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SALVADOR MINUCHIN Abordagem da terapia familiar estrutural

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Apresentação em tema: "SALVADOR MINUCHIN Abordagem da terapia familiar estrutural"— Transcrição da apresentação:

1 SALVADOR MINUCHIN Abordagem da terapia familiar estrutural
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS Psicologia Clínica III Prof.: Sérgio Spritzer Grupo: Fernanda Stenert, Francéia, Franciane, Kleide, Liane, Lucas e Luciano

2 INTRODUÇÃO O presente trabalho pretende apresentar a terapia familiar estrutural, sua origem, desdobramentos e atualizações. O trabalho se divide em: Pequena biografia de Salvador Minuchin; Terapia estrutural: histórico Principais conceitos Críticas Terapia estrutural na atualidade Casos

3 BIOGRAFIA 1921 – Nasce em 13 de Outubro. San Salvador – Entre Rios.
Mais velho de 3 filhos (Imigrantes); cresce em uma pequena e fortemente fechada comunidade judaica na parte rural da Argentina. 1929 – Próspero comerciante Pobreza. No Segundo Grau – Ajudar jovens delinqüentes; Rousseau (vítimas da sociedade)‏ 1940 – (18ª) - Facultad de Medicina de la Universidad de Córdoba. 1944 – Movimentos de Esquerda; Protestos para derrubar Juan Perón – 3 meses na cadeia. 1946 – Termina a Graduação, e inicia a Residência em Pediatria, subárea psiquiatria.

4 BIOGRAFIA 1948 – Criação do Estado de Israel – Incorpora o exército israelense no tratamento de jovens soldados. 1950 – Ida aos Estado Unidos – Estudar Psiquiatria. Bellevue Hospital, New York City e no Jewish Board of Guardians (20 crianças). Treinamento psicanalítico, mas que ele não sentia compatível com o trabalho com crianças. 1951 – Casa com Patrícia Pittluck. Volta para Israel – 5 instituições residenciais (grupos, ao invés de indivíduos).

5 BIOGRAFIA 1954 – 1958 – Instituto de Psicanálise William Alanson White (NY). Harry Stack Sullivan – Psiquiatria Interação Interpessoal. Wiltwyck School for Boys – Praticando terapia familiar. Ver a família, pois a sós a técnica de tratamento não parecia efetiva. Trabalho em Grupo para desenvolver os princípios da Terapia de Família. Jovens e suas famílias não eram muito introspectivos, equipe de Minuchin foca na comunicação e no comportamento. Desenvolvem uma forma de terapia onde o terapeuta é muito ativo, como por exemplo, fazendo sugestões e dirigindo atividades.

6 BIOGRAFIA 1965 – Minuchin e família se mudam para Filadélfia. Diretor da Psiquiatria do Children's Hospital of Philadelphia; diretor do Philadelphia Child Guidance Clinic, e professor de Psiquiatria Infantil na Universidade da Pensilvânia - School of Medicine. Trabalha com crianças com doenças psicossomáticas – padrões familiares mal- adaptativos.

7 BIOGRAFIA 1975 – Minuchin retira-se da posição de diretor da Philadelphia Clinic. (Emérito – 1975 – 1981) 1981 – Family Studies (NY) 1983 – Sai da Universidade da Pensilvânia na Filadélfia e entra na New York University School of Medicine como professor pesquisador, onde sua esposa também ocupa o mesmo cargo. 1996 – Retira-se e se muda para Boston. Palestras e escritos (muitos sobre os efeitos da pobreza e dos sistemas sociais nas famílias)‏

8 HISTÓRICO 60’s e 70’s – Pesquisa o mundo social em que as famílias se inscrevem. Seu grupo trabalha com comunidades, agencias de serviço social, e outras instâncias do governo. Buscam entender a dinâmica familiar. Ele busca as concepções de outros terapeutas familiares e estudiosos das ciências sociais. Conhece a Teoria dos Sistemas de Gregory Bateson (que um sistema é composto por partes interdependentes que se afetam mutuamente.) Com isso começa a explicar a dinâmica familiar. Nathan Ackerman (analista infantil que olha os aspectos interpessoais da unidade familiar, e a maneira como os comportamentos dos indivíduos se relacionam com essa unidade).

9 HISTÓRICO O seu modelo estrutural compreende a família como um sistema que tende a defesa da sua estabilidade frente às mudanças de condições e influências internas e externas - quer favorecer a disfuncionalidade, mediante mecanismos que mantém o sofrimento na família ou em alguns membros. O restabelecimento das hierarquias, a formulação de limites claros, a definição de papéis e funções, e a dissolução de alianças ou triângulos são vistas por ele como o fator que ajudaria a regressar a uma estrutura familiar funcional. Ele busca alterar colisões e alianças entre os membros da família para que eles aprendam como os outros se sentem.

10 HISTÓRICO Junto com Jay Haley, Braulio Montalvo e Bernice Rosman desenvolve um programa de capacitação e treinamento para terapeutas familiares. Já incluía sessões supervisadas e gravações em vídeo das sessões de terapia. Nos 60’s - Suas concepções sobre a importância das estruturas e limites nos contextos familiares aparecem no meio dos psicoterapeutas que começam a tratar famílias, ao invés de indivíduos separados.

11 OBRAS MINUCHIN, SALVADOR,"Familias y terapia familiar",Gedisa, 1979
MINUCHIN, SALVADOR y y FISHMAN, H. CHARLES,"Técnicas de terapia familiar", Paidos, 1984 MINUCHIN, SALVADOR,"Caleidoscopio familiar: imágenes de violencia y curación", Paidos, 1985 MINUCHIN, SALVADOR y NICHOLS, MICHAEL P."La recuperación de la familia: Relatos de esperanza y renovación", Paidos, 1994 MINUCHIN, SALVADOR,"El arte de la terapia familiar", Paidos, 1998 MINUCHIN, PATRICIA, COLAPINTO, JORGE y MINUCHIN, SALVADOR, "Pobreza, institución y familia", Amorrortu, 2000

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13 PRINCIPAIS CONCEITOS Estrutura:
Arranjo específico dos termos de um sistema e subsistemas que tende a se manter ao longo do tempo; pode ser mutável ou fixa. Sistema: Conjunto de elementos que estabelecem algum tipo de relação entre si, formando um todo integrado e definível por uma meta.

14 Família Sistema humano aberto cuja estrutura, mais ou menos flexível, pode ser compreendida como um arranjo de funções específicas ocupadas pelos indivíduos que o compõe, formando, de acordo com as funções, diferentes subsistemas: Pai-Mãe; Filho-Filha; Irmão-Irmã; Marido-Esposa. A dinâmica na estrutura familiar se manifesta através de relações de poder hierárquico que se configuram entre os indivíduos em suas funções específicas e entre subsistemas inteiros. Há diferentes níveis de delimitação de subsistemas (emaranhamento, semi-difuso, permeável e rígido) bem como diferentes arranjos da hierarquia de poder.

15 Objetivo Uma família é considerada disfuncional à medida em que tem sua capacidade de lidar com estressores externos anulada ou severamente diminuída. Nesses casos, é necessário um rearranjamento estrutural que permita ao sistema familiar se adaptar novamente aos eventos e continuar a buscar sua meta adequeadamente. Promover tal mudança estrutural que permita o restabelecimento da funcionalidade do sistema é o objetivo da terapia de família.

16 Método Busca-se, através de intervenções sobre os diversos subsistemas, explicitar à família os padrões disfuncionais (subsistemas mistos, coalisões, hierarquias inadequadas) em operação no sistema e estimular a sua transformação e conseqüente reestruturação.

17 Técnicas de Terapia Familiar
(Minuchin & Fishman, 1990) Espontaneidade Deve-se dominar a técnica, para depois esquecê-la; O terapeuta tem que ser parte do sistema de pessoas interdependentes (família). Deve responder às circunstâncias de acordo com as regras do sistema. Ou seja, ele deve observar e tentar adotar um “jeito” que se conecte com o estilo da família. Assim, ele se sente fazendo parte do sistema, assim como é reconhecido como tal pelos membros da família; A espontaneidade do terapeuta é limitada pelo contexto da terapia. O terapeuta está dentro do campo, o qual observa e influencia. Portanto, suas ações são fruto do seu vínculo com a família

18 Famílias A família é como um organismo: um sistema complexo formado por subsistemas, os quais são formados por indivíduos ou por mais pessoas, que se agrupam por geração, sexo, função, etc. Cada indivíduo pertence a diferentes subsistemas, conforme os papéis desempenhados; Cada família desenvolve seus padrões de interação. Os membros individuais sabem, em diferentes níveis de consciência, as regras de funcionamento. Quando algum dos membros sai do preestabelecido, desequilibrando o sistema, surgem reivindicações de lealdade familiar e sentimentos de culpa;

19 Famílias Segurança X Restrição de Liberdade
A família saudável não tem uma estrutura rígida, sendo flexível para se ajustar às novas exigências de desenvolvimento de seus membros. Um dos objetivos do terapeuta é incentivar essa flexibilidade, mostrando novas possibilidades. As famílias são sistemas multi-individuais complexos, mas também são subsistemas de unidades mais amplas, como a família extensa, a vizinhança, etc.

20 Coparticipação O terapeuta deve coparticipar da família. Porém, deve tomar a posição de liderança. Um coterapeuta pode ajudar nesse processo. Posição de Proximidade: o terapeuta pode se associar com membros da família, até entrando em coalização com outros. Posição Mediana: o terapeuta coparticipa como um ouvinte ativo, que se supõe neutro. Posição Distante: o terapeuta usa sua posição de especialista. Funciona como um diretor, não um ator.

21 Planejamento A estrutura familiar nunca é logo mostrada para o terapeuta, que só pode conhecê-la bem no processo de coparticipação. O terapeuta deve estar pronto para, se necessário, descartar as hipóteses iniciais a respeito da família e reformular o planejamento do tratamento.

22 Mudança O terapeuta desestabiliza a homestose existente na família, criando crises que levam a uma melhor reorganização para o seu funcionamento. 3 estratégias principais da terapia estrutural: desafiar o sintoma, desafiar a estrutura da família e desafiar a realidade familiar. Desafiar o sintoma: A família identifica um de seus membros como o problema. Na verdade, o problema são certo padrões de interação da família. O sintoma é uma solução protetora: o portador do sintoma se sacrifica para defender a homeostase familiar.

23 Mudança A tarefa do terapeuta é desafiar a definição do problema e a resposta pensadas pela família. Esse desafio pode ser direto ou indireto. O objetivo é modificar a concepção que a família tem do problema, levando os membros a pensarem respostas alternativas de comportamento, afetivas e cognitivas. Técnicas: dramatização, focalização e aumento da intensidade. Desafiar a estrutura familiar: Observar e intervir em díades ou subsistemas que estejam muito próximos ou muito distantes. Sentimento de Pertencimento X Busca de Autonomia Técnicas: fixação de fronteiras, desequilíbrio e o ensino da complementaridade

24 Mudança  Desafiar a realidade familiar: Questionar as concepções que os membros da família foram criando ao longo do tempo, que podem ser percepções restritas da realidade. O terapeuta recebe o que a família apresenta, interpreta as informações e devolve à família uma realidade diferente, com novas possibilidades. Isso permite que os membros tenham uma nova visão de si e dos outros. Técnicas: constructos cognitivos, intervenções paradoxais e ênfase nos lados fortes da família.

25 Reenquadramento Inicialmente, a família apresenta ao terapeuta seu enquadramento do problema e sua solução já enquadrada. Mas o enquadramento do terapeuta será diferente. O terapeuta deve convencer a família de que o mapa da realidade pode ser ampliado ou mudado. As técnicas de dramatização, focalização e obtenção de intensidade são importantes para apoiar a experiência de uma realidade terapêutica nova, onde o sintoma e a posição do portador são desafiados.

26 Dramatização O terapeuta pede que a família contrua um cenário onde interações disfuncionais em torno de membros da família apareçam. A encenação seria mais “verídica” que o relato da família. O terapeuta pode intervir no processo, introduzindo explorações experiementais que introduzirão novas informações sobre a natureza do problema e novas possibilidades de resolução. A dramatização inicia o questionamento da idéia da família sobre o problema, já que com a encenação a unidade de observação e intervenção se amplia.

27 Dramatização A dramatização pode ser considerada uma dança em três movimentos: 1º movimento: o terapeuta observa as interações espontâneas da família e decide quais áreas disfuncionais irá enfocar. 2º movimento: o terapeuta organiza seqüências cênicas onde os membros da família dramatizam suas interações disfuncionais na sua frente. 3º movimento: o terapeuta sugere modos alternativos de interação.

28 Focalização O terapeuta deve desenvolver um tema, explorando uma área profundamente O terapeuta destaca os temas que a seu ver são de alta prioridade, o que muitas vezes faz com que a família mude de idéia sobre o que é importante Exemplo: enfocar nos aspectos positivos de uma família que é vista apenas pelos seus aspectos negativos, pela escola, serviço social...

29 Intensidade A intensidade da mensagem do terapeuta deve ser suficiente para que a família “ouça”. Uma mensagem terapêutica deve ser “reconhecida” pelos membros da família, encoranjando-os a experienciar coisas de maneiras novas. Técnicas para o terapeuta fazer-se ouvir: Repetição da mensagem: repetir a mensagem muitas vezes no curso da terapia.

30 Intensidade Repetição de transações isomórficas: repetição de mensagens que aparentemente são diferentes, mas que na verdade são dirigidas a padrões isomórficos (equivalentes/estruturas). Exemplo: incentivar a independência dos membros de uma díade excessivamente unida com mensagens com conteúdos aparentemente diferentes. Mudança da distância: mudar a distância mantida automaticamente pode produzir uma mudança no grau de atenção da mensagem terapêutica. Ex.: falar com uma criança pequena se abaixando e tocando nela. Resistência à pressão da família: resistindo à indução do sistema, o terapeuta traz intensidade para a terapia.

31 Reestruturação Experiência de pertencer - característica de todas as interações familiares- as famílias podem ter uma pertinência excessiva – dificuldades em tornarem-se independentes; Terapeuta - terá que interferir nessas interações demasiado harmônicas diferenciando e delineando as fronteiras dos subsistemas familiares para dar lugar à flexibilidade e crescimento; Desafiar “como as coisas são feitas” na famíllia; 3 técnicas que desafiam a estrutura do subsistema da família : Fronteiras, desequilíbrio e complementariedade

32 Fronteiras Regulação da permeabilidade das fronteiras separando subsistemas; Participação no contexto específico de um subsistema específico - requer respostas específicas para esse contexto; Técnicas de fixação de fronteiras: Distância psicológica- observação da família na clínica- mapa experimental de quem é próximo de quem, quais são as alianças, as colizões e díades ou tríades excessivamente envolvidas e quais padrões expressam e apóiam a estrutura; Regra de ninguém falar pelo outro; criar subsistemas com tarefas diferentes; manobras espaciais concretas para mudar a proximidade entre os membros da família; Duração da interação - prolongar um processo pode ser utilizado para demarcar subsistemas ou para separá-los; tarefas para casa.

33 Desequilíbrio Objetivo - mudar as relações hierárquicas dos membros de um subsistema - mudança na perspectiva dos mesmos em relação ao que é permitido nas transações entre os membros; 3 categorias de técnicas de desequilíbrio: Aliança com membros da família (para mudar sua posição hierárquica na família ou aliança alternada, com subsistemas em conflito, a qual pode resultar em uma mudança nos padrões hierárquicos da família); Ignorar membros da família (os membros da família que são ignorados sentem-se desafiados em seu direito mais essencial, o direito de serem reconhecidos - realinha hierarquias familiares); Entrar em coalizão com alguns membros da família contra outros (terapeuta participa como membro de uma coalizão contra um ou mais membros da família). Problemas: Ético –injustiças, terapeuta apoia um membro; Demandas pessoais feitas ao terapeuta - proximidade, participação e compromisso temporário com um subsistema da família às custas de outros;

34 Complementariedade Objetivo - ajudar os membros da família a experienciar o seu pertencimento a uma entidade que é mais ampla que o self individual; Mudar a relação hierárquica entre os membros da família, se questiona a noção inteira de hierarquia; 3 aspectos de desafio do terapeuta: Desafiar o problema (sobre a certeza da família de que há um paciente identificado); Desafiar a noção linear de que um membro da família está controlando o sistema, quando na verdade cada um dos membros serve de contexto aos demais; Desafiar o modo em que a família pontua os eventos, introduzindo um marco temporal maior, que ensina aos membros da família a verem seu comportamento como parte de um todo mais amplo.

35 Realidades Conjunto de esquemas cognitivos que legitimam ou validam a organização familiar; Qualquer mudança na estrutura familiar mudará a concepção do mundo da família e qualquer mudança na concepção do mundo será seguida pela mudança na estrutura familiar, incluindo mudança no uso do sintoma para manter a organização familiar.

36 Construções Construção da realidade - modelos explanatórios fixos- este esquema pode e deve ser questionado e modificado - novas modalidades de transação familiar; 3 técnicas para mudar a realidade da família: Utilização de símbolos universais (intervenções apoiadas por uma instituição ou consenso mais amplos do que a família); Verdades familiares (expandir seu funcionamento- utiliza da própria cultura da família, usando-a como construção para uma nova realidade); Conselho profissional (explicação diferente da realidade da família baseada em sua experiência, conhecimento ou sabedoria).

37 Paradoxos Ferramenta clínica - lidar com a resistência à mudança e evitar uma luta pelo poder entre a família e o terapeuta; Intervenções diretas ou baseadas nas concordâncias (conselhos, sugestões, interpretações e tarefas – objetivo é modificar de maneira direta regras ou papéis da família); Ou paradoxais ou baseadas no desafio (é aquela que se seguida, cumprirá o oposto do que aparentemente parece pretender - seu êxito depende do desafio da famílias às instruções do terapeuta ou que obedeça a elas ao ponto do absurdo e do retrocesso); Paradoxos são construções cognitivas que frustram ou confudem os membros da família, levando-os a buscar alternativas.

38 Forças Cada família tem elementos na sua própria cultura que, se entendidos e utilizados, podem tornar-se alavancas que permitem atualizar e ampliar o repertório comportamental de seus membros; Crença de que a família como um organismo tem potencial para um funcionamento mais complexo do que aquele que está apresentando no momento.

39 (Ponciano & Ferés-Carneiro, 2003)
CRÍTICAS (Ponciano & Ferés-Carneiro, 2003) DIFERENÇAS ENTRE TERAPIA SISTÊMICA ESTRUTURAL E OUTROS TIPOS DE TERAPIA DE FAMÍLIA Enfoque sistêmico - mudança no sistema familiar, reorganização da comunicação entre os membros da família; Foco de atenção - modo comunicacional no momento atual; Terapia Sistêmica Estrutural - Salvador Minuchin; Terapia Sistêmica estratégica - Jay Haley, Jackson, Bateson, Weakland e Watzlawick; Terapia Sistêmica da Escola de Milão -Mara Selvini Palazzoli, Boscolo, Ceccin e Prata; Terapia sistêmica da escola construtivista; Terapia de família enfoque psicanalítico.

40 CRÍTICAS Terapia de família – necessidade de posicionar-se de modos diferentes em relação à configuração familiar, constituindo o contexto da intervenção terapêutica em estreita relação com as transformações histórico-sociais; Sociedade tradicional - presença inquestionável de uma ordem estabelecida, não existiam poderes especializados externos a essas relações que ditassem as normas do comportamento: os papéis eram definidos “desde sempre”. As relações extensas faziam parte das relações familiares.

41 CRÍTICAS Modernidade- modelo nuclear - família - domínio da intimidade e proteção de seus membros, transmissão da cultura, tensões no interior da família; Terapia sistêmica estrutural - surge neste período trazendo em sua teoria a influência da família nuclear que é um modelo construído na história da sociedade ocidental moderna e o modelo de intervenção do especialista. O questionamento desse modelo surge a partir de questões levantadas com o pós-estruturalismo e o movimento pós-moderno tornando visível outros tipos de configurações familiares e relações com o saber, onde a família tende a ser pautada na idéia da diversidade e da ausência de um parâmetro norteador único.

42 TERAPIA ESTRUTURAL NA ATUALIDADE
Terapia estrutural – técnicas de 1974 – modificações; Evolução nos últimos 30 anos; Terapeutas familiares na década de 70- estilo confrontacional; Evolução conceitual – de um foco quase exclusivo nas interações interpessoais para uma consideração das perspectivas cognitivas que orientam essas interações e as raízes passadas dessas perspectivas. (Nichols & Schwartz, 2007)

43 CASO 1 (Nichols & Schwartz, 2007) Família MacLean A família buscou ajuda por causa de uma criança “incontrolável”, que fora expulso de duas escolas. Dr. Minuchin descobriu uma cisão encoberta entre os pais, mantida em equilíbrio por não ser mencionada. O mau comportamento do menino de 10 anos era muito visível: o pai teve de arrastá-lo, com ele chutando e berrando, para dentro do consultório. Enquanto isso, seu irmão de 7 anos permanecia sentado tranquilamente, sorrindo. A fim de ampliar o foco do “filho impossível” para questões de controle e cooperação parental, Minuchin perguntou sobre o filho de 7 anos, Kevin, o qual se comportava mal de forma velada. Ele urinava no chão do banheiro. Segundo o pai, Kevin urinava no chão do banheiro por “desatenção”. A mãe riu quando Minuchin comentou: “Ninguém pode ter uma mira assim tão ruim”.

44 CASO Minuchin falou com o menino sobre como os lobos marcam seu território e sugeriu que expandisse seu território urinando nos 4 cantos da sala de estar da família. Minuchin: Vocês têm um cachorro? Kevin: Não Minuchin: Oh, então você é o cachorro da família. No processo de discutir sobre o menino que urinava e a reação dos pais – Minuchin dramatizou como os pais se polarizavam: Minuchin: Por que ele faria uma coisa dessas? Pai: Eu não sei se ele fez de propósito. Minuchin:Talvez ele estivesse em transe? Pai:Não, acho qu ele foi descuidado. Minuchin: A mira dele é realmente terrível.

45 CASO O pai descreveu o comportamento do filho como acidental; a mãe o considerava desafiador. Uma das razões pelas quais os pais passam a ser controlados pelos filhos pequenos é que evitam confrontar suas diferenças. Diferenças são normais, mas tornam-se prejudiciais quando um dos pais solapa o manejo do outro em relação aos filhos. A pressão gentil, mas insistente, de Minuchin sobre o casal para que conversassem sobre como reagiam, sem mudar o foco para como os filhos se comportavam, fez com que ele desenterrassem ressentimentos muito antigos, mas raramente mencionados. Mãe: Bob desculpa o comportamento das crianças porque não quer se envolver e me ajudar a encontrar uma solução para o problemas.

46 CASO Pai: Sim, mas quando eu tentei ajudar, você sempre me criticou. Então, depois de um tempo, eu desisti. O conflito dos cônjuges torna-se visível. Minuchin protegeu os pais da vergonha ( e os filhos de ficaram sobrecarregados) pedindo às crianças que saíssem da sala. Sem a preocupação de agirem como os pais, os cônjuges puderam se enfrentar, homem e mulher – e conversar sobre suas magóas e ressentimentos. O que apareceu foi uma triste história de desligamento solitário. Minuchin: Vocês dois tem áreas em que concordam? Ele disse que sim; ela, que não. Minuchin: Quando foi que você se divorciou de Bob e se casou com as crianças? Ela se manteve em silêncio; ele olhou para o teto. Ela disse, baixinho: “Provavelmente dez anos atrás”.

47 CASO O que se seguiu foi uma história dolorosa, mas conhecida, de como um casamento pode afundar na paternidade e em seus conflitos. O conflito jamais era resolvido porque nunca aflorava à superfície. Assim, a brecha nunca se fechava. Com a ajuda de Minuchin, o casal se revezou falando sobre seu sofrimento – e aprendeu a escutar. Ao criar desequílibrio, Minuchin criou uma imensa pressão para ajudar esse casal a resolver suas diferenças, se abrir um para o outro, lutar por aquilo que queriam e, finalmente, começar a se aproximar – como marido e mulher, e como pais.

48 CASO O que se seguiu foi uma história dolorosa, mas conhecida, de como um casamento pode afundar na paternidade e em seus conflitos. O conflito jamais era resolvido porque nunca aflorava à superfície. Assim, a brecha nunca se fechava. Com a ajuda de Minuchin, o casal se revezou falando sobre seu sofrimento – e aprendeu a escutar. Ao criar desequílibrio, Minuchin criou uma imensa pressão para ajudar esse casal a resolver suas diferenças, se abrir um para o outro, lutar por aquilo que queriam e, finalmente, começar a se aproximar – como marido e mulher, e como pais.

49 CASO 2 (Elkaïm, 1998) A famíla Robin traz seus 3 filhos. Pierre, de 18 anos, está 3 anos atrasados nos seus estudos de grau secundário. Ele é o filho mais velho, ostenta uma atitude irônica e desdenhosa diante de seus pais, que descrevem com desânimo a sucessão de seus fracassos escolares. Bertrand, de 14, é um aluno “sofrível”, mas estuda. Apesar de seus 15 anos, Claire aparenta ser ainda mais jovem, do que sua idade, apresentada como “não tendo problemas”, ela se cala. O pai descreve longamente a situação (falta de compreensão no conjunto da família, mediocridade da situação escolar de Pierre). Sua mulher e filhos trocam olhares coniventes, riem e cochicham, sem que ele pareça se aperceber disso. Em seguida, Pierre toma a palavra, falando sobre criação de filhos.

50 CASO Toda troca espontânea passa pela mãe, como também ela é a única que é escutada de maneira real e atenta, mesmo apesar do fato de nem sempre suas propostas ou queixas serem aceitas pelos outros. Os filhos dirigem-se mais à mãe do que ao pai, e este sempre responde às interpelações daqueles dirigindo o olhar à esposa. A sra. Robin, aliás, declara-se cansada de carregar sobre suas costas todo o peso psicológico e material (tarefas domésticas) dos “quatro filhos”. Estrutura familiar: a) o poder parece estar dividido entre a mãe e Pierre; b)Rotulação dos pais; c) existem alianças entre a mãe e os filhos que formam uma coalizão dirigida contra o pai, em relação a ela; d)os papéis parecem estar enrijecidos.

51 CASO Nesta família, as fronteiras dos subsistemas estão difusas. As fronteiras individuais são pouco respeitadas, mostrando uma estrutura familiar do tipo enredado. Claire tem uma relação quase fusional com sua mãe, ela não guarda nenhum segredo de sua mãe, mantem-se cuidadosamente fora do caminho de seus irmãos: acusa Pierre de entrar em seu quarto, quando ela está ausente. E os pais não tem nenhuma intimidade em sua vida de casal: os filhos atravessam sempre os aposentos dos pais para ir ao banheiro familiar, “ignorando” uma outra porta que leva diretamente ao banheiro – porta que os pais obstruíram com uma cômoda. Vão também ao quarto dos pais assistir tv, mesmo havendo vários televisores na casa. O sr. e sra. Robin dizem que sua vida sexual é insatisfatória, pois seu quarto nunca lhes pertenceu.

52 CASO Algumas tarefas foram propostas à família, como uma saída de Claire com seu pai, uma discussão de Pierre com seus pais, e no final duas saídas para o casal. O sr. Robin se permitiu adquirir certa forma de credibilidade, consolidada pelo apoio de sua esposa.

53 REFERÊNCIAS Elkaïm, M. (1998). Panorama das terapias Familiares. Vol 1. São Paulo: Summus. Gonçalves, N. T. (1996). Ouvindo nossos mestres: integrando teorias e técnicas. In: PRADO LC (org.) Famílias e terapeutas: construindo caminhos. Porto Alegre: Artes Médicas. Minuchin, S., & Fishman, H. C. (1990). Técnicas de Terapia Familiar. Porto Alegre: Artes Médicas. Minuchin, S., & Nichols, M. P. (1995). A Cura da Família: histórias de esperança e renovação contadas pela terapia familiar. Porto Alegre: Artes Médicas. Nichols, M. P., & Schwartz, R. C. (2007) Terapia Familiar Estrutural. In: Nichols, M. P. & Schwartz, R. C. Terapia Familiar: Conceitos e Métodos (pp ). Porto Alegre: Artmed. Peñalva, C. (2001). Evaluación Del Funcionamiento Familiar por medio de la “Entrevista Estructural”. Salud Mental, 24 (2), Ponciano, E. L.T., & Ferés-Carneiro, T. (2003). Modelos de família e intervenção terapêutica. Interações. [online], 8 (16), Disponível na World Wide Web: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S &lng=pt&nrm=iso>.


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