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Por que algumas teorias tiveram boa aceitação em certos momentos históricos? Por que elas prevaleceram em dada época e não as teorias que com elas concorreram?

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Apresentação em tema: "Por que algumas teorias tiveram boa aceitação em certos momentos históricos? Por que elas prevaleceram em dada época e não as teorias que com elas concorreram?"— Transcrição da apresentação:

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2 Por que algumas teorias tiveram boa aceitação em certos momentos históricos? Por que elas prevaleceram em dada época e não as teorias que com elas concorreram? É claro que a avaliação de teorias não se pauta apenas por critérios racionais Mesmo assim sempre se tentou conferir um status privilegiado ao conhecimento científico

3 Primeiro a propor um método de investigação pautado na experimentação Reputação do discurso científico na noção de verdade. Expressa exatamente a realidade Sabia da dificuldade de se chegar a verdade universais com base na observação de casos particulares: Problema da indução

4 Recorre à crença de Platão: A verdade é revelada Já nascemos sabendo e tudo do que precisamos é a lembrança da verdade Como recordar a verdade dos fatos? Aristóteles estabelece que a exposição sistemática dos fatos empíricos levaria à lembrança da verdade pela ação do olhar intelectual capaz de penetrar no âmago das coisas A observação por si só não garante a verdade

5 Regras para a construção da ciência Critica filósofos de sua época por terem se descuidado da observação meticulosa Filósofos voltem a observar atentamente os fenômenos da natureza sem qualquer interferência

6 Empirismo: enfatiza o papel da experiência sensível no processo do conhecimento A concepção empirista afirma que nada está no espírito que não tenha passado primeiro pelos sentidos A intuição sensível ou empírica (do grego, empeiria: experiência sensorial) é o conhecimento que temos a todo o momento de nossa vida. Assim, com um só olhar ou num só ato de visão percebemos uma casa, um homem, uma mulher,uma flor, uma mesa. Num só ato, por exemplo, capto que isto é uma flor: vejo sua cor e suas pétalas, sinto a maciez de sua textura, aspiro seu perfume, tenho-a por inteiro e de uma só vez diante de mim. (Marilena Chauí)

7 Método empirista#Diferente de Aristóteles: a) Ênfase à experimentação cuidadosa: Superar os enganos Ídolos da tribo: excesso de confiança nos sentidos Ídolos da caverna: sensações subjetivas afetam o intelecto Ídolos do fórum: Ideias preconcebidas Ídolos do teatro: dogma dos filósofos b) Abandonar ideia de descoberta da verdade pela revelação em troca de pressuposto igualmente metafísico (natureza imprime na mente limpa seu conteúdo de verdade)

8 Coleta e análise de dados não asseguram a veracidade das conclusões Não é possível eliminar completamente a subjetividade A certeza do conhecimento não pode ser alcançada Onde encontrar conhecimento certo sem pressuposto da metafísica? Empirismo baconiano encontra rival

9 A observação criteriosa é importante, mas só levará a um porto seguro pelo bom uso da razão Método: racionalismo: recomendava que desconfiança das percepções sensoriais Valor a matemática – como instrumento de compreensão da realidade (geometria analítica- coordenadas cartesianas) Obra : Discurso do Método: Rigor matemático Destaca 4 regras básicas de conduzir o espírito na busca da verdade ( Método da dúvida cartesiana)

10 1) Evidência – acolher apenas coisas verdadeiras e indubitáveis 2) Análise – dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas necessárias para resolvê-las melhor. 3) Síntese – depois de dominar os elementos simples, conhecer os objetos que surgem da sua decomposição 4) Enumeração – realizar verificações completas e gerais para ter absoluta segurança de que nenhum aspecto foi omitido.

11 Acréscimo ao empirismo: substituição da metafísica aristotélica pela metafísica da razão como faculdade máxima do conhecimento

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13 Conferia papel maior à experiência que o sistema de Descartes Observador meticuloso, sem o empirismo obcecado de Bacon, observação quase exaustiva dos fatos Descartes e Newton – Não abandonam os fatos empíricos na construção de teorias científicas, papel da mente do investigador mais ativo = razão e imaginação Porém por muito tempo fatos empíricos – pensou-se deveriam desempenhar função decisiva, com emprego mínimo das faculdades mentais subjetivas

14 Caminho inverso ao racionalismo – Duvida da evidência de ideias tidas como inatas: tomá-las como ponto de partida é, raciocinar por hipóteses. Tudo que não deduzido dos fenômenos, deve ser chamado uma hipótese. Hipótese não tem lugar na filosofia experimental

15 Ponte Singular ao Universal David Hume - Problema da Indução passagem não era logicamente válida Aristóteles elemento místico (nous) Bacon Obediência ao método Descartes Razão Newton ideias científicas convenção necessária para o conhecimento ordenado do mundo, sem se preocupar muito com a ideia de verdade, quer nos eventos empíricos, quer na faculdade da razão

16 Indutivismo – criticado, mas não abandonado XIX - enfoque aperfeiçoado: John S. Mill e Auguste Comte XIX - enfoque aperfeiçoado: John S. Mill e Auguste Comte Positivismo: Proposta enfoque científico firmemente apoiado nos fatos empíricos Positivismo: Proposta enfoque científico firmemente apoiado nos fatos empíricos Discurso científico diferente do pretensamente cientifico = especulação metafísica Discurso científico diferente do pretensamente cientifico = especulação metafísica

17 Dúvidas quanto a validade dos pressupostos científicos Física Clássica posta em dúvida? XIX e XX – Dúvidas validade das crenças filosóficas que embasavam a ciência, Newton Relativismo e a quântica – crise do determinismo e a probalidade ideia central na explicação da realidade do átomo Física quântica – XIX (eletrodinâmica) início das contradições do determinismo na física (Newton)

18 A geometria euclidiana é questionada – abalaram as certezas matemáticas. Geometria clássica: princípios irrefutáveis simples pontos de partida Henri Poincaré (1854/1912): Uma geometria não pode ser mais verdadeira que outra: ela pode ser apenas mais cômoda

19 1) Ernst Mach :1838/1916 Criação do Círculo de Viena ( positivistas lógicos) Difundiu idéia de que nosso conhecimento de tudo o que existe são apenas sensações Nada pode ser considerado para além de nossas sensações Contrario a metafísica Focaliza apenas sensações subjetivas como base do conhecimento científico Interpretar o complexo de sensações é tudo de que se ocupa a ciência.

20 3) Pierre Duhem: 1861/1916 Físico francês Movimento de repulsa à metafísica e especulação em ciência

21 Contribuíram para o movimento de repulsa à metafísica e especulação em ciência Fundador:Moritz Schlick Participantes: Rudolf Carnap (1891/1970) Carl Gustav Hempel(1905/1997), Hebert Feigl(1902/1988), Phillip Frank(1884/1966), Hans Hahn(1879/1934), Karl Menger(1902/1985)

22 Carnap: metafísica eliminada porque não passa de tentativas de demonstrar a existência de entidades que estão além do alcance de qualquer experiência Princípio da verificação: confronto do enunciado com a observação empírica Hume: nega a existência da lógica indutiva. Não podemos assegurar a verdade de uma proposição com base na observação de casos particulares. Todos os corvos são pretos nunca será conclusivamente verificada, contra- exemplo sempre poderá aparecer

23 Critério de testabilidade dos positivistas lógicos, que acreditam poder ser verificada a proposição na experiência empírica, em nada avança em relação à crença indutivista tradicional.

24 Crença na testabilidade das teorias – marca da filosofia positivista: Fatos peso enorme na validação de teoria teoria verificada = espelho da realidade O princípio verificacionista acredita que em algum momento a teoria é verificada, quando podemos assegurar-nos de elas funciona como espelho da realidade.

25 Carnap propõe uma saída ao verificacionismo um novo critério de testabilidade: o confirmacionismo Quanto o maior número de testes, tanto maior o grau de confirmação da teoria Críticas: uma teoria nunca é completamente confirmada. Ex: A teoria de Newton foi muitas vezes confirmada em experimentos distribuídos ao longo dos séculos, mas ela não resistiu aos fenômenos relativísticos quando puderam ser observados em experimentos apropriados. Toda a confirmação acumulada não serviu para nada quando a teoria se revelou falsa.

26 FALSEACIONISMO OU RACIONALISMO CRÍTICO KARL POPPER ( ) Físico, matemático, filósofo Criticou o critério da verificabilidade Problema da demarcação: Quando deve ser considerada científica uma teoria? Qual critério que determina o status científico de uma teoria? É o fato de uma teoria científica poder ser teoricamente falsificável que determina a sua cientificidade

27 Única possibilidade para o saber científico: critério da não-verificabilidade ou da falseabilidade Teoria verdadeira até ser refutada (falsidade, suas brechas, seus limites)

28 Paul Feyerabend ( 1924/1994):Anarquismo metodológico: Filósofo da ciência austríaco Acredita que a história da ciência não apenas desautoriza a imposição de algum método rígido como também ensina que, muitas vezes, os passos mais inovadores só foram possíveis porque os cientistas que os propuseram, ousaram desobedecer a qualquer conjunto articulado de regras metodológicas. Livro: Contra o método

29 Sucesso de algumas teorias em relação a outras seria determinado não por seu maior grau de veracidade ou correção, mas por fatores externos como política, propaganda, status do cientista envolvido no desenvolvimento da teoria Critica Popper e Lakatos: Popper: cuidadoso no uso pelos cientistas da hipótese ad hoc para salvar teorias Feyerabend hipóteses ad hoc desempenham papel importante no desenvolvimento da ciência (proliferação de teorias)

30 Lakatos: Feyerabend Contra condição de coerência – defendida por ( Cinturão de defesa) Feyerabend – defende princípio da tenacidade – idéias devem ser lançadas mesmo contra evidências de teorias bem estabelecidas princípio da tenacidade – leva proliferação de teorias e esta ao progresso da ciência

31 Comum com racionalismo crítico: Cientistas – críticas a teorias preestabelecidas

32 Thomas kuhn(1926/1996) Paradigma Livro : A estrutura das revoluções científicas Conhecido por desenvolver os conceitos de paradigma e de ciência normal Paradigma – funcionaria como mapa ou roteiro de uma ciência, fornecendo critérios para a escolha de seus problemas e das propostas para soluções desses problemas

33 Visão de ciência – análise histórica Tarefa historiador – descobrir marcos principais nos quais as teorias foram descobertas ou inventadas Análise histórica + psicologia e sociologia permitem identificar um padrão histórico na prática científica

34 Paradigma: Provar homogeneidade da ciência quadro interpretativo – cientista preso Fornece elementos de orientação – convenção que estabelece as regras do método científico Enfraquece a idéia de verdade absoluta

35 Diferenças Popper: Kuhn – ciência avança por meio de revoluções Popper – Desenvolvimento da ciência de modo cumulativo e gradual, sem rupturas ou descontinuidades

36 Paradigmas postos em questão e substituídos = revoluções científicas Ex:passagem da física clássica para a física quântica, concepção cristã criacionista substituída pelo paradigma evolucionista com a descoberta dos fósseis Etapa revolucionária – quebra-se consenso de idéias Grupos de visões diferentes passam a coexistir em desarmonia

37 Diálogo construtivo entre cientistas cede lugar ao conflito Nova visão tende atrair mais jovens, menos comprometido com conhecimento tradicional Novo paradigma aceito enquanto promessa de sucesso –parece melhor do que os concorrentes Ciência normal – Consenso e eliminado os paradigmas rivais, define padrão de ciência

38 Ciência Normal – cientista procura enquadrar a natureza no paradigma (cientista que atua deixa de ser crítico) Cientista não contesta o modelo Progresso científico = ganho em produtividade todos utilizam a mesma lente fornecida pelo paradigma

39 PRÉ-CIÊNCIA CIÊNCIA NORMAL(PRIMEIRO PARADIGMA) CRISE – REVOLUÇÃO CIÊNCIA NORMAL(NOVO PARADIGMA) CRISE - REVOLUÇÃO PROGRESSO DA CIÊNCIA

40 Imre Lakatos (1922/1974): Programa de pesquisa Nasceu na Hungria Graduou-se em Matemática, Física e Filosofia Conceito de programa de pesquisa oferece regras metodológicas que orientam a construção de teorias indicando os possíveis caminhos da pesquisa Caminhos seguidos – heurística positiva Caminhos devem ser evitados – heurística negativa Criticou e desenvolveu as ideias de Popper (Falsificacionismo sofisticado) Crescimento da ciência acontece por meio da competição entre os programas de pesquisa

41 APRIMORAMENTO POPPER: 1º passo: identificação de uma superteoria que abarque diversas teorias particulares unificadas dentro de um escopo maior (programa de pesquisa) Núcleo Ex: Copérnico: a terra orbita o sol junto com os planetas 2º passo: Em torno do núcleo, articula-se um conjunto de teorias construídos segundo critérios ditados pela heurística do programa. É sobre essas teorias que incidem os esforços críticos e não sobre o núcleo que nunca é refutável e que somente é abandonado quando se descarta todo o programa

42 Heurística positiva: ensina como aperfeiçoar as teorias, como construir hipóteses auxiliares de modo a evitar o falseamento, salvando o programa de pesquisa. Mais difícil que a heurística negativa. Indica como o núcleo deve ser suplementado para explicar e prever fenômenos Heurística negativa: quais caminhos devem ser evitados, hipóteses que não devem ser testadas, metafísicas – simplesmente aceitas Ex: Tycho Brahe escolheu sair do programa de pesquisa Copernicano e iniciou um outro quando propôs que todos os planetas à exceção da Terra têm sua órbita ao redor do sol, enquanto o Sol orbita uma terra estacionária

43 Criticou Popper – sempre possível evitar que uma teoria seja refutada fazendo modificações em suas hipóteses auxiliares Podemos sempre formular uma hipótese adicional, evitando assim a refutação da teoria

44 Larry Laudan – nasceu em 1945 Texas Laudan foi aluno de Hempel e Popper e estudou com Kuhn, Feyerabend e Lakatos Obteve o Phd em filosofia em Princeton (EUA), no ano de 1965

45 Lakatos – preso ao positivismo (preocupação em legitimar a ciência por meio do alcance empírico das teorias) Larry Laudan - livro: O progresso e seus problemas: * avaliar a ciência como atividade de solucionar problemas * Conceito de Tradição de pesquisa + flexível que Programa de pesquisa em Lakatos * Papel atribuído aos problemas conceituais e não só aos empíricos * Compreendeu a importância da história, psicologia e sociologia na análise da ciência

46 Laudan – critica Popper e positivistas buscarem esquema lógico para entendimento da natureza do conhecimento científico, ignorando a história da ciência

47 O primeiro passo que Laudan vai dar no sentido de desenvolver tal modelo diz respeito à determinação dos fins da atividade científica. Segundo o autor: Para Laudan, o objetivo cognitivo mais geral da ciência, é solucionar problemas cognitivos e não alcançar a verdade ou a probabilidade. Desde o seu ponto de vista, tanto a verdade quanto a probabilidade são fins utópicos já que aparentemente não temos como saber se estamos alcançando, ou se viremos a alcançar, qualquer um deles. A idéia popperiana de um progressivo aproximar-se da verdade é, para o autor, igualmente inviável, uma vez que também não temos critério satisfatório para determinar como poderíamos avaliar tal proximidade. Como enfatiza Laudan: Se o progresso científico consiste em uma série de teorias que representam um progressivo aproximar-se da verdade, então não se pode demonstrar que a ciência é progressiva.(1977: 126).

48 Popper Racionalismo Crítico(Falsificacionismo ) Lakatos Programa de pesquisa (Falsificacionismo Sofisticado) Feyerabend Anarquismo Metodológico Kuhn Paradigmas Laudan Tradição de pesquisa(soluções de problemas)

49 O raciocínio Indutivo é aquele que procede uma generalização a partir da constatação de regularidades na observação de fatos particulares e do estabelecimento de relações entre estes Caso: Esses feijões são desse saco Resultado: Os feijões são brancos Regra: Todos os feijões desse saco são brancos

50 Parte-se de uma verdade já conhecida para demonstrar que ela se aplica a todos os casos particulares iguais. Por isso também se diz que a dedução vai do geral ao particular ou do universal ao individual. O ponto de partida de uma dedução é ou uma idéia verdadeira ou uma teoria verdadeira. Regra: todos os feijões desse saco são branco Caso: esses feijões são desse saco. Resultado: esses feijões são brancos


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