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Ciência Mulher Mulheres Latino-Americanas Nas Ciências Exatas e da Vida Rio de Janeiro, 17-19 de Novembro de 2004 Hotel Othon Palace, Copacabana Mesa Redonda.

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1 Ciência Mulher Mulheres Latino-Americanas Nas Ciências Exatas e da Vida Rio de Janeiro, de Novembro de 2004 Hotel Othon Palace, Copacabana Mesa Redonda II: A Biologia Feminina: diferenças genético- evolutivas e culturais? Instituto de Geociências DPCT - Departamento de Política Científica e Tecnológica Maria Teresa Citeli

2 Instituindo as Ciências Naturais e Sociais: duas categorias de representantes Thomas Hobbes ( ) contrato social, submissão ao soberano para conter a competição individual por interesses Robert Boyle ( ) termodinâmica, experimentos científicos em ambiente específico, bomba de ar APARENTE CISÃO ENTRE POLÍTICA E CIÊNCIA POLÍTICA - contrato social, cidadãos têm representantes CIÊNCIA - experimento reúne seres humanos e não-humanos Políticos - falarão em nome da multidão Cientistas - falarão em nome da Natureza, que é muda Daí em diante CIENTISTAS LEGÍTIMOS REPRESENTANTES DA NATUREZA POLÍTICOS REPRESENTAM OS HUMANOS

3 CIENTÍFICO Objetividade Universalidade Racionalidade Neutralidade Dominação Cérebro Controle Conhecimento Civilizado Público NÃO-CIENTÍFICO Senso Comum Localidade Sensibilidade Emoção Passividade Coração Descontrole Natureza Primitivo Privado

4 MASCULINO Objetividade Universalidade Racionalidade Neutralidade Dominação Cérebro Controle Conhecimento Civilizado Público FEMININO Senso Comum Localidade Sensibilidade Emoção Passividade Coração Descontrole Natureza Primitivo Privado

5 Gênero Sistema de significados atribuídos ao masculino e ao feminino Constitutivo da vida social assume conteúdos específicos em contextos particulares. Refere-se à apreensão da diferença entre os sexos, apresentada de forma categórica Tanto para diferenças tidas como inatas como para aquelas tidas como construídas.

6 As diferenças podem ser enfatizadas, negadas, interpretadas, estudadas, diminuídas ou atribuídas a diferentes fatores de acordo com as circunstâncias.

7 AUTORIDADE/ LEGITIMIDADE dos cientistas para atribuir diferenças e hierarquias entre os sexos. Ou A contribuição das ciências para o estoque de significados que atribuídos a masculino e feminino

8 DESCREVENDO CORPOS CELESTES E HUMANOS Uma estrela não incorpora a descrição feita por um astrônomo como parte de seus atributos MAS... Quando um cientista descreve (ou prescreve) o que é ser homem ou mulher nós incorporamos essa descrição no nosso entendimento de quem somos e de como devemos (ou podemos) agir.

9 A partir de 1759 todas as partes do corpo foram sendo sexualizadas Esqueleto Cabelo Boca, cérebro, pelve, cabeça Depois partes invisíveis do cérebro, hormônios, gametas, genes para construir a anatomia, a fisiologia, a química e a genética das diferenças

10 Falar de passagens não significa que modelos antigos são abandonados Eles persistem e convivem com novos modelos formando um amplo estoque de significados que acionamos diariamente

11 JUSTIFICATIVAS Uma suposta inaptidão congênita feminina para aprender Física, Matemática, Química (Barbie, 1992) Os gametas como fonte de metáforas de gênero.

12 A guerra dos sexos OS espermatozóides são muito desiguais. Na escola, aprendemos que, numa ejaculação humana, são expulsos de 200 milhões a 500 milhões deles e que todos nadam alucinados atrás do óvulo: ao vencedor, a glória da fecundação. Parece que não é tão simples: os espermatozóides trabalham em conjunto, cada qual com uma função definida, como se fossem um exército de guerreiros disciplinados. No curso da evolução, foram obrigados a adotar essa estratégia para vencer as barreiras impostas pela anatomia sexual feminina. A vagina humana é um lugar inóspito para eles. Sua superfície é forrada por colônias de lactobacilos que secretam ácido para defendê-la dos germes que penetram. O líquido que a lubrifica é rico em enzimas, anticorpos e glóbulos brancos dispostos a destruir invasores: bactérias, vírus, fungos ou células de outra pessoa; espermatozóides, inclusive. Os poucos espermatozóides que conseguem sobreviver nesse ambiente ácido ainda precisarão vencer muitas barreiras para chegar ao óvulo. A pior, talvez, esteja na entrada do útero. Na parte inferior, o útero se estreita num canal mais fino, chamado colo ou cérvix. O colo se abre na vagina por um pequeno orifício revestido por glândulas, que produzem um muco espesso para vedá-lo e impedir a entrada de germes.

13 A guerra dos sexos (continuação) trajeto pelos canais é não só labiríntico como cheio de perigos: ao invadir o muco, os espermatozóides são atacados por legiões de glóbulos brancos hostis, três vezes mais numerosos do que eles. Na ânsia de escapar dos atacantes e abrir caminho entre os canais, os espermatozóides fazem desabar algumas das hastes de muco, ocluindo passagens e dificultando a penetração dos que vêm atrás na corrida. Estruturalmente, os espermatozóides são verdadeiros mísseis carregados de genes. São formados por uma cabeça, que traz o pacote de genes do pai, e uma cauda para nadar. Segundo ela, o esperma carrega milhões de espermatozóides prontos a declarar guerra contra os estranhos que encontrarem pelo caminho. Essa vocação bélica do esperma é encontrada em todos os machos do reino animal, sem exceção. De acordo com a hipótese, existiriam três grandes grupos de espermatozóides em cada ejaculação: 1) pelotão de elite: seleto grupo de nadadores imbatíveis na velocidade. Armazenam a energia necessária para o percurso em corpúsculos situados na cabeça comprida e têm cauda longa e ágil. São poucos: cerca de 1% dos milhões ejaculados;

14 A guerra dos sexos (final) 2) bloqueadores: têm cabeça grande e cauda pequena. Nadam devagar; não são páreo para o pelotão que dispara na frente. Nem vão atrás do óvulo, são "camicases": ao penetrar os canais do muco uterino, agarram-se às paredes para obstruir a passagem dos que vêm atrás, sejam eles do mesmo macho ou de outro qualquer. A função bloqueadora ocupa cerca de 50% dos espermatozóides; 3) matadores: carregam enzimas tóxicas na cabeça e possuem antenas capazes de detectar e reconhecer espermatozóides estranhos. Quando os encontram, despejam neles suas enzimas mortais. Como os adversários reagem com as mesmas armas, espermas de indivíduos diferentes se envolvem numa luta de vida ou morte. Bons "matadores camicases" foram tão necessários para a sobrevivência das espécies que constituem praticamente a outra metade da população do esperma. Para complicar, matadores, bloqueadores e nadadores não são todos iguais. Quanto mais árduo o percurso a ser percorrido no trato genital feminino, mais eles se especializam em determinada função a ser exercida num ponto específico do trajeto que conduz ao óvulo. Disfarçada ou não, a estratégia reprodutiva mais empregada pelas fêmeas no decorrer da evolução das espécies tem sido a de promover a competição entre espermas de indivíduos diferentes. Que vença o mais apto é o que deseja o corpo feminino.

15 Folha de S. Paulo, 13/01/2001, DRAUZIO VARELLA

16 Inseto machuca a fêmea durante cópula para garantir 'fidelidade' RICARDO BONALUME NETO Folha de S. Paulo 19/10/2000 O gorgulho que ataca o feijão tem uma vida sexual violenta e "machista", segundo pesquisa feita no Reino Unido com insetos do Brasil, Benin e Índia. O macho tem um "pênis" com a ponta espinhosa, o chamado "órgão intromitente", que causa ferimentos na genitália da fêmea durante o ato sexual, a ponto de ela tentar se livrar dele chutando-o com as patas traseiras. "Nós acreditamos que, ao ferir as fêmeas, os machos asseguram que elas passem mais tempo antes de fazer sexo de novo portanto aumentando o tempo disponível para fertilizar os óvulos com seu esperma", disse à Folha um dos autores do estudo, Mike Siva-Jothy, da Universidade de Sheffield. Ele e sua colega Helen Crudgington publicaram artigo na "Nature" de hoje. Machos e fêmeas como os gorgulhos da espécie Callosobruchus maculatus vivem uma espécie de corrida armamentista reprodutiva, comportamento explicado pela seleção sexual. Machos podem aumentar o número de filhotes ao fazer sexo com várias fêmeas, pois produzem uma grande quantidade de esperma, enquanto elas têm um número menor de óvulos.

17 Ato de cozinhar contribuiu para a monogamia O Estado de S. Paulo, 24/04/99 Cientistas acreditam que cozimento de alimentos revolucionou a evolução humana LONDRES - Quando as mulheres aprenderam a cozinhar tubérculos, houve uma revolução no processo de evolução humano: o tamanho do cérebro aumentou, as fêmeas tornaram-se mais sexy e os homens adotaram a monogamia. Mas se Wrangham e seus colegas estiverem certos, como os tubérculos assados nas brasas deram origem à monogamia? Se as fêmeas da espécie Homo erectus cuidavam do cozimento dos alimentos (e os homens estavam caçando ocasionalmente), a comida poderia ser roubada facilmente pelos machos. As fêmeas, então, ligaram-se aos machos que as protegeriam dos ladrões. "As fêmeas que conseguiam atrair machos dominantes poderiam ser melhor protegidas de roubos. SANJIDA O'CONNELL, The Guardian

18 Sexo forçado resulta mais em gravidez Folha de S. Paulo, 26/06/2001- Autor: MATT WALKER Estudos nos EUA mostram que um estupro é quase três vezes mais 'eficiente' que uma relação consensual Um estupro pode ter duas vezes mais chance de resultar em gravidez do que uma relação sexual consensual. A estatística promete reabrir o polêmico debate sobre se o estupro pode ser uma estratégia reprodutiva bem-sucedida em termos evolutivos. Ela poderia ajudar a explicar por que estupradores têm sido tão comuns por toda a história e em todas as culturas. Estudos anteriores mostraram que a taxa de gravidez resultante de estupro poderia ser de até 30%. A chance em relação consensual oscilaria entre 2% e 4%. Isso levou biólogos como Randi Thornhill, da Universidade do Novo México em Albuquerque (EUA), a apresentar os dados como evidência de que o estupro é, ou foi, em algum momento da evolução, um método "natural para que os homens espalhassem seus genes. Uma interpretação mais provável, dizem os Gottschalls, é que o estupro realmente seja mais eficiente em termos reprodutivos. Uma possibilidade é que as mulheres se sintam mais atraentes e sensuais quando estão no período fértil e, inconscientemente, dêem sinais que os estupradores possam captar embora não esteja claro se os homens de fato notam esses sinais. Outra explicação, mais provável, é a de que os estupradores escolhem alvos mais atraentes e saudáveis características que podem indicar fertilidade.

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