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Adm.Fin. e Orçamentária II 1 ORÇAMENTO EMPRESARIAL Prof. Osvaldo Faria de Oliveira Administrador (CRA/SC 6257) Mestre em Administração – UDESC/ESAG (Foco:

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1 Adm.Fin. e Orçamentária II 1 ORÇAMENTO EMPRESARIAL Prof. Osvaldo Faria de Oliveira Administrador (CRA/SC 6257) Mestre em Administração – UDESC/ESAG (Foco: Avaliação Econ.Financeira de Empresas)

2 Adm.Fin. e Orçamentária II 2 FUNÇÃO ADMINISTRATIVA DA EMPRESA GESTÃO EMPRESARIAL PLANEJAMENTO COMANDO ORGANIZAÇÃO CONTROLE COORDENAÇÃO

3 Adm.Fin. e Orçamentária II 3 A FUNÇÃO PLANEJAMENTO O planejamento consiste em estabelecer com antecedência as ações a serem executadas dentro de cenários e condições preestabelecidos, estimando os recursos a serem utilizados e atribuindo as responsabilidades, para atingir os objetivos fixados (HOJI, 2000, p. 359)

4 Adm.Fin. e Orçamentária II 4 PLANEJAMENTO FINANCEIRO é o processo de estimar a quantia necessária de financiamento para continuar as operações de uma companhia e de decidir quando e como a necessidade de fundos seria financiada. (Groppelli & Nikbakht)

5 Adm.Fin. e Orçamentária II 5 Finalidade do Planejamento Financeiro: Desenvolver processos, mecanismos e atitudes que tornem possível: Avaliar as implicações futuras de decisões presentes, em função dos objetivos da organização; A tomada de decisões no futuro, de modo mais rápido e eficiente.

6 Adm.Fin. e Orçamentária II 6 Premissas para o Planejamento Financeiro Fixação de objetivos gerais da empresa (estratégicos). Determinação dos objetivos de cada setor da empresa, em função dos objetivos gerais (ou estratégicos). Estabelecimento de um sistema de informações, que permita avaliar a execução dos planos em confronto com as previsões.

7 Adm.Fin. e Orçamentária II 7 NÍVEIS DE DECISÃO E TIPOS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO TÁTICO OPERACIONAL Decisões Estratégicas Planejamento Estratégico Decisões Táticas Planejamento Tático Decisões Operacionais Planejamento Operacional

8 Adm.Fin. e Orçamentária II 8 EXEMPLOS DOS TIPOS DE PLANEJAMENTO NÍVELT I P O EstratégicoPLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Tático Planejamento De Mercado Planejamento Financeiro Planejamento De Produção Planejamento RH. Planejamento Organizac. Operacional Plano de lançamento de novos produtos Plano de promoção Plano de vendas Plano de Pesquisas de Mercado Plano de investimento em AP Plano de Fluxo de Caixa Demonstrações Contábeis Projetadas Plano de capacidade de produção Plano de controle da qualidade Plano de estoques Plano de utilização da MOB. Plano de recrutamento e seleção Plano de treinamento Plano de cargos e sal. Plano de sucessões Plano de diretor de sistemas Plano de estrutura organizacional Plano de rotinas adm. Plano de informações gerenciais

9 Adm.Fin. e Orçamentária II 9 Planejamento Financeiro de Longo Prazo (Estratégico): Em geral, cobrem um período de 2 a 10 anos. Normalmente não são explícitos em números. Planos financeiros integrados ao processo de produção e marketing para orientar a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos. Empresas que estão sujeitas a elevados graus de incerteza operacional adotam horizontes mais curtos (risco operacional).

10 Adm.Fin. e Orçamentária II 10 Planejamento Financeiro de Curto Prazo: Representa a expressão formal, em termos quantitativos, das metas empresariais para um período específico (normalmente 1 ano). Na prática é o Orçamento Empresarial, composto por: Orçamento de Vendas Orçamento de produção Orçamento dos custos de produção Orçamento das despesas operacionais Orçamento de investimentos Orçamento de caixa

11 Adm.Fin. e Orçamentária II 11 Sistema Orçamentário (fonte: Sobanski, 1994, p.19)

12 Adm.Fin. e Orçamentária II 12 SISTEMA ORÇAMENTÁRIO Definição de Moreira: conjunto de planos e políticas que, formalmente estabelecidos em valores financeiros, permite à administração conhecer os resultados operacionais da empresa e executar os acompanhamentos para que esses resultados sejam alcançados e os possíveis desvios analisados, avaliados e corrigidos.

13 Adm.Fin. e Orçamentária II 13 Vantagens do Sistema Orçamentário Introduz o hábito do exame prévio e minucioso de informações antes da TD. Contribui para TD mais rápidas e acertadas (eficiência e efetividade). Estimula a participação de todos os membros da administração na fixação dos objetivos. Exige quantificação das previsões. Facilita a delegação de poderes. Exige informações contábeis confiáveis. Permite identificar áreas eficientes e deficientes. Permite a utilização eficaz dos recursos disponíveis.

14 Adm.Fin. e Orçamentária II 14 Limitações do Sistema Orçamentário Baseia-se em estimativas. Deve ser continuamente monitorado e adaptado às circunstâncias. Nem todas as empresas possuem recursos para implementar um sistema adequado. Atrasos na emissão dos dados comprometem as ações corretivas. As dificuldades de ajustes geram desconfianças em relação ao resultado projetado. É apenas uma ferramenta de apoio a decisão, não podendo tomar o lugar da administração.

15 Adm.Fin. e Orçamentária II 15 FUNÇÃO CONTROLE Compreende a aferição do desempenho (em relação a um padrão) e a correção dos desvios que assegure a consecução de objetivos, de acordo com o plano da empresa.

16 Adm.Fin. e Orçamentária II 16 ATIVIDADES DA FUNÇÃO CONTROLE Medir o realizado Comparar o realizado com o planejado Analisar os desvios significativos Adotar medidas corretivas Avaliar a efetividade das providências tomadas Registrar essas informações, para aperfeiçoar o processo de planejamento.

17 Adm.Fin. e Orçamentária II 17 SISTEMA DE PLANEJAMENTO E CONTROLE PLANO ESTRATÉGICO PLANO OPERACIONAL ORÇAMENTO EXECUÇÃO RESULTADOS OBTIDOS ANÁLISE DOS DESVIOS MEDIDAS CORRETIVAS Componentes Físicos Componentes Financeiros PLANEJAMENTO CONTROLE

18 Adm.Fin. e Orçamentária II 18 Princípios Fundamentais do Planejamento e Controle Orçamentário Envolvimento administrativo. Adaptação organizacional. Orientação para objetivos. Comunicação integral. Expectativas realistas. Contabilidade por áreas de responsabilidade. Oportunidade. Aplicação flexível. Reconhecimento do esforço individual e do grupo. Acompanhamento. Orçamento

19 Adm.Fin. e Orçamentária II 19 Para Prever é necessário dados... Dados externos: referem-se à economia Crescimento da população Comportamento do PIB (crescimento ou retração), Políticas econômicas Comércio com exterior Mercado concorrente (produtos substitutos) Mercado consumidor Dados internos: referem-se à empresa Informações contábeis Estatísticas internas Capacidade produtiva e produtividade Políticas de preços Perspectivas de investimentos internos

20 Adm.Fin. e Orçamentária II 20 Os dados internos e externos... Inseridos em modelos e técnicas de previsão proporcionam a possibilidade de previsão das vendas, da receita e da produção. A partir do nível de produção, estima-se os recursos necessários (gastos – despesas, custos, investimentos, desembolsos). Então pode-se projetar a variação do patrimônio da empresa.

21 Adm.Fin. e Orçamentária II 21 GASTOS ENVOLVIDOS (recursos) Esquema DADOS EXTERNOS DADOS INTERNOS NÍVEL DE PRODUÇÃO PREVISÃO DE VENDAS MUTAÇÃO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO PATRIM. LÍQUIDO TÉCNICAS DE PREVISÃO Quantitativas Qualitativas

22 Adm.Fin. e Orçamentária II 22 ALGUMAS TÉCNICAS DE PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA Quantitativas Média simples Média móvel (com ajuste de TxCxS) Regressão linear Qualitativas Pesquisa de Mercado Projeção de cenários Painel de consenso Brainstorming Analogia Teoria da catástrofe * Leia o Texto sobre Técnicas de Previsão – Apêndice C – Autor: Sobanski, 1994.

23 Adm.Fin. e Orçamentária II 23 Exemplo da Técnica de Regressão Linear TAREFA: a partir de uma série temporal aleatória, de no mínimo 10 dados, desenhe a linha de tendência e a fórmula da reta de tendência. Utilize uma planilha eletrônica.

24 Adm.Fin. e Orçamentária II 24 ORÇAMENTO DE VENDAS É normalmente pelo orçamento de vendas que se inicia a elaboração do Orçamento.

25 Adm.Fin. e Orçamentária II 25 Condicionantes Básicos do Orçamento de Vendas Variáveis do mercado consumidor Variáveis de produção Variáveis de mercado fornecedor Variáveis de trabalho Variáveis de recursos financeiro RESTRIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS. OBJETIVOS DE MKT CONVERGEM AOS OBJ. GERAIS DA EMPRESA POLÍTICAS DE MKT Preço Produto Promoção Pontos de Distribuição

26 Adm.Fin. e Orçamentária II 26 Restrições no Orçamento de Vendas Restrições Internas Capacidade produtiva insuficiente Estrutura adm.inadequada Pessoal interno inabilitado Insuficiência de capital de giro Restrições Externas Política de comércio exterior desfavorável Política monetária (crédito e taxa de juros) desfavorável Mercado fornecedor precário Restrição de mão-de- obra externa

27 Adm.Fin. e Orçamentária II 27 Pesquisa com 389 empresas revela os métodos e técnicas de Previsão de Vendas mais utilizados na prática (Fonte: Welsch, 1996, p )

28 Adm.Fin. e Orçamentária II 28 Técnicas de Previsão de Vendas utilizados

29 Adm.Fin. e Orçamentária II 29 Métodos e Técnicas de Previsão de Vendas mais utilizados

30 Adm.Fin. e Orçamentária II 30 Orçamento de Produção Depois que sabemos quanto é nossa estimativa de venda, poderemos calcular quanto deveremos produzir.

31 Adm.Fin. e Orçamentária II 31 Fluxo de Vendas, Produção e Estoque (fonte: Sobanski, 1994, p. 30) SENTIDO DOS INSUMOS SUB-SISTEMA

32 Adm.Fin. e Orçamentária II 32 Tipos de Processos Produtitivos: Produção constante: - Maior custo de estocagem; - Pouca flexibilidade em vendas; - Otimização dos ativos fixos; - Minimização do o regime extraordinário de trabalho; - Gestão facilitada do fluxo de materiais. Produção variável: - Maior custo de manutenção dos equipamentos; - Maior custo da mão-de-obra; - Adm. de materiais complexa; - Níveis de estoque menores. Baixo custo - de estocagem. - Flexibilidade de vendas.

33 Adm.Fin. e Orçamentária II 33 O Plano de Produção requer o conhecimento: Do Plano de Vendas Das características de armazenamento dos materiais Da Economia de escala do processo Da capacidade ótima e máxima de produção Da duração e etapas do processo produtivo Dos Lotes econômicos de produção Da utilização da MOB direta

34 Adm.Fin. e Orçamentária II 34 ORÇAMENTO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO

35 Adm.Fin. e Orçamentária II 35 Orçamento de Matérias-Primas e Compras MP são bens adquiridos que, no processo industrial, por transformação ou por montagem, integram-se nos produtos acabados. Custos relacionados à MP: Custo do Material adquirido Despesas relativas ao processo de compra Despesas relativas à manutenção dos estoques Despesas decorrentes da falta de estoques

36 Adm.Fin. e Orçamentária II 36 Etapas para o Cálculo do Custo das MP Obter a quantidade de produtos a fabricar no período a orçar; Multiplicá-la pela quantidade padrão de consumo de MP por unidade de produto, obtendo a quantidade total de MP a consumir; Multiblicar o resultado pelo custo médio unitário previsto para o período, obtendo o custo total da MP consumida.

37 Adm.Fin. e Orçamentária II 37 Orçamento de Compra da MP A compra da MP depende da quantidade de Estoque Inicial que se tem no período a orçar e a quantidade de Estoque Final que se pretende deixar ao final do período a orçar. Obedece a fórmula básica do Estoque: EF = EI + Entradas – Saídas Compras = EF – EI + Saídas p/ Produção

38 Adm.Fin. e Orçamentária II 38 Orçamento de Mão-de-Obra Direta (MOD) Compõem MOD todos os trabalhadores relacionados na atividade fim da empresa. Numa indústria, inclui os supervisores dos operários, o pessoal do almoxarifado, da manutenção, e do planejamento e controle da produção. Normalmente é considerado um custo variável, dada a alta correlação entre o tempo de MOD e o volume de produção.

39 Adm.Fin. e Orçamentária II 39 Cálculo do Custo da MOD Remuneração Líquida da MOD: Horas de MOD X Salário/Hora Custo Total da MOD: Remuneração Líquida + Encargos + DSR Encargos: INSS, FGTS, 1/3 Férias, 13° Sal., seguros, planos de saúde, subsídios de refeição etc. DSR = Descanso Semanal Remunerado

40 Adm.Fin. e Orçamentária II 40 Orçamentos das Despesas do Edifícil Despesas do Edifício são normalmente consideradas como Custos Indiretos de Fabricação (CIF) e/ou despesas administrativas. São normalmente FIXOS. Exemplos: Salários e encargos das chefias Depreciações Ar condicionado, água e esgoto Despesas de conservação predial (zeladoria)

41 Adm.Fin. e Orçamentária II 41 Orçamento dos CIF Custos indiretos são aqueles que não podem ser classificados como mão-de-obra direta ou matéria prima (ou seja, não têm relação direta com o nível de produção). Podem ser FIXOS, VARIÁVEIS OU SEMIVARIÁVEIS. Exemplos: Mão-de-obra indiretanormalmente FIXO Materiais indiretosnormalmente VARIÁVEL Manutençãonormalmente SEMIVARIÁVEL Energia elétricanormalmente SEMIVARIÁVEL Depreciaçãonormalmente FIXO Segurosnormalmente FIXO

42 Adm.Fin. e Orçamentária II 42 Orçamento das Despesas Administrativas e Comerciais Despesas são sacrifícios financeiros (das áreas administrativa e comercial) para obtenção de receita. Também podem ser FIXAS, VARIÁVEIS OU SEMIVARIÁVEIS. Exemplos: Despesas de Marketingnormalmente FIXO Salários/encargos Adm. e de vendasFIXO e SEMIVARIÁVEL Telefone e comunicaçãonormalmente FIXO Depreciaçãonormalmente FIXO Material de expedienteSEMIVARIÁVEL TransporteSEMIVARIÁVEL

43 Adm.Fin. e Orçamentária II 43 Orçamento de Caixa e Disponibilidades A projeção do Fluxo de Caixa é uma atividade indispensável para a grande maioria das instituições. A projeção do Fluxo de Caixa permite: Visualizar a provável posição financeira da empresa e as possíveis insuficiências ou excessos de caixa. Avaliar com antecedência alternativas de solução para insuficiências de caixa Identificar a melhor opção de aplicação de recursos excedentes. Embasar a política de pagamentos e recebimentos da empresa.

44 Adm.Fin. e Orçamentária II 44 Métodos para o Orçamento do Fluxo de Caixa Método dos recebimentos e pagamentos. É o método mais detalhado, recomendado para projeções de curto prazo. Baseia-se nos orçamentos parciais, ajustado às datas em que as transações se converterão em dinheiro (caixa). Método do resultado ajustado Recomendado para projeções superiores a um ano. Parte-se do resultado líquido projetado (lucro líquido) ajustando- o por despesas e custos que não representam desembolso (depreciação) e por desembolsos ou ingressos que não são registrados no resultado econômico (DRE).

45 Adm.Fin. e Orçamentária II 45 Método Recebimentos e Pagamentos DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - CIA. PRESTADORA DE SERVIÇOS DE LIMPEZA LTDA. CONTASAgostoSetembroOutubroNovembroDezembro Saldo Inicial , , ,00 Fluxo Operacional 2.200,00 (3.580,00) 4.580, , ,00 Entradas: 4.000, , , , ,00 Vendas a vista 4.000, , ,00 Vendas a prazo , , , ,00 Saídas: 1.800, , , , ,00 Salários operacionais (limpeza) 1.800, , , , ,00 Salários Adm , , ,00 Materiais de limpeza , ,00 Materiais de expediente , ,00 200,00 Fluxo Não operacional 4.050,00 (2.670,00) - - (560,00) (+) Integralização de Capital 4.500, (-) Compra de máquina limpeza 450,00 50, (-) Dividendos , ,00 Saldo Final de Caixa 6.250, , , ,00

46 Adm.Fin. e Orçamentária II 46 Método do Resultado Ajustado 1. Saldo Inicial das Disponibilidades (CX/BCOS) 2. Lucro (Resultado) Líquido Projetado 3. Adições ao Lucro Líquido Depreciação Venda de ativos permanentes Redução de devedores Redução de estoques Aumento de credores Aumento de capital Sub-total: 4. Deduções do Lucro Líquido Pagamentos antecipados Compra de ativos permanentes Aumento de devedores Aumento de estoques Redução de credores Dividendos pagos Sub-total: 5. Saldo Final das Disponibilidades ( )

47 Adm.Fin. e Orçamentária II 47 ORÇAMENTO PÚBLICO Prof. Osvaldo Faria de Oliveira Administrador – CRA/SC 6257 Mestre em Administração – avaliação de empresas

48 Adm.Fin. e Orçamentária II 48 Setor Privado X Setor Público A distinção básica entre o setor privado e o setor público é que: Na empresa privada, a administração pode agir como bem entender, desde que não infrinja leis. Na entidade pública, a administração somente poderá agir mediante lei que autorize a ação.

49 Adm.Fin. e Orçamentária II 49 O que é Orçamento Público? É uma lei que exprime em termos financeiros a alocação dos recursos públicos. Esta lei autoriza a aplicação do dinheiro público. Nesta lei, são estimadas as receitas e fixadas as despesas para o período seguinte. É um instrumento de planejamento do Estado, que espelha decisões políticas e estabelece ações prioritárias, em face a escassez dos recursos públicos.

50 Adm.Fin. e Orçamentária II 50 O Orçamento Público obedece: Constituição Federal de 1988 Capítulo II – Das Finanças Públicas Seção II – Dos Orçamentos Artigos 165, 166, 167, 168 e 169 Art Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual II – as diretrizes orçamentárias III – os orçamentos anuais Lei de 17/03/1964 Art. 1°. Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo com o disposto no art. 5°, inciso XV, letra b, da Constituição Federal.

51 Adm.Fin. e Orçamentária II 51 Lei 4.320/64 Título I – DA LEI DO ORÇAMENTO Capítulo II – Disposições Gerais Art. 2° A Lei de Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade. § 1° Integrarão a Lei do Orçamento: I – sumário geral da receita por fontes e da despesa por funções do governo; II – quadro demonstrativo da receita e despesa segundo as categorias econômicas na forma do Anexo n. 1; III – quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva legislação; IV – quadro das dotações por órgãos do Governo e da administração. § 2° Acompanharão a Lei do Orçamento: I – quadros demonstrativos da receita e planos de aplicação dos fundos especiais; II – quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos n. 6 a 9; III – quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do Governo, em termos de realização de obras e de prestação de serviços.

52 Adm.Fin. e Orçamentária II 52 Princípios do Orçamento Público Princípio da Unidade Cada entidade de direito público deve possuir apenas um orçamento. Princípio da Universalidade Deve incorporar TODAS as receitas e despesas. Princípio da Anualidade (ou Periodicidade) Estabelece um período limitado para as estimativas de receitas e fixação de despesas.

53 Adm.Fin. e Orçamentária II 53 Planejamento Público Lei do Plano Plurianual (PPA) No PPA são estabelecidos os grandes objetivos e metas do governo, especialmente no que tange as despesas de capital e outras delas decorrentes para programas de duração continuada. Vigência: 4 anos. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) Esta lei prioriza as metas definidas no PPA e orienta a Lei do Orçamento. Vigência: 1 ano. Lei Orçamentária Anual (LOA) A LOA é a lei que autoriza a aplicação dos recursos públicos nos itens de despesas previamente orçados. Ela é definida com base na LDO, que por sua vez decorre do PPA. Vigência: 1 ano.

54 Adm.Fin. e Orçamentária II 54 CICLO ORÇAMENTÁRIO Início de MANDATO 1° ano Fim de MANDATO 2° ano3° ano PPA (gestão passada) PPA (gestão atual): Grandes obejetivos e metas do governo. LDO: Prioriza as ações do executivo. Indica as despesas de capital e orienta a LOA. LOA: Esta é a lei do Orçamento propriamente. A LOA autoriza a execução das despesas.

55 Adm.Fin. e Orçamentária II 55 Classificações Orçamentárias As classificações orçamentárias são necessárias e importantes para: padronizar informações facilitar formulação de programas de governo determinar responsabilidades pela gestão do dinheiro público possibilitar análise de efeitos econômicos nas atividades governamentais Classificações mais importantes: Classificação por Categoria Econômica Classificação Funcional Programática

56 Adm.Fin. e Orçamentária II 56 Classificação por Categoria Econômica RECEITAS CORRENTESDESPESAS CORRENTES Receita Tributária Impostos Taxas Contribuições de Melhoria Receita de Contribuições Receita Agropecuária Receita Industrial Receita de Serviços Transferências Correntes Outras Receitas Correntes Pessoal e Encargos Vencimentos / Vantagens / Diárias Inativos / Pensionistas / S.Família Outros Benefícios Assistenciais Juros e Encargos da Dívida Juros sobre a Dívida Outros Encargos Financeiros Outras Despesas Correntes Material de Consumo Serviços de Consultoria Outros Serviços de Terceiros RECEITAS DE CAPITALDESPESAS DE CAPITAL Operações de Créditos Alienação de Bens Amortização de Empréstimos Transferências de Capitais Outras Receitas de Capital Investimentos Obras / Material Permanente Inversões Financeiras Aquisição de Imóveis Amortização da Dívida Pagamento de Dívidas

57 Adm.Fin. e Orçamentária II 57 Classificação Funcional Programática Esta classificação permite a vinculação das dotações orçamentárias aos objetivos de governo. As funções de governo são desdobradas em programas, organicamente articulados com outras funções de governo, que, através de projetos e/ou atividades, visam alcançar os grandes objetivos do governo. Em resumo: Funções: são as áreas de atuação do Governo. Programas e Subprogramas: são meios e instrumentos de ações para o cumprimento das funções de governo. Projetos e Atividades: são as ações que viabilizam os objetivos Projetos operações limitadas no tempo (ex. construção de ponte) Atividades operações contínuas e permanentes (ex. pessoal)

58 Adm.Fin. e Orçamentária II 58 Funções de Governo 01 Legislativa 02 Judiciária 03 Essencial à Justiça 04 Administração 05 Defesa Nacional 06 Segurança Pública 07 Relações Exteriores 08 Assistência Social 09 Previdência Social 10 Saúde 11 Trabalho 12 Educação 13 Cultura 14 Direitos da Cidadania 15 Urbanismo 16 Habitação 17 Saneamento 18 Gestão Ambiental 19 Ciência e Tecnologia 20 Agricultura 21 Organização Agrária 22 Indústria 23 Comércio e Serviços 24 Comunicações 25 Energia 26 Transporte 27 Desporto e Lazer 28 Encargos Especiais

59 Adm.Fin. e Orçamentária II 59 Exemplo da Classificação Funcional Programática FUNÇÃOPROGRAMASSUBPROGRAMASPROJETO ATIVIDADE SANEAMENTO Saneamento Básico Rural Saneamento Básico Urbano Abastecimento de Água Sistema de Esgoto Saneamento Geral Projeto: Construção da estação de tratamento de esgoto em Fpolis Atividade: Pessoal da CASAN envolvido na obra


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