personalidade

16 AS ESTRUTURAS DE PERSONALIDADE A tentativa de classificação psicanalítica das estruturas mentais está centrada em quatro fatores: natureza da angústia latente; principais mecanismos de defesa; O grau de evolução Ego grau de evolução da libido, Pontos de Fixação da Libido modo de relação de objeto; atitude frente a realidade, uso dos processos primário ou secundário.

17 A linhagem estrutural psicótica Caso Clínico Michèle tem 18 anos e foi encaminhada por um colega que a trata há um ano por uma "depressão neurótica" que não cede às terapêuticas empregadas até então. Michèle chega à consulta trazida por seus pais, que se revelam como personagens curiosos: a mãe ocupa praticamente toda a sessão,

18 ... A mãe é uma pintora "de talento", diz seu marido neste momento, abrindo a boca pela primeira vez Mas, e Michèle?... efetivamente, apanhados na torrente de palavras da mãe, chega-se a esquecê- la. Ela está lá, ausente, em sua cadeira, entre o pai que descansa, pois uma vez que cumpra seu dever não se lhe pergunta nada, e a mãe, que não fala senão dela própria.

19 ... Michèle havia sido criada por uma babá estrangeira, no domicílio, sob as ordens da mãe, sempre ausente para os cuidados e, ao mesmo tempo, sempre presente para as instruções... as mais desordenadas... as relações primitivas foram extremamente frustrantes e profundamente in- quietantes; a possessividade materna efetuava-se sem gritos, sem calor afetivo, sem aparência policialesca, mas com uma eficácia no domínio, igual em intensidade à desordem na qual se achava o conjunto-da família.

20 Dois episódios anoréticos (aos 2 e aos 5 anos), cada um com a duração de seis meses, culminaram no fracassos das relações orais primitivas e tar­dias. Durante um bom período não houve qualquer escolarização; a mãe não permitia que lhe tirassem a filha, da qual se ocupava tão pouco, sem acei­tar que alguém a substituísse validamente. Não era autorizado qualquer contato social; para a mãe, "as pessoas do bairro não eram do mesmo meio..."; nenhuma identificação válida possí­vel... muito mais: nenhuma identificação verdadeiramente realizável.

21 ...encontrávamos diante de uma evidente estru­tura da linhagem psicótica, ainda não descompensada. A "pseudodepressão" ocultava a profunda perda de contato com a rea­lidade (inaparente no plano manifesto, pois a mãe provia toda a falta com o dinheiro do pai). A angústia de fragmentação levava apenas a fobias do trem, dos ônibus, etc.: Andava somente de táxi, e a mãe esta­va lá. A inaptidão a toda e qualquer tarefa escolar ou profissional encontrava uma justificativa imediata: "uma mulher do nosso meio não trabalha". Os acessos agressivos eram normais: "ela tem o caráter estourado do pai". Exemplo Literário: estrutura esquizofrência: Louis ficava de pé como eu o estava vendo, dia e noite, de olhos vidrados, sem jamais baixar e erguer as pálpebras como costumamos fazer (...). Tentei falar-lhe em várias ocasiões, mas ele não me ouvia. Era uma carcaça arrancada do túmulo, uma espécie de conquista feita à morte pela vida, ou feita à vida pela morte. Fazia cerca de uma hora que eu estava ali, mergulhado num devaneio indefinível, às voltas com mil idéias aflitivas. Escutava a Srta. de Villenoix, que me contava com todos os detalhes aquela vida de criancinha de berço. De repente, Louis parou de esfregar suas pernas uma na outra e disse em voz lenta: Os anjos são brancos. (Honoré de Balzac ) Em geral, a linhagem estrutural psicótica tem no início frustrações muito precoces, originando-se essencialmente do pólo materno. Mãe autoritária, frieza afetiva, atitude simbiótica, necessidade de total dependência do filho em relação a ela. O indivíduo sofre sérias fixações, estas fixações ocorrem durante a fase oral ou, no mais tardar, durante a primeira parte da fase anal (expulsiva). O ego se pré-organiza nesta primeira etapa segundo a linhagem estrutual psicótica. A "pré-organização" sofre uma parada evolutivo durante o período de latência. Por ocasião da adolescência, na imensa maioria dos casos, um ego pré-organizado de forma psicótica simplesmente prosseguirá sua evolução no seio da linhagem psicótica e se organizará de forma definitiva, sob a forma de estrutura psicótica verdadeira e estável. A estrutura psicótica corresponde a uma falência da organização narcísica primária dos primeiros instantes da vida. É uma impossibilidade, para a criança, ser considerada como objeto distinto da "mãe", ela mesma, incompleta, não podendo conceber separar-se desta parte indispensável ao seu próprio ego. Esta relação mais ou menos fu­sionai com a mãe, segundo as variedades de psicose, encontrar-se-á incessantemente repetida no plano interpessoal. O ego jamais está completo; encontra-se de saída fragmentado. A angústia está centrada na frag­mentação, na destruição, na morte por estilhaçamento. A atividade sintética do ego encontra-se abolida nos casos extremos, ou então enfraquecida,. O superego não atinge o papel organizador ou conflitual de base. O conflito subjacente não é causado pelo superego, nem pelo ideal de ego, mas pelas necessidades pulsionais em fa­ce à realidade, o que leva a uma negação de todas as partes desta realidade que tenham-se tornado demasiado frustrantes. O delírio, com a negação da realidade, tornar-se indispensável para a manutenção da vida por meio da reconstrução de uma nova realidade. Quanto mais o sujeito de estrutura psicótica se encontrar ameaçada, mais prevalecerá nele o processo primá­rio, em detrimento do funcionamento sob o processo secundário. O processo primário leva o funcionamento mental a sair do controle da realidade para tender à alucinação dos desejos. Os principais meca­nismos de defesa psicóticos são: Negação da realidade. Projeção (Projektion) – Termo utilizado por Sigmund Freud a partir de1895 para designar um modo de defesa primário pelo qual o sujeito projeta num outro sujeito ou num objeto desejos que provêm dele. Clivagem do eu (Ichspaltung) – Termo introduzido por Sigmund Freud em 1927 para designar um fenômeno que se traduz pela coexistência, no cerne do eu, de duas atitudes contraditórias, uma que consiste em recusar a realidade, outra, em aceitá-la. (passam a existir dois mundos diferentes no sujeito: o real e o delirante). RESUMO perturbações iniciais que se complicam, durante o período oral, assim como na primeira subfase anal- sádica. uma recusa (e não um recalcamento) incide sobre a realidade. a libido narcisista predomina, o objeto é fortemente desinvestido. o processo primário domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático. Características: Enfraquecimento da vida narcísica primária; Relação mais ou menos fusional com a mãe; Eu extremamente falho (clivagem); Super-Eu, não tem um papel organizador; Angústia de fragmentação; divisão; Conflito é causado pelas necessidades pulsionais do indivíduo face à realidade (Id/realidade); Mecanismos de defesa: negação da realidade; projeção e clivagem do Eu. Instância organizadora: Id.

22 Exemplo Literário: estrutura esquizofrência: Louis ficava de pé como eu o estava vendo, dia e noite, de olhos vidrados, sem jamais baixar e erguer as pálpebras como costumamos fazer (...). Tentei falar-lhe em várias ocasiões, mas ele não me ouvia. Era uma carcaça arrancada do túmulo, uma espécie de conquista feita à morte pela vida, ou feita à vida pela morte. Fazia cerca de uma hora que eu estava ali, mergulhado num devaneio indefinível, às voltas com mil idéias aflitivas. Escutava a Srta. de Villenoix, que me contava com todos os detalhes aquela vida de criancinha de berço. De repente, Louis parou de esfregar suas pernas uma na outra e disse em voz lenta: Os anjos são brancos. (Honoré de Balzac )

23 Em geral, a linhagem estrutural psicótica tem no início frustrações muito precoces, originando-se essencialmente do pólo materno. Mãe autoritária, frieza afetiva, atitude simbiótica, necessidade de total dependência do filho em relação a ela. Impede a constituição de uma diferenciação em relação a: 1- realidade psíquica/realidade material e 2- ego/não-ego, sueito/objeto. Impede o exercício da funçãi paterba e estabelece a forclusão do nome-do-pai

24 O indivíduo sofre sérias fixações, estas fixações ocorrem durante a fase oral ou, no mais tardar, durante a primeira parte da fase anal (expulsiva). O ego se pré-organiza nesta primeira etapa segundo a linhagem estrutual psicótica. A "pré-organização" sofre uma parada evolutivo durante o período de latência. Por ocasião da adolescência, na imensa maioria dos casos, um ego pré-organizado de forma psicótica simplesmente prosseguirá sua evolução no seio da linhagem psicótica e se organizará de forma definitiva, sob a forma de estrutura psicótica estável.

25 A estrutura psicótica corresponde a uma falência da organização narcísica primária dos primeiros instantes da vida. É uma impossibilidade, para a criança, de constitui-se como objeto distinto da "mãe", ela mesma, incompleta, não podendo conceber separar-se desta parte indispensável ao seu próprio ego. Esta relação mais ou menos fu­sionai com a mãe, segundo as variedades de psicose, encontrar-se- á incessantemente repetida no plano interpessoal.

26 O ego jamais está completo; encontra-se de saída fragmentado. A angústia está centrada na frag­mentação, na destruição, na morte por estilhaçamento. A atividade sintética do ego encontra-se abolida nos casos extremos, ou então enfraquecida. O superego não atinge o papel organizador ou conflitual de base. O conflito subjacente não é causado pelo superego, nem pelo ideal de ego, mas pelas necessidades pulsionais em fa­ce à realidade, o que leva a uma negação de todas as partes desta realidade que tenham-se tornado demasiado frustrantes.

27 O delírio, com a negação da realidade, tornar-se indispensável para a manutenção da vida por meio da reconstrução de uma nova realidade. Quanto mais o sujeito de estrutura psicótica se encontrar ameaçada, mais prevalecerá nele o processo primá­rio, em detrimento do funcionamento sob o processo secundário. O processo primário leva o funcionamento mental a sair do controle da realidade para tender à alucinação dos desejos.

28 Os principais meca­nismos de defesa psicóticos são: Negação da realidade. Projeção (Projektion) – Termo utilizado por Sigmund Freud a partir de1895 para designar um modo de defesa primário pelo qual o sujeito projeta num outro sujeito ou num objeto desejos que provêm dele. Clivagem do eu (Ichspaltung) – Termo introduzido por Sigmund Freud em 1927 para designar um fenômeno que se traduz pela coexistência, no cerne do eu, de duas atitudes contraditórias, uma que consiste em recusar a realidade, outra, em aceitá-la. (passam a existir dois mundos diferentes no sujeito: o real e o delirante).

29 RESUMO perturbações iniciais que se complicam, durante o período oral, assim como na primeira subfase anal- sádica. uma recusa (e não um recalcamento) incide sobre a realidade. a libido narcisista predomina, o objeto é fortemente desinvestido. o processo primário domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático.

30 Características: Enfraquecimento da vida narcísica primária; Relação mais ou menos fusional com a mãe; Eu extremamente falho (clivagem); SuperEu, não tem um papel organizador; Angústia de fragmentação; divisão; Conflito é causado pelas necessidades pulsionais do indivíduo face à realidade (Id/realidade); Mecanismos de defesa: negação da realidade; projeção e clivagem do Eu. Instância organizadora: Id.


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