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AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM Maria Fausta Pereira de Castro Rosa Attié Figueira Disciplina: Teorias da Linguagem Docente:Prof. Dr. Roberto Gomes Camacho Discente:

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1 AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM Maria Fausta Pereira de Castro Rosa Attié Figueira Disciplina: Teorias da Linguagem Docente:Prof. Dr. Roberto Gomes Camacho Discente: Luana Passos

2 A FALA DA CRIANÇA COMO OBJETO DE PESQUISA Não coincide com a fala do adulto e muitos argumentariam que ela é fragmentária e incompleta. Como quer que se apresente a fala da criança, não se pode ignorar que é a sua especificidade aquilo que se atribui como objeto de investigação. Estudar como emerge a linguagem no infans torna-se inegavelmente uma questão de extrema importância para o conhecimento do ser humano.

3 QUETÕES GERAIS DA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM LINGUÍSTICA: Noam Chomsky chega a explicitar as tarefas da ciência da linguística, nela estabelecendo a aquisição de linguagem como um problema teórico para a ciência da linguistica.

4 Para Chomsky: foco dos estudos lingüísticos deve ser os estados da mente/cérebro que sustentam o conhecimento a explicitar as tarefas da ciência da linguística da linguagem,sua natureza, origens e usos.

5 uma vez formulado o problema três questões básicas devem guiar o programa científico do estudioso da linguagem: 1º O que constitui o problema da linguagem ? 2º Como ele é adquirido? 3ºCOMO O CONHECIMENTO DA LINGUAGEM É POSTO EM USO? (CHOMSKY, N, 1986:3)

6 A questão da aquisição da aquisição da linguagem se insere na segunda indagação, constituindo-se, portanto, como uma etapa necessária do programa dos estudos lingüísticos nos dias atuais.

7 A TEORIA DE CHOMSKY A RESPEITO DO CONHECIMENTO DA LINGUAGEM E DE SUA AQUISIÇÃO O conhecimento da linguagem é interno à mente/cérebro humano. O estudo da linguagem deve ter como foco a língua-I (propriedade interna de um indivíduo). foco internalístico no estudo da linguagem; o autor trabalha tanto no domínio da psicologia, quanto da biologia: a linguagem humana é um objeto biológico (CHOMSKY, 2000)

8 PROBLEMA DA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM PELO INFANS [...] Chomsky tem repetido ao longo de sua obra que há problemas, para as quais a reformulação constante da teoria poderá vir a oferecer uma resposta, ou a possibilidade de se formularem novas questões até então informuláveis, mas há também mistérios, isto é, problemas que estão fora do alcance da ciência (p.77).

9 Questões relativas ao uso da linguagem, em oposição ao seu conhecimento pelo falante, sua competência, ou a língua-I. É o conhecimento (e não o uso) que está ao alcance da teoria (p.77)

10 PROBLEMA DE PLATÃO Como a mente humana consegue adquirir conhecimentos muito ricos e intricados com uma pequena ou inexistente exposição de evidencias A hipótese sobre a aquisição de linguagem pela criança vem em resposta ao chamado problema de Platão que Chomsky resume da seguinte indagação: como podemos conhecer tanto, se temos tão pouca evidencia? (Chomsky, 1986:XXV). por que as crianças adquirem suas línguas tão rápido e facilmente apesar dos dados ambientais serem entremeados de ruídos e serem cheios de imperfeições (Kato)

11 PARA ENCAMINHAR A QUESTÃO... Chomsky parte de uma hipótese forte sobre a dotação do infans e recorre a certos expedientes teórico-metodológico considerados válidos para a ciência moderna galileana. uma parte substancial do nosso conhecimento da linguagem é geneticamente determinada: é INATA.

12 a dotação inata é descrita como uma Gramática Universal (GU), que define o estado-zero (Szero) da aquisição. a passagem do estado-zero ao estado- estável (Ss) é explicada pelo recurso a um procedimento, que o próprio Chomsky chama de idealização da aquisição da linguagem instantânea, o que exclui a necessidade da ordenação dos estados intermediários entre Szero e Ss.

13 BREVE EXPOSIÇÃO SOBRE QUESTÕES DA METODOLOGIA EM AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM Observar e registrar a fala da criança no processo de aquisição da sua língua materna não é ima tarefa empreendida apenas no século atual ou no século passado, mas também no sáculo XIX, em que a literaturas registra o papel dos DIARISTAS.

14 Modernamente, com o surgimento do GRAVADOR e de outros meios de gravação, como o VIDEOTAPE, esta forma de registro tomou conta da metodologia da área, num tipo de estudo que acompanha o crescimento da criança, registrando-se a sua fala em gravações sistemáticas ao longo dos primeiros anos. Tal coleta instrui o que se chama de estudo longitudinal observacional e convive com outro tipo de estudo: o experimental.

15 O estudo longitudinal por seguir a trajetória de um sujeito ao longo de seu crescimento permite, ao investigador, aproximar-se daquilo que, do ponto de vista fenomênico, é central para a teoria da aquisição da linguagem: A mudança.

16 Estudo experimental de tipo transversal: O investigador lança mão de um experimento para testar um aspecto da linguagem da criança que lhe está chamando a atenção, e pode ser enunciado de maneira bem precisa. Este aspecto pode ser tanto em relação à produção quanto à compreensão.

17 Exemplo de compreensão: O pesquisador quer saber se as crianças de uma certa faixa de idade compreendem as estruturas passivas tão bem como compreendem as estruturas as ativas. Apresenta figuras à criança que representam duas entidades que têm potencial agentivo, por exemplo, um menino e um cachorro e diz a frase ativa, que corresponde a um evento O menino empurrou o cachorro (instrui a criança a representar o evento através da manipulação das figuras)

18 Depois o pesquisador produz a passiva correspondente: O cachorro foi empurrado pelo menino (solicita à criança que faça a representação do que ouviu)

19 As crianças comumente manipulam os bonecos no sentido de representar a ação do cachorro empurrando o menino. Conclusão: para aquela faixa de idade, as crianças tendem a interpretar a estrutura passiva como uma estrutura em que o primeiro elemento á agente e não paciente.

20 Exemplo de produção: TESTE WUG: Objetivo: verificar se as crianças aplicam a regra de formação de plural a palavras que nunca tinham ouvido antes. a pesquisadora selecionou crianças em idade pré-escolar e das primeiras classes do ensino básico, mostrando a elas o desenho de um animal esquisito e lhe deu o nome que existe na língua: wug. Na seqüência fez outro desenho idêntico ao primeiro e disse que são dois. São dois ____________. A criança deveria completar fazendo apenas a forma plural.

21 O DIÁRIO: se insere nos moldes de um estudo longitudinal. Os registros em Diário são frequentemente utilizados para acompanhar e completar o registro obtido em gravação.

22 A AQUISISÇÃO DA LINGUAGEM VISTA DE PERTO No Brasil, o interacionismo em aquisição da linguagem sofreu transformações que seu próprio uso do termo tem hoje referencias históricas. Pode ser entendido como um marco de uma proposta que se apresenta como alternativa ao naturalismo vigente na teoria gerativa;como uma interrogação sobre o papel da relação entre a fala do adulto e a aquisição de linguagem pela criança, visando responder à pergunta: qual o efeito da fala do primeiro no corpo prematuro do infans?

23 Trabalho de Cláudia Lemos (1981;1982) A autora propõe que o diálogo seja tomado como unidade de análise para que se possa efetivamente dar conta das relações entre a fala da criança e a fala do adulto Mudanças radicais no chamado interacionismo, com a noção de processos dialógicos, dos quais se destaca o processo de especularidade, que nomeia o fenômeno da incorporação pela criança de fargmentos da fala do adulto.

24 Adulto. Será que cabe isso aqui, Marcela? M. Chela´que não, né! A criança retoma a fala de seu interlocutor em uma expressão que só caberia na frase interrogativa.

25 QUANDO COMEÇA A OBSERVAÇÃO DA AQUISIÇÃO Resposta do senso comum: tão precocemente quanto o possível Para alguns que tendem a enxergar o termo linguagem num sentido mais amplo, isto incluiria manifestações bem iniciais do comportamento da criança pequena em interação com o outro, por exemplo, o contato de olho (constituição de um esquema interacional entre adulto e criança)

26 LIMITES A língua tem sua ordem própria e na transição dos chamados esquema interacionais, não há como demonstrar como estruturas de uma certa natureza se (estruturas de ação e atenção humanas, presentes nos olhares e gestos) se transformem em estruturas linguísticas, cujas unidades detêm operações próprias e específicas. A proposta de Bruner, conquanto resgate um aspecto importante da entrada da criança na linguagem não responde como se dá o processo de continuidade do processo, do não-linguístico para o lingüístico.

27 É pela noção de captura e por tudo que ela decorre que o interacionismo e o estruturalismo saussureano se encontram numa reflexão sobre a aquisição da linguagem.

28 Para dar maior visibilidade ao alcance da tese saussureana no campo da aquisição da linguagem, devemos recuperar a noção de captura de Cláudia Lemos (2002), acrescentando a ela a teorização que faz a autora sobre a mudança na aquisição da linguagem. Esta mudança passa a ser identificada a partir de diferentes posições da criança em uma estrutura, em que comparecem a língua como funcionamento lingüístico- discursivo, o outro (mãe, ou outro adulto) como a instancia discursiva a posição da própria criança.(p.89)

29 A dominância de cada um destes três pólos faz aparecer diferentes posições do sujeito: Primeira posição: Há dominância da fala do outro, sendo frequentes incorporações de fragmentos vindos desta fala. Segunda posição: Há dominância da língua no seu funcionamento, emergindo toda a classe de erros. Terceira posição: Dominância da relação do sujeito com a própria fala, manifestada ns retomadas e autocorreções.

30 O ERRO E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM No processo de aquisição da língua materna a fala da criança exibe momentos de erros muita vezes depois de já terem registrado formas aparentemente corretas, relativamente ao domínio de observação.

31 No Português Domínio da morfologia: Regularizações dos verbos irregulares: eu fazi, eu sabo, eu dizei, eu dizei, ele trazeu, ele cabeu. No Português Domínio da morfologia: Regularizações dos verbos irregulares: eu fazi, eu sabo, eu dizei, eu dizei, ele trazeu, ele cabeu.

32 Outras formas verbais destoantes que afetam a morfologia dos verbos regulares eu aprendei = em aprendi eu não escondei = eu não escondi.

33 Há um momento em que a fala da criança mostra verbos de segunda pessoa ou terceira conjugação flexionados como de primeira conjugação, verbos de primeira flexionados como de segunda conjugação, produzindo um estranhamento para quem escuta.

34 Exemplo de erro que exibe a constituição das esferas paradigmáticas – para falar à maneira do estruturalismo saussureano. Trata-se das inovações encontradas na fala da criança quando elas se referem a ações ou processos reversíveis.

35 ( a mãe fecha uma caixa de brinquedos; decepcionada, A diz) A.Cê diabriu! (=desabriu, =fechou) Vendo uma bexiga murcha, A pergunta à empregada) A.Ela fica maciinha? E.Ela ta macia. A. Ela demurcha outra vez ?(=desmurcha=enche)

36 No português para exprimir uma ação e o seu reverso temos ora pares morfologicamente relacionado ( ligar- desligar) ou pares que não há nenhuma base morfológica comum (abrir-fechar).

37 Nos dados encontramos indícios da constituição de um mecanismo gramátical: aquele afeito à classe semântica de verbos que expressam reversão de processo. Fica evidente que já há o deslocamento da forma des- e da carga semântica a ela associada, mas os limites de sua aplicação não estão fixados dando a ver uma diferença entre a fala da criança e a do adulto.

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39 Noções saussureanas de sintagma e paradigma para os dados de A : No momento de erro, a fala da criança se mostra afetada por uma relação sintagmática na medida em que se destaca des-como uma porção independente do restante da cadeia sonora; Por relação paradigmática ou associativa, na medida em que, numa cadeia virtual, desmurchar e desabrir são colocados juntos a desligar, desabotoar, desamarrar, destampar etc; cabendo ainda dizer que desta segunda relação depende a primeira, que só pode ocorrer com o prévio alinhamento das formas.

40 Um dos aspectos da relação da fala da criança com a fala do adulto é o fato da primeira incorporar constantemente argumentos que circulam na segunda. As incorporações promovem efeitos de sentido e referencialidade, garantindo a unidade.

41 Observam-se também na fala da criança argumentos que não mostram a mesma relação com a fala do adulto, mas que promovem os mesmos efeitos mencionados, ou ainda que dela se distanciam pelas contradições, erros, deslocamentos ou arranjos insólitos. Fatos como esses exigem do investigador uma escuta voltada para a singularidade desta fala e uma teorização que inclua os fenômenos mencionados

42 Referência Bibliográfica CASTRO M.F.P; FIGUEIRA, R.A. Aquisição da linguagem. In: PFEIFFER, C. C.; NUNES, J. H. Introdução às ciências da linguagem- linguagem, história e conhecimento. Pontes, 2006


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