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ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental.

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1 ESAPL IPVC Licenciatura em Engenharia do Ambiente e dos Recursos Rurais Economia Ambiental

2 Tema 2 O MERCADO

3 O Mercado Os Economistas estudam e analisam o funcionamento de uma série de instituições, no intuito de determinarem a forma como são usados os recursos escassos de que as sociedades humanas dispõem. Talvez o mais importante conjunto de instituições estudado seja o dos Mercados. O Mercado não é mais do que o local onde se encontram vendedores e compradores, com vista à realização de trocas de bens e serviços. Por isso os Mercados podem ocorrer a muitos e diferentes níveis e escalas. Tanto podemos falar do Mercado Local ou do Mercado Mundial de determinado bem, como do Mercado de Trabalho ou do Mercado de Acções de uma cidade ou de um país.

4 O Mercado Os Mecanismos do Mercado só podem funcionar plenamente quando as pessoas seguem um certo conjunto de normas comportamentais de mercado. Assim assumimos que: 1.Os vendedores de bens e serviços devem estar motivados pela obtenção de Lucros. 2.Os compradores de bens e serviços devem estar motivados por conseguirem obter o máximo possível do seu dinheiro (quer em termos de quantidade, quer em termos de qualidade).

5 O Mercado – A PROCURA Quando se recorre ao mercado com vista à obtenção de um bem ou serviço, diz-se que se está numa situação de PROCURA (ou Demand, conforme a terminologia Anglo-Saxónica ). Como consumidores reagimos a mudanças nos preços dos bens e serviços. Se os preços sobem, normalmente compramos menos, porque: 1.Um aumento no preço daquilo que queremos comprar nos torna mais pobres. Precisamos de uma maior quantidade de dinheiro para adquirir a mesma quantidade do bem ou serviço. 2.Somos sensíveis aos preços de outros bens e serviços que possam satisfazer o mesmo tipo de necessidades. Se o preço das maçãs sobe, podemos bem passar a comprar mais pêras, assumindo que o preço destas se mantém.

6 O Mercado – A PROCURA No primeiro caso estávamos a reagir a um preço de um bem relacionando-o com o nosso nível de rendimentos. No segundo caso estávamos a reagir a um preço de um bem relacionando-o com o preço de outros bens. Note-se que reagiríamos em direcção oposta se o preço do bem ou serviço que procurávamos baixasse. Os Economistas acham que esta resposta a variações de preços é tão universal que lhe chamam: A Lei da Procura

7 A LEI DA PROCURA Podemos então enunciar a Lei da Procura da seguinte forma: Mantendo-se todas as demais coisas constantes, a procura de um bem ou serviço aumenta quando o seu preço baixa, e diminui quando o seu preço sobe. Note-se que não podemos deixar de considerar o facto de todas as demais coisas terem de se manter constantes, uma vez que a procura de um dado bem ou serviço depende, como já se viu, de outros aspectos, como sejam, o preço de bens relacionados, o nível de rendimentos, os gostos, etc., etc..

8 A LEI DA PROCURA P Q D p1 q1 p2 q2 A preços elevados correspondem quantidades compradas baixas. A preços mais baixos correspondem quantidades compradas mais elevadas.

9 ELASTICIDADE DA PROCURA A Lei da Procura, por nos dar apenas uma relação qualitativa, e não quantitativa, entre o preço a a quantidade procurada de um determinado bem ou serviço, tem por si só pouca utilidade. Por exemplo para uma empresa, seria bem mais interessante poder saber quanto subirão ou baixarão as suas vendas, em consequências desta ou daquela baixa ou aumento de preços nos seus produtos. Os Economistas desenvolveram uma medida numérica, para exprimir os diferentes graus de resposta dos consumidores a variações dos preços dos diferentes produtos, a que se chama Elasticidade da Procura em Relação ao Preço.

10 ELASTICIDADE DA PROCURA A Elasticidade da Procura em Relação ao Preço calcula-se dividindo a variação percentual na quantidade procurada pela variação percentual do preço que a originou: No gráfico anteriormente apresentado, se o preço do bem passasse de p1 para p2, a Elasticidade da Procura em Relação ao Preço viria dada por:

11 ELASTICIDADE DA PROCURA Os consumidores reagem de forma distinta a variações de preços em produtos distintos. Por exemplo, um aumento de 30% no preço das tangerinas pode implicar uma baixa de 70% nas suas compras. Mas um aumento de 50% no preço da gasolina pode implicar uma redução no consumo de menos de 10%. Quando o preço varia muito mas a quantidade procurada varia pouco, como o caso da gasolina, diz-se que a Procura é Inelástica. Quando pelo contrário o preço varia pouco e a variação na procura é proporcionalmente maior, diz-se que a Procura é Elástica. Procuras Inelásticas têm Elasticidades entre 0 e 1. Uma Elasticidade de 1 marca a fronteira entre Procuras Elásticas e Inelásticas (Diz-se Elasticidade Unitária). Procuras Elásticas têm Elasticidades maiores que 1.

12 O Mercado – A OFERTA Vejamos agora o lado dos vendedores de bens e serviços. O seu objectivo é ganhar o máximo lucro possível, no quadro das condições que enfrentam. No seu conjunto, produzirão o que quer que seja desde que tal lhes seja rentável. Se o preço que conseguem obter aumenta, terão maiores lucros. Podem aumentar a produção. Se o preço que conseguem obter baixa, algumas empresas cortam nas suas produções, enquanto outras se vêem mesmo forçadas a abandonar o negócio. Na globalidade a produção tende a baixar. A Oferta (Supply – na língua Inglesa ) tem portanto um comportamento semelhante, mas oposto, ao da Procura. Um preço em alta diminui a quantidade comprada, mas aumenta a quantidade oferecida. Um preço em baixa aumenta a quantidade comprada, mas diminui a quantidade oferecida. Mantidas constantes todas as demais coisas.

13 A OFERTA P Q S p1 q1 p2 q2 A preços elevados correspondem quantidades oferecidas altas. A preços mais baixos correspondem quantidades oferecidas mais baixas.

14 Mercados e Concorrência Perfeita As regras gerais faladas para a Procura, e muito mais em particular para a Oferta, são mais fortes quando há Maior Concorrência, e mais fracas quando há Menor Concorrência. A forma como as empresas respondem a mudanças de preços é influenciada pelo grau de concorrência existente no seio do seu sector industrial. Os mercados podem variar desde aqueles em que nada do que uma empresa isolada possa fazer altera o preço do seu produto, até àqueles em que uma única empresa tem possibilidades fortes de alterar esse preço, isoladamente. Vejamos então as condições que devem existir para que os mercados operem de forma concorrencial.

15 Mercados e Concorrência Perfeita 1.Deve haver um grande número de produtores (empresas) e um grande número de compradores. De tal forma que se uma empresa sair do mercado ou, pelo contrário, triplicar a sua produção, o preço do produto por ela produzido não é alterado. 2.Os Direitos de Propriedade devem estar perfeitamente definidos. Quando compramos um quilo de carne, ele passa a pertencer-nos. Contudo não podemos comprar um litro de ar puro. Por isso há um mercado para a carne, mas não há um para o ar limpo. 3.Deve haver Competição. Ou algo a que podemos chamar de rivalidade. Quando compramos gasolina Galp, não compramos gasolina Cepsa. Ambas competem pelas nossas compras de gasolina, e fornecem-nos bens que podemos considerar como exactamente iguais.

16 Mercados e Concorrência Perfeita 4.Deve ser possível entrar ou abandonar o mercado com toda a facilidade. Quer dizer que o Mercado deve permitir a exclusão e o fácil acesso. Produtores e consumidores podem ser excluídos do mercado dependendo de factores como a oferta, a procura, e outros. 6.O Mercado não deve ser coercivo. Quer os consumidores, quer os vendedores, devem ser livres de fazer as suas escolhas, e devem estar livres de situações de coerção nas suas transacções. 7.A informação deve ser barata e fácil de obter. Tanto os consumidores como os vendedores devem ter fácil acesso à informação que consideram necessária para melhor tomarem decisões relativas às suas transacções.

17 Outras Formas de Concorrência 1.Concorrência Monopolística. É muito semelhante à concorrência perfeita. Só que as empresas de concorrência monopolística produzem bens ou serviços ligeiramente diferentes daqueles que são produzidos pelos seus concorrentes. Um bom exemplo são os Restaurantes (e não as cadeias de Fast Food), ou os Cabeleireiros. 2.Oligopólio. É uma estrutura de mercado na qual um pequeno número de grandes empresas produz a maior parte do bem ou serviço produzido. Exemplos são as cadeias de Fast Food, a indústria de Motores para Automóveis, as Siderurgias, etc..

18 Outras Formas de Concorrência 3.Monopólio. Uma única empresa produz a totalidade do bem ou do serviço disponível. Tal bem ou serviço não tem qualquer substituto. Uma vez que o monopólio deixa o consumidor sem escolha – para além de poder escolher ficar sem o bem ou serviço – é normalmente proibido nos países industrializados. Nos casos em que a tecnologia de produção é tal que não permite a concorrência directa – como o fornecimento de água potável, os sistemas de esgotos, a produção de electricidade – os monopólios podem existir mas os seus preços são determinados pelos governos, ou então são directamente possuídos ou operados pelos governos.

19 Mercados e Preço de Equilíbrio Os Mercados proporcionam às pessoas: 1) a oportunidade de vender os bens ou serviços para cuja produção trabalharam e, 2) a oportunidade de comprarem os bens e serviços de que necessitam ou que desejam. O equilíbrio do mercado dá-se quando a Oferta de um bem ou serviço iguala a Procura. Os economistas usam as Curvas da Oferta e da Procura (anteriormente mostradas) para descrever este equilíbrio. Analisemos o gráfico seguinte, que inclui as duas curvas da Oferta e da Procura para um determinado bem ou serviço, conforme o anteriormente mostrado:

20 P Q D S p1 q1q2 Vejamos uma situação de Excesso Se o preço prevalecente do produto for demasiado alto, a quantidade oferecida será muito superior à quantidade procurada, verificando-se a existência de excedentes de mercado para o mesmo. Excedente = q2-q1

21 Vejamos uma situação de Excesso À medida que os vendedores se tentam ver livres do excesso de produto, tendem a baixar o preço do mesmo. A resposta dos compradores é, como se viu, comprar mais. Se mais for sendo comprado, e menos for sendo produzido (devido à diminuição do preço) os excedentes acabarão por desaparecer. P Q D S p1 q1q2 Excedente Inicial p2 q3q4 Novo Exced.

22 P Q D S p1p1 q1q2 Vejamos uma situação de Escassez Se o preço prevalecente do produto for demasiado baixo, a quantidade oferecida será muito inferior à quantidade procurada, verificando-se a existência de escassez de mercado para o mesmo. Escassez = q2-q1

23 Vejamos uma situação de Escassez P Q D S p1p1 q1q2 Escassez Inicial p2 q3q4 Nova Escas. À medida que os compradores tentam adquirir o produto, que é escasso ao preço prevalecente, tendem a oferecer um preço mais alto. A resposta dos vendedores é, como se viu, produzir mais e aumentar o preço. Os compradores reagem então consumindo menos. Se menos for sendo comprado, e mais for sendo produzido (devido ao aumento do preço) a escassez acabará por desaparecer.

24 P Q D S p* q* O Preço de Equilíbrio Se quando há excedentes de oferta os preços tendem a baixar, diminuindo a quantidade oferecida e aumentando a quantidade procurada... E quando há excesso de procura os preços tendem a aumentar, aumentando a quantidade oferecida e diminuindo a quantidade procurada... Então tende-se para um Preço - p* Que corresponderá a uma quantidade Procurada que é igual à quantidade Oferecida - q* A p* chamamos de Preço de Equilíbrio e a q* chamamos de Quantidade de Equilíbrio.

25 Mercados e Preço de Equilíbrio Vimos então que há excedentes quando a oferta é superior à procura, para o preço prevalecente de mercado. E vimos ainda que são as forças que se encontram no mercado que empurram os preços para o chamado Preço de Equilíbrio. O Preço de Equilíbrio é o preço para o qual os compradores estas dispostos a comprar a mesma quantidade do bem ou do serviço que os vendedores estão dispostos a vender. E vimos também que há escassez quando a oferta é inferior à procura, para o preço prevalecente de mercado. O Preço de Equilíbrio só se altera quando se alteram as condições da oferta ou da procura, ou seja, quando se alteram todas as outras coisas que considerámos constantes para além do preço – condição ceteris paribus

26 Como se viu, as forças que se encontram no mercado – Vendedores e Compradores ou, dito doutra maneira, a OFERTA e a PROCURA – empurram o preço dos bens e serviços para o chamado PREÇO DE EQUILÍBRIO. Mas há um aspecto bem mais profundo para o resultado dos mecanismos do mercado do que este, e que é, por assim dizer, um resultado socialmente desejado. Para o analisarmos temos de compreender melhor o que está por trás dos conceitos de Oferta e Procura.

27 Algo mais sobre a PROCURA P Q p1 q1 D Que significado tem dizer-se que, ao preço p1, os consumidores desejam comprar q1 unidades do bem, por exemplo, energia ? Os consumidores estarão a comparar os benefícios que obtêm do consumo de energia com os custos que têm de pagar – o preço da energia. Estes custos representam de facto os benefícios que obteriam pelo consumo de outros bens que tivessem adquirido com o dinheiro gasto na compra da energia, ou Custo de Oportunidade.

28 Algo mais sobre a PROCURA P Q p1 q1 D Se desejam adquirir q1 unidades de energia ao preço p1, é porque o benefício que daí obtêm é pelo menos tão alto como os custos que têm de suportar. Em termos marginais, o benefício do consumo de energia deve ser igual ao seu preço. Se o benefício obtido de uma unidade extra de energia fosse superior ao seu preço, certamente que os consumidores comprariam mais... Se o benefício obtido fosse inferior ao preço, certamente que os consumidores comprariam menos.

29 Procura e Disposição para Pagar P Q p1 q1 D Podemos então pensar no preço p1 como uma medida do benefício marginal que os consumidores obtêm por consumir a última unidade de energia, quando a quantidade consumida é q1. Podemos igualmente dizer que o preço p1 mede, relativamente ao consumidor, a sua Disposição Marginal para Pagar a energia (DMP). A DMP representa então a quantidade máxima de dinheiro que os consumidores estão dispostos a pagar por mais uma unidade do bem – neste caso energia – quando o consumo total é de q1 unidades.

30 Procura e Disposição para Pagar A argumentação anterior sugere que se p1 é igual ao benefício da última unidade de energia consumida quando o consumo total é q1, então as unidades anteriores de energia devem ter dado aos consumidores pelo menos tanto benefício quanto p1. P Q p1 q1 D p2 q2 Se o preço fosse p2 os consumidores só comprariam q2 unidades de energia, e para a última unidade de energia consumida obteriam um benefício marginal de p2 > p1. p2 é a Disposição Marginal para Pagar dos consumidores para a última unidade de energia consumida, quando o consumo total é de q2. O mesmo raciocínio se poderá fazer quando a última unidade consumida for q3, que deverá originar um benefício marginal igual a p3. p3 q3

31 Procura e Disposição para Pagar Então, e de acordo com o que se disse, se os consumidores compram q1 unidades de energia ao preço p1, o benefício total que os consumidores obtêm dessa situação deverá ser igual à área ABEF – a área debaixo da curva da Procura. A BC DEF q1 p1 De igual modo, a área ABEF mede, por parte dos consumidores, a sua Disposição Total para Pagar (DTP) as q1 unidades de energia.

32 Procura e Excedente do Consumidor Mas, para adquirirem a quantidade q1 os consumidores apenas despendem o equivalente à área BCEF – igual à despesa total dos consumidores em energia = p1 q1. A BC DEF q1 p1 Assim, os consumidores recebem um benefício líquido, também chamado de Excedente do Consumidor, equivalente à área ABC, quando compram q1 unidades ao preço p1.

33 Algo mais sobre a OFERTA P Q p4 q4 S Que significado tem dizer-se que, ao preço p4, os vendedores desejam vender q4 unidades do bem ? (continuemos com o exemplo da energia) Similarmente os vendedores estarão a comparar os benefícios que obtêm da venda de energia (o preço recebido por cada unidade de energia vendida) com os custos de produção da mesma. Mais uma vez, o preço da energia, p4, deve igualar o custo marginal de produção da última unidade de energia, quando a produção total é de q4.

34 Algo mais sobre a OFERTA P Q p4 q4 S Se o custo marginal fosse menor que o preço, poderiam obter maiores lucros produzindo mais energia. Se o custo marginal fosse maior que o preço, poderiam obter maiores lucros produzindo menos energia. Portanto, a curva da Oferta mede o Custo Marginal de produção da última unidade de energia produzida, para os diferentes níveis de produção total. Mais uma vez, esta situação implica que se o preço p4 apenas cobre o custo marginal de produção da última unidade de energia quando a produção total é q4, então p4 deve ser pelo menos tão elevado quanto o custo marginal de produção das unidades anteriores de energia.

35 Algo mais sobre a OFERTA P Q p4 q4 S Se a produção total fosse apenas de q5, então o custo marginal de produzir essa última unidade de energia deveria ser de apenas p5. Vejamos então, usando a representação gráfica, quais serão os custos totais de produção e os rendimentos totais dos produtores, tal como fizemos anteriormente para o caso dos consumidores. q5 p5

36 Oferta e Excedente do Produtor Podemos dizer que quando ocorre a produção de q4 unidades de energia a um preço p4, o Custo Total de Produção corresponde à área GJKL – a área debaixo da curva da oferta, enquanto que o Rendimento Total corresponde à área LHJK = p4 q4. Assim, os produtores recebem um benefício líquido, também chamado de Excedente do Produtor, equivalente à área GHJ, quando vendem q4 unidades ao preço p4 – Lucro. A JH S K L q4 p4 G

37 As Curvas da Oferta e da Procura juntas Juntemos agora ambas as curvas: S D P Q QeQe PePe

38 As Curvas da Oferta e da Procura juntas O equilíbrio de mercado conduz a uma produção de energia Q e que maximiza os benefícios líquidos que a sociedade obtém da energia. S D P Q QeQe PePe

39 As Curvas da Oferta e da Procura juntas A quantidade de equilíbrio Q e é tal que o benefício marginal que os consumidores obtêm do consumo de energia apenas cobre o custo marginal de produção da mesma. S D P Q QeQe PePe

40 As Curvas da Oferta e da Procura juntas A uma quantidade maior que Q e o custo marginal de produção excede o benefício marginal que os consumidores obtêm do consumo de energia – a sociedade estaria a produzir energia a mais. S D P Q QeQe PePe Q CM BM

41 As Curvas da Oferta e da Procura juntas A uma quantidade menor que Q e o benefício marginal que os consumidores obtêm do consumo de energia excede o custo marginal de produção – produzir mais energia seria mais benéfico para a sociedade. S D P Q QeQe PePe Q CM BM

42 As Curvas da Oferta e da Procura juntas O máximo benefício líquido pode ser medido pela área ABC, que é igual à soma do excedente do consumidor (ABM) mais o excedente do produtor (CBM). S D P Q QeQe PePe A B C M A quantidade Q e é aquela que maximiza o excedente do consumidor mais o excedente do produtor.

43 Conclusão O Mercado garante que obtemos a quantidade certa que é produzida de um determinado bem ou serviço, uma vez que garante, em termos marginais, que o benefício social derivado do seu consumo cobre o seu custo social de produção.

44 Que tem tudo isto a ver com o Ambiente ? Como vimos em aula anterior, há certos tipos de bens para os quais as leis do mercado não funcionam convenientemente. O mercado, e consequentemente a economia, funcionam convenientemente quando é possível que se atinja aquilo a que chamámos de preço de equilíbrio. Ora como muitos bens não são objecto de pagamento monetário, tal como muitas acções dos agentes económicos que consideramos nocivas também não são alvo de compensações monetárias, acontecem situações de Falência do Mercado. Com os bens ambientais esta é a situação mais frequente, e a ela dedicaremos as próximas aulas.

45 FIM Tema 2 O MERCADO


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