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COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA AMPLIANDO A REFLEXÃO Pe. Leomar Brustolin Setembro de 2013 AMPLIANDO A REFLEXÃO Pe. Leomar Brustolin Setembro.

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1 COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA AMPLIANDO A REFLEXÃO Pe. Leomar Brustolin Setembro de 2013 AMPLIANDO A REFLEXÃO Pe. Leomar Brustolin Setembro de 2013

2 O Documento de estudos da CNBB n.104 Aparecida e Santo Domingo : clara opção pela paróquia e pela sua revitalização. DGAE: papel fundamental das paróquias na evangelização. transformar a estrutura da paróquia numa comunidade de comunidades. Fidelidade ao Concílio Vaticano II e retorno à raiz evangélica

3 Estrutura do texto 1.Referência a vida e a prática de Jesus. 2.Tradição cristã : Teologia da paróquia. 3.Desafios da realidade atual 4.Propostas pastorais

4 Metodologia DGAE ( ) Parte de Jesus Cristo Diálogo com a realidade social e pastoral, Acolhida das experiências da prática eclesial. Suscitar reflexões, debates e revisões da prática pastoral.

5 Questões abertas O que é uma comunidade? Como recuperar o sentido da comunidade cristã? Como trabalhar a missão? O que é a conversão pastoral? Proposições: como organizar a comunidade nessa nova mentalidade?

6 Estrutura I – A URGÊNCIA DO NOSSO TEMPO – RENOVAÇÃO PAROQUIAL II – RECUPERAR A COMUNIDADE E RENOVAR A PARÓQUIA III – CONVERSÃO PASTORAL

7 I - Renovação paroquial A Igreja no Brasil ocupa-se do tema da renovação paroquial desde Naquela ocasião foi implantado o Plano de Emergência com o objetivo de enfrentar os problemas daquele tempo e revitalizar as paróquias: A paróquia, ponto de inserção dos homens na vida da Igreja e no mistério da salvação, constitui a base primeira e indispensável de nossa pastoral. Urge, pois, vitalizar e dinamizar nossas paróquias, tornando- as instrumentos aptos a responder à premência das circunstâncias e da realidade em que nos encontramos. CNBB. Plano de Emergência para a Igreja do Brasil. Documento 76. São Paulo: Paulinas, 2004.

8 Eclesiologia do VATICANO II privilegiou a Igreja Particular. Integrando Lumen Gentium, e Gaudium et Spes reflete a visão da Igreja sobre si e mesma e sua relação com o mundo. Decreto Apostolicam Actuositatem, valoriza o caráter comunitário da paróquia: A paróquia apresenta um exemplo luminoso do apostolado comunitário, congregando num todo as diversas diferenças humanas que encontra e inserindo-as na universalidade da Igreja (AA10).

9 flexibilização da dimensão territorial Para responderem às necessidades das cidades e das zonas rurais, mantenham sua cooperação não apenas limitada ao território da paróquia ou da diocese, mas façam o possível para estendê-la ao âmbito interparoquial, interdiocesano, nacional ou internacional, tanto mais que aumentando dia a dia a emigração das populações, a multiplicação dos mútuos liames e a facilidade dos meios de comunicação, já não permitem a nenhum grupo social permanecer fechado em si mesmo. AA10.

10 SINAIS DOS TEMPOS e nossas comunidades A perspectiva histórica da Gaudium et Spes se funda sobre dois aspectos. 1)considera que a História tem um sentido. 2) tudo é guiado pela Providência Divina, que interpela o ser humano em sua liberdade e responsabilidade.

11 A categoria sinais dos tempos obriga o ser humano a voltar-se para os acontecimentos históricos para interpretá-los. os eventos históricos não são ocasiões apenas para lamentações ou sucessos, mas muito mais, são entendidos como oportunidades, dadas pela Providência Divina, para o ser humano interpelar sua imaginação, sua razão e sua fé.

12 Otimismo realista Tal impostação teológica implica uma opção de fundo de perspectiva otimista, contrastando com a visão negativa que caracterizou grande parte da teologia e da cultura católica das décadas precedentes ao Concílio Vaticano II. Tal otimismo não excluiu a consideração do mal na história, na comunidade e no mundo.

13 ONDE ESTAMOS? O comunidade termo pode abranger todos os agrupamentos humanos por diferentes meios. O que a caracteriza é o fato de agregar seus membros numa identidade coletiva. Geralmente, comunidade significa ter algo em comum. Formam comunidade aqueles que põe em comum ou compartilham o que têm e o que são.

14 MÚLTIPLAS PERTENÇAS A pluralidade de pertenças do ser humano atual implica na participação de muitos grupos: na família, no trabalho, na cultura local, na política, no lazer, etc. Redes sociais, favela, morro, vila Cada membro da comunidade cristã sente-se desafiado a integrar, na sua própria vida pessoal, a unidade dessas diversas pertenças. COMUNIDADE VIRTUAL, COMUNIDADE PROFISISONAL, COMUNIDADE DE LAZER

15 CENÁRIOS Emergência da subjetividade Dissociação entre o pessoal e o comunitário, entre o individual e o coletivo Falta tempo físico para atender todas as demandas de uma pessoa na sociedade atual: veja-se o caso das crianças super atarefadas Privatização de todos os âmbitos, inclusive o religioso ( só existe uma religião: a minha!) Novas possibilidades de estabelecer vínculos: amigos do facebook!

16 CENÁRIOS Facilidade de acessar múltiplas realidades online ( agilidade na informação) Novas configurações familiares Violência Drogadição Religião a la carte

17 Cenários novos Há sinais e linguagens novas, experiências e meios antes desconhecidos. Essa influência marcou de tal forma o nosso tempo que afetou a própria relação do ser humano com o mundo. As novas tecnologias alteraram a relação do ser humano com o espaço e geraram uma sociedade em rede, caracterizada pelo espaço de fluxos.

18 A questão familiar Dificuldades de convivência na família, no trabalho e nas relações interpessoais em geral A família conhece relações mais frágeis e instáveis, crescendo o numero de uniões livres e separações conjugais. Cada vez mais reduz-se o numero de filhos nas famílias. mudanças culturais nos papeis tradicionais de homens e mulheres na sociedade. Os jovens crescem numa vulnerabilidade diante da crise de valores. Muitos experimentam a irregularidade familiar que não raras vezes implica na sua dificuldade de constituir famílias bem estruturadas.

19 Mudança epocal As transformações sociais a que temos assistido nos últimos decênios têm causas complexas, com raízes profundas desde há muito tempo e que modificaram profundamente a percepção do nosso mundo.

20 Desafio Fortalecer a comunidade numa sociedade em rápida mudança que gera comportamentos inéditos e apresenta problemas éticos totalmente novos. É fundamental saber que não há receitas prontas e nem fórmulas universais diante da complexidade e pluralidade dos contextos atuais.

21 Enfrentar a realidade O cenário cultural: secularização. mentalidade em que Deus está ausente; concepção hedonista e consumista, Individualismo com formas neopagãs de fé relativismo.

22 Constatações Perceber que a orientação transcendente e religiosa não é mais óbvia. é apenas uma opção ao lado de tantas outras e nem é a mais simples. A arte e o esporte, por exemplo, passam a ser ordenadores de sentido para muita gente, substituindo a religião. Organizam-se grupos, comunidades (sic!) em torno dessas práticas Não há mais ideologias, utopias ou grandes causas capazes de congregar a grande família humana fragmentada especialmente pela cultura do individualismo.

23 Sem ceder ao pessimismo Sínodo sobre a nova evangelização Ver o encontro de Jesus com a samaritana. «a Igreja sente o dever de estar ao lado dos homens e das mulheres deste tempo para tornar presente o Senhor na sua vida». reavivar uma fé que corre o risco de se obscurecer nos contextos culturais diferentes». Nenhum pessimismo: globalização, secularização, velhas e novas pobrezas são desafios a enfrentar como oportunidade de evangelização.

24 Primado de Deus como paradigma O futuro do catolicismo não está em questões estruturais, mas na nova atualidade da questão sobre Deus. A secularização não é uma lei da natureza e um destino irreversível, ao qual devemos nos submeter. O confronto é possível e há perspectivas favoráveis. Em primeiro lugar não está a questão sobre a Igreja, mas a questão de Deus.

25 Pensar mais nos resultados... Há uma tentação que sempre insidia qualquer caminho espiritual e também a ação pastoral: pensar que os resultados dependem da nossa capacidade de agir e programar. É certo que Deus nos pede uma real colaboração com a sua graça, mas ai de nós se esquecermos que, sem Cristo nada podemos fazer (cf Jo 15,5) NMI, 38.

26 a nova evangelização é a capacidade da Igreja em viver de modo renovado a própria experiência comunitária de fé e de anúncio num contexto de novas situações culturais que despontaram nestes últimos decênios. o adjetivo 'nova' refere-se à transformação do contexto cultural e remete à necessidade de a Igreja recuperar as energias, a vontade e o engenho no seu modo de viver a fé e de a transmitir.

27 Novo empenho transmitir a fé significa criar em cada lugar e em cada tempo as condições para que este encontro entre os homens e Jesus aconteça. O objetivo de toda a evangelização é a realização deste encontro, que é ao mesmo tempo íntimo e pessoal, público e comunitário. FAVORECER O ENCONTRO COM JESUS CRISTO EM COMUNIDADE DE DISCÍPULOS: eis a missão!

28 O texto do Instrumentum Laboris do Sínodo de 2012 alerta muitas comunidades cristãs ainda não perceberam plenamente o alcance do desafio e a natureza da crise gerada por este ambiente cultural também no interior da Igreja.

29 É urgente uma nova atitude de Igreja, uma mudança de mentalidade e de postura. Isto exige novo método de trabalho; abandonando estruturas ultrapassadas que não servem mais à evangelização, passando da pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.

30 Revitalizar a Paróquia Há muita vitalidade em muitas experiências Para alguns, entretanto, tornou-se uma prestadora de serviços religiosos Será preciso superar a visão autoreferencial e ir ao encontro dos outros, aproximar-se das periferias existenciais atrair os afastados Suscitar discípulos que sejam missionários Atender a multidão mas focar na comunidade que cresce no seguimento de Jesus

31 Superar a Comunidade fechada Enquanto rede de comunidades não há lugar na paróquia para capelas fechadas, em forma de sociedade ou clube. Nela não podem ocorrer encontros e reuniões que não visem em última instância a salvação e a reconciliação de todos. A administração dos bens, a manutenção dos espaços, os investimentos e toda a organização da paróquia precisa considerar que ela é Igreja que pretende salvar a todos, e acolher a todos, especialmente os mais necessitados.

32 Questões novas Comunidade comunidades: uma nova paróquia Recuperar o sentido da comunidade mesmo diante da fé mais virtual do que presencial Esclarecer o significado, as características e o valor da comunidade para a vivência da fé cristã Atrair e acolher todos para o seguimento de Jesus: também, os moralmente perdidos, socialmente excluídos e culturalmente abandonados

33 Cristãos isolados Atualmente há uma tendência de cristãos formarem grupos isolados, fechados em seus ideais sem comungar com a diocese e sem dialogar com os problemas do mundo. multiplicam-se associações pequenas de interesses religiosos particulares. são grupos de pessoas que pensam da mesma forma, tem a mesma condição social e cultural e não são abertos ao pluralismo de ideias e de pessoas. Essa redução da experiência comunitária cristã compromete o conceito da Igreja como povo de Deus, que é a união de todas as pessoas, das mais diferentes formas de pensar e viver, no único ato de culto e formando o corpo místico de Cristo.

34 Distinções Esclarecer o significado do termo comunidade, no confronto entre sociologia e eclesiologia. A comunidade paroquial precisa ser distinguida de uma sociedade em torno do cemitério comunitário, ou mesmo da associação de fiéis como se fosse um clube em torno da Igreja. O código de direito canônico permite um esclarecimento importante: a paróquia é uma determinada comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, e seu cuidado pastoral é confiado ao pároco como a seu pastor próprio, sob a autoridade do bispo diocesano (Can. 515).

35 Para a paróquia ser comunidade Atender de forma mais personalizada Formar para o espírito comunitário Formar comunidades menores, para vencer o anonimato e a solidão Viver de forma mais gratuita, organizada e articulada, mas não superestruturada Superar a mentalidade que reduz a fé ao âmbito do culto e esquece da caridade Renovar a iniciação cristã vencendo a ideia de catequese como instrução Ser presença pública da igreja na sociedade Não reduzir a vida cristã à recepção de sacramentos sem a devida formação para viver a graça em comunidade

36 Comunitário X coletivismo o comunitário não se opõe ao pessoal, mas sim ao individual. Assim como a pessoa se distingue do indivíduo, é preciso que a comunidade se distinga tanto do coletivismo, quanto do individualismo. Os inimigos da comunidade são também aqueles que ameaçam a pessoa. A pessoa não é feita para a solidão, pois desde que nasce vive num grupo: a família; igualmente participa de uma comunidade mais ampla na qual se faz a cultura e possibilita o desenvolvimento pessoal.

37 Quais os desafios e as oportunidades da realidade atual para viver a fé cristã em comunidade?

38 II - Recuperar a comunidade Antigo Testamento Jesus Primeiras comunidades Indicações

39 Comunidade no AT O Povo de Israel era constituído de famílias e clãs que se reuniam enquanto comunidade cúltica e social. A identidade coletiva dessas pessoas permitia sentirem-se a comunidade do Povo de Deus. Este era o resultado de diversos processos que formaram o grupo que foi ao mesmo tempo fortalecendo seus vínculos, especialmente após o exílio.

40 Comunidade no Novo Testamento Para qualificar os primeiros grupos de cristãos que testemunharam o Crucificado- ressuscitado, O Novo Testamento emprega o termo ekklesía, que pode ser traduzido por comunidade convocada por Deus em Jesus Cristo. O Novo Testamento, por sua vez, expressa a ideia de comunidade com a palavra grega koinonia comunhão.

41 Koinonia= comunhão/ comunidade Teologicamente comunidade significa a união íntima ou a comunhão das pessoas entre si e delas com Deus. O Novo Testamento, usa a palavra grega koinonia comunhão.= a participação de pessoas socialmente iguais nas cidades.

42 Os Atos dos Apóstolos utilizam koinonia para caracterizar a vida da comunidade primitiva de Jerusalém, indicando: estar juntos (cf. At 2,44); permanecer unânimes (cf. At 2,46); ter um só coração e uma só alma (cf. At 4,32); colocar tudo em comum (cf. At 2,44).

43 Ekklesía - comunidade No Novo Testamento indicava a comunidade reunida para a liturgia, para ouvir a Palavra de Deus e celebrar a Ceia (1Cor 11, 18); era empregada também para comunidade doméstica, isto é, os cristãos que se reuniam nas casas para celebrar a liturgia (Rm 16, 5); podia expressar, também, a comunidade local de todos os cristãos que viviam numa determinada cidade (At 11, 22); enfim, podia designar a comunidade inteira dos cristãos, onde quer que residissem (At 9, 31).

44 A comunidade cristã se origina do grupo de pessoas que segue Jesus Cristo, nele permanece e vive com ele. Seus membros são chamados a explicitar a intenção de Deus, que quer a salvação para todos, e que todos cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm 2, 4).

45 1. Comunidade de pessoas (PERTENÇA) Sabe-se da importância capital da vida comunitária no cristianismo. A comunidade é o âmbito privilegiado das relações interpessoais. Mas a comunidade não tem um fim em si mesma, ela está focada na pessoa. A dignidade da comunidade se funda na dignidade de cada pessoa que dela participa A diferença entre uma comunidade e um grupo de amigos é que nesta explicita-se a pertença mútua, os laços, as metas e o espírito que une a todos. O sentimento de pertença qualifica e caracteriza a comunidade

46 2. COMUNIDADE EUCARÍSTICA (COMUNHÃO) A nova comunidade se constituía pela experiência eucarística: a comunhão de todos no Corpo e Sangue do Senhor: Já que há um único pão, nós, embora sendo muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão (1Cor 10, 16s). Para Paulo a comunhão com Cristo se realiza na ceia do Senhor( 1Cor 10,14ss). Ela é plena koinonia em algo – pão e vinho – e com alguém – Jesus Cristo. Por isso a Eucaristia faz a Igreja. A comunidade cristã é comunhão de pessoas em Cristo.

47 Paulo aplica o termo koinonia expandindo até as fronteiras e vencendo as barreiras. Pede a Filêmon, seu amigo na fé, que acolha o escravo Onésimo como se fosse o próprio Paulo (cf.Fm 6,16). É por participar da mesma comunidade de fé, que Onésimo deve ser recebido por Filêmon como irmão e não mais como escravo. Eis a originalidade do cristianismo: naquela época, especialmente entre os gregos, amizade e comunhão eram pensadas somente entre pessoas da mesma condição social. 3. COMUNIDADE PARA TODOS (ACOLHIDA)

48 4. COMUNIDADE SOLIDÁRIA ( CARIDADE) A experiência de vida fraterna e unidade no Corpo e Sangue do Senhor implica também a solidariedade da comunidade. É o que expressa a coleta de recursos para a comunidade de Jerusalém, sinal de compromisso das comunidades com aquela primeira comunidade (cf. Gl 2,9 e Rm 15,26s). Assim, o termo koinonia para os cristãos se diferenciava da concepção grega porque não reunia pessoas apenas para atender seus interesses e necessidades.

49 5. COMUNIDADE DE COMUNHÃO DE BENS (PARTILHA) A comunhão de bens é atitude concreta vivida pela comunidade que surgiu da Páscoa. Todos colocam o que possuem a serviço dos outros, assim, os bens pessoais se tornam comunitários por livre decisão da pessoa que participa da comunidade. Essa postura reflete a amizade que circula entre os membros da comunidade.

50 6. COMUNIDADE DO PERDÃO (RECONCILIAÇÃO) Na comunidade convivem pessoas diferentes que podem ter dificuldades nos relacionamentos Há interesses e visões diferentes. Como em Atos dos Apóstolos, pode ocorrer que alguns precisem ser perdoados para viver em comunidade O perdão cura, faz amadurecer e transforma a pessoa e a comunidade. A reconciliação realizada por Cristo é sacramentalmente vivida na comunidade que é fonte de cura, libertação e salvação,

51 6. COMUNIDADE MISSIONÁRIA (QUERIGMA) A comunidade experimenta o amor de Deus que se revelou em Jesus Cristo como salvação para todos. Essa é a Boa Nova do Reino de Deus A comunidade é testemunha e missionária dessa verdade Sua missão nasce do mandato e do envio de Jesus para que a comunidade seja anunciadora do Evangelho para que todos tenham vida em abundância A comunidade, portanto, é essencialmente comunicadora, buscadora dos seres humanos para lhe oferecer o que tem de melhor e mais importante: Jesus Cristo Por ser discípula, a comunidade é missionária, e por isso mesmo testemunha a vida e a esperança em meio às trevas e angústias do tempo

52 NOSSAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES A paróquia encontra no conceito de comunidade a autocompreensão de sua realidade histórica. Ela é, portanto, uma comunidade de fiéis que, de alguma maneira, torna presente a Igreja num determinado lugar.

53 Missão continental O discípulo de Cristo não é uma pessoa isolada em uma espiritualidade intimista, mas uma pessoa em comunidade para se dar aos outros. Portanto, a missão continental implica pertença eclesial. PAPA FRANCISCO. Discurso do Santo Padre aos Bispos Responsáveis do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) no Rio de Janeiro de 28 de julho de Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus e Loyola, P 72.

54 Aparecida e a renovação paroquial O documento de Aparecida sugere que a renovação das paróquias implique na reformulação de suas estruturas para que sejam uma rede de comunidades capazes de se articularem de tal modo que seus membros sintam-se autênticos discípulos e missionários de Jesus Cristo que vivem em comunhão. (Cf DAp 172).

55 Do território para o espaço vital Constata-se que a tradicional paróquia territorial não corresponde mais ao espaço vital das pessoas. Especialmente nas grandes cidades não é mais o espaço geográfico que determina a proximidade, mas as relações e comunicações que se estabelecem entre os cidadãos. até mesmo as redes sociais e ambiência virtual não podem ser descartados por comunidades que desejam trabalhar com jovens. Estes passam longos períodos de tempo diante das novas mídias virtuais onde se relacionam, se divertem e buscam o sentido para viver. KASPER, Walter. Servidores da alegria – existência sacerdotal- serviço sacerdotal. São Paulo: Loyola, 2008, p. 119.

56 Comunidades menores Criar pequenas comunidades na paróquia tradicional supõe desenvolver um novo estilo de comportamento comunitário. É preciso vencer as dificuldades iniciais, pois, após o entusiasmo, as pessoas podem desistir da vida comunitária em tempos de individualismo.

57 A Proximidade PAPA FRANCISCO. Discurso do Santo Padre aos Bispos Responsáveis do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) no Rio de Janeiro de 28 de julho de Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus e Loyola, P 77. cria comunhão e pertença, torna possível o encontro. A proximidade toma forma de diálogo e cria uma cultura do encontro.

58 Comunidades São grupos formados por poucas pessoas, para viverem uma vida comunitária no sentido evangélico, onde se valoriza a espontaneidade, a igualdade de propósitos e a comunhão de sentimentos. Elas mantêm vínculo com a paróquia no sentido organizativo e sacramental. A Eucaristia, cume da experiência cristã, reúne todas as comunidades numa Comunidade: a Paróquia. Dessa forma, a pequena comunidade está em comunhão com toda a Igreja, com a hierarquia, com a doutrina dos apóstolos e a unidade na fé.

59 Essas comunidades se caracterizam pelo amor à Palavra de Deus, especialmente através da Leitura Orante da Bíblia, Liturgia das Horas, recita do terço etc... por meio da qual os membros verificam suas vidas, seus comportamentos pessoais e comunitários, e alimentam sua fé. Na comunidade as pessoas são acolhidas, superando o anonimato, têm vínculo de pertença e se reúnem não apenas para questões religiosas, mas para crescer na vida como seguidoras de Jesus Cristo O encontro eucarístico pode ser na paróquia que reúne as muitas comunidades numa única comunidade eucarística, pode ser sinal de unidade e vínculo

60 A setorização é um meio. Não basta uma demarcação de territórios, é preciso identificar quem vai pastorear, animar e coordenar esses setores, pequenas comunidades. A formação das lideranças e o apoio da paróquia a essas comunidades são imprescindíveis. Nessa instância, podem ser desenvolvidos muitos serviços e ministérios

61 Participação Na pequena comunidade o espírito de participação possibilita por em comum experiências, testemunho cristão, valores espirituais e a caridade. Nessas pequenas comunidades há múltiplas formas de viver a comunhão: a oração comunitária, a Leitura Orante da Bíblia, a Liturgia das Horas, a partilha da vida, a reflexão sobre a realidade, o compromisso com a transformação social.

62 PARÓQUIA comunidade COMUNIDADE

63 PARÓQUIA ADMINISTRAÇÃO SECRETARIA REFERÊNCIA Centro de animação Coordenação e comunhão das comunidades -centro de espiritualidade -CONSELHO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS -CONSELHO PAROQUIAL -SERVIÇOS -CATEQUESE -PASTORAIS -MOVIMENTOS -Caridade -Presença pública na cidade

64 COMUNIDADE REUNIÃO DE DISCÍPULOS DE CRISTO COMUNHÃO ENTRE AS PESSOAS QUE CREEM EM CRISTO MISSÃO DE ANUNCIAR E FORMAR NOVOS DISCIPULOS, ANUNCIAR A BOA NOVA DE SALVAÇÃO PARTICIPAÇÃO CASA DA PALAVRA CASA DA CARIDADE CASA DA ACOLHIDA ONDE a pessoa SE REALIZA AFETIVAMENTE NA FÉ

65 Acolhida As pequenas comunidades precisarão acolher os moralmente perdidos e os socialmente excluídos A evangelização só será possível quando essa acolhida priorizar a escuta do outro para conhecer suas angústias e esperanças. Essa dimensão intersubjetiva da pastoral não pode estacionar nos serviços individuais do atendimento religioso, mas devem suscitar a participação e envolvimento, e o compromisso na comunidade e na sociedade.

66 Participação = conselhos Temos como critério habitual o discernimento pastoral, servindo-nos dos conselhos diocesanos. Tanto estes como os conselhos paroquiais de pastoral e de assuntos econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso. PAPA FRANCISCO. Discurso do Santo Padre aos Bispos Responsáveis do Conselho Episcopal Latino- americano (CELAM) no Rio de Janeiro de 28 de julho de Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus e Loyola, P 73.

67 Igreja matriz ou a comunidade mãe Que ofereça uma intensa vida espiritual e caritativa manter sua qualidade atrativa para fomentar a espiritualidade das pequenas comunidades sem substituir a experiência do pequeno grupo onde as pessoas vencem o anonimato e a solidão. Como centro da vida comunitária nessas paróquias se celebra a eucaristia, os retiros e dias de espiritualidade, a catequese e a formação para adultos, o sacramento da reconciliação e o aconselhamento pastoral e se organiza a caridade para que os necessitados se sintam atendidos em suas dificuldades.

68 Comunidade orante O que Karl Rahner refletiu sobre o futuro da vida cristã aplica-se também ao futuro da comunidade paroquial: a comunidade de amanhã ou será mística ou não será nada. As comunidades cristãs precisam ser verdadeiras escolas da oração que formem discípulos missionários capazes de escutar a voz do Senhor da Igreja nos diferentes momentos históricos. RAHNER, K. Espiritualidad antigua y actual. Escritos de teologia, 2,5. Madrid, 1966.

69 Nova formação É preciso ter a coragem de levar a fundo uma revisão das estruturas de formação e preparação do clero e do laicato da Igreja que está no Brasil. Não é suficiente uma vaga prioridade da formação, nem documentos ou encontros. Faz falta a sabedoria prática de levantar estruturas duradouras de preparação em âmbito local, regional, nacional e que sejam o verdadeiro coração para o Episcopado, sem poupar forças, solicitude e assistência. A situação atual exige uma formação qualificada em todos os níveis. PAPA FRANCISCO. Discurso do Santo Padre no Encontro com o Episcopado Brasileiro de 27 de julho de Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus e Loyola, P 52.

70 Comunidade interessada pelo mundo A paróquia deve estar atenta a todas as pessoas, mas não pode ocupar-se apenas de solução dos problemas particulares, nem a atender exclusivamente a satisfação de necessidades meramente religiosas. Ela deve interessar-se por tudo o que significa a caridade que Cristo ensinou. Ela interessa-se pela reconciliação da comunidade no amor e na paz, cuidando de cada pessoa na integralidade do seu ser.

71 III COVERSÃO PASTORAL Conversão é mudança Isso depende de uma profunda experiência transformadora da vida: O ENCONTRO COM JESUS CRISTO E A MISSÃO QUE DERIVA DESSE ENCONTRO A DECISÃO É PESSOAL E COMUNITÁRIA HÁ MUDANÇAS URGENTES PARA SERMOS MISSIONÁRIOS, MAS PRECISAMOS SER DISCÍPULOS PARA ACOLHER o que o Espírito está dizendo às Igrejas ( comunidades/paróquias)

72 Cansaço - conversão Atualmente constata-se certo processo de desânimo na pastoral, especialmente entre os presbíteros e religiosos, mas também entre as lideranças do laicato. Daí a urgência de uma conversão pastoral com a urgente renovação missionaria das comunidades, para passar de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionaria (DAp 370).

73 Conversão Pastoral Quanto à conversão pastoral, quero lembrar que pastoral nada mais é que o exercício da maternidade da Igreja. Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão... por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas da misericórdia. Sem a misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inserir-nos em um mundo de feridos, que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor. PAPA FRANCISCO. Discurso do Santo Padre no Encontro com o Episcopado Brasileiro de 27 de julho de Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus e Loyola, P 54.

74 Agentes da conversão A conversão pastoral implica na mudança de estruturas e métodos eclesiais, mas principalmente depende da conversão dos agentes, dos presbíteros, dos religiosos, dos movimentos e das novas comunidades.

75 Bispos serão os primeiros a fomentar, em toda Diocese, essa revitalização das comunidades que contribui para a renovação paroquial. chamados a estimular e apoiar a revitalização das comunidades de suas Dioceses. os primeiros responsáveis para desencadear o processo da renovação das paróquias, especialmente na missão em direção aos afastados.

76 Presbíteros O padre não é um mero delegado ou um representante, mas um dom para a comunidade à qual serve. I o padre seja formado para ser o servidor do seu povo; acolher bem as pessoas, exercer sua paternidade espiritual sem distinções, renovando sua espiritualidade para ajudar tantos irmãos e irmãs que buscam a paróquia. Mais disponível para ir ao encontro de tantos sofredores que nem sempre são bem- acolhidos na sociedade.

77 Diácono se ocupar com a evangelização, a formação dos discípulos missionários, a celebração dos sacramentos que lhe competem e, especialmente, com as obras de caridade da paróquia. Eles atualizarão sua missão visitando os enfermos, acompanhando os migrantes, os excluídos, as vítimas de violência e os encarcerados. Dessa forma, as paróquias não verão a função do diácono reduzida às tarefas litúrgicas, o que seria enfraquecer a riqueza do seu ministério.

78 Laicato O ministro ordenado, seja bispo, presbítero ou diácono deve exercer o ministério da síntese e não ser a síntese de todos os ministério. deve coordenar os carismas e ministérios para a comunhão e o crescimento comunitário. A valorização do leigo da Igreja é o reconhecimento de que os batizados são pessoas com dignidade e responsabilidade na edificação da Igreja de Cristo. Isto implica tantos os aspectos de serviço interno da Igreja quanto no serviço e testemunho cristão no mundo.

79 Protagonismo dos cristãos leigos a sua ação dentro das comunidades eclesiais é tão necessária que, sem ela, o próprio apostolado dos pastores não pode conseguir, na maior parte das vezes, todo o seu efeito. AA, n. 10. reconhecer a diversidade de carismas, serviços e ministérios dos leigos. Até mesmo confiando-lhes a administração de uma paróquia, em casos excepcionais, como prevê o Código de Direito Canônico.

80 Os religiosos e as religiosas são expressão privilegiada da multiplicidade de carismas na Igreja. Se distinguem de um movimento eclesial, pois não são circunstanciais e sim uma realidade permanente e estável na Igreja. Seu apostolado, apesar do seu caráter especifico e carismático implica na referência e comunhão com a diocese e seu plano de pastoral. É preciso valorizar mais a vida religiosa na pastoral, pois às vezes as religiosas são consideras agentes pastorais de segunda classe. Se suas promoções vocacionais, seu trabalho em hospitais e escolas e suas diferentes atuações na sociedade forem realizados sem o alinhamento com o plano diocesano, o vínculo da comunhão fica ferido. Tal vínculo não é apenas jurídico, mas especialmente pastoral e missionário.

81 CEBS Mantendo-se em comunhão com seu bispo, e inserindo-se no projeto da pastoral diocesana, as CEBs se convertem em sinal de vitalidade na Igreja Particular. Elas podem contribuir para revitalizar as paróquias, fazendo delas uma comunidade de comunidades. DAp, n. 179.

82 Os movimentos e associações de leigos e novas comunidades de vida são sinais da providência de Deus para a Igreja de hoje. O grande desafio é a vivencia da comunhão e na pastoral de conjunto da diocese. Isto implica empenho e abertura dos movimentos para se integrar nas comunidades e abertura e acolhimento das comunidades paroquiais para valorizar pessoas e carismas dos movimentos. Em geral, Estamos muito atrasados nessa relação entre movimentos, novas comunidades e paroquiais.

83 Movimentos Vale recordar que: movimentos e associações não podem colocar- se no mesmo plano das comunidades paroquiais como possíveis alternativas. Ao contrario têm o dever de serviço na paroquia e na Igreja particular. E é nesse serviço que é dado na estrutura paroquial ou diocesana que se revelará a validade das respectivas experiências no interior dos movimentos e associações. Movimentos e novas comunidades não podem alimentar pretensões de totalidade, pois não seria uma eclesiologia completa sem a comunidade paroquial. De outra parte, a paróquia não tem direito de excluir ou negar a existência dos movimentos que expressam a multiforme graça de Deus com seus dons e carismas entre as associações leigas. CONSELHO EPISCOPAL LATINO AMERICANO. La parroquia evangelizadora. Bogotá: CELAM, p. 33.

84 «não se trata de começar tudo do início». «os diferentes cenários sociais e culturais» impelem «para algo de novo». «comunidade acolhedora, na qual todos os marginalizados encontram a sua casa, em experiências reais de comunhão». «tornar concretamente acessíveis as experiências da Igreja, multiplicar os poços ( como da Samaritana) para os quais convidar os homens e as mulheres sedentos e ali fazê-los encontrar com Jesus, oferecer oásis nos desertos da vida».

85 Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria

86 Questões abertas Como promover a nucleação ou setorização? Como integrar religiosos, movimentos, comunidade de vida, pastorais etc? Quais as conversões que atual comunidade paroquial precisa fazer? Que urgências pastorais determinam essa nova paróquia? Qual o lugar o leigo nessa comunidade? Qual a missão do presbítero nessa nova paróquia?


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