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DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO BAIRRO CERÂMICA – SÃO CAETANO DO SUL/SP PROFA. DRA. DAGMAR SANTOS ROVERATTI.

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1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO BAIRRO CERÂMICA – SÃO CAETANO DO SUL/SP PROFA. DRA. DAGMAR SANTOS ROVERATTI

2 DIAGNÓSTICO, AVALIAÇÃO E INVENTÁRIO O diagnóstico ambiental de uma cidade ou de setores da cidade, auxilia na avaliação da qualidade de vida urbana. Fornece subsídios para intervenções necessárias e avalia como o poder público e a população se relaciona com a temática ambiental nos diferentes espaços urbanos. Para se conhecer os aspectos ambientais de uma determinada área, é necessário que se faça a avaliação de alguns fatores. São muitos os fatores que podem ser avaliados: patrimônio biológico ( áreas verdes, arborização de ruas, fauna urbana), patrimônio histórico (leva à compreensão de como tal comunidade ali se desenvolveu), patrimônio cultural, aspectos sobre lixo, uso da água, impermeabilização do solo e outros. A escolha destes fatores depende dos objetivos e, portanto, da abrangência deste diagnóstico. A avaliação dos fatores ambientais normalmente inicia-se através de levantamentos ou inventários. A importância dos inventários (ou levantamentos) está no fato de que através deles pode-se conhecer o patrimônio ambiental/natural de uma área e identificar as necessidades de intervenções.

3 ETAPAS REALIZADAS 1- PADRONIZAÇÃO DE METODOLOGIA PARA DIAGNÓSTICO DE ARBORIZAÇÃO URBANA – Michelly Rodrigues do Prado e Dagmar Santos Roveratti 2- DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO BAIRRO CERÂMICA – Paula Bazotti Armas e Dagmar Santos Roveratti 3- LEVANTAMENTO DE NASCENTES DO BAIRRO CERÂMICA - Aline Cássia Coelho e Dagmar Santos Roveratti

4 As árvores urbanas desempenham um conjunto importante de funções responsáveis pela melhoria da qualidade do ambiente, seja atenuando as temperaturas elevadas, reduzindo a quantidade de material particulado no ar e o nível de ruído, seja melhorando a estética local e a satisfação psicológica da população. Na região metropolitana de São Paulo, a importância de se plantar árvores é potencializada em virtude da grande carência de áreas verdes: em muitos locais o espaço disponível para o plantio de árvores se limita às calçadas, pois o estoque de terrenos destinados à implantação de parques e praças se esgotou, como conseqüência da sua ocupação por favelas ou mesmo da sua utilização para outros fins, pelo próprio poder público. PADRONIZAÇÃO DE METODOLOGIA PARA DIAGNÓSTICO DE ARBORIZAÇÃO URBANA

5 Foi utilizado um modelo inicial de planilha de coleta de dados, aplicado à Rua C, do Bairro Jardim Santa Cruz/SP. Foi verificada a necessidade de inclusão de alguns parâmetros de avaliação importantes, não contemplados no modelo inicial utilizado para o inventário. Isto resultou num modelo mais completo (6 planilhas), elaborado segundo parâmetros considerados ideais para arborização urbana: 1. identificação - nome científico, se a espécie é exótica ou nativa e a idade; 2. dimensões - porte da espécie arbórea; poda de copa, medida da 1ª bifurcação 3. entorno e interferência - local, esquina, iluminação, poste, placas, instalações subterrâneas, telefone, caixa de inspeção, guia rebaixada, transformadores e meio fio; largura e impermeabilização do passeio. 4. definição de ações - tratamento, substituição e necessidade de poda da copa ou raiz.

6 DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO BAIRRO CERÂMICA

7 O trabalho foi realizado com os seguintes objetivos: 1) Identificar, mensurar e avaliar as árvores do Bairro Cerâmica na cidade de São Caetano do Sul, SP; 2) Verificar a adequação ao local estudado, detectando possíveis problemas na arborização, como interferência da copa e do sistema radicular nos elementos urbanos e no trânsito de veículos e pedestres, presença de injúrias, problemas fitossanitários, e podas mal executadas; 3) Identificar trechos não arborizados e verificar a possibilidade de arborização nestes locais; 4) Propor melhorias para a arborização urbana existente com a participação da comunidade.

8 DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO BAIRRO CERÂMICA Foram avaliados 1081 indivíduos que correspondem a 100 % da população vegetal das vias públicas do bairro. Destes, 992 são dicotiledôneas arbóreas, sendo que 60% pertencem a espécies exóticas, 22% à nativas brasileiras e 18% à espécies nativas da região. Foram encontradas 67 espécies, sendo 37 exóticas, 14 nativas brasileiras e 11 nativas da região.

9 DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO BAIRRO CERÂMICA As espécies exóticas mais freqüentes foram: Ficus benjamina, Ligustrum lucidum, Lagerstroemia indica, Murraya paniculata, Tabebuia pentaphylla. Os indivíduos destas espécies correspondem a 45% da população analisada. As espécies nativas brasileiras mais freqüentes foram: Tabebuia alba, Tabebuia roseo-alba, Caesalpinia férrea, que correspondem a 7% da população analisada. As espécies nativas regionais mais freqüentes foram: Caesalpinia peltophoroides, Bauhinia forticata e Tibouchina granulosa, correspondendo a 7% do total de indivíduos. Foi verificado um predomínio de espécies exóticas, com concentração em poucas espécies, algumas inadequadas como Ligustrum lucidum, Ficus benjamina e Lagerstroemia indica.

10 CONSIDERAÇÕES Entre os principais problemas associados à gestão pública está a poda inadequada da copa, plantio em época inadequada e problemas de raiz como quebra e destruição das calçadas em decorrência da falta de área permeável ao redor da planta. A alta freqüência de espécies exóticas demonstra uma ausência de preocupação com a conservação da flora nativa. É importante que as espécies exóticas sejam, de forma planejada e gradativa, substituídas por espécies nativas da região. É importante que os técnicos responsáveis e a própria população sejam conscientizados sobre a problemática das espécies exóticas evitando desta forma que ocorram novas introduções que possam mais tarde acarretar invasão biológica. Em futuros planejamentos de manejo deverá ser prevista a substituição gradativa das espécies exóticas por outras, sobretudo as de Floresta Ombrófila Densa de Mata Atlântica, por ser o bioma da região.

11 CONSIDERAÇÕES A interferência da população na arborização pode ser detectada pela presença de vários exemplares plantados em vasos, presença de espécies arbustivas, gimnospermas e palmeiras exóticas no lugar das dicotiledôneas arbóreas, e também devido à existência de espécies frutíferas como Eugenia uniflora, Citrus limon, Mangifera indica, Eriobotrya japonica, e Artocarpus integrifólia. Durante a execução deste trabalho também foi verificado o plantio de mudas em época errada uma vez que cerca de 200 mudas foram plantadas pela Prefeitura Municipal a partir da segunda quinzena do mês de Maio, as quais ficaram submetidas a um período de baixa precipitação característico desta época do ano o que determinou a morte da maioria dos indivíduos plantados. Os dados obtidos neste levantamento estão sendo reunidos em um banco de dados que será disponibilizado em ambiente virtual em futuro projeto, já iniciado, sobre monitoramento e gestão participativa da arborização do município.

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13 LEVANTAMENTO DE NASCENTES DO BAIRRO CERÂMICA Em São Caetano do Sul, inúmeras nascentes foram gradativamente aterradas e/ou canalizadas para a rede de águas pluviais, conforme a expansão urbana foi consolidada. No bairro Cerâmica, alguns moradores relatam que ainda existem minas dágua em seus terrenos. A localização destas nascentes foi feita primeiramente através de entrevistas realizadas com os moradores mais antigos do local, os quais deram as indicações das nascentes conhecidas por eles. A partir destas indicações e entrevistas com demais moradores, foram apontadas dezessete nascentes na área de estudo: três ativas, seis canalizadas diretamente para a rede de águas pluviais e as demais aterradas.

14 LEVANTAMENTO DE NASCENTES DO BAIRRO CERÂMICA Foram feitas coletas semanais de amostras de água de três nascentes para uma averiguação inicial de parâmetros de qualidade. A água das três nascentes analisadas apresentou condições impróprias para consumo humano com alto índice de nitrato e manganês. Foi detectada a presença de coliformes fecais e Escherichia coli. Tais dados estão sendo reavaliados através de novas coletas e análises. Conforme verificado junto aos moradores, atualmente a água destas nascentes não é utilizada. Visa-se, em futuro projeto, elaborar uma proposta de recuperação e uso racional da água destas nascentes

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