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1 Faculdade de Engenharia - Campus de Guaratinguetá Pesquisa Operacional Livro: Introdução à Pesquisa Operacional Capítulo 2 - Programação Linear Fernando.

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1 1 Faculdade de Engenharia - Campus de Guaratinguetá Pesquisa Operacional Livro: Introdução à Pesquisa Operacional Capítulo 2 - Programação Linear Fernando Marins – Departamento de Produção

2 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Sumário 2 Modelagem e limitações da Programação Linear. Resolução Gráfica. Forma padrão de um modelo de Programação Linear. Definições e Teoremas. Forma canônica de um sistema de equações lineares. Método Simplex. Exercícios

3 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 3 Programação Linear: Preocupação em encontrar a melhor solução para problemas associados com modelos lineares. Modelo de Programação Linear: Maximização (ou minimização) de uma função objetivo linear com relação as variáveis de decisão do modelo. Respeitando-se as limitações (restrições) do problema expressas por um sistema de equações e inequações associadas com as variáveis de decisão do modelo. Programação Linear

4 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 4 Razões para o uso da Programação Linear: 1.Grande variedade de situações podem ser aproximadas por modelos lineares. 2.Existência de técnicas (algoritmos) eficientes para a solução de modelos lineares. 3.Possibilidade de realização de análise de sensibilidade nos dados do modelo. 4.Estágio de desenvolvimento da tecnologia computacional.

5 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 5 Passos básicos na obtenção de modelos de PL: 1.Identificar as variáveis de decisão, representá-las em simbologia algébrica. 2.Identificar as restrições do problema, expressá-las como equações ou inequações lineares em termos das variáveis de decisão. 3.Identificar o objetivo de interesse no problema, representá-lo como função linear em termos das variáveis de decisão, que deverá ser maximizada ou minimizada.

6 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 6 Construção de modelos não é uma ciência, mas uma arte, podendo ser melhorada com a prática. Exemplos a serem trabalhados: Determinação do mix de produção Seleção de mídia para propaganda Um problema de treinamento Uma indústria química Uma oficina mecânica Dimensionamento de equipes de inspeção

7 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 7 Determinação do mix de produção Uma companhia deseja programar a produção de um utensílio de cozinha que requer o uso de dois tipos de recursos – mão-de-obra e material. A companhia está considerando a fabricação de três modelos e o seu departamento de engenharia forneceu os dados a seguir: Modelo ABC Mão-de-obra (horas por unidade) 736 Material (kg por unidade) 445 Lucro ($ por unidade) 423 O suprimento de material é de 200 kg por dia. A disponibilidade diária de mão- de-obra é 150 horas. Formule um modelo de Programação Linear para determinar a produção diária de cada um dos modelos de modo a maximizar o lucro total da companhia.

8 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 8 Formulação do modelo 1.Identificação das variáveis de decisão: X A – produção diária do modelo A X B – produção diária do modelo B X C – produção diária do modelo C 2.Identificação das restrições: (Limitação de mão-de-obra) 7X A + 3X B + 6X C 150 (Limitação de material) 4X A + 4X B +5X C 200 (Não-negatividade) X A 0, X B 0, X C 0. 3.Identificação do objetivo: maximização do lucro total Lucro Total = L = 4X A + 2X B +3X C Max L = 4X A + 2X B +3X C

9 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 9 Modelo Encontrar números X A, X B, X C tais que: Max L= 4X A + 2X B +3X C Sujeito as restrições: 7X A + 3X B +6X C 150 4X A + 4X B +5X C 200 X A 0, X B 0, X C 0

10 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 10 Seleção de mídia para propaganda Uma companhia de propaganda deseja planejar uma campanha em 03 diferentes meios: TV, rádio e revistas. Pretende-se alcançar o maior número de clientes possível. Um estudo de mercado resultou em: TV horário RádioRevistas normalnobre Custo Clientes Atingidos Mulheres Atingidas bs: valores válidos para cada veiculação da propaganda.

11 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 11 A companhia não quer gastar mais de $ e, adicionalmente, deseja: (1) Que no mínimo 2 milhões de mulheres sejam atingidas; (2) Gastar no máximo $ com TV; (3) Que no mínimo 03 veiculações ocorram no horário normal TV; (4) Que no mínimo 02 veiculações ocorram no horário nobre TV; (5) Que o nº. de veiculações no rádio e revistas fiquem entre 05 e 10, para cada meio de divulgação. Formular um modelo de PL que trate este problema, determinando o nº. de veiculações a serem feitas em cada meio de comunicação, de modo a atingir o máximo possível de clientes.

12 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 12 Resolução do exemplo seleção de mídia para propaganda Variáveis de decisão: X 1 = nº. de exposições em horário normal na tv. X 2 = nº. de exposições em horário nobre na tv. X 3 = nº. de exposições feitas utilizando rádio X 4 = nº. de exposições feitas utilizando revistas. Função-objetivo: Maximizar nº. de clientes atingidos Max Z = X X X X 4

13 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 13 Restrições: Orçamento: X X X X Mulheres atingidas: X X X X Gasto com TV X X Nº. de veiculações em TV, rádio e revistas X 1 3, X 2 2, 5 X 3 10, 5 X 4 10 Não-negatividade X 1, X 2, X 3, X 4 0.

14 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 14 Um problema de treinamento Uma empresa de máquinas ferramentas tem um programa de treinamento para operadores de máquinas. Alguns operadores já treinados podem trabalhar como instrutores neste programa ficando responsáveis por 10 trainees cada. A empresa pretende aproveitar apenas 07 trainees de cada turma de 10. Estes operadores treinados também são necessários na linha de fabricação, e sabe-se que serão necessários para os próximos meses: 100 operadores em janeiro, 150 em fevereiro, 200 em março, e 250 em abril. Atualmente há 130 operadores treinados disponíveis na empresa.

15 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 15 Encontrar um modelo de PL que forneça um programa de treinamento de custo mínimo e satisfaça os requisitos da empresa em termos de nº. de operadores treinados disponíveis a cada mês. Observação: acordo firmado com o sindicato proíbe demissões de operadores treinados no período. Os custos associados a cada situação são: Trainees $ 400. Operador treinado trabalhando $ 700. Operador treinado ocioso $ 500.

16 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 16 Variáveis de decisão: X 6 = operadores ociosos em março X 5 = operadores trabalhando como instrutores em março X 4 = operadores ociosos em fevereiro X 3 = operadores trabalhando como instrutores em fevereiro X 2 = operadores ociosos em janeiro Resolução do exemplo: Um problema de treinamento Observe que a cada mês um operador treinado está: operando máquina, trabalhando como instrutor, ou está ocioso. Além disto, o nº. de operadores treinados trabalhando nas máquinas é fixo e conhecido: 100 em janeiro, 150 em fevereiro, 200 em março e 250 em abril. X 1 = operadores trabalhando como instrutores em janeiro

17 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 17 Função-objetivo: Min C = 400 (10X X X 5 ) (X 1 + X 3 + X 5 ) (X 2 + X 4 + X 6 ) ( ) Min C = 4700X X X X X X Custo total = custo trainees + custo instrutores + custo ociosos + custo operadores trabalhando em máquinas.

18 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 18 Restrições: X 1, X 2, X 3, X 4, X 5, X 6 0 (não-negatividade) Abril: 250 = X 1 + 7X 3 + 7X 5 7X 1 + 7X 3 + 7X 5 = 120. operadores treinados no início do mês = operadores nas máquinas + instrutores + operadores ociosos. Equação de balanço mensal: Janeiro: 130 = X 1 + X 2 X 1 + X 2 = 30 Fevereiro: X 1 = X 3 + X 4 7X 1 - X 3 - X 4 = 20 Março: X 1 + 7X 3 = X 5 + X 6 7X 1 + 7X 3 - X 5 - X 6 = 70

19 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 19 Uma indústria química Dois produtos, A e B, são feitos a partir de duas operações químicas. Cada unidade do produto A requer 02 horas da operação 1 e 03 horas da operação 2. Cada unidade do produto B requer 03 horas da operação 1 e 04 horas da operação 2. O tempo total disponível para a realização da operação 1 é de 16 horas, e o tempo total para a operação 2 é de 24 horas. A produção do produto B resulta, também, num subproduto C sem custos adicionais. Sabe-se que parte do produto C pode ser vendido com lucro, mas o restante deve ser destruído. Previsões mostram que no máximo 05 unidades do produto C serão vendidas, e sabe-se que cada unidade do produto B fabricada gera 02 unidades do produto C.

20 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 20 Sabe-se que: Produto A gera um lucro de $ 4 por unidade. Produto B gera um lucro de $ 10 por unidade. Produto C gera um lucro de $ 3 por unidade se for vendido. Produto C gera um custo de $ 2 por unidade se for destruído Determinar um modelo de PL para tratar este problema, e encontrar quanto produzir de cada produto, de modo a maximizar o lucro da indústria química.

21 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 21 Observe que o lucro da venda do produto A é uma função linear, mas com respeito ao produto C isto não ocorre. Resolução do exemplo: Uma indústria química - produto A Quantidade Lucro Produto A 4 Produto B 10 Quantidade Produto C -2 Lucro 3 5

22 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 22 2 X X 2 16 (disponibilidade de tempo para operação 1) 3 X X 2 24 (disponibilidade de tempo para operação 2) X 3 + X 4 = 2 X 2 (produção do produto C a partir do produto B) X 3 5 (previsão de produto C que pode ser vendido) X 1, X 2, X 3, X 4 0 (não-negatividade) Restrições: Artifício: considerar as variáveis de decisão como sendo X 1 = quantidade produto A produzida X 2 = quantidade produto B produzida X 3 = quantidade produto C vendida X 4 = quantidade produto C destruída Função-objetivo: Max Z = 4 X X X 3 – 2 X 4

23 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 23 Oficina mecânica Uma oficina mecânica tem 01 furadeira vertical e 05 fresas, que são usadas para a produção de conjuntos formados de 2 partes. Sabe-se qual é a produtividade de cada máquina na fabricação destas partes do conjunto: FuradeiraFresa Parte Parte Obs: tempo para produzir as partes dado em minutos.

24 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 24 O encarregado pela oficina deseja manter uma carga balanceada nas máquinas de modo que nenhuma delas seja usada mais que 30 minutos por dia que qualquer outra, sendo o carregamento de fresamento dividido igualmente entre as 05 fresas. Achar um modelo de PL para dividir o tempo de trabalho entre as máquinas de modo a obter o máximo de conjuntos completos ao final de um dia, num total de 08 horas de trabalho.

25 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 25 Restrições: 3X 1 + 5X (minutos por dia disponíveis para a furadeira) (20X X 2 )/5 = 4X 1 + 3X (minutos por dia disponíveis para cada fresa) Resolução do exemplo: Oficina mecânica Variáveis de decisão: X 1 = número de partes 1 produzidas por dia X 2 = número de partes 2 produzidas por dia

26 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 26 Observe que esta última restrição não é linear, mas é equivalente a duas equações lineares que podem substituí-la: X 1 - 2X 2 30 e -X 1 + 2X 2 30 X 1, X 2 0 (não-negatividade). |(4X 1 + 3X 2 ) - (3X 1 + 5X 2 )| = |X 1 -2X 2 | 30 (Balanceamento de carga entre as máquinas)

27 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 27 maximização do número de conjuntos completos por dia Max Z = min (X 1, X 2 ) Observe que esta função não é linear, mas pode ser linearizada utilizando-se uma nova variável, da forma: Seja Y = min (X 1, X 2 ), Y 0, naturalmente tem-se duas novas restrições Dadas por: Y X 1 e Y X 2. A função-objetivo linear fica sendo: Max Z = Y Função-objetivo:

28 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 28 Problema de dimensionamento de equipes de inspeção Uma companhia deseja determinar quantos inspetores alocar à uma dada tarefa do controle da qualidade. As informações disponíveis são: Há 08 inspetores do nível 1 que podem checar as peças a uma taxa de 25 peças por hora, com uma acuracidade de 98%, sendo o custo de cada inspetor deste nível $4 por hora; Há 10 inspetores do nível 2 que podem checar as peças a uma taxa de 15 peças por hora, com uma acuracidade de 95%, sendo o custo de cada inspetor deste nível $3 por hora.

29 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 29 A companhia deseja que no mínimo 1800 peças sejam inspecionadas por dia (= 08 horas). Sabe-se, ainda, que cada erro cometido por inspetores no controle da qualidade das peças acarreta um prejuízo à companhia de $2 por peça mal inspecionada. Formular um modelo de PL para possibilitar a designação ótima do nº. de inspetores de cada nível de modo a otimizar o custo da inspeção diária da companhia.

30 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 30 Função objetivo: Minimizar C = custo total diário de inspeção ($/dia) onde : custo total = custo do salário dos inspetores + custo dos erros Min C = 8 *[(4X 1 + 3X 2 ) + 2 * (25*0,02X *0,05X 2 )] Min C = 40X X 2 Resolução do exemplo: Dimensionamento de equipes de inspeção Variáveis de decisão: X i = nº. de inspetores do nível i (= 1, 2) alocados à inspeção.

31 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Modelagem em Programação Linear 31 1.Quanto ao nº. de inspetores disponíveis: X 1 8 (inspetores do nível 1) X 2 10 (inspetores do nível 2) 2. Quanto ao nº. de peças inspecionadas por dia: 8 * (25X X 2 ) X 1 + 3X Restrições implícitas de não negatividade: X 1 0 X 2 0. Restrições:

32 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 32 Aplicável para modelos com 02 variáveis de decisão Útil para a ilustração de alguns conceitos básicos utilizados na resolução de modelos de maior porte. Etapas a serem seguidas na resolução gráfica 1º Passo: identificar a região viável do modelo, isto é, quais são os pares (X 1, X 2 ) que satisfazem a todas as restrições. 2º Passo: achar a melhor solução viável, denominada Solução Ótima e denotada por (X 1 *, X 2 *), que leva ao valor ótimo da função-objetivo Z*.

33 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 33 Problema de mix de Produção Fabricação de dois modelos de brinquedos: B 1 e B 2. Lucros unitários/dúzia: $8 para B 1 e $5 para B 2 Recursos disponíveis: 1000 kg de plástico especial. 40 horas para produção semanal. Requisitos do Departamento de Marketing: Produção total não pode exceder 700 dúzias; A quantidade de dúzias de B 1 não pode exceder em 350 a quantidade de dúzias de B 2. Dados técnicos: B 1 requer 2 kg de plástico e 3 minutos por dúzia. B 2 requer 1 kg de plástico e 4 minutos por dúzia.

34 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 34 A Gerência está procurando um programa de produção que aumente o lucro da Companhia.

35 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 35 Variáveis de decisão: X 2 : produção semanal de B 2 (em dúzias). X 1 : produção semanal de B 1 (em dúzias). Função Objetivo: Maximizar o Lucro semanal

36 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 36 Max 8X 1 + 5X 2 (Lucro semanal) sujeito a: 2X 1 + 1X (Plástico - Kg) 3X 1 + 4X (Tempo de produção - minutos) X 1 + X (Produção total) X 1 - X (mix) X j 0, j = 1,2 (Não negatividade)

37 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 37 Conceitos importantes: Os pontos (X 1, X 2 ) que satisfazem todas as restrições do modelo formam a Região Viável. Esses pontos são chamados de Soluções Viáveis. Usando a resolução gráfica pode-se representar todos as restrições (semi-planos), a função objetivo (reta) e os três tipos de pontos viáveis.

38 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 38 1º Passo: Traçar eixos cartesianos, associando a cada um deles uma variável de decisão. No exemplo de fabricação de brinquedos: X 1 para o eixo das abscissas e X 2 para o eixo das ordenadas. As restrições de não-negatividade, X 1 0 e X 2 0, implicam que os pares (X 1, X 2 ) viáveis estão no 1º quadrante dos eixos considerados.

39 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 39 2º Passo: Observar que a função-objetivo, ao se fixar um valor para Z, representa uma reta. Alterações neste valor de Z gera uma família de retas paralelas. No exemplo dos brinquedos: considere a reta obtida fazendo Z= 2000, isto é, a reta dada por 8X 1 + 5X 2 = Percebe-se que ao se traçar retas paralelas no sentido de ficar mais afastado da origem (0, 0), o valor de Z aumenta. De fato pode-se verificar que a reta paralela, que contém algum ponto da região viável, no caso o ponto ótimo X* = (320, 360), e está mais afastada da origem, corresponde a um valor ótimo da função objetivo Z* = 4360.

40 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 40 Representando as condições de não negatividade X2X2 X1X1

41 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 41 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Observar que no exemplo dos brinquedos, as restrições correspondem a semi-planos associados, respectivamente, às retas suportes dadas por: 2X 1 + 1X 2 = X 1 + 4X 2 = 2400 X 1 + X 2 = 700 X 1 - X 2 = 350 X j 0, j = 1,2 Notar que cada reta suporte define dois semi-planos no espaço (X 1, X 2 ). Para identificar qual destes semi-planos é de interesse no caso, ou seja, contém os pontos que satisfazem a desigualdade da restrição, basta testar algum ponto à esquerda ou à direita (acima ou abaixo) da reta suporte da desigualdade. Um ponto que torna isto fácil é a origem (0, 0), mas poderia ser qualquer outro.

42 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL Viável X2X2 Inviável Tempo de produção 3X 1 +4X Restrição da produção total X 1 +X (redundante) Restrição do plástico 2X 1 +X X1X1 700

43 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL Viável X2X2 Inviável Tempo de Produção 3X 1 +4X Restrição da produção total: X 1 +X (redundante) 500 Restrição do mix da produção: X 1 -X Restrição do plástico 2X 1 +X X1X1 700

44 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL Viável X2X2 Inviável X1X1 Há três tipos de pontos viáveis. Pontos interiores. Pontos na fronteira. Pontos extremos.

45 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 45 A busca por uma Solução Ótima: Começar com algum valor de lucro arbitrário, Por exemplo $ Depois aumentar o lucro, se possível......e continuar até que seja inviável X2X2 X1X1 X* = (320, 360) com Z* = 4.360

46 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 46 Pontos extremos e Soluções Ótimas Se o problema de Programação Linear tem uma Solução Ótima, um ponto extremo é Solução Ótima. Resolução gráfica de modelos de PL

47 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 47 Visualização de situações possíveis X 2 Solução única X1X1 Z Z* Solução ilimitada Z X2X2 X1X1

48 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 48 Soluções Ótimas Múltiplas Quando a função objetivo é paralela a alguma restrição. Todos os pontos do segmento de reta serão Soluções Ótimas. X* = X* 1 + (1 - )X* 2, com 0 1 X* 1 X* 2

49 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 49 Múltiplas Soluções Ótimas 1 – Segmento de Reta Ótimo X1X1 X* Z Z*Z* X2X2 X2X2 X1X1 Múltiplas Soluções Ótimas 2 Semi-reta Ótima Z* X*

50 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Resolução gráfica de modelos de PL 50 X2X2 X1X1 O conjunto viável é vazio. Há restrições incompatíveis. Problema inviável

51 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 51 Um modelo de PL com m restrições e n variáveis está na forma padrão se possuir as características abaixo: 1.A função-objetivo é de minimização ou maximização; 2.Todas as restrições estão na forma de igualdade; 3.Todas as variáveis são não-negativas; 4.As constantes de cada restrição são não-negativas.

52 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 52 Modelo na forma padrão: Minimizar (ou maximizar) Z = C 1 X 1 + C 2 X C n X n Sujeito a:

53 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 53 Notação matricial para um modelo na forma padrão: Minimizar (ou maximizar) Z = C X Sujeito a : Onde: A (m x n) matriz de coeficientes tecnológicos X (n x 1) vetor das variáveis de decisão b (m x 1) vetor de demandas C (1 x n) vetor de custos (lucros) Forma padrão de modelo de PL

54 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 54 Redução de um modelo geral para a forma padrão O Método Simplex exige que o modelo esteja na forma padrão. Tratando com restrições na forma de inequações: Estas restrições são transformadas em equações através da introdução de novas variáveis (não-negativas), chamadas de variáveis de folga. Forma padrão de modelo de PL

55 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 55 Tratando com variáveis não-positivas: Suponha que num determinado modelo há uma variável X 1 0. Basta substituí-la no modelo por uma nova variável não- negativa X 1 0, dada por X 1 = – X 1.

56 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 56 Exemplo: Considere o problema de dimensionamento de equipes de inspeção: X 1 8 X 1 + X 3 = 8, X 3 0 é uma variável de folga. X 2 10 X 2 + X 4 = 10, X 4 0 é uma variável de folga. 5 X X X X 2 – X 5 = 45, X 5 0 é uma variável de folga.

57 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 57 Interpretação das variáveis de folga no exemplo: X 3 = número de inspetores do nível 1 não utilizados. X 4 = número de inspetores do nível 2 não utilizados. X 5 = número (extra) de peças inspecionadas por dia, acima da quantidade mínima (1800) especificada pela empresa Variáveis de folga fornecem informações úteis sobre o problema.

58 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL 58 Tratando com variáveis livres (irrestritas em sinal): Em algumas situações exige-se o uso de variáveis que podem assumir tanto valores positivos, nulos, e negativos. Estas variáveis são chamadas de livres (free) ou irrestritas em sinal. Exemplo: Modelo de Planejamento Macroeconômico Uma das Variáveis de Decisão é a Taxa de Inflação que pode assumir qualquer valor positivo, nulo ou negativo (neste caso é conhecida como Deflação).

59 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Tratando com variáveis livres (irrestritas em sinal): 59 Estas variáveis devem ser eliminadas do modelo na forma padrão. Há, pelo menos, duas maneiras de se fazer isto: 1. Por substituição – utilizando uma das restrições do modelo, já na forma padrão (igualdade), procura-se expressar a variável livre como função das demais variáveis (não negativas) do modelo. A seguir eliminar a variável livre do modelo substituindo-a pela função escolhida na etapa anterior. A equação utilizada para expressar a variável livre como função das demais variáveis também será eliminada do modelo. 2. Por transformação – Suponha que a variável livre é S. Basta substituir em todas as restrições, e na função objetivo, a variável S por S = S – S, com S 0 e S 0 sendo duas novas variáveis (auxiliares) no modelo.

60 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL Exemplo Completo Obtenha a forma padrão do modelo abaixo: Maximizar Z = X 1 – 2X 2 + 3X 3 Sujeito a: 60

61 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL Introduzir variáveis de folga nas restrições (1) e (2): X 1 + X 2 + X 3 + X 4 = 7 (1) com X 4 0. X 1 – X 2 + X 3 – X 5 = 2 (2) com X Multiplicar a restrição (3) por (– 1) para eliminar b 3 = – 5 < 0: –3X 1 + X 2 + 2X 3 = 5 (3) 3. Substituir X 2 0 por X 2 0 através de X 2 = – X 2 : Max Z = X X X 3 Sujeito a:

62 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma padrão de modelo de PL Eliminar X 3 : 4.1. Substituição ou 4.2. Transformação Max Z = -2X 1 + 5X 2 - 3X ou Max Z = X 1 + 2X 2 + 3X 3 - 3X 3 s. a: Usando De (1): X 3 = 7 – X 1 + X 2 – X 4 ou X 3 = X 3 – X 3

63 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Definições e Teoremas em PL 63 Ponto central na resolução de modelos de PL é a solução de sistemas de equações lineares. Apresenta-se a seguir o Método de Eliminação de Gauss Jordan. Considere o sistema de equações abaixo: (S 1 ) (nº variáveis >> nº equações)

64 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Definições e Teoremas em PL 64 Conjunto solução de (S 1 ) é a coleção de todos os valores de (X 1, X 2, X 3, X 4, X 5 ) que satisfazem as equações (1) e (2) conjuntamente. Dois sistemas são equivalentes se possuem o mesmo conjunto solução. Sistemas equivalentes podem ser obtidos por meio de operações elementares sobre as linhas do sistema: 1. Multiplicar (dividir) qualquer equação por um nº. 2. Adicionar à qualquer equação uma Combinação Linear das demais equações.

65 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma Canônica 65 Um sistema (S 2 ) equivalente a (S 1 ) pode ser obtido multiplicando-se a equação (1) por – 1 e adicionando-se o resultado à equação (2): (S 2 ) Um sistema (S 3 ) equivalente a (S 1 ) pode ser obtido multiplicando-se equação (4) por 2 e adicionando-se o resultado à equação (3): (S 3 ) (S 3 ) é denominado uma forma canônica do sistema original (S 1 ).

66 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Forma Canônica 66 Considere uma forma canônica de um sistema de equações lineares: (como (S 3 ) anteriormente obtido) Uma variável é dita ser variável básica para uma dada equação do sistema se ela possuir coeficiente 1 nesta equação e coeficientes nulos nas demais equações do sistema. Exemplo: em (S 3 ) X 1 e X 2 são variáveis básicas Variáveis que não satisfazem a condição acima são chamadas de variáveis não-básicas. Exemplo: em (S 3 ) X 3, X 4, X 5 são variáveis não-básicas.

67 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Solução Básica 67 A solução de um sistema na forma canônica, obtida fazendo-se as variáveis não-básicas iguais a zero, é chamada de uma solução básica (SB). Nº máximo de soluções básicas = Exemplo: Em (S 3 ) fazendo-se X 3 = X 4 = X 5 = 0 X 1 = 6 e X 2 = 2 formam uma solução básica. Nº de soluções básicas = = 10 Uma Solução Básica Viável (SBV) de um sistema é uma solução básica onde todas as variáveis assumem valores não-negativos. Exemplo: a solução básica do exemplo anterior é uma SBV.

68 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Pivoteamento 68 Operações de Pivoteamento são as operações elementares aplicadas à um sistema para transformar uma dada variável em variável básica. São usadas pelo método de eliminação de Gauss Jordan. Deve-se identificar o elemento Pivô – que deve ser transformado em 1 e os demais elementos da sua coluna que devem ser transformados em 0. Para obter uma forma canônica de um sistema basta aplicar uma sequência de operações de pivoteamento (método de Gauss Jordan) de modo se conseguir uma variável básica associada com cada equação.

69 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método de Eliminação de Gauss Jordan 69 Artifício para a realização de operações de pivoteamento: Considere o sistema (S) abaixo: (S) Achar (S) uma forma canônica de (S) de modo que X 1 seja a variável básica associada com a equação (1), e X 3 seja a variável básica associada com a equação (2).

70 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método de Eliminação de Gauss Jordan 70 VB X 1 X 2 X 3 b Operações Elementares Feitas X (1) - Pivô em azul X (2) (S) Solução básica (não é viável): X 1 = – 4 (Variável básica) X 3 = 2 (Variável básica) X 2 = 0 (Variável não básica) X / (1) = (1) - 3*(2) X 3 0 3/2 1 2 (2) = (2)/2 – Equação do Pivô X (1) = (1)/2 - Equação do Pivô X (2) = (2) + (1) – Pivô em Azul

71 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Teoremas em PL 71 Teorema 1 Dado um modelo já na forma padrão, as soluções básicas viáveis do sistema de equações, correspondente às restrições do modelo, estão associadas a pontos extremos do conjunto de soluções viáveis do modelo original. Teorema 2 Se um modelo de Programação Linear possui Solução Ótima então pelo menos um ponto extremo, do conjunto de soluções viáveis do modelo original, corresponde a uma Solução Ótima.

72 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Comentários Gerais 72 Procedimento simplista para resolver um modelo de PL Gerar todas as possíveis soluções básicas viáveis. Determinar qual das soluções básicas viáveis corresponde ao melhor valor da função-objetivo. Problemas: 1. Nº de soluções básicas viáveis pode ser excessivo. 2. Modelo pode apresentar solução ilimitada ou ainda ser inviável. Observe que problemas de médio porte, que aparecem na prática, costumam envolver centenas de variáveis (valor de n) e milhares de restrições (valor de m).

73 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Comentários Gerais 73 Linhas de Pesquisa Algoritmos de pontos interiores e suas derivações. Implementações de algoritmos para processamento em paralelo. Linguagens de modelagem: ajudar no desenvolvimento e aplicação de modelos de Pesquisa Operacional. Exemplos: AMPL - Modeling Language for Mathematical Programming - R. Fourer, D. M. Gay, and B. W. Kerningham, GAMS - General Algebraic Modeling System - J. Bisschop and A. Meeraus, Whats best - The ABC of Optimization - S. L. Savage, 1992.

74 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 74 Procedimento iterativo que resolve qualquer modelo de PL num número finito de iterações. Indica a ocorrência de múltiplas Soluções Ótimas, solução ilimitada, e problema inviável. Etapas de aplicação do Método Simplex Considere um modelo de PL que esteja na forma padrão, e uma Solução Básica Viável inicial. O Método Simplex consiste basicamente da aplicação sucessiva de duas etapas: Etapa A: Identificação de uma Solução Ótima. Etapa B: Melhoria de uma Solução Básica Viável.

75 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 75 Etapa A: Identificação de uma Solução Ótima. Verificar se a Solução Básica Viável atual satisfaz o critério de otimalidade do algoritmo: Se o critério for satisfeito termina a aplicação do método; Caso contrário deve-se aplicar a etapa B. Etapa B: Melhoria de uma Solução Básica Viável. Procurar obter uma Solução Básica Viável melhor que a atual: Determinação da variável não-básica que deve entrar; Determinação da variável básica que será substituída; Obtenção da nova Solução Básica Viável - através de operações de pivoteamento.

76 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 76 Desenvolvimento do Método Simplex Seja um modelo de PL (minimização) colocado na forma padrão: Min Z = C 1 X 1 + C 2 X C n X n s. a:

77 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 77 Considere o sistema (S) abaixo: s. a: Obter, aplicando o método de eliminação de Gauss-Jordan, o sistema equivalente (S) = uma forma canônica de (S) onde: X 1 seja a variável básica referente a equação (1), X 2 seja a variável básica referente a equação (2),... X m seja a variável básica referente a equação (m), –Z seja a variável básica referente a equação (m+1). Método Simplex - Minimização

78 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 78 O sistema (S), que é uma forma canônica de (S), foi obtido pelas operações de pivoteamento aplicadas às variáveis X 1, X 2,..., X m, e –Z, é dado por:

79 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 79 Em (S) : (1) são respectivamente os novos coeficientes das variáveis nas equações de (S), as novas constantes nestas mesmas equações, e os novos coeficientes das variáveis na função objetivo (expressão (I)), obtidos pelas operações de pivoteamento no sistema (S). (2) Os coeficientes são denominados coeficientes de custo relativo (ou reduzido) das variáveis não-básicas da solução atual. (3) Há uma Solução Básica Viável explícita em (S), onde: Variáveis básicas: Variáveis não-básicas: Valor da função objetivo:

80 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 80 Visualização da etapa A do Método Simplex: Teste de otimalidade da Solução Básica Viável atual. Min Z = 4X 1 + X 2 + X 3 s. a: (S):

81 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 81 Aplicando o método de eliminação de Gauss Jordan para obter uma forma canônica (S) associando X 3 como variável básica para a equação (1), X 1 para a equação (2) e –Z para a equação (3), tem-se: (S): Solução básica viável atual Variáveis básicas: X 1 = 1/2, X 3 = 3/2 Variáveis não-básicas: X 2 = 0 Função objetivo: Z = Z 0 = 7/2

82 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 82 De (I):Z = 7/2 – 13/4 X 2 Análise de otimalidade da Solução Básica Viável (SBV) atual: X 2 = 0 é variável não básica Se X 2 se tornar VB o valor de X 2 Se X 2 o valor de Z o que é desejável pois a função objetivo é de minimização Conclusão: A SBV atual não é ótima e X 2 deve se tornar VB numa próxima SBV melhor que a atual. Assim X 2 deve Entrar. Ir a etapa (B).

83 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 83 Etapa (A) do Método Simplex Questão: Como verificar se a Solução Básica Viável explicitada em (S) é ótima para o modelo em estudo? Resposta: Considere a expressão (I) em (S), dada por:

84 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 84 Analisando (I) há duas possibilidades: Se não há então a solução atual é ótima. Não haverá a aplicação da etapa (B). Fim da aplicação do Método Simplex. Se há a solução atual não é ótima. Uma variável não-básica X S, associada com um coeficiente de custo relativo negativo, deve ser transformada em variável básica numa próxima solução básica viável. Esta nova Solução Básica Viável terá um valor para a função objetivo melhor (no caso do modelo de minimização, menor) que o valor da função objetivo atual Z 0. Aplicar a etapa (B).

85 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 85 Visualização da etapa B do Método Simplex (PL de Minimização): Seja uma Solução Básica Viável disponível dada por, X 1 = 5, X 2 = 6, X 3 = X 4 = 0, Z = 4, Associada ao sistema (S) abaixo: (S): Aplicando a etapa (A) tem-se: Como Desta maneira X 3 deve Entrar e seu valor deverá aumentar. Observe-se que X 4 não deve Entrar pois piorará o valor da F. O.

86 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex (minimização) 86 Problema: Até quanto aumentar o valor de X 3 ? Análise: como X 4 = 0 (permanece variável não-básica), tem-se: De (1): X 1 = 5 – 2X 3 ou seja se De (2): X 2 = 6 – 2X 3 ou seja se Sabe-se que X 1 0 X 3 5/2 Sabe-se que X 2 0 X 3 6/2 Portanto X 3 substituirá X 1 no conjunto das variáveis básicas da nova Solução Básica Viável dada por: X 3 = 5/2, X 2 = 1, X 1 = X 4 = 0, Z = 4 - 4X 3 = -6

87 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 87 Etapa (B) do Método Simplex Hipótese: Há um coeficiente de custo relativo deve-se achar uma nova Solução Básica Viável onde X S seja variável básica. Problema: Qual das atuais variáveis básicas será substituída por X S na próxima Solução Básica Viável?

88 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 88 Solução: Sejam i,s os coeficientes de X S nas equações do sistema de restrições, onde i = 1,..., m. Procurar a equação r do sistema de restrições onde ocorra: A variável básica da Solução Básica Viável atual associada com a equação r acima será substituída por X S.

89 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 89 Artifício para aplicar as etapas (A) e (B) do Método Simplex. Considere o exemplo de minimização usado na visualização da etapa (B), já colocado numa forma canônica:

90 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Minimização 90 VB X 1 X 2 X 3 X 4 b X X Não há, assim a solução atual é ótima. Z* = - 6 -Z X 3 1/ /2 5/2 X Z Operacionalização da aplicação das etapas (A) e (B): (5/2) menor quociente X 1 sai (6/2) X 3 entra

91 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex - Maximização 91 Modelo de Programação Linear com função objetivo de maximização. Etapa (A): Solução básica viável atual será ótima Etapa (B): A variável X S que entra terá > 0, para possibilitar uma melhoria (aumento) no valor da função objetivo associado com a Solução Básica Viável atual. Importante: as operações de pivoteamento não se alteram.

92 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex (maximização) 92 Exemplo de modelo de maximização resolvido pelo Método Simplex. Modelo original Modelo na forma padrão Max Z = 3X 1 + 5X 2 Max Z = 3X 1 + 5X 2 s. a: s. a:

93 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 93 VB X 1 X 2 X 3 X 4 X 5 b X X X Z X X X Z X 3 * /3 -1/3 2 X 2 * X 1 * /3 1/3 2 -Z* Solução Ótima X* 1 = 2, X* 2 = 6, X* 3 = 2, X* 4 = X* 5 = 0, Z* = 36 Entra X 2, Sai X 4 Entra X 1, Sai X 5

94 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 94 Comentários Gerais Considere um modelo de Programação Linear na forma padrão que seja de minimização. (1) Ocorrência de Empate na Entrada: Escolher para entrar a variável não-básica X s associada ao menor valor de coeficiente de custo relativo < 0. (Regra de entrada de Dantzig)

95 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 95 (2) Identificação de Solução Ilimitada: Pode ser feita a identificação de solução ilimitada durante a aplicação da etapa (B). Se houver alguma variável não-básica X s para entrar que tenha coeficientes 0, em todas as equações i (= 1,..., m) do sistema de restrições.

96 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 96 Exemplo de Modelo com Solução Ilimitada: Seja a Solução Básica Viável abaixo, associada a forma canônica (S): X 1 = 5, X 2 = 6, X 3 = X 4 = 0, Z = – 4 (S): Observar que = – 4 < 0 X 3 deve entrar. Quem vai sair? De (1): X 1 = 5 + 2X 3 quando X 3 X 1, X 2 e Z De (2): X 2 = 6 + 2X 3 Assim o modelo apresenta solução ilimitada com Z –.

97 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 97 (3) Interpretação geométrica do Método Simplex: Em cada iteração do Método Simplex (Etapa (A) + Etapa (B)) há um deslocamento de uma Solução Básica Viável para outra que apresenta um valor para a função objetivo melhor. Em termos da resolução gráfica: numa iteração há a locomoção de um ponto extremo para outro ponto extremo adjacente na região viável do modelo em questão.

98 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 98 Exemplo: Modelo original Min Z = –3X 1 – 5X 2 s. a: X 2 Região viável X 1

99 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 99 s. a: Exemplo: Modelo original Modelo na forma padrão Min Z = –3X 1 – 5X 2 Min Z = –3X 1 – 5X 2 X 2 Região viável X 1

100 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 100 VB X 1 X 2 X 3 X 4 X 5 b X X X Z X X X Z X 3 * /3 -1/3 2 X 2 * X 1 * /3 1/3 2 -Z* Solução básica viável ótima: X 1 * = 2, X 2 * = 6, X 3 * = 2, X 4 * = X 5 * = 0, Z* = –36 Resolução do exemplo para interpretação geométrica do Método Simplex: Quadro 1: Entra X 2 Sai X 4 Quadro 2: Entra X 1 Sai X 5 Quadro 3 (ótimo)

101 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 101 Quadro 2: X 1 = X 4 = 0, Z = -30, X 2 = 6, X 3 = 4, X 5 = 6. Quadro 3: X 4 *= X 5 * = 0, Z* = -36, X 1 * = 2, X 2 * = 6, X 3 * = 2. Quadro 1: X 1 = X 2 = 0, Z = 0, X 3 = 4, X 4 = 6, X 5 = 18. X 2 Região viável X 1 Visualização das iterações

102 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 102 (4) Identificação de Soluções Ótimas Múltiplas: Considere que há uma Solução Básica Viável ótima para um modelo de minimização, ou seja, tem-se Z* = Z* e todos 0 para toda variável não-básica X s. A identificação da ocorrência de Soluções Ótimas múltiplas é feita, no Quadro Ótimo, quando há alguma variável não-básica X j com = 0. Assim ao se escolher X j para entrar no conjunto das variáveis básicas, não se alterará o valor ótimo Z* da função objetivo. Desta maneira, pode-se obter uma nova Solução Básica Viável ótima na qual X j será uma variável básica. Fica caracterizada assim a existência de múltiplas Soluções Ótimas.

103 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 103 Exemplo: Modelo original Modelo na forma padrão Min Z = – X 1 – 2X 2 Min Z = – X 1 – 2X 2 S. a: A seguir apresenta-se: A resolução gráfica do modelo original. A resolução do modelo na forma padrão pelo Método Simplex. Uma visualização das iterações desenvolvidas pelo Método Simplex sobre a região viável do modelo original.

104 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 104 Resolução gráfica do exemplo com múltiplas Soluções Ótimas Observação: X A *, X B * são soluções básicas viáveis ótimas, Z* = – 9 é o valor ótimo da função objetivo, a expressão geral da Solução Ótima é: X* = X A * + (1 – ) X B * com 0 1. (3,0)X1X Z = - 6 Z* = X* (0,4) X 2 = X A * = X B *

105 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 105 VB X 1 X 2 X 3 X 4 X 5 b X X X Z Solução ótima geral: X* = X A * + (1 - ) X B *, com 0 1, e Z* = - 9 X X X Z X 3 * X 2 * X 1 * Z* X 4 * 0 0 1/2 1 -1/2 1 X 2 * /2 0 1/2 3 X 1 * Z* Resolução do modelo na forma padrão Quadro 1: Entra X 2 e Sai X 4 Quadro 2: Entra X 1 e Sai X 5 Quadro 3: Ótimo (X A *) Quadro 4 Ótimo (X B *)

106 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 106 Visualização das iterações do Método Simplex Quadro 2: X 1 = X 4 = 0, X 2 = 4, X 3 = 3, X 5 = 1, Z = -8 Quadro 3: X 4 * = X 5 * = 0, X 1 * = 1, X 2 * = 4, X 3 * = 2, Z* = -9 Quadro 4: X 3 * = X 5 * = 0, X 1 * = 3, X 2 * = 3, X 4 * = 1, Z* = -9 Quadro 1: X 1 = X 2 = 0, X 3 = 3, X 4 = 4, X 5 = 9, Z = 0 XAXA XBXB X* X1X1 X2X2 (0,0) X* = X A * + (1 - ) X B *, onde 0 1 É o caso, em termos de resolução gráfica, de um segmento de reta ótimo.

107 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Método Simplex 107 Observação importante: Se no Quadro 3, na coluna da variável X 4 não houvesse algum coeficiente, não se poderia efetuar o pivoteamento; Então este é o caso, em termos da resolução gráfica, que a Solução Ótima é uma semi-reta, da forma X* = X A * com 1.

108 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá

109 109 Considere um modelo de Programação Linear que esteja na forma padrão Se todas as restrições do modelo original (ainda não colocado na forma padrão) forem desigualdades do tipo, tem-se uma forma canônica inicial (ou seja, uma Solução Básica Viável inicial) evidente, onde as variáveis básicas serão as variáveis de folga introduzidas para a redução das desigualdades para equações equivalentes. Se alguma restrição do modelo original for uma igualdade =, ou ainda desigualdade do tipo, a condição acima não ocorrerá e não haverá uma Solução Básica Viável inicial explícita. Quando não há uma Solução Básica Viável inicial deve-se utilizar algum procedimento de inicialização para o Método Simplex. Procedimentos de inicialização para o Método Simplex

110 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 110 (1) Método das Duas Fases. Fase 1: (a) Construção e resolução de um modelo artificial (b) Análise da Solução Ótima do modelo artificial Fase 2: Resolução do modelo original utilizando como solução inicial a Solução Ótima do modelo artificial. (2) Método do Big M. Introduz variáveis artificiais, nas equações do sistema de restrições (exatamente como o método das duas fases), e na função objetivo original com coeficientes penalizantes adequados, isto é, M >>0 para minimização e –M <<0 para maximização. A seguir apresenta-se as bases do Método das Duas Fases para inicialização do Método Simplex.

111 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 111 Desenvolvimento do Método das Duas Fases Considere que o modelo de Programação Linear na forma padrão abaixo não apresenta uma Solução Básica Viável inicial, isto é, não há uma forma canônica evidente. Modelo original (na forma padrão) Min Z = C 1 X 1 + C 2 X C n X n s.a:

112 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 112 Fase 1: Construção e resolução de um modelo artificial O modelo artificial, a partir das equações do sistema de restrições do modelo original será: com Y 1, Y 2,..., Y m sendo as variáveis artificiais não negativas. Min W = Y 1 + Y Y m s. a: A F. O. artificial sempre será de Minimização, qualquer que seja o Modelo Original.

113 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 113 Observe que o modelo artificial está na forma padrão com Solução Básica Viável inicial: X 1 = X 2 =... = X n = 0 (variáveis não-básicas) Y 1 = b 1, Y 2 = b 2,..., Y m = b m (variáveis básicas) W = b 1 + b b m. Analisando o valor ótimo da função objetivo W* do modelo artificial pode-se concluir: Caso 1: Se W* 0 há pelo menos uma variável básica artificial Y j com valor 0. Nesta situação conclui-se que o sistema de restrições do modelo original depende destas variáveis artificiais não nulas para ser satisfeito. Assim o Modelo Original é inviável. Não há a fase 2.

114 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 114 Caso 2: se W* = 0 Y 1 * = Y 2 * =... = Y m * = 0. Conclui-se que o sistema de restrições do Modelo Original pode ser satisfeito apenas com as variáveis X i. Desta forma o Modelo Original é viável. Subcaso 2.1: se todas as variáveis artificiais são não- básicas na Solução Ótima do modelo artificial. Basta eliminar todas as variáveis artificiais, substituir a função objetivo artificial pela original, e iniciar a fase 2.

115 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 115 Subcaso 2.2: se alguma variável artificial permanece como variável básica na Solução Ótima do modelo artificial. Observe que estas variáveis devem ser nulas, pois W* = 0. Deve-se, através de operações de pivoteamento, substituir estas variáveis artificiais básicas por variáveis originais, eliminar todas as variáveis artificiais não básicas, substituir a função objetivo artificial pela original, e iniciar a fase 2. Se não é possível substituir alguma variável artificial básica por uma variável original (pela inexistência de elemento pivot), basta eliminar a equação associada com a variável artificial em questão (a equação é uma combinação linear das demais equações do modelo original).

116 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 116 Visualização das iterações Modelo Min Z = -3X 1 - 5X 2 s. a: Exemplo de aplicação do Método das Duas Fases

117 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 117 Exemplo de aplicação do Método das Duas Fases Modelo Modelo na forma padrão Min Z = -3X 1 - 5X 2 Min Z = -3X 1 - 5X 2 s. a: s. a:

118 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Procedimentos de inicialização para o Método Simplex 118 Fase 1: construção do Modelo Artificial Min W = Y 1 s. a: X 1 + X 3 = 4 X 2 +X 4 = 6 3X 1 + 2X 2 – X 5 + Y 1 = 18 X i 0, i = 1,5; Y i 0 Solução básica viável inicial para o Modelo Artificial: X 1 = X 2 = X 5 = 0 (variáveis não-básicas) X 3 = 4, X 4 = 6, Y 1 = 18 (variáveis básicas) W = 18

119 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 119 Exemplo de aplicação do Método das Duas Fases VB X 1 X 2 X 3 X 4 X 5 Y 1 b X Adequar a X função Y objetivo -W Fase 1: Análise da Solução Ótima do Modelo Artificial W* = 0 Caso 2.1: Modelo Original viável. Não há variáveis básicas artificiais. Eliminar variáveis artificiais, substituir função objetivo artificial pela original. Iniciar fase 2. X X Quadro 1 Y W Fase 1: Resolução do Modelo Artificial X X Quadro 2 Y W X X /2 1 1/2 -1/2 3 Quadro 3 X /2 0 -1/2 1/2 3 -W* Transformar em Zeros os coeficientes das variáveis artificiais na F. O.

120 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá 120 VB X 1 X 2 X 3 X 4 X 5 b X Adequar a X /2 1 1/2 3 função X /2 0 -1/2 3 objetivo -Z Exemplo de aplicação do Método das Duas Fases Solução ótima (única) do Modelo Original: X 1 * = 4, X 2 * = 6, X 5 * = 6, X 3 * = X 4 * = 0, Z* = -42 Fase 2: Resolução do Modelo Original X X /2 1 1/2 3 Quadro 3 X /2 0 -1/2 3 -Z /2 0 -5/2 27 X 1 * X 5 * Quadro 4 X 2 * (Ótimo) -Z* Coeficientes de variáveis básicas na F. O. devem ser Zero

121 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Visualização da Iterações do Método das Duas Fases 121 Quadro 1: W = 18, Z = 0 (4, 0) Quadro 2: W = 6, Z = -12 X 1 (4, 3) Quadro 4: Ótimo, Z* = -42 Região Viável X 2 (2, 6) (4, 6) Quadro 3= Quadro 3: W = 0, Z = -27

122 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá SIM

123 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Exercícios: Resolver graficamente e pelo Simplex Min Z = X X 2 X 1 + X 2 3 s. a: 2X 1 + X 2 2 X 1, X 2 0 (R: Inviável) 2.Max Z = 6X X 2 3X 1 + 5X 2 15 s. a:5X 1 + 2X 2 10 X 1, X 2 0 R: há mais de uma solução ótima (Segmento de reta ótimo)

124 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Exercícios Max Z = 2X 1 + 2X 2 X 1 - X 2 -1 s. a: - ½ X 1 + X 2 2 X 1, X 2 0 (R: Solução ilimitada) 4.Max Z = X 1 + X 2 X 1 + 4X 2 4 s. a: 3X 1 + X 2 = 1 X 1, X 2 0 Comentário: Fica a Variável Artificial na solução ótima do Problema Artificial como Variável Básica, ela sai por pivoteamento.

125 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Exercícios Max Z = X 1 + X 2 2X 1 + 3X 2 = 5 s. a: - 6X 1 - 9X 2 = - 15 X 1 – X 2 0 Comentário: 1a. equação é X 1, X 2 0 combinação linear das demais. 6.Max Z = - 4X 1 + X 2 3X 1 + X 2 3 s. a: X 1 - X X1 – X2 - 4 X 1, X 2 0 R: Há mais de uma solução ótima (Semi-reta ótima)

126 Pesquisa Operacional - UNESP / Campus de Guaratinguetá Exercícios 7. Max Z = 3X 1 – 5X 2 s.a: -3X 1 + 5X 2 0 X 1 – 2X 2 -2 X i 0, i = 1,2 R: Há mais de uma solução ótima (Semi-reta ótima)


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