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Saúde e Segurança no Trabalho Veronica Alcoforado de Miranda Universidade Federal do Rio de Janeiro Saúde e Segurança no trabalho.

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Apresentação em tema: "Saúde e Segurança no Trabalho Veronica Alcoforado de Miranda Universidade Federal do Rio de Janeiro Saúde e Segurança no trabalho."— Transcrição da apresentação:

1 Saúde e Segurança no Trabalho Veronica Alcoforado de Miranda Universidade Federal do Rio de Janeiro Saúde e Segurança no trabalho

2 Questões do trabalho e epidemiologia Transição histórica da sociedade industrial a sociedade da informação Contínuas as mudanças no mundo do trabalho, múltiplos efeitos sobre a saúde Perfil epidemiológico pautado nas mudanças sociais Aporte de inovações tecnológicas no mundo capitalista levou a reestruturação produtiva

3 História do Trabalho O artesão era um especialista que tinha domínio completo de todo o ciclo de produção, desde a concepção do produto até o pós-venda. Nessa época, o cliente estava próximo do artesão, explicitando suas necessidades, as quais o artesão procurava atender, pois sabia que a comercialização de seus produtos dependia muito da reputação de qualidade, que, naquele tempo, era comunicada boca a boca pelos clientes satisfeito

4 História e trabalho Esse paradigma era dominante no final do século XIX, quando a maior montadora de automóveis, a Panhard e Levassor (P&L), montava seus veículos atendendo às necessidades dos abastados clientes que a procuravam; não havia dois carros iguais. Um grupo de artesãos altamente qualificado era responsável pela fabricação de componentes e peças específicos e, posteriormente, pela montagem do veículo e pelos testes, ou seja, um processo semelhante à fabricação de um protótipo atualmente

5 Histórico do Trabalho Naquele tempo, era comum ocorrer o susto dimensional, em que o tamanho de um veículo diferia bastante de outro produzido sob o mesmo projeto, devido à necessidade de ajuste nas peças feitas separadamente por diferentes artesãos, sem a utilização adequada dos conceitos de qualidade mencionados anteriormente

6 Questões do trabalho e epidemiologia No Brasil existem setores ainda com atividades rudimentares e outros de elevada incorporação tecnológica Trabalhador é todo homem ou mulher que exerce atividades para o seu sustento e de seus dependentes, qualquer que seja sua forma de inserção no mercado de trabalho

7 Questões no trabalho De acordo com os dados divulgados pela OIT atualmente, no mundo, dois milhões de trabalhadores morrem a cada ano de doenças ocupacionais e acidentes ocorridos no ambiente de trabalho O crescimento do número de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho está relacionado, em grande medida, ao aumento do ritmo e da intensificação do trabalho exigidos pelos novos padrões de acumulação estabelecidos nas últimas décadas

8 Questões no trabalho Submetidos à tarefas repetitivas e pressionados pelas metas de produtividades milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo sofrem com o trabalho degradante Entretanto, este sofrimento causado pelo processo de trabalho é invisível aos olhos da sociedade, porque regra geral é visto como um problema individual

9 Questões do Trabalho no Brasil Muitas vezes o trabalhador é responsabilizado pelo acidente por desatenção, descuido ou desrespeito às normas de segurança. Até mesmo quando o cansaço é o fator determinante do acidente, a culpa é atribuída ao trabalhador que decidiu de livre e espontânea vontade duplicar

10 Questões no trabalho Doenças ocupacionais (doenças causas pelas condições de trabalho ou ambiente e/ou pelos processos de trabalho) são de difícil diagnóstico, pois são socialmente reconhecidas como resultados de propensão genética, ou maus hábitos pessoais

11 Questões no trabalho Mas não são apenas os trabalhadores urbanos que sofrem com acidentes e doenças causadas pelo trabalho. No Brasil é bastante elevado o número de trabalhadores rurais que adoecem e/ou morrem por intoxicação com agrotóxicos. Os agrotóxicos estão em sétimo lugar em número de acidentes com substâncias químicas e em primeiro no número de mortes no Brasil

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14 Questões no trabalho O excesso de trabalho, o ritmo acelerado de produção e o aumento da carga de trabalho individual representam os principais fatores dos acidentes e morte de trabalhadores nos canaviais. Dados revelam que seja no campo ou na cidade as novas formas de organização do trabalho têm cobrado um preço demasiadamente alto para alcançar os altos índices de produtividade e sucesso no mercado.

15 AMBIENTE DE TRABALHO: O QUE É ISSO?

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18 Saúde do Trabalhador Área da Saúde Pública que tem como objeto de estudo e intervenção nas relações entre o trabalho e a saúde. Objetivos: a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador organização e prestação da assistência aos trabalhadores, compreendendo procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada.

19 Classificação das Doenças Segundo sua Relação com o Trabalho CategoriaExemplos I – Trabalho como causa necessária Intoxicação por chumbo Silicose Doenças profissionais legalmente reconhecidas II – Trabalho como fator contributivo, mas não necessário. Doença coronariana Doenças do aparelho locomotor Câncer Varizes dos membros inferiores III – Trabalho como provocador de um distúrbio latente, ou agravador de doença já existente. Bronquite crônica Dermatite de contato alérgica Asma Doenças mentais

20 Doenças que acometem os trabalhadores Doenças Comuns Doenças relacionadas ao trabalho Referem-se a um conjunto de danos ou agravos que incidem sobre a saúde dos trabalhadores, causados, desencadeados ou agravados por fatores de risco presentes nos locais de trabalho Fatores de risco: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos etc

21 Risco Ocupacional l Risco: probalidade de ocorrência de um evento não desejado (acidente de trabalho) lOcupacional: relacionado aos procedimentos específicos à profissão desempenhada RiscoAcidenteConseqüência Incapacidade para trabalho Danos pessoais lesão corporal pertubação funcional doença

22 Nexo Causal: Fatores determinantes HISTÓRIA OCUPACIONAL EXPOSIÇÃO : AVALIAÇÃO DO RISCO EFEITOS NA SAÚDE AGENTE

23 HISTÓRIA OCUPACIONAL Caracterização dos agentes Detalhamento cronológico das ocupações e do risco associado Ex: risco inalatório – poeiras, gases, fumos Período, tipo e tempo de exposição Caracterização das funções / posto de trabalho Exposição doméstica/ ambiental

24 Fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores Físicos Ruído contínuo Ruído de impacto Calor Radiações Ionizantes Trabalho sob condições hiperbáricas Radiações não-ionizantes (microondas, laser e ultra violetas) Vibrações Frio Umidade

25 Fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores Químicos Poeiras Neblinas (condensação que ocorre junto à superfície) Névoas (condensação de vapor d água em associação com a poeira, fumaça e outros poluentes) Fumos metálicos Vapor Produtos químicos em geral

26 Fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores Biológicos Vírus, bactérias, parasitas, geralmente associados ao trabalho em hospitais, laboratórios e na agricultura e pecuária.

27 Fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores Ergonômicos e Psicossociais Relativos a organização e gestão do trabalho: utilização de equipamentos, máquinas e mobiliários inadequados, locais adaptados com más condições de iluminação, ventilação e de conforto para os trabalhadores; trabalho em turnos e noturnos; monotonia ou ritmo de trabalho excessivo, exigências de produtividade, relações de trabalho autoritárias, falhas no treinamento e supervisão dos trabalhadores.

28 Doenças Respiratórias Ocupacionais Doença respiratória ocupacional – a natureza do trabalho causa o adoecimento Doença respiratória relacionada ao trabalho – há necessidade de comprovação do nexo causal Classificação de Schilling (doença relacionada ao trabalho): I- trabalho como causa necessária II- trabalho como contributivo III- trabalho como provocador de distúrbio latente ou agravador de doença estabelecida

29 DOENÇAS RESPIRATÓRIAS AMBIENTAIS E OCUPACIONAIS ATS 2000 – Workshop on Lung Disease and the Environmental * 15 a 20% doenças vias aéreas e intersticial são atribuídas a exposição ocupacional Custo US$ 60 bilhões ** OIT- revisão 2000 Nexo Causal/Técnico * Am J Respir Crit Care Med 2003;168: ** N Eng J Med 1995;333:

30 Vias Aéreas Inferiores ASMA e DPOC Ocupacional: 250 substâncias desencadeantes Custo estimado de US$ 6.6 bilhões DPOC e Asma Ocupacional Principal doença respiratória ocupacional DOENÇAS RESPIRATÓRIAS AMBIENTAIS E OCUPACIONAIS

31 Pneumoconiose Caracteriza-se pela deposição de poeiras no pulmão e a reação tecidual que ocorre por sua presença. Os macrófagos tentam retirar as partículas, mas não conseguem + migração processo inflamatório migram neutrófilos e não resolvem + migração, deixando VA espessa e depositando colágeno. O potencial de fibrogenicidade dessas poeiras conduz a uma reação inflamatória que pode evoluir para fibrose do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória crônica, consequentemente.

32 Pneumoconiose Fibras: partículas com relação comprimento/ diâmetro 3:1. Deposição depende do diâmetro 3 µm Poeiras são produzidas pela quebra ou degradação mecânica de material sólido, que se encontra em suspensão no ar, na forma de particulado esférico ou na forma de fibra Fumos são óxidos metálicos formados a partir do aquecimento e fusão do respectivo metal. Tamanho médio de 0,1 a 0,4 µm Fumaças são produtos complexos de materiais orgânicos carbonáceos, sendo constituídas de gases, fumos, vapores e poeiras

33 Classes evolutivas: 1.Forma crônica - > de 10 anos e pequenas concentrações. Nódulos disseminados em ambos os pulmões. Mais comum; 2.Forma acelerada – de 5 a 10 anos. Nódulos com tendência à confluência; 3.Forma aguda – de 1 a 5 anos e grandes concentrações. Participação imunológica?! Indústria de sabão abrasivo, jateamento de areia e cavadores de poços

34 AGROTÓXICOS

35 Embalagens de Agrotóxicos

36 21 milhões de hectares de soja 14 milhões de hectares de milho 7 milhões de hectares de cana 1 milhão de hectares de algodão Colheita 2009: 143 milhões de Toneladas Previsão 2018/19: 180 milhões de Toneladas de grãos Rebanho bovino no país: 207 milhões de cabeças Produção de carnes: incremento de 51% - 12,6 m T Leite: acréscimo de 9,0 bilhões de litros Agronegócio Brasileiro - 45% do PIB

37 O Trabalho nos Canaviais Uma das primeiras ocupações lucrativas no Brasil foi a produção canavieira. Com altos e baixos esta atividade permeou toda a nossa história, presente até os dias e hoje. As relações de exploração que são a ela comuns foram um dos legados deixados ao Brasil e aos trabalhadores brasileiros. Desde a década de 70, a cana é revisitada como campo lucrativo de investimento. O setor vem crescendo anualmente a taxas de 8,95% de 2000 a 2005.

38 O trabalho nos canaviais O gigantesco esforço diário exigido no corte da cana produz uma massa de trabalhadores doentes que são vistos como peças descartáveis da moenda que produz o álcool nosso de cada dia Entre as doenças mais comuns perda de potássio, cãibras, doenças respiratórias, desvio de coluna, Ler/Dort Esse quadro ocorre graças ao uso de estimulantes, analgésicos que impedem o trabalhador de ceder ao cansaço e ao esgotamento físico. Como alternativa para este cenário tem sido pensado a mecanização da produção canavieira

39 O trabalho nos canaviais Extensa jornada de trabalho, intensificação do ritmo de trabalho, pagamento por produção, o decréscimo real do valor dos salários e o descumprimento dos direitos trabalhistas são fatores marcantes nas características do trabalho no campo. Trabalhadores não dispõem de equipamentos de proteção individual e frequentemente improvisam para evitar danos físicos.

40 O que você acha disso ?

41 Trabalho nos canaviais O ministro do trabalho Carlos Lupi admite a existência do trabalho degradante nos canaviais, e aponta como alternativa para erradicar esse problema de exploração de mão de obra barata, a mecanização, que criará novos empregos para profissionais formados, como técnicos agrícolas, mecânicos, tratoristas, psicólogos, engenheiros de produção e outros.

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43 Trabalho nos canaviais Acredita que a mecanização reduzirá o esforço bruto, a exploração do trabalho informal, a mão de obra infantil... Ignora que a submissão a esse trabalho só ocorre devido à falta de opção de trabalho. Todavia estarão desempregados milhares de indivíduos que correspondem os trabalhadores menos qualificados, tirando a única opção de sobrevivência empurrando- os para outras formas precárias de trabalho. A mecanização é uma solução que tem em seu horizonte apenas a preocupação com a produção, com a produtividade e com o lucro

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45 Trabalho nos canaviais A poluição provocada pelo processo de queima da cana-de-açúcar causa impactos ambientais e problemas respiratórios para os trabalhadores e para a população ao redor do cultivo

46 Fatores pré disponentes 1.Respiração pela boca 2.Doenças broncopulmonares pré- existentes 3.Tabagismo 4.Idade 5.Susceptibilidade individual Fatores Pré disponentes

47 Silicose – doenças associadas Obstrução das vias aéreas superiores Doenças crônicas extrapulmonares Bronquite Tuberculose pulmonar (sílico-tuberculose) Enfisema pulmonar Câncer de pulmão Câncer gastrointestinal Artrite reumatóide

48 Quadro clínico Durante anos – Inexpressivo (assintomático - tosse não produtiva ou pequena secreção pela manhã, dores torácicas não localizadas e episódios de bronquite ou queixas gerais (tontura, fraqueza, sudorese). Após + ou – 10 anos - a dispnéia de esforço evolui lenta e progressivamente para fibrose pulmonar irreversível e nas fases finais cor pumonale e ICC.

49 Silicose O Brasil possui uma das maiores Indústrias de lapidação de gemas coradas do mundo, segmento constituído basicamente por pequenas empresas, de estrutura familiar, pertencendo essencialmente ao setor informal da economia.

50 Silicose Agente etiológico principal é o quartzo Inalação de sílica livre ou do dióxido de silício Silicose, DPOC, Câncer de pulmão, Insuf Renal, aumento do risco de Tuberculose pulmonar e Doenças do colágeno

51 Silicose Entulho que sai dos canteiros de obras brasileiros: 64% argamassas, 30% tijolos e blocos 6% concreto, rochas, outros materiais deletérios (metais, papel, plásticos, solos, etc) Composiçãoo química estimadas dos RCD brasileiros: SÍLICA (maior parte) alumina óxidos de cálcio

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55 SIDEROSE Ocupações: mineração e fundição de ferro, extração e fabricação de esmeril, fabricação de aço. Possibilidade de exposição à sílica livre (mineração, siderurgia e fundições de peças usadas nos moldes de areia) Clínica inexpressiva Radiologia: semelhante ao da silicose, linhas B de Kerley. Pode regredir

56 Asbesto Fibra mineral utilizada em telhas, caixas dágua, freios e outros produtos. Capaz de causar asbestose (fibrose pulmonar), placas pleurais, alterações funcionais respiratórias, câncer de pulmão e o mesotelioma. Todos os tipos de asbesto são classificados pela Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) no grupo 1, reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos, e segundo a OMS, não há níveis seguros para a exposição às suas fibras

57 Asbestose A asbestose é a pneumoconiose associada ao asbesto ou amianto, sendo uma doença eminentemente ocupacional. A doença, de caráter progressivo e irreversível, tem um período de latência superior a 10 anos, podendo se manifestar alguns anos após cessada a exposição.

58 Asbesto A OMS estima em torno de mortes/ano causadas pelo asbesto em todo o mundo. No Brasil, os dados de morbi-mortalidade mostram um aumento de casos de mesotelioma O banimento do asbesto dos processos produtivos é uma realidade em mais de 50 países O Brasil é o 3º maior produtor de asbesto do mundo e com um consumo de quase 1kg de asbesto/habitante/ano

59 Asbestose Asbestos: silicatos de magnésio Mineração, caldeiras e tubulações (siderurgia, metalurgia, petroquímica, indústria naval), fabricação de telhas e caixas dágua, fabricação de pastilhas e lonas de freios; Manifestações com anos após exposição.

60 Doenças relacionadas ao asbesto Comercialmente conhecido como amianto (quase 30 variedades). Classificação em 2 grupos: 1.Crisolita ou amianto branco (principal) 2.Anfibólios Efeitos carcinogênico (pulmão e mesotelioma) e fibrogênico – 10 anos para anfibolios – 30 anos para crisotila Exposição direta: atividade extrativista. Exposição indireta: residir nas imediações

61 Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão Trabalhadores da extração do carvão. Primeiros sinais radiológicos: + 4 anos de exposição; Bronquíolo respiratório: ponto inicial da lesão (onde a poeira se deposita) fibrose + retração; Forma pura da doença (sem outras doenças associadas): assintomático; Em associação (DPOC, asma) : ausculta com alguns roncos e sibilos em 1/3 médio; Formas + avançadas (fibrose maciça e grandes opacidades) + dispnéia aos pequenos esforços.

62 Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão A incidência varia conforme a composição geológica do solo e o tipo de mineração empregada na extração do minério Ocupação: furador de frente, de teto e operadores de máquinas Tempo médio para diagnóstico: 10 anos de atividade Clínica: assintomático, asma dos mineiros, DPOC, câncer, fibrose pulmonar

63 Doença crônica pelo berílio Ocupação: indústria aeroespacial, indústria de cerâmicas, indústria eletrônica, ligas de próteses dentárias, fabricação de rebolos Efeitos imunogênico e cancerígeno Quadro radiológico semelhante à sarcoidose e à pneumonite de hipersensibilidade Tratamento pode incluir corticoterapia

64 Quadro clínico: evolução lenta e progressiva, manifestações tardias (fibrose difusa, dispnéia). A. P: estertores crepitantes ao final da insp., nas regiões axilares inferiores. Rx: predomínio ½ inferior dos campos pulmonares (pequenas opacidades irregulares). Diagnóstico: história ocupacional e Rx. Tratamento: controle das complicações. CA pulmonar.

65 Asma Ocupacional Doença inflamatória com limitação variável ao fluxo aéreo e/ou devido à hiperresponsividade das vias aéreas conseqüente a causas ou condições atribuídas ao ambiente de trabalho e não a agentes encontrados fora dele. Definição

66 ASMA OCUPACIONAL: AGENTES IRRITANTES Compostos de Amônia, Cloro Ácidos fortes:cloridríco, muriático, sulfídrico Soluções Alcalinas Gases: Óxidos Nitrosos, Dissulfetos, Ozônio, Fosgênio SENSIBILIZANTES Proteínas Animais e Vegetais, Enzimas, Ácido Plicático, Anidridos Ácidos, Isocianato

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68 ASMA RELACIONADA AO TRABALHO Classificação: pela indução dos sintomas 1.Latência ou imunológica (atopia e tabagismo para agentes de alto peso molecular) 2.Sem latência ou não imunológica (substância irritante) 40% sintomático em 2 anos e 20% sintomático após 10 anos de exposição

69 Agentes mais comuns causadores de ART e tipo de atividade profissional associada ALTO PESO MOLECULAR Cereais Látex BAIXO PESO MOLECULAR Formaldeído Persulfato Drogas Isocianatos ATIVIDADE PROFISSIONAL Padeiro, trabalhadores em moinhos Profissionais de saúde Trabalhadores de área hospitalar, calçados, borracha Cabeleireira Farmacêutico, Trabalhadores da área de saúde Pintores, instaladores de isolantes térmicos, indústria de espuma, borracha, plástico

70 Diagnóstico de asma A.Início dos sintomas após entrada no local de trabalho; B.Associação entre sintomas e trabalho; C. e um ou mais dos seguintes critérios: D.Exposição a agentes que possam apresentar risco; E.Mudanças no VEF1 ou no PFE relacionadas à atividade; F.Mudanças na reatividade brônquica relacionadas à atividade; G.Positividade para teste de broncoprovocação específico, ou; H.Início da asma com clara associação com exposição a um agente irritante no local de trabalho.

71 EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL Poeiras – sílica, asbesto, carvão Indústria – borracha, plástico, têxtil, alimentos, agro-indústria, tintas Estocagem e processamento de grãos e sementes Soldadores Manutenção e operadores de veículos (combustão de diesel) Forças armadas Construção civ il DPOC OCUPACIONAL

72 ELETRODOS AÇO CARBONO Carbono Silica Manganês Níquel (90%) Cromo (20%) GRAFITE Grafite AÇO INOX Níquel Cromo Carbono Silica Manganês Molibidênio Vanadio

73 AÇO CARBONO GRAFITE AÇO INOX

74 A mais antiga das doenças ocupacionais Doença pulmonar progressiva, irreversível, incurável e incapacitante, causada pela inalação de sílica cristalina. Exposição ao dióxido de silício (SiO2), encontrada na areia, quartzo e outras pedras. Atividades: mineração,indústria cerâmica, indústria metalúrgica, pedreiras, construção civil pesada e jateamento de areia. SILICOSE

75 EXPOSIÇÃO À SÍLICA ATIVIDADES Minerações Túneis Granito Fundições Abrasivos Farinha de Sílica Terras Diatomáceas Exposição Doméstica e Ambiental

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77 - ADB, 45 anos, - Cerâmica de louça sanitária como supervisor de almoxarifado - 27 anos (1973 a 2000) - Fumante de 32 anos-maço - RX do tórax de 15/06/00, qualidade 1, profusão 1/2, s/t - Espirometria: Distúrbio ventilatório obstrutivo leve - CPT elevada - DCO 47% Prev (redução moderada) - Gasometria arterial em repouso normal CASO 1 – Exposição a Sílica

78 0/0 2/2 1/1 3/3 r/r

79 Etiologia – mais de 300 estão descritas - Agentes microbianos - Proteínas animais e vegetais - Produtos químicos - baixo peso molecular Rose C. in: Harber P, Schenker MB, Blames JR. Mosby, St Lous 1996; 14: Mohr LC. Curr Opin Pul Med, 2004; 10: Prevalência da PH Relacionada ao Trabalho Doenças Granulomatosas Ocupacionais

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81 CÂNCER PULMONAR Arsênico (mineração de cobre) Asbestos Berílio Bisclorometiléter/ Clorometiléter (tratamento em indústria têxtil, fabricação de pesticida, substâncias protetoras contra fogo) Cádmio (fabricação de pigmentos, de vidros) Sílica cristalina Cloreto de vinil (fabricação de PVC) Cromo VI (fabricação de baterias) Gás mostarda Níquel e seus compostos Radônio * International Agency for Research on Cancer

82 CÂNCER PULMONAR Produção de alumínio Gaseificação de carvão Produção de carvão coque (pavimentação asfáltica de estradas, impermeabilização de lajes e pisos) Vapores de ácidos fortes Fundição de aço e ferro Mineração de hematita Pintura com pulverizador contendo ácido sulfúrico Exposições nos ambientes de trabalho: situações ou processos Grupo 1 da IARC

83 DIAGNÓSTICO CAUSAL História ocupacional; Levantamentos ambientais realizados; Existência de outros pacientes que tiveram ou têm câncer; Existência de alterações pulmonares que auxiliem a comprovar a exposição (asbestose, beriliose); Tempo de latência geralmente acima de 15 anos, e; Fatores associados como tabagismo, hidrocarbonetos policíclicos com asbestos.

84 Risco Químico As substâncias químicas foram extraídas e utilizadas desde os primórdios da civilização para os mais diversos fins Com a industrialização ocorreu a produção de substâncias sintéticas que tiveram impacto importante no ambiente e na saúde das populações A indústria química é o 3° maior setor industrial no mundo e envolve-se com a produção de pesticidas, solventes, aditivos, produtos farmacêuticos até matérias primas ou produtos acabados

85 Risco Químico Nos últimos 30 anos o volume de vendas aumentou quase dez vezes e a produção que era de 1 milhão de toneladas (1930) passou a 500 milhões em 2007 A convivência de trabalhadores envolvidos em processos produtivos ocorre direta ou indiretamente, dado o contato ou o ambiente de sua utilização.

86 Risco Químico Dimensões: A)Concentrações atmosféricas – potencialidades de contato e de contaminação B) Interação entre os agentes químicos e o corpo humano suscetibilidade individual C)Padrões de reação – tipo de efeito. Maior a exposição, maiores os efeitos D) Reação resultado de variações cíclicas E)Limites de

87 Risco Químico Benzeno Amianto Agentes de Limpeza Metais Gazes

88 Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO TRABALHADOR Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador 150 Centros de Referência, responsáveis por executar ações de prevenção, promoção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e vigilância em saúde dos trabalhadores. Rede Sentinela 500 serviços de média e alta complexidade capazes de atender às vítimas de agravos à saúde relacionados ao trabalho.500 serviços de média e alta complexidade capazes de atender às vítimas de agravos à saúde relacionados ao trabalho.

89 PERFIL BRASILEIRO APRESENTA SOBREPOSIÇÃO DE RISCOS DO TRABALHO DE 1° MUNDO E 3° MUNDO SIMULTANEAMENTE. Primeiro Mundo: Stress, Distúrbios do Sistema Nervoso, Ergonomia, LER/DORT Terceiro Mundo: silicose, pneumoconiose, máquinas obsoletas, baixa capacitação de empregadores e trabalhadores para SST Além disso, ainda nos defrontamos com problemas sérios como trabalho Infantil, o trabalho escravo, bem como todas formas de discriminação no trabalho. FONTE: AEPS-2003 IN: Acidentes de trabalho - Trabalho, Saúde e Qualidade de Vida, MPS/SPS - Brasília - Set/2004

90 Miguel Abud Marcelino - Março/2006 PRENSAS: responsáveis por 31,8% de todos os acidentes graves investigados pelo INSS-SP. SERRAS CIRCULARES DE MADEIRAS: responsáveis por 15% dos acidentes investigados pelo INSS-SP. TUPIAS E DESEMPENADEIRAS: responsáveis por 15% dos acidentes investigados pelo INSS-SP. INJETORAS DE PLÁSTICO: responsáveis por 39% dos acidentes graves na indústria plástica em GUILHOTINAS: responsáveis por 2,6% de todos os acidentes graves causados por máquinas. CALANDRAS E CILINDROS: responsáveis por 6,6% de todos os acidentes graves causados por máquinas. MOTOSSERAS: em 43% dos acidentes, são atingidas mãos e braços. MÁQUINAS DE DESCORTIFICAR E DESFIBRAR O SISAL: acidentes provovados por tais máquinas constituem um dos exemplos mais trágicos e conhecidos associados com mutilaçoes graves. Fonte: Coleção Previdência Social – volume 13 Elaboração: SPS/MPS LISTA DE MÁQUINAS GERADORAS DE ACIDENTES DE TRABALHO FONTE: AEPS-2003 IN: Acidentes de trabalho - Trabalho, Saúde e Qualidade de Vida, MPS/SPS - Brasília - Set/2004

91 Higiene e Segurança do Trabalho91 Introdução à Segurança do Trabalho Causas principais do acidente de trabalho: Ato inseguro Condição Insegura

92 PAIR

93 PERDA AUDITIVA NEURO-SENSORIAL POR EXPOSIÇÃO CONTINUADA A NÍVEIS ELEVADOS DE PRESSÃO SONORA DE ORIGEM OCUPACIONAL Fundamentação Legal = Ordem de Serviço INSS/DSS N O 608, de 05/08/1998 A Perda Auditiva Induzida por Ruído, relacionada ao trabalho, é uma diminuição gradual da acuidade auditiva, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora. Assim conceituada, a PAIR em nada se assemelha ao trauma acústico, definido como perda súbita da acuidade auditiva decorrente de uma única exposição a pressão sonora intensa (por exemplo, em explosões e detonações), ou devido a trauma físico do ouvido, crânio ou coluna cervical

94 PAIR por atingir a cóclea, o trabalhador portador de PAIR pode desenvolver intolerância a sons mais intensos (recrutamento), perda da capacidade de reconhecer palavras, zumbidos, que somando-se ao déficit auditivo propriamente dito prejudicarão o processo de comunicação; cessada a exposição ao nível elevado de pressão sonora, não há progressão da PAIR. Exposições pregressas não tornam o ouvido mais sensível a exposições futuras; ao contrário, a progressão da perda se dá mais lentamente à medida que aumentam os limiares auditivos; os seguintes fatores influenciam nas perdas: características físicas do agente causal (tipo, espectro, nível de pressão sonora), tempo e dose de exposição e susceptibilidade individual.

95 BENZENO

96 O efeito mais grave do benzeno é sobre a medula óssea, podendo inclusive levar à depressão generalizada, que se manifesta como redução de eritrócitos, granulócitos, trombócitos, linfócitos e monócitos. Há relação causal comprovada entre a exposição ao benzeno e a ocorrência de leucemia. A mais comum é a leucemia mielóide aguda e suas variações, entre elas a eritroleucemia e a leucemia mielomonocítica. Fundamentação Legal = Ordem de Serviço INSS/DSS N O 607, de 05/08/1998 Não se sabe ao certo se há relação entre este quadro e o de aplasia da medula decorrente da exposição ao benzeno

97 BENZENO O BENZENO foi retirado da LISTA DE LIMITES DE TOLERÂNCIA DA NR-15 do MTE, pela Portaria n o 03, de Com isso a avaliação de exposição passou a ser QUALITATIVA e não mais QUANTATIVA.

98 DORT / LER

99 DEFINIÇÃO Fundamentação Legal = Instrução Normativa INSS/DC n o 98, de CONJUNTO HETEROGÊNEO DE DOENÇAS DO SISTEMA MÚSCULO- ESQUELÉTICO E NERVOSO PERIFÉRICO, QUE ESTÃO RELACIONADAS COM O TRABALHO. Caracteriza-se pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membros inferiores. Fonte: Diagnóstico Diferencial das LER/DORT - Dr. Artur Koch

100 DORT / LER FATORES BIOMECÂNICOS FORÇA EXCESSIVA baixa < 4 kg alta > 6 kg POSTURAS INCORRETAS DOS MMSS CONTRATURA MUSCULAR ESTÁTICA tempo insuficiente de recuperação dos tecidos ALTA REPETIVIDADE NO MESMO PADRÃO DE MOVIMENTO. Ciclo de trabalho menor que 30 s ou maior que 30 s com a repetitividade ocupando mais de 50% do ciclo. Fonte: Diagnóstico Diferencial das LER/DORT - Dr. Artur Koch

101 DORT / LER FATORES DE RISCO POSSÍVEIS ORGANIZACIONAIS RITMO REGULADO POR ESTEIRA PAGAMENTOS DE INCENTIVOS HORAS EXTRAS ROTINEIRAS COBRANÇA DE TRABALHO PICOS DE ALTA INTENSIDADE DE TRABALHO FALTA DE TREINAMENTO Fonte: Diagnóstico Diferencial das LER/DORT - Dr. Artur Koch

102 DORT / LER BONS RESULTADOS COM: DIAGNÓSTICO PRECOCE. TRATAMENTO IMEDIATO E PRECOCE. MODIFICAÇÃO POSTO TRABALHO. READAPTAÇÃO FUNÇÃO E/OU ATIVIDADE MAUS RESULTADOS COM: DIAGNÓSTICO TARDIO FALHA NO DIAGNÓSTICO. TRATAMENTO INADEQUADO E TARDIO RETORNO SEM READAPTAÇÃO DA FUNÇÃO Fonte: Diagnóstico Diferencial das LER/DORT - Dr. Artur Koch

103 Higiene e Segurança do Trabalho103 Introdução à Segurança do Trabalho O que é acidente de trabalho? Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

104 Alguns conceitos EVENTO ADVERSO: qualquer ocorrência de natureza indesejável relacionada direta ou indiretamente ao trabalho, incluindo: ACIDENTE DE TRABALHO:ocorrência geralmente não planejada que resulta em dano à saúde ou integridade física de trabalhadores ou de indivíduos do público. INCIDENTE: ocorrência que sem ter resultado em danos à saúde ou integridade física de pessoas tinha potencial para causar tais agravos.

105 CONSEQUÊNCIAS DOS EVENTOS ADVERSOS Fatal:morte ocorrida em virtude de eventos adversos relacionados ao trabalho. Grave:amputações ou esmagamentos, perda de visão, lesão ou doença que leve a perda permanente de funções orgânicas (exemplo: pneumoconioses, perdas auditivas), fraturas que tenham elevado risco de causar incapacidade permanente, queimaduras que atinjam toda a face ou mais de 30% da superfície corporal ou outros agravos que resultem em incapacidade para as atividades habituais por mais de 30 dias.

106 Consequências dos eventos adversos Moderado:agravos à saúde que não se enquadrem nas classificações anteriores onde a pessoa afetada fique incapaz de executar seu trabalho normal durante três a trinta dias. Leve:todas as outras lesões ou doenças nas quais a pessoa acidentada fique incapaz de executar seu trabalho por menos de três dias.

107 107 Introdução à Segurança do Trabalho Equiparam-se aos acidentes de trabalho os acidentes que ocorrem quando o trabalhador: está prestando serviços por ordem da empresa fora do local de trabalho; estiver em viagem a serviço da empresa; estiver no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa; doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho; doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho.

108 Fatores pessoais que influenciam o comportamento acidental.

109 Classificação dos acidentes de trabalho

110 Acidentes de Trabalho Existe enorme importância social e econômica dos acidentes do trabalho graves e mutilantes provocados por máquinas, obsoletas e inseguras. Identifica-se os seguintes tipos de máquinas ou equipamentos causadores de acidentes graves e incapacitantes: prensas, “serras, cilindros/calandras, máquinas para madeira, máquinas de costura, impressoras, guilhotinas, tornos, máquinas para levantar cargas, esmeris, politrizes, injetoras de plástico, máquinas têxteis, dentre outras

111 Acidentes de trabalho

112 O problema das mutilações Originam - se de: máquinas sem manutenção; • máquinas que não possuem dispositivos de proteção; • máquinas que possuem dispositivos de proteção, e que são adulteradas, para trabalhar mais rápido; • falta de treinamento para manipular equipamentos.

113

114 Trabalho sem segurança ainda é muito comum

115 ONDE ESTÃO OS EPIs?????????????

116 ESSE IMPROVISO NÃO VAI DAR CERTO

117 CDC: National Surveillance System for Healthcare Workers - NaSH CDC: National Surveillance System for Healthcare Workers - NaSH acidentes percutâneos / ano 75% ( ) = preveníveis Italian Study on Occupational Exposure to HIV - SIROH Italian Study on Occupational Exposure to HIV - SIROH compensação compensação 439 acidentes percutâneos analisados (1 ano) 74% preveníveis (alteração do comportamento). Acidentes com pérfuro-cortantes GAO-01-60R Needlestick Prevention Castella A, et. al. J Hosp Infect, 55, 2003

118 ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO l Hepatite pelo vírus B 6-30 % l Hepatite pelo vírus C 1,8 % (0-7%) l HIV 0,3% percutânea 0,09% mucosa Guideline CDC, 2001

119 A questão do trabalho infantil O trabalho infantil é um problema social crônico, que aflige ampla parcela da humanidade. Está intimamente vinculado à condição econômica. Sua comprovação é difícil. O empregador não contrata a criança, mas empreita seus pais para realizar uma tarefa, que pode ser uma confecção, montagem de peças ou construção de partes. Obrigados a cumprir quotas de produção, esses pais põem toda a família a trabalhar em casa, onde não é possível a fiscalização

120 Trabalho infantil

121 A Constituição de 1988 determina como a idade mínima 14 anos para admissão ao trabalho. Proposta de emenda constitucional tornou ilegal o trabalho de crianças com menos de 14 anos de idade, mesmo na condição de aprendizes. O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, adotou princípios da Convenção 138 da OIT, que estabelece idade mínima para a entrada no mercado de trabalho e determina algumas restrições para o trabalho de crianças com menos de 14 anos.

122 Trabalho infantil A maior parte do trabalho de crianças de 5 a 9 anos no país (79,2%) ocorre em ocupações típicas da agricultura, especialmente na pequena produção familiar O trabalho das meninas é subestimado, pois não se contemplam as atividades domésticas não-remuneradas e de curta jornada.


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