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PLANTAS. As plantas contém, freqüentemente, uma associação de produtos nocivos As plantas contém, freqüentemente,

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1 PLANTAS

2 As plantas contém, freqüentemente, uma associação de produtos nocivos As plantas contém, freqüentemente, uma associação de produtos nocivos A proximidade entre os efeitos medicinais e tóxicos é uma constante entre as plantas A proximidade entre os efeitos medicinais e tóxicos é uma constante entre as plantas O profissional de saúde não conhece botânica O profissional de saúde não conhece botânica Nomes populares sofrem variações regionais Nomes populares sofrem variações regionais PLANTAS TÓXICAS Generalidades

3 Grupos e princípios tóxicos Grupos Princípios ativos Alcalóides beladonados, pirrolizidínicos, solanínicos Látex irritante fitotoxina Toxalbumina cursina, ricina Glicosídeos cardiogênicos, saponínicos, cianogênicos Oxalato de Cálcio cristais de oxalato de cálcio Triterpenóidelantanina Abortivos rutina, furocumarinas Alucinógenos canabinol e correlatos Ação Mecânica acetilcolina, histamina e 5-hidroxitriptamina Generalidades

4 Condições especiais Clima Clima Tipos de solo Tipos de solo Época de colheita Época de colheita Tipo e qualidade do adubo Tipo e qualidade do adubo Parte ou toda a planta Raiz, caule, folhas e/ou sementes Raiz, caule, folhas e/ou sementes Todas as partes da planta Todas as partes da planta Variação de concentração do princípio ativo Generalidades

5 Aspectos da toxicologia (1) Intoxicação aguda - ingestão quase sempre acidental Intoxicação aguda - ingestão quase sempre acidental faixa pediátrica faixa pediátrica Intoxicação crônica - ingestão continuada, acidental ou intencional Intoxicação crônica - ingestão continuada, acidental ou intencional Ex: cirrose hepática nas crianças da Jamaica por ingestão de vegetais - Crotalaria Distúrbios hepáticos e circulatórios: mastigação de sementes ou ingestão de alimentos com trigo contaminado com sementes de Senecio (populações orientais) Distúrbios hepáticos e circulatórios: mastigação de sementes ou ingestão de alimentos com trigo contaminado com sementes de Senecio (populações orientais) Generalidades

6 Aspectos da toxicologia (2) Exposição crônica Contato sistemático em atividades industriais e agrícolasContato sistemático em atividades industriais e agrícolas Uso continuado de certas espécies vegetais visando: Efeitos alucinógenos ou entorpecentes Efeitos alucinógenos ou entorpecentes Hábitos, crendices populares ou epidemias: câncer, emagrecimento, problemas de pele e unhas, distúrbios urinários,... Hábitos, crendices populares ou epidemias: câncer, emagrecimento, problemas de pele e unhas, distúrbios urinários,... Generalidades

7 Regras básicas de segurança (1) Manter as plantas fora do alcance de crianças Manter as plantas fora do alcance de crianças Conhecer as plantas de casa e da região pelo nome e características Conhecer as plantas de casa e da região pelo nome e características Ensinar crianças a apreciarem plantas sem tocá-las Ensinar crianças a apreciarem plantas sem tocá-las Não permitir que se crie o hábito de chupar néctar de flores ou de fazer comidinhas com folhas e sementes Não permitir que se crie o hábito de chupar néctar de flores ou de fazer comidinhas com folhas e sementes Não preparar, nem tomar remédios ou chás caseiros feitos com plantas, sem orientação médica Não preparar, nem tomar remédios ou chás caseiros feitos com plantas, sem orientação médica Prevenção

8 Identificar a planta antes de comer seus frutos Identificar a planta antes de comer seus frutos Não fazer brinquedos ou apitos de talos de plantas desconhecidas Não fazer brinquedos ou apitos de talos de plantas desconhecidas Em caso de acidente, procurar orientação médica e guardar a planta para possibilitar sua identificação Em caso de acidente, procurar orientação médica e guardar a planta para possibilitar sua identificação Em caso de dúvida, ligar para o CIAT local Em caso de dúvida, ligar para o CIAT local Não há regras seguras para distinguir plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade. Regras básicas de segurança (2) Prevenção

9 Classificação Manifestações clínicas ou efeito tóxico: sensibilização, lesão cutâneo-mucosa, e alterações gastrintestinais, neurológicas, respiratórias, cardíacas,... Manifestações clínicas ou efeito tóxico: sensibilização, lesão cutâneo-mucosa, e alterações gastrintestinais, neurológicas, respiratórias, cardíacas,... Grupo toxicológico: vegetais cianogênicos, beladonados, cardiogênicos,... Grupo toxicológico: vegetais cianogênicos, beladonados, cardiogênicos,... Princípio ativo: alucinógeno, látex irritante, glicosídeos, alcalóides, toxalbuminas, abortivo,... Princípio ativo: alucinógeno, látex irritante, glicosídeos, alcalóides, toxalbuminas, abortivo,... Família: solanáceas, euforbiáceas, apocynaceae,... Família: solanáceas, euforbiáceas, apocynaceae,... Classificação

10 Princípios terapêuticos gerais (1) Mesmas etapas de outros agentes: Diminuição da exposição Diminuição da exposição Aumento da eliminação do tóxico absorvido Aumento da eliminação do tóxico absorvido Administrar antídotos e antagonistas Administrar antídotos e antagonistas Tratamento geral e sintomáticos Tratamento geral e sintomáticos Princípios terapêuticos

11 Princípios terapêuticos gerais (2) Diminuição da exposição Descontaminação gastrintestinal Esvaziamento gástrico êmese ou lavagem gástrica - Tempo útil: horas após ingestão - Carvão ativado - Catárticos Descontaminação ocular e dérmica Princípios terapêuticos

12 Princípios terapêuticos gerais (3) Aumento da eliminação do tóxico absorvido Muito importante para outros toxicantes Administração de antídotos e antagonistas Número restrito: nitrito e hipossulfito Tratamento geral e sintomático Importante e, quando bem realizada, influencia o prognóstico Princípios terapêuticos

13 Plantas que causam distúrbios cutâneos: Plantas que causam distúrbios cutâneos: Traumas ou lesões mecânicas Traumas ou lesões mecânicas Irritação química primária Irritação química primária Levam a sensibilização alérgica Levam a sensibilização alérgica Fitofotodermatoses Fitofotodermatoses Plantas que causam distúrbios mucosos: Plantas que causam distúrbios mucosos: Cristais de oxalato de cálcio Cristais de oxalato de cálcio Plantas com seiva irritante Plantas com seiva irritante Plantas causadoras de distúrbios cutâneos ou mucosos Alterações cutaneo-mucosas

14 Traumas ou lesões mecânicas Fator de risco: espinhos, espículas, farpas, pêlos e bordas cortantes ou serrilhadas das folhas Fator de risco: espinhos, espículas, farpas, pêlos e bordas cortantes ou serrilhadas das folhas Risco adicional: contato com látex Risco adicional: contato com látex Clínica: presença do agente Clínica: presença do agente Complicação: infecção bacteriana / micotoxicoses Complicação: infecção bacteriana / micotoxicoses Tratamento: limpeza, retirar fragmentos, compressas frias, soluções anti-sépticas ou antiinflamatórias Tratamento: limpeza, retirar fragmentos, compressas frias, soluções anti-sépticas ou antiinflamatórias Traumas e lesões mecânicas

15 Plantas que causam reações locais (látex e espinhos) Látex e espinhos Coroa-de-cristo Urtiga Cactos Avelós Espinhos Roxinha

16 Princípio ativo: histamina, serotonina, acetilcolina Sintomas: contato causa dor imediata por irritação, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira Látex e espinhos

17 Risco: contato com componentes químicos diversos da planta, geralmente seiva (não bem identificadas) Risco: contato com componentes químicos diversos da planta, geralmente seiva (não bem identificadas) Ex: coroa-de-cristo, urtiga, pinhão paraguaio Local: superfície (óleo da casca de frutas cítricas) ou corte/quebra/esmagamento planta Local: superfície (óleo da casca de frutas cítricas) ou corte/quebra/esmagamento planta Clínica: irritação de aparecimento rápido, proporcional à concentração do agente irritante Clínica: irritação de aparecimento rápido, proporcional à concentração do agente irritante Sintomas logo após contato: eritema, prurido, queimação Sintomas logo após contato: eritema, prurido, queimação Tratamento: descontaminação/sintomáticos Tratamento: descontaminação/sintomáticos Provocam irritação química primária Irritação química primária

18 Pinhão paraguaio Cacto Bico de papagaio Irritação química primária

19 Período de latência entre exposição e início dos sintomas Período de latência entre exposição e início dos sintomas Ex: aroeira, rutáceas (charão), tulipa, peroba, ipê Risco: medicina ocupacional marceneiros/carpinteiros Risco: medicina ocupacional marceneiros/carpinteiros Sintomas: prurido, eritema, edema, vesículas e bolhas exsudação e crostas Sintomas: prurido, eritema, edema, vesículas e bolhas exsudação e crostas Tratamento: descontaminação/sintomáticos (anti- histamínicos, de acordo com a intensidade) Tratamento: descontaminação/sintomáticos (anti- histamínicos, de acordo com a intensidade) Provocam sensibilização alérgica Reação alérgica

20 Família: anacardiaceae Nome científico: Lithraea brasiliens Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava aroeira-do-mato, aroeira-brava Parte tóxica: todas as partes Princípios ativos conhecidos: óleos voláteis, felandreno, carvacrol e pineno AROEIRA Reação alérgica

21 Princípio ativo: psolarenos Princípio ativo: psolarenos Modo de ação: mecanismo fototóxico pele hipersensível aos raios solares Modo de ação: mecanismo fototóxico pele hipersensível aos raios solares Ex: figo, caju, limão, camará Clínica: erupção, hiperpigmentação tardia e de longa evolução Clínica: erupção, hiperpigmentação tardia e de longa evolução Casos graves: vesículas e bolhas Tratamento: Tratamento: Descontinuação da exposição, limpeza cuidadosa Descontinuação da exposição, limpeza cuidadosa Sintomáticos, anti-histamínicos e corticóides Sintomáticos, anti-histamínicos e corticóides Causam fitofotodermatoses Fitofotodermatose

22 Ficus carica Anacardium occidentale Lantana camara Fitofotodermatose

23 Citrus sp Fitofotodermatose

24 Irritação cutâneo-mucosa Tratamento Supressão da exposição Supressão da exposição Limpeza cuidadosa das lesões Limpeza cuidadosa das lesões Anti-histamínicos Anti-histamínicos Corticóides Corticóides Irritação cutâneo-mucosa

25 Plantas que causam irritação de pele e mucosas Comigo- ninguém-pode Tinhorão Taioba Copo-de-leiteFilodendroCheflera Bucha-paulista Irritação cutâneo-mucosa

26 Oxalato de cálcio e ácido oxálico Manifestações Clínicas irritação de mucosas e pele irritação de mucosas e pele edema de lábio, língua e palato edema de lábio, língua e palato dor em queimação e sialorréia dor em queimação e sialorréia disfagia disfagia dor abdominal, náusea e vômito dor abdominal, náusea e vômito fotofobia e lacrimejamento fotofobia e lacrimejamento reação alérgica reação alérgica asfixia asfixia Irritação cutâneo-mucosa

27 Oxalato de cálcio e acido oxálico Tratamento Não fazer esvaziamento gástrico Não fazer esvaziamento gástrico Oferecer líquidos frios ou gelados, em abundância Oferecer líquidos frios ou gelados, em abundância Demulcentes Demulcentes Cutâneo e ocular: lavagem copiosa com água Cutâneo e ocular: lavagem copiosa com água Analgésicos Analgésicos Corticóides e endoscopia, nos casos graves Corticóides e endoscopia, nos casos graves Irritação cutâneo-mucosa

28 Mamona Pinhão- paraguaio Jequiriti Joá Sintomas gastrintestinais (toxalbuminas) Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

29 Família: Euphorbiaceae Família: Euphorbiaceae Nome científico: Ricinus comunis Nome científico: Ricinus comunis Nome popular: mamona Nome popular: mamona Princípio ativo: ricina – modo de ação indeterminado Princípio ativo: ricina – modo de ação indeterminado Parte tóxica: torta de mamona e sementes são ricas em ricina Parte tóxica: torta de mamona e sementes são ricas em ricina (óleo de rícino não contém princípio ativo) Dose letal: 1 a 2 sementes Dose letal: 1 a 2 sementes Irritação gastrintestinal - toxalbuminas MAMONA

30 Família: Euphorbiaceae Família: Euphorbiaceae Nome científico: Jatropha curcas Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão Nome científico: Jatropha curcas Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão Parte tóxica: folhas e frutos Parte tóxica: folhas e frutos Princípio ativo: curcina Princípio ativo: curcina PINHÃO-PARAGUAIO Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

31 Família: Euphorbiaceae Família: Euphorbiaceae Nome científico: Jatropha gossypiifolia Nome científico: Jatropha gossypiifolia Nome popular: pinhão-bravo, pinhão, pinhão-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo Nome popular: pinhão-bravo, pinhão, pinhão-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo Parte tóxica: folhas e frutos Parte tóxica: folhas e frutos P rincípio ativo: curcina P rincípio ativo: curcina PINHÃO-ROXO Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

32 BÁLSAMO Família: Euphorbiaceae Família: Euphorbiaceae Nome científico: Jatropha multifida Nome científico: Jatropha multifida Nome popular: mamãozinho, bálsamo, flor-de-coral Nome popular: mamãozinho, bálsamo, flor-de-coral Parte tóxica: folhas e frutos Parte tóxica: folhas e frutos Princípio ativo: curcina Princípio ativo: curcina Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

33 Curcina aglutinante aglutinante irritante da mucosa gástrica irritante da mucosa gástrica ação hemolizante ação hemolizante Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

34 Família: Leguminosae Família: Leguminosae Nome científico: Abrus precatorius Nome científico: Abrus precatorius Nome popular: jequiriti Nome popular: jequiriti Parte tóxica: frutos Parte tóxica: frutos Princípio ativo: abrina (aglutinante) Princípio ativo: abrina (aglutinante) Dose Letal: meia a duas sementes Dose Letal: meia a duas sementes Irritação gastrintestinal - toxalbuminas JEQUIRITI

35 Clínica irritação gastrintestinal irritação gastrintestinal choque, hipotensão, taquicardia,desidratação, coagulação intravascular disseminada choque, hipotensão, taquicardia,desidratação, coagulação intravascular disseminada vertigem, sonolência, torpor, prostração, coma, convulsões vertigem, sonolência, torpor, prostração, coma, convulsões depressão respiratória depressão respiratória distúrbio hidreletrolítico e ácido-base distúrbio hidreletrolítico e ácido-base insuficiência renal aguda insuficiência renal aguda Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

36 Tratamento Êmese ou lavagem gástrica Êmese ou lavagem gástrica Carvão ativado Carvão ativado Sintomáticos Sintomáticos Irritação gastrintestinal - toxalbuminas

37 Saia-branca Estramônio Dama-da-noite Alterações neurológicas (alcalóides beladonados) Alterações neurológicas – alcalóides beladonados

38 Clínica Gastrintestinal: boca seca (dificuldade deglutição e fala), náusea, vômitos Gastrintestinal: boca seca (dificuldade deglutição e fala), náusea, vômitos Cutânea: quente, seca, ruborisada Cutânea: quente, seca, ruborisada Cardiovascular: taquicardia sinusal, hipo ou hipertensão Cardiovascular: taquicardia sinusal, hipo ou hipertensão Neurológica central: agitação, confusão, delírio, alucinações, convulsão, coma Neurológica central: agitação, confusão, delírio, alucinações, convulsão, coma Midríase, disúria, oligúria, retenção urinária, hipertermia Midríase, disúria, oligúria, retenção urinária, hipertermia Alterações neurológicas – alcalóides beladonados

39 Tratamento Êmese – nos primeiros 30 min até 6 horas (diminuem a motilidade do aparelho digestivo) Êmese – nos primeiros 30 min até 6 horas (diminuem a motilidade do aparelho digestivo) Carvão ativado Carvão ativado Catárticos Catárticos Sintomáticos Sintomáticos Hipertermia - medidas físicas Hipertermia - medidas físicas Arritmias: propranolol Arritmias: propranolol Agitação psicomotora: benzodiazepínicos de ação curta Agitação psicomotora: benzodiazepínicos de ação curta Alterações neurológicas – alcalóides beladonados

40 Mandioca Rabo-de-gato Sorgo Alterações respiratórias (glicosídeos cianogênicos) Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

41 Plantas que contêm glicosídeos cianogênicos Mandioca-brava Mandioca-brava Sementes de pêssego, amêndoa, maçã Sementes de pêssego, amêndoa, maçã Broto-de-bambu imaturo Broto-de-bambu imaturo Hortência Hortência Rosas Rosas Sorgo e feijão trepador Sorgo e feijão trepador Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

42 Liberação de ácido cianídrico Liberação de ácido cianídrico Termolábil e volátil Termolábil e volátil Hipóxia citotóxica Hipóxia citotóxica Inibem vários sistemas enzimáticos Inibem vários sistemas enzimáticos Propriedades dos glicosídeos cianogênicos Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

43 Ação Radical cianeto inibe a transferência de elétron da citocromo-oxidase, na cadeia respiratória Radical cianeto inibe a transferência de elétron da citocromo-oxidase, na cadeia respiratória Ácido cianídrico é transformado pela rodonase em tiocianato não tóxico Ácido cianídrico é transformado pela rodonase em tiocianato não tóxico Cianeto + Fe 3+ hipoxia Cianeto + Fe 3+ hipoxia Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

44 Absorção: rápida, via inalatória, oral (ingestão de alimentos crus ou mal cozidos) e dérmica Absorção: rápida, via inalatória, oral (ingestão de alimentos crus ou mal cozidos) e dérmica Distribuição: rápida para todos os tecidos Distribuição: rápida para todos os tecidos Ligação: proteínas plasmáticas Ligação: proteínas plasmáticas Meia vida: min Meia vida: min Absorção de pequenas quantidades: influência da rodanase na transformação em tiocianatos Absorção de pequenas quantidades: influência da rodanase na transformação em tiocianatos Absorção de grandes quantidades: HCN combina-se com Fe 3+ (citocromoxidase) citocromoxidase-CN hipóxia citotóxica Absorção de grandes quantidades: HCN combina-se com Fe 3+ (citocromoxidase) citocromoxidase-CN hipóxia citotóxica Cinética Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

45 Clínica Início dos sintomas: h após ingestão Início dos sintomas: h após ingestão Gastrintestinais: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, acidose metabólica, hálito de amêndoas Gastrintestinais: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, acidose metabólica, hálito de amêndoas Neurológicos: sonolência, letargia, trismo, midríase, sonolência, opistótono, torpor, convulsões e coma Neurológicos: sonolência, letargia, trismo, midríase, sonolência, opistótono, torpor, convulsões e coma Respiratórios: dispnéia, apnéia, face asfíxica, cianose Respiratórios: dispnéia, apnéia, face asfíxica, cianose Cardiovasculares: hipotensão, choque, arritmias, sangue vermelho rutilante Cardiovasculares: hipotensão, choque, arritmias, sangue vermelho rutilante Distúrbios ácido-básico: acidose respiração de Kusmaul Distúrbios ácido-básico: acidose respiração de Kusmaul Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

46 Tratamento precoce Tratamento precoce Paciente sintomático: NÃO PROVOCAR ÊMESE Paciente sintomático: NÃO PROVOCAR ÊMESE - quantidade sub-tóxica: não requer êmese - quantidade tóxica: resulta em atraso e risco Lavagem gástrica: feita logo após ingestão, no coma ou em caso de risco de convulsão Lavagem gástrica: feita logo após ingestão, no coma ou em caso de risco de convulsão Todos: carvão ativado + catárticos, e oxigênio a 100% Todos: carvão ativado + catárticos, e oxigênio a 100% Casos leves: somente oxigênio Casos leves: somente oxigênio Casos graves: acesso EV + antídoto Casos graves: acesso EV + antídoto Tratamento (1) Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

47 Administrar nitrito de sódio formação de metemoglobina que possui maior afinidade com cianeto do que a com a citocromo-oxidase cianometemoglobina (não tóxico) Administrar nitrito de sódio formação de metemoglobina que possui maior afinidade com cianeto do que a com a citocromo-oxidase cianometemoglobina (não tóxico) Seguido de tiosulfato de sódio: aumenta a conversão enzimática (via rodanase) do cianeto em tiocianato (não tóxico) Seguido de tiosulfato de sódio: aumenta a conversão enzimática (via rodanase) do cianeto em tiocianato (não tóxico) Tratar convulsões, metemoglobinemia, acidose e hipotensão Tratar convulsões, metemoglobinemia, acidose e hipotensão Alternativa antidotal: hidroxicobalamina (Vit B 12 ) Alternativa antidotal: hidroxicobalamina (Vit B 12 ) Níveis altos de metemoglobina usar azul de metileno Níveis altos de metemoglobina usar azul de metileno Tratamento (2) - antídoto Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

48 Tratamento (3) Nitrito de amila por via inalatória, inspiração durante 30 seg, a cada 2 min forma cianometahemoglobina (não tóxica) Nitrito de amila por via inalatória, inspiração durante 30 seg, a cada 2 min forma cianometahemoglobina (não tóxica) Nitrito de sódio a 3%: 10 ml EV em adultos + manutenção das funções vitais Nitrito de sódio a 3%: 10 ml EV em adultos + manutenção das funções vitais Hipossulfito de sódio a 25% - 25 a 50ml EV em adultos, 1ml/kg em crianças forma tiocianatos Hipossulfito de sódio a 25% - 25 a 50ml EV em adultos, 1ml/kg em crianças forma tiocianatos Hidroxicobalamina: µg EV forma ciano- cobalamina (atóxica) Hidroxicobalamina: µg EV forma ciano- cobalamina (atóxica) Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

49 Tratamento (4) - antídotos Nitrito de sódio a 3% Nitrito de sódio a 3% Hipossulfito de sódio a 25% Hipossulfito de sódio a 25% Hidroxicobalamina µg Hidroxicobalamina µg Alterações respiratórias - glicosídeos cianogênicos

50 Espirradeira Dedal-de-dama Chapéu-de- napoleão Alterações cardíacas (glicosídeos cardiogênicos) Alterações respiratórias - glicosídeos cardiogênicos

51 Ação Agem na enzima Na-K-ATPase Agem na enzima Na-K-ATPase Aumento do Na e do Ca intracelulares Aumento do Na e do Ca intracelulares Aumento da força de contração do músculo cardíaco Aumento da força de contração do músculo cardíaco Alterações respiratórias - glicosídeos cardiogênicos

52 Sintomas: em 1 a 2 horas Sintomas: em 1 a 2 horas Clínica (semelhante intoxicação digitálica) Clínica (semelhante intoxicação digitálica) - Gastrintestinal: náusea, vômitos, cólicas abdominais intensas, hipocalcemia, diarréia muco-sanguinolenta - Neurológica central: confusão mental, fadiga, mal-estar, tontura, torpor, midríase, convulsões e coma - Cardiovascular: bradicardia, hipotensão, assistolia e bloqueios - Óbitos: arritmias, hipotensão e a bradicardia Contato ocular: fotofobia, congestão conjuntival, lacrimejamento Contato ocular: fotofobia, congestão conjuntival, lacrimejamento Clínica Alterações respiratórias - glicosídeos cardiogênicos

53 Geral: de manutenção das funções vitais, com atenção especial para os distúrbios hidroeletrolíticos Geral: de manutenção das funções vitais, com atenção especial para os distúrbios hidroeletrolíticos Êmese: antes de 30 após a ingestão de grandes quantidades Êmese: antes de 30 após a ingestão de grandes quantidades Carvão ativado e catártico Carvão ativado e catártico Monitorar K sérico, ECG Monitorar K sérico, ECG Atropina em caso de bradicardia Atropina em caso de bradicardia Fenitoína em caso de arritmias Fenitoína em caso de arritmias Outros: anti-espasmódico, anti-emético, protetor de mucosa Outros: anti-espasmódico, anti-emético, protetor de mucosa Contato ocular: lavagem com água corrente, colírios antissépticos, analgésicos e avaliação oftalmológica Contato ocular: lavagem com água corrente, colírios antissépticos, analgésicos e avaliação oftalmológica Tratamento Alterações respiratórias - glicosídeos cardiogênicos

54 Plantas abortivas Artemísia Canela Canela - doses excessivas: irritação mucosas, hematúria e aborto Artemísia Artemísia - ação local Bucha-paulista Canela Abortivas

55 Alecrim Alecrim - uso interno e altas doses Arruda Arruda - irritante e narcótico - ação direta sobre útero Abortivas

56 Babosa: Babosa: - Congestão pélvica Guiné Guiné - Formas tóxicas - decoto das folhas e extratos de raiz e folhas Guiné Babosa Abortivas

57 Fedegoso Fedegoso - Cólicas intestinais e abortivo Papoula ou hibisco Papoula ou hibisco Losna Losna Fedegoso Papoula Abortivas Fedegoso

58 Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória Alameda Mary Ubirajara, Santa Lúcia CEP: Vitória/ES


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