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1 Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais PROFESSOR z zCarlos Alberto Mendes Moraes.

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1 1 Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais PROFESSOR z zCarlos Alberto Mendes Moraes

2 2 PROGRAMA 1. 1.Resíduos Sólidos Industriais Classificação de Resíduos – Periculosidade, Toxicidade Legislação Ambiental Aplicável Sistemas de Gestão de Resíduos Sólidos Industriais Acondicionamento e Transporte

3 3 PROGRAMA 2. Tratamento e Disposição Final Tratamento de RSI ABNT/NBR – Normas e Procedimentos para Disposição de RESÍDUOS Central de Resíduos Sólidos Industriais Aspectos Geotécnicos de Obras de Disposição Final de RSI (Estudos de Caso) Áreas de Disposição Final de Resíduos Industriais

4 4 Poluição danifica pelo menos 10% da terra cultivável na China da Efe, em Pequim Mais de 10% das terras cultiváveis na China --cerca de 10 milhões de hectares-- estão contaminadas por águas residuais ou resíduos sólidos, segundo os primeiros resultados de um estudo publicado hoje pelo jornal "China Daily". Analistas da Administração Estatal de Proteção Ambiental (Saiba, sigla em inglês) recolheram amostras desde julho do ano passado nos considerados "celeiros do país", como o delta do rio Yang Tsé, e nas zonas mais desenvolvidas, como a baía de Bohai, em um estudo pioneiro para avaliar a segurança alimentícia do país. Num país onde apenas 13% das terras são cultiváveis, aproximadamente 12 milhões de toneladas de grãos são contaminadas a cada ano devido a agentes nocivos como metais pesados --o que gera perdas de US$ 2,5 bilhões ao ano, segundo a Saiba. No poluído delta do Yang Tsé, os analistas descobriram quantidades alarmantes de metais pesados e poluentes orgânicos. A cada ano, o solo no local recebe toneladas de mercúrio procedentes da combustão de mais de 2 bilhões de toneladas de carvão. Os resultados definitivos do estudo serão divulgados em 2008 e servirão, segundo o governo, para elaborar planos contra a contaminação do solo e de tratamento da poluição. A falta de cultivos é uma das conseqüências da mudança climática, de acordo com o relatório aprovado na sexta-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas). O estudo da ONU redobrou a pressão sobre a China, segundo maior emissor mundial de CO2 e maior de dióxido de enxofre (que causa a chuva ácida), para que assuma compromissos de redução para depois de A China divulgará seu plano sobre mudança climática no final deste mês, mas continua sendo uma incógnita se estabelecerá ou não objetivos de redução do dióxido de carbono, o que ocorreu com o de enxofre.

5 5 Março/2004

6 6 63% 11% 9,6% 94,6%

7 7 Anuário estatístico ambiental Rio Grande do Sul, 2004 Fonte FEPAM

8 8 Técnicas de Processamento Redução Mecânica do Volume dos Resíduos (Compactação) Redução Química do Volume dos Resíduos (Incineração) Redução Mecânica do Tamanho dos Resíduos (Cominuição) Separação Manual ou Mecânica de Componentes dos Resíduos Separação da Umidade (Secagem e Desidratação) Sistemas de Recuperação: de Materiais existentes nos resíduos sólidos de Produtos resultantes da conversão química ou biológica dos resíduos sólidos de Energia PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS

9 9 Lei Estadual /93 Dispõe sobre a questão dos resíduos sólidos, nos termos do artigo 247, parágrafo 3º da Constituição do Estado e da outras providências. zArt.1º A segregação dos resíduos sólidos na origem, visando seu reaproveitamento otimizado, é responsabilidade de toda a sociedade e deverá ser implantada gradativamente nos municípios, mediante programas educacionais e projetos de sistema de coleta segregativa.

10 10 Decreto Estadual /98 Regulamenta a Lei 9921/93. z§ Art 1º- A gestão dos resíduos sólidos é responsabilidade de toda a sociedade e deverá ter como meta prioritária a não- geração, devendo o sistema de gerenciamento destes resíduos buscar sua minimização, reutilização, reciclagem, tratamento ou destinação adequada.

11 11 -Código Estadual de Meio Ambiente-RS Lei /agosto de 2000 zCapítulo XII zDOS RESÍDUOS zArt A coleta, o armazenamento, o transporte, o tratamento e a disposição final de resíduos poluentes, perigosos, ou nocivos sujeitar-se-ão à legislação e ao processo de licenciamento perante o órgão ambiental e processar-se-ão de forma e em condições que não constituam perigo imediato ou potencial para a saúde humana e o bem-estar público, nem causem prejuízos ao meio ambiente. z§ 1° - O enfoque a ser dado pela legislação pertinente deve priorizar critérios que levem, pela ordem, a evitar, minimizar, reutilizar, reciclar, tratar e, por fim, dispor adequadamente os resíduos gerados. z§ 2° - O Poder Público deverá prever, nas diversas regiões do Estado, locais e condições de destinação final dos resíduos referidos no "caput" deste artigo, mantendo cadastro que os identifique.

12 12 -Código Estadual de Meio Ambiente-RS Lei /agosto de 2000 zCapítulo XII zDOS RESÍDUOS zArt Compete ao gerador a responsabilidade pelos resíduos produzidos, compreendendo as etapas de acondicionamento, coleta, tratamento e destinação final. z§ 1° - A terceirização de serviços de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final de resíduos não isenta a responsabilidade do gerador pelos danos que vierem a ser provocados. z§ 2° - Cessará a responsabilidade do gerador de resíduos somente quando estes, após utilização por terceiro, licenciado pelo órgão ambiental, sofrer transformações que os descaracterizem como tais.

13 13 zArt Os produtos resultantes das unidades de tratamento de gases, águas, efluentes líquidos e resíduos deverão ser caracterizados e classificados, sendo passíveis de projetos complementares que objetivem reaproveitamento, tratamento e destinação final sob as condições referidas nos artigos 218 e 219.

14 14 zArt É vedado o transporte de resíduos para dentro ou fora dos limites geográficos do Estado sem o prévio licenciamento do órgão ambiental. zArt A recuperação de áreas degradadas pela ação da disposição de resíduos é de inteira responsabilidade técnica e financeira da fonte geradora ou na impossibilidade de identificação desta, do ex-proprietário ou proprietário da terra responsável pela degradação, cobrando-se destes os custos dos serviços executados quando realizados pelo Estado em razão da eventual emergência de sua ação.

15 15 zArt As indústrias produtoras, formuladoras ou manipuladoras serão responsáveis, direta ou indiretamente, pela destinação final das embalagens de seus produtos, assim como dos restos e resíduos de produtos comprovadamente perigosos, inclusive os apreendidos pela ação fiscalizadora, com a finalidade de sua reutilização, reciclagem ou inutilização, obedecidas as normas legais vigentes.

16 16 zArt É vedada a produção, o transporte, a comercialização e o uso de produtos químicos e biológicos cujo princípio ou agente químico não tenha sido autorizado no país de origem, ou que tenha sido comprovado como nocivo ao meio ambiente ou à saúde pública em qualquer parte do território nacional. zArt No caso de apreensão ou detecção de produtos comercializados irregularmente, o transporte para seu recolhimento e destinação adequada deverá ser avaliado e licenciado pelo órgão ambiental.

17 17 Tratamento e Disposição Final zNBR – RESÍDUOS SÓLIDOS (1987); zNBR – ARMAZENAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERIGOSOS (1992); zNBR – ATERROS DE RESÍDUOS PERIGOSOS - CRITÉRIOS PARA PROJETO, CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO (1987); zNBR – ATERROS DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS – CRITÉRIOS PARA PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO (1997).

18 18 NBR – ARMAZENAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERIGOSOS Principais critérios: Nenhum resíduo perigoso pode ser armazenado sem análise prévia de suas propriedades físicas e químicas; Plano de amostragem; Observar as distâncias de núcleos habitacionais, logradouros públicos,etc.. O local deve possuir isolamento que impeça o acesso de pessoas estranhas;

19 19 NBR – ARMAZENAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERIGOSOS Sinalização de segurança que identifique a instalação para os riscos de acesso; Áreas definidas, isoladas e sinalizadas para armazenamento de resíduos; Deve possuir sistema de comunicação interno e externo; Treinamento – devem ser realizados treinamentos com os funcionários;

20 20 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS Camada impermeabilizante artificiais e naturais, que impeçam ou reduzam a infiltração no solo de percolado; Sistema de drenagem para a coleta e a remoção de líquido percolado; Deve possuir um sistema de tratamento do líquido percolado; Plano de emergência; Inspeção e manutenção;

21 21 NBR – ARMAZENAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERIGOSOS O manuseio do resíduo deve ser feito utilizando EPI; Os tambores devem se apresentar em boas condições de uso, sem ferrugem, sempre fechados; Os recipientes devem possuir identificação quanto ao seu conteúdo, como rótulos;

22 22 A instalação deve possuir uma bacia de contenção de líquidos; Os tambores devem ser armazenados, em áreas cobertas, bem ventiladas, sobre piso de concreto; A área deve possuir um sistema de drenagem e captação de líquidos contaminados;

23 23 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS PERIGOSOS Topografia – declividade entre 1 e 20% Geologia – solo com coeficiente de permeabilidade k<5x10 -5 cm/s e uma zona não saturada superior a 1,5 m; Distante a 200 de qualquer curso dagua; Vida útil mínima de 10 anos; Distante a 500m de núcleos populacionais;

24 24 Não deve ser localizado em áreas sujeitas a inundações em um período de recorrência de 100 anos; Isolamento – cerca, portão de controle de acesso ao local; Sinalização – perigo não entre. Uso de cortina vegetal; Análise dos resíduos no recebimento; Plano de amostragem e análise;

25 25 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS PERIGOSOS Treinamento dos funcionários; No mínimo quatro poços de monitoramento, sendo 1 a montante e 3 a jusante; O local deve possuir duplo sistema de impermeabilização, provido de um sistema de detecção de vazamento colocado entre elas (PEAD, argila compactada, brita, argila compactada, solo);

26 26 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS PERIGOSOS Sistema de drenagem para a coleta e a remoção de líquido percolado; Deve possuir um sistema de tratamento do líquido percolado; Plano de emergência; Inspeção e manutenção; Resíduos com menos de 15% de sólidos totais não podem ser dispostos em aterros;

27 27 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS z z Topografia – declividade entre 1 e 30% z z Geologia – solo com coeficiente de permeabilidade k<5x10 -5 cm/s e uma zona não saturada superior a 3 m; z z Distante a 200 de qualquer curso dagua; z z Vida útil mínima de 10 anos; z z Distante a 500 de núcleos populacionais; z z Não deve ser localizado em áreas sujeitas a inundações em um período de recorrência de 100 anos;

28 28 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS Isolamento – cerca, portão de controle de acesso ao local; Sinalização – perigo não entre. Uso de cortina vegetal; Análise dos resíduos no recebimento; Plano de amostragem e análise; Treinamento dos funcionários; No mínimo quatro poços de monitoramento, sendo 1 a montante e 3 a jusante;

29 29 NBR – ATERRO DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS Camada impermeabilizante artificiais e naturais, que impeçam ou reduzam a infiltração no solo de percolado; Sistema de drenagem para a coleta e a remoção de líquido percolado; Deve possuir um sistema de tratamento do líquido percolado; Plano de emergência; Inspeção e manutenção;

30 30 Gerenciamento de Resíduos: zMinimização e reciclagem interna zSegregação; zColeta; zManipulação; zAcondicionamento; zTransporte; zArmazenamento; zTratamento; zReciclagem; zDisposição Final;

31 31

32 32 RESÍDUOS SÓLIDOS SERVIÇO DE SAÚDE

33 33 RSSS

34 34 Definição de RSSS zRESÍDUOS SÓLIDOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE: Gerados em qualquer setor que atue na Saúde: hospitais, postos de saúde, farmácias, ambulatórios, veterinárias, consultórios médicos, consultórios dentários, clínicas, etc.

35 35 Classificações de RSSS CLASSIFICAÇÕES CLASSIFICAÇÕES segundo: Resolução do CONAMA nº 5 de 08/1993 e Lei Estadual nº /1994 Resolução do CONAMA nº 283 de 07/2001 NBR de 1993 Resolução RDC nº 33 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de 02/2003

36 36 Tratamento / Disposição Final de RSSS TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL segundo: Resolução do CONAMA nº 5 de 08/1993 e Lei Estadual nº /1994 Resolução do CONAMA nº 283 de 07/2001 NBR de 1993 Resolução RDC nº 33 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de 02/2003

37 37 RESÍDUOS CONSTRUÇÃO CIVIL- C & D

38 38 ENTULHOS

39 39 Definição de Entulhos zRESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL : São os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.

40 40 Entulhos Conama 307/2002 zResolução CONAMA no 307, de 5 de julho de 2002 : Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.Resolução CONAMA no 307, de 5 de julho de 2002

41 41 Entulhos Conama 307/ Art. 10 I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; II - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; III - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas; IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.

42 42 Implantação da Central de Resíduos Sólidos Industriais - Central Roselândia ACI/NH- FUNDAMENTAL Município de Novo Hamburgo

43 43 Problemas Ambientais A escassez de áreas para disposição final dos resíduos sólidos industriais do município de Novo Hamburgo A escassez de áreas para disposição final dos resíduos sólidos industriais do município de Novo Hamburgo O grande volume gerado Classe I e Classe II ton/ano(SEMAM/1999) O grande volume gerado Classe I e Classe II ton/ano(SEMAM/1999)

44 44 Lomba Grande-NH

45 45 Aterro antigo

46 46 Ações Sustentáveis - - Destacam-se os cursos para capacitação das gerências empresariais visando a separação, acondicionamento e transporte dos resíduos, utilizando-se para classificação a NBR ; - Implantação da Nova Central de Resíduos Sólidos com Normas e Procedimentos diferenciados para armazenagem dos resíduos sólidos industriais;

47 47 Ações Diferenciadas 3 3Disposição na Vala: 3 3 Lodo de ETE e Lodo Galvânico 3 3Formas de acondicionamento: 3 3 Fardos/ Bombonas/ Tonéis de 200 lts/ Container Armazenamento Temporário; (Classe I e II) Parceria empresas recicladoras; Disponibilizar no site FUNDAMENTAL-Bolsa de Resíduos

48 48 Central da Roselândia

49 49 Aterro de RSI zFUNDAMENTAL ACI-NH zFundação de Desenvolvimento Ambiental

50 50 Galpão-Classe I

51 51 FUNDAMENTAL...estocagem de resíduos - classe I

52 52 FUNDAMENTAL

53 53 FUNDAMENTAL

54 54 FUNDAMENTAL...aterro coberto

55 55 UTRESA

56 UTRESA 70 caminhões /dia m3 /mês Recilagem de 5.000t /mês empresas cadastradas vida útil - 11 anos Lucro médio: R$ ,00 /mês

57 57 UTRESA...aparas de couro

58 58 UTRESA t - aparas de couro - lixados

59 59 UTRESA

60 60 UTRESA...corrosão - chuva ácida local

61 61 UTRESA...Auto clave - recuperação das gorduras

62 62 UTRESA...leitos de secagem

63 63 UTRESA...galpão de triagem

64 64 UTRESA...esteira da coleta seletiva

65 65 Plástico: Economia de petróleo zTempo de Decomposição: mínimo de 450 anos Papel: 1 ton reciclado economia de 8-10 árvores Alumínio: Para produzir 1 ton é necessário 4 ton de bauxita(minério) zTempo de degradação: 200 a 500 anos

66 66 Vidro: areia e consumo de energia zTempo de decomposição: Indeterminado 100% Reciclável Filtro Cigarro: saúde Tempo: 5 anos Papel: economia de árvores e energia zTempo de decomposição: 2- 4 semanas Panos: zTempo: meses


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