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Saúde, Cultura, Ambiente e Trabalho ANTROPOLOGIA MÉDICA Geison V. Lira, MD, MSc.

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Apresentação em tema: "Saúde, Cultura, Ambiente e Trabalho ANTROPOLOGIA MÉDICA Geison V. Lira, MD, MSc."— Transcrição da apresentação:

1 Saúde, Cultura, Ambiente e Trabalho ANTROPOLOGIA MÉDICA Geison V. Lira, MD, MSc

2 AntropologiaMédica Abordagens e Elementos Conceituais da Antropologia Médica

3 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Descrever a noção e a abrangência da antropologia médica, bem como seus fundamentos teórico-metodológicos. Descrever a noção e a abrangência da antropologia médica, bem como seus fundamentos teórico-metodológicos.

4 PLANO DE AULA Abrangência da Antropologia Médica. Abrangência da Antropologia Médica. Antropologia como disciplina-mãe da Antropologia Médica. Antropologia como disciplina-mãe da Antropologia Médica. Estatuto disciplinar da Antropologia Médica. Estatuto disciplinar da Antropologia Médica. O espectro da Antropologia Médica. O espectro da Antropologia Médica. O conceito de cultura. O conceito de cultura. Teorias modernas sobre cultura. Teorias modernas sobre cultura. Teoria interpretativa da cultura. Teoria interpretativa da cultura. Teoria interpretativa da cultura na abordagem da saúde e da doença. Teoria interpretativa da cultura na abordagem da saúde e da doença. Métodos de pesquisa em Antropologia Médica. Métodos de pesquisa em Antropologia Médica.

5 A ABRANGÊNCIA DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Aborda as maneiras pelas quais as pessoas, em diferentes culturas e grupos sociais, explicam as causas dos problemas de saúde. Aborda as maneiras pelas quais as pessoas, em diferentes culturas e grupos sociais, explicam as causas dos problemas de saúde. Relaciona-se também aos tipos de tratamento nos quais as pessoas acreditam e aos indivíduos a quem recorrem quando, de fato, adoecem. Relaciona-se também aos tipos de tratamento nos quais as pessoas acreditam e aos indivíduos a quem recorrem quando, de fato, adoecem. É, também, o estudo de como essas crenças e práticas relacionam-se às mudanças biológicas, psicológicas e sociais do organismo humano, tanto na saúde quanto na doença. É, também, o estudo de como essas crenças e práticas relacionam-se às mudanças biológicas, psicológicas e sociais do organismo humano, tanto na saúde quanto na doença.

6 A ANTROPOLOGIA COMO DISICIPLINA MÃE DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Objeto teórico da Antropologia: Objeto teórico da Antropologia: O estudo holístico da humanidade, de suas origens, desenvolvimento, organização política e social, religiões, línguas, arte e artefatos. O estudo holístico da humanidade, de suas origens, desenvolvimento, organização política e social, religiões, línguas, arte e artefatos. O estudo do homem inteiro; o estudo do homem em todas as sociedades, sob todas as latitudes em todos os seus estados e em todas as épocas (LAPLANTINE, 2000, p. 16). O estudo do homem inteiro; o estudo do homem em todas as sociedades, sob todas as latitudes em todos os seus estados e em todas as épocas (LAPLANTINE, 2000, p. 16).

7 A ANTROPOLOGIA COMO DISICIPLINA MÃE DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Áreas principais da Antropologia: Áreas principais da Antropologia: Antropologia biológica. Antropologia biológica. Antropologia pré-histórica. Antropologia pré-histórica. Antropologia lingüística. Antropologia lingüística. Antropologia psicológica. Antropologia psicológica. Antropologia social e cultural ou etnologia. Antropologia social e cultural ou etnologia.

8 A ANTROPOLOGIA COMO DISICIPLINA MÃE DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Áreas especializadas da Antropologia: Áreas especializadas da Antropologia: Antropologia das técnicas. Antropologia das técnicas. Antropologia econômica. Antropologia econômica. Antropologia política. Antropologia política. Antropologia do parentesco. Antropologia do parentesco. Antropologia das organizações sociais. Antropologia das organizações sociais. Antropologia religiosa. Antropologia religiosa. Antropologia artística. Antropologia artística. Antropologia dos sistemas de comunicações. Antropologia dos sistemas de comunicações. Antropologia médica, etc. Antropologia médica, etc.

9 O ESTATUTO DISCIPLINAR DA ANTROPOLOGIA MÉDICA A Antropologia Médica é uma disciplina biocultural que trata dos aspectos biológicos e socioculturais do comportamento humano e, em particular, das formas com que tais aspectos interagem e têm interagido no curso da história humana, influenciando a saúde e a doença. A Antropologia Médica é uma disciplina biocultural que trata dos aspectos biológicos e socioculturais do comportamento humano e, em particular, das formas com que tais aspectos interagem e têm interagido no curso da história humana, influenciando a saúde e a doença.

10 O ESPECTRO DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Antropologia social e cultural Bioquímica, genética, microbiologia, parasitologia, patologia, nutrição e epidemiologia Extremo antropológico do espectro Extremo biológico do espectro

11 O EXTREMO SÓCIO-CULTURAL DO ESPECTRO DA ANTROPOLOGIA MÉDICA Valores e costumes associados à saúde e às doenças que fazem parte do complexo cultural das sociedades humanas. Valores e costumes associados à saúde e às doenças que fazem parte do complexo cultural das sociedades humanas. Organização social de saúde e doença de uma dada cultura, incluindo formas com que as pessoas são reconhecidas como doentes, o modo como apresentam a doença aos outros, os atributos daqueles a quem a doença é apresentada, e as formas com que a doença é tratada. Organização social de saúde e doença de uma dada cultura, incluindo formas com que as pessoas são reconhecidas como doentes, o modo como apresentam a doença aos outros, os atributos daqueles a quem a doença é apresentada, e as formas com que a doença é tratada.

12 O EXEMPLO DE UMA DOENÇA HEREDITÁRIA Antropologia social e cultural: para explicar os padrões de casamento daquela sociedade, e identificar quem pode casar com quem dentro da mesma Medicina clínica: para identificar as manifestações clínicas da doença Patologia: para confirmar a existência da doença ao nível celular e bioquímico Genética: para identificar e prever a base hereditária da doença e sua ligação com um gen recessivo Epidemiologia: para demonstrar a alta incidência da doença numa determinada população pelo agrupamento de gens recessivos decorrentes dos costumes matrimoniais Extremo sócio-cultural do espectro Extremo biológico do espectro

13 O CONCEITO DE CULTURA Cultura é um conjunto de princípios (explícitos e implícitos) herdados pelos indivíduos enquanto membros de uma sociedade em particular. Cultura é um conjunto de princípios (explícitos e implícitos) herdados pelos indivíduos enquanto membros de uma sociedade em particular. Crescer dentro de qualquer sociedade é uma forma de endoculturação. Crescer dentro de qualquer sociedade é uma forma de endoculturação. Categorização do mundo e das pessoas pela cultura. Categorização do mundo e das pessoas pela cultura. Subdivisões da cultura dentro de uma mesma sociedade: Subdivisões da cultura dentro de uma mesma sociedade: Estratos sociais a atributos culturais distintivos. Estratos sociais a atributos culturais distintivos. Minorias étnicas e religiosas e multiculturalismo. Minorias étnicas e religiosas e multiculturalismo. Subculturas profissionais. Subculturas profissionais.

14 O CONCEITO DE CULTURA A cultura não é a única influência sofrida pelos indivíduos, como também o são os fatores individuais, educacionais e socioeconômicos. A cultura não é a única influência sofrida pelos indivíduos, como também o são os fatores individuais, educacionais e socioeconômicos. A cultura é um componente de um complexo de influências sobre a vida dos indivíduos. A cultura é um componente de um complexo de influências sobre a vida dos indivíduos. Usos indevidos do conceito de cultura: Usos indevidos do conceito de cultura: As culturas não são homogêneas. As culturas não são homogêneas. Evitar generalizações: estereótipos. Evitar generalizações: estereótipos. As culturas não são estáticas. As culturas não são estáticas. A cultura vincula-se a um contexto particular. A cultura vincula-se a um contexto particular. Não supervalorizar a influência da cultura. Não supervalorizar a influência da cultura.

15 TEORIAS MODERNAS SOBRE CULTURA (KEESING apud LARAIA, 2001) Teorias que consideram a cultura como sistema adaptativo: Teorias que consideram a cultura como sistema adaptativo: Culturas são sistemas de padrões de comportamentos socialmente transmitidos que servem para adaptar as comunidades humanas aos seus embasamentos biológicos. A tecnologia, a economia de subsistência e os elementos da organização social diretamente ligada à produção constituem o domínio mais adaptativo da cultura. Culturas são sistemas de padrões de comportamentos socialmente transmitidos que servem para adaptar as comunidades humanas aos seus embasamentos biológicos. A tecnologia, a economia de subsistência e os elementos da organização social diretamente ligada à produção constituem o domínio mais adaptativo da cultura.

16 TEORIAS MODERNAS SOBRE CULTURA (KEESING apud LARAIA, 2001) Teorias idealistas da cultura: Teorias idealistas da cultura: Cultura como sistema cognitivo: é um sistema de conhecimento; consiste em tudo aquilo que alguém tem de conhecer ou acreditar para operar de maneira aceitável dentro de sua sociedade. Cultura como sistema cognitivo: é um sistema de conhecimento; consiste em tudo aquilo que alguém tem de conhecer ou acreditar para operar de maneira aceitável dentro de sua sociedade. Cultura como sistemas estruturais: é um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente humana; assim o trabalho do antropólogo consiste em descobrir na estrutura dos domínios culturais – mito, arte, parentesco e linguagem – os princípios da mente que geram essas elaborações culturais. Cultura como sistemas estruturais: é um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente humana; assim o trabalho do antropólogo consiste em descobrir na estrutura dos domínios culturais – mito, arte, parentesco e linguagem – os princípios da mente que geram essas elaborações culturais. Cultura como sistemas simbólicos: é um universo de símbolos e significados que permite aos indivíduos de um grupo interpretar sua experiência e guiar suas ações; estudar a cultura é portanto estudar um código de símbolos partilhados pelos membros dessa cultura. Cultura como sistemas simbólicos: é um universo de símbolos e significados que permite aos indivíduos de um grupo interpretar sua experiência e guiar suas ações; estudar a cultura é portanto estudar um código de símbolos partilhados pelos membros dessa cultura. TEORIA INTERPRETATIVA DA CULTURA

17 TEORIA INTERPRETATIVA DA CULTURA (GEERTZ, 1989) Concepção de que: Concepção de que: O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu. A Antropologia não é uma ciência experimental em busca de leis gerais, mas uma ciência interpretativa à procura dos significados. A Antropologia não é uma ciência experimental em busca de leis gerais, mas uma ciência interpretativa à procura dos significados.

18 TEORIA INTERPRETATIVA DA CULTURA NA ABORDAGEM DA SAÚDE E DOENÇA Distinção analítica entre (EINSENBERG, 1977; KLEINMAN, 1988; ALMEIDA FILHO, 2001): Distinção analítica entre (EINSENBERG, 1977; KLEINMAN, 1988; ALMEIDA FILHO, 2001): Doença como processo fisiopatológico ou disease (doença- objeto ou patologia) definida como anormalidades dos processos biológicos e/ou psicológicos. Doença como processo fisiopatológico ou disease (doença- objeto ou patologia) definida como anormalidades dos processos biológicos e/ou psicológicos. Doença como experiência ou illness (doença-sujeito ou enfermidade): experiência psicossocial da doença, considerada como uma construção cultural que se expressa em formas específicas de pensar e agir. Doença como experiência ou illness (doença-sujeito ou enfermidade): experiência psicossocial da doença, considerada como uma construção cultural que se expressa em formas específicas de pensar e agir. Doença como processo social ou sickness (doença-sociedade ou doença): o processo de socialização tanto da disease quanto da illness, ou o entendimento de uma desordem em seu senso genérico através de uma população em relação a forças macrossociais (econômicas, políticas, institucionais) (KLEINMAN, 1988). Doença como processo social ou sickness (doença-sociedade ou doença): o processo de socialização tanto da disease quanto da illness, ou o entendimento de uma desordem em seu senso genérico através de uma população em relação a forças macrossociais (econômicas, políticas, institucionais) (KLEINMAN, 1988).

19 MÉTODOS DE PESQUISA EM ANTROPOLOGIA MÉDICA Métodos qualitativos: interpretação- compreensão de significados e intencionalidades (MINAYO, 1998). Métodos qualitativos: interpretação- compreensão de significados e intencionalidades (MINAYO, 1998). Etnografia: descrição densa (GEERTZ, 1989). Etnografia: descrição densa (GEERTZ, 1989). Modelos culturais interpretativos de pensar e agir em saúde e doença: Modelos culturais interpretativos de pensar e agir em saúde e doença: Modelos Explicativos (KLEIMAN, 1980). Modelos Explicativos (KLEIMAN, 1980). Redes semânticas (GOOD, 1977; GOOD e DEL VECCHIO GOOD, 1980, 1982). Redes semânticas (GOOD, 1977; GOOD e DEL VECCHIO GOOD, 1980, 1982). Modelo de análise dos sistemas de significados (CORIN et al., 1989, 1990, 1992, 1993). Modelo de análise dos sistemas de significados (CORIN et al., 1989, 1990, 1992, 1993).

20 BIBLIOGRAFIA PARA APROFUNDAMENTO HELMAN, C.G. Cultura, saúde e doença. 4 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2003, capítulo 1. Uchôa E, Vidal JM. Antropologia médica: elementos conceituais e metodológicos para uma abordagem da saúde e da doença. Cad Saúde Pública Out-Dez 1994; 10(4):


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