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Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, 29-30 de Julho de 2009 Novos Materiais e Novas Estruturas José

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Apresentação em tema: "Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, 29-30 de Julho de 2009 Novos Materiais e Novas Estruturas José"— Transcrição da apresentação:

1 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Novos Materiais e Novas Estruturas José Luís Esteves ( INEGI/FEUP)

2 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 As preocupações ecológicas têm vindo a resultar num crescente interesse do estudo e aplicação dos materiais de natureza natural e biodegradáveis dando grande atenção aos problemas de reciclabilidade e comportamento ambiental levando á introdução de novos materiais compósitos mais amigos do ambiente. A legislação ambiental assim como as solicitações de mercado têm aumentado a pressão sobre os fabricantes de matérias primas e de produtos acabados, para que seja considerado o impacto ambiental dos seus produtos em todas as fases do ciclo de vida do produto, incluindo a sua reciclagem e destino em fim de vida.

3 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Estas necessidades ambientais levaram ao aparecimento de um considerável interesse no desenvolvimento de materiais compósitos de origens renováveis, utilizando fibras naturais de origem vegetal, amigas do ambiente com baixos custos, como alternativa ao uso de fibras de vidro, combinando sempre que possível o uso de matrizes poliméricas biodegradáveis desenvolvendo-se verdadeiros biocompósitos. Presentemente um grande número de aplicações interessantes têm surgido, e em especial a industria automóvel tem dado grande atenção à utilização de eco-compósitos na procura de satisfazer as regulamentações ambientais e ao mesmo tempo conseguir reduções de peso e custos.

4 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Recentes desenvolvimentos em compósitos reforçados com fibras naturais de origem vegetal A utilização de fibras naturais em aplicações com materiais compósitos, tem sido investigada intensamente na Europa. A gama de produtos é normalmente restringida a interiores e componentes não estruturais tais como painéis de porta. A razão da sua utilização está ligada às baixas propriedades de impacto e má resistência à humidade. Resultados de investigações recentes mostram existir um grande potencial no melhoramento destas duas propriedades permitindo a sua utilização em componentes estruturais.

5 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Fibras naturais de origem vegetal A natureza vegetal está cheia de exemplos onde células ou grupos de células encontram-se desenvolvidas de forma a apresentarem grande resistência e rigidez. Uma utilização controlada ao longo do tempo dos seus recursos naturais resultou numa optimização das funções das células. A Celulose é um polímero natural com elevada resistência e rigidez específica, e é o material de construção das longas fibras celulares. Estas células podem ser encontradas nos caules, nas folhas ou nos frutos das plantas.

6 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Fibras naturais de origem vegetal Classificação e caracterização qualitativa das fibras Fibras vegetais Fibras do caule Fibras do floema Linho (Linum usitatissimum) Cânhamo (Cannabis sativa) Juta (Corchorus capsularis) Kenaf (Hibiscus cannabinus) Rami (Bohemeria nivea) Fibras da folha Sisal (Agave sisalana) Abacá (Musa textilis) Palmeira Fibras da semente/fruto Algodão (Gossypium) Coco (Cocos nucifera)

7 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Fibras obtidas a partir do caule da planta: Linho, Cânhamo, Juta, Kenaf e Rami As fibras provenientes do caule estão associadas ao tecido vascular de floema e são constituídas por uma única faixa de fibras, com várias camadas de espessura, localizadas na região periférica do cilindro central das dicotiledóneas. As fibras são extraídas em feixes, constituídos por várias fibras individuais continuamente sobrepostas

8 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Fibras obtidas a partir das folhas da planta: Sisal, Abacá (banana), Palmeira As fibras provenientes das folhas, associadas aos tecidos vasculares, são extraídas de plantas monocotiledóneas. Tal como as fibras de floema, são extraídas em feixes constituídos por várias fibras elementares continuamente sobrepostas.

9 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Fibras obtidas a partir da semente/fruto da planta: Algodão e Coco As fibras de algodão e coco, não são mais do que pêlos epidérmicos provenientes de sementes e frutos, respectivamente

10 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Propiedades Específicas

11 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Utilização de Fibras Naturais de Origem Vegetal em Materiais Compósitos As moderadas propriedades mecânicas das fibras naturais condicionam o seu uso para aplicações de elevadas exigências (onde os compósitos reforçados com fibras de carbono são utilizados), mas por diversas razões podem competir com as fibras de vidro. As vantagens e defeitos em termos de propriedades determinam a sua escolha:

12 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Vantagens As principais propriedades das fibras naturais de origem vegetal, provenientes de plantas de crescimento anual, que as tornam efectivamente competitivas com as de vidro são: baixa densidade: as fibras de vidro possuem uma densidade cerca de duas vezes superior; propriedades específicas, nomeadamente resistência e módulo à tracção específicos; elevada relação comprimento/diâmetro; natureza não abrasiva: não danificam as ferramentas nem são prejudicais à saúde; possibilidade de maior fracção volúmica no compósito, devido à sua natureza não abrasiva; facilmente recicláveis: a quantidade de dióxido de carbono (CO2) libertada durante a combustão das fibras é exactamente a requerida para o crescimento da planta; natureza renovável: disponíveis em grandes variedades e quantidades; biodegradáveis; baixo consumo energético e elevada flexibilidade no processamento dos compósitos; excelentes propriedades isoladoras (acústicas, térmicas e eléctricas); baixo custo; boa reactividade.

13 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Defeitos As fibras de origem vegetal possuem limitações que podem condicionar a sua utilização em determinadas aplicações. As principais desvantagens da sua utilização são: temperatura de processamento limitada: a componente celulósica das fibras degrada-se rapidamente e irreversivelmente a temperaturas relativamente baixas, ºC, ocorrendo emissões voláteis, com consequente perda de cor e redução das propriedades mecânicas do compósito; elevada capacidade para absorção de humidade, devido à sua natureza hidrófila que, além de comprometer a estabilidade dimensional dos compósitos (dilatação das fibras), cria condições propícias para desencadear os processos de degradação biológica das fibras; fraca adesão interfacial com alguns polímeros: a sua natureza altamente hidrófila torna-as incompatíveis com polímeros de natureza hidrófoba. As fibras de vidro também possuem baixa compatibilidade com as matrizes poliméricas; qualidade variável, dependente de influências imprevisíveis como as condições climatéricas, o que se traduz na variabilidade das propriedades físicas e mecânicas das fibras; preço variável.

14 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Principais processos usados na produção de compósitos reforçados com fibras naturais Moldação por prensagem a quente, matriz termo endurecível ou termoplástica RTM – Transferência de resina para o molde, matriz termo endurecível Injecção – matriz termoplástica Exemplo de Moldação por prensagem a quente matriz, termoendurecível (cânhamo/epoxy)

15 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Algumas Aplicações de Compósitos Reforçados com Fibras Naturais de Origem Vegetal Um grande numero de aplicações interessantes têm vindo a surgir especialmente na indústria automóvel: Como exemplo pelo menos dezassete componentes do Mercedes classe A são produzidos em compósitos reforçados com fibras de linho. A Ford, por sua vez, tem vindo a substituir as fibras de vidro pelas fibras de cânhamo em alguns componentes. Prevê-se que, na indústria automóvel e até ao ano de 2010, a utilização das fibras vegetais experimente um crescimento de 50% ao ano.

16 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009

17 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Componentes moldados para a industria automóvel, reforçados com fibras de cânhamo

18 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Painéis interiores de automóveis reforçados com fibras de cânhamo, fornecidas na forma de manta

19 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Carcaça de um ventilador reforçada com fibras de linho (vol. 21% linho), obtida pelo processo SMC (Sheet Moulding Compound)

20 Novos materiais e novas estruturas José Luís Esteves (INEGI/FEUP) Encontro Ciência 2009, de Julho de 2009 Obrigado !


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