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POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM 09 DE OUTUBRO DE 2008.

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Apresentação em tema: "POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM 09 DE OUTUBRO DE 2008."— Transcrição da apresentação:

1 POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM 09 DE OUTUBRO DE 2008

2 A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM se constitui uma das 22 metas do discurso de posse do Ministro Jose Gomes Temporão. Segundo país das Américas a elaborar uma Política Nacional.

3 A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem está alinhada com a Política Nacional de Atenção Básica – porta de entrada do Sistema Único de Saúde - com as estratégias de humanização, e em consonância com os princípios do SUS, fortalecendo ações e serviços em redes e cuidados da saúde.

4 POR QUE UMA POLÍTICA VOLTADA PARA O HOMEM? Pelo reconhecimento de que a população masculina acessa o sistema de saúde por meio da atenção especializada e portanto requer por parte do SUS, mecanismos de fortalecimento e qualificação da atenção primária. Porque o estereótipo de masculinidade compromete o acesso aos serviços e a adesão ao tratamento, sobretudo devido à crença na invulnerabilidade do homem. Pelos altos índices de morbimortalidade masculina sobretudo quando se faz uma comparação com a morbimortalidade feminina. A taxa de mortalidade por homicídios entre homens é 12 vezes maior que a feminina, chegando a 15 vezes entre 20 e 29 anos (Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde). Pela necessidade do SUS em estabelecer princípios, diretrizes e depois planos de ação para diminuir os agravos à saúde masculina e melhorar a qualidade de vida desta população. Pela necessidade de qualificar a atenção integral à saúde da população masculina na perspectiva de linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção.

5 POR QUE UMA POLÍTICA VOLTADA PARA O HOMEM? Por que em 2007 enquanto as mulheres somaram 16 milhões de consultas ao ginecologista, os homens somaram 2 milhões de consultas ao urologista (em que pese esse especialista também atende a mulheres e adolescentes de ambos os sexos). Em função das doenças crônica não transminssíveis (diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, tumores malignos e benignos, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, enfisema pulmonar) a diferença dos números é alarmante e se deve a um conjunto de fatores de risco, muito mais presente entre os homens. Porque o tabagismo, o alcoolismo, a ingestão de alimentação baseada em gorduras trans e carnes, a vida sedentária,o alcoolismo no trânsito, a violência, as DST e a AIDS, a hipertensão, a diabetes e os cânceres, acometem de maneira mais geral a população masculina..

6 POR QUE UMA POLÍTICA VOLTADA PARA O HOMEM? Para contribuir na ruptura da cultura da invulnerabilidade, da força do sexo forte e do machismo. Para efetivar Atenção especial com adolescência pois essa é fase uma fase fundamental para formação de identidades pessoais e sociais. O contato com estereótipos de modelos de masculinidade e feminilidade – que se inicia na fase infantil – seaprofunda nesse período. Para ajudar a promover a mudança social na escola, no trabalho,na família entre outros espaços sociais.

7 População Masculina ,2% População Feminina ,8% População em destaque: 25 a 59 anos 41,3 % da população masculina Fonte: Contagem da população IBGE / PNAD População Total do Brasil

8 PERCENTUAL DA POPULAÇÃO MASCULINA DO BRASIL POR FAIXA ETÁRIA 0 – 9 10 – mais de 60 Fonte IBGE/PNAD 2006

9 Estruturação da Área Técnica de Saúde do Homem no DAPES/SAS; Realização de 05 Seminários Nacionais com a participação de médicos(as) de família e comunidade, urologistas, cardiologistas, psiquiatras, especialistas em saúde mental, gastroenterologistas, pneumologistas, representações da sociedade civil, do CONASS e CONASEMS; presença de 52 professores(as) titulares e/ou adjuntos das universidades brasileiras; Audiência Pública no Congresso Nacional; Consulta Pública com primeira versão do documento base disponibilizado na internet; Discussão no Conselho Nacional de Saúde – 08 de outubro de 2008; PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA INSTRUMENTOS E ATORES SOCIAIS

10 Pactuação na Comissão Intergestores Tripartite – CIT; Lançamento e Publicação da Política Nacional; Assinatura de Portaria estabelecendo uma Semana Nacional de Promoção à Saúde do Homem; Lançamento de campanha de mídia, rádio, TV, impressos para a população em geral, manuais com conteúdos temáticos e específicos para profissionais da atenção básica e de todo Sistema Único de Saúde – SUS, com interlocução com a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA INSTRUMENTOS E ATORES SOCIAIS

11 Principal autor e vítima da violência. Vulnerabilidade ao uso abusivo de álcool, tabaco e outras drogas. Preconceitos decorrentes da não adequação à masculinidade hegemônica. Diferentes condições perpassam o ciclo de vida: adolescência, vida adulta e velhice. PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA IDENTIFICAÇÃO DOS DETERMINANTES SOCIAIS SOBRE A SAÚDE DO HOMEM

12 Causas Externas (Acidentes e Agressões) Doenças do Coração Tumores malignos Distúrbios gastrointestinais e respiratórios Dados epidemiológicos evidenciam que cerca de 75% das causas de morbimortalidade do Homem são devidas a: PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS AGRAVOS A SAÚDE QUE OCORREM NA POPULAÇÃO MASCULINA

13 Entre os Acidentes – destacam-se os Acidentes de Trânsito com franca diminuição depois da Chamada Lei Seca. Das Doenças do Coração as Coronáriopatias responsáveis por mais de 28% das mortes até os 59 anos e de 72% das mortes após os 60 anos. Dos Tumores, o Câncer da próstata foi, em 2005, o que mais causou a morte de homens, só superado pelo câncer de pulmão. Estimativa de novos casos para este ano: casos (INCA). Alta morbidade pela hipertrofia benigna da próstata, com péssima repercussão na qualidade de vida. Das Doenças Gastrointestinais foram as Doenças do Fígado (sobretudo a Doença Alcoólica) as responsáveis por mais de 70% das causas de morte. Das Doenças do Aparelho Respiratório tivemos em 2005 mais de internações por Câncer de pulmão e de laringe e algo como internações por pneumonias e a asma. PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA MORBI-MORTALIDADE

14 População privada de liberdade Como conseqüência da maior vulnerabilidade dos homens à autoria da violência, grande parte da população carcerária no Brasil é formada por homens. Alcoolismo e Tabagismo No Brasil, as internações de mulheres por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool, segundo o DATASUS (2006), representaram 2% de todas as internações por transtornos mentais e comportamentais, enquanto os homens apresentaram um percentual de 20%. Em relação ao tabagismo, os homens usam cigarros também com maior freqüência que as mulheres, o que acarreta maior vulnerabilidade às doenças cardiovasculares, câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças bucais e outras.

15 PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA MORBI-MORTALIDADE Pessoas com deficiência A pessoa com deficiência é muitas vezes infantilizada e inferiorizada, encontrando-se em situação de vulnerabilidade social que a expõe a riscos à saúde. A crença na invulnerabilidade masculina é dissonante em relação à deficiência física e/ou cognitiva, o que leva o deficiente ser mais vulnerável à violência e exclusão. Do total dos deficientes, aproximadamente, 11 milhões são homens, dos quais 1.5 milhões têm deficiência mental e 900 mil são deficientes físicos (falta de membro ou parte dele). Considerando o grau de severidade da incapacidade, existem no Brasil, 148 mil cegos (70 mil homens) e, aproximadamente, 2,4 milhões de pessoas que declararam ter alguma dificuldade para enxergar. Analogamente, 166 mil pessoas se declararam incapazes de ouvir (86 mil homens) e quase 900 mil têm grande e permanente dificuldade de ouvir.

16 Fonte: MS/SVS/DASIS-SIM-2006 Principais Causas Externas de óbitos nas diferentes faixas etárias da população masculina dos 25 aos 59 anos CAUSAS EXTERNAS

17 Porcentagem de óbitos por Doenças do Aparelho Circulatório, em 2005, na população masculina em geral 2005 Em cada 3 homens 1 morreu de Doenças do Aparelho Circulatório (Coronariopatias) Fonte: MS/SVS/DASIS-SIM-2006 DOENÇAS CARDIOVASCULARES

18 TUMORES Fonte: MS/SVS/DASIS-SIM-2006 INCA/2008 Principais tipos de Tumores Malignos que ocorreram na população masculina em 2005 e previsão percentual de incidência para o ano de % 48% 85%

19 1. Orientar as ações e serviços de saúde para a população masculina, com integralidade e equidade, primando pela humanização da atenção. 2. Mudar paradigmas no que concerne à percepção da população masculina em relação ao cuidado com a sua saúde e a saúde de sua família. 3. Capacitar tecnicamente os profissionais de saúde para o atendimento ao homem. 4. Além da ênfase nos aspectos educacionais, os serviços devem ser organizados de modo a acolher e fazer com que o homem sinta- se parte integrante deles. 5. Implementar a Política do Homem de forma integrada às demais políticas existentes, priorizando a atenção primária como porta de entrada de um sistema de saúde universal, integral e equânime. PRINCÍPIOS

20 PRINCIPAIS DIRETRIZES 1.Elaboração do Plano de Ação subordinado a esta Política e pautado pelos princípios da integralidade, factibilidade, coerência e viabilidade; 2. Entender a Saúde do Homem como um conjunto de ações de promoção e prevenção, assistência e recuperação, executadas com humanização e qualidade, nos diferentes níveis de atenção; 3. Priorizar a Atenção Básica com foco na Estratégia de Saúde da Família, porta de entrada do sistema de Saúde integral, hierarquizado e regionalizado

21 Promover a melhoria das condições de saúde da população masculina do Brasil, contribuindo, de modo efetivo, para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, através do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde. OBJETIVO GERAL

22 Organizar, implantar, qualificar e humanizar, em todo território brasileiro, à atenção integral a saúde do homem, dentro dos princípios que regem o Sistema Único de Saúde. Estimular a implantação e implementação da assistência em saúde sexual e reprodutiva, no âmbito da atenção integral à saúde. Ampliar e qualificar a atenção ao planejamento reprodutivo masculino, inclusive a assistência à infertilidade. Promover na população masculina, conjuntamente com o Programa Nacional de DST/AIDS, a prevenção e o controle das doenças sexualmente transmissíveis e da infecção pelo HIV Garantir o acesso aos serviços especializados de atenção secundária e terciária para os casos identificados como merecedores destes cuidados OBJETIVOS ESPECÍFICOS

23 Promover a atenção integral à saúde do homem nas populações indígenas, negras, quilombolas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, trabalhadores rurais, homens com deficiência, em situação de risco, em situação carcerária, entre outros, desenvolvendo estratégias voltadas para a promoção da equidade para distintos grupos sociais. Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada para efetivar a atenção integral à saúde do homem com protagonismo social na enunciação das reais condições de saúde da população masculina. Ampliar, através da educação, o acesso dos homens às informações sobre as medidas preventivas contra os agravos e enfermidades que atingem a população masculina OBJETIVOS ESPECÍFICOS

24 União Fomentar a implementação e acompanhar a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Promover em parceria com o Ministério da Educação e a Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, a valorização da crítica em questões educacionais relacionadas aos estereótipos de gênero, enraizados há séculos em nossa cultura patriarcal que coloca a doença como um sinal de fragilidade e contribui para que o homem se julgue invulnerável. Estimular e apoiar em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE/MS), a realização de pesquisas que possam aprimorar a Atenção Integral à Saúde do Homem. ALGUMAS RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS As responsabilidades institucionais estão definidas de acordo com as diretrizes emanadas do Pacto pela Saúde 2006, respeitando-se a autonomia e as competências das três esferas de governo.

25 União Propor, em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES/MS), estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS, voltada para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Coordenar o processo de construção das Diretrizes Nacionais da Atenção à Saúde do Homem e de protocolos terapêuticos/clínicos, em parceria com os Estados e Municípios, apoiando-os na implementação dos mesmos e contribuindo com instrumentos que fortaleçam a regulação na definição de referências e contra- referências e na própria consolidação de redes regionalizadas assistenciais. Estimular e apoiar em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP/MS) e com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) o processo de discussão com participação de todos os setores da sociedade, com foco no controle social, nas questões pertinentes à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. ALGUMAS RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS

26 AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO O processo de avaliação da implantação e implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem deverá ocorrer de acordo com as pactuações realizadas em âmbito federal, estadual e municipal, com destaque para o monitoramento dos indicadores do Pacto pela Vida, a ser realizado pelo Conselho Nacional de Saúde e pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Para essa avaliação de processo há de se definir critérios, parâmetros, indicadores e metodologia específicos, sendo através desta avaliação que será possível identificar, modificar e/ou incorporar novas diretrizes, a partir de sugestões apresentadas pelo Ministério da Saúde, Comissão Intergestores Tripartite e Conselho Nacional de Saúde. Além dessas avaliações de resultado e processo, não se pode deixar de avaliar a contribuição dessa política para concretização dos princípios e diretrizes do SUS, especialmente na conformidade do que estabelece a lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8080/90).

27 O Ministério da Saúde vem cumprir seu papel ao formular a Política que deve nortear as ações de atenção integral à saúde do homem, visando estimular o auto-cuidado e, sobretudo, o reconhecimento de que a saúde é um direito social básico e de cidadania de todos os homens brasileiros.

28 OBRIGADO


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