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SELEÇÃO ADVERSA E O PROBLEMA DO MERCADO DOS LIMÕES ECONOMIA DA INFORMAÇÃO TEORIA MICROECONÔMICA II Prof. Giácomo Balbinotto Neto.

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1 SELEÇÃO ADVERSA E O PROBLEMA DO MERCADO DOS LIMÕES ECONOMIA DA INFORMAÇÃO TEORIA MICROECONÔMICA II Prof. Giácomo Balbinotto Neto

2 2 Economia da Informação Seleção adversa Sinalização Screening Moral Hazard Contratos Incentivos Contrato Pré-contratual Pós-contratual

3 3 O problema de seleção adversa - definições Um problema seleção adversa surge quando o agente mantêm informação privada antes de ter iniciado uma relação. MS&PC (2001, p.11)

4 4 O problema de seleção adversa - definições Seleção adversa é um problema criado pela informação assimétrica antes de a transação ocorra. Mishkin (2000, p.23)

5 5 O problema de seleção adversa - definições A seleção adversa surge quando as decisões de troca de um individuo informado dependem de suas informações privadas de modo que elas afetam de modo adverso os participantes não informados no mercado. Mas-Collell, Whinston & Green (1995, p.436)

6 6 Economia da Informação – o problema de seleção adversa A seleção adversa é um problema que surge quando um agente mantém uma informação privada antes de que uma relação contratual tenha início. O problema de seleção adversa ocorre quando o principal não consegue distinguir o tipo do agente antes de iniciar uma relação contratual.

7 7 Economia da Informação – o Problema de Seleção Adversa O problema de seleção adversa pode ocorrer quando os membros de um plano de saúde, por exemplo, não são selecionados aleatoriamente de um grupo. Do ponto de vista de uma companhia de seguros por exemplo, o problema da seleção adversa ocorre porque a amostra de indivíduos que firma um contrato de seguro de saude não representa uma amostra aleatória para todos os membrosde uma determinada comunidade que deseja distribuir os riscos sobre um determinado evento. [cf. Pashigian (1998, p.519)]

8 8 Economia da Informação – o Problema de Seleção Adversa Nos modelos de seleção adversa há informação imperfeita referente as características do que está sendo comprado ou vendido no mercado (trabalho, títulos ou produtos) ou ao tipo de agente que se deseja contratar e empregar.

9 9 Economia da Informação – o problema de seleção adversa N escolhe o tipo de A o qual é observado somente por A A aceita ou rejeita N escolhe o estado do mundo Resultado e pay-offs P estrutura o contrato A oferta um esforço

10 10 Seleção Adversa NPA alto baixo Não é observável contrato rejeita aceita

11 11 Economia da Informação – o problema de seleção adversa O problema de seleção adversa refere-se a situações em que o tipo do agente não é observável, de modo que um lado do mercado tem que adivinhar o tipo ou qualidade do produto com base no comportamento do outro agente no mercado.

12 12 Economia da Informação – o problema de seleção adversa O problema de seleção adversa é também conhecido como o problema dos limões, devido a formulação original de Akerlof (1970) – Markets for Lemons, QJE. Nos mercados em que há ou se manifesta o problema de seleção adversa, podem realizar-se muito poucas transações. Neste caso, é possível que todos possam melhorar de situação se forem induzidos a negociar.

13 13 Economia da Informação – o problema de seleção adversa A informação é um dos fatores mais importantes para a obtenção da eficiência do mercado, pois através dela os agentes podem ajustar os níveis de produção e preços que levam ao máximo de bem-estar (um ótimo de Pareto). Quando a informação não é completa, ocorre uma falha de mercado que resulta em benefício de uma parte em detrimento da outra. Esse é o caso da informação assimétrica.

14 14 Economia da Informação – o problema de seleção adversa A informação assimétrica resulta na seleção adversa, que ocorre devido ao fato de que produtos ou serviços de diferente qualidade serem vendidos pelo mesmo preço, resultando em que os produtos de mais baixa qualidade vendem mais e os de mais alta qualidade vendem menos do que deviam. O motivo para isto é que quando os compradores e não possuem a mesma informação que lhes permita distinguir os produtos pela qualidade.

15 15 Economia da Informação – o problema de seleção adversa Implicitamente, é assumido que os compradores não têm meios de saber a qualidade específica de um determinado carro, visto que todos os carros usados se parecem. Assim, temos que os carros de boa qualidade (jóias) irão ser comercializados ao mesmo preço.

16 16 Economia da Informação – o problema de seleção adversa Quanto mais carros de baixa qualidade houver no mercado, menor a qualidade média e menor será o preço para os carros usados. Portanto, torna-se difícil vender um carro de boa qualidade a um preço justo (fair price) neste mercado.

17 17 Economia da Informação – o problema de seleção adversa Se os proprietários dos carros usados de boa qualidade fazem face aquela situação, eles podem decidir que não vale a pena vender seus seus carros, o que diminui, ainda mais a qualidade dos carros no mercado e o seu preço. Este processo pode levar a uma situação em que o mercado entra em colapso, ou num caso mais plausível, o mercado pode encontrar um equilíbrio no qual o único mercado viável que reste seja somente o de limões – onde são comercializados os carros de pior qualidade.

18 18 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 1 - mercado de saúde – as pessoas, em geral, têm melhor conhecimento de seu estado de saúde do que as empresas de planos de saúde.

19 19 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa As pessoas mais velhas, que têm maiores riscos de ficarem doentes, e as que tem mais problemas médicos, são as que procuram mais fazer seguro-saúde. Neste caso as empresas, por terem informação assimétrica, irão majorados preços do seguro, o que provoca uma seleção adversa ao inibir a entrada de pessoas sadias nos plano. Deste modo, temos que, fica cada vez maior a participação de idosos e doentes nos planos, diminuindo, assim, a lucratividade do setor.

20 20 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 2 - Seguro contra acidentes automobilísticos – as empresas de seguro fixam custos de seguro mais altos em virtude da maior probabilidade de ocorrência de acidentes automobilísticos em certas faixas de idade, a seleção adversa se manifesta no fato de que os motoristas mais cautelosos e prudentes terão desincentivos em adquirir o seguro e em que a maior parte dos adquirentes de apólices serão os mais propensos a acidentes, aumentando as despesas das empresas de seguro.

21 21 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 3 - Mercado de crédito – os bancos têm informação assimétrica em relação aos tomadores de empréstimos, pois existem devedores de menor responsabilidade ao lado dos mais responsáveis em relação as suas obrigações contratuais. A inadimplência causa aumentos da taxa de juros, por parte dos bancos, que penaliza os devedores responsáveis também com o seu afastamento.

22 22 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 4 - Lojas de produtos raros como moeda, selos, móveis antigos - eles realmente são antigos? 5 - Alimentos orgânicos – eles são realmente produzidos sem agrotóxicos e adubos químicos?

23 23 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 6 - Empreiteiros – o material utilizado na construção de casas e residências é da qualidade especificada no memorial descritivo?

24 24 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa Palace II foi um edifício residencial. Ficou ele famoso por ser o edifício residencial brasileiro construído pelo ex-deputado Sérgio Naya que desabara a 22 de fevereiro de 1998.edifício brasileiroSérgio Naya22 de fevereiro1998 Nos escombros, ficou estabelecido que, na liga do cimento, se usara material indisponível à construção, como areia da praia; por ser ilegal a comercialização e utilização dessa matéria-prima para qualquer fim a não ser atender o banho de mar, muitos meios de comunicação entenderam que teria sido essa a causa do desabamento do edifício, a despeito de investigações ulteriores terem encontrado em registro, como causa da tragédia um erro estrutural o cálculo (assinado pelo engenheiro responsável) errado para as vigas de sustentação.areiapraia O edifício localizava-se na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ.Barra da TijucaRio de JaneiroRJ

25 25 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 7 - restaurantes – a qualidade dos alimentos servidos nos restaurantes é realmente de boa qualidade e conservação?

26 26 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 8 - os bens duráveis como geladeira, automóveis, televisão etc, realmente tem a qualidade que dizem ter?

27 27 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa 9 - Os serviços de mecânicos e assistência técnica realmente são confiáveis nos serviços que prestam?

28 28 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa Os problemas de seleção adversa tendem a ocorrer ou a existir em situações novas, na qual, por exemplo, uma firma está lidando com um consumidor pela primeira vez ou no caso no qual um consumidor pode estar comprando um produto complexo pela primeira vez.

29 29 Exemplos de mercados com problemas de seleção adversa Quando há um problema de seleção adversa num mercado, os proprietários dos produtos de alta qualidade sofrem perdas, pois eles são obrigados a oferecer tais produtos de uma forma indistinta no mercado (in a pool) que inclui os produtos de baixa qualidade e devido a este fato, eles recebem um baixo preço pelos mesmos.

30 30 Sinalização de Mercado e o Problema da Seleção Adversa Os vendedores podem usar sinais para transmitir informações sobre a qualidade do produto aos compradores, o que reduz os problemas causados pela existência de informação assimétrica. [cf. Spence (1973, 1974)]. Sinais: propaganda, garantias, etc. [cf. especialmente Rao & Kirmani (2000)]

31 31 O Modelo dos Limões – Akerlof (1970) Akerlof, George A. (1970). The Market for Lemons: Quality, Uncertainty and Market Mechanism. Quarterly Journal of Economics, august.

32 32 O Modelo dos Limões – Akerlof (1970)

33 33 O Modelo dos Limões – Akerlof (1970) Akerlofs article, The Market for Lemons: Quality Uncertainty and the Market Mechanism (1970a), is probably the single most important contribution to the literature on economics of information. This paper has all the typical features of a truly seminal piece. It introduces a simple but profound and universal idea, offers numerous interesting implications and points to broad apllications. Nowadays, Akerlofs insights regarding adverse selection are routinely taught in microeconomics courses at the undergraduate level. His essay analyzes a market for a product where sellers are better informed than buyers about quality of the good; one exemple is the market for used cars. Since them, lemons (a colloquialism for defective cars) become a well-know metaphor in every economist vocabulary. Lofgren, Persson & Weibull (2002) – Scandinavian Journal of Economics

34 34 O Modelo dos Limões – Akerlof (1970) Here Akerlof introduces the first formal analysis of markets with the informational problem known as adverse selection. He analyses a market for a good where the seller has more information than the buyer regarding the quality of the product. This is exemplified by the market for used cars; "a lemon" – a colloquialism for a defective old car – is now a well-known metaphor in economists' theoretical vocabulary. Akerlof shows that hypothetically, the information problem can either cause an entire market to collapse or contract it into an adverse selection of low-quality products.

35 35 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O artigo de Akerlof (1970) procurou relacionar as questões referentes a qualidade e a incerteza nos mercados de bens e serviços. A existência de bens de vários graus de qualidade coloca vários problemas importantes e interessantes para a teoria do funcionamento dos mercados no sentido de que nos permite explicar e compreender o funcionamento de diversas instituições que surgem no mercado.

36 36 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Segundo Akerlof (1970), existem vários mercados nos quais os compradores utilizam algumas estatísticas de mercado para julgar a qualidade das respectivas compras. Neste caso há um incentivo para os vendedores comercializarem mercadorias de baixa qualidade visto que os retornos da boa qualidade dirigem-se a todo o grupo cuja estatística é afetada ao invés do vendedor individual. Como resultado, tende a haver uma redução na qualidade média dos bens e no tamanho do mercado.

37 37 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Nos mercados onde prevalece a seleção adversa os retornos sociais e privados diferem e, portanto, em alguns casos, a intervenção governamental pode aumentar o bem-estar de todas as partes ou fazer com que surjam instituições privadas que obtenham vantagens dos aumentos potenciais no bem-estar as quais beneficiam todas as partes Exemplo: agências de certificação, CRM, CRE etc.

38 38 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O mercado de carros usados foi utilizado por Akerlof (1970) para ilustrar o problema da seleção adversa que poderia ocorrer no mercado de bens e no sentido de que ele capturaria a essência do problema. Um dos fatos estilizados deste mercado – o de carros usados – é a grande diferença de preços entre os carros novos e usado que são postos a venda.

39 39 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O objetivo fundamental do modelo de Akerlof (1970) foi o de demonstrar como o problema de seleção adversa, devido ao problema de assimetria de informação, pode romper a operação eficiente dos mercados.

40 40 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Perguntas intrigantes na venda de um automóvel usado? - Por que razão o mero fato de um automóvel ser de segunda mão reduz tanto o seu valor? - Por que motivo esse automóvel está a venda? - Por que o proprietário resolveu vender o automóvel? - Será que há algum problema com o automóvel? - Será que o automóvel tem alguns defeitos?

41 41 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Os automóveis usados são vendidos por muito menos do que os automóveis novos pelo fato de haver uma informação assimétrica a respeito de sua qualidade: o vendedor de um automóvel usado sabe muito mais a respeito do veículo do que o potencial comprador. O simples fato de o automóvel estar a venda indica que ele poderia ser um automóvel de qualidade duvidosa. Conseqüentemente, o potencial comprador de carros usados sempre suspeita da qualidade do veículo e com boas razões.

42 42 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (i) o mercado para carros usados envolve dois grupos de indivíduos: Grupo I (proprietários) – onde cada indivíduo deste grupo possui um carro usado e deve decidir se deve vende-lo ou não. Grupo II (compradores) – são os indivíduos que não possuem carros usados e devem decidir se compram ou não carros usados.

43 43 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O modelo de Akerlof (1970) é construído de modo a mostrar que existem ganhos potenciais para a troca na medida em que os indivíduos do grupo II são assumidos valorizarem os carros usados mais do que os indivíduos do grupo I. Os compradores e vendedores tomam suas decisões com base na maximização da utilidade esperada.

44 44 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A principal característica do modelo é que os vendedores tomam suas decisões conhecendo a qualidade do produto, mas os compradores tem de fazer suas melhores escolhas sem este conhecimento – pois há informação assimétrica no mercado.

45 45 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (ii) os indivíduos neste mercado compram um novo automóvel sem saber se ele é um carro bom ou ruim. Mas eles sabem, com uma probabilidade (1-q) que ele pode ser um lemon; (iii) por hipótese, q é a proporção de carros bons e (1-q) é a proporção de lemons existente no mercado;

46 46 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (iv) depois de ter possuído um carro específico por um determinado período de tempo, o proprietário do carro pode formar uma boa idéia sobre a qualidade do carro adquirido, isto é, os proprietários designam uma nova probabilidade ao evento e se o carro é um lemon ou não. Esta nova estimativa é mais acurada do que a anterior. Este fato implica numa formação de uma assimetria informacional, pois agora os vendedores têm mais conhecimento sobre a qualidade dos bens a serem vendidos do que os compradores – ou em outras palavras – há informação assimétrica neste mercado.

47 47 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (v) a demanda por carros usados depende apenas de duas variáveis – o preço dos automóveis e da qualidade média dos carros negociados, assim, temos que: Q d = q (p, )(1) Onde: Q d = quantidade demandada; p = preço do bem; = qualidade média dos bens vendidos no mercado.

48 48 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (vi) A qualidade média dos carros ofertados no mercado é uma função dos preços: = (p) (2) Onde: / p > 0 – isto é, quanto maiores forem os preços dos automóveis, maior será a qualidade média dos carros colocados no mercado.

49 49 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (vii) A oferta também depende do preço, isto é: S = S (p)(3) S/ p > 0

50 50 O modelo dos limões – Akerlof (1970) Pressupostos básicos do modelo (viii) no equilíbrio temos que: S(p) = D [ (p), p] (4) Implicação: a medida em que o preço caia, normalmente qualidade também irá cair, e é possível que nenhum bem possa ser negociado a qualquer preço. Isto pode gerar uma ineficiência de mercado porque os possíveis ganhos de troca não podem ser explorados totalmente, levando a uma situação que não é Pareto ótima.

51 51 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade A) - é assumido que existe apenas dois grupos de agentes: Grupo I – vendedores (proprietários); Grupo II – compradores (não proprietários).

52 52 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade B) a função utilidade de cada agente é dada por: n U 1 = M 1 + x i (5) i=1 n U 2 = M 2 + ( 3/2 )x i (6) i=1

53 53 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade A linearidade das duas funções utilidades do modelo é não realista (pois ela não leva em conta os aspectos referentes aos risco com relação a incerteza e implica, além disso, que cada carro adicional (qualidade), consumido, adiciona o mesmo montante de utilidade), mas têm a vantagem de levar a soluções de canto, as quais são típicas para o caso em análise. [cf. Phlips (1988, p.68)]

54 54 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade C) é assumido que tanto o agente do tipo I como o agente do tipo II são maximizadores de utilidade esperada de uma função utilidade do tipo VNM; D) O grupo I possui N carros com uma distribuição uniforme da qualidade x, 0 x 2;

55 55 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade E) o grupo II não possui carros – são os consumidores potenciais no mercado; F) o preço dos outros bens M é igual a unidade M=1; G) a renda, incluindo aquela derivada da venda dos carros de todos os tipo II é Y 1 e a do tipo II é Y 2 ;

56 56 Formalizando… Ambos os grupos de agentes são maximizadores de utilidade do tipo von Neumann-Morgenstern. A demanda e oferta de mercado, consiste da oferta e demanda de ambos os grupos; A qualidade do carro pode ser pensada (assumida) como sendo subjacente ao carro.

57 57 Formalizando… Escrevendo a utilidade na forma indireta temos que:

58 58 Formalizando… A maximização da utilidade para o grupo 1: A maximização da utilidade para o grupo 2:

59 59 Formalizando… Assim, a demanda total será dada por

60 60 Formalizando… O grupo 1 oferta: Qualidade média: Somente carros com qualidade não superior a p irão ser ofertados, o qual tem qualidade esperada p/2. A proporção de carros que tem qualidade não superior a p é p/2, resultando numa oferta total de (pN/2). A oferta do grupo é 0.

61 61 Formalizando… Com a qualidade média sendo p/2, mão haverá preço no qual se realizem trocas, sendo [D(p,u)=0] o único cenário possivel.

62 62 Uma outra perspectiva Num equilíbrio competitivo, para termos uma demanda positiva, temos que ter que: P=E[3/2x | x<=p] O grupo I irá desejar vender somente se x p.

63 63 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade H) A demanda por carros usados será a soma da demanda de ambos os grupos. Quando ignoramos as indivisibilidades da demanda por automóveis por tipo a demanda do consumidor será: D 1 =Y 1 /p - /p > 1 (7) D 1 = 0 - /p < 1(8)

64 64 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade A decisão que o comprador deve tomar é se ele compra um carro usado (n = 1) ou não (n = 0). Se [(3/2) - p] > 0 - então fazendo n = 1, podemos ver que há um aumento na utilidade esperada do comprador. Assim ele estará melhor comprando do que não comprando.

65 65 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Se [(3/2) -p] < 0 - então fazendo n=1, podemos ver que há uma diminuição na utilidade esperada do comprador. Assim ele estará melhor não comprando do que não comprando. Se [(3/2) - p] = 0 - o consumidor é indiferente.

66 66 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade A maximização da utilidade esperada nos leva a seguinte regra da demanda para os consumidores: somente comprar se (3/2) p Intuitivamente, temos que esta regra nos diz que os consumidores somente irão comprar carros usados se a utilidade dos mesmos for alta o suficiente com relação ao seu preço relativo.

67 67 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Os indivíduos do grupo I (os proprietários), possuem cada um deles um carro usado, e devem decidir se o vendem ou não. Esta decisão também é feita buscado-se maximizar a sua utilidade.

68 68 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Como vimos acima a função utilidade e a restrição orçamentária para este grupo é dada por: U 1 = M +qn (9) Y 1 = M + pn ou M =Y 1 – pn(10)

69 69 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade O ponto fundamental aqui é que o consumo de um carro usado (n = 1) aumenta a utilidade dos indivíduos neste grupo por q (a qualidade deste carro). Embora o grupo II comercialize os mesmos carros, eles aumentam a utilidade por (3/2); os indivíduos do grupo I, os proprietários dos carros usados obtêm menos utilidade de um carro de dada qualidade do que os indivíduos do grupo II e, portanto há ganhos potenciais para um troca no mercado.

70 70 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade As preferências de um indivíduo comprador – grupo II – são representadas, como vimos acima por: U 2 = M + (3/2)qn (11) A restrição orçamentária dos indivíduos do grupo II é dada por: Y 2 = M + pn ou M = Y 2 – pn(12)

71 71 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade O preço dos outros bens é tomado como numerário e fixado em 1 (isto é, p mede o preço relativo dos carros usados). A restrição orçamentária acima nos diz que os gastos dos consumidores é igual ao total de sua renda.

72 72 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Os compradores são assumidos serem incapazes de observar a qualidade de qualquer carro específico que queiram comprar. Este é o problema de seleção adversa.

73 73 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Visto que os compradores não são capazes de observar a qualidade de qualquer carro usado em particular, isto explica também porque somente há um único preço no mercado para carros usados - pois os consumidores não podem observar as diferenças na qualidade antes que tenham comprado o carro, portanto, todos os carros são vendidos ao mesmo preço.

74 74 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Os compradores, entretanto, conhecem a qualidade média [ (p)] dos carros ofertados no mercado. Na realidade, estamos assumindo aqui que os compradores não sabem se um determinado carro que desejam comprar é bom (um peach), mas eles podem ter uma idéia informada com base em seu conhecimento da qualidade média dos carros ofertados no mercado.

75 75 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Dada a incerteza sobre a qualidade do carro especifico, cada decisão do comprador deve ser feita com base na sua utilidade esperada, isto é: E(U 2 ) = M + (3/2) E(q)n = M +(3/2) (p)n(13) Substituindo na restrição orçamentária para M: E(U 2 ) = Y 2 + [(3/2) + (p)] n(14)

76 76 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade - É assumido que os indivíduos do grupo I (proprietários) conhecem a qualidade dos seus carros antes de vende-los. Isto é – há informação é assimétrica. - A razão desta assimetria é presumivelmente o fato de que o proprietário tenha tido alguma experiência prévia com seu carro que lhe permita conhecer sua qualidade.

77 77 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Dado aquele conhecimento, os vendedores não fazem face a nenhuma incerteza e, portanto suas decisões de oferta são baseadas sobre a maximização da utilidade corrente ao invés da utilidade esperada.

78 78 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade Assim, substituindo a restrição orçamentária, na função utilidade nós obtemos: U 1 = Y 1 + (q-p) n (15) Assim: Se (q-p) > 0 - ele não vende o carro usado; Se (q-p) < 0 - ele vende o carro usado; Se (q-p) = 0 - ele é indiferente.

79 79 O modelo dos limões – Akerlof (1970) O exemplo derivado da função utilidade A maximização da utilidade leva a seguinte regra de oferta de carros usados por parte dos proprietários (grupo I): vender somente se p q

80 80 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados Akerlof (1970) assumiu que a qualidade dos carros usados segue uma distribuição uniforme com uma qualidade mínima 0 (a pior possível) e uma qualidade máxima 2 (a melhor possível). O pressuposto de uma distribuição uniforme significa que se você escolhe um carro usado aleatoriamente, de todo o estoque de carros, então, você ira obter um de qualidade 1 ou um de qualidade entre [0;2].

81 81 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados 0 1/2 qiqi 2 p r p =(1/2)p Qualidade média Carros para venda – representa a probabilidade de que q esteja entre 0 e p.

82 82 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados O grupo II compra somente se (3/2) p isto é – se (2/3) p. Contudo, como o valor esperado de mercado dos bens colocados a venda é igual a = (1/2)p, portanto a condição p > [(3/2) ] é sempre satisfeita - a qualidade média é muito baixa comparada com o preço. Assim, temos na realidade uma falha de mercado que é devida exclusivamente a existência de assimetria de informação neste mercado.

83 83 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados A oferta total de carros usados colocados a venda é dado como sendo a probabilidade de que um carro escolhido aleatoriamente seja vendido vezes total de carros disponíveis para a venda (note que somente os proprietários colocam os carros a venda). Se houver N grupos I, cada um com exatamente 1 carro, então a probabilidade de venda vezes o estoque total de carros nos dá a oferta S para p 2. S = (1/2)p N = p(N/2)(16)

84 84 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados A oferta de carros usados pelos proprietários (grupo I) será uma proporção do estoque total e será igual a: S = (1/2)p N = p(N/2) (16) visto que eles estão dispostos a vender os carros somente se p q, e a qualidade média [ ] será [p/2], porque os indivíduos do grupo II não possuem carros para oferecer.

85 85 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados A demanda dos indivíduos do grupo II é dada por: D 2 = (Y 2 /p) quando (3 /2) > p e D 2 = 0 quando (3 /2) < p

86 86 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A demanda dos carros usados A demanda total por carros usados é dada então por: D (p, ) = = (Y 1 +Y 2 )/p se p < = (Y 2 /p) quando < p < (3 /2) = 0 quando p > (3 /2)

87 87 O problema dos limões e a relação entre preços e qualidade Contudo, como a qualidade média é é igual a (p/2), temos que a condição p > (3 /2p) é sempre satisfeita: a qualidade média é muito baixa comparada ao preço!

88 88 O modelo dos limões – Akerlof (1970) A qualidade dos carros usados - No diagrama, somente os carros da área listrada são colocados a venda. A qualidade média destes carros, dado a preço de mercado é de p 2. = (1/2) p(17)

89 89 Incerteza na Qualidade e o Mercado de Produtos de Qualidade Duvidosa A falta de informação completa no momento da compra de um automóvel usado aumenta o risco da aquisição e reduz o valor do automóvel.

90 90 O modelo dos limões – Akerlof (1970) o equilíbrio de mercado sob seleção adversa p D( =1/3) S [( =1/2)] p D ( =2/3)p S [ =(1/2)p +(1/2)p] 0

91 91 O problema dos limões e a relação entre preços e qualidade O modelo de Akerlof (1970) mostra a importância das relações entre o preço e a qualidade média dos bens no mercado. A demanda por carros usados pelos proprietários desaparece, tão logo a qualidade média caia abaixo do preço. Com uma distribuição uniforme da qualidade, os não proprietários nunca irão desejar compra-los.

92 92 O problema dos limões e a relação entre preços e qualidade O exemplo criado por Akerlof (1970) busca mostrar, de modo contundente e extremo, que a presença de lemons não identificáveis, torna difícil vender carros de melhor qualidade a um bom preço, com a implicação de que a qualidade média dos carros usados comercializados é menor do que os não vendidos. Isto é o que se convencionou chamar de lemons principle. [cf. Phlips (1988, p.70)]

93 93 O Mercado de Automóveis Usados Suponha que: Compradores e vendedores sejam capazes de distinguir entre automóveis de alta e de baixa qualidade Haverá, então, dois mercados Incerteza na Qualidade e o Mercado de Produtos de Qualidade Duvidosa

94 O Problema dos Produtos de Qualidade Duvidosa PHPH PLPL QHQH QLQL SHSH SLSL DHDH DLDL Mercado para automóveis de alta e de baixa qualidade, que ocorre quando compradores e vendedores conseguem identificar a qualidade de cada automóvel DLDL DMDM DMDM Com informação assimétrica os compradores têm dificuldade para determinar a qualidade do bem, o que reduz a qualidade média esperada dos automóveis usados. Em conseqüência disso, a demanda por automóveis de baixa e e alta qualidade se desloca paraD M. D LM O aumento em Q L reduz as expectativas e a demanda cai para D LM. O processo de ajustamento continua até que demanda = D L. 0 0

95 95 Lemon Model – Um Exemplo Considere um mercado de carros usados Existem dois tipos de carros usados: Bons carros (jóias); Carros ruins (lemons). Os tipos não são distinguiveis para os compradores; O mercado tem as seguintes características: Tipo% da Pop. Valor para o comprador Valor para o vendedor Bom50%$2,000$1,500 Lemons50%$1,000$500

96 96 Pooling Equilibrium Visto que os compradores não podem distinguir os carros antes da compra, eles estão dispostos a pagar somente: 0.5 × $ × $1000 = $1,500. Neste caso, todos os vendedores estão dispostos a participar deste mercado. Assim, temos um equilíbrio agregador. Tipo% da Pop. Valor para o comprador Valor para o vendedor Bom50%$2,000$1,500 Lemons50%$1,000$500

97 97 Signaling Contudo, os vendedores de carros em bom estado desejariam sinalizar a qualidade de seus carros, pois fazendo isto, eles poderiam cobrar $2,000, por seus carros. Tipo% da Pop. Valor para o comprador Valor para o vendedor Bom50%$2,000$1,500 Lemons50%$1,000$500

98 98 A Inspeção e Certificação dos Lemons Os vendedores podem submeter seus carros para inspeção e certificação. Os lucros para os donos de carros bons seriam iguais a: 2000 – 200 – 1500 > 1500 – 1500 Portanto, os lucros de realizar a inspeção excedem os lucro do caso agregador (pooling). Tipo% da Pop. Valor para o comprador Valor para o vendedor Custo de passar na inspeção Bons50%$2,000$1,500$200 Lemons50%$1,000$500$1,100

99 99 Separating Lemons Avaliação do equilibrio separador: Os proprietários de bons carros não tem incentivo para se desviar de suas ações, visto que obtém um lucro adicional de $ 300 > 0. Por sua vez, os proprietários dos Lemons também não tem intenção de se desviar de sua ação ótima (não realizar a inspeção), pois 2000 – 1100 – 500 < 1000 – 500. Tipo% da Pop. Valor para o comprador Valor para o vendedor Custo de passar na inspeção Bons50%$2,000$1,500$200 Lemons50%$1,000$500$1,100

100 100 O Mercado de Automóveis Usados Com informação assimétrica: Os produtos de baixa qualidade expulsam os produtos de alta qualidade do mercado. O mercado não é capaz de proporcionar trocas mutuamente vantajosas. No mercado há número excessivo de produtos de baixa qualidade e número insuficiente de produtos de alta qualidade. Ocorre o fenômeno de seleção adversa; os únicos automóveis que permanecem no mercado são os de baixa qualidade. Incerteza na Qualidade e o Mercado de Produtos de Qualidade Duvidosa

101 101 O modelo dos limões Akerlof (1970): observações finais - O ponto fundamental do artigo é que o problema de seleção adversa leva a uma falha de total mercado, no sentido de que existe a possibilidade de que não venham a se realizar trocas no mercado. Nós esperamos que o funcionamento adequado do mercado seja capaz de explorar todos os ganhos potenciais de comércio.

102 102 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais Quando o problema de seleção adversa se manifesta de forma severa como aqui ilustrado, temos que nenhum ganho de troca é realizado. O fator que impede os benefícios mútuos da troca é a presença de informação assimétrica. A solução com zero de trocas é um caso especial. É possível construir-se uma versão do modelo na qual exista comércio positivo e que seja um resultado de equilíbrio.

103 103 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais A causa da falha de mercado no modelo de Akerlof (1970) situa-se no fato de que os preços de mercado tem um duplo papel: (i) eles determinam tanto a qualidade média dos carros (ii) como servem para equilibrar a quantidade dos carros ofertados e demandados. Visto deste ponto de vista, não seria uma surpresa o fato de que o mercado tenha um funcionamento e um desempenho inadequado. [cf. Molho (1997, p.29)]

104 104 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais - Nós poderíamos argumentar que Akerlof (1970) destacou que o fato de que existem características de carros usados que na realidade são observáveis pelos compradores, tal como ano, modelo, etc. Contudo, Molho (1997, p.28) argumenta que isto não invalidaria o argumento de Akerlof (1970), pois um mercado de limões pode existir dentro de cada segmento de mercado. O argumento fundamental de Akerlof (1970) é que o vendedor quase sempre conhece mais sobre a qualidade do seu produto do que o comprador potencial.

105 105 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais Um aspecto do modelo que é intuitivamente atrativo é que, no equilíbrio, os preços estão positivamente correlacionados com a qualidade média dos bens. [cf. Wolinski (1983)]. Contudo, como destaca Molho (1997, p.29), esta é também a causa da falha de mercado no modelo de Akerlof (1970) – isto, o fato de que os preços de mercado possuem uma dupla função – eles determinam a qualidade média dos carros e servem também para equilibrar as quantidades dos carros demandados e ofertados.

106 106 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais - O modelo de Akerlof (1970) leva a análise de problemas referentes a: - credibilidade; - reputação; - regulação de padrões de qualidade; - certificação; - sinalização; - screening (filtragem)

107 107 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais Akerlof (1970, p.500) destaca que a dificuldade de distinguir a qualidade é inerente ao mundo dos negócios e isto pode explicar muitas instituições econômicas e pode ser um fato importante da incerteza.

108 108 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais O exemplo dos limões de Akerlof (1970) é extremo no sentido de que ele destaca, de modo contundente, de que a presença de lemons não identificáveis torna difícil vender carros de melhor qualidade a um bom preço, com a implicação de que a qualidade média dos carros usados é menor do que a dos carros não comercializados.

109 109 O modelo dos limões – Akerlof (1970): observações finais O fenômeno geral de informação assimétrica junto com a redução da qualidade média dos bens e serviços comercializados no mercado tem recebido o nome de seleção adversa. O problema com a seleção adversa é, então, um problema com assimetria de informação e uma concomitante redução na qualidade dos bens e serviços comercializados.

110 110 Como resolver o problema da seleção adversa? A key insight in his "lemons paper" is that economic agents may have strong incentives to offset the adverse effects of information problems on market efficiency. Akerlof argues that many market institutions may be regarded as emerging from attempts to resolve problems due to asymmetric information. One such example is guarantees from car dealers; others include brands, chain stores, franchising and different types of contracts.

111 111 Como resolver o problema da seleção adversa? Garantias 1 - Garantias [cf. Akerlof (1970, p. 499)] – as garantias são um tipo de instituição que procuram lidar com o problema da seleção adversa no mercado de bens e serviços. A maioria dos bens de consumo durável procura assegurar aos compradores algum tipo de qualidade normal esperada. O custo de fornecer tal garantia é incorrido pelo vendedor do produto ou serviço.

112 112 Como resolver o problema da seleção adversa ? Marcas patenteadas 2 - Criação de marcas patenteadas [cf. Akerlof, 1970, p ] – segundo Akerlof (1970) as marcas seriam um tipo de instituição que busca lidar com o problema de seleção adversa referente a incerteza com respeito a qualidade dos bens e serviços no mercado.

113 113 Como resolver o problema da seleção adversa ? Marcas patenteadas As marcas buscam indicar não somente a qualidade dos bens e serviços mas também buscam dar ao consumidor um meio de retaliação no caso de a qualidade não preencher as expectativas, no sentido de que o consumidor não irá realizar compras futuras com relação ao bem.

114 114 Como resolver o problema da seleção adversa? Marcas patenteadas

115 115 Como resolver o problema da seleção adversa? Marcas patenteadas Uma estratégia utilizada pelas empresas é lançar novos produtos que estão associados ao nome de uma marca antiga que possui credibilidade. Isto busca assegurar que os consumidores potenciais dos novos produtos distingam a qualidade dos bens e serviços com base na reputação criada pela marca antiga.

116 116 Como resolver o problema da seleção adversa? Reputação 3 - Criação de reputação – a criação de uma reputação pode resolver o problema de seleção adversa, mas somente se as transações são repetidas. [cf. Rasmussen (1994, p.241)]

117 117 Como resolver o problema da seleção adversa? Experts 4 - Uso de especialistas (experts) ou intermediários (middlemen) - intermediários de carros; - intermediários nos produtos agrícolas; - intermediários financeiros.

118 118 Como resolver o problema da seleção adversa? Padronização 5 - Padronização de produtos e serviços: Exemplo: lanche Mac Donalds (Big Mac), Pizza Hut, franquias diversas.

119 119 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação 6 - Certificação – é um conjunto de atividades desenvolvidas por um organismo independente da relação comercial com o objetivo de atestar publicamente, por escrito, que determinado produto, processo ou serviço está em conformidade com os requisitos especificados. Estes requisitos podem ser: nacionais, estrangeiros ou internacionais. As atividades de certificação podem envolver: análise de documentação, auditorias/inspeções na organização, coleta e ensaios de produtos, no mercado e/ou na fábrica, com o objetivo de avaliar a conformidade e sua manutenção.

120 120 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação A certificação surge num mercado onde há assimetria de informação, na qual há uma desconfiança dos consumidores em relação à qualidade dos produtos que compram.

121 121 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação "Certificação é um instrumento formal que garante o produto segundo especificações de qualidade preestabelecidas e é reconhecida como um instrumento indispensável para dar confiabilidade aos produtos." (Machado, 2000). "A certificação deve ser entendida como um instrumento econômico, baseado no mercado, que visa diferenciar produtos e fornecer incentivos tanto para consumidores como para produtores." (Upton e Bass,1996 apud Pinto, 1999). "Certificado representa o produto em termos de conformidade com a especificação ou adequação ao uso, podendo ou não incluir dados de teste." (Gryna, 1992, b).

122 122 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação Existe demanda por certificados, porque existem benefícios gerados por eles: redução de assimetria informacional, obtenção de informação imparcial sobre a qualidade dos produtos, entre outros. Do lado da oferta, existem custos associados à certificação: de implantação e instalação, de manutenção, de exclusão, de adaptação e atualização, de treinamento e de desenvolvimento. Um problema que surge e que é crucial é se o consumidor, reconhecendo o valor do certificado, estará disposto a pagar mais pela presença dele. Assim, compreender o comportamento dos consumidores é importante para a sobrevivência e competitividade das empresas certificadoras e certificadas

123 123 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação - para normas de certificação

124 124 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação

125 125 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificação 6 - Certificação – IMETRO, Falcão Bauer. Panelas de pressão Escadas Móveis Preservativos

126 126 Programas de Certificação de Carnes

127 127 Programas de Certificação de Carnes

128 128 Como resolver o problema da seleção adversa? Cadeias de lojas 7 - Criação de cadeias de lojas e firmas [cf. Akerlof (1970, p.500)] – as cadeias de lojas, restaurantes, hotéis, lanchonetes, franquias etc. são similares as marcas. As cadeias bem conhecidas oferecem melhores produtos do que a qualidade média dos restaurantes locais.

129 129 Como resolver o problema da seleção adversa? Licenças 8 - Emissão de licenças de trabalho – [cf. Akerlof (1970, p.500)] – as licenças de trabalho emitidas pelos conselhos das profissões (OAB, CRE, CRM) tendem a reduzir a incerteza sobre a qualidade dos serviços prestados por determinados profissionais. A maioria dos trabalhadores qualificados (médicos, advogados, economistas, etc) possuem algum tipo de certificação que indicam que os mesmos atingiram algum nível de proficiência na profissão que exercem.

130 130 Como resolver o problema da seleção adversa? Lemon Laws 9 - Leis que previnam o comportamento oportunista – lemon laws. [cf. Rasmusen (1994, p.241)] Lemon Law Information and Sites - para esta solução ser efetiva, o processo judicial deve ser rápido e barato.

131 131 Como resolver o problema da seleção adversa? Cobertura universal 10 - Cobertura universal [cf. Perloff (2001, p )] – A seleção adversa no mercado de seguro de automóveis e seguro médico pode ser prevenida se as pessoas melhores informadas não tiverem escolha quando o governo por exemplo prove uma lei segundo a qual todos devem ter um seguro obrigatório (carros e/ou saúde).

132 132 Como resolver o problema da seleção adversa ? Cobertura universal A estratégia legal da cobertura universal reduz o problema da seleção adversa que poderia surgir nestes mercados devido ao fato de que quem iria comprar o seguro saúde seriam os indivíduos mais propensos a contraírem alguma doença ou os maus motoristas nos casos de carros. Exemplo: seguro obrigatório de automóveis no Brasil.

133 133 As estratégias para lidar com os problemas de assimetria de informação no mercado de seguros O Seguro Compulsório ou Obrigatório A exigência da compra de um seguro compulsório que reflita o risco médio da população, temos que é possível que todos melhorem de situação. As pessoas de alto risco estarão em melhor situação porque poderão comprar seguros a taxas menores do que o risco real com que se defrontam e as pessoas de baixo risco poderão comprar um seguro mais favorável do que o seguro oferecido, como se apenas as pessoas de alto risco comprassem. [cf. Varian (2000, p )]

134 134 As estratégias para lidar com os problemas de assimetria de informação no mercado de seguros O seguro de responsabilidade civil dos proprietários de veículos automotores de via terrestre (DPVAT), instituído pela Lei 6.194/74, por ela se rege, com as alterações da Lei 8.441/92.Lei 6.194/74, por ela se rege, com as alterações da Lei 8.441/92

135 135 As estratégias para lidar com os problemas de assimetria de informação no mercado de seguros O que é DPVAT? É o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), criado pela Lei n° 6.194/74 com a finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa dos acidentes.

136 136 Como resolver o problema da seleção adversa? Títulos e prêmios 11 - Titulação e prêmios – [cf. Akerlof (1970, p.500)] – segundo Akerlof (1970), os diplomas de conclusão do ensino secundário, universitário, o grau de mestre ou ainda de Ph.D e até mesmo o prêmio Nobel, funcionariam como um tipo de certificação da qualidade das publicações de um autor e do seu trabalho. Prêmios: Nobel – Economia Medalha John Bates Clark (EUA Economistas) Medalha Fields (Nobel da Matemática) BNDES – Teses de Mestrado Economia Corecon/RS – Trabalhos de Diplomação

137 137 Como resolver o problema da seleção adversa? Certificados de Origem Controlada 12 - Certificados de origem controlada – refere-se ao nome geográfico de um país, região ou localidade que serve para designar um produto nele originado, cuja qualidade e características devem-se exclusivamente ou essencialmente ao ambiente geográfico, incluído-se fatores humanos e naturais. São usadas em produtos de alta qualidade e prestígio.

138 138 O modelo dos limões e o custo da desonestidade – Akerlof (1970, p ) - O modelo dos limões pode ser usado para analisar os custos da desonestidade numa economia (sociedade). - No mercado dos limões o problema do comprador é o de identificar a qualidade do produto. - A presença de produtos de qualidade inferior no mercado tende a reduzir este mercado e no caso limite a acabar com sua existência. É esta possibilidade que representa o principal custo da desonestidade – são estas transações desonestas que tende a excluir as transações honestas do mercado.

139 139 O modelo dos limões e o custo da desonestidade – Akerlof (1970, p ) - Pode haver compradores potenciais para produtos de boa qualidade e pode haver, também compradores para produtos num amplo gama de preços. Contudo, a presença de indivíduos que desejam vender produtos de má qualidade como se fossem bons tende a excluir os negócios legítimos.

140 140 O modelo dos limões e o custo da desonestidade – Akerlof (1970, p ) O custo da desonestidade, situa-se não somente no montante pelo qual o comprador é enganado, mas também o custo deve incluir a perda incorrida de se excluir os negócios honestos do mercado. O problema da seleção adversa pode implicar como vimos no desaparecimento de um mercado.

141 141 O modelo dos limões e o custo da desonestidade – Rasmusen (1994, p. 242) It is by violating the assumption needed for perfect competition that asymmetric information enables governament and social institutions to raise efficiency.This points to a major reason for studying asymmetric information: where it is important, noneconomic interference can be helpful instead of harmful. I find the social solutions particularly interesting since, as mentioned earlier in connection with health care, governament solutions introduce agency problems as severe as the information problems they solve. Noneconomic behaviour is important under adverse selection, in contrast to perfect competition., which allows na Invisible hand to guide the market to eficiency, regardless of the moral beliefs of the traders. If everyone were honest, the lemons problem would disappear because the sellers would truthfully disclose quality. If some fraction of the sellers were honest, but buyers could not distinguish them from the disonest sellers, the out come would presumably be some one between the outcome of complete honesty and complete dishonesty. The subject of market ethics is important, and would profit from investigation by scholars trained in economic analysis.

142 142 O modelo dos limões – Akerlof (1970, p.500) We have been discussing economic models in which trust is important. Informal unwritten guaranties are preconditions for trade and production. Where these guaranties are indefinite, business will suffer – as indicated by our generalized Greshams law. This aspect of uncertainty has been explored by game theorists, as in the prisioners Dilemma, but ussually it has not been incorporated in the more traditional Arrow-Debreu approach to uncertainty. But the difficulty of distinguishing good quality firm bad is inherent in the business world; this may indeed explain many economic institutions and may in fact be one of the more important aspects of uncertainty.

143 143 O modelo dos limões – Phlips (1988, p.70) O fenômeno mais geral da assimetria de informação junto com a redução da qualidade média dos bens e serviços comercializados no mercado têm recebido o nome de seleção adversa. Um problema de seleção adversa é, então, um problema com assimetria de informação e de uma concomitante redução da qualidade média dos bens comercializados.

144 144 O modelo dos limões – Phlips (1988, p.70) A seleção adversa caracteriza todos os mercados nos quais um dos lados do mercado é menos informado do que o outro sobre as propriedades dos bens e serviços que estão sendo comercializados. Akerlof (1970), na realidade, chamou a atenção dos economistas para o problema da seleção adversa e abriu uma nova linha de pesquisa a qual levou a muitos novos insights.

145 145 O Problema da Seleção Adversa O principal problema decorrente da assimetria de informação pré-contratual (seleção adversa), é que uma das partes da relação têm, à partida, mais informação sobre a relação, é o desaparecimento parcial ou total de mercados.

146 146 O Problema da Seleção Adversa Akerlof (1970) ilustrou como transações mutuamente vantajosas (ex ante) deixariam de ocorrer no mercado sendo que em alguns casos o mercado pode desaparecer. Mas se há transações mutuamente vantajosas que não ocorrem e que seriam realizadas num contexto de informação perfeita, então a assimetria de informação gera problemas de eficiência e distorções no funcionamento da economia.

147 147 O modelo dos limões [Akerlof (1970)] e algumas aplicações empíricas - Bond (1982) – picapes; - Dahlby (1983) – seguro de carros; - Pratt & Hoffer (1984) – picapes; - Genesove (1983) – carros; - Winard & George (2002) – carros; - Chiappori & Salanié (2000) – seguro de carros.

148 148 O modelo dos limões [Akerlof (1970)] e algumas aplicações empíricas - Chezum & Wimmer (1987, 2000, 2003) – cavalos puro-sangue - Greenwald & Glasspiegel (1983) – escravos em New Orleans Gibbons & Katz (1991) – mercado de trabalho - Gilligan (2003) – aviões - Bose (1986) – restaurantes

149 149 Site Recomendados

150 O Modelo dos Limões – Akerlof (1970) FIM


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