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COMUNICAÇÃO HUMANA: INSTRUMENTO ESSENCIAL PARA A PRÁTICA EDUCATIVA Prof Dra Ângela Cristina Puzzi Fernandes.

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Apresentação em tema: "COMUNICAÇÃO HUMANA: INSTRUMENTO ESSENCIAL PARA A PRÁTICA EDUCATIVA Prof Dra Ângela Cristina Puzzi Fernandes."— Transcrição da apresentação:

1 COMUNICAÇÃO HUMANA: INSTRUMENTO ESSENCIAL PARA A PRÁTICA EDUCATIVA Prof Dra Ângela Cristina Puzzi Fernandes

2 Fundamentos da comunicação humana A comunicação destaca-se como o principal instrumento para que a interação e a troca aconteçam e, consequentemente o processo de cuidar, no seu sentido mais amplo, tenha espaço para acontecer. Segundo Mendes (1994), “os componentes da comunicação formam o clima e a nutrição para a compreensão”.

3 Etmologicamente, a palavra comunicar origina-se do latim communicare que significa “pôr em comum” Mendes (1994). A comunicação interpessoal pode ser definida como um conjunto de movimentos integrados que calibra, regula, mantém e, por isso, torna possível a relação entre os homens (Silva, 2001).

4 Encontramos muitas definições para o que vem a ser comunicação, afinal como afirmam Watzlawizk, Beavin e Jackson (1967) não se comunicar é impossível, mesmo na inatividade ou no silêncio tudo tem valor de mensagem; “a comunicação é o princípio natural que une um ser a outro” ( Ruesch, 1987).

5 A comunicação pode ser dividida em verbal - associada às palavras expressas por meio da fala ou da escrita, e em não verbal - desenvolvida através de gestos, silêncio, expressões faciais, postura corporal, entre outros.

6 Ao compreendermos a educação em saúde como um elemento de cuidado humano, logo percebemos a importância de uma comunicação com qualidade para que haja uma atenção efetiva e de qualidade.

7 Waldow (1998), ao fazer uma reflexão histórica sobre como o corpo e o toque são percebidos, refere-se à possibilidade do mundo da tecnologia avançada substituir esse instrumento próprio do ser humano.

8 A autora lembra que o afago e o aperto de mão que oferecem apoio e suporte, bem como o olhar carinhoso e amigo parece não ser mais necessário. A máquina assume o cuidado, e o cuidador permanece ocupado e absorvido no manuseio desta tecnologia, por vezes esquecendo o ser humano a ela conectado.

9 Na comunicação há o envolvimento do comportamento recíproco entre as pessoas que estão se relacionando, o que significa que não existe um fluxo de comportamento numa só direção (Mendes, 1994). Com ou sem intenção, sempre há a transmissão de mensagens uma vez estabelecida a interação.

10 O indivíduo participa simultaneamente de duas dimensões existenciais que decorrem de duas formas de se relacionar com o mundo: uma verbal que lhe confere um repertório psicolinguístico, proporcionando uma exteriorização do ser social

11 e outra não verbal que constitui um estatuto psicobiológico, proporcionando uma exteriorização ser psicológico (Silva, 2006).

12 A comunicação é um processo pautado em compreender e compartilhar mensagens enviadas e recebidas, e estas mensagens exercem influência no comportamento das pessoas que vivenciam essa interação (Stefanelli, 2005).

13 Vale destacar que em uma pesquisa desenvolvida com crianças cegas e surdas desde o nascimento e que apesar de nunca terem aprendido por imitação, pois nunca puderam olhar o rosto da mãe, elas demonstram as emoções da mesma maneira que nós que enxergamos, ou seja, seus olhos brilham

14 e sorri quando está feliz, chora quando está triste, fica vermelha e desvia a direção do olhar quando está com vergonha, levanta as sobrancelhas e abre mais os olhos, e conforme o grau de surpresa, também a boca (Silva, 2006).

15 Silva (2002) constatou, portanto, que as emoções básicas são expressas da mesma maneira em qualquer ser humano. A autora coloca em destaque que os pacientes olham para rosto dos profissionais e não para as mãos porque esperam entender o que os profissionais da saúde sentem ao lhes prestar cuidados, pois nem sempre têm condições de fazer a avaliação técnica desse trabalho.

16 Assim, a autora nos ensina que: A compreensão que os pacientes precisam ter do profissional da área da saúde passa, principalmente, pela compreensão de que quando nos comunicamos com as pessoas não temos apenas o compromisso de passar um conteúdo, uma informação, pois toda comunicação envolve um sentimento,

17 ou seja, o que é que sentimos quando ficamos diante do outro; o que é que sentimos quando ficamos diante daquela pessoa e diante da informação que temos a transmitir; o quanto concordamos com Natagori, quando ele diz: "Abandonarei todas as honras, menos a de te servir" (Silva, 2002 p.74)

18 Silva (2006) nos lembra que toda comunicação tem duas partes: de um lado, o conteúdo, o fato, a informação que queremos transmitir; de outro, o que estamos sentindo quando nos comunicamos com a pessoa.

19 O conteúdo está intimamente ligado ao referencial de cultura, e cabe lembrar que o profissional de saúde tem uma cultura própria, diferente do leigo, por isso é importante saber que quanto mais informações possuirmos sobre aquela pessoa e quanto maior a nossa habilidade em correlacionar esse saber do outro com o nosso, melhor será o nosso desempenho no aspecto da informação e do conteúdo.

20 Aqui inferimos o quanto essa afirmação vai ao encontro das premissas de Paulo Freire que nos apresenta um modelo de educação dialógica na qual os saberes do outro são fundamentais para uma construção de novos saberes.

21 A comunicação pressupõe a informação e o domínio sobre o que queremos comunicar, a nossa intenção, emoção e o que pretendemos quando nos aproximamos do nosso cliente ou do nosso paciente.

22 O interessante é que nem sempre o profissional da área de saúde tem a consciência de que, ao falarmos em comunicação, não falamos apenas das palavras expressas para a outra pessoa – que podem ser dimensionadas como comunicação verbal

23 Acontece que toda comunicação humana, face a face, interpessoal, também se faz através da comunicação não verbal, ou seja, de todas as formas de comunicação que não envolvem diretamente as palavras.

24 Até podemos afirmar que quando falamos de relacionamento interpessoal a comunicação verbal, sozinha, não existe, pois além dela existe a maneira como falamos.

25 que podemos chamar de paraverbal: os silêncios e grunhidos que utilizamos ao falar, as pausas que fazemos entre as frases e palavras, a ênfase que colocamos na voz

26 Além do paraverbal, temos as expressões faciais, as nossas posturas corporais diante do outro, a maneira como o tocamos, as distâncias interpessoais que mantemos com essa outra pessoa.

27 Dessa forma, para afirmarmos que a comunicação está efetivamente ocorrendo, temos que ter coerência nas nossas palavras e em toda nossa comunicação não verbal.

28 E aqui destaca-se as quatro finalidades da comunicação não verbal (Silva, 2002): A primeira é complementar a comunicação verbal. Por exemplo, quando dizemos “bom dia” sorrindo para o outro e olhando nos seus olhos;

29 A segunda é contradizer o verbal. Por exemplo, quando dizemos “muito prazer” e apertamos a mão do outro com medo ou nojo de tocar;

30 A terceira é substituir o verbal. Por exemplo, o meneio positivo da cabeça, olhando para a outra pessoa e dizendo não verbalmente "estou te ouvindo", "estou atenta a você".

31 A quarta finalidade do não verbal é a demonstração dos nossos sentimentos (Silva, 2002).

32 Comunicação não verbal (Silva 1996): Paralinguagem: qualquer som produzido pelo aparelho fonador que não faça parte do sistema sonoro da língua usada. Cinésica: linguagem do corpo / movimentos.

33 Proxêmica: é o uso que o homem faz do espaço. Tacêsica: é tudo que envolve a comunicação tátil.

34 Características físicas: são a própria forma e a aparência do corpo

35 De maneira geral, não temos consciência nem controle voluntário de toda essa sinalização não verbal. Exemplo disso é em uma situação de interação na qual gostamos do que está acontecendo, a nossa pupila se dilata involuntária e inconscientemente.

36 Evidentemente em situações onde não existe alteração de luminosidade, nem alterações químicas, porém é fato comprovado que quando a interação é prazerosa para a pessoa a sua pupila se dilata.

37 É interessante que diante da contradição, na dúvida entre a mensagem verbal e a não verbal, as pessoas confiam na linguagem silenciosa, que fala da essência do ser humano e do que estamos sentindo (Mccaskey, 1999).

38 Cabe aqui destacar que em um processo educativo e/ou em um processo de cuidado em saúde, estamos tratando de interação humana, e, portanto, a habilidade em se comunicar será elemento fundamental para qualificar a relação estabelecida.

39 Se o que foi apresentado até aqui evidencia que a comunicação não verbal transmite o que sentimos ao nos relacionarmos, retomo o que Paulo Freire nos ensina ao dizer que “educar exige querer bem aos educandos” e o parafraseio dizendo que cuidar exige querer bem àqueles de quem cuidamos.

40 Fica claro que se alguém está apenas preocupado em transmitir informação e não interessado na compreensão do que o outro apreende da informação, o seu não verbal expressará mensagens de descuidado.

41 Dessa forma, o outro, que estará ouvindo a informação, perceberá na sutileza do não verbal, a impossibilidade de questionamento, a impossibilidade de esclarecer dúvidas.

42 Então a dica é tomarmos consciência do que pretendemos fazer em uma prática de educação em saúde. Queremos apenas cumprir uma meta institucional e/ou política? Ou almejamos contribuir para uma efetiva reflexão e construção de modos saudáveis de vida?.

43 Temos que ter a consciência de que o discurso sozinho tem pouco impacto se não acompanhado da confirmação não verbal. E essa expressão não verbal não mente, ela emite a mensagem do nosso real sentimento em determinada situação

44 A leitura do livro Comunicação tem remédio é uma possibilidade de aprender sobre a comunicação e sobre como nos comunicarmos. É uma leitura simples e de fácil apreensão: Silva MJP. Comunicação tem remédio - a comunicação nas relações interpessoais em saúde. 11ª ed. São Paulo: Gente; 2006.

45 Saber Ouvir

46 Vivemos em um mundo de muitos barulhos, de muitas informações e de muita velocidade, assim, torna-se cada vez mais difícil esvaziar nossas mentes para ouvir o outro e, mais difícil ainda, ter tempo para digerir a fala do outro. Ressalto aqui a fala verbal e não verbal...

47 Fica então o desafio, desafio de exercitarmos a escuta ao que o outro tem a nos dizer, o educando, o usuário do serviço de saúde.

48 Em um serviço de saúde repleto de pessoas para serem atendidas e, ao mesmo tempo, com todo o contexto de cobrança de produtividade (quantitativa) de serviço prestado, como colocar em prática o exercício da comunicação que requer uma escuta reflexiva?

49 Vamos pensar que um caminho possível seria a tomada de consciência das nossas reais intenções.

50 Se realmente queremos educar bem, aprender bem, cuidar bem, então isso será transmitido em cada ato não verbal e o mesmo tempo, mesmo que curto, utilizado em uma interação humana, será qualificado pela consciência crítica do porquê estamos ali e o que pretendemos com esse encontro.

51 Grata......Até.


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