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INCAPACIDADE LABORATIVA EM DOENÇA DE CHAGAS Alejandro O. Luquetti Médico Perito do INSS desde 1975 Professor Adjunto da UFG Laboratório de Pesquisa em.

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1 INCAPACIDADE LABORATIVA EM DOENÇA DE CHAGAS Alejandro O. Luquetti Médico Perito do INSS desde 1975 Professor Adjunto da UFG Laboratório de Pesquisa em Doença de Chagas Universidade Federal de Goiás

2 DOENÇA DE CHAGAS - CAUSA: protozoário - O parasito: Trypanosoma cruzi, Mastigophora, Kinetoplastida (= a leishmanias), mesmo genero dos trip. africanos, 3 formas evolutivas: A, E, T - O vetor: inseto, triatomineo, > 120 espécies mais importantes as domiciliadas: Ti, Rp, Td - A infecção -nos mamíferos (reservatório) - no humano (infecção: 8 milhões) - A doença: menos da metade, vários mecanismos

3 DOENÇA DE CHAGAS MECANISMOS DE TRANSMISSÃO – PROFILAXIA MECANISMO CONDICIONANTEPROFILAXIA - Vetorial existência do vetor Inseticida - transf/transpl doador infectadoSorologia - congênita infrequente (1-8%)Detecção da mãe - oral alimentos (ETA)difícil - acidente lab falta de biosegurançabiosegurança

4 DOENÇA DE CHAGAS - EPIDEMIOLOGIA -Distribuição geográfica: - VETOR: só America, ênfase America Latina (exceto Cuba) - TRANSFUSÃO/transpl.: America Latina, raro agora, leis -Resto do mundo: onde há migraçao de latinos. -Movimentos Migratórios levaram a distribuição universal da doença -A) migrações nacionais: para cidades > 50% -B) migrações internacionais: todo país (Alaska a Suécia)

5 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS Brasil -Prevalência: menos de de infectados -Incidência: cerca de zero (excepcional) <100 via oral (açai/suco de cana) América Latina: -Prevalência: >8 milhões -Incidência: depende de pais com controle (Importância das iniciativas: Cone Sul, Andina, América Central, Amazônica, México) Mortalidade: atual= /ano

6 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS Importância da doença de Chagas Prevalência elevada Incapacidade (AVAI: anos de vida perdidos por incapacidade) Idade Tratamento complexo História

7 THE BURDEN OF DISEASE: LATIN AMERICA AND THE CARIBBEAN,1990 ARI Diarrhealdiseases AIDS AIDS Chagas Disease TB IntestinalHelminths ChildhoodDiseases Malaria SchistosomiasisLeprosyLeishmaniasis Females Males Total Dalys lost in millions

8 DOENÇA DE CHAGAS FASES E FORMAS CLÍNICAS Fase aguda (até 60 dias): parasitos circulantes Fase crônica:Forma indeterminada (50-60%) Forma cardíaca (20 a 35%) Forma digestiva alta (5 a 15%) baixa Forma associada Outras (nervosa, etc) raras e pouco caracterizadas

9 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS Diagnóstico clínico Elevado valor predictivo de: % sorologia Alterações ECG: BRD 99,5% P: 464 N: 2 Megaesôfago 91,4% P: N: 97 Megacólon 95,2% P: 648 N: 33 (Excluídos maiores de 60 anos)

10 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS Valor do diagnóstico laboratorial Fase aguda: Parasito: 100% Fase crônica:Anticorpos95-98%

11 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA FASE CRÔNICA - Presença de anticorpos anti-T.cruzi em > 98% - Presença de parasitos variável, não superior a 50%, mesmo com PCR - Parasitemia baixa, inconstante, variável, ausente na amostra - Soluções versus suspensões

12 SITUAÇÃO ATUAL DA DOENÇA DE CHAGAS DIAGNÓSTICO LABORATORIAL SOROLÓGICO - Presença em concentrações constantes no mesmo indivíduo - Testes convencionais (ELISA, IFI, HAI) em uso desde Enorme experiência acumulada em todos os países - Desempenho depende de insumo de boa qualidade e Boas Práticas de Laboratório - Em geral antígeno não purificado - Problemas de especificidade com leishmaniose

13 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS ONDE TEM CHAGAS HOJE NO BRASIL? 1)Originalmente, onde tinha barbeiros (mapas) e inquerito DN: 25 a. MG, RS, GO, BA, TO, PI, SE, CE, PR. 2)Raro SC, SP, Norte 3)Nascidos após 1985, raro, mesmo antes endemic. 4)Norte, hoje, via oral (PA), agudos e cronicos). 5)Nas regioes endemicas temos ainda 2 milhoes que vao sendo descobertos, ainda hoje, acima de 25 a. que devem ser diagnos- ticados, tratados, e alguns requerem BI 6)Em muitas GEx não há. Excepcional idade <25a (congenitos)

14 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS ALGUMAS CARACTERISTICAS DA INFECCAO, DE INTERESSE PERICIAL 1)Mais da metade, forma indeterminada, de bom prognóstico, para os próximos 10 anos) 2)Desses, um 2-3% por ano, saem da forma indeterminada, para cardíaca ou megas. 3)Imprevisível saber quais (não há marcador) 4)Dentre aqueles com forma cardíaca, evolucao incerta. Maioría não evolue. (BRD>>BRD) 5)Evolucoes rápidas em homens abaixo dos 35a!!! 6)Controles anuais, permitem descobrir evolucao

15 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS ALGUMAS CARACTERISTICAS DA INFECCAO, DE INTERESSE PERICIAL DIFERENCAS REGIONIAS 1)Temos hoje 3 T. cruzi no Brasil (existem 6) 2)T. cruzi do Centro-Oeste (TcII) Cardiopatías severas, Megaesofago, baixa transmissao congenita, resposta terapeutica específica pior (30% agudos falha) 3)T. cruzi do RS (igual a ARG, URU, PAR, BOL) (TcVI) cardiopatias mais leves, raro mega esofago, elevada tr.cong., melhor resp. terap 4)T. cruzi da Amazonia, silvestre, via oral (TcI)

16 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS Médico Perito: 1) Trata-se de doenca deChagas? a)diagnóstico: epidemiologia (onde nasceu?) clínica: BRD, megas sorologia (dois testes) b)sintomas (subjetivo, pode não ter) c)exame: ausculta (extrassístoles?) d)ECG: ESSENCIAL em todos, mesmo ass) 2) Se sim, ECG normal? (> 50% infectados) > T1? megas? (raro fora de Brasil Central)

17 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS Médico assistente: obrigacao atestado (informe estágio da doenca e exames). Evitar dar prazos, ou pior, solicitar aposentadoria. (cria conflito, dificil de desfazer). Médico do trabalho: candidato: avaliar ECG, não sorologia (discrimina) empregado: verificar incapac. Médico Perito: avaliar incapacidade para profissao que exerce; fixar tempo; eventual reabilitacao ou aposentadoria

18 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS Avaliar tripe: idade, doenca, profissao Doenca: fase aguda, excepcional, prazo 60 dias. fase cronica, forma indet. APTO (excecao) forma digestiva: habitual: T2 apenas no posoperatório. Caquexia: excepc. forma cardiaca leve: APTO para leves (costureira, escriturario) AVALIAR para médios esf. BOM SENSO

19 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS O ECG NA DOENCA DE CHAGAS Alem dos megas, a cardiopatia pode-se apresentar com: alteracoes do ritmo (arritmogenica por excelencia), tromboembolismo e insuficiencia cardíaca (fase tardia) A cardiomegalia é tardia. Alteracoes ECG: não caracteristicas: BV, TS, BS, AS, EV única, ARV Caracterísitca: BRD (com ou sem HBAE) Típicas: EV polimórficas, polifocais. Outras: BRE (não frequente), etc.

20 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS Cardiopatia: leve (BRD) + profissao pesada (pedreiro): avaliar: t. esforco, eco, ECG dinamica Se arritmia (EV multifocais), reabilitar. grave (fibr. atrial, cardiomegalia, mpasso, FE < 40%) cabe, em geral, LI Agravante: jovem (< 35 anos), sexo masculino. (Risco de morte súbita) BOM SENSO

21 IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO DA DOENÇA DE CHAGAS IMPORTANCIA DA CARDIOPATIA CHAGÁSICA NO BRASIL 10 CID Mais freqüentes por estado - GOIAS No. Benefícios 1) convalescença após cirurgia ) cardiopatia chagásica ) doença cardíaca hipertensiva ) osteoartrose ) hipertensão arterial ) lombalgia 975 MG: 10 º lugar com PI: 8 º lugar, DF: 6 º lugar DATAPREV, INSS, Ministério da Previdência Social, 1999

22 ASPECTOS MEDICO-TRABALHISTAS - D. de CHAGAS RESUMO 1)Confirmar diagnóstico 2)Verificar ECG: se normal, em geral T1. 3)Se alteracao inespecífica (uma só) e profissao leve (e sem risco para terceiros), T1 4)Valorizar mais de uma alteracao. 5)Se arritmia (EV multifocais), aprofundar. 6)Casos graves (fibr. atrial, cardiomeg, FE < 40%) cabe, em geral, LI (valorizar idade jovem). 7)As vezes: dúvidas: o bom senso prevalece. 8)Sempre valorizar profissao, idade e sexo masc.

23 DOENÇA DE CHAGAS INFORME CLÍNICO Não estoura como as bombas nem soa como os tiros. Igual que a fome, mata calando. Como a fome, mata aos calados: aos que vivem condenados ao silêncio e morrem condenados ao esquecimento. Tragédia que não faz barulho, doentes que não pagam, doença que não vende. A doença de Chagas não é negócio que atrai a indústria farmacêutica, nem é assunto que interesse aos políticos nem aos periodistas. Escolhe as suas vítimas entre os pobres. Vai mordendo e, lentamente, pouco a pouco, vai acabando com elas. As suas vítimas não tem direitos, nem dinheiro para comprar os direitos que não tem. Nem sequer tem o direito de saber de que morrem. (Eduardo Galeano, escritor uruguaio)


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