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Curso de Formação Continuada em Educação Especial e Tecnologias nas Áreas das Deficiências Física, Visual, Auditiva e Mental Módulo Pessoas com deficiência:

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Apresentação em tema: "Curso de Formação Continuada em Educação Especial e Tecnologias nas Áreas das Deficiências Física, Visual, Auditiva e Mental Módulo Pessoas com deficiência:"— Transcrição da apresentação:

1 Curso de Formação Continuada em Educação Especial e Tecnologias nas Áreas das Deficiências Física, Visual, Auditiva e Mental Módulo Pessoas com deficiência: quem são e quantas são; Aspectos históricos e psicológicos da existência das pessoas com deficiência abril 2008 Prof. Enio da Rodrigues da Rosa

2 Uma mulher que desapareceu aos oito anos de idade foi encontrada 19 anos mais tarde vivendo como um animal na floresta, de acordo com a polícia do Camboja. Os policiais afirmam que a moça é "meio humana e meio animal" e não fala nenhuma língua inteligível... De acordo com a polícia cambojana, a mulher foi descoberta quando um morador da região percebeu que a comida dele estava desaparecendo... Um policial disse que quando a viu, ela estava nua e "andava curvada para a frente como um macaco. Ela era pele e osso". Ele afirmou ainda que a moça tremia e catava grãos de arroz do chão para se alimentar. Aparentemente, a família da mulher a vigia atentamente, já que ela já teria, em várias ocasiões, arrancado as roupas e tentado fugir para a floresta.

3 "Foi Karl Marx, o fundador do socialismo científico, o primeiro que forneceu uma análise teórica da natureza social do homem e do seu desenvolvimento socio-histórico: ((Todas as suas (trata-se do homem - A. L.) relações humanas com o mundo, a visão, a audição, o olfato, o gosto, o tacto, o pensamento, a contemplação, o sentimento, a vontade, a atividade, o amor, em resumo, todos os órgãos da sua individualidade que, na sua forma, são imediatamente órgãos sociais, são no seu comportamento objetivo ou na sua relação com o objeto a apropriação deste, a apropriação da realidade humana“ (LEONTIEV, 1978, p. 268).

4 ABORDAGEM SÓCIO-PSICOLÓGICA Formulada a partir dos estudos da abordagem histórico-cultural, a qual se desenvolve na URSS, com os estudos de Vigotski, Leontiev, Lúria e outros colaboradores.

5 “Sabe-se que a hominização dos antepassados animais do homem se deve ao aparecimento do trabalho e, sobre esta base, da sociedade. O trabalho, escreve Engels, criou o próprio homem, ele criou também a consciência do homem. O aparecimento e o desenvolvimento do trabalho, condição primeira e fundamental da existência do homem, acarretaram a transformação e a hominização do cérebro, dos órgãos de actividade externa e dos órgãos dos sentidos. Primeiro o trabalho, escreve Engels, depois dele, e ao mesmo tempo que ele, a linguagem: tais são os dois estímulos essenciais sob a influência dos quais o cérebro de um macaco se transformou pouco a pouco num cérebro humano (...)" (LEONTIEV, 1978)

6 "O que possibilita o desenvolvimento histórico é justamente o fato de que a apropriação de um objeto (transformando-o em instrumento, pela objetivação da atividade humana nesse objeto, inserindo-o na atividade social) gera, na atividade e na consciência do homem, novas necessidades e novas forças, faculdades e capacidades. Ou seja, a relação entre objetivação e apropriação na incorporação de forças naturais e atividade social, gera a necessidade de novas apropriações e novas objetivações" (DUARTE, 2002, pp. 32 e 33).

7 Nesta abordagem deve-se trabalhar com os seguintes princípios: O desenvolvimento mental da criança enquanto processo de apropriação da experiência humana: O processo principal que caracteriza o desenvolvimento psíquico da criança é um processo específico de apropriação das aquisições do desenvolvimento das gerações humanas precedentes; - Estes conhecimentos adquiridos, diferentemente dos do desenvolvimento filogenético dos animais, não se fixam morfologicamente e não se transmitem por hereditariedade; Este processo realiza-se na actividade que a criança emprega relativamente aos objectos e fenômenos do mundo circundante, nos quais se concretizam estes legados da humanidade (LEONTIEV, 1978).

8 O desenvolvimento de uma aptidão como processo de formação de sistemas cerebrais funcionais: - A criança não nasce com órgãos aptos para realizar as funções que são produto do desenvolvimento histórico dos homens; - Os órgãos destas funções são sistemas cerebrais funcionais (órgãos fisiológicos móveis do cérebro), que se formam no decurso do processo específico da apropriação; - O seu estudo mostra que a sua formação não se faz da mesma maneira em todas as crianças; - Segundo o modo como se processa o seu desenvolvimento, as condições em que ela se faz, podem ser formados de maneira inadequada ou não se formar (LEONTIEV, 1978 ).

9 O desenvolvimento intelectual da criança enquanto processo de formação de acções mentais: É através da linguagem que surge à criança a riqueza do saber acumulado pela humanidade: os conceitos sobre o mundo que a rodeia; Mas para tanto, a criança deve efectuar processos cognitivos adequados; Deve se rejeitar a hipótese de que a criança possui de maneira inata às funções intelectuais e as operações cognitivas; Da mesma forma aquela que afirma que tais aptidões são o resultado do processo de ensino de reflexos condicionais; A formação na criança das operações mentais aparecem, primeiramente, sob a forma de acções exteriores, que o adulto forma na criança, passando em seguida para o plano da palavra e, finalmente, são transformadas em operações intelectuais interiores (LEONTIEV, 1978).

10 "A primeira época pode ser designada como mística; a segunda, biológica ou ingênua e a terceira, a contemporânea, científica ou sócio- psicológica" (VIGOTSKI, 1997, p. 74). "(...) a criança com defeito não é indispensavelmente uma criança deficiente" (VIGOTSKI, 1997, p.84). "(...) o defeito por si só não decide o destino da personalidade, senão as conseqüências sociais e sua realização sociopsicológica" ( VIGOTSKI, 1997, p. 29).

11 A deficiência primária compreende as lesões orgânicas, lesões cerebrais, malformações orgânicas, alterações cromossômicas etc; A deficiência secundária se manifesta nas relações sociais em que a pessoa está inserida. Neste sentido, é importante conhecer e trabalhar com os conceitos de Deficiência Primária e Secundária:

12 A deficiência não é vista apenas como defeito e limitação, mas também como fonte geradora de energia motriz, a qual pode levar à constituição de uma superestrutura psíquica capaz de reorganizar toda a vida da pessoa, tornando-a alguém de plena valia social. "Se algum órgão, devido à deficiência morfológica ou funcional, não consegue cumprir inteiramente seu trabalho, então o sistema nervoso central e o aparato psíquico assumem a tarefa de compensar o funcionamento insuficiente do órgão, criando sobre este ou sobre a função uma superestrutura psíquica que tende a garantir o organismo no ponto fraco ameaçado" (VIGOTSKI, 1997).

13 "Ao entrar em contato com o meio externo, surge o conflito provocado pela falta de correspondência do órgão, a função deficiente,com suas tarefas, o que conduz a que exista uma possibilidade elevada para a morbilidade e a mortalidade. Este conflito origina grandes possibilidades e estímulos para a supercompensação. O defeito se converte, desta maneira, no ponto de partida e na força motriz principal do desenvolvimento psíquico da personalidade. Se a luta conclui com a vitória para o organismo, então, não somente vencem as dificuldades originadas pelo defeito, senão se eleva em seu próprio desenvolvimento a um nível superior, criando do defeito uma capacidade; da debilidade, a força; da menosvalia a supervalia" (Vigotski, 1997).

14 "(...) estruturar todo o processo educativo segundo a linha das tendências naturais à super compensação, significa não atenuar as dificuldades que surgem do defeito, senão que tencionar todas as forças para sua compensação, apresentar só as tarefas em uma ordem que respondam ao caráter gradual do processo de formação de toda a personalidade diante de um novo ponto de vista" (VIGOTSKI, 1997).

15 Citando T. Lipps, diz Vigotski: "Se o acontecimento psíquico se interrompe ou se obstaculiza no seu curso natural, ou se neste último se apresenta em algum ponto um elemento estranho, ali onde começa a interrupção, a retenção, ou a revolta do curso do acontecimento psíquico, ali tem lugar uma inundação" (T. Lipps, 1907, p. 127). A energia se concentra nesse ponto, aumenta e pode vencer a retenção. Pode avançar por uma via de rodeio, "Entre muitas outras coisas mais, aqui se inclui a alta valoração do que se foi perdido ou inclusive somente danificado" (VIGOTSKI, 2006, p. 44).

16 Sendo as aprendizagens o resultado do processo de apropriação e que esta ocorre por meio da interação, pode-se afirmar que: - As aprendizagens e as não-aprendizagens na escola são atribuídas ao movimento possibilitado pela forma como as interações estão organizadas entre professor e alunos e entre alunos, considerando suas histórias anteriores de aprendizagem; - Desta forma, deve-se descartar uma leitura organicista e individualista onde o êxito ou o fracasso estariam sendo atribuídos exclusivamente ao aluno.

17 Na educação de pessoas com deficiência, assim como na de qualquer outro educando, é necessário que o educador compreenda como as condições sociais e econômicas de sua vida, as pessoas com quem interage, a qualidade destas interações, as situações de aprendizagem que já conheceu. "É importante conhecer não só o defeito‘ que tem afetado uma criança, mas que criança tem tal defeito “ (VYGOTSKI, 1995, p. 104); Para que se possa alcançar tal finalidade em relação a educação deste segmento social, o educador, ao se deparar com uma pessoa com deficiência, necessita adotar um procedimento que deve ser comum a todos os educandos, isto é, o de compreendê-los em sua concreticidade. Mas, "(...) conhecer a concreticidade do indivíduo não se limita, para ocaso da atividade educativa, ao conhecimento do que ele é, mas também ao conhecimento do que pode vir a ser" (Duarte, 2001 p. 22).

18 Em conformidade com esta abordagem, a manutenção de crianças com deficiência em ambientes segregados reforça o seu defeito e não gera a força motriz, impedindo o desenvolvimento do processo de supercompensação. Para evitar tal acontecimento, a criança com defeito deve ser educada em sociedade e para a sociedade.


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