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"Foi no século XIV que ocorreu na Europa o início do fortalecimento do poder central por meio das monarquias nacionais, apontando para a organização do.

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2 "Foi no século XIV que ocorreu na Europa o início do fortalecimento do poder central por meio das monarquias nacionais, apontando para a organização do Estado moderno, O processo de formação desse Estado foi bastante contraditório, tornando difícil sua definição. Na realidade ele refletia um longo período de transição, em que forças políticas e sociais renovadoras ( como a burguesia ) procuravam seu espaço político e outras lutavam para manter o poder e seus privilégios ( nobreza).

3 Para a burguesia, os particularismos europeus dificultavam o desenvolvimento das atividades comerciais e financeiras, na medida em que cada região mantinha pesos, medidas, moedas, tributos, leis e taxas diferenciadas. Logo, de sua parte havia interesse na instituição de um poder unificado, pois isso corresponderia à unificação desses padrões

4 O poder centralizado também interessava ao rei, que procurava contra-por-se aos poderes locais e fortalecer-se politicamente para não se submeter à autoridade da Igreja e sua tendência universalista (que impõe sua autoridade considerando o conjunto de suas idéias, convicções e valores como uni­versais, não aceitando outros). Por isso, estabeleceu-se uma aliança entre reis e burguesia, direcionada para a formação das monarquias nacionais. Para concretizá-la era preciso organizar uma burocracia política e administrativa e um exército nacional, tarefa que seria financiada, por meio de impostos, pelos ricos banqueiros e comerciantes. Eles se tornaram, na prática, patronos do Estado e, em troca, receberam concessões comerciais alfandegárias; sobre­tudo, através das monarquias nacionais, obtinham a legitimação e o zelo da nova ordem sócio-econômica

5 ouro, poder e glória "Para seu fortalecimento, o Estado absolutista precisava dispor de um grande volume de recursos financeiros necessários à manutenção de um exército permanente e de uma marinha poderosa, ao pagamento dos funcionários reais e à manutenção do aparelho administrativo e ainda ao custeio dos gastos suntuosos da corte e das despesas das guerras no exterior. A obtenção desses recursos financeiros exigiu do Estado absolutista uma nova política econômica, conhecida como mercantilismo. Se na Idade Média, no auge do feudalismo, a riqueza básica era a terra, na Idade Moderna, no apogeu do absolutismo, os metais preciosos (ouro e prata) passaram a ser a nova forma de riqueza.

6 "Portugal surgiu como um feudo (o Condado Portugalense) do Reino de Leão, doado a um cavaleiro francês que havia se destacado na luta da reconquista, Henrique de Borgonha. Em 1139 Portugal proclamou sua independência do Reino de Leão e iniciou a expansão para o sul. "1 "Por muito tempo, o reino português permaneceu envolvido na luta pela expulsão dos mouros (conjunto de populações árabes, etíopes, turcomanas e afegãs) da península Ibérica. A luta terminou em 1249 com a vitória portuguesa e a conquista do Algarves (sul de Portugal).

7 Em 1383, com D. João, Mestre de Avis, teve início a dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputada entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Com a dinastia de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D. João. E este, apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugual o primeiro país europeu a constituir um Estado absolutista e mercantilista."

8 "Durante séculos, os diversos reinos cristãos que ocupavam o território espanhol (remos de Leão, Castela, Navarra e Aragão) lutaram pela expulsão dos muçulmanos da península Ibérica. A partir do século XIII, só havia na Espanha dois grandes remos fortes e em condições de disputar a liderança cristã da região:O de Castela e o de Aragão. Em 1469, a rainha Isabel, de Castela, casou-se com o rei Fernando, de Aragão. O casamento de Fernando e Isabel unificou politicamente a Espanha. A partir desse momento, os espanhóis intensificaram as lutas contra os árabes. Após a completa expulsão dos árabes, o poder real se fortaleceu e, com a ajuda da burguesia, a Espanha também se lançou às grandes navegações marítimas pelo Atlântico. "

9 Após a Guerra dos Cem Anos, a situação econômica e social da Inglaterra se tornou bastante crítica. Na realidade, a insatisfação da população com a crise e os sucessivos aumentos de impostos já havia ocorrido antes do término da guerra. Em 1381, por exemplo, os camponeses iniciaram uma rebelião, liderada por Wat Tyler, que foi violentamente reprimida pelo rei Ricardo II. A grave situação econômico-social e o fortalecimento da monarquia dividiram e enfraqueceram boa parte da nobreza inglesa. Os conflitos entre a nobreza se evidenciaram logo após a Guerra dos Cem Anos, quando duas famílias de nobres iniciaram uma verdadeira guerra civil pelo trono da Inglaterra.

10 Em 1445 começaram os conflitos entre os Lancaster (família nobre inglesa tradicional) e os York (nova nobreza vinculada às atividades comerciais). O confronto dessas duas famílias ficou conhecido como a Guerra das Duas Rosas ( ), pois cada família mantinha em seu brasão o símbolo da rosa. O conflito enfraqueceu a nobreza e permitiu a implantação de uma monarquia centralizada, com a ascensão da dinastia Tudor, que, apoiada pela burguesia, nomeou Henrique VII rei da Inglaterra. "

11 A Guerra das Rosas ou Guerra das Duas Rosas foi uma série de longas e intermitentes lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra, ocorridas ao longo de trinta anos de batalhas esporádicas (1445 e 1485), durante os reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III. Em campos opostos encontravam-se as casas de York e de Lancaster. As lutas pelo trono de Inglaterra entre famílias rivais dos descendentes de Eduardo III devem o seu nome aos símbolos das duas facções: uma rosa branca para a Casa de York, uma vermelha para a Casa de Lancaster (ambas de descendência Plantageneta).

12 "Fortalecidos, os sucessores de Henrique VII ampliaram os poderes da monarquia e diminuíram os poderes do parlamento inglês, que tem suas origens no século XIII. O parlamento, por volta de 1350, era composto por duas câmaras: a câmara dos lordes, formada por bispos, abades e nobres feudais; e a câmara dos comuns, formada por cavaleiros das zonas rurais, burgueses enriquecidos etc. No reinado da rainha Elisabeth I ( ), o absolutismo monárquico inglês fortaleceu-se ainda mais, na medida em que o poder real passou a colaborar ativamente com o desenvolvimento capitalista do país. Entre os principais acontecimentos que marcaram o reinado de Elisabeth I, podemos destacar: consolidação da igreja anglicana, e a liberação de recursos para atividades capitalistas; início da expansão colonial inglesa, com a colonização da América do Norte e o apoio aos atos de pirataria contra navios espanhóis.

13 Com a morte de Elisabeth (1603), chegou ao fim a dinastia dos Tudor. Não deixando descendentes diretos, o trono inglês coube a seu primo Jaime, rei da Escócia, que se tornou soberano dos dois países com o título de Jaime I. Iniciava-se, com Jaime I ( ), a dinastia dos Stuart, que procurou implantar de modo juridicamente definitivo o absolutismo na Inglaterra, retirando todo e qualquer poder do parlamento. "

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15 A expansão portuguesa O reino português existia desde Surgiu, juntamente com outros quatro remos cristãos no atual território da Espanha, durante a guerra de Reconquista, movida pela nobreza para expulsar os árabes da península Ibérica. Mas Portugal foi um reino tipicamente feudal, em que o poder era partilhado por inúmeras autoridades locais. Sua unificação completou-se em 1385, quando a burguesia portuguesa, unida em torno da monarquia, realizou uma revolução em que o rei saiu fortalecido.

16 O reino português possuía uma tradição marítimo-comercial em função de sua localização geográfica: estava voltado para o oceano Atlântico. No século XIV, ao tornar-se o primeiro Estado moderno da Europa com o apoio de sua burguesia mercantil, Portugal reunia condições necessárias para entrar na grande aventura da expansão marítima. Ao longo do século XV, os portugueses foram conquistando posições na costa oeste da África. Em 1498, o navegador português Vasco da Gama contornou o continente africano e, navegando através do oceano Indico, atingiu a Índia, no Oriente.

17 A partir desse momento, os interesses da burguesia portuguesa voltaram-se para a organização de um Império Colonial no Oriente, que lhe garantisse o monopólio do comércio de especiarias frente a outros concorrentes e em substituição aos mercadores italianos. Em 1500, os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral atravessaram o Atlântico e ancoraram suas caravelas em terras até então desconhecidas. Acabavam de descobrir o que viria a ser nosso país. Foi assim que o Brasil entrou na história da Europa ocidental

18 A expansão espanhola Os espanhóis estavam atrasados em relação aos portugueses, no processo de expansão marítimo-comercial. Sua unidade política só foi conseguida em 1469, graças ao casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do rei de Leão e Castela. Em 1492, o navegador italiano Cristóvão Colombo ofereceu ao rei e à rainha da Espanha o projeto de alcançar as Índias navegando para o ocidente. Com isso, ele pretendia acabar com o monopólio português no Oriente e comprovar que a Terra era esférica. Mas em sua viagem para atingir o Oriente, navegando sempre em direção ao ocidente.

19 Réplica da caravela Santa Maria de Colombo

20 Colombo encontrou, no meio do caminho, novas terras, que ele pensou serem as Índias. Na realidade, havia descoberto um novo continente, que depois foi chamado de América. Entre 1519 e 1522, o navegador espanhol Fernão de Magalhães empreendeu a primeira viagem de navegação ao redor do mundo. No século XVI, a descoberta e exploração de metais preciosos no Novo Mundo, em terras pertencentes aos reis espanhóis, transformou a Espanha na grande potência européia da época.

21 A expansão inglesa e francesa As guerras internas, como a das Duas Rosas, na Inglaterra, e a dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra, além do demorado pro­cesso de centralização do poder nas mãos do rei, atrasaram e dificultaram a conquista de novas terras por parte desses dois países. Mas, estimulados pelo êxito de portugueses e espanhóis, vários navegadores a serviço dos reis da França e da Inglaterra exploraram a costa atlântica da América do Norte. Contudo, a ocupação e exploração econômica dessas terras só aconteceria nos inícios do século XVII. "

22 O Renascimento Detalhe da capela Sistina de Michelangelo

23 TRANSFORMAÇÕES NO PENSAMENTO No período que se configura como a transição do Feudalismo para o Capitalismo, as artes, o pensamento e o conhecimento científico passaram por um processo de muitas mudanças, que foi denominado Renascimento Cultural. O termo Renascimento deve ser entendido como a retomada (renascer) do estudo de textos da cultura clássica greco-latina. Durante a Idade Média, a alegria, o prazer, o riso eram associados às forças inferiores, tanto do ser humano corno do mundo sobrenatural. Questionamentos de ordem intelectual ou tentativas de desvendar o funcionamento da natureza eram encarados como heresia. O Renascimento representou a redescoberta do conhecimento e do estudo fora do âmbito daquelas matérias permitidas pela Igreja. Os renascentistas preocupavam-se principalmente com as questões ligadas à vida humana. Por isso o movimento é identificado com o Humanismo.

24 Nascimento de Venus, de Sandro Botticelli, pintura de cerca de 1485 (galeria degli Uffizi, Florença )

25 Humanismo A princípio, o Humanismo foi identificado com a valorização de disciplinas relacionadas à vida humana, como Matemática, Línguas, História e Filosofia laica. Eram os estudos de humanidades. No primeiro momento, o Humanismo preocupou-se em buscar nas pessoas suas belezas, seus aspectos positivos, em contrapartida ao pensamento medieval, que entendia os seres humanos como frutos do pecado. É importante entender que o processo de valorização da humanidade não significou uma ruptura com a religião, as pessoas não se tornaram descrentes. O Humanismo renascentista não rompeu com a idéia criacionista, ou seja, manteve a idéia de que Deus criou a Terra e as pessoas, mas mudou a relação entre esses elementos.

26 O mundo não era mais pensado como um lugar de sofrimento e sim um lugar de delícias, onde o ser humano, a mais perfeita das criações divinas, foi colocado para ser feliz, para usufruir dos benefícios e das belezas de tudo o que o rodeia, inclusive do próprio corpo. Posteriormente, o Humanismo passou a identificar aquelas que analisavam de forma crítica as condições sociais, buscando uma outra maneira de viver distanciada daquele universo mágico e sombrio da Idade Média, e mais condizente com a nova realidade social.

27 Um movimento urbano A vida nas novas aglomerações urbanas que surgiram com o crescimento do comércio na Baixa Idade Média tinha características muito diferentes do modo de vida desenvolvido no feudo, o que levou ao estabelecimento de novas formas de pensar. Portanto, o Renascimento tem sido entendido como um movimento intelectual eminentemente urbano, expressão da sociedade que habitava as cidades livres. O berço do Renascimento foram as cidades italianas que viviam do comércio, como Veneza, Pisa, Gênova e, principalmente, Florença. Essas cidades italianas mantiveram um contato constante com Bizâncio (Constantinopla), permitindo que os sábios bizantinos, que tiveram de fugir de sua terra por causa das brigas religiosas que marcaram aquela sociedade, se mudassem para a Península Itálica e fossem responsáveis, em grande parte, pelas mudanças culturais que estamos estudando.

28 O mecenato Os burgueses que haviam conquistado suas riquezas com a exploração do comércio e das atividades bancárias, os nobres que ainda conservavam fortuna ou os reis praticavam o mecenato. Tratava-se da ajuda financeira a artistas e intelectuais para que esses pudessem desenvolver seus trabalhos sem a necessidade de realizar outra tarefa que garantisse sua subsistência. O mecenas era, em geral, um adepto da nova forma de pensar e um apreciador das artes, mas muitos mecenas queriam apenas ganhar prestígio social.

29 A impressão de livros a partir da invenção de Gutenberg Na Europa, durante a Idade Média, os livros eram co­piados à mão. O trabalho dos copistas era lento e a qualidade não era boa. Em 1450, o alemão Johannes Gutenberg criou a impressão mecânica, utilizando tipos móveis de metal. A nova técnica tornou inúmeras vezes mais veloz a reprodução de livros. A invenção de Gutenberg permitiu atender à crescente demanda por conhecimento. Mas não devemos nos iludir: o livro não se tornou popular, ao contrário, era ainda muito caro, inacessível para as camadas pobres da população.

30 Periodização do renascimento: 1.Século XIV e início do XV. Neste primeiro momento destaca-se a figura de Filippo Brunelleschi e uma arquitetura que se pretende classicista, mas ainda sem o referencial teórico e, principalmente, a canonização, que caracterizará o período seguinte. 2.Século XV e início do XVI. Considerado o período da Alta Renascença, no qual atuam arquitetos como Donnato Bramante e Leon Battista Alberti. 3.Século XVI. Neste momento, as características individuais dos arquitetos já começam a sobrepor-se às da canonização clássica, o que irá levar ao chamado Maneirismo. Atuam arquitetos como Michelangelo, Andrea Palladio e Giulio Romano.

31 No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa. Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso. No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo que as mudanças na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia. Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem empreendedor e ao justificar a busca do lucro, sempre condenado pela igreja católica.

32 Pontos importantes – contexto cultural: Antropocentrismo comportamento dos clérigos O acesso a bíblia – novas conclusões e abordagens Uma heresia que deu certo – no sentido de ter sido aceita a despeito dos esforços contrários da igreja católica.

33 A formação das monarquias nacionais trouxe consigo um sentimento de nacionalidade às pessoas que habitavam uma mesma região. Esse fato motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a ser mais importantes. Outro fator muito importante, ligado ao anterior, foi a ascensão da burguesia, que, além do papel decisivo que representou na formação das monarquias nacionais e no pensamento humanista, foi fundamental na Reforma religiosa A doutrina protestante, criada pela Reforma, satisfazia plenamente os anseios desta nova classe, pois pregava o acúmulo de capital como forma de obtenção do paraíso celestial. Assim, grande parte da burguesia, ligada às atividades lucrativas, aderiu ao movimento reformista.

34 Por que a Reforma começou na Alemanha? No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhia impostos em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses. A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportação de vidro, de metais e a indústria do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário.

35 "Martinho Lutero era um monge agostiniano, de origem pequeno- burguesa, da região da Saxônia. Um homem pessoalmente angustiado e com tendências ao misticismo. Seu rompimento com a igreja católica deu- se em razão da venda de indulgências. Para concluir a construção da Basílica de São Pedro

36 Lutero protestou violentamente contra tal comércio e, em 1517, afixou na porta da igreja de Wittenberg, onde era mestre e pregador, 95 proposições onde, entre outras coisas, condenava a prática vergonhosa da venda de indulgências. O papa Leão X exigiu uma retratação, sempre recusada.

37 Lutero foi excomungado e reagiu imediatamente, queimando em público a bula papal (documento de excomunhão) Frederico, príncipe eleito da Saxônia e protetor de Lutero, recolheu-o em seu castelo, onde o pensador religioso desenvolveu suas idéias. As principais foram: A justificação pela fé, pela qual as aparências têm valor secundário. A única coisa que salva o homem é a fé. Sem ela, de nada valem as obras de piedade, os preceitos e as regras. O homem está só diante de Deus, sem intermediários: Deus estende ao homem sua graça e salvação; o homem estende para Deus sua fé.

38 Por isso a Igreja não tem função, o papa é um impostor, a hierarquia eclesiástica, uma inutilidade. Outra idéia de Lutero era o livre- exame. A Igreja era considerada incompetente para salvar o homem; por isso sua interpretação das Sagradas Escrituras não era válida: Lutero queria que todos os homens tivessem acesso à Bíblia (por isso a traduziu do latim para o alemão). Todo homem poderia interpretar a Bíblia segundo sua própria consciência, emancipando-se no plano da ideologia religiosa.

39 Quem vai aderir as idéias Luteranas: A burguesia que desejava as terras da Igreja; Os camponeses que querem sair dos sistemas feudais Os comerciantes e produtores de manufaturas A pequena nobreza Alguns membros da nobreza que pretendem o poder político acima do poder eclesiástico.

40 Carlos V convoca Lutero para retratar-se Lutero se recusa e é banido É abrigado por Frederico III por um ano Nesse período traduz o Antigo testamento para o alemão Suas idéias semearam a subversão na Alemanha Deu origem a seita anabatista devido a interpretação mais radical das idéias de |Lutero Os anabatistas negavam o batismo e não acreditavam na Bíblia como intermediária entre Deus e os homens. Inicia-se a revolta camponesa reprimida pelas autoridades fazendo mais de 100 mil mortos. O movimento permaneceu ativo até 1535.

41 A Paz de Augsburgo A Paz de Augsburgo foi um tratado assinado entre Carlos V, Sacro Imperador Romano e as forças da Liga de Esmalcalda em 25 de Setembro de 1555 na cidade de Augsburgo, na atual Alemanha. Ficava de terminado que : - não se podia guerrear por motivos religiosos na região - somente duas religiões seriam reconhecidas – catolicismo e luteranismo Em cada unidade do império seria reconhecida apenas uma religião A religião do príncipe seria obrigatória aos súditos A propagação das idéias de Lutero pela Europa oriental e Ocidental possibilitam a formação de nova idéias – Calvino é um exemplo.

42 "Enquanto a Reforma luterana se disseminava pela Alemanha, os franceses tentavam elaborar uma reforma mais pacífica, orientada pelos humanistas. Mas os setores católicos conservadores, que dominavam a Universidade de Sorbone, impediram o trabalho dos humanistas, preparando terreno para uma reforma muito mais radical e intransigente, liderada por João Calvino. Calvino era ex-aluno da Universidade de Paris, nascido em 1509 de uma família pequeno-burguesa e estudioso de leis. Em 1531 aderiu às idéias reformistas, bastante difundidas nos meios cultos da França. Perseguido por causa de suas idéias, foi obrigado a fugir para a cidade de Basiléia, onde publicou, em a Instituição da Religião Cristã, definindo seu pensamento. Calvino, como Lutero, partia da salvação pela fé, mas suas conclusões eram bem mais radicais; o homem seria uma criatura miserável, corrompida e cheia de pecados; somente a fé poderia salvá-lo, embora essa salvação dependesse da vontade divina esta era a idéia da Predestinação.

43 Semelhança – quanto a teoria e a prática da religião – pragmatismo que aliam as duas questões. Diferença – Lutero é apoiado pela nobreza e possui o Apoio do Estado Diferença – O Calvinismo amplia o individualismo encontrado nos textos sagrados. Diferença - O Calvinismo seria uma dissidência do Luteranismo. Lutero propõe a salvação pela fé e Calvino pela predestinação. Para Calvino a Igreja é uma instituição superior a todas as outras.

44 " Na Inglaterra, a difusão da Reforma foi facilitada pela disputa pessoal entre o soberano, Henrique VIII, e o papa. Henrique VIII era católico, mas rompeu com o papa quando este se recusou a dissolver seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um filho homem. Ignorando a decisão papal, Henrique VIII casou-se, em 1533, com Ana Bolena, sendo excomungado pelo papa Clemente VII. O soberano encontrava assim uma justificativa para impedir que o poder da Igreja ofuscasse a autoridade de um rei absolutista. Além do mais, os bens da Igreja passaram para as mãos da nobreza, que apoiava o rei. Desta forma, as propriedades da nobreza aumentaram, facilitando a nova atividade econômica de produção de lã, que era pro­curada pelas manufaturas de tecidos. A oficialização do rompimento entre Henrique VIII e o papado deu-se quando o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que, em 1534, colocou a Igreja sob a autoridade real: nascia a igreja anglicana.

45 "A situação da igreja católica, em meados do século XVI, era bastante difícil: ela perdera metade da Alemanha, toda a Inglaterra e os países escandinavos; estava em recuo na França, nos Países Baixos, na Áustria, na Boêmia e na Hungria. A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma barreira colocada pela Igreja contra a crescente onda do protestantismo. Para enfrentar as novas doutrinas, a igreja católica lançou mão de uma arma muito antiga: a Inquisição. O Tribunal da Inquisição foi muito poderoso na Europa nos séculos XIII e XIV, No decorrer do século XV, porém, perdeu sua força. Entretanto, em 1542 este tribunal foi reativado para julgar e perseguir indivíduos acusados de praticar ou difundir as novas doutrinas protestantes.

46 Para remediar os abusos da Igreja e definir com clareza sua doutrina, organizou-se o Concilio de Trento ( ). O Concilio tomou uma série de medidas, entre as quais citamos: Organizou a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários. Não poderiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos. Estabeleceu que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja; apenas esta estava autorizada a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto da Virgem Maria e das imagens. Reafirmava a infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação.

47 A conseqüência mais importante deste Concilio foi o fortalecimento da autoridade do papa, que, a partir de então, passou a ter a palavra final sobre os dogmas defendidos pela igreja católica. A partir da Contra-Reforma surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola em Os jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia. "1


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