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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM PRÁTICAS DE MUDANÇA (VASCONCELOS) AVALIAR PARA PROMOVER- AS SETAS DO CAMINHO HOFFAMANN.

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1 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM PRÁTICAS DE MUDANÇA (VASCONCELOS) AVALIAR PARA PROMOVER- AS SETAS DO CAMINHO HOFFAMANN

2 ONTEM SELETIVA CLASSIFICATÓRIA EXCLUDENTE PUNITIVA PREMIAR OS EXCELENTES AUTORITÁRIA REPRODUTORA HOJE REGULATÓRIA MEDIADORA MOTIVADORA MOBILIZADORA SÓCIO AFETIVA COGNITIVA PROCESSUAL DIAGNÓSTICA CONTÍNUA AUTO AVALIATIVA QUALITATIVA

3 A serviço da classificação, seleção, Seriação Atitude de reprodução, de alienação de cumprimento de normas Intenção prognóstica, somativa, de explicação e apresentação de resultados finais Visão unilateral e unidimensional De privilégio a homogeneidade, classificação e repetição Avaliação a serviço da aprendizagem do aluno, da formação,da cidadania Para a mobilização, a inquietação, a busca do sentido, e significado para a ação Intenção de acompanhamento permanente, de mediação, de intervenção pedagógica para a melhoria da aprendizagem À visão dialógica, de negociação Respeito á individualidade, confiança na capacidade de todos e a socialização

4 A avaliação tem como finalidade do ensino a formação integral da pessoa concepção construtivista : A avaliação sempre tem que ser formativa, de maneira que o processo avaliador tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica: a avaliação inicial, o planejamento, a adequação do plano ( avaliação reguladora ), avaliação final, avaliação integradora ( que permita estabelecer novas propostas de intervenção. A avaliação é o elemento-chave de todo o processo de ensinar e aprender. A avaliação formativa visa a participação do aluno e a possibilidade do professor observar e acompanhar o processo demonstrando uma atitude observadora e indagadora que os impulsionam a analisar o que acontece e a tomar decisões para reorientar os processos.

5 1-Professor como Sujeito do processo - o professor se colocar na condição de sujeito do processo e desejar as mudanças. 2 - Mudança de postura - o que altera a realidade é a ação, é através de suas atividades que o sujeito deixa sua marca no mundo.. A práxis, enquanto atividade específica do ser articulação viva entre ação e reflexão; é a ação informada pela reflexão (conhecimento, fins, estratégias) e a realização desafiada pela ação (com todo seu enraizamento histórico-social).. 3) Criticidade - é o exercício individual e também coletivo que se opõe à ingenuidade, à inserção na ideologia dominante e às pseudo-superações. O senso crítico deve ser mantido em relação ao próprio processo de mudança; é preciso sempre avaliar a mudança e se necessário, retificar o caminho. 4) Totalidade - É o esforço em direção à apreensão do todo, mas tendo clareza do seu inacabamento, de que é uma atividade que nunca se esgota, uma vez que novas relações sempre podem ser descobertas ou estabelecidas. Totalidade, enquanto categoria de pensamento, não é tudo; é relacionar as informações (para gerar conhecimento). 5) Visão do processo - A resistência em relação à mudança pode estar relacionada à própria compreensão que o indivíduo tem dela: vale lembrar que mudar não significa necessariamente, mudar de uma vez (ritmo) e tudo (abrangência 6) Trabalho Coletivo - A mudança na avaliação depende do educador, mas como ser de relações, numa atividade interativa, que depende também dos outros (colegas, alunos, pais). A participação coletiva ajuda na constituição de uma visão mais precisa do problema. 7) Supervisão - Algumas pessoas passam pela vida sem jamais se colocarem em determinadas questões, assim como pode haver abuso da liberdade, autoritarismo. Daí a importância da função supervisora funcionar como a outra- visão. Não se deve impor a mudança, mas também não é razoável ficar esperando que a necessidade de mudança surja espontaneamente. Daí a demanda da mediação: provocar, subsidiar e interagir. 8) Ética - Existe necessidade de desenvolvimento ético por parte do professor (e do coletivo da classe) no sentido de se comprometer com a aprendizagem efetiva do aluno. 9) Estética - O processo de mudança pede também o desenvolvimento de uma certa estética, de uma nova sensibilidade tanto para o real como para a própria mudança.

6 Critérios para a elaboração dos instrumentos de avaliação numa perspectiva libertadora: Essenciais – dar ênfase ao que é fundamental Reflexivos – levar a pensar, estabelecer relações Abrangentes – o conteúdo da avaliação deve ser amostra representativa do que está sendo trabalhado Contextualizados - a contextualização permite a construção de sentido Claros - dizem bem objetivamente o que se quer Compatíveis - no mesmo nível de complexidade do dia a dia. Nem mais fáceis, nem mais difíceis. Os objetivos não atingidos pelos alunos são retomados e retrabalhados imediatamente em sala de aula (recuperação contínua e ou paralela) O professor faz auto-análise para saber se há necessidade de rever sua forma de ensinar daquele conteúdo ( replanejarde métodos e tempos, avaliação reguladora) Esses objetivos são incluídos na próxima avaliação, dando oportunidade de expressão da nova síntese de conhecimento e permitindo ao professor, saber se os alunos superaram a dificuldade.( avaliação cumulativa)

7 Como Distorções do Ensino podemos apontar: Metodologia passiva - ensino de caráter transmissivo, memorização mecânica. Conteúdos sem sentido relevante para o aluno - alienados e alienante, desvinculados da realidade, fechados, esclerosados. O Não –Ensino - É o vazio pedagógico, não há mediação. Formação Frágil – professor que demonstra fragilidade na formação de competência para enfrentar conflitos. Modismos - inovações jogadas para os docentes provocando desorientação e confusão. Necessidade de sobrevivência pedagógica - o professor que faz qualquer coisa que dê certo para sobreviver no contexto tão estressante da sala de aula. Demissão em serviço – crises de identidades

8 A) a partir da realidade: Como regulagens das aprendizagens :conhecer a realidade e adequar o trabalho ao aluno como sujeito, numa realidade, num espaço, num tempo. O objeto de estudo deve ter com significado para professor e aluno B) Projeção das finalidades; Intencionalidade – onde se quer chegar C) elaboração de formas de mediação Voltado para a construção do saber

9 Mobilização para o conhecimento Construção do conhecimento – conhecer, aplicar, interpretar comunicar. Elaboração e expressão – sistematizar. Construção do conhecimento, construção do sujeito Construção do coletivo da sala de aula

10 A mediação é um processo de informação a partir de um sistema de representação (o professor com um conteúdo, uma estrutura informativa e um código) a outro sistema de representação (o aluno, que processa ativamente tal informação) A mediação se produz, em primeiro lugar, fora do aluno, por meio dos agentes culturais que atuam como mediadores externos. Processo de internalização: o aluno atribui sentido próprio às informações, a partir de experiências e aprendizagens anteriores, gerando para si, novos conhecimentos. Ressalta-se a interação social no desenvolvimento do indivíduo

11 O conceito de mobilização implica idéia de movimento. Mobilizar é pôr em movimento. Para insistir nessa dinâmica interna é que utilizamos o termo mobilização de preferência à motivação. A mobilização implica mobilizar-se (de dentro), enquanto que a motivação enfatiza o fato de que se é motivado por alguém ou por algo (de fora). Mediar a mobilização exigir-lhe-á manter-se flexível, atento, crítico sobre seu planejamento. Propor sem delimitar; questionar e provocar, sem antecipar respostas possíveis; articular novas perguntas à continuidade observada dos estudantes. ( avaliação diagnóstica)

12 Diversificar experiências : em tempo; em graus de dificuldade; em termos de realização individual, parcerias, pequenos grupos; em termos de recursos didáticos, em termos da expressão do conhecimento. Atividades diversificadas:a organização de experiências educativas desafiadoras Propostas diferentes aos alunos: articuladas às suas necessidades e possibilidades individuais. Mediar a expressão do conhecimento Tarefas gradativas e articuladas Adotar uma postura reflexiva no aluno e no professor

13 Registros em avaliação mediadora Registros são dados de uma história vivida por educadores e educandos. É preciso se registrar o que se observa de significativo como percurso de memória diante da diversidade e um exercício de prestar atenção ao processo. DADOS É essencial que o conjunto de dados selecionados sejam relevantes sobre o que observou e pensou para que possam subsidiar a continuidade de sua ação educativa. Devem se constituir em dados descritivos, analíticos, sobre aspectos qualitativos observados, pois dados quantitativos não permitem analisar em que aspectos o aluno evoluiu, de que estratégias se utiliza e outras questões de igual significado em termos de sua aprendizagem. Instrumentos de avaliação são entendidos como trabalhos, provas, tarefas e testes aplicados pelo professor que, analisados servem de dados de acompanhamento do aprendizado do aluno. A observação de tarefas e manifestações dos alunos não são em si um instrumento, mas uma ação do professor. Para que os dados observados se constituam em instrumentos, precisam se transformar em registros, sejam esses, anotações, conceitos ou notas.

14 Critérios de avaliação ; são entendidos por orientações didáticas de execução de uma tarefa por seus aspectos formais: número de páginas, organização no papel, itens de resposta, normas de redação técnica, etc. Numa visão mediadora não existe a preocupação com critérios precisos e definidos, pois o instrumento de avaliação representa um ponto de partida, um questionamento que se faz à espreita de respostas inéditas, diferentes, imprevistas.

15 Elaboração: Questões claras, sem ambigüidades Dificuldades de compreensão ao alcance do aluno Não reproduzir textualmente frases de livros Procure escrever de tal maneira os itens de modo que um deles não forneça indício ou confunda a resposta do outro Evite a interdependência de itens.

16 Dossiês, Portfólios, Relatórios de avaliação são instrumentos de análise da evolução do aluno. São coletâneas de registros sobre a aprendizagem do aluno que favorecem o professor, aos próprios alunos e às famílias trazendo uma visão evolutiva do processo de Significa analisar o presente como constitutivo de uma história (o conjunto de situações observadas até o momento), e o futuro como compromisso a ser compartilhado com o aluno (possibilidades de novos saberes, experiências educativas, complementações de sentido). O significado do registro para os professores

17 Mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola (Perrenoud, 1993a: 173), e, no limite, mudar a própria sociedade! O grande desafio então é: Escola se organizar para garantir a aprendizagem ( e o desenvolvimento) de todos Organização Geral da Escola Alguns momentos institucionais que são fundamentais no processo de mudança da avaliação: O trabalho coletivo na escola, o projeto-político-pedagógico e o papel da equipe diretiva. Trabalho coletivo Decisão coletiva Estudos/formação continua do professor O papel das equipes gestoras.


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