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Preparação de Conteúdos Específicos Concursos Públicos Educação Física Thiago Elias Merlo 2011.

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Apresentação em tema: "Preparação de Conteúdos Específicos Concursos Públicos Educação Física Thiago Elias Merlo 2011."— Transcrição da apresentação:

1 Preparação de Conteúdos Específicos Concursos Públicos Educação Física Thiago Elias Merlo 2011

2 Apresentação Formação Acadêmica Mestrando em Educação ( Universidad de Jáen/Espanha ) Especialista em Docência Superior ( Faculdades Integradas da Grande Fortaleza ) Especialista em Engenharia de Software ( Faculdades Integradas da Grande Fortaleza ) Extensão Universitária em Tecnologias Educacionais para EAD ( Fundação João Goulart ) Licenciado em Educação Física ( Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade Castelo Branco ) Bacharel em Ciência da Computação ( Universidade Estácio de Sá ) ( abd ) Atividade Profissional Técnico em Processamento de Dados – IplanRio ( IPLANRIO - Empresa Municipal de Informática ) Professor de Educação Física – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Consultor Educacional – Merlo & Reichardt Docentes Associados CREF: G/RJ

3 Objetivos OBJETIVO GERAL Ser aprovado e classificado no concurso. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1.Efetuar todas as preparações sugeridas através do Edital, buscando o aprimoramento intelectual e conhecimento das obras sugeridas. 2.Obter a melhor colocação possível. 3.Reunir todas as condições que favoreçam a melhora na colocação (Titulação e Experiência Profissional).

4 Resumo Emprego = Dignidade Emprego Público = Dignidade e Estabilidade

5 Orientações Gerais em Educação Física Conheça a Banca Examinadora. Leia, construa e busque resumos das principais obras. Avalie as questões de provas realizadas pela Banca Examinadora e compare a recorrências dos tipos de questões, autores mais citados e nível de dificuldade. As questões específicas costumam ter Peso 2. Procure estudar em grupo. Resolva as questões com apoio da obra para consulta. Na escolha dos exercícios para estudo, opte por questões realizadas pela Banca Examinadora. Na resolução das questões (especialmente aquelas onde houve erro), busque a justificativa textual nas obras para respostas. Questões de Conhecimentos Pedagógicos e Específicos vem acompanhados de textos explicativos. Não atribua informações que não foram perguntadas. Não subestime questões sobre legislações específicas de Educação e Educação Física, pois o valor da mesmas são idênticas entre si.

6 Dimensões da Educação Física Aspectos Históricos, Filosóficos, Sociológicos e Antropológicos da Educação Física Aspectos Pedagógicos da Corporeidade no Ambiente Escolar Legislação da Educação Física Educação Física e Educação Especial Aspectos Fisiológicos, Bioquímicos e Biomecânicos no Ambiente Escolar Avaliação em Educação Física Crescimento e Desenvolvimento Corporal e Psicomotor Planejamento em Educação Física Escolar Aspectos Desportivos no Âmbito Escolar

7 Dimensões da Educação Física Aspectos Históricos, Filosóficos, Sociológicos e Antropológicos da Educação Física Aspectos Pedagógicos da Corporeidade no Ambiente Escolar A) Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Darido, Daólio e Rangel B) Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Medina, Castellani Filho, Ghiraldelli Júnior, Bracht, Marinho Coletivo de Autores C) A Visão Global da Educação Física Batista Freire D) Educação Física, Jogos Populares e Aspectos Práticos Faria Júnior

8 Autores Recorrentes – Concursos Brasileiros BRACHT, Valter CASTELLANI FILHO, Lino DAOLIO, Jocimar DARIDO, Suraya Cristina FARIA JR, Alfredo Gomes FREIRE, João Batista KUNZ, Elenor GALLARDO, Jorge GALLAHUE, David L. GHIRALDELLI JR, Paulo GO TANI HILDEBRANDT- STRAMANN, Reiner LOVISOLO, Hugo MARINHO, Vitor MEDINA, João Paulo Subirá MELO, Vitor Andrade OLIVEIRA, Sávio Assis SOARES, Carmem L. TAFFAREL, Celi Z. VARGAS, Angelo Luiz de Souza

9 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Reforma Couto Ferraz (1851): Inclusão oficial da Educação Física na escola. Início do século XX: sistematização dos conteúdos ginásticos Em 1930, a Educação Física assume caráter higienista Outros modelos de Educação Física surgem como pegagogicista, competitivista, militarista Após as guerras importantes do século o princípio da Escola Nova ganha força na Educação Física Na década 1960, o modelo escolanovista foi perseguido Entre 1960 e 1980, acopla-se a Educação Física o fenômeno da Esportivização Esporte é saúde!, Esporte é vida!, Pátria de chuteiras!, a honra de representar o Brasil através do esporte Princípios: alto rendimento, performance, treinamento e resultados A partir da década 1980 ocorre a crise na Educação Física e a contestação do modelo competitivo

10 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Em 1979, os militares declaram Anistia ao exilados políticos Em 1981, os partidos políticos deixam a clandestinidade Em 1984, o congresso elege por via indireta o Presidente da República após 20 anos de ditadura Em 1988, promulga-se a Constituição Brasileira Os principais autores da Educação Física lançam livros de ruptura intelectual com a antiga ordem vigente, instaurando-se a crise. Em 1992, o Coletivo de Autores lança a obra definitiva Metodologia de Ensino de Educação Física Em 1996, promulga-se as LDB´s (Lei de Diretrizes e Bases) para educação brasileira Em 1997 e 1998, promulga-se os PCN´s (Parâmetros Curriculares Nacionais) da Educação Física Em 1998, oficializa-se a criação do sistema CONFEF/CREF Em 2007, realiza-se os Jogos Pan-americanos no Brasil Em 2014, realizar-se-á a Copa do Mundo de Futebol no Brasil Em 2016, realizar-se-á as Olimpíadas de Verão no Brasil

11 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Algumas abordagens pedagógicas Anteriores(1980) Higienismo Militarismo Competitivista Pedagocista Recreacionista Popular Psicomotricidade (Le Bouch) Desenvolvimentista (Go Tani) Construtivista–interacionista (Freire) Crítico-superadora (Coletivo de Autores) (Abib) Crítico-emancipatória (Kunz) Sistêmica (Darido) Educação Física Plural (Abib)

12 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Algumas abordagens pedagógicas

13 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Psicomotricidade

14 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Desenvolvimentista OBJETIVO: Oferecer ao aluno condições de desenvolver seu comportamento motor através da diversidade e complexidade de movimentos. - Dirigida para crianças entre 4 e 14 anos. - Acredita que a melhor capacidade de controlar o movimento contribui no conhecimento próprio e aplicação do movimento. - Privilegia a aprendizagem do movimento embora possa estar ocorrendo outras aprendizagens em decorrência das habilidades motoras. O desenvolvimento cognitivo (alfabetização e pensamento lógico-matemático, por exemplo) podem ocorrer como sub-produto não sendo objetivo prioritário. - Se baseia no desenvolvimento motor e aprendizagem motora. - Seqüência dos movimentos: - Fase dos movimentos fetais; - Fase dos movimentos espontâneos e reflexos; - Fase dos movimentos rudimentares; - Fase dos movimentos fundamentais; - Fase de combinação dos movimentos fundamentais; - Fase dos movimentos culturalmente determinados. - Tenta-se corresponder o nível de habilidades motoras à idade em que o comportamento aparece. - Com 7 anos a criança deve ter as habilidades motoras de um adulto

15 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Desenvolvimentista - Movimento é visto como fim em si mesmo. Avaliação: é feita através do desempenho motor. A identificação do erro é fundamental para aquisição de habilidades de acordo com as etapas de aquisição de habilidades motoras básicas. Críticas principais: - Não se refere ao contexto sócio-cultura, - O desenvolvimento dos domínios afetivo, cognitivos e sociais são feitos ocasionalmente e não intencionalmente.

16 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Construtivista–interacionista Objetivo: O aluno construir seu conhecimento a partir da interação com o meio, resolvendo problemas. Construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo. - Se opõe ao mecanicismo. - O movimento é utilizado como meio para atingir domínios cognitivos. - Respeita as experiências vividas pelos alunos e as diferenças individuais. - Resgata a cultura de brincadeiras e jogos propostas pelos alunos. - O jogo é considerado o principal modo de ensinar, é um instrumento pedagógico, um meio de ensino. Críticas principais: - A educação física poderia servir de base para outras disciplinas perdendo sua identidade própria; - Conteúdos podem não ter relação com a prática do movimento em si Avaliação: enfatiza a auto-avaliação

17 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Crítico-superadora Objetivo: Baseado na justiça social. Valoriza a questão da contextualização dos fatos e do resgate histórico. - É um projeto político-pedagógico: Político porque encaminha propostas de intervenção em determinada direção. Pedagógico porque possibilita uma reflexão sobre a ação dos homens na realidade. -Se opõe ao mecanicismo. -Nesta concepção deve-se transmitir os conteúdos simultaneamente. Os mesmos conteúdos devem ser trabalhados ao longo das séries, aprofundando-se a cada ano, porém sem a visão de pré-requisitos. Avaliação: - Critica a avaliação por estimular uma discriminação aos interesses da classe trabalhadora. A avaliação segundo esta proposta apenas tem atendido as normas legais selecionando alunos para apresentações e competições. Principais críticas: - Falta de propostas práticas. - Leva os objetivos da Educação física para níveis abstratos, deixando a atividade motora em terceiro plano. - Não interpreta o ser humano na sua individualidade e subjetividade mas sim por classes (Classe dominante x Classe trabalhadora). - Discurso superado.

18 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Crítico-emancipatória Objetivo: Baseado na utilização do esporte como um veículo de transformação didática e pedagógica da educação. - Pode ser entendido como a capacidade de questionar e analisar as condições e a complexidade de diferentes realidades de forma fundamentada, permitindo uma constante auto- avaliação do envolvimento objetivo e subjetivo, no plano individual e situacional. - Se opõe ao mecanicismo. -Nesta concepção deve-se transmitir os conteúdos pautados em valores sociais, culturais e esportivos, visando a valorização do próprio aluno em detrimento a uma abordagem que ratifique valores estatizantes Avaliação: -Evita o uso do esporte como ferramental funcionalista e acopla valores éticos a prática do ensino e desenvolvimento individual. -Aborta a idéia sectária de luta de classes e observa o aluno na sua integralidade no momento da atividade motora. Principais críticas: - Suas propostas práticas indicam a prática esportiva como um referencial de idealização. - Leva os objetivos da Educação física para níveis abstratos, deixando a atividade motora em terceiro plano. - Reavalia o discurso crítico-superador, porque valoriza o indivíduo e não somente a coletividade. - Discurso revisto.

19 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Sistêmica Objetivo: Introduzir o aluno no mundo da cultura física, formando o aluno que vai usufruir, partilhar produzir, reproduzir e transformar as formas culturais da atividade física (o jogo, o esporte, a dança, a ginástica). - A educação física sofre influências da sociedade e a influencia. - Tenta garantir o movimento como meio e fim da educação física. -As habilidades motoras não são os únicos objetivos a serem perseguidos pela educação física escolar. Por exemplo: não basta aprender as habilidades específicas do basquetebol, é preciso organizar-se socialmente para jogar, compreender as regras com um elemento que torna o jogo possível, aprender a respeitar o adversário como um companheiro e não como um adversário a ser aniquilado pois sem ele o jogo não seria possível. - Enfatiza as vivências do aluno (experimentação de movimentos) que proporcionam conhecimentos cognitivos e experiências afetivas ao aluno; - O aluno deve incorporar o movimento para dele tirar o melhor proveito possível, não apenas pela sua qualidade mas pela compreensão que pode trazer de si e dos outros; - Diversidade de conteúdos proporcionando maior número de vivências e incorporação destas atividades ao tempo livre de lazer oferecendo oportunidades para o alcance da cidadania.

20 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Abordagem Sistêmica - Princípio da não-exclusão: o acesso de todos os alunos às atividades da educação física. Avaliação: Não há uma proposta estabelecida de avaliação. Principais críticas: Não direcionamento dos conteúdos. - Pouco tempo de testagem de propostas práticas.

21 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Educação Física Plural Jocimar Daólio (1995) Objetivo: Interpretar o ser humano através da diversidade e pluralidade presentes na cultura do corpo, sua cultura, seu mundo. - Permite que as diferenças entre os alunos sejam percebidas e seus movimentos frutos de sua história do corpo, sejam valorizados independentemente do modelo considerado certoou errado. - Não se pensa em eficiência técnica mas em eficácia simbólica que é a forma cultural como os alunos utilizam as técnicas corporais.Considera-se desta forma o processo, o meio. - Escolhe-se as atividades valorizadas culturalmente pelos alunos (atividades significativas), proporcionando a partir da prática, compreender, usufruir, criticar e transformar os elementos da chamada cultura corporal. Parte do ser humano, sua especificidade, para entender e explicar a sociedade da qual ele faz parte. Antropologia Avaliação: Não definida Principais críticas: Falta de propostas práticas. Sociologia

22 Educação Física Escolar e Perspectivas Teóricas e Práticas Resumo – Procedimentos Atitudinais, Conceituais, Procedimentais TendênciaFinalidadesProcedimentaisAtitudinaisConceituais Higienistica Eugênica Melhora das Funções organi Ginástica Met. Francês Obediência Respeito etc. Met. Desportiv Generalizado Melhora fisiol. psíquica, moral Jogo desportivo EsportivistaRendimento Seleç, Inic Esp. EsporteEficiência Produtividade PsicomotricidadeEducação psicomotora Lateralidade Consc corporal ConstrutivistaConstr. conhecJogo popularPrazer Desenvolvim.Desenv. motorHabilidades m CríticasReflexão Realid. social Cultura corpQuestionadorContexto cultura corporp Saúde renovadAptidão fisicaExercício ginasIndivíduo ativoInfor da saúde PCNsCidadania e Integração Cc Brinc e jogos Blocos conteúd Partic, cooper, Diálogo, resp Capac físicas Aspectos hist

23 Exercícios BATERIA DE EXERCÍCIOS 1

24 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Intelectuais e suas obras MEDINA, João Paulo Subira A Educação Física cuida do corpo e mente (1990) A obra oferece ponderações sobre o verdadeiro papel da Educação Física, questionando sua bases teóricas e buscando justificativas para sua existência. Para isso, Medida convida o leitor a propor crises, transformações e transcendências políticas para que sejam discutidas os objetivos da prática da atividade física. Fortemente influenciado por valores marxistas. O brasileiro e seu corpo (1990) Medina faz uma análise do corporeidade brasileira através do viés socialista, discutindo a relação do brasileiro e seu brasileirismo através dos esportes e eventos esportivos. Propõem uma crise entre classes dominantes e convida para luta de classes através da reafirmação dos símbolos culturais e sociais. Fortemente influenciado por valores marxistas. CASTELLANI FILHO, Lino Educação Física no Brasil: A história que não se conta (1988) O livro dá vestígio de uma transformação da Educação Física no Brasil, a partir de uma compreensão histórica-crítica da educação. Esta obra procura abrir os olhos dos profissionais desta área não só da educação física mais de toda a educação, ela trabalha sobre uma concepção transformadora da Educação física que procura resgatar a crítica e ocupar espaços tanto no meio acadêmico quanto em outras áreas, que nos foram subtraídos. Precisamos deste espaço como nunca, para podermos tirar estereótipos atribuídos e mantidos até a atualidade. Fortemente influenciado por valores marxistas. (LUCIANO, 2011 – Acessado em: )

25 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Intelectuais e suas obras GHIRALDELLI JR, Paulo Educação Física Progressista (1987) EDUCAÇÃO FÍSICA HIGIENISTA :ela da ênfase em relação à questão da saúde.Para tal concepção,cabe um papel fundamental na formação de homens e mulheres sadios,fortes, saúde individual das pessoas ela age como protagonista num projeto de assepsia social.A perspectiva da educação higienista vislumbra a possibilidade e a necessidades de resolver o problema da saúde pública pela educação.Sua filosofia é produto do pensamento liberal. EDUCAÇÀO FÍSICA MILITARISTA :a educação física militarista não se resume numa prática militar de preparo físico é acima disso uma concepção que visa impor a toda a sociedade a padrões de comportamento estereotipados,frutos da conduta disciplinar própria ao regime da caserna,seu objetivo principal fundamental é a obtenção de uma juventude capaz de suportar o combate,a luta,a guerra.Para tal concepção deve ser suficientemente rígida para elevar a Nação à condição de servidora e defensora da Pátria.Sua filosofia era o aperfeiçoamento da raça seguindo assim as determinações impostas pelas falsas conclusões encetadas pela biologia nazifascista. EDUCAÇÀO FÍSICA PEDAGOGICISTA :tem a concepção que reclama da sociedade a necessidade de encarar a educação física não somente como uma prática capaz de promover saúde ou de disciplinar a juventude,mas de encarar a educação física uma prática eminentemente educativa.Sua concepção é o sentido corporativista de valorização do profissional.A educação física pegagogicista está ligada ao trabalho escolar tendo uma apologia da educação física centro vivoda escola pública,responsável por todas as particularidades educativasdas quais as outras disciplinas,as instrutivas,não poderão cuidar. EDUCAÇÃO FÍSICA COMPETITIVISTA : seu objetivo fundamental é a caracterização da competição e da superação individual como valores fundamentais e desejados para uma sociedade moderna,volta-se então para o culto do atleta-héroi,aquele que a desporto de todas as dificuldades chego a pódio. EDUCAÇÃO FÍSICA POPULAR :ela não está preocupada com a saúde pública,também não se pretende disciplinadora de homens e muito menos está voltada para o incentivo da busca de medalhas,ela entende que a educação dos trabalhadores está intimamente ligada ao movimento de organização das classes populares para o embate da pátria social,para o confronto cotidiano imposto pela luta de classes.

26 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Intelectuais e suas obras BRACHT, Valter Sociologia Crítica do Esporte (1997) O autor desenvolve reflexões sobre a perspectiva sociológica do esporte no contexto brasileiro. Bracht aponta os caminhos hegemônicos e construção de identidades através do esporte e discuti caminhos a partir da contra-hegemonia. Para isso relaciona suas ponderações analisando Foucault, Escola de Frankfurt e especialmente o Marxismo. MARINHO, Vitor O que é Educação Física? (1986) O autor desenvolve uma proposta ousada onde tenta definir o que é Educação Física. Para isso faz uma análise histórica e antropológica do movimento corporal, discutindo movimentos naturais, competição e sobrevivência. Discute historicamente o olimpismo, esporte e sua correlação com a compreensão da Educação Física contemporânea. Sobre a Educação Física brasileira, Marinho relativamente discute pouco porque demanda o espaço para discussões sobre política, cultura, docência, esporte e muitos outros assuntos. Marinho conclui sem concluir: encerra suas ponderações trazendo dúvidas sobre sua definição, porém apontando caminhos a serem investigados e desenvolvidos.

27 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal Intelectuais e suas obras Coletivo de Autores Carmen Lúcia Soares Celi Taffarel Elizabeth Varjal Lino Castellani Filho Michele Ortega Escobar Valter Bracht Metodologia de Ensino da Educação Física

28 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal 1) A Educação Física no currículo escolar: desenvolvimento da aptidão física ou reflexão sobre a cultura corporal A) A respeito do projeto político-pedagógico - Crítico-superadora B) Concepção de currículo ampliado - Reflexão do aluno motivando a capacidade intelectual C) Alguns princípios curriculares no trato com o conhecimento - Realidade social concreta do aluno D) Ciclos de escolarização D1) 1º Ciclo - Ciclo de organização da identidade dos dados da realidade D2) 2º Ciclo - Ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento D3) 3º Ciclo - Ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento D4) Clico do Ensino Médio - Ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento

29 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal E) Confronto das perspectivas da Educação Escolar na dinâmica curricular - Desenvolvimento da aptidão física do homem tem contribuído historicamente para a defesa dos interesses burgueses - Essa perspectiva entende que a dimensão corpórea do homem se materializa nas três atividades produtivas da história da humanidade 2) Educação Física Escolar: na direção da construção de uma nova síntese - Definição de educação física como sendo uma prática pedagógica que, em âmbito escolar, tematiza formas de atividades expressivas corporais como o jogo, esportes, dança, ginástica, formas estas que configuram uma área de conhecimento denominada de cultura corporal. Em seguida, com o objetivo de facilitar o entendimento da historicidade da educação física, é apresentado um breve histórico dessa prática pedagógica 3) Metodologia do Ensino da Educação Física: a questão da organização do conhecimento e sua abordagem metodológica - Importância da problematização relacionada com contexto sócio-cultural do aluno, como estratégia para a otimização da transmissão dos conteúdos escolares da educação física. Nessa perspectiva, os autores entendem que só se fazem legítimos nos espaços escolares os conteúdos trabalhados de forma que proporcione ao aluno uma leitura históricocrítica de sua realidade social, ou seja, conteúdos que sejam devidamente historicizados e contextualizados que capacitem os alunos a fazerem relações dos conceitos e mediações trabalhadas em aula com as contradições sociais vigentes.

30 Educação Física Escolar, História e Cultura Corporal 4) Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem em Educação Física - Paradigma docimológico clássico - Refutação do perfil seletivo e classificatório para processos avaliativos frutos de necessidades sociais concretas A) O projeto histórico B) As condutas humanas : visão holística C) As práticas avaliativas D) As decisões em conjunto E) O tempo pedagogicamente necessário para a aprendizagem F) A compreensão crítica da realidade Considerações finais Escola que se pretende democrática, universal, gratuita, obrigatória, laica e unitária, resultado de um projeto coletivo e adequado em relação aos seus equipamentos materiais e espaços físicos (p. 23). Contemporaneamente pode-se afirmar que a dimensão corpórea do homem se materializa nas três atividades produtivas da história da humanidade: linguagem, trabalho e poder (p. 39). A expectativa da Educação Física escolar, que tem como objetivo a reflexão sobre a cultura corporal, contribui para a afirmação dos interesses de classe das camadas populares, na medida em que desenvolve uma reflexão pedagógica sobre valores como solidariedade substituindo individualismo, cooperação confrontando a disputa, distribuição em confronto com a apropriação, sobretudo enfatizando a liberdade de expressão dos movimento–as emancipação-, negando a dominação e submissão do homem pelo homem (p. 40).

31 Exercícios BATERIA DE EXERCÍCIOS 2

32 A Visão Global da Educação Física FREIRE, João Batista Freire Educação de Corpo Inteiro (1989) Aspectos Relevantes 1) a escola submete a criança à uma imobilidade excessiva, que desrespeita sua "marca característica", qual seja, a intensidade da atividade motora; 2) a escola não deve apenas mobilizar a mente, mas também o corpo, pois "corpo e mente devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola"(p. 13). A partir dessas críticas, o autor coloca sua proposta como Educação de Corpo Inteiro, buscando a superação do dualismo corpo e mente presente na escola. Linguagem, símbolo e representação social "a atividade corporal é o elemento de ligação entre as representações mentais e o mundo concreto, real, com o qual se relaciona o sujeito " (p. 81). Para o autor, é possível transformar o mundo da escola de l º grau em "um mundo concreto de coisas que têm significado para a criança"(p. 81), resgatando a "cultura infantil", brincadeiras e jogos das crianças, e introduzindo esses na escola como conteúdo, com o devido tratamento pedagógico.

33 A Visão Global da Educação Física É a partir daí que J. B. Freire elege a Educação Física como a disciplina do currículo escolar que tem a responsabilidade de trabalhar pedagogicamente a cultura infantil, aproximando a realidade da escola com a realidade da criança. Segundo o autor, esse fazer pedagógico, que leve em consideração o conhecimento que a criança já possui, garante o seu interesse e a sua motivação para aprender. A "escola", a qual o autor se refere, aparece isolada do seu contexto social e de seus componentes políticos, sendo que as críticas dirigidas ao sistema educacional não contemplam esses aspectos. Quanto à sociedade, o autor se iimita a citá-la como "sociedade burocrática". Ao designá-la dessa forma "...os existentes defeitos da vida política e social são separados de qualquer conexão com o presente modo de organização económica (o capitalismo) e vinculados tão somente à uma suposta tendência estatizante e burocratizante em seu modo de organização política" (Silva, prelo). Consideran­do que o autor se propõe a elaborar uma proposta pedagógica, esta não poderia aparecer desvinculada de um projeto de sociedade, concebido o ato pedagógico enquanto ato político. J, B. Freire, sugere uma pedagogia do movimento para a primeira infância e outra para a segunda infância, a partir das diferenças que a criança apresenta nesses dois momentos. Na primeira infância, a criança se ocupa em formar estruturas motoras, afetivas, sociais e cognitivas que lhe permitem o fazer e o compreender. Já na segunda infância, a criança deixa de ser o centro de tudo e pode se ajustar melhor à realidade exterior, passando da fantasia para uma interação com o mundo, através de representações simbólicas, mais próximas da realidade. Embora destacada essa diferença fundamental a ser considerada no trabalho com a criança, o autor não se manifesta acerca de como o movimento deve ser trabalhado no decorrer das outras séries do lº Grau, e se isso deve se dar no âmbito da disciplina educação física. Em conseqüência disso, não se pode vislumbrar a perspectiva de uma continuidade no currículo, a partir do que ele propõe como conteúdo a ser desenvolvido.

34 A Visão Global da Educação Física Atentamos ainda para o fato de que J. B. Freire rompe com a ideia de padrões de movimento, optando pela concepção de esquemas motores. Percebemos possibilidades de se avançar, a partir dessa postura, contudo o autor não se aprofunda nessa discussão. Finalizando, gostaríamos de salientar que na proposta de J. B. Freire algumas decorrências do trabalho a ser realizado com as crianças, no que se refere à sua inserção e intervenção na sociedade, entendida a educação física enquanto prática social, fica a cargo do espontaneísmo, como por exemplo, quando o autor afirma que, desde que a educação motora da criança seja eficiente, ela terá "a capacidade de agir na prática, transformando a realidade" (p. 40). Estando em questão a elaboração de uma proposta pedagógica para a educação física escolar, não podemos concebê-la sem uma perspectiva política claramente definida, esperando que tal definição se dará espontaneamente. Uma postura assim revela-se ingénua, desprovida de um conhecimento mais aprofundado da dimensão política do fazer pedagógico ou, o que é mais frequente, define-se politicamente conservadora.

35 Exercícios BATERIA DE EXERCÍCIOS 3

36 Educação Física, Jogos Populares e Aspectos Práticos FARIA JR, Alfredo Gomes Uma Introdução à Educação Física (1999) A obra consiste em algumas reflexões de caráter técnico e intervencionista da Educação Física. Faria Jr. apresenta uma definição abalizada sobre questões diversas envolvidas nas aulas de Educação Física. A notoriedade da obra provém da simplicidade da linguagem e da aplicabilidade comprovada de seus apontamentos. Apresenta ponderações simples, objetivos, diretas, aplicáveis e principalmente comprovadas. Aborda desde aspectos históricos, violência na escola, linguagem, comportamento e pragmatismo dos efeitos das atividades motoras. Aspectos Relevantes Fisiologismo de escolares Jogos populares Jogos cooperados Linguagem Dança Cultura Cultura Corporal Violência entre escolares Modelo Heurístico e Multifuncional para Educação Física (8 Subdomínios) Competição Superação de limites Promoção da saúde Experiência pedagógica Experiência social Catarse Exercício da cidadania Projeto sócio político

37 Educação Física, Jogos Populares e Aspectos Práticos Jogos Cooperativos e Pré-Desportivos Jogos Pré-Desportivos: São jogos cujo objetivo principal é ensinar os movimentos básicos das modalidades esportivas. Nos jogos pré-desportivos, o aluno conhece o objetivo do jogo, a função e o modo de execução das principais ações técnico-táticas e as suas principais regras. Como início do jogo, marcação de gols, cestas ou pontos, adequando as suas ações a esse conhecimento. Jogos Cooperativos: O objetivo principal é jogar com e não contra os demais participantes. No jogo cooperativo, aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, um solidário, e não mais como o temível adversário. A pessoa quando joga aprende a se colocar no lugar do outro, priorizando sempre os interesses coletivos. São jogos para unir pessoas, e reforçar a confiança em si mesmo e nos outros que jogam. As pessoas podem participar autenticamente, pois ganhar ou perder são apenas referências para um continuo aperfeiçoamento pessoal e coletivo. Os jogos cooperativos resultam numa vontade de continuar jogando, e aceitar todos como são verdadeiramente, pois as pessoas estão mais livres para se divertir. Jogar cooperativamente é re-aprender a conviver consigo mesmo e com as outras pessoas.

38 Educação Física, Jogos Populares e Aspectos Práticos Jogos Cooperativos e Pré-Desportivos A cooperação exige confiança porque, quando alguém escolhe cooperar, conscientemente coloca seu destino parcialmente nas mãos de outros. Os Jogos Cooperativos são essencialmente divertidos, pois o riso prende a atenção de todos, e assim acontece o envolvimento de corpo e alma. São atividades que tentam por meio dos jogos, diminuir as manifestações de agressividade, promovendo boas atitudes, tais como: sensibilização, amizade, cooperação e solidariedade, facilitando o encontro com os outros que jogam, predominando sempre os objetivos coletivos sobre os objetivos individuais. A palavra chave para que possamos cooperar é confiar, ou seja, fiar juntos, já que a confiança é a matéria prima da cooperação. Durante os Jogos Cooperativos você pode perceber com maior clareza, a beleza do jogo e explorar sem medo nem receio de ser excluído; desenvolver junto com todos suas habilidades pessoais e interpessoais. É através dos jogos também que enxergamos a nossa capacidade de conviver, e assim incentivamos a participação, a criatividade e a expressão pessoal de cada participante. Nesses jogos, competimos com os nossos próprios limites e habilidades e não mais contra os outros. Fonte:

39 Exercícios BATERIA DE EXERCÍCIOS 4

40 Sugestões Sugestões de Autores - Concursos Públicos do Estado e Cidades do Rio de Janeiro CASTELLANI FILHO, Lino Educação Física e Legislação KUNZ, Elenor Educação Física Escolar GALLAHUE, David L. Crescimento e Desenvolvimento da Criança GO TANI Educação Física Escolar HILDEBRANDT-STRAMANN, Reiner Aspectos Pedagógicos da Corporeidade no Ambiente Escolar LOVISOLO, Hugo Aspectos Históricos, Filosóficos, Sociológicos e Antropológicos da Educação Física OLIVEIRA, Sávio Assis Aspectos Desportivos no Âmbito Escolar

41 Contato


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