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Texto é um conjunto de signos lingüísticos ou extralingüísticos que veicula sentido, coerência e completude interna.

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3 Texto é um conjunto de signos lingüísticos ou extralingüísticos que veicula sentido, coerência e completude interna.

4 Verbal : palavra; Visual: imagem; Misto : palavra + imagem.

5 Texto não é um aglomerado de frases; O sentido das frases depende do contexto em que estão inseridas; Todo texto contém um pronunciamento dentro de uma escala mais ampla.

6 Contexto- unidade lingüística maior onde se encaixa uma unidade lingüística menor.

7 Frase Parágrafo Capítulo Obra

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9 é o tipo de texto em que se relatam as características de uma pessoa, de um objeto ou de uma situação qualquer, inscritos num certo momento estático do tempo.

10 Exemplo I Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das mesas. Nas ruas, pedestres apressados se atropelam. O trânsito caminha lento e nervoso. Eis São Paulo às sete da noite. · todos os enunciados relatam ocorrências simultâneas; Este texto é descritivo, pois:

11 não existe um enunciado que possa ser considerado cronologicamente anterior ao outro; ainda que se falem de ações, todas elas estão no presente, não indicando, portanto, nenhuma transformação de estado; se invertêssemos a seqüência dos enunciados, não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica; são relatados vários aspectos concretos de um lugar concreto num ponto estático do tempo.

12 Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de quase tumulto típico dessa hora.De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, insuficientes para substituir a iluminação anterior.

13 os fatos narrados não são simultâneos como na descrição: há mudança de um estado para outro, e, por isso, entre os enunciados existe uma relação de anterioridade e de posterioridade. Esse texto é narrativo, pois: relata fatos concretos, num espaço concreto e num tempo definido;

14 Dissertação é o tipo de texto que analisa e interpreta dados da realidade por meio de conceitos abstratos. As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam afetados: o trânsito é lento ; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação de serviço, ineficazes.

15 interpreta e analisa, através de conceitos abstratos, os dados concretos da realidade; os dados concretos que nele ocorrem funcionam apenas como recursos de confirmação ou exemplificação das idéias abstratas que estão sendo discutidas; os enunciados mantêm relações lógicas entre si, o que se impede de alterar a sua seqüência. Este texto é dissertativo, pois:

16 : narração: a visão de mundo do enunciador é transmitida por meio das ações que ele atribui aos personagens, por meio da caracterização que faz deles. · descrição: o enunciador transmite uma imagem positiva ou negativa daquilo que descreve, pelos aspectos que seleciona e pela adjetivação escolhida. · dissertação: o enunciador manifesta explicitamente sua opinião, usando para isso conceitos abstratos.

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18 Texto narrativo é aquele que relata as mudanças progressivas de estado que vão ocorrendo com as pessoas e as coisas através do tempo. Neste tipo de textos, os relatos estão organizados, numa disposição tal que entre eles existe sempre uma relação de anterioridade ou de posteridade.

19 relata mudanças de estado que foram ocorrendo com as personagens F. e P. ( nascimento -separação- adoção –formação –morte ) relação de anterioridade e de posterioridade entre os episódios relatados. Exemplo I 1. F. e P. nasceram do mesmo pai e da mesma mãe. 2. A fortuna, porém, não os assistiu com a mesma eqüidade: F. foi adotado e criado por família ilustre; P. deixou-se ficar com os pobres pais. 3. F. tirou título de doutor; P. morreu aos 18 anos num tiroteio com a polícia.

20 Estrutura da narração Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado: exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época), desenvolvimento (desenrolar dos fatos, apresentando complicação e clímax) desfecho (arremate da trama). Elementos da narração São elementos básicos da narração: enredo (ação), personagem, foco narrativo, linguagem, tempo e espaço.

21 A tessitura narrativa O QUÊ? – o(s) fato(s) que determina(m) a história; QUEM?_ a personagem ou personagens; COMO? _ o enredo, o modo como se tecem os fatos; ONDE? _ o lugar ou lugares da ocorrência; QUANDO? _ o momento ou momentos em que se passam os fatos; POR QUÊ? _ a causa do acontecimento.

22 Tragédia brasileira, de Manuel Bandeira Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade. Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, Dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura...Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moravam no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim, na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.

23 Elementos básicos da narração. O quê? Romance conturbado, que resulta em crime passional. Quem? Misael e Maria Elvira. Como? O envolvimento inconseqüente de um homem de 63 anos com uma prostituta. Onde? Lapa, Estácio, Rocha,Catete e vários outros lugares. Quando? Duração do relacionamento: três anos. Por quê? Promiscuidade de Maria Elvira. Quanto à estrutura narrativa convencional, acompanhe a seqüência de ações que compõem o enredo: Exposição: a união de Misael, 63 anos, funcionário público, a Maria Elvira, prostituta; Complicação: a infidelidade de Maria Elvira obriga Misael a buscar nova moradia para o casal; Clímax: as sucessivas mudanças de residência, provocadas pelo comportamento desregrado de Maria Elvira, acarretam o descontrole emocional de Misael; Desfecho: a polícia encontra Maria Elvira assassinada com seis tiros.

24 manipulação: uma personagem manipulada outra para induzi-la a um fazer (projeto do fazer), envolvendo um querer; competência: um saber ou um poder permite executar o projeto do fazer; performance: a personagem executa o projeto do fazer; sanção: conforme a ação executada, o sujeito do fazer é punido ou recompensado. Segundo Fiorin e Savioli (1992: 56), Dentro da estrutura narrativa, os enunciados podem ser agrupados em quatro fases distintas: manipulação, competência, performance, sanção.

25 MANIPULAÇÃO A filha do rei era muito bela. Certo dia, um dragão raptou-a, levando-a para sua caverna. Desolado, o rei, já avançado em anos, recorre a um príncipe, generoso e forte e lhe delega a incumbência de libertar a filha. No dorso de impetuoso cavalo, sai o príncipe com pressa de resgatar a princesa. O rei manipula o príncipe para que ele tome uma atitude. Como é generoso, o príncipe quer salvar a princesa e aceita o dever imposto pelo rei.

26 COMPETÊNCIA No caminho, uma velha maltrapilha, sentindo-se perdida, roga ao príncipe que a leve de volta para casa. Movido pela bondade do coração, ainda que angustiado pela pressa, o príncipe desvia-se do caminho e conduz a pobre velha ao lar. Eis que, ante os olhos surpresos do príncipe, a velha revela-se como uma bela fada de vestes brilhantes. Enaltecendo a generosidade do caráter do heróico cavaleiro, indica a caverna do dragão, presenteia-o com reluzente espada de ouro, advertindo-o de que somente com aquele instrumento conseguiria cortar a cabeça do dragão. Junto com a espada, a bondosa fada lhe dá uma ânfora de prata, cheia de uma poção capaz de torná-lo invisível. O príncipe (sujeito que vai fazer) adquire competências que ele ainda não possuía: a fada lhe ensina o lugar da caverna e o presenteia com uma espada, portanto ele adquire saber e poder. Por isso mesmo, essa é a fase chamada competência. Trata-se de uma fase importante do percurso narrativo, pois, para agir, não basta que o personagem queira ou deva mas também que saiba e possa.

27 PERFORMANCE Seguindo as indicações da fada, o príncipe atravessa a floresta povoada de perigosas feras e, sem ser visto, penetra na caverna do dragão, decapitando-o com um só golpe de espada. O príncipe decapitou o dragão e libertou a princesa, isto é, executou de fato aquilo que queria fazer. Essa fase é denominada performance. Nessa fase, há em geral uma relação de perda e ganho. Quando alguém ganha uma coisa, outro perde: o príncipe ganhou, o dragão perdeu.

28 SANÇÃO Salva a bela princesa, o generoso cavaleiro devolve-a para o rei, que, reconhecido, dá-lhe a mão da princesa e faz dele seu sucessor. Rei recompensa o príncipe, ou seja, sanciona positivamente as atitudes que o príncipe tomou. Por isso, chama-se essa fase sanção.

29 a) A piada f) A crônica g) O Conto h) O Romance b) Notícia de jornal c) A História em quadrinhos d) O Cartum e) O Poema

30 Receita de texto narrativo Com alguns traços marcantes e essenciais, procure caracterizar física e psicologicamente sua personagem. Torne sua idealização interessante para o leitor. Ex: fisicamente: olhos castanhos. Psicologicamente: incrédulo, ingênuo. Trabalhe sua linguagem de modo a combinar dados físicos e psicológicos, oferecendo uma visão total da personagem. Ex: Nos olhos castanhos de Miguel, havia um brilho incrédulo e ingênuo, enquanto lia a carta de Joana.

31 Lembre-se de que os períodos muito longos (num espaço aproximado de 30 linhas) tornam o texto arrastado; já os períodos curtos demais, se não forem bem construídos, podem tornar primária a redação. Prefira períodos curtos, sintetizando as ações. Ex: Todos correram alvoroçados; ninguém se machucou. Primeiro o pânico, depois o riso. Procure criar uma situação inusitada que desencadeia uma complicação, pois é o inesperado que sustenta o gosto pela leitura. Você pode narrar com ou sem diálogos. Os discursos diretos, quanto à pontuação, devem ser padronizados. Observe que os diálogos são um recurso da literatura para cativar o leitor. Quando bem articulados, tornam mais fluente a narrativa. Ex: - O que você esperava que eu fizesse? – gritou João. - Esperava que reagisse, só isso!. Ao introduzir o ambiente na narração, não se detenha em detalhes supérfluos. Caracterize os espaços e objetos determinantes da ação. Ex: Na sala, apenas o sofá vermelho que acalentava as noites insones de Luís.

32 Procure estender ao desfecho a criatividade que você manteve ao longo do texto. O desfecho deve ser original, inesperado, surpreendente, para não transformar a narrativa num simples relato. Não se esqueça de que o enredo de sua narrativa, antes do desfecho, deve apresentar suspense e clímax. Assim, esquematizando, temos: Personagem(s) definem-se pelas características e pelas ações. Enredo ação, organização de fatos (exposição, complicação, clímax, desfecho- manipulação, competência, performance e sanção) Tempo cronológico (tempo real) psicológico (tempo mental)

33 Espaço lugar (definido pela descrição ou apenas citado) Foco narrativo de terceira pessoa – narrador onisciente (tudo sabe, conhece a interioridade das personagens) narrador observador (tudo vê) de primeira pessoa (de dentro da história) - narrador-personagem (conta o que vê como personagem) Discurso direto (fala da personagem) indireto (o narrador traduz a fala da personagem) indireto livre (fusão da fala do autor e da personagem)


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