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Extensão Rural. Introdução É necessário revisão drástica da extensão rural pública Desde a extinção da EMBRATER, no início do Governo Collor, enormes.

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1 Extensão Rural

2 Introdução É necessário revisão drástica da extensão rural pública Desde a extinção da EMBRATER, no início do Governo Collor, enormes dificuldades Crédito subsidiado para implantar a "modernização conservadora" Crise de identidade" nos últimos 45 anos. Enorme diferenciação social ( minoria capitalista muito rica e uma maioria assustadora de agricultores pobres ) A difusão de tecnologias já se mostrou insuficiente como prática da extensão rural Revolucionar as bases teóricas, redimensionando seu papel, rever seu público prioritário e apossar-se de um novo referencial metodológico

3 Histórico Copiamos os americanos – Anos 50 Consolidação da produção de bens de capital Idéia: educar o homem do campo para tirá-lo do atraso Era necessário acelerar o consumo intermediário da agricultura Pequenos produtores não mostraram os resultados esperados Fortalece-se o trabalho junto aos jovens Extensão rural com introdução de novas técnicas Respostas não estão à altura Mesmo assim a contribuição é expressiva

4 Histórico 1960, conclui que pequenos agricultores não dão os resultados esperados A partir de 1965, crédito rural subsidiado nestas épocas ciências agrárias agronomia extensionistas ensino da extensão a partir do modelo Everett Rogers e seus seguidores Criou-se um modo eficaz de reproduzir profissionais da agropecuária Regras do crédito rural. Privilegiando médios e grandes produtores Neste período, segundo KAGEYAMA (1987: 10), "a indústria passa a comandar a direção, as formas e o ritmo da mudança na base técnica da agricultura".

5 Histórico Década de 70, diminuição do crédito rural O modelo EMBRATER ao compreender o processo de exclusão da maioria, agrega para os agricultores de "baixa renda" um trabalho complementar de cunho social e assistencialista agricultura subordinada à agroindústria, bem como com os reflexos sócio-econômicos e ambientais anos 80, estagnação, um novo discurso De lá para cá: salvar o atraso, agravamento dos danos ambientais, diferenciação social Anos 90 - redescoberta de caminhos alternativos

6 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Desenvolvimento rural equilibrado e sustentável no médio e longo prazos Graziano Neto (1986) aumento da produção produtividade agrícola e sacrifícios sociais e ambientais - insumos químicos-mecânicos degradação de solos a contaminação do meio ambiente e a agressão aos recursos naturais, com reflexo na qualidade de vida de 1964 a 1979, a produtividade dos 15 principais cultivos do Brasil cresceu apenas 16,8%. No mesmo período, o consumo de fertilizantes químicos cresceu 124,3%, de inseticidas 233,6%, de fungicidas 584,5%, de herbicidas 5.414,2% e de tratores 389,1%. Degradação dos solos (mecanização e monocultura), perdas de solos 150 t/ha-ano, o decréscimo da matéria orgânica no solo de 3,8% para 1,8% reduz a produtividade agrícola em 25% (Pimentel, 1984) Como conseqüência novos investimentos para a amenizar a desordem. Odum (1986:57)

7 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais A sustentabilidade ecológica e energética dos agroecossistemas. Costa Beber, 1989 e Pereira Filho, 1991, entre outros: Alguns requerem maiores quantidades de energia auxiliar por unidade de área. Senão, acelera o processo entrópico e a degradação ambiental no médio e longo prazos Agricultura moderna: especialização de insumos. maior vulnerabilidade - oscilações de preços internacionais Agroecossistemas assentados na diversificação de culturas Foram pouco considerados nas políticas de modernização Ganhos de escala no curto prazo, esqueceram-se os problemas ecológicos daí advindos. Esqueceu-se da redução da biodiversidade A extensão rural possui um compromisso singular com a sustentabilidade ecológica da pequena produção

8 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Transferência de tecnologia é insuficiente Receitas e pacotes não terão as plenas condições de execução Apenas com o apoio do serviço de extensão rural e assistência técnica do Estado não adianta Outras políticas públicas específicas deverão ser buscadas e implementadas com urgência

9 Década de 90 Grandes decepções para o povo brasileiro. Governo Collor transformou num pesadelo as maiorias empobrecidas. Nível de desemprego elevadíssimo no campo e na cidade Êxodo rural continuou Apesar de anunciadas super-safras não refletiram as melhorias Retirada dos subsídios à agricultura Oligopolização - movimentos reivindicatórios e de protestos de usineiros e arrozeiros Alto grau de endividamento deste setores Sem recursos públicos a agricultura capitalista se fragiliza Processos de transferência de renda para os setores agroindustriais, comerciais e financeiros

10 Década de 90 Soluções –tecnologias apropriadas de baixo custo –formas organizativas capazes de maximizar o potencial –colocar em funcionamento pequenas agroindústrias ou desenvolver a "indústria caseira de alimentos" –"produtos naturais novo mercado

11 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Schumacher (1983: 130): "Se o que foi modelado pela tecnologia, e continua ser, parecer estar doente, seria talvez prudente dar uma olhada na própria tecnologia. Nakano (1981: 7) Duas categorias: produtor simples de mercadorias e capitalista (ou empresa capitalista)

12 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Gehlen (1988) –terra com fonte de poder: oligarquia agrária ou latifundiária grandes empresários (banqueiros, industriais, empreiteiros) ou neolatifundiários –terra como fonte de riqueza material: burguesia capitalista (+ de 300 ha) empresariado rural (no sul chamados graneiros: com 60 a 300 ha) semi-empresariado ou colono-forte (área geralmente inferior a 100 ha) –terra com espaço de trabalho: pequenos proprietários, arrendatários, parceiros, ocupantes (com área não superior às possibilidades de trabalho familiar) posseiros e ocupantes (meeiros, chacareiros, etc.) assalariados (permanentes, temporários – bóias-frias) biscateiros marginalizados

13 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais O primeiro grupo, que tem a "terra como fonte de poder", Mantém privilégios através da sua influência política. São uma minoria muito rica. Exigem a ação da assistência técnica pública, representados por cooperativas rurais, associações rurais, etc., porém podem pagar por serviços privados de alta qualificação e especificidade.

14 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais O segundo grupo, procura para pontuais. –emitir um receituário agronômico, –elaborar um plano de crédito exigido pelo banco, –buscar benefícios de programas especiais desenvolvidos pelos escritórios de extensão rural ou, até mesmo, para tarefas clínicas (animais doentes, realização de "toque" para identificar prenhez, –identificação de uma praga ou moléstia desconhecida, –serviços de topografia, etc.). Os "colonos-fortes", recebem os técnicos, mas não seguem as orientações. Normalmente buscam a extensão quando isto possa significar algum tipo de favorecimento pessoal. Itens a e b não devem constituir o publico prioritário do serviço público

15 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Bóias-frias e assalariados, a extensão rural poderia assessorá-los em sua organização, na busca de suprir necessidades básicas de alimentação e, até mesmo, prestando assessoria quanto à legislação vigente ou oferecendo cursos capazes de aprimorar sua formação. Tarefa da extensão rural, articular-se com os sindicatos e outras organizações governamentais e não governamentais Alfabetização, até a distribuição de alimentos, orientações à saúde, habitação, etc. Pequenos proprietários, arrendatários, parceiros, ocupantes, posseiros, meeiros, etc. Maioria descapitalizados, empobrecidos, vivendo da forma de trabalho familiar

16 As conseqüências do modelo de desenvolvimento: impactos ambientais e transformações sociais Segundo Gehlen (1988: 20) As tendências são: a) ascender para a condição de semi-empresário ou colono forte e, talvez, granjeiro; b) descender pela perda parcial ou total da terra e, neste caso, mudar de estatuto profissional; c) subordinar-se às empresas integradoras, o que significa praticamente abandonar sua condição de autônomos; d) permanecer na condição, mas criando ou participando de novas estratégias de resistência e de afirmação econômica e social.


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