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PSICOLOGIA PEDAGÓGICA: O processo ensino-aprendizagem de uma perspectiva dialética V Roda de Conversa – 14/08/2013 Divisão de Formação Docente – DIFDO.

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1 PSICOLOGIA PEDAGÓGICA: O processo ensino-aprendizagem de uma perspectiva dialética V Roda de Conversa – 14/08/2013 Divisão de Formação Docente – DIFDO Diretoria de Ensino/Pró-reitoria de Graduação – UFU Prof. Ruben de Oliveira Nascimento – IPUFU

2 - Princípios da teoria de Mirza I. Makhmoutov - Conhecimento empírico/teórico - Conceito de situação-problema - Contradição dialética - A importância da formulação dos problemas

3 MIRZA I. MAKHMOUTOV Baku, Arzebaijão (1926) Kazan, Tartaristão (2008)

4 REPÚBLICA DO TARTARISTÃO Parte da Federação Russa Instituto Regional Tártaro- Americano – TARI (Kazan, 1992), do qual foi fundador e primeiro reitor

5 Princípios da Enseñanza Problémica Ensino mediante a criação de situações-problema por parte do professor; e a organização independente das soluções, por parte do aluno. Sob a orientação do professor os alunos devem observar, comparar, descrever e debater os fatos e fenômenos, tirar conclusões, fazer generalizações e verificá-las em experimentos simples e acessíveis (p , tradução nossa). Se o próprio aluno observa e compara, então o conhecimento é mais claro, mais determinante, se constitui como algo próprio – adquirido por ele mesmo – e, portanto, de valor (p. 248, tradução nossa). Makhmoutov, M. I. La Enseñanza Problémica. Havana: Editorial Pueblo y Educación, 1983.

6 SITUAÇÃO-PROBLEMA Perguntas representam linguística e gramaticalmente um problema a ser resolvido, mas, nem toda pergunta é um problema. Nem toda tarefa representa um problema. Algumas podem ser resolvidas mecanicamente. O ensino por problemas se estrutura sobre a base do princípio da problematização, realizado através de diferentes tipos de problemas elaborados no ensino e da combinação da atividade reprodutiva, produtiva e criativa do aluno (p. 258, grifo do autor, tradução nossa). Objetivo do ensino por problemas: assimilação não só dos resultados do conhecimento científico, mas também da via, do processo de obtenção de tais resultados; inclui, desse modo, a formação da independência cognoscitiva do aluno e o desenvolvimento de suas capacidade criativas (paralelamente com o domínio do sistema de conhecimentos, habilidades e hábitos, e a formação de concepção de mundo). Com este tipo de ensino acentua-se o desenvolvimento do pensamento (p. 261, grifo do autor, tradução nossa). Makhmoutov, M. I. La Enseñanza Problémica. Havana: Editorial Pueblo y Educación, 1983.

7 Chamamos de problematizador o ensino em que os alunos assimilam todo o material ensinado somente por meio da solução independente de problemas e o descobrimento de novos conceitos [...]. Portanto, todo o sistema de métodos se dirige, neste caso, ao desenvolvimento multilateral do escolar, ao desenvolvimento de suas necessidades cognoscitivas e à formação de uma personalidade intelectualmente ativa. O ensino por problemas é verdadeiramente um ensino que tende ao desenvolvimento (p. 263, grifo do autor, tradução nossa). Makhmoutov, M. I. La Enseñanza Problémica. Havana: Editorial Pueblo y Educación, 1983.

8 CONTRADIÇÃO DIALÉTICA – Sergei L. Rubinstein ( ) Estudou o processo psíquico interno, e aplicou a dialética na psicologia. Com apoio na teoria marxista de reflexo, comenta: o conhecimento é um reflexo do mundo como realidade objetiva. A sensação, a percepção, a consciência, são a imagem do mundo exterior (Rubinstein, 1965 citado por Araújo, 2013, p. 146). Rubinstein teve o mérito indiscutível de destacar a importância do interno, do psíquico, como fonte de seu desenvolvimento [...] O centro de gravidade de sua teoria psicológica dos anos 50 é o determinismo dialético que ele formula dizendo que as causas externas atuam através de condições internas, e a tarefa da psicologia é o estudo dessas condições internas (SUÁREZ at all., 2011, p. 138, tradução nossa). Para Makhmoutov (1983): Para o EP, um problema deve desenvolver o pensamento do aluno, fazendo seu pensamento avançar para novos níveis de desenvolvimento, partindo do que o aluno já possui de conhecimentos e habilidades, em direção ao que deseja alcançar com a resolução de um problema. Para tanto, o problema deve se apoiar na contradição entre esses dois pontos, ou seja, demonstrar a insuficiência do que já se sabe para resolver novas questões. Essa contradição é que fará o pensamento avançar.

9 A IMPORTANCIA DA FORMULAÇÃO DOS PROBLEMAS O esperado no EP, é que o exercício proposto permita ao aluno buscar, de maneira independente, a solução do problema, estimulando seu pensamento. Se a formulação verbal de um problema for muito complexa, o aluno poderá não resolvê-lo; e se for muito fácil, poderá não estimular o pensamento investigativo e independente do aluno. Os procedimentos para a solução de um problema dependem, na maioria dos casos, que o aluno compreenda bem o problema. Para isso, é fundamental que a formulação verbal do problema seja precisa e exequível, e que apareça para o aluno como um tarefa concreta a ser resolvida. (MAKHMUTOV, 1983)

10 EXEMPLO 1 O professor apresenta esses problemas, juntos, para trabalhar um novo assunto de matemática (duas soluções iguais com resultados diferentes): x 3 = x 3 = 17 Nos dados dessa tarefa existem dois elementos: as condições e as exigências. Nas condições são dadas duas soluções iguais para os exercícios, com um resultado diferente. A exigência da tarefa é achar a causa da não correspondência entre os resultados das soluções. Os alunos não sabem qual é a causa. Para eles, essa causa é o desconhecido. (MAJMUTOV, 1983, p. 128, tradução nossa). Segundo Makhmoutov (1983) um exercício não é um problema, até que, para sua solução, se necessite conhecer algo novo (desconhecido), por uma atividade cognoscitiva – a questão da incógnita. No caso do exemplo acima, o conceito matemático de parenteses. Makhmoutov, M. I. La Enseñanza Problémica. Havana: Editorial Pueblo y Educación, 1983.

11 EXEMPLO 2 6 x 2 ÷ 2 = 6 27 x 3 ÷ 3 = x 5 ÷ 5 = 18 Ao analisar o material, o professor mesmo pode deduzir a regra (revelar a regularidade): um número não variará se aumentar e depois diminuir a mesma quantidade de vezes. Habitualmente, os professores não fazem assim; e fixam a regra pedindo que os alunos digam exemplos. Esta é uma tarefa não problemática. Ela será problemática se o professor pedir aos alunos que deduzam independentemente a regra que está na base dos exemplos apresentados, quer dizer, quando a tarefa cognoscitiva contiver uma pergunta como forma lógica de expressão do problema (MAKHMOUTOV, 1983, p. 233, tradução nossa)

12 Relacionar a abordagem de Makhmoutov com a lógica e o conteúdo de sua disciplina – exemplo: As situações-problema surgem durante a assimilação do material de estudo (de acordo com a lógica da disciplina) (MAKHMOUTOV, 1983, p. 171, tradução nossa). Exemplo (p. 187): Assunto da aula: formação de geiseres. Pergunta cujo objetivo é gerar uma situação-problema: o que acontece depois da formação do vapor? Os alunos buscam soluções pela imagem vapor cuja representação do fenômeno conhecem na vida. A busca da solução está contida no problema. GEISERES: tipo especial de fonte termal que, em decorrência de uma elevação de pressão, entra em erupção lançando no ar uma coluna de água quente e vapor.

13 Esquema + + TAREFASUJEITOPROBLEMA DadosExigênciasConhecido Desconhecido (Incógnita) Experiência Anterior Do Aluno

14 Referências: ARAÚJO, Elaine Sampaio. Rubinstein: um grande psicólogo, uma grande personalidade. In: LONGAREZI, Andréa Maturano; PUENTES, Roberto Valdés (org.). Ensino Desenvolvimental: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos. Uberândia: EDUFU, 2013, p MAKHMOUTOV, M. I. La Enseñanza Problémica. Havana: Editorial Pueblo y Educación, SUÁREZ, María Elena Segura; SERRA, Diego González; GONZÁLEZ, María Elena González; ECHEVERRÍA, María Isabel Álvarez. Teorías Psicológicas y su Influencia en la Educación. Havana: Editorial Pueblo y Educación, Site do Instituto Regional Tártaro-Americano (TARI), com versão em inglês:


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