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A ULA 1: C ONCEITOS B ÁSICOS EM E PIDEMIOLOGIA Professora: Daniela Aquino.

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1 A ULA 1: C ONCEITOS B ÁSICOS EM E PIDEMIOLOGIA Professora: Daniela Aquino

2 E PIDEMIOLOGIA – C ONCEITO Estudo dos fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas (IEA, 1973). Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde (Almeida Filho & Rouquayrol).

3 U TILIDADES DA E PIDEMIOLOGIA 1. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas; 2. Identificar fatores etiológicos das enfermidades; 3. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, assim como levar em conta as prioridades.

4 Á REAS T EMÁTICAS Doenças Transmissíveis Serviços de Saúde Saúde do trabalhador Saúde da mulher e da criança Doenças crônicas Saúde mental Epidemiologia Social Nutrição Saúde Ambiental Outros

5 Origens Epidemia: Grécia clássica. Epidemiologia: Texto espanhol sobre a peste (séc. XVI). Sociedade de Epidemiologia: fundada em Londres (1850): grande impulso nas investigações etiológicas sobre doenças transmissíveis. Séc XX: status de disciplina científica. Epi= sobre; demo= população; logos= tratado estudo do que afeta a população. Original: estudo de epidemias de doença transmissíveis.

6 PILARES DA EPIDEMIOLOGIA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, A ESTATÍSTICA E AS CIÊNCIAS SOCIAIS.

7 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Conceituada como a primeira ciência humana nos séc. XVIII e XIX (diagnósticos, prognósticos, terapêuticos). Contribui para que se possa melhor descrever as doenças, classificá-las mais adequadamente e, assim, atingir maior grau de precisão na determinação da frequência com que estão ocorrendo na população, o que se reflete na qualidade dos estudos de correlação e nas pesquisas, de maneira geral.

8 E STATÍSTICA Utilizada durante o estado moderno no séc. XVIII como uma grandeza na contagem de elementos, seja população, objetos, etc. Mais tarde utilizada no controle de doenças. Tem papel fundamental na epidemiologia, pois fornece o instrumental a ser levado em conta nas investigações de questões complexas, como a aleatoriedade dos eventos e o controle da variáveis que dificultam a interpretação dos resultados.

9 CIÊNCIAS SOCIAIS Marco da medicina na Europa Ocidental em meados do séc. XX, propôs a saúde como uma base política no campo da saúde coletiva. Os fatores que produzem a doença são biológicos e ambientais, com significados sociais complexos.

10 EVOLUÇÃO DA EPIDEMIOLOGIA Medicina Individual X Medicina Coletiva Grécia Antiga: a saúde está baseada num pensamento mitológico. As duas filhas do Deus Asclépios Panacéia : padroeira da MEDICINA CURATIVA, realizada por meio de manobras físicas, encantamentos, preces e utilização de pharmakon (medicamentos). Higéia : cultuada por todos aqueles que achavam que a saúde era produto da harmonia dos homens e do ambiente. Promovia a saúde através de ações PREVENTIVAS, do equilíbrio entre os elementos da natureza.

11 Os conceitos de HIGIENE e HIGIÊNICO são derivadas da crença à deusa Higéia, no sentido de promoção da saúde, principalmente no âmbito da coletividade.

12 Hipócrates : médico grego que viveu há cerca de 2500 anos, dominou o pensamento médico de sua época e dos séculos seguintes. É considerado o pai da medicina, o pai da epidemiologia e o primeiro epidemiologista.

13 Analisava as doenças em bases racionais, afastando-se do sobrenatural. As doenças eram produto da relação complexa entre a constituição do indivíduo e o ambiente que o cerca, raciocínio ecológico atual. O médico deve sempre considerar, na avaliação do paciente, entre outros fatores, o clima, a maneira de viver, os hábitos de comer e de beber. Estudou as doenças epidêmicas e as variações geográficas das condições endêmicas. Deixou-nos um juramento que constitui o fundamento da ética médica, e a defesa do exame minucioso e sistemático do paciente, que consiste na base para o diagnóstico e para a fiel descrição da história natural das doenças.

14 A tradição de Hipócrates foi mantida por Galeno ( d.C.) na Roma Antiga, preservada por árabes na Idade Média e retomada por clínicos, primeiramente na Europa Ocidental, e depois por toda parte. Extremamente válidas e contemporâneas são suas referências ao potencial curativo, mas também venenoso dos medicamentos. Para ele, deveria ser outorgada maior ênfase ao uso dos medicamentos fitoterápicos, considerando o fato de que os de origem mineral seriam mais tóxicos e os de origem animal, mais débeis.

15 Parte da contribuição de Hipócrates e Galeno foi perdida ou deturpada através de questionamentos promovidos por seguidores que propunham correntes alternativas de pensamento.

16 IDADE MÉDIA E FASE CONTEMPORÂNEA Prática médica de caráter mágico- religiosa para os pobres, exercida por religiosos (caridade) e por pessoas leigas, boticários e cirurgiões;

17 Reintrodução das idéias de Hipócrates no mundo ocidental pelos médicos e filósofos Avicena e mais tarde por Averróes; O local mais apropriado para assistir aos pacientes eram originalmente as hospedarias de ordens religiosas (Cavaleiros Hospitalários) destinados a viajantes que recebiam os doentes. Local onde os médicos deixavam suas práticas privadas para ter acesso aos vários pacientes confinados em seus leitos. Uma investigação sistematizada de enfermos.

18 CONSTITUIÇÃO DA EPIDEMIOLOGIA Enfoque Clínico Discordância política contra os físicos, leigos e muitos religiosos advindos de idéias mágico- religiosas, criando, consequentemente uma corporação médica mais fortalecida. Os clínicos não observaram claramente uma distinção entre o individual e o coletivo;

19 Construção de um saber técnico e de instituição de práticas (início de uma clínica científica); Avanço da Fisiologia Moderna por Claude Bernard, fisiologista francês, considerado pai da moderna fisiologia experimental ( ) dando ênfase ao discurso científico.

20 Enfoque Estatístico Formação dos Estados: necessidade de contar o povo (produção) e o exército (poder) com o surgimento da Estatística (Estado= status + isticum= contar); John Graunt ( ): considerado pai da Epidemiologia, da Demografia e Estatística, desenvolveu o tratado de tabelas mortuárias de Londres. Analisou a proporção de crianças que morriam antes dos 6 anos de idade em uma dada região. Foi pioneiro na utilização de coeficientes (óbitos em relação à população).

21 Estudos envolvendo probabilidades impulsionados por Sir Edmund Halley ( ), Daniel Bernouilli ( ), Pierre Simon Laplace ( ) e Lambert Adolph Quetelet ( ) propiciaram os primeiros registros anuais de morbidade e mortalidade realizados pelo Estado (uma espécie de SIS). OBS: Houve um avanço rápido no enfoque estatístico, numérico com caráter reducionista. Contudo, faltava o último elemento que daria respaldo a epidemiologia propriamente dita.

22 Enfoque da Medicina Social Na Inglaterra: o movimento hospitalário e o assistencialismo propiciaram a Medicina da Força de Trabalho com o impacto da Revolução Industrial; Na Alemanha: medidas compulsórias de controle e vigilância das doenças criando a Medicina de Estado – Polícia Médica;

23 A França: encarou a necessidade de sanear as cidades, ventilar ruas e construções isolando os miasmas. Originou a Medicina Sanitarista de caráter urbano.

24 A Europa no século XIX era o centro das ciências. A Revolução Industrial, iniciada por volta de 1750 na Inglaterra e um pouco mais tarde em outros países produziu deslocamento das populações do campo para as cidades. Epidemias de cólera, febre tifóide e febre amarela constituíam graves problemas nas cidades, levando maiores preocupações quanto à higiene, ao aprimoramento da legislação sanitária e à criação de uma estrutura administrativa para a aplicação das medidas preconizadas. Os estudiosos se dividiam entre a teoria dos miasmas e a teoria dos germes.

25 C ONFLITOS ENTRE OS P ARADIGMAS Teoria Miasmática : a origem das doenças estava na má qualidade do ar, proveniente de emanações oriundas da decomposição de animais e plantas. MIASMA: Mal + Ar (atribuído à Malária)

26 Teoria dos Germes : agentes específicos relacionados, um a um, a doenças específicas.

27 P ERSONALIDADES MARCANTES PARA A M EDICINA E A E PIDEMIOLOGIA NO SÉC. XIX Pierre Louis ( ): introdução e divulgação do método estatístico, utilizando-o na investigação clínica das doenças; Louis Villermé ( ): investigou a pobreza e as condições de trabalho e suas repercussões sobre a saúde;

28 William Farr ( ): permitiu uma disseminação dos relatórios sobre saúde da Inglaterra a vários estudiosos, contribuindo para a reforma sanitária inglesa; Louis Pasteur ( ): considerado o pai da bacteriologia, assentou as bases biológicas para o estudo das doenças infecciosas, influenciando profundamente a história da epidemiologia.

29 John Snow ( ): estudioso sobre a epidemia de cólera e sua relação com a água contaminada em Londres. Colaborou bastante na epidemiologia de campo.

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31 P ONTOS MARCANTES DO S ÉC. XX - Consagração da Epidemiologia a partir de vários teóricos que fundaram a John Hopkins School of Hygiene and Public Health em 1918 nos Eua, tornando esta ciência cada vez mais social; - Houve uma transição da epidemiologia de doenças infecciosas para a epidemiologia das doenças consideradas crônicas e ocupacionais; - Impacto pós II guerra mundial, surgimento de vários casos de doenças cardiovasculares, câncer de pulmão e úlcera gástrica;

32 - Determinação das condições de saúde da população; - Desenvolvimento de metodologias para estudos epidemiológicos; - Avaliação de intervenções: aplicados em estudos populacionais (observação de um dado tratamento preventivo ou curativo).

33 SITUAÇÃO ATUAL: MULTICAUSALIDADE Associação de: fatores físicos, biológicos e psicossociais.

34 O que confere especificidade à Epidemiologia enquanto área de conhecimento? Objeto de estudo Os processos coletivos geradores doença Modo de Produção do Conhecimento Observação de grupos (populacionais) Conceito de risco (teoria da probabilidade) Finalidade Subsidiar as práticas que tenham como objeto de intervenção a saúde da população. DISCIPLINA BÁSICA DA SAÚDE COLETIVA

35 CLÍNICAEPIDEMIOLOGIA Abordagem individual Abordagem individual O caso, a singularidade O caso, a singularidade Diagnóstico (individual) Diagnóstico (individual) História clínica História clínica Determinantes clínicos Determinantes clínicos Recorre às Ciências Biológicas Recorre às Ciências Biológicas Abordagem em nível coletivo Abordagem em nível coletivo Coletivos Coletivos Perfil epidemiológico Perfil epidemiológico Perspectiva histórica (busca conhecer os processos sociais) Perspectiva histórica (busca conhecer os processos sociais) Determinantes epidemiológicos Determinantes epidemiológicos Recorre à Estatística e às Ciências Sociais Recorre à Estatística e às Ciências Sociais

36 E PIDEMIOLOGIA C LÍNICA É a aplicação dos métodos e princípios epidemiológicos na prática clínica. População Indivíduo Disciplina que formaliza a aplicação da informação obtida de estudos populacionais ou com grupos de pacientes para o ambiente clínico.

37 E PIDEMIOLOGIA D ESCRITIVA A epidemiologia descritiva é a parte da Epidemiologia que estuda o processo saúde-doença na sociedade, analisando a sua distribuição, ou seja, descreve epidemiologicamente os dados colhidos na população.

38 QUESTÕES BÁSICAS DA EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA O QUE: representa o tipo de evento em foco. QUEM : quais pessoas foram atingidas pelo dano. ONDE : em que local as pessoas foram atingidas pelo dano. QUANDO : em que época as pessoas foram atingidas pelo dano. COMO: os eventos variam na população. POR QUÊ: esclarece as diferentes frequências com que os eventos ocorrem.

39 CLASSIFICAÇÃO DAS VARIÁVEIS Relativas às PESSOAS: sexo, idade, estado civil, grupo étnico, religião, renda, ocupação, educação, classe social, paridade, história familiar, composição familiar, ordem de nascimento, peso, altura, grupo sangüíneo, tipo de comportamento, estilo de vida, hábito de fumar.

40 Relativas ao LUGAR: país, região, estado, município, distrito, bairro, instituição, edifício, rua, urbano-rural, código postal (CEP), tamanho da comunidade. Relativas ao TEMPO: década, ano, semestre, trimestre, mês, semana, dia, hora.

41 E PIDEMIOLOGIA A NALÍTICA É a parte da Epidemiologia que investiga em profundidade a associação entre dois eventos, no intuito de estabelecer explicações para uma eventual relação observada entre eles. Exposição (causa) Doença (efeito) ObesidadeDiabetes FumoCâncer Toxoplasmose Anomalia congênita VacinaPrevenção MedicamentoCura

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