A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

ESTUDO COMPARATIVO DA RESPIRAÇÃO DO SOLO EM FLORESTA NATURAL, PASTAGEM EXTENSIVA E SISTEMA AGROSILVOPASTORIL. Paulo César Nunes 1, José Holanda Campelo.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "ESTUDO COMPARATIVO DA RESPIRAÇÃO DO SOLO EM FLORESTA NATURAL, PASTAGEM EXTENSIVA E SISTEMA AGROSILVOPASTORIL. Paulo César Nunes 1, José Holanda Campelo."— Transcrição da apresentação:

1 ESTUDO COMPARATIVO DA RESPIRAÇÃO DO SOLO EM FLORESTA NATURAL, PASTAGEM EXTENSIVA E SISTEMA AGROSILVOPASTORIL. Paulo César Nunes 1, José Holanda Campelo Jr. 2, Nicolau Priante Filho 2, Linda Akiko Yamamura 1, Elke Leite Bezerra 3 1. Instituto Pro Natura –IPN 2 Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT 3 Universidade de Varzea Grande -UNIVAG INTRODUÇÃO A concentração de CO 2 na atmosfera aumentou em 30 % durante os últimos 120 anos, subindo de 280ppm para 360ppm por conseqüência das atividades antrópicas em todo o planeta. Dados geofísicos e de modelagem do ciclo glogal do carbono têm mostrado que a floresta Amazônica possui importante papel na manutenção dos níveis atuais de concentração de CO 2 para a atmosfera. Se a floresta for derrubada, sua biomassa destruída pelo fogo e a paisagem convertida para outros usos, o solo perde rapidamente sua produtividade devido a deterioração de suas propriedades físicas, químicas, biológicas, e grande parte do carbono que estava armazenado na vegetação e no solo é perdido para a atmosfera principalmente como CO 2. Este sistema de corte e queima da vegetação para instalação de agricultura migratória ou pastagem extensiva ainda é a principal forma de uso e ocupação na Amazônia mato-grossense. A transferência de CO 2 do solo para a atmosfera, aqui definido como efluxo de CO 2 do solo, representa as maiores perdas de Carbono na maioria dos solos sob florestas. A respiração das raízes, a decomposição da liteira da superfície, e a decomposição da matéria orgânica do solo são os três principais componentes deste efluxo. Ele depende significativamente da temperatura do solo, que por sua vez regula o ciclo da água e o ritmo da atividade biológica do ambiente. Estudos realizados na Reserva Biológica do Jaru, em Rondônia, mostraram que até 84% do CO 2 emitido pela floresta é originado no solo. Este estudo faz parte do Projeto Uso e Conservação da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste de Mato Grosso (GEF BRA-00-G31) e tem como principal objetivo entender melhor o comportamento do efluxo de CO2 do solo para a atmosfera quando uma floresta primária é substituída por uma pastagem extensiva ou um sistema agrossilvipastoril. MATERIAL E MÉTODO A área de estudo está localizada no Centro Experimental de Agrossilvicultura do Instituto Pro Natura, a 10º1946 Sul e 58º2943 Oeste, Município de Juruena, Estado de Mato Grosso–Brasil.A região apresenta um regime de chuvas concentradas no período de outubro a março e seca de abril a setembro, atingindo até 2200 mm anuais, com temperaturas médias anuais de 24ºC e altitude de 250m. Os tratamentos consistiram de três áreas de 10m x 10 m com diferentes usos, sendo uma área de floresta primária, um sistema agrossilvipastoril com oito anos, formado com espécies da floresta nativa e uma pastagem extensiva com cinco anos, ocupada por Brachiária brizantha. As mensurações foram realizadas de janeiro de 2001 a março de 2002 com intervalos de 30 dias, no período de 7:00hs às 18:00hs, em dois turnos por dia e sempre em dias subseqüentes na mesma ordem para os três ambientes. Em cada área foram marcados cem pontos com piquetes, em intervalos de 1m e distribuídos em dez linhas, para garantir que as mensurações tivessem sempre a mesma seqüência nas diferentes datas. Para avaliar o efluxo de CO 2 do solo utilizamos um aparelho portátil de absorção por infra-vermelho (Enviroment Gas Monitor, EGM-1/WMA-2: GAS ANALYSERS), acoplado a uma câmara de retenção do CO2 com 1170cm 3. Simultaneamente monitoramos a temperatura do solo a 1cm de profundidade com um termômetro digital. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram realizadas medições de efluxo de CO 2 e temperatura do solo em oito datas durante o período chuvoso de 2001 e 2002, como segue: 13/janeiro/2001, 08/março/2001, 30/março/2001, 21/abril/2001, 12/maio/2001, 06/novembro/2001, 12/janeiro/2002 e 15/fevereiro/2002. CONCLUSOES O efluxo de CO2 do solo diminui a medida que a temperatura se eleva e que diminui o volume de água no solo. Na floresta e no sivipastoril o efluxo de CO 2 do solo foi sempre mais alto pela manhã. O pasto foi o ambiente com maior efluxo de CO 2 do solo e a maior amplitude térmica diária. A floresta apresentou o menor volume de efluxo de CO 2 do solo e as menores amplitudes térmicas. O sistema silvipastoril apresentou medianas com valores de efluxo de CO2 intermediários entre o pasto e a floresta. Os resultados desse estudo demonstraram que sistemas agrosilvopastoris possuem importante papel na conservação do carbono no solo. Na figura 1.1 apresentamos os resultados das médias da temperatura e efluxo de CO 2 do solo a 1 cm de profundidade na floresta, pastagem e silvipastoril para o período matutino na época chuvosa. O teste de Tukey mostrou que há diferenças estatísticas altamente significativas entre os três ambientes. As médias alcançaram 7,9 umol CO 2 m -2 s -1 a 27,2 ºC no pasto, 5,4 umol CO 2 m -2 s -1 a 26,3 ºC no sistema agrosilvipastoril e 4,4 umol CO 2 m -2 s -1 a 24,8 ºC na floresta. Na Fig. 1.2 podemos notar que o nível mais elevado de efluxo de CO 2 coincidiu com o pico do período chuvoso, meses de janeiro a março, para o pasto e silvipastoril, e o nível mais baixo ocorreu no período de início das chuvas em novembro, quando a temperatura atinge seu pico, como mostra a Fig A maior amplitude ocorreu em janeiro para a pastagem e março para o silvipastoril.O solo sob a floresta apresenta um comportamento bastante diferenciado, com picos de efuxo de CO 2 em janeiro, mas também em abril, isto pode ser explicado pelo transporte do calor da copa da mata para o solo através da água da chuva e pela proteção que a biomassa da floresta oferece ao solo contra mudanças bruscas de temperatura, o que causa uma demora de até quatro meses entre o período de maior fluxo energético chegando na copa da mata e as maiores temperaturas registradas no solo sob a floresta, como é possível observar na comparaçao entre as Fig. 1.2 e 1.3. A Fig. 1.3 mostra as amplitudes térmicas diárias nos três ambientes, onde a floresta aparece com a menor amplitude durante todo o período de chuvas, variando ate 3 ºC, com temperaturas mais altas em abril e mais baixas em março. O pasto apresenta maior regularidade ao longo dos meses, com amplitude térmica de 11 ºC, temperaturas mais elevadas em novembro e mais baixas em janeiro. No sistema silvipastoril a temperatura do solo tem um comportamento variável ao longo dos meses, que pode ser explicado pela irregularidade da cobertura vegetal. Espécies caducifólias distribuídas em fileiras no sentido leste-oeste, implicando em diferentes níveis de radiação incidente sobre o solo ao longo dos meses. A maior temperatura ocorreu em novembro e a mais baixa em janeiro. A amplitude térmica no período de chuvas pela manhã foi de 15 ºC. A maior temperatura ocorreu em novembro e a menor em janeiro de Na figura 2.1 apresentamos os resultados das médias da temperatura e efluxo de CO 2 do solo na floresta, pastagem e silvipastoril para o período vespertino na época chuvosa. O teste de Tukey mostrou que há diferenças estatísticas altamente significativas somente entre floresta e pastagem, e floresta e silvipastoril, mas não entre pastagem e silvipastoril. No período vespertino as médias de respiração alcançaram 5,8 umol CO 2 m -2 s -1 a 30,8 ºC no pasto, 5,4 umol CO 2 m -2 s -1 a 28,5 ºC no sistema agrosilvipastoril e 4,1 umol CO 2 m -2 s -1 a 25,8 ºC na floresta. Pela Fig. 2.2 podemos notar que para o pasto e silvipastoril o nível mais elevado de efluxo de CO2 coincidiu com o pico do período chuvoso, meses de janeiro a março, e os níveis mais baixos no período de início das chuvas, em novembro, quando a temperatura atinge seu pico na pastagem como mostra a Fig A maior amplitude ocorreu em março no pasto e em janeiro no silivipastoril. O solo sob a floresta apresenta um comportamento bastante diferenciado dos outros ambientes, mas similar ao período matutino com maior variação e picos de efluxo de CO 2 em janeiro e maio de Os baixos níveis de efluxo em janeiro e fevereiro de 2002 na floresta podem ser explicados pela coincidência da data da leitura com um intenso período de chuvas. A medida que a água ocupa os poros do solo, vai se formando uma barreira natural ao efluxo do CO 2. Nesse ambiente esse fenômeno tem maior duração uma vez que após o final da chuva a água continua caindo lentamente da copa da mata. A Fig. 2.3 mostra as amplitudes térmicas diárias dos três ambientes no período vespertino da época de chuvas, onde a floresta aparece com a menor amplitude durante todo o período de chuvas, variando até 3 ºC, com temperaturas mais altas em abril e mais baixas em março. Janeiro do ano 2001 foi o mês com a maior amplitude térmica no solo da floresta. O pasto foi o ambiente com maior regularidade entre os meses do período chuvoso, com amplitude térmica de 11 ºC, temperaturas mais elevadas em novembro e mais baixas em janeiro de Janeiro de 2001 e janeiro de 2002 foram os meses com maior e menor amplitude térmica, respectivamente. No sistema silvipastoril a temperatura do solo tem um comportamento variável ao longo dos meses, que pode ser explicado pela irregularidade da cobertura vegetal. Espécies caducifólias distribuídas em fileiras no sentido leste-oeste, implicando em diferentes níveis de radiação incidente sobre o solo ao longo dos meses. A temperatura mais elevada ocorreu em maio e a mais baixa em janeiro de A maior amplitude térmica ocorreu em fevereiro de 2002 e a menor em janeiro de Fig. 2.3 Temperatura do solo a 1(cm) de profundidade no período vespertino durante a época de chuvas. Fig. 2.1 Temperatura média e medianas de Efluxo de CO2 do solo a 1(cm) de profundidade no período vespertino durante a época de chuvas. Fig. 2.2 Respiração do solo a 1(cm) de profundidade no período vespertino durante a época de chuvas Fig. 1.3 Temperatura do solo a 1(cm) de profundidade no período matutino durante a época de chuvas Fig. 1.1 Temperatura média e medianas de Efluxo de CO2 do solo a 1(cm) de profundidade no período matutino durante a época de chuvas. Fig. 1.2 Efluxo de CO2 do solo a 1(cm) de profundidade no período matutino durante a época de chuvas


Carregar ppt "ESTUDO COMPARATIVO DA RESPIRAÇÃO DO SOLO EM FLORESTA NATURAL, PASTAGEM EXTENSIVA E SISTEMA AGROSILVOPASTORIL. Paulo César Nunes 1, José Holanda Campelo."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google