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MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS Manuel Antônio de Almeida Não me esquecer de ler citação do Ítalo Calvino, Le città invisibili, usada por Antônio Cândido,

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1 MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS Manuel Antônio de Almeida Não me esquecer de ler citação do Ítalo Calvino, Le città invisibili, usada por Antônio Cândido, nO Discurso e a Cidade

2 NARRADOR O major recebeu-as de rodaque de chita e tamancos, não tendo a princípio suposto o quilate da visita; apenas porém reconheceu as três, correu apressado à camarinha vizinha, e envergou o mais depressa que pôde a farda; como o tempo urgia, e era uma incivilidade deixar a sós as senhoras, não completou o uniforme, e voltou à sala de farda, calças de enfiar, tamancos e um lenço de alcobaça sobre o ombro, segundo seu uso. A comadre, ao vê-lo assim, apesar da aflição em que se achava, mal pode conter uma risada que lhe veio aos lábios. Onisciente (em 3ª pessoa), cínico, debochado e irônico

3 PERSONAGENS Típicas, caricaturais, amorais; São caracterizadas de forma anti-romântica, sem maniqueísmo; Representam um contraponto: universo da ordem X universo da desordem; Leonardo: desordeiro desde a infância, é o típico vadio, o anti-herói – filho de uma pisadela e de um beliscão; Leonardo: desordeiro desde a infância, é o típico vadio, o anti-herói – filho de uma pisadela e de um beliscão; Leonardo Pataca: meirinho (oficial de justiça) sentimental – rotunda e gordíssima personagem de cabelos brancos e carão avermelhado, que era o decano da corporação; Leonardo Pataca: meirinho (oficial de justiça) sentimental – rotunda e gordíssima personagem de cabelos brancos e carão avermelhado, que era o decano da corporação;

4 PERSONAGENS Maria da Hortaliça: saloia, rechonchuda e bonitona, infiel; Maria da Hortaliça: saloia, rechonchuda e bonitona, infiel; Major Vidigal: representante da lei e da ordem; Major Vidigal: representante da lei e da ordem; Barbeiro: padrinho de Leonardinho, preocupado com o menino, carrega um passado escuso; Barbeiro: padrinho de Leonardinho, preocupado com o menino, carrega um passado escuso; Comadre: madrinha de Leonardo, é parteira; Comadre: madrinha de Leonardo, é parteira; Dona Maria: senhora rica, é tia e tutora de Luisinha, amor do protagonista – devia ter sido muito formosa em seu tempo; porém desta formosura só lhe restavam o rosado das faces e a alvura dos dentes; Dona Maria: senhora rica, é tia e tutora de Luisinha, amor do protagonista – devia ter sido muito formosa em seu tempo; porém desta formosura só lhe restavam o rosado das faces e a alvura dos dentes;

5 PERSONAGENS Luisinha: amor da vida de Leonardo, é feia, tola, sem graça; Luisinha: amor da vida de Leonardo, é feia, tola, sem graça; José Manuel: caça-dotes, advogado de D. Maria, acaba casando-se com Luisinha; José Manuel: caça-dotes, advogado de D. Maria, acaba casando-se com Luisinha; Outros: Maria Regalada e Vidinha. Outros: Maria Regalada e Vidinha.

6 ESPAÇO E TEMPO Espaço: físico, urbano, subúrbio carioca; Tempo: cronológico - Era no tempo do rei / séc. XIX.

7 LINGUAGEM Coloquial, precisa, despojada e com marcas de oralidade (o que era uma grande inovação para a época...). Vale destacar que essa variante linguística é coerente com a construção das personagens.

8 TRAÇOS INTERPRETATIVOS a) obra de TRANSIÇÃO: cronologicamente romântica, é destinada ao entretenimento burguês, apresentando uma estrutura simples (narrador onisciente, espaço físico e tempo cronológico); porém, já anuncia estilo e temática realistas; b) anti-romantismo: filho de uma pisadela e de um beliscão; c) uso de metalinguagem: Daqui em diante aparece o reverso da medalha. Seguiu-se a morte de D. Maria, a do Leonardo-Pataca, e uma enfiada de acontecimentos que pouparemos aos leitores, fazendo aqui o ponto final. d) atenção ao fato de que há um trânsito do narrador entre a 3ª e a 1ª pessoas, visando estabelecer uma cumplicidade com o leitor. Ex: [...] verdade é que eu arranjei-me (há neste arranjei-me uma história que havemos de contar) [...] – Capítulo III

9 O Malandro Chico Buarque O malandro/Na dureza Senta à mesa/Do café Bebe um gole/De cachaça Acha graça/E dá no pé O garçom/No prejuízo Sem sorriso/Sem freguês De passagem/Pela caixa Dá uma baixa/No português O galego/Acha estranho Que o seu ganho/Tá um horror Pega o lápis/Soma os canos Passa os danos/Pro distribuidor Mas o frete/Vê que ao todo Há engodo/Nos papéis E pra cima/Do alambique Dá um trambique/De cem mil réis O usineiro/Nessa luta Grita(ponte que partiu) Não é idiota/Trunca a nota Lesa o Banco/Do Brasil Nosso banco/Tá cotado No mercado/Exterior Então taxa/A cachaça A um preço/Assustador Nosso banco/ Tá cotado 'Tá cotado No mercado/Exterior Então taxa/A cachaça A um preço/ Assustador Mas os ianques/Com seus tanques Têm bem mais o/Que fazer E proíbem/Os soldados Aliados/De beber A cachaça/ Tá parada Rejeitada/No barril O alambique/Tem chilique Contra o Banco/Do Brasil O usineiro/Faz barulho Com orgulho/De produtor Mas a sua/Raiva cega Descarrega/No carregador Este chega/Pro galego Nega arrego/Cobra mais A cachaça/ Tá de graça Mas o frete/Como é que faz? O galego/Tá apertado Pro seu lado/Não tá bom Então deixa/Congelada A mesada/Do garçom O garçom vê/Um malandro Sai gritando/Pega ladrão E o malandro/Autuado É julgado e condenado culpado Pela situação


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