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A Filosofia na Educação Básica: Tensões e Questões Emergentes Locais e Globais Dante Augusto Galeffi SEMINÁRIO da ABE Novembro 2007.

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1 A Filosofia na Educação Básica: Tensões e Questões Emergentes Locais e Globais Dante Augusto Galeffi SEMINÁRIO da ABE Novembro 2007

2 O Lugar de minha Compreensão e Proposição: Habito Poesia na Filosofia que ama Sophia: músico dançarino das Musas sou como uma ponte atravessando o desfiladeiro para deixar passar o ímpeto querer-ser da Vida Abundante no instante sem ocaso.

3 Horizonte 1 – Campo Ontológico Compreensão e prática de uma Filosofia da Vida própria e apropriada aberta ao acontecimento da criação conjugada do espírito humano implicado na comum- responsabilidade

4 A Metodologia e a Prática de Ensino de Filosofia Professor da UFBA/FACED Horizonte 2: Campo Poemático-Pedagógico

5 Formação do Educador-Filósofo: Epistemologia do Educar, Filosofar e Educar, Fenomenologia- Hermenêutica, Educação Transdisciplinar, Difusão do Conhecimento Horizonte 3: Campo Epistemológico

6 Projeto de construção de um aprendizado filosófico polilógico, próprio e apropriado, inventivo e autônomo, comum e diversificado, ousado e altaneiro, colaborativo e crítico, combativo e pacífico, sensível e transformador da interdição metafísica fundada no medo de ser-sendo Horizonte 4: Campo das Possibilidades

7 O que é Filosofia? Questões Fundamentais: Qual Filosofia na Educação Básica: Filosofia profissional ou Filosofia própria e apropriada? Qual professor de Filosofia: O Educador-filósofo ou o repassador de conteúdos descontextualizados e inúteis ao educar apropriador? Qual a formação adequada para o exercício de uma prática docente autônoma e inventiva?

8 Tensão entre Teoria e Prática Qual deve ser o modelo de ensino da Filosofia na Educação Básica:a prática do pensamento crítico contextualizado e dialógico ou a repetição de conteúdos historiográficos abstratos e indiscutíveis?

9 Uma compreensão filosófica a partir da prática aprendente polilógica... A amplitude Transdisciplinar da Filosofia e do filosofar

10 PHILOSOPHIA MITOLOGIA ANTROPOLOGIA LINGUAGEM POÉTICA LINGUAGEM FÍSICO-MATEMÁTICA LINGUAGEM ORDINÁRIA LINGUAGEM EPISTÊMICA LINGUAGEM POÉTICO-FILOSÓFICA LINGUAGEM EXTRA-0RDINÁRIA UM OLHAR HERMENÊUTICO-FENOMENOLÓGICO DA FILOSOFIA E DO FILOSOFAR COSMOLOGIA ONTOLOGIA TRANSPOSIÇÃO METAFÍSICA LINGUAGEM POLILÓGICA

11 Prática Pedagógica do educador-filósofo: Investigação Ponderação Planejamento Produção Construção Situação Experimentação Atitude, disposição, motivação, possibilidade, localização social Tensões, Questões, Problemas, Fundamentos, Metodologia Avaliação, retroação, Posição, Potenciação Projeção, Concepção, Proposição Vivência, Atualização, Memorização, Potencialização, Imaginação Documentação, Divulgação, Publicação, Difusão

12 Proposta Polilógica: Ontológica, Epistemológica, Política e Pedagógica para a Trans-Formação do Educador-Filósofo Proposta Polilógica Ontológica Epistemológica Política Pedagógica Nossa relação viva com o mundo – princípio de realidade – nossa condição conjuntural – ser-no- mundo-com – situação, projeto, processo, identidade, diferença Bases científico-metodológicas da ação transformativa – Ciência Implicada Bases afetivas para a realização de uma sociedade solidária: ética diferencial implicada Teoria e modelagem educacional: investigação continuada, currículo criador, ação transdisciplinar, sentidos realizantes, mudança de horizonte potencial/atual – Projetos, pesquisas em ação aprendente

13 A Filosofia como Atitude Aprendente Radical: Filosofia Básica

14 Proposta Pedagógica: a Filosofia como atitude aprendente transdisciplinar

15 Eixos ou Pilares da Modelagem aprender a ser/não-ser aprender a conhecer/não-conhecer aprender a ver/não-ver aprender a viver-com /não- viver com aprender a fazer/não-fazer aprender a viver/morrer Aprender a aprender / desaprender

16 ÉTICA ESTÉTICA EPISTEMOLOGIA POLÍTICA ECOLOGIA ONTOLOGIA ATITUDE FILOSÓFICA MÍSTICA TECNOCIÊNCIA

17 A Atitude Filosófica como investigação permanente: aprender a aprender aprendendo – Pedagogia investigativa radical

18 Conceitos Geradores Figuras Conceituais Diferença Ontológica Consciência da Consciência e da Inconsciência Autoconhecimento Ciência da Complexidade / Epistemologia da Complexidade Ética e Estética da Diferença e da Igualdade Filosofia das conexões significativas não-causais Lógica Inclusiva Níveis de Realidade Implicação Transdisciplinaridade Totalidade segmentária Unidade do Diverso Relação de comum-pertencimento

19 O Projeto compreende os ciclos da Educação Básica e Superior Educação Básica Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio Educação Superior Graduação Pós-Graduação Educação Profissional Educação de Jovens e Adultos

20 Desenvolvimento argumentativo da Proposta de trans-formação do educador filósofo Polifoco O que se pode e se deve fazer-aprender em cada situação e contexto Delimitação dos eixos comuns de estruturação e planejamento das atividades Vivência da arte de aprender pela experimentação de proposições e criações pedagógicas pontuais. Aprendizados diferenciados da arte de aprender como atitude filosófica Desenvolvimento de Programas e Ações Pedagógicas Aprofundamento dos estudos críticos pessoais e inter-pessoais.

21 Três ações implicadas: 1. Construção de uma rede congregando os Professores de Filosofia do Estado 2. Delimitação de um Programa Mínimo Comum 3. Elaboração da Carta de Salvador para a Filosofia

22 Programa Mínimo de Filosofia FILOSOFIA Ser criança Amantes da Vida Sábia

23 Filosofar Ser-Sendo-Ser-Não-Ser Para o usufruto diurno e noturno de todos os que se implicam no filosofar próprio e apropriado Transformação

24 Saber Conhecimento Filosofia Ética OntologiaEpistemologia Estética Saber Ser Aprender a Ser Saber Conhecer Aprender a Conhecer Saber Conviver Agir Sentir Pensar Fazer Saber Fazer Aprender a Viver-Com Falar Ouvir Ler Escrever Aprender a Fazer Escutar Compreender Aprender a Viver-Com-SóAprender a Desfazer Aprender a Desconhecer Aprender a Não-Ser Compartilhar Aprender a Aprender Aprender a Desaprender

25 Atitude Filosófica Atitude Aprendente Atitude Sapiente Atitude Radical Atitude Investigativa Atitude Dialógica Atitude Polilógica

26 Filosofia SER HUMANO HUMANIDADE NATUREZA Transdisciplinaridade

27 ATITUDE FILOSÓFICA PERCEPÇÃO APRENDER A SENTIR: VER/OUVIR/TOCAR/CHEIRAR/ PALATAR CONCEITUAÇÃO APRENDER A CONHECER CONSTRUÇÃO APRENDER A FAZER VIVÊNCIA EXPERIÊNCIA IMAGINAÇÃO SENSIBILIDADE CONFRONTAÇÃO SOCIALIZAÇÃO AFETIVIDADE IMPLICAÇÃO ELABORAÇÃO PRODUÇÃO APROPRIAÇÃO CONSERVAÇÃO ATITUDE APRENDENTE ATITUDE INVESTIGATIVA APRENDER A SER RELAÇÃO APRENDER A VIVER-JUNTO ANÁLISE/SÍNTESE EXPLICAÇÃO/COMPREENSÃO PROPOSIÇÃO/SISTEMATIZAÇÃO

28 CARTA DE SALVADOR PARA A FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO Nós, participantes da 1ª Oficina de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, realizada no Instituto Anísio Teixeira, de 13 a 27 de abril de 2007, inspirados na Declaração de Paris para a Filosofia (UNESCO, 1995), e subscrevendo alguns de seus itens com a devida adequação,

29 Constatamos que os problemas de que trata a filosofia são os da Vida e da existência dos seres humanos considerados universalmente, o que significa uma compreensão da filosofia como atividade transdisciplinar,

30 Estimamos que a reflexão filosófica pode e deve contribuir para a compreensão e conduta dos afazeres humanos,

31 Consideramos que a atividade filosófica, que não subtrai nenhuma idéia e fato à livre discussão e investigação, que se esforça em precisar as definições exatas das noções utilizadas, em verificar a validade dos raciocínios e das pesquisas, em examinar com atenção os argumentos dos outros, permite a cada um aprender a pensar por si mesmo e aprender a reconhecer os processos sociais implicados,

32 Sublinhamos que o ensino de filosofia favorece a abertura do espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e suas relações dialógicas, ainda mais em um país como o Brasil e em um Estado como a Bahia cuja história reúne as diversas culturas do planeta, gerando uma fusão extraordinária e única,

33 Reafirmamos que a educação filosófica, formando espíritos livres e reflexivos - capazes de resistir às diversas formas de alienação, de fanatismo, de exclusão e de intolerância - contribui para a paz e prepara cada um a assumir suas responsabilidades face às grandes interrogações contemporâneas, notadamente nos domínios da educação ética e da educação ambiental e transdisciplinar,

34 Julgamos que o desenvolvimento da reflexão filosófica, no ensino e na vida cultural, contribui de maneira importante para a formação de cidadãos, no exercício de sua capacidade de julgamento, elemento fundamental de toda democracia.

35 É por isso que, engajando-nos em fazer tudo o que esteja em nosso poder - nas nossas escolas e em nossas respectivas comunidades de base - para realizar tais objetivos, declaramos que:

36 Uma atividade filosófica livre deve ser garantida por toda parte - sob todas as formas e em todos os lugares onde ela possa se exercer - a todos os indivíduos;

37 O ensino de Filosofia deve ser assegurado por professores- pesquisadores competentes e implicados, especialmente formados para esse fim, e não pode estar subordinado a nenhum imperativo econômico, técnico, religioso, político ou ideológico; trata-se da realização de um empenho radical com o saber e o aprender dialógico de todo ser humano.

38 Permanecendo totalmente autônomo, o ensino de Filosofia deve ser, em toda parte onde isto é possível, efetivamente associado - e não simplesmente justaposto - às formações universitárias ou profissionais, em todos os domínios; quer dizer, tal ensino deve constituir-se como efetivo processo de aprendizado inteligente, sensível e inventivo,

39 A produção e difusão de livros acessíveis a um largo público, a geração de emissões de rádio ou de televisão, de audiocassetes ou DVDs, a utilização pedagógica de todos os meios audiovisuais e informáticos,

40 A criação de múltiplos espaços de debates livres, e todas as iniciativas susceptíveis de fazer aceder um maior número a uma primeira compreensão das questões e dos métodos filosóficos devem ser encorajadas, a fim de constituir uma educação filosófica de jovens e adultos;

41 O conhecimento das reflexões filosóficas das diferentes culturas, a comparação de seus aportes respectivos e a análise daquilo que os aproxima e daquilo que os opõe, devem ser perseguidos e sustentados pelas instituições de pesquisa e de ensino;

42 As atividades filosóficas, como práticas livres da reflexão e da investigação radical, não podem considerar alguma verdade como definitivamente alcançada, e incitam a respeitar as convicções de cada um; mas elas não devem, em nenhum caso, sob pena de negarem-se a si mesmas, aceitar doutrinas que neguem a liberdade de outrem, injuriando a dignidade humana e engendrando a barbárie.

43 Consideramos fundamental que a filosofia deva ser exercida como atividade investigativa transdisciplinar, sempre relacionando as diversas áreas do conhecimento, contribuindo para a coesão dos processos aprendentes, ressaltando o caráter dialógico que deverá incorporar-se radicalmente ao amplo movimento de integrar o educando ao ambiente escolar em atividades e atitudes criativas e heurísticas.

44 Tudo isso no intuito de garantir que o ensino de Filosofia ocorra de forma própria e apropriada, que envolva e seduza o educando para aprender a aprender e aprender a desaprender, dando sentido à sua vida.

45 Neste sentido, defendemos a inserção da Filosofia no Ensino Fundamental e Médio de forma obrigatória, a partir da garantia de que a Filosofia será ministrada no Ensino Médio por filósofos licenciados, respeitando o Estatuto do Magistério Público Fundamental e Médio do Estado da Bahia, Lei nº de 29 de Maio de 2002, Seção IV – Regime de Trabalho Art. 58;

46 Acreditamos que para desenvolvermos um trabalho com qualidade, é fundamental que a Filosofia tenha pelo menos uma carga horária mínima de duas horas semanais por turma, como rege o Parecer CNE/CEB nº 38 de 7 de julho de 2006.

47 Reivindicamos a formação continuada do professor através da criação de Curso de Especialização em Filosofia com foco em Educação, a fim de garantir o aperfeiçoamento e a formação continuada, em serviço, do profissional em Filosofia;

48 Reafirmamos a intenção de promover outros encontros com a presença de todos os educadores em Filosofia do Estado da Bahia, incluindo os professores do interior do Estado;

49 Sugerimos a criação e produção dos livros e recursos didáticos de Filosofia, com uma linguagem direcionada e apropriada ao estudante da Educação Básica, elaborados por professores da rede estadual licenciados em Filosofia;

50 Buscaremos e lutaremos pela criação de uma Associação dos Professores de Filosofia da Educação Básica, assim como do grupo de estudos filosóficos;

51 Julgamos que o desenvolvimento da reflexão filosófica no Estado depende da criação de um centro de estudos e pesquisas em Filosofia com foco em Educação, com o apoio das universidades e da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Salvador – Bahia – Brasil, em 27/04/2007

52 Magali Macedo de Paula Maura Freitas Santos Ivone Maria da Silva Nascimento Almira do Carmo Ribeiro Manuel Antonio da Silva Dorilda Sousa de Almeida Emerson Sousa Freire Sandra Maria Rocha Borges Conceição Adalgisa Dorotéa Sales Dante Augusto Galeffi Daniel Nascimento Vilasboas Josevaldo dos Santos José Fernandes Mascarenhas Paixão Adilson José Silva Flávio Pereira dos Santos Roberto Fernando S. Cerqueira Marcelo Augusto Machado Márcia Maria Saievicz Elci Alves Machado Cunha Tânia M. Souza (nome ilegível) Crispim Conceição Santos Gladys Parish Seixas Ygayara Vieira Cabral Bernadete Souza Almeida Maricelia R. de Andrade Aidil Fonseca Vieira Adivonildes Rocha dos Santos Zenilde Lopes Almeida Raimunda Souza Viana Esta Carta foi inicialmente subscrita por:

53 Pontos Fundamentais para uma inserção conseqüente da Filosofia na Educação Básica: 1.Valorização do Educador-Filósofo; 2.Constituição de uma rede transdisciplinar cooperativa de educadores-filósofos; 3.Formação continuada; 4.Difusão dos conhecimentos Filosóficos por todos os meios disponíveis; 5.Consolidação de ações pedagógicas contextualizadas e diferenciadas.

54 Não é mais tempo de dizer o mundo, é tempo de fazer mundos Ouvir o que diz aquilo que é – ouvir polilógico:

55 Educação Transdisciplinar Educação Polilógica Educação Filosófica Básica Ciência Tecnociência Arte Filosofia Saber Mítico Saber Religioso Saber Poético Autoconhecimento Revolução Interior


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