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REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda República Velha (1889 a 1930)

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Apresentação em tema: "REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda República Velha (1889 a 1930)"— Transcrição da apresentação:

1 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda República Velha (1889 a 1930)

2 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda "Aquela Campanha de Canudos lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo". Euclides da Cunha

3 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda

4 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Antônio Conselheiro - Ao percorrer o Nordeste com sua pregação messiânica, atraiu a veneração de seus seguidores, tornando-se alvo da desconfiança da Igreja e da perseguição do Estado. Antonio Conselheiro não estava ameaçando a ordem republicana. A ordem republicana é que, por várias razões e nem todas evidentes, se sentia ameaçada.

5 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Proclamação da República – Conselheiro tinha entrado em choque com setores conservadores da Igreja. Motivos (vistos como sacrilégios): -Separação entre Igreja e o Estado; -Casamento civil; -Liberdade de culto, etc.

6 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda 1893 – Conselheiro rebelou-se contra cobrança de impostos no município de Bom Conselho. Foge com seus seguidores para fundar sua Nova Jerusalém. Logo o povoado contava com mais de 30 mil pessoas. Em pouco tempo milhares de sertanejos desfizeram-se de seus bens na ânsia de encontrar o paraíso terreno.

7 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda CANUDOS – modo de o sertanejo escapar da dominação,esperança de distribuição de terras. Para o povo sofrido e faminto, Canudos representava o paraíso na Terra e Conselheiro um enviado de Deus.

8 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda O arraial do Belo Monte chegou a ser a cidade de maior população do interior da Bahia no final do século XIX, atingindo no curto espaço de 4 anos entre 25 e 30 mil habitantes e tendo aproximadamente 5 mil construções erigidas.

9 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Chefes locais – viam diminuir sua influência política ante o prestígio de Conselheiro. As reações não tardariam...As reações não tardariam... Moradia típica de Canudos

10 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Político República x Monarquia Perspectiva Cultural Progresso e Civilização x Atraso e barbárie Racial Raça branca dominante x Mestiçagem (sub-raça) Filosófico Razão e ciência x Misticismo e fanatismo religioso Sócio-econômico Urbano e pré-industrial x Agrário-feudal Geográfico Litoral x Sertão

11 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Características: - O movimento é rural messiânico; - Conselheiro pregava a religião católica, mas não podia fazê-lo legalmente. - Conselheiro e seus seguidores saem das peregrinações entre as cidades e constroem uma cidade, chamada Arraial Belo Monte. - Plantavam na cidade e não havia fome; - A sociedade era coletiva e foi baseada na Bíblia; - O Arraial Belo Monte era um péssimo exemplo para o governo vigente, poderia aparecer novos Canudos e novos Conselheiros; - Canudos, então, deveria ser destruído como exemplo, essa foi a verdadeira razão da destruição de Canudos e não que o movimento era monarquista.

12 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda 1ª expedição - Luiz Viana cede às pressões e manda uma tropa de 100 homens destruir a região. 21/10/1986 – a tropa acampada na cidade de Uauá foi destroçada rapidamente por mais de 20 mil jagunços do beato. Ânimos exaltados – no Rio de Janeiro e Salvador militares radicais clamavam pelo esmagamento do perigo monarquista.

13 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda 2ª expedição : 543 praças, 14 oficiais e 3 médicos. A vitória parecia certa e foram deixando pelo caminho equipamentos que poderiam atrasar sua marcha. Mas... Os jagunços atacavam a retaguarda do inimigo a todo momento e desapareciam em seguida. Resultado : Febrônio de Brito ordenou a retirada, sob o olhar irônico dos jagunços.

14 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Derrota = mística de Canudos (cidade inexpugnável protegida por Deus). RJ : militares acusavam governo de incapacidade para enfrentar a investida monarquista. 3ª expedição : 1300 combatentes com 15 milhões de cartuchos e setenta peças de artilharia. Março de 1897 – a tropa entra em Canudos e se torna presa fácil dos jagunços. Oitocentos homens desapareciam em fuga abandonando as espingardas(...) para a carreira desafogada. (Euclides da Cunha) Derrota abala o país.

15 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda 4ª expedição : tropas de vários Estados (5 mil homens) comandados pelo general Artur Oscar atacam Canudos. General A. Oscar(2º da esquerda para a direita), chefe da Expedição que derrotou Canudos.

16 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda 25/06/1897 – primeiro combate; 1200 baixas. Mobilizados mais 4 mil homens. As lutas se prolongaram por vários meses. 5/10/1897 – último combate (governo de Campos Sales) Foto do arraial após ser destruído pelas forças do governo federal.

17 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Antônio Conselheiro. Antônio Conselheiro. - Morreu em setembro de 1897, poucos dias antes do final da Guerra de Canudos. Alguns estudiosos dizem que foi vítima de estilhaços de granadas lançadas contra o vilarejo, outros, que morreu em virtude de uma simples diarréia. Depois de exumado, sua cabeça foi cortada e levada para Salvador (BA) para exames.

18 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda A Guerra de Canudos durou um ano e mobilizou mais de 10 mil soldados vindos de 17 estados brasileiros, distribuídos em 4 expedições militares. Estima-se que morreram mais de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da cidade. Cadáveres nas ruínas de Canudos.

19 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Mulheres, crianças e velhos. A imagem dos sobreviventes retrata a grande epopéia sertaneja que durou um ano e deixou mais de 25 mil mortos.

20 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Os sertões: (A terra, O homem, A luta). Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram seus últimos defensores, que todos morreram. Eram apenas quatro: um velho, dous homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. (Euclides da Cunha, Os Sertões, Liv. Fco. Alves, 28ª ed., pág. 407) Euclides da Cunha

21 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Manuel Ferraz de Campos Salles (SP) (15/11/1898 a 15/11/1902) = 4 anos

22 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda O presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding-loan". Suspendeu-se o pagamento da dívida que começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos com juros de 5% ao ano; As rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia. Saneamento econômico: combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits.

23 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Cortou gastos e criou um novo imposto: um selo que deveria ser colocado nas mercadorias em circulação. A chamada Lei do Selo causou aumento nos preços dos alimentos e tornou Campos Sales bastante impopular. Ganhou nas ruas o apelido de Campos Selos. Criou a chamada política dos governadores: uma troca de apoio entre os governadores dos estados e o presidente.

24 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Os poderosos em cada estado, grandes fazendeiros chamados de coronéis, escolhiam os candidatos para os cargos políticos. Como nas eleições o voto era aberto e não secreto, os coronéis negociavam favores em troca de votos.

25 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Questão do Amapá (1900): –BRA e FRA disputavam a região fronteiriça entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa. –BRA tem ganho de causa com arbítrio da Suíça e incorpora definitivamente toda a região a leste do Rio Oiapoque.

26 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Ou até mesmo forçavam o eleitor a votar no candidato indicado por ele. Era o chamado voto de cabresto. O esquema permitiu que um pequeno grupo de pessoas ricas e influentes controlassem o poder no Brasil. Por isso, também chamamos esse período de oligárquico, que significa governado por poucos. Para garantir total apoio no Congresso, Campos Sales criou a Comissão de Verificação. Os deputados favoráveis ao presidente tomavam posse, os contrários eram impedidos, sofriam a chamada degola.

27 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda – Em seu governo iniciou-se a política do CAFÉ COM LEITE.

28 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Campos Sales sempre foi um homem vaidoso, se vestia com elegância e freqüentava os salões de barbearia para manter aparado o bigode e o cavanhaque. Também mantinha alguns hábitos simples.

29 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Francisco de Paula Rodrigues Alves (SP) (15/11/1902 a 15/11/1906) = 4 anos

30 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Sua administração financeira foi muito bem sucedida. Dispunha de muito dinheiro: auge do ciclo da borracha no Brasil, cabendo ao país 97% da produção mundial. Enfrentou a primeira greve geral na capital da República em 15 de agosto de 1903, iniciada pelos operários da indústria têxtil que reivindicavam aumento de salários e jornada diária de oito horas para todas as categorias de trabalhadores.

31 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Brasil anexou o território do Acre, após um acordo com a Bolívia, negociado pelo Barão do Rio Branco, pagaria àquele país dois milhões de libras esterlinas e construiria a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, por onde seria escoada a produção de borracha.

32 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Anexação do Acre (1903): –Interesse na extração do látex. –Atritos entre seringueiros brasileiros e bolivianos. –BRA compra a região da Bolívia pelo valor de 10 milhões de dólares ( Tratado de Petrópolis ). –Bolívia recebe em troca do território área que lhe dava acesso ao Rio Madeira, e, portanto ao Oceano Atlântico.

33 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda

34 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Convênio de Taubaté (1906): –Plano de valorização artificial do café; –Governo comprava os excedentes de café e estocava. –Diminuindo a oferta do produto, seu preço mantinha-se estável. –O governo contraía empréstimos para comprar esse excedente. –Cobrava-se impostos para equilibrar as contas do governo e honrar compromissos. –O país se endividava e ampliava sua dependência com o exterior. –O governo almejava vender o estoque de café quando a procura aumentasse, no entanto, isso nunca ocorria, então o café estragava e o governo amargava prejuízos. –O bolso dos cafeicultores estava salvo.

35 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Seu governo foi destacado pela Campanha de Vacina Obrigatória (que ocasionou a Revolta da Vacina), promovida pelo médico sanitarista e Ministro da Saúde Osvaldo Cruz, e pela reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro. É considerado hoje o presidente que mais se preocupou com a população da República Velha.

36 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda

37 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Capa da Revista da Semana A Revolta da Vacina -Tempo: Local: Rio de Janeiro. - Líderes: Essa revolta não teve um líder ou líderes específicos e relevantes, foi um movimento popular, no qual a população comum se uniu e se revoltou.

38 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Características: -Foi a primeira revolta urbana; -Foi no governo de Rodrigues Alves que fez como seu principal projeto a reurbanização do Rio de Janeiro, similar a Paris. Rodrigues Alves e o Rio.

39 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Apoiadas em uma lei federal, as Brigadas Sanitárias entravam nas casas e vacinavam pessoas à força. Setores de oposição ao governo gritavam contra as medidas autoritárias de Oswaldo Cruz.

40 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda -O centro do Rio possuía vários cortiços, eram casas de pobres. -Nesta época também surgia a favela. -Os moradores dos cortiços não queriam sair de suas casas, então, Rodrigues Alves cria o projeto Bota Abaixo, que expulsava as pessoas de suas casas e as destruía sem pagar indenização; - Rodrigues Alves criou dois projetos: Bota Abaixo e Saneamento;

41 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda - O projeto de Saneamento era para controlar e erradicar doenças como a peste bubônica, a febre amarela e a varíola; - Para efetivar esse projeto de Saneamento criou-se o Ministério da Saúde e o Ministro foi Oswaldo Cruz; Oswaldo Cruz

42 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda RJ durante a Revolta da Vacina.

43 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda - Para acabar com a varíola importou-se vacina da França, mas importou-se poucas seringas. Importou seringas somente para os ricos, para a elite. Os pobres e a população em geral revoltaram-se com o método de vacinação da varíola, no qual a vacina seria inserida num corte na virilha; Bonde tombado na mobilização popular.

44 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Em vez de esclarecer o povo sobre os benefícios da medida, vários jornais de oposição aproveitaram-se de sua ingenuidade para propagar a suspeita de que a vacina transmitia doenças, em vez de combatê-las. Assim: -Atraso brasileiro; -Obscurantismo popular encorajado pela miséria e pela manipulação de alguns setores da elite.

45 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda A Revolta durou 3 dias. Os líderes e Rodrigues Alves retomou o controle da cidade. No entanto a obrigatoriedade da vacina fora revogada. Alguns anos mais tarde, a população pagaria alto pela revolta. Em 1908, a cidade foi assolada por uma violenta epidemia de varíola, e todos correram aos postos de vacinação para se imunizar.

46 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda Charges ironizam Osvaldo Cruz e o uso da força na vacinação popular.

47 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930) Adriano Valenga Arruda


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