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Com a expressão latina: “Educare Et Redimere” (Educar é Redimir), se exprime objetivamente a missão do INTA – Educar objetivando a Redenção humana. INSTITUTO.

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1 Com a expressão latina: “Educare Et Redimere” (Educar é Redimir), se exprime objetivamente a missão do INTA – Educar objetivando a Redenção humana. INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA

2 METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR Prof. Lucrécia Gomes Pedagoga Especialista em Psicopedagogia Mestranda em Educação

3 Docência do Ensino Superior

4 METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente, aprende (Guimarães Rosa) CRONOGRAMA DO DIA: 1.Apresentações do Programa da disciplina 2.Exposição dialogada sobre a identidade do professor e um breve histórico do Ensino Superior; 3.Orientações para o primeiro trabalho: 4. 1ª avaliação: resenha do livro: Rumo a uma nova didática. Vera Maria Candau (Xerox)

5 Ementa da disciplina: Metodologia do Ensino Superior Reflexão sobre a prática pedagógica e a questão da integração das atividades de ensino, pesquisa e extensão em Instituições de Ensino Superior, e também sobre a construção de conhecimentos como desafio à prática pedagógica do docente universitário. Contempla a caracterização do estudante, enquanto adulto e em processo de formação profissional numa sociedade em mudanças, e a reflexão e avaliação sobre práticas pedagógicas mais comumente utilizadas no ensino superior, médio e fundamental.

6 OBJETIVO GERAL Apresentar a estrutura e funcionamento do ensino superior brasileiro, enfatizar o um paradigma atual do professor universitário e revisitar a estruturar da função do ensino, pesquisa e extensão no curso superior, além de vislumbrar métodos e técnicas para ensino Superior e Educação Básica.

7 OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Compreender as Metodologia utilizadas no ensino superior;  Entender o papel da didática no ensino superior;  Relatar as concepções da prática pedagógica do professor universitário hoje;  Relação do ensino, pesquisa e extensão no ensino superior;

8 Metodologias utilizadas  Exposição dialogada  Discussões de temas relevantes relacionados ao contexto da disciplina;  Seminários  Aula didática  Apresentação do portfólio

9 AVALIAÇÃO Disciplina de 30h equivale a duas avaliações; 1ª avaliação: resenha do livro: Rumo a uma nova didática. Vera Maria Candau (Xerox) 2ª avaliação será a construção de um portfólio eletrônico;( modelo) Participação e envolvimento no processo ensino- aprendizagem no decorrer das aulas; /Courtney%20J.%20Campbell.htm

10 O processo do portfólio encoraja o aluno a refletir sobre seu trabalho, analisar seu progresso e criar metas pessoais (O´MALLEY e VALDEZ PIERCE, 1996, p. 35). Objetiva-se educar alunos que tenham responsabilidade e consciência sobre sua posição em relação às metas, que entendam a aprendizagem como um processo e que desenvolvam habilidades de pensamento crítico (O´MALLEY e VALDEZ PIERCE, 1996, p. 36; QUEBEC, 2002, p. 9; TOSH e WERDMULLER, 2004, p. 3). Tudo isso acontece porque a avaliação através de portfólio é centrada na pessoa, pois cada aprendiz decide o que entra no seu portfólio e partilha a avaliação do seu trabalho (O´MALLEY e VALDEZ PIERCE, 1996, p. 36; TOSH e WERDMULLER, 2004, p. 3).

11 A incumbência de quem ensina não é apenas transmitir conhecimento às pessoas, por mais profundo e intenso que seja, mas ensinar-lhes como se ensina. Mais cedo ou mais tarde, todos serão professores. A arte de ensinar é um processo constante na vida. Marion e Marion

12 IDENTIDADE DO PROFESSOR: (...) o professor universitário aprende a sê- lo mediante um processo de socialização em parte intuitiva, autodidata ou (...) seguindo a rotina dos “outros”. Isso se explica sem dúvida, devido a inexistência de uma formação específica como professor universitário (BENEDITO, p. 131, 1995).

13 A atual conformação legal (LDB 9394/96) admite uma variedade de tipos de instituições de ensino superior  UNIVERSIDADE, se caracteriza pela autonomia didática, administrativa e financeira, por desenvolver ensino, extensão e pesquisa e, portanto, contar com número expressivo de mestres e doutores;  CENTRO UNIVERSITÁRIO: se caracteriza por atuar em uma ou mais áreas, com autonomia para abrir e fechar cursos e vagas de graduação e ensino de excelência.

14  FACULDADES INTEGRADAS, que reúnem instituições de diferentes áreas do conhecimento e oferecem ensino e, as vezes, extensão e pesquisa;  INSTITUTOS OU ESCOLAS SUPERIORES, que atuam em área específica do conhecimento e podem ou não fazer pesquisa, além do ensino, mas dependem do Conselho Nacional de Educação para criação de novos cursos.

15 UM EXAME DO PANORÂMA INTERNACIONAL Constata-se nos países mais avançados, um crescimento da preocupação com a formação e o desenvolvimento profissional de professores universitários e com as inovações no campo da Didática, existem alguns fatores que têm contribuído com essa preocupação:

16 a) A expansão quantitativa da educação superior e o conseqüente aumento do número de docentes. Dados da UNESCO demonstram que o número de professores universitários, no período de 1950 a 1992, saltou de 25 mil para um milhão, isto é, aumentou 40 vezes. No entanto, em sua maioria, são professores improvisados, não preparados para desenvolver a função de pesquisadores e sem formação pedagógica (UNESCO, Cresalc, 1996)

17 b) Preocupação com a qualidade dos resultados do ensino superior, sobretudo, do ensino na graduação. As pesquisas demonstram a importância da preparação no campo específico e no campo pedagógico dos docentes;

18 c) Novas demandas de trabalho - O documento da Conferência Internacional sobre Ensino Superior – uma perspectiva docente, Paris, 1997, promovida pela Organização Sindical Internacional de Educação, expressa preocupações com temas do campo educacional até então ausentes na docência universitária, como:  qualidade da educação;educação à distância e novas tecnologias;  gestão e controle do ensino superior;  financiamento do ensino e da pesquisa;  o mercado de trabalho e a sociedade; a autonomia e as responsabilidades das instituições;  os direitos e liberdades do professor de ensino superior; as condições de trabalho; entre outras.

19 d) Influência das novas configurações de trabalho na sociedade contemporânea da informação e do conhecimento; das tecnologias avançadas e do Estado Mínimo, reduzindo a empregabilidade. Em decorrência, nota-se um afluxo dos profissionais liberais, ex-empregados, ao exercício da docência no ensino superior, cuja oferta de empregos se encontra em expansão.

20 e) Exigência de permanente requalificação como condição de trabalho. O resultado disso é a expansão da oferta de cursos superiores de graduação e de pós-graduação lato e stricto sensu. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. Parágrafo único: O notório saber, reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência do título acadêmico (LDBEN, art. 66)

21 No que se refere à exigência de titulação, o Decreto 2.207/97 determina que, no segundo ano de sua vigência, às instituições de ensino superior deverão contar com 15% de seus docentes titulados na pós-graduação strictu sensu, dos quais 5% de doutores, pelo menos; no quinto ano de vigência, com 25% dos quais 10% de doutores, pelo menos; e no oitavo ano de vigência, com um terço, dos quais 15% de doutores, pelo menos.

22 As pós-graduações lato sensu compreendem programas de especialização. Com duração mínima de 360 horas e ao final do curso o aluno obterá certificado e não diploma, ademais são abertos a candidatos diplomados em cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino - art. 44, III, Lei nº 9.394/1996.

23 As pós-graduações stricto sensu compreendem programas de mestrado e doutorado abertos a candidatos diplomados em cursos superiores de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino e ao edital de seleção dos alunos.( art. 44, III, Lei nº 9.394/1996. ) Ao final do curso o aluno obterá diploma.

24 BREVE GÊNESE HISTÓRICA Os cursos de licenciatura foram instituídos no Brasil em 1934, na Universidade de São Paulo, com a finalidade de explicitar e oferecer aos bacharéis das várias áreas os conhecimentos pedagógicos necessários às atividades de ensinar. A área da Pedagogia que tem por objetivo de estudo o ensino é a Didática.

25 MARCOS HISTÓRICOS DA DIDÁTICA O termo didática é conhecido desde à Grécia, representando uma ação de ensinar, presente nas diversas relações humanas. Século XVII, entre 1627 e 1657 João Amós Comênio escreve a obra Didática Magna – Tratado da arte universal de ensinar tudo a todos

26  No século XVIII, Rousseau será o autor da segunda revolução didática.  Sua obra dá origem a um novo conceito de infância, pondo em relevo sua natureza e transformando o método de ensinar em um procedimento natural, “exercido sem pressa e sem livros” (CASTRO, p.1990, p. 19).  Século XIX: Herbart erige as bases da pedagogia científica e os passos formais da aprendizagem.

27  Século XX: movimento escolanovista, que enfatiza o aprendiz como agente ativo da aprendizagem e a valorização dos métodos que respeitassem a natureza do indivíduo, que a motivasse e estimulasse o aprender.

28 A universidade no Brasil: breve gênese Analisando historicidade da universidade no Brasil é possível identificar a influência de alguns modelos europeus: jesuíticos, o francês e o alemão.

29 Modelo jesuítico  A formação e a personalidade de cada professor – um sacerdote seguindo um manual;  A formação universitária hoje, não se permite seguir um manual, mas sua ação docente é calcada no senso comum do como ensinar.  Luckesi (1994, p ) “ conceitos significados e valores que adquirimos espontaneamente, pela convivência, no ambiente em que vivemos

30 Sistema universitário francês e alemão  Esse modelo caracterizava-se por uma organização não universitária, centrada em cursos e faculdades, visando a formação de burocratas para o desempenho de funções do Estado.  No Brasil, esse modelo se iniciou no tempo das faculdades isoladas, com a preocupação de central de formação dos quadros profissionais, atendendo prioritariamente a elite.

31  A influencia alemã nas universidades brasileiras se deu no final do século XIX, quando a Alemanha, onde surgem universidades num processo de edificação nacional, pois esta havia perdido o pioneirismo da revolução industrial;  Essas universidades voltadas para a resolução de problemas sociais mediante a ciência, busca unir os professores entre si, e aos alunos pela pesquisa;

32 O docente no ensino superior  A formação do professor, no que se refere aos conhecimentos científicos de seu campo e do campo da Educação, da Pedagogia e da Didática, requer investimentos acadêmicos;  Uma formação que o campo social da prática educativa e de ensinar como objeto de análise, de compreensão, de crítica, de proposição que desenvolva no professor atitudes de pesquisar;

33  Pesquisar a prática em sala de aula é ação realizada com intencionalidade que revele a profissionalização do docente: rever a própria prática, refletir sobre ela é necessário em toda profissão;

34 PROFESSOR REFLEXIVO Saberes da docência: saberes conceituais, integradores e pedagógicos; A importância da reflexão na ação; A formação contínua: como processo de articulação entre o trabalho docente, o conhecimento e o desenvolvimento profissional do professor, enquanto possibilidade de postura reflexiva dinamizada pela práxis (Lima, p. 45, 2001).

35  Estar bem informado não significa saber tudo, mas o que é necessário saber, conhecer as fontes de informação e utilizá-las como instrumento.  Significa saber resgatar a informação das fontes assim que desejar, no momento oportuno.  “Vai estar na frente quem souber o que lhe interessa e onde buscar tais informações”.(Bill Gates)

36 ENSINO SUPERIOR: FINALIDADES 1.Propiciar um conjunto de conhecimentos métodos e técnicas científicos, que assegurem o domínio científico e profissional do campo específico e devem ser ensinados criticamente; 2.Conduzir o aluno a uma progressiva autonomia;

37 3. Considerar o processo de ensinar e aprender como atividade integrada à investigação; 4. Desenvolver a capacidade de reflexão; 5. Substituir a simples transmissão de conteúdos por um processo de investigação do conhecimento; 6. Integrar, vertical e horizontalmente, a atividade de investigação à atividade de ensinar do professor, o que supõe trabalho em equipe;

38 7. Criar e recriar situações de aprendizagem; 8. Valorizar a avaliação diagnóstica; 9. Conhecer o universo cultural e de conhecimentos dos alunos e desenvolver, com base nele, processos de ensino e aprendizagem interativos e participativos.

39 Resumindo Reformar o pensamento para reformar o ensino e reformar o ensino para reformar o conhecimento. (Morin, 2008) […] é impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, tanto quanto conhecer o todo sem conhecer, particularmente as Partes. (Morin 2008)

40 ORIENTAÇÕES PARA 1ª ATIVIDADE 1.A atividade será realizada em grupos de 3 integrantes; Cada grupo terá um texto para análise e interpretação; 2.Cada um dos grupos vai ficar em evidencia uma vez em ordem, os demais grupos fazem as observações pertinentes a exposição das idéias do grupo em evidencia; 4.Assim ocorre a socialização de cada grupo;

41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PIMENTA, Selma Garrido & ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, Rumo a nova didática/Vera Maria Candau (org.). 19. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes. WERNECK, O profissional do século XXI.


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